“Meu nome é o Flávio”, afirma o governador de São Paulo sobre eleições para a Presidência
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou na 5ª feira (15.jan.2026) o seu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições deste ano. “A direita vai estar unida em torno de um nome”, afirmou. “E o meu nome é o Flávio”, disse.
A declaração foi feita a jornalistas durante o lançamento das obras das alças de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel Mario Covas, em Suzano (SP). Tarcísio descartou uma possível candidatura ao Planalto. “Eu nunca desisti porque nunca teve essa candidatura. Nunca teve esse projeto. É engraçado porque vocês não acreditam, mas sempre estou falando que o meu projeto é reeleição [ao governo do Estado]”, declarou.
“Para mim o Flávio é um grande nome. Já falei que ele é o meu candidato [ao Planalto] e tem o nosso apoio”, disse o governador de São Paulo.
A 1ª pesquisa Genial/Quaest do ano eleitoral, divulgada na 4ª feira (14.jan), mostrou que Tarcísio é o candidato mais competitivo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno.
Na 5ª feira (15.jan), Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende cobrar apoio de aliados à sua pré-candidatura à Presidência. “Eu não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um. Se eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. As pessoas têm o tempo delas e eu não vou ficar cobrando ninguém”, declarou.
O senador reafirmou que sua pré-candidatura está mantida e disse que seu nome é uma escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Tem uma situação concreta que está colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta”, disse.
Flávio negou a existência de divisões internas na direita. “Não tem racha nenhum. Nosso adversário não está dentro da direita. Nosso adversário está na esquerda, está nesse atual governo”, declarou.
Família do manifestante iraniano condenado à morte por protestos foi informada de que a execução havia sido adiada
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou na 4ª feira (14.jan.2026) à Fox News que não haverá execuções de manifestantes “nem hoje, nem amanhã”. Ele declarou: “Posso dizer, estou confiante de que não há plano para enforcamentos”.
A fala do chanceler se deu depois que a família de Erfan Soltani, manifestante iraniano condenado à morte pelos atuais protestos, foi informada de que a execução havia sido adiada. O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou ter recebido de fonte confiável a informação de que o Irã havia desistido de executar Soltani e outros manifestantes presos.
Soltani, um funcionário de 26 anos de uma loja de roupas, foi preso em Karaj, cidade a noroeste de Teerã em 8 de janeiro, por participar de manifestações críticas ao governo. Sua execução estava programada para 4ª feira (14.jan), segundo grupos de direitos humanos.
À Fox News, Araghchi apresentou a versão oficial do governo sobre os recentes acontecimentos no território iraniano. Segundo ele, os protestos foram realizados em duas fases distintas: 1º houve manifestações pacíficas relacionadas às dificuldades econômicas, que duraram 10 dias; depois, houve um período de 3 dias de violência que, conforme o ministro, foi orquestrado por Israel.
Grupos de direitos humanos afirmam que mais de 18.000 pessoas foram presas e pelo menos 2.571 mortas nas últimas duas semanas. Fontes locais falam em 12.000 mortos. Já a Hrana (Human Rights Activist News Agency) informa que o número de manifestantes mortos é de 2.615.
Questionado sobre as mortes pela repressão, Araghchi afirmou que infiltrados israelenses mataram manifestantes para inflar os números e forçar os Estados Unidos a intervir no território.
Trump declarou que “se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, como é de seu costume, os EUA virão em socorro”. O presidente norte-americano afirmou que o país está “com as armas carregadas e pronto para agir”.
PROTESTOS NO IRÃ
Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025. São motivados pela situação econômica do país, com desvalorização acentuada da moeda, inflação a 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.
Mais pessoas se juntaram à manifestação. Reivindicam reformas políticas e do sistema judiciário, mais liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. O Irã reagiu. De acordo com informações da Hrana, agentes usaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro.
Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”.
- Ali Khamenei – o aiatolá de 86 anos está no poder desde 1989. Ele comanda uma teocracia islâmica xiita que concentra poder absoluto no líder supremo, cargo vitalício com autoridade sobre todos os Poderes constitucionais. O regime, baseado na Sharia (lei islâmica), impõe restrições severas às mulheres, como uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e necessidade de autorização marital para viagens internacionais. A oposição permanece fragmentada entre monarquistas exilados, a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem liderança unificada.
