17 de janeiro de 2026
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Presidente afirmou que carga tributária atual é menor que em 2011, quando o governo também era administrado pelo PT, mas declaração é imprecisa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que os empresários reclamam da carga tributária, mas não mencionam os benefícios fiscais que recebem.

Durante cerimônia do programa “Combustível do Futuro Chegou: E30 e B15”, realizada nesta 4ª feira (25.jun.2025), o petista diz que foi a 1ª vez que viu empresários elogiarem uma política pública do governo.

Mesmo assim, eu tô cansado de ver empresário falar da carga tributária. Só não falam de R$ 860 bilhões de […] desoneração”, disse.

A cerimônia lançou oficialmente os combustíveis E30 e B15. O presidente disse ainda que a carga atual é menor que a existente em 2011, no início do 1º mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Em sua declaração, Lula pode ter tentado repetir o que havia dito o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em maio.

O chefe da Economia afirmou em 26 de maio de 2025 que a carga tributária federal e a receita primária federal é menor do que 10 anos atrás. Essa declaração é imprecisa. Em ambos, houve aumento em relação ao patamar de 2014.

Lula citou 2011. À época, a carga tributária daquele ano, o 1º do Dilma 1, era menor. Se ele quis dizer receita tributária, de fato era maior. Leia no infográfico abaixo:

O presidente ressaltou a importância da iniciativa para além do setor empresarial: Além dessa política interessar a vocês, interessa, sobretudo, ao Brasil”.

Apesar das críticas, o petista reconheceu que os empresários presentes na cerimônia exaltaram as medidas do governo federal.

É a 1ª vez, em 12 anos que sou presidente […] que os empresários têm coragem de elogiar a política publica que está sendo anunciada pelo governo”, afirmou Lula, que recebeu aplausos de pé dos participantes.

Lula pediu que o setor empresarial considere os interesses nacionais acima dos individuais. Tem horas que a gente tem que deixar os nossos interesses individualizados, e pensar um pouco nesse país”, declarou.



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“Em sessão virtual? É um assunto sério demais para o país”, afirmou Lindbergh; tema vai à votação nesta 4ª feira

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ) afirmou ter sido surpreendido com o fato de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ter pautado para esta 4ª feira (25.jun.2025) a votação do PDL (Projeto de Decreto Legislativo) 314 de 2025, que revoga o decreto do governo que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Ele questionou o fato de a sessão que analisará o tema não ser realizada de forma presencial. 

Como deputado e líder do PT, fui surpreendido com a divulgação da pauta de votações de amanhã [4ª feira (25.jun)]. Entre os temas a serem apreciados, está o PDL que anula o decreto do IOF. Em sessão virtual? Esse é um assunto sério demais para o país”, escreveu em seu perfil no X. 

A expectativa dos deputados era de que a proposta só fosse analisada em meados de julho. A Câmara está esvaziada por causa das festas de São João. Muitos políticos do Norte e Nordeste voltaram às suas bases eleitorais. O próprio Motta tem compartilhado fotos e vídeos das festas na Paraíba, seu Estado natal.

346 VOTOS CONTRA O GOVERNO

Em 16 de junho, os deputados aprovaram, por 346 votos a 97, o requerimento de urgência para o PDL.

Motta havia pautado a urgência depois de o Executivo publicar uma MP (medida provisória) que elevou impostos e um decreto que revogou parte do reajuste do IOF, não sua totalidade. Houve insatisfação no Congresso.

Entre as medidas da MP, o governo quer taxar investimentos hoje isentos, como:

  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio);
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário).

SEM CLIMA PARA A MP

Congressistas de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falam em devolver o texto ao governo.

Uma das possibilidades cogitadas para compensar as perdas com o decreto do IOF seria usar as reservas de dividendos da Petrobras (R$ 10,3 bilhões), do BB (R$ 2,5 bilhões) e do BNDES (R$ 16,1 bilhões).

Gleisi e os governistas têm dito que, se o decreto for mesmo derrubado e a MP rejeitada, uma das soluções seria contingenciar as emendas dos congressistas. A decisão tende a deteriorar ainda mais a relação entre o governo e o Congresso.



