A Polícia Civil de Goiás deflagrou na manhã desta terça-feira (3/3) uma operação que resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital. Batizada de a Operação Via Fracta, a ação foi coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos e teve como alvo uma organização criminosa especializada em furto, roubo, adulteração de motocicletas e lavagem de dinheiro, com atuação interestadual.
As investigações revelaram que o grupo criminoso atuava de forma estruturada, adquirindo motocicletas provenientes de roubos e furtos praticados em Goiás e no Distrito Federal. Após a compra dos veículos ilegais, os suspeitos promoviam a adulteração dos sinais identificadores e os encaminhavam para comercialização em cidades do interior da Bahia, onde eram vendidos como se estivessem regularizados.
De acordo com o delegado Fernando Gama, responsável pelas investigações, o esquema criminoso era liderado pelo proprietário de uma loja de motocicletas situada em Aparecida de Goiânia. Desde 2021, a polícia já monitorava a movimentação suspeita de veículos furtados sendo repassados para este estabelecimento, que inclusive já havia sido alvo de uma operação policial naquela época, quando diversas motos produtos de crime foram localizadas no local.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nesta terça-feira, os policiais encontraram na empresa ligada ao grupo três veículos: duas motocicletas com indícios de adulteração dos sinais identificadores e uma terceira com registro de restrição de furto ou roubo. Em um endereço vinculado ao principal investigado, também foi apreendido um reboque que, segundo apurado, era utilizado para transportar as motocicletas adulteradas até a Bahia.
“Desde 2021 foi detectado que vários veículos oriundos de Goiás e do Distrito Federal eram furtados e posteriormente repassados para um indivíduo proprietário de uma loja de motos situada na cidade de Aparecida de Goiânia. Esta empresa, inclusive já tinha sido alvo de uma operação policial e no local à época foram localizados vários veículos produtos de crime”, explicou Gama.
Ocultação e lavagem de capitais
Além do líder da organização, também foram alvos dos mandados sua esposa e outras duas pessoas investigadas por envolvimento direto nas atividades criminosas. Estes suspeitos atuavam especialmente na ocultação e dissimulação dos valores obtidos com a venda das motocicletas ilegais, caracterizando o crime de lavagem de dinheiro.

A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), por meio do Grupo Tático 3 (GT3), e da Divisão de Operações Aéreas (DOA). O Laboratório de Identificação Veicular (LIV), da Polícia Técnico-Científica, também participou da ação, sendo responsável pela realização dos exames periciais nos veículos apreendidos.
Com a fase ostensiva da operação encerrada, a polícia agora concentra os trabalhos na análise do material apreendido, incluindo objetos, veículos e aparelhos celulares, para dar prosseguimento às investigações.
Os presos e demais investigados deverão responder pelos crimes de furto, roubo, receptação qualificada e lavagem de dinheiro.
Os nomes dos envolvidos e da empresa não foram divulgados pela corporação.
A Polícia Civil de Goiás, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária, desarticulou nesta quinta-feira (18/09) uma fábrica clandestina de café no Jardim Petrópolis, em Goiânia. O local operava em condições precárias e representava grave risco à saúde pública.
De acordo com o delegado Humberto Teófilo, responsável pela operação, o estabelecimento funcionava como ponto de distribuição e torra do produto adulterado. Foram encontrados sacos de fertilizante sendo reutilizados para armazenar o café, que apresentava mistura de impurezas.
“Você vê que esses sacos de fertilizantes contaminam o café, ou seja, o café fica tóxico. Isso é um risco para a saúde pública”, alertou o delegado.
Além da contaminação por produtos químicos, o local apresentava total falta de higiene e desrespeito às normas sanitárias. Havia estoque de lenha e equipamentos de torrefação em condições precárias.
Foram identificadas embalagens de marcas como “Café Modão” e “Café Capricho”, que falsamente indicavam origem em São Paulo e no Paraná. Todos os produtos eram fabricados no mesmo endereço de forma irregular.
A operação resultou na detenção de três pessoas, que foram encaminhadas à delegacia. Os envolvidos poderão responder por crimes de adulteração de gêneros alimentícios, crimes contra as relações de consumo e infrações sanitárias.
“Ainda que não houvesse produção em andamento no momento da ação, foram constatados produtos já interditados pela Vigilância Sanitária em inspeções anteriores, evidenciando reincidência e risco grave à saúde pública”, afirmou o delegado.
Um inquérito policial será instaurado para apurar a responsabilidade dos sócios, administradores e responsáveis técnicos da empresa. O objetivo é garantir a proteção do consumidor e a punição dos envolvidos.
O delegado fez um apelo para que a população evite consumir essas marcas e compartilhe as informações para alertar outros possíveis consumidores.



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