Araghchi afirmou que a situação já foi normalizada no país.
Veja imagens dos protestos no Irã (1min19s):
Leia mais:
A afirmação foi feita pelo representante durante evento para discutir segurança pública e defesa na Europa
Os países da União Europeia devem considerar a criação de uma força militar conjunta para eventualmente substituir as tropas americanas na Europa, afirmou no domingo o Comissário Europeu da Defesa, Andrius Kubilius. A afirmação foi feita neste domingo (11.jan.2026) durante o Folk och Försvar Annual National Conference 2026, evento para discutir segurança e defesa na Europa.
O oficial lituano mencionou a criação de uma poderosa “força militar europeia” permanente, com 100 mil soldados, como uma possível opção para melhor proteger o continente. “Agora é ainda mais claro que precisamos construir a independência europeia, como o presidente da Comissão repetiu durante todo o ano passado. […] A Europa deve ser mais independente e autônoma, superar a fragmentação industrial e alcançar interoperabilidade”, sugeriu Kubilius.
O representante ainda afirmou que os EUA têm adotado uma postura unilateral, sem políticas de boa vizinhança. Por este motivo, o comandante comenta que a Europa, pressionada pelos desafios de defesa, tem investido na agenda de Readiness 2030.
O programa, apresentado pela Comissão Europeia em março de 2025, é uma iniciativa estratégica da União Europeia para reforçar as capacidades de defesa do bloco e torná-lo mais preparado para enfrentar ameaças até o final da década. Participam desse plano todos os 27 Estados‑membros da UE, com mecanismos abertos também a países parceiros em alguns casos.
Durante a fala, o comissário europeu também defendeu a criação de um “Conselho de Segurança Europeu“, que incluiria o Reino Unido e seria capaz de tomar decisões sobre sua própria defesa com mais rapidez.
“O Conselho de Segurança Europeu poderia ser composto por membros permanentes essenciais, juntamente com vários membros rotativos“, observou ele.
Kubilius acrescentou que o principal objetivo de tal órgão deveria ser tentar alterar a dinâmica da guerra na Ucrânia para garantir que Kiev não acabe derrotada.
Secretário do Tesouro norte-americano afirma que a medida é para facilitar a venda de petróleo
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que o país avalia retirar sanções adicionais contra a Venezuela já na próxima semana. Em entrevista à agência Reuters na 6ª feira (9.jan.2026), ele declarou que a medida é para facilitar a venda de petróleo.
Entre as sanções está a proibição de bancos internacionais e outros credores de negociar com o governo da Venezuela sem a aprovação dos EUA.
Bessent declarou que vai se encontrar em breve com os chefes do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial para discutir o engajamento dessas instituições com a Venezuela.
Segundo ele, seria possível utilizar quase US$ 5 bilhões em ativos monetários da Venezuela que estão atualmente congelados no FMI sob a forma de DES (Direitos Especiais de Saque) para ajudar a reconstruir a economia do país sul-americano.
As medidas fazem parte do esforço do governo de Donald Trump (Partido Republicano) de estabilizar a Venezuela depois da captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), em 3 de janeiro. Os EUA também querem incentivar o retorno de produtores de petróleo dos EUA ao país.
O republicano assinou na 6ª feira (9.jan) um decreto que visa a proteger a receita da venda de petróleo venezuelano mantida em contas do Tesouro dos EUA de penhoras ou ações judiciais. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 752 kB, em inglês).
Ainda na 6ª feira (9.jan), Trump se reuniu com representantes de grandes empresas do setor do petróleo. Disse que as empresas norte-americanas “terão a oportunidade de reconstruir a infraestrutura energética apodrecida da Venezuela” e aumentar a produção de petróleo “a níveis jamais vistos antes”.
Bessent afirmou acreditar que empresas menores e privadas retornariam rapidamente ao setor petrolífero venezuelano, apesar da relutância manifestada por algumas grandes petrolíferas, incluindo a Exxon, cujos ativos passados na Venezuela foram nacionalizados duas vezes.
