Governo Trump usa combinação de ameaças, sanções e ofertas de ajuda para que a ilha liberalize sua economia
Os Estados Unidos ampliaram a pressão sobre Cuba para forçar abertura econômica e reformas políticas no país caribenho. John Ratcliffe, diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), visitou a ilha na 5ª feira (14.mai.2026) sem anúncio prévio.
Ratcliffe se reuniu com autoridades cubanas, entre elas Raúl Guillermo Rodríguez Castro, interlocutor de Havana nas recentes discussões com os EUA. O ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, também participou do encontro. Durante as conversas, Ratcliffe afirmou que o país tinha uma “rara oportunidade de estabilizar sua economia em declínio”.
PRESSÃO DOS EUA
Washington combina sanções econômicas, possibilidade de acusações judiciais e proposta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões à ilha. O governo norte-americano também mantém a possibilidade de uma ação militar semelhante à realizada na Venezuela, caso Cuba não atenda às exigências.
A administração do presidente Donald Trump estabeleceu prazo curto para que o governo cubano aceite as demandas, que incluem:
- liberalização econômica com ampliação de investimentos estrangeiros;
- expansão do setor privado;
- soltura de presos políticos;
- início de reformas no sistema político.
RESPOSTA DE HAVANA
O governo cubano publicou comunicado na 6ª feira (15.mai.2026) no Granma, jornal oficial do Partido Comunista. O texto afirmou que, durante a reunião, o país “demonstrou categoricamente que Cuba não constitui uma ameaça à segurança nacional dos EUA, nem existem razões legítimas para incluí-la na lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo”.
O comunicado também afirmou que a ilha “não abriga, apoia, financia ou permite organizações terroristas ou extremistas”. Segundo o governo cubano, “não existem bases militares ou de inteligência estrangeiras em seu território, e Cuba nunca apoiou qualquer atividade hostil contra os EUA, nem permitirá que ações contra qualquer outra nação sejam realizadas a partir de Cuba”.
Durante a sessão solene na manhã desta segunda-feira, 11, para a entrega da Comenda Cavalhadas de Goiás Padre Silvestre Álvares da Silva, em homenagem à cultura goiana, especialmente às Cavalhadas e à Festa do Divino Espírito Santo, parlamentares fizeram uso da palavra.
O primeiro foi Eliel Júnior (Solidariedade), que destacou a importância da preservação das Cavalhadas também no município de Luziânia. Ao mencionar uma das homenageadas, Poliana Guimarães, o legislador ressaltou o trabalho realizado por ela e por sua família na manutenção da tradição, transmitida de geração em geração, além do esforço conjunto para resgatar a festividade no município. Junior também parabenizou os demais homenageados da solenidade e reconheceu a atuação da Comissão de Turismo da Casa na valorização da cultura e do turismo em Goiás.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Bruno Peixoto (UB), enfatizou que promover a cultura goiana também é fortalecer a geração de emprego e renda. “Juntamente com o deputado Lineu Olimpio e o deputado licenciado Coronel Adailton (SD), levamos ao Governo de Goiás, à época, com o governador Ronaldo Caiado (PSD), a necessidade de investimentos para fortalecer o setor. Somos apaixonados pelas Cavalhadas”, declarou.
O chefe do Parlamento lembrou ainda que os deputados aprovaram recursos específicos no orçamento para garantir a realização das festividades em diferentes cidades. Ao finalizar, Peixoto contou que a criação da comenda foi uma forma de reconhecer todos aqueles que atuam, direta e indiretamente, para manter viva a história das Cavalhadas e da Festa do Divino em Goiás. Segundo ele, foi a forma que os deputados e deputadas encontraram para reconhecer aqueles que prestam esse serviço, que mantêm viva a cultura. “Agradeço aos homenageados e reforço o simbolismo da honraria para os representantes da cultura popular goiana.”
Fortalecer a tradição
Na sequência, Coronel Adailton destacou que apoiar as Cavalhadas onde elas já existem e incentivar sua retomada onde ainda necessitam de apoio é um dos objetivos dos parlamentares. “Com a parceria da Casa, do Governo do Estado e dos entes federais, estaduais e municipais, seguiremos fortalecendo essa tradição tão importante para a nossa identidade cultural.”
Adailton disse que as Cavalhadas representam um dos movimentos mais expressivos da cultura goiana: “Elas revelam Goiás para o Brasil e para o mundo. Em diversas ocasiões, especialmente nas Cavalhadas de Pirenópolis e Corumbá, recebemos representantes e embaixadores de vários países que passaram a conhecer nossa cultura por meio dessas manifestações tradicionais.”