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Pavel Durov diz ser pai de mais de uma centena de crianças por meio de doação de esperma; afirma que só vai liberar o patrimônio depois de 30 anos

O dono do Telegram, Pavel Durov, disse que deixará sua herança bilionária aos seus filhos. Ele afirmou ser “pai oficial” de 6 crianças com 3 parceiras, mas que tem mais de 100 herdeiros por meio de doação de esperma.

O empresário concentra uma fortuna de US$ 17,1 bilhões, segundo a revista especializada Forbes. Se o dinheiro fosse dividido hoje entre os filhos, cada um receberia aproximadamente US$ 160 milhões.

“A clínica em que comecei a doar esperma há 15 anos para ajudar um amigo me disse que mais de 100 bebês foram concebidos dessa forma em 12 países”, declarou em entrevista à revista francesa Le Point publicada nesta 5ª feira (19.jun.2025).

Segundo ele, a herança não será liberada imediatamente depois de sua morte. Afirmou ser necessário esperar um período de “ao menos” 30 anos para distribuir o patrimônio aos herdeiros.

Durov não explicou ao longo da entrevista como seria capaz de identificar quem é ou não seu filho ao escrever o testamento.

“Quero deixar claro que não faço diferença entre meus filhos: há aqueles que foram concebidos naturalmente e aqueles que vieram das minhas doações de esperma. Todos são meus filhos e todos terão os mesmos direitos”, disse.

Questionado sobre qual seria o destino do Telegram depois de sua morte, o bilionário respondeu que uma organização sem fins lucrativos tomaria conta da plataforma. O objetivo é manter a ferramenta funcionando.

“Se eu desaparecer, uma fundação sem fins lucrativos assumirá. Meu objetivo é garantir a continuidade da plataforma: quero que ela continue existindo de forma independente, respeitando a privacidade e a liberdade de expressão”, afirmou.

QUEM É PAVEL DUROV

Pavel Durov tem 40 anos. É o criador do Telegram, lançado com foco em comunicação digital. Depois de conflitos com o governo russo, deixou o país e passou a viver fora. Ele alega que as diferenças com a Rússia se deram por liberdade de expressão.



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Nelsinho Trad afirma que integrantes de comitivas oficiais embarcam na Jordânia em voos comerciais

13 brasileiros que integravam comitivas oficiais em visita a Israel iniciam a volta ao Brasil ainda nesta 5ª feira (19.jun.2025) em voos comerciais, informou o senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

O grupo está na Jordânia. Outros 14 brasileiros que também estão no país embarcarão na 6ª feira (20.jun).

Trad é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado e tem acompanhado a saída de brasileiros de Israel por causa do início do conflito dos israelenses com o Irã.

“A Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal informa que segue mobilizada, em articulação com o Itamaraty e a Força Aérea Brasileira (FAB), para o retorno seguro dos brasileiros que estão em Israel e manifestaram interesse na repatriação”, diz o senador em nota enviada por sua assessoria de imprensa.

De acordo com ele, a FAB aguarda a reabertura do espaço aéreo israelense e a finalização de trâmites operacionais para buscar pessoas que queiram voltar ao Brasil.

Na 4ª feira (18.jun), outro grupo com autoridades que estavam a trabalho no país voltou ao Brasil. A comitiva visitou Israel para conhecer tecnologias de defesa e segurança pública a convite do Ministério das Relações Exteriores local. O retorno está sendo viabilizado diretamente pelo governo israelense, que também arcou com os custos das passagens aéreas.

Na 2ª feira (16.jun), delegações de prefeitos e outras autoridades que também estavam em Israel deixaram a Jordânia e chegaram à Arábia Saudita, onde embarcaram rumo ao Brasil na 3ª feira (17.jun).

Leia abaixo quem deve embarcar em voo comercial nesta 5ª feira:

  • Marcos Rochagovernador de Rondônia;
  • Ana Paula Soares Marra – secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal;
  • Thiago Frederico de Souza Costa – secretário-executivo de Políticas de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Rafael Borges Bueno – secretário de Agricultura do Distrito Federal;
  • Pedro Leonardo de Paula Rezende – secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás;
  • Ricardo José Senna – secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul;
  • Christinne Cavalheiro Maymone Gonçalves – secretária-adjunta da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul;
  • Marcos Espíndola de Freitas – coordenador de Tecnologia da Informação da Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul;
  • Augusto Leonel de Souza Marques – secretário de Integração de Rondônia;
  • Valdemir Carlos de Góes – secretário-chefe da Casa Militar de Rondônia;
  • Maricleide Lima da Fonseca – chefe de agenda do governador de Rondônia;
  • Rute Carvalho Silva Pedrosa – chefe de gabinete do governador de Rondônia;
  • Renan Fernandes Barreto – chefe de mídias do governador de Rondônia.