“Acredito que será a progressão típica, onde as empresas privadas podem agir rapidamente e entrarão muito rapidamente. Elas não falaram sobre financiamento até agora”, declarou.
PIB brasileiro pode crescer US$ 9,3 bi com acordo Mercosul-UE, diz Ipea
Lidiane 9 de janeiro de 2026
Pesquisa do Ipea indica crescimento de 0,46% na economia até 2040; crescimento proporcional é superior ao dos outros países
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tem potencial para aumentar o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 0,46% até 2040, o equivalente a US$ 9,3 bilhões –cerca de R$ 50 bilhões na cotação atual. O dado é de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), concluído no início de 2024. Eis a íntegra (PDF – 3 MB).
O Brasil aparece como principal beneficiário econômico do tratado entre os países analisados. O crescimento proporcional da economia brasileira (0,46%) superaria tanto o dos demais países do Mercosul (0,2%) quanto o da União Europeia (0,06%) no mesmo período.
O estudo do Ipea estabelece comparações entre cenários econômicos com e sem a implementação do acordo comercial. Na área de investimentos, o Brasil registraria aumento de 1,49% em comparação ao cenário sem acordo, vantagem superior à dos demais integrantes do Mercosul (0,41%) e da UE (0,12%).
Na balança comercial, o ganho brasileiro chegaria a US$ 302,6 milhões. Os demais países do Mercosul teriam US$ 169,2 milhões, enquanto a União Europeia registraria queda de US$ 3,44 bilhões, conforme o estudo.
O setor agropecuário do Mercosul seria especialmente beneficiado com a implementação do acordo. As tarifas de importação seriam eliminadas para 77% dos produtos enviados à UE, favorecendo principalmente carnes suína e de frango, pecuária bovina, frutas e vegetais.
O levantamento do Ipea indica que alguns setores brasileiros poderiam sofrer impactos negativos, entre eles os de equipamentos elétricos, máquinas, produtos farmacêuticos, têxteis e produtos metalúrgicos.
ENTENDA
As negociações que levaram a esse pacto comercial remontam a junho de 1999, quando ocorreu a 1ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina, do Caribe e da União Europeia, no Rio de Janeiro. Segundo o Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), essa cúpula foi responsável por impulsionar os esforços entre o Mercosul e a UE para elaborar um tratado bilateral com o objetivo de promover uma integração maior entre os 2 blocos.
O pacto busca reduzir tarifas alfandegárias e facilitar o comércio de bens e serviços, além de incluir compromissos em propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental.
Nesta 6ª feira (9.jan), a maioria dos Estados-membros da União Europeia aprovou o acordo comercial. França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria expressaram oposição, enquanto a Bélgica se absteve. Os votos foram confirmados por escrito, segundo a Reuters. As capitais da União Europeia tinham até as 17h (horário de Bruxelas, na Bélgica –13h em Brasília), para apresentar quaisquer objeções.
Para a aprovação, a Comissão Europeia precisava do apoio de pelo menos 15 dos 27 países integrantes, que representassem pelo menos 65% da população. A iniciativa teve apoio de países importantes do bloco europeu, como Alemanha e Espanha.
Na 5ª feira (8.jan), o presidente Emmanuel Macron (Renascimento, centro) já havia anunciado que a França votaria contra. Disse que os benefícios do acordo seriam “limitados para o crescimento francês e europeu” e que não justificavam “expor” setores agrícolas importantes para o país.
A Irlanda também já havia sinalizado oposição ao tratado. O vice-primeiro-ministro Simon Harris (Fine Gael, centro-direita) disse que as medidas adicionais propostas pela UE “não são suficientes para satisfazer” seus cidadãos.
Próximos passos
O texto segue agora para o Parlamento Europeu. Se houver o aval, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, deverá viajar ao Paraguai para assinar o documento com o bloco sul-americano na 2ª feira (12.jan).
O Paraguai assumiu a presidência rotativa do Mercosul, que estava com o Brasil até 20 de dezembro de 2025.