Presidente da solenidade, o deputado Lineu Olimpio (MDB) afirmou que a sessão, também proposta por ele, era voltada às pessoas que contribuem diretamente para a realização da Festa do Divino e das Cavalhadas. Lembrou que quando se pensou na criação da honraria, foi pensando justamente em reconhecer pessoas que dedicam suas vidas ao evento: os cavaleiros, os imperadores do Divino e todos aqueles que contribuem para a realização dessa grande manifestação cultural.
“Falar de Goiás é falar das nossas raízes, da força do nosso povo e das nossas tradições. E, entre elas, as Cavalhadas ocupam um lugar especial. Não digo apenas da história registrada nos livros, mas daquilo que o povo goiano sente quando chega o período das Cavalhadas em cada município do nosso Estado. As Cavalhadas têm cheiro de infância, de família reunida, de cidade enfeitada, de gente esperando o ano inteiro por aquele momento. Elas representam pertencimento, memória afetiva e devoção”, enfatizou Olimpio.
Apoio governamental
O legislador destacou o apoio do Governo do Estado e dos municípios para a realização das festividades, além da destinação de recursos parlamentares. Ele enfatizou que as Cavalhadas não pertencem a grupos políticos, e sim à cultura do povo goiano — são manifestações de fé, tradição e identidade coletiva. “Talvez seja justamente isso que as torna tão especiais: elas mantêm viva a memória do nosso povo. Quem participa entende que não se trata apenas de uma festa, mas de emoção, devoção e orgulho da própria terra.”
Olimpio ressaltou o caráter festivo da celebração: “As cidades se transformam durante esse período. O comércio se fortalece, as ruas ganham vida, as famílias recebem visitantes, os reencontros acontecem. As Cavalhadas movimentam o turismo, fortalecem a economia local e, acima de tudo, fortalecem a identidade do povo goiano”.
Governo canadense compromete novos recursos para reforçar financiamento ucraniano e ampliar acesso a crédito internacional; valor é o equivalente a U$ 1,8 bilhão
O Canadá anunciou um pacote adicional de 2,5 bilhões dólares canadenses (o equivalente a US$ 1,8 bilhão) em ajuda econômica para a Ucrânia. O anúncio foi feito neste sábado (27.dez.2025) pelo primeiro-ministro Mark Carney, em Halifax (Canadá), ao lado do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
No pronunciamento, Carney disse que os recursos ajudarão a Ucrânia a “destravar financiamentos do FMI (Fundo Monetário Internacional) e de outras instituições multilaterais, diante das pressões econômicas geradas pela guerra e pelo impacto nos mercados globais”.
A assistência econômica se dará em um momento de necessidade de liquidez para Kiev, com a expectativa de fortalecer a confiança de investidores e credores internacionais.
O Canadá tem auxiliado a Ucrânia desde a invasão russa em 2022. O país já figura entre os maiores doadores ocidentais em termos per capita, com bilhões de dólares em assistência financeira, militar e humanitária ao longo do conflito.
O aporte reflete a estratégia do governo canadense de respaldar a economia ucraniana e reduzir o risco de involução econômica profunda em meio ao prolongamento das hostilidades.
O anúncio se dá em um cenário de tensões geopolíticas e incertezas econômicas, no qual a Ucrânia busca não apenas resistir militarmente, mas também estabilizar suas finanças e manter serviços essenciais.
O apoio econômico de aliados como o Canadá é visto como um fator importante para preservar a confiança dos mercados e assegurar instrumentos de crédito que permitam a continuidade das operações governamentais e programas sociais em meio à guerra.
Goiás: Caiado anuncia medidas de proteção econômica para produtores de leite
Lidiane 26 de março de 2024
Governo de Goiás vai cortar benefícios fiscais de laticínios que importam leite e derivados de outros países, prejudicando produtores goianos; medida atende demanda do setor
O governador Ronaldo Caiado anunciou nesta segunda-feira (25/03), durante evento na Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), que o Estado vai retirar benefícios fiscais de laticínios que importam leite e derivados de outros países, prejudicando produtores goianos. A medida está em consonância com a mobilização do setor pela adoção de medidas de proteção econômica e será viabilizada por meio de alteração em lei e publicação de decretos. “Estamos fazendo justiça. Não podemos ter uma lei que incentiva a indústria e sufoca o produtor. Quem tem o incentivo fiscal deve priorizar o produto de Goiás”, afirmou Caiado.
Fruto de estudos desenvolvidos pelas secretarias da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Economia, o pacote inclui alteração e regulamentação das leis nº 13.591/2000, que institui o Programa Produzir, e nº 20.787/2020, que trata do Programa do Pró-Goiás, no sentido de retirar os benefícios fiscais de empresas importadoras. Também será publicada uma instrução normativa, visando disciplinar a execução da medida. As alterações foram assinadas e sancionadas pelo governador nesta tarde.