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Advogado do general Marcelo Câmara, Eduardo Kuntz confirmou ter conversado com o tenente-coronel pelo Instagram

O advogado do general Marcelo Câmara, Eduardo Kuntz, afirmou que conversou com o tenente-coronel Mauro Cid durante o acordo de delação premiada com o objetivo de “tirar informações dele [Cid] para poder contribuir com a defesa dos clientes”. Câmara é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado.

Kuntz disse que seguiu com a troca de mensagens no Instagram por não acreditar que estava fazendo algo de errado. “Se ele [Cid] estava descumprindo [a delação] era um problema que não cabia a mim discutir, e sim às autoridades”, afirmou. As declarações foram dadas à GloboNews nesta 3ª feira (17.jun.2025).

Na entrevista, o advogado disse que, em um 1º momento, acreditou que Cid havia entrado em contato para tentar contratá-lo. Atualmente, Cezar Bitencourt é o responsável pela defesa do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além disso, Kuntz afirmou que ficou preocupado com a atitude de Cid ser uma “ação controlada” para tentar obter informações sobre seus clientes. Para ele, manter contato com o tenente-coronel seria uma forma de “investigação de defesa” –ato respaldado legalmente.

As conversas foram divulgadas nesta 3ª feira (17.jun) pelo STF (Supremo Tribunal Federal), depois de reportagem publicada pela revista Veja.

Procurado pelo jornal digital Poder360, Cezar Bitencourt não quis comentar as declarações de Eduardo Kuntz.



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Ministro da Fazenda havia dito que o deputado faz “micagem” ao produzir vídeos para redes sociais

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse nesta 4ª feira (11.jun.2025) que foi impedido de rebater uma declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

“O presidente [da comissão], do PT, não deixou eu continuar e não respondeu o porquê”, declarou o deputado ao Poder360. “Aqui mostra, de fato, o porquê. Porque eles têm medo de um vídeo. Eles têm medo de uma fala. Por isso, não me deixaram falar. Eram 3 minutos. Agora está indo embora”, acrescentou.

Assista (1min45seg):

Haddad havia criticado Nikolas e Carlos Jordy (PL-RJ) por terem feito perguntas e deixado a sala da audiência. O ministro disse que os congressistas faziam “micagem” ao produzir vídeos para redes sociais, mas se ausentavam na hora das respostas.

O ministro também contestou as 300 milhões de visualizações no vídeo postado pelo deputado no Instagram sobre o monitoramento do Pix. Segundo ele, não há essa quantidade de pessoas que “falam a língua portuguesa no mundo”.

A fala de Haddad, porém, é equivocada. No Instagram, um mesmo usuário pode assistir a um vídeo várias vezes, o que faz com que as visualizações se acumulem.

Momentos depois, Nikolas retornou à comissão para responder ao ministro. O deputado afirmou que pediu uma “questão de ordem” –instrumento usado por congressistas para levantar dúvidas sobre a interpretação do regimento da Casa.

O presidente do colegiado, Rogério Correia (PT-MG), negou a palavra a Nikolas. A oposição contestou a decisão e iniciou uma discussão com o ministro, que acabou deixando a comissão depois do bate-boca.

Assista ao momento da fala de Haddad e de Jordy (7min04):

Depois da confusão, Haddad voltou a questionar o fato de Nikolas e Jordy terem saído da audiência. Jordy voltou pouco depois e disse que a sua ausência se deu porque ele e Nikolas tinham outras comissões para participar.

“Se as pessoas simplesmente falam o que querem e deixam a sala, não escutam o que nós temos para responder. Por que perguntou, então? Se não é para ouvir a resposta, perguntou para quê? Qual o objetivo desse debate? Se é que é um debate”, disse o chefe da Fazenda.

Assista (2min14):



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Diretor-presidente do Instituto Brasileiro da Mineração diz esperar que o PL aprovado no Senado sofra alterações na Câmara

O diretor-presidente do Ibram (Instituto Brasileiro da Mineração), Raul Jungmann, declarou nesta 3ª feira (10.jun.2025) ser contra o PL (projeto de lei) 2.159 de 2021. A proposta que afrouxa o licenciamento ambiental foi aprovada pelo Senado em 20 de maio deste ano.