Flávio diz que líderes de PP e União são “entusiastas” de sua candidatura
Lidiane 6 de janeiro de 2026
Segundo o pré-candidato, Ciro Nogueira foi uma das primeiras pessoas que o incentivou a lançar seu nome ao Palácio do Planalto
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, disse nesta 3ª feira (6.jan.2026) que os caciques da federação União Progressista, Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda (União Brasil) são entusiastas de sua candidatura. Durante podcast guiado pelo blogueiro Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente João Figueiredo, Flávio afirmou ter boa relação com os líderes.
“As conversas são muito boas. Eles são entusiastas também da minha pré-candidatura e está todo mundo nessa página […] E, assim, eu acredito de verdade que eles virão com o nosso palanque, eu não sei se mais cedo ou mais tarde”, declarou o filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Flávio, Nogueira foi uma das primeiras pessoas que o incentivou a divulgar seu nome enquanto candidato ao Palácio do Planalto, para assim entender o cenário político e as nuances eleitorais até o pleito.
Ao Poder360, o União Brasil afirmou que não iria se posicionar sobre a declaração de Flávio. Este jornal digital também procurou o PP a respeito das falas do filho de Jair Bolsonaro, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado em caso de manifestação.
“escolha segura”
Flávio também considerou arriscado que a direita brasileira dispute o governo de São Paulo sem Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). O senador avalia que a reeleição do atual governador seria a escolha mais “segura” para o Estado, avalizando assim a sua própria candidatura ao Planalto.
“Se ele [Tarcísio] fosse candidato à Presidência, colocaria muito em risco. Perder o Estado de São Paulo e também, por que não, o risco de perder eleição presidencial para o Lula, o Tarcísio perder para o Lula. Então, a minha pré-candidatura dá segurança pra esse palanque”, declarou.
críticas a lula
Durante o podcast, Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comparando-o a uma “picanha podre e estragada”. O filho de Bolsonaro lembrou a campanha eleitoral de Lula em 2022, na qual o petista afirmou que o objetivo de seu governo era fazer com que o povo brasileiro voltasse a “comer picanha e tomar cervejinha”.
“Estragada e fedorenta. Sabe aquela cerveja choca, você consome? Cerveja choca, picanha estragada e podre, esse é o Lula. Um cara analógico, um cara que já deu a contribuição que ele tinha que dar para o país e enganou muita gente“, afirmou Flávio.
Candidatura de Flávio
A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro foi anunciada em 5 de dezembro pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto (PL), que seguiu a indicação de Jair Bolsonaro. À época, o ex-presidente já estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A escolha por Flávio foi articulada em outubro, durante viagem do senador aos Estados Unidos, para visitar o irmão Eduardo. O martelo foi batido por Jair em 25 de novembro, data em que Flávio foi visitar o pai na PF.
Sigla afirma que ataques à Venezuela e captura do presidente Nicolás Maduro ameaçam estabilidade regional; partido do presidente Lula defende solução multilateral
O PT (Partido dos Trabalhadores) disse que a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores representam “a mais grave agressão internacional na América do Sul no século 21”.
A manifestação foi divulgada neste sábado (3.jan.2026) e cita preocupações políticas, econômicas e de estabilidade regional. Eis a íntegra (PDF – 79 kB).
No comunicado, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a operação norte-americana intensificou um cenário de tensão observado desde o início de setembro, com declarações hostis, ações unilaterais e movimentos militares.
A legenda escreveu que o episódio tem impacto direto no Brasil por causa da fronteira de cerca de 2.000 km com a Venezuela e defende que a América Latina permaneça como “zona de paz”.
O PT declarou alinhamento aos princípios históricos da política externa brasileira, como solução pacífica de controvérsias, não intervenção e respeito à soberania. A sigla defendeu que saídas sejam discutidas na ONU (Organização das Nações Unidas), envolvendo os países da região.
Segundo o partido, preservar a estabilidade regional interessa ao Brasil também do ponto de vista econômico, já que tensões políticas e militares afetam comércio, investimento e integração regional.
O comunicado é assinado pela Secretaria de Relações Internacionais e pela Comissão Executiva Nacional.
ENTENDA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou ter realizado um ataque “de larga escala” contra a Venezuela neste sábado (3.jan). Em publicação na plataforma Truth Social, Trump disse ter capturado Maduro e sua mulher, Cilia Flores.