Com as medidas, o Governo de Goiás busca apoiar os produtores locais, principalmente os pequenos, reduzindo o impacto negativo do recente aumento no volume de compra do produto de fornecedores externos. “Queremos criar uma parceria onde possamos conviver e dar condições para que o pequeno produtor de leite, no mais distante município, possa também ampliar essa estrutura”, disse o governador.
O vice-governador Daniel Vilela relembrou os desafios que sua família passava na época em que eram produtores de leite e disse que a atividade, mais que uma opção de sustento, é uma paixão dos produtores. “Estamos tomando medidas que compensam o desequilíbrio, que vão balancear e dar melhores condições aos produtores de leite, os maiores geradores de emprego do país”, disse Vilela.
Ainda durante o evento, foi anunciado a realização de um estudo referente às legislações ambiental, sanitária e tributária. O objetivo é desburocratizar, reduzir custos e fomentar os pequenos laticínios e cooperativas que processam leite, o que deve ampliar a concorrência. Também será apresentado ao Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO) um pedido de renegociação e alongamento de financiamentos.
As novidades foram comemoradas pelos produtores, que lotaram o auditório da Faeg. Para o presidente da entidade e vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schneider, a proteção econômica vai alcançar milhares de famílias que vivem da produção de leite. “Goiás está um passo à frente, buscando o equilíbrio para que todos os cidadãos goianos tenham dignidade e, acima de tudo, respeito entre os elos da cadeia”, disse Schneider.
Mais apoio
Além das medidas anunciadas nesta segunda, o governo desenvolve outras ações de fortalecimento da cadeia produtiva de leite. Entre elas, destaca-se a Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea do Estado de Goiás, que facilita a negociação entre produtores e indústrias, e a criação de linha de crédito específica dentro do FCO, com prazo de quatro anos de carência e 15 anos para pagamento. A taxa de juros é de aproximadamente 7,46% ao ano.
Goiás é um dos maiores produtores de leite do país. Em 2023, o estado produziu 2,2 bilhões de litros do produto, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rebanho leiteiro possui quase 2 milhões de animais, com destaque para os municípios de Orizona, Jataí e Piracanjuba. A maioria dos produtores são pequenos e médios, com média de até 250 litros por dia.
(Com informações, Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás)
Prévia do PIB, índice de atividade econômica de Goiás cresce mais que o dobro do nacional
Lidiane 21 de março de 2024
Indicador calculado pelo Banco Central mostra que Goiás cresceu 6% na variação acumulada em 12 meses, entre fevereiro de 2023 e janeiro de 2024; variação nacional no período foi de 2,5%
A atividade econômica goiana cresceu 6%, superando em mais que o dobro a média nacional, que foi de 2,5% na variação acumulada dos últimos 12 meses, até janeiro de 2024. As informações, verificadas pelo Instituto Mauro Borges (IMB), constam no Índice de Atividade Econômica (IBCR), publicado pelo Banco Central (BC).
Os dados também mostram que na comparação entre janeiro de 2024 e o mês imediatamente anterior, dezembro de 2023, o crescimento goiano foi de 5,5%. O quinto melhor resultado entre as unidades federativas com o índice divulgado. A média brasileira nesta variação foi de 3,4%.
Já no paralelo entre janeiro de 2024 com o mesmo mês do ano anterior, com ajuste sazonal, Goiás obteve avanço de 1,2%, contra 0,6% da média nacional. O resultado foi quarto maior entre os todos os estados. “Goiás supera o Brasil em todas as análises, o que confirma nossa ascensão”, salienta o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.
O IBCR é calculado a partir de uma fórmula matemática que leva em conta arrecadação de impostos, vendas no varejo, o crédito bancário, produção industrial e outros fatores que influenciam a atividade econômica. É considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), pois mede a evolução da economia como um todo.
Avanços
Um dos reflexos do crescimento da atividade econômica é abertura de empresas, que em Goiás tem batido recordes. Em 2023, o estado somou mais de 33 mil novos negócios abertos, número que superou marca histórica alcançada em 2021. Este ano, houve abertura de mais de 3,2 mil empresas somente em janeiro, de acordo com a Junta Comercial do Estado (Juceg).
No mesmo mês, foram criados quase 15 mil postos formais de trabalho, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). “Todos esses resultados são muito importantes para a sociedade goiana, pois significam mais emprego e renda”, pontua o diretor-executivo do Instituto Mauro Borges, Erik Figueiredo.
Nos últimos meses, o Governo de Goiás também anunciou a vinda de multinacionais, como a alemã DHL Suply Chain, que atua no segmento de distribuição e logística e inaugurou novo centro de distribuição em Aparecida de Goiânia. Por sua vez, a chinesa WeiChai, líder mundial na produção de motores, confirmou instalação em Itumbiara.

Com informações: Secretaria-Geral de Governo – Governo de Goiás

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