“O Ibram, representante da mineração brasileira, não concorda com as mudanças que foram feitas no Senado”, disse. Segundo ele, as alterações feitas na Casa Alta não visam “agilidade”, mas, sim, “reduzir o rigor no processo de licenciamento”.

“Isso não pode acontecer. Vai criar problemas de competitividade para as indústrias nacionais e problemas em termos de compliance”, afirmou.

Jungmann foi um dos palestrantes do evento “Brasil em Transformação: mineração no Brasil e no exterior” realizado pelo Correio Braziliense, em Brasília.

O diretor-presidente afirmou que a demora de anos na aprovação de novos empreendimentos “destrói” o capital e torna a agilidade necessária. Mas disse que não defende “arrebentar os mecanismos de controle e fiscalização do meio ambiente” para assegurar essa eficiência.

Ao final de sua fala, ele declarou esperar que o “chamado de PL da Devastação” passe por mudanças na Câmara dos Deputados.

O PL do Licenciamento Ambiental retornou para análise da Casa Baixa em 22 de maio. Está na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Se for aprovado, o projeto de lei será enviado para sanção presidencial.



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Ministro das Cidades afirma que projeto mostra a desconexão de algumas pessoas da realidade do Brasil; proposta quer adiar implementação de 2033 para 2040

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou nesta 6ª feira (6.jun.2025) ser contra o PL (projeto de lei) que tramita na Câmara dos Deputados que visa prorrogar o prazo para a universalização do saneamento básico no país de 2033 para 2040.

“Eu acho que quem discute essa possibilidade não tem noção do que é viver sem água, sem esgoto. Eu sou absolutamente contrário. Estamos em 2025, já temos 8 anos pela frente de desafio, e a gente puxar de 2033 para frente, que vai para 2040. É um tema que não consigo nem discutir, acho uma insensibilidade social. Isso mostra a desconexão da realidade do Brasil”, disse o ministro durante evento do Esfera, em São Paulo.

O projeto para ampliar o prazo é de autoria do deputado Amom Mandel (Cidadania-AM). O texto ainda permite que, em 2040, o prazo seja estendido por até mais 5 anos “caso haja comprovação de dificuldades técnicas, financeiras ou logísticas extraordinárias”.

“Essa pauta precisa ser uma pauta não só do governo federal, tem de ser uma pauta de todo mundo. Tem de ser prioritária para o Brasil”, afirmou Jader.

Um levantamento do Instituto Trata Brasil, com base em dados do Snis (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), mostrou que 100 milhões de cidadãos não têm acesso ao serviço de coleta de esgotos e 35 milhões não são abastecidos com água tratada. Ainda segundo o Trata Brasil, cada real investido em saneamento leva a uma economia de R$ 4 na área de saúde.

Já o Portal Saneamento Básico lista uma série de doenças decorrentes do não tratamento de água e esgoto. Entre elas, estão febre amarela, hepatite, leptospirose e febre tifoide, além de infecções na pele e nos olhos.



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Ex-presidente da Argentina afirma que tentará vaga como deputada provincial; foi condenada por corrupção em 2022

Cristina Kirchner confirmou que vai se candidatar ao cargo de deputada provincial em Buenos Aires. Condenada por corrupção em 2022, a ex-presidente e ex-vice-presidente da Argentina falou sobre sua candidatura durante uma rara aparição na mídia. Ela deu uma entrevista ao canal C5N na 2ª feira (2.jun.2025). As informações são do jornal Clarín.

A ex-presidente disputará uma vaga na 3ª Seção Eleitoral, uma das 8 seções em que está dividida a província de Buenos Aires. Cada seção eleitoral engloba diversos municípios.

A Tercera, como é conhecida no meio político, é famosa por ser um reduto do peronismo. Inclui 19 municípios da região metropolitana de Buenos Aires e conta com quase 5 milhões de eleitores. A maioria dos distritos é governada por peronistas. Segundo o jornal argentino, em alguns deles, esses candidatos chegam a obter mais de 70% dos votos nas eleições enquanto seus concorrentes não chegam a 15% das preferências.