Segundo Trump, eles foram levados para fora do país. O governo dos EUA não deu mais detalhes sobre a operação. Realizará uma declaração a jornalistas ainda neste sábado (3.jan), às 13h (horário de Brasília). Autoridades venezuelanas afirmam desconhecer o paradeiro de Maduro.
Explosões, aeronaves e fumaça preta foram vistos em Caracas por volta das 2h no horário local (3h no horário de Brasília) durante aproximadamente 90 minutos, segundo imagens que circulam nas redes sociais. Um apagão afetou a área sul da cidade, próxima a uma importante base militar.
Leia mais sobre a ofensiva norte-americana à Venezuela:
Pequim concluiu na 3ª feira (30.dez) exercícios militares com foguetes e navios de guerra próximos à ilha
O presidente chinês Xi Jinping afirmou que “a tendência histórica em direção à reunificação nacional é irrefreável” e que “os compatriotas de ambos os lados do Estreito de Taiwan compartilham laços de sangue”. A declaração foi dada nesta 4ª feira (31.dez.2025) em seu discurso de ano novo.
A fala de Xi Jinping também ocorre 1 dia depois de a China concluir grandes exercícios militares chamados de “Missão Justiça 2025” ao redor de Taiwan, que incluíram lançamentos de foguetes e deslocamento de navios de guerra próximos à ilha.
Assista (34s):
#Vídeo 🇨🇳 O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a “tendência histórica” da reunificação nacional com Taiwan é “irrefreável” em seu discurso de ano novo.
A declaração foi dada nesta 4ª feira (31.dez.2025), depois de a China concluir exercícios militares chamados de… pic.twitter.com/VsTVp0L09q
— Poder360 (@Poder360) December 31, 2025
Segundo o governo chinês, a operação foi uma demonstração de força contra os apoiadores da independência de Taiwan. Foi um recado em especial para os Estados Unidos, que nas últimas semanas aprovaram uma venda de US$ 11 bilhões em armas para Taiwan. Pequim considera estas ações americanas como interferência externa em seus assuntos.
Na 2ª feira (29.dez), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, disse que o grupo que lidera a ilha está se “apoiando nos EUA” para transformar Taiwan em um “barril de pólvora” e um “depósito de munições”.
Em conversa com jornalistas nesta 3ª feira (30.dez), Jian voltou a comentar sobre a operação. Declarou que o exercício militar foi uma “severa punição às tentativas das forças separatistas pró-independência de Taiwan de conquistar a independência pela força”.
Taiwan, por sua vez, está em estado de alerta. O Ministério da Defesa do país informou que, nas últimas 24 horas, 77 aviões militares chinesas e 25 embarcações da marinha e guarda costeira chinesas operaram ao redor da ilha. 35 das aerovanes militares cruzaram a linha mediana do Estreito de Taiwan, que separa os 2 territórios.
Presidente da empresa, Emmanoel Rondon, declarou que economia anual será de até R$ 700 milhões
O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse nesta 2ª feira (29.dez.2025) que o plano de saúde dos funcionários da estatal, o Postal Saúde, será “completamente revisto”. Afirmou que a cobertura extensa dos serviços é “insustentável” para a companhia.
O tema está sendo debatido dentro do plano de recuperação fiscal da empresa, que estima também uma economia de R$ 4,2 bilhões com a demissão de funcionários públicos e o fechamento de 1.000 unidades de atendimento.
O presidente dos Correios disse que há uma estimativa de corte anual de R$ 500 milhões e R$ 700 milhões a partir de 2027, dependendo do “modelo” que será adotado.
“Postal Saúde está em revisão. Acho que o plano tem que ser completamente revisto, e a gente tem que mudar a lógica dele, porque ele onera bastante. Tem uma cobertura boa para o empregado, mas, ao mesmo tempo, insustentável para a empresa”, disse Rondon.
Sobre o Postalis (Instituto de Previdência Complementar), que é a previdência privada dos funcionários dos Correios, Rondon disse que o impasse foi “equacionado”. Ele declarou que houve uma TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com a Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar).
“O modelo de governança foi revisto e o plano está equacionado, não tem problema hoje. Teve problema no passado que foram corrigidos”, declarou o presidente dos Correios. Ele afirmou que a estatal vai acompanhar se a política de investimento será adotada de forma conservadora e se há possíveis cortes de despesas administrativas.