O kirchnerismo tem vencido na seção eleitoral desde 2005, mesmo diante de derrotas em âmbito nacional. Em 2009, por exemplo, Néstor Kirchner perdeu no total provincial, mas venceu nessa seção. O padrão se repetiu em 2013 e em 2017. Desde 1987, o peronismo só teve menos de 1 milhão de votos na região em 3 ocasiões: 1991, 2001 e 2003.

Pela 1ª vez, as eleições serão realizadas em duas datas distintas. No dia 7 de setembro, os eleitores escolherão os representantes para os cargos provinciais. Já a votação para os cargos nacionais, que incluem 35 deputados, será realizada em 26 de outubro.

A divisão da eleição em duas partes foi anunciada há algumas semanas pelo governador da província de Buenos Aires, o também peronista Alex Kicillof, ex-ministro do governo de Kirchner. Embora seja apontado como afilhado político da ex-presidente, Kicillof enfrenta atualmente um momento de tensão com Kirchner pela liderança do campo político.

Condenação por corrupção

Cristina Kirchner foi condenada a 6 anos de prisão pelo Tribunal Federal do país em 2022, mas ainda aguarda uma posição da Suprema Corte, visto que a ex-presidente solicitou a nulidade da sentença.

Cristina e seu marido, Néstor Kirchner –que morreu em 2010–, foram acusados de corrupção por supostamente favorecer o empresário Lázaro Baez em obras públicas na província de Santa Cruz durante os 3 primeiros mandatos dos Kirchners (2003–2015).



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Donald Tusk declarou que a votação no Parlamento será um “teste” para o governo; Karol Nawrocki foi eleito presidente no domingo (1º.jun)

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk (Plataforma Cívica, centro), disse nesta 2ª feira (2.jun.2025) que pedirá ao Parlamento um voto de confiança testar a continuidade de seu governo. A declaração se deu 1 depois da vitória de Karol Nawrocki (independente, direita), opositor do atual governo, nas eleições presidenciais de domingo (1º.jun).

O voto de confiança é um mecanismo do Parlamento para confirmar o apoio dos congressistas ao trabalho do primeiro-ministro. Apesar de não possuir partido, Nawrocki é apoiado pelo PiS (Lei e Justiça, direita) do presidente Andzrej Duda, que barrou várias reformas propostas pelo premiê.

“Quero que todos vejam, incluindo nossos oponentes, em casa e no exterior, que estamos prontos para esta situação, que entendemos a gravidade do momento, mas que não pretendemos dar um único passo para trás”, disse Tusk em discurso na televisão.

O sistema semipresidencialista da Polônia exige uma boa relação entre o presidente e o primeiro-ministro, visto que as leis aprovadas pelo Parlamento só podem ser sancionadas pelo chefe do Executivo.

A derrota de Rafał Trzaskowski –mesmo partido de Tusk– representa uma derrota nas relações internas do governo, que tende a aprovar medidas que não serão aplicadas por causa da oposição presidencial.

Tusk disse que estaria disponível a cooperar com Karol se ele desejasse, mas que tal cenário seria uma “surpresa”. O líder polonês afirmou que o governo já possui experiência com um presidente que deseja barrar suas propostas.

“Segundo a Constituição e com a nossa própria consciência, cooperaremos com o novo presidente sempre que necessário e possível. Estou ciente de que pode ser mais difícil do que muitos de vocês imaginaram quando foram votar ontem [1º.jun]. Mas isso não altera em nada a minha determinação e vontade de agir em defesa de tudo em que acreditamos juntos”, disse o premiê.

Tusk não informou quando será a votação, somente que apresentará o pedido à Sejm –Casa Baixa do Parlamento– em um “futuro próximo”. Diferente de outros países como Reino Unido, França e Portugal, o primeiro-ministro da Polônia não é obrigado a deixar o governo caso perca o voto de confiança.

A derrota na votação, no entanto, tende a desestabilizar a base de Tusk e pode aumentar a pressão para a sua renúncia. Atualmente, a coalizão governista poderia aprovar o premiê com relativa tranquilidade, visto que são necessários 231 dos 460 votos. A Plataforma Cívica possui 242 cadeiras no Parlamento.

A aprovação, no entanto, dependeria da união dos partidos e a resolução de divergências políticas. O Polônia 2050, um dos partidos da coalizão, disse, por exemplo, que revisaria o acordo com o governo.



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