Sem o plano de recuperação fiscal, a estatal registrará um rombo de R$ 23 bilhões nas contas em 2026. Ele afirmou que a insuficiência de caixa provoca a postergação de pagamentos e aumenta o endividamento da empresa.
“O que a gente projeta, em um cenário de estresse, é que, se nenhuma correção for feita para quebrar esse ciclo, o resultado negativo fica potencializado, podendo chegar em R$ 23 bilhões em 2026. Por isso, a correção de rota precisa ser feita de forma rápida”, disse.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos firmou um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com um grupo de 5 grandes bancos –Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander Brasil. O montante será usado para quitar dívidas. Serão R$ 10 bilhões obtidos em dezembro de 2025 e o restante (R$ 2 bilhões) até o fim de janeiro.
O crédito será dividido da seguinte forma, por bancos:
- Banco do Brasil –R$ 3 bilhões;
- Bradesco – R$ 3 bilhões;
- Caixa – R$ 3 bilhões;
- Itaú – R$ 1,5 bilhão;
- Santander – R$ 1,5 bilhão.
PLANO DE RECUPERAÇÃO
Os Correios anunciaram um plano de recuperação com ganho de R$ 7,4 bilhões por ano. Serão R$ 4,2 bilhões em corte de gasto e R$ 3,2 bilhões com aumento de receita.
A estatal registou um prejuízo de R$ 6,1 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2025. O valor é quase 3 vezes maior do que o apresentado no mesmo período de 2024.
O “Plano de Reestruturação para a Sustentabilidade e Soberania Logística dos Correios” terá duração de 2025 a 2027. Parte dos efeitos, porém, só iniciam em 2027, como o PDV (Programa de Demissão Voluntária) dos funcionários.
“Este plano não é apenas sobre reverter prejuízos. É sobre remodelar uma instituição centenária para que continue a cumprir sua missão pública em um novo mundo”, disse o Correios na apresentação.
Segundo o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, houve um ponto de “inflexão” e o modelo econômico da estatal deixou de ser “viável”, assim como outras empresas similares em outros países do mundo. Em 2015, foi possível enxergar, segundo ele, uma tendência de queda das receitas com cartas. Passou-se a ter um crescimento do faturamento com as encomendas do e-commerce, o comércio digital.
“Essa mudança do ambiente fez com que o modelo de financiamento da companhia ficasse inviável. O monopólio de centros urbanos ou em locais que geravam rentabilidade passou a não ser suficiente para financiar as comunicações físicas ligadas à universalização do serviço postal em locais remotos ou locais que são originalmente deficitários”, disse o presidente dos Correios.
Leia os desafios citados pelos Correios:
- Estrutura de despesas: 90% dos gastos são fixos, como folha de pessoas, que responde por 62%. Se considerar precatórios trabalhistas, a parcela sobe para 72%;
- Defasagem tecnológica: investimento dos Correios estão historicamente abaixo do necessário;
- Perda de competitividade: no setor de encomendas, market share caiu de 51% em 2019 para 22% atualmente;
- Cultura organizacional: deve reforçar a centralidade no cliente.
PLANO POR ETAPAS
A 1ª etapa do plano é em relação à captação imediata de R$ 12 bilhões. Posteriormente, haverá uma reestruturação da companhia.
- Fase 1 (até mar.2026) – a fase de recuperação de caixa tem um caráter emergencial da liquidez, e inclui a captação de R$ 12 bilhões;
- Fase 2 (de 2026 a 2027) – servirá para reorganizar e modernizar as contas. Será uma economia anual de R$ 7,4 bilhões.
- Fase 3 (a partir de 2027) – uma consultoria externa estudará os arranjos societários para avaliar o futuro dos Correios.
Na fase 1, os Correios vão “quitar/renegociar todas as obrigações em atraso” para recuperar desempenho operacional ideal.
A estatal fará 4 grandes programas em 2026 e 2027. São eles:
- Gastos com funcionários – o PDV tem como alvo 15.000 empregados (18% do total), revisão dos cargos de média e alta remuneração nas unidades táticas e estratégias, além de revisão de saúde e previdência. Economia anual é estimada R$ 2,1 bilhões;
- Rede de operações – os Correios vão otimizar a malha logística, com o fechamento de 1.000 unidades (são 5.000 ao todo) sem impacto na universalização dos serviços. O impacto anual estimado é de R$ 2,1 bilhões;
- Parceria com o mercado – haverá a criação de negócios com outras empresas para a diversificação de atividades de serviços financeiros e seguros. A empresa espera uma receita anual de R$ 1,7 bilhão;
- Gestão de ativos – os Correios farão uma alienação de imóveis ociosos. Estima-se uma receita de R$ 1,5 bilhão.
Atingido por um tiro de fuzil, Bernardo Leal ficou em coma, passou por 9 cirurgias e teve uma perna amputada
O delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Bernardo Leal, 45 anos, falou pela 1ª vez depois de ter sido baleado e agradeceu aos colegas por não desistirem dele. Ele foi atingido por um tiro de fuzil durante a megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, em 28 de outubro –a ação mais letal da história do país, que deixou 122 mortos, incluindo 5 policiais.
Em entrevista ao “Fantástico”, exibido no domingo (21.dez.2025) na TV Globo, o delegado também agradeceu à equipe médica do Hospital Samaritano, da Barra da Tijuca, que cuidou dele ao longo de 47 dias de internação. Ele ficou em coma, passou por 9 cirurgias e teve uma perna amputada. Há 1 semana, recebeu alta e está em casa.
“Os médicos falavam: ‘Bernardo, é um milagre. Nunca vi alguém sobreviver a um tiro de fuzil assim’”, disse o delegado.
De acordo com o “Fantástico”, Bernardo só foi retirado do local do tiroteio cerca de 1h depois de ter sido baleado na perna direita. Policiais chegaram a quebrar paredes de uma casa para abrigá-lo, improvisaram um torniquete e um deles carregou o delegado nas costas sem usar o colete à prova de balas.
“Prometi que eu não ia chorar, mas [sou] muito grato a essa equipe. Os caras foram incansáveis por mim. Minha gratidão eterna a eles. Eu só estou vivo hoje foi porque eles não desistiram, em momento algum”, declarou.
“Eu sabia que estava muito ruim. Pedi para ligarem para minha mulher, queria me despedir”, afirmou.
A fase de reabilitação e a prótese do delegado serão pagas pelo governo do Rio, segundo o “Fantástico”. Ele pretende voltar a trabalhar como delegado, mas não vai mais participar de operações nas ruas.










Posts recentes
- Dedé Santana e Diego Hypólito estrelam o circo musical Abracadabra
- Lula reage com humor ao ser chamado de “velhinho” em evento
- Banco Central decreta liquidação da Reag após apuração de fraudes
- Operação contra extorsão e tráfico prende três em Goiânia
- Chuvas causam alagamento e trânsito na Régis Bittencourt
Comentários
Arquivos
- janeiro 2026
- dezembro 2025
- novembro 2025
- outubro 2025
- setembro 2025
- agosto 2025
- julho 2025
- junho 2025
- maio 2025
- abril 2025
- março 2025
- fevereiro 2025
- janeiro 2025
- dezembro 2024
- novembro 2024
- setembro 2024
- agosto 2024
- julho 2024
- junho 2024
- maio 2024
- abril 2024
- março 2024
- fevereiro 2024
- dezembro 2023
- novembro 2023
- outubro 2023
- setembro 2023
- agosto 2023
- julho 2023
- junho 2023
- maio 2023
- abril 2023
- janeiro 2023
- outubro 2022
- setembro 2022
- julho 2022
- junho 2022
- maio 2022
- março 2022
- janeiro 2022
- dezembro 2021
- novembro 2021
- outubro 2021
- setembro 2021
- agosto 2021
- julho 2021
- junho 2021
- maio 2021
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- fevereiro 2020
- janeiro 2020
- dezembro 2019
- novembro 2019
- outubro 2019
- setembro 2019
- agosto 2019
- julho 2019
- junho 2019
- maio 2019
- abril 2019
- março 2019
- fevereiro 2019
- janeiro 2019
- dezembro 2018
- novembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018










