9 de junho de 2026
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O governador Daniel Vilela celebrou, nesta quarta-feira (13/5), os resultados da terceira edição do Claque Cultural, projeto realizado pelo Governo de Goiás em parceria com o Sesc Goiás. A cerimônia de encerramento aconteceu no auditório da Fecomércio-GO, em Goiânia. Criado em 2021, no período de retomada das atividades culturais após a pandemia, o projeto se consolidou como uma das principais ações de incentivo à cultura em Goiás.

Nesta edição, cerca de 2,5 mil artistas participaram da programação, que percorreu cidades goianas e também municípios da Bahia ao longo de seis meses.

Durante o evento, o governador destacou o papel da cultura como ferramenta de transformação social, geração de oportunidades e fortalecimento da economia criativa no estado.

“Esse é um projeto inspirador e motivador. Ao mesmo tempo em que resgata a cultura do nosso estado, dá oportunidade aos artistas goianos e inspira nossos jovens”, afirmou Daniel Vilela.

O governador ressaltou ainda que o acesso às manifestações culturais amplia horizontes, especialmente para jovens do interior. Segundo ele, iniciativas como o Claque Cultural ajudam a apresentar novas possibilidades profissionais ligadas à arte, ao entretenimento e à produção cultural.

Ao todo, foram realizadas aproximadamente 820 apresentações, entre shows, espetáculos teatrais, exposições, sessões de cinema e apresentações circenses, reunindo público estimado em 100 mil pessoas.

O secretário estadual da Retomada, César Moura, destacou que o projeto movimenta não apenas os artistas, mas toda a cadeia econômica ligada aos eventos culturais.

“Temos um diferencial importante, que é integrar os profissionais locais dos municípios. Buscamos produtores, técnicos, montadores e equipes da própria cidade. Isso fortalece o comércio e movimenta a economia regional”, afirmou.

Polo de circulação culturalGoiás/Bahia

Nesta edição, o circuito ampliou fronteiras com a criação de um polo de circulação cultural na Bahia, passando por cidades como Salvador, Porto Seguro, Feira de Santana, Jacobina, Alagoinhas e Santo Antônio de Jesus. Em Goiás, a programação percorreu municípios como Goiânia, Anápolis, Jataí, Caldas Novas, Alto Paraíso, Jussara e Morrinhos.

Artistas participantes também destacaram a importância da iniciativa. O cantor e compositor Fernando Perillo afirmou que o projeto fortalece a valorização da música produzida em Goiás e aproxima os artistas do público. Já a cantora Nila Branco ressaltou o impacto do programa na geração de trabalho e abertura de espaço para novos talentos.

Projeto devolveu mais de R$ 5 milhões aos cofres estaduais

Além dos resultados culturais, o Claque Cultural também apresentou economia na execução dos recursos públicos. Com investimento inicialmente previsto em R$ 22,9 milhões, a organização do projeto conseguiu devolver mais de R$ 5 milhões aos cofres estaduais após o encerramento da programação.

O presidente da Fecomércio Goiás, Marcelo Baiocchi, afirmou que o circuito se consolidou como uma das maiores ações culturais do estado graças à parceria entre poder público e iniciativa privada.

“O Claque Cultural mostra que é possível ampliar o acesso à cultura com responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e impacto positivo para os municípios”, destacou.

Autor Rogério Luiz Abreu


Durante a sessão solene na manhã desta segunda-feira, 11, para a entrega da Comenda Cavalhadas de Goiás Padre Silvestre Álvares da Silva, em homenagem à cultura goiana, especialmente às Cavalhadas e à Festa do Divino Espírito Santo, parlamentares fizeram uso da palavra.

O primeiro foi Eliel Júnior (Solidariedade), que destacou a importância da preservação das Cavalhadas também no município de Luziânia. Ao mencionar uma das homenageadas, Poliana Guimarães, o legislador ressaltou o trabalho realizado por ela e por sua família na manutenção da tradição, transmitida de geração em geração, além do esforço conjunto para resgatar a festividade no município. Junior também parabenizou os demais homenageados da solenidade e reconheceu a atuação da Comissão de Turismo da Casa na valorização da cultura e do turismo em Goiás.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Bruno Peixoto (UB), enfatizou que promover a cultura goiana também é fortalecer a geração de emprego e renda. “Juntamente com o deputado Lineu Olimpio e o deputado licenciado Coronel Adailton (SD), levamos ao Governo de Goiás, à época, com o governador Ronaldo Caiado (PSD), a necessidade de investimentos para fortalecer o setor. Somos apaixonados pelas Cavalhadas”, declarou.

O chefe do Parlamento lembrou ainda que os deputados aprovaram recursos específicos no orçamento para garantir a realização das festividades em diferentes cidades. Ao finalizar, Peixoto contou que a criação da comenda foi uma forma de reconhecer todos aqueles que atuam, direta e indiretamente, para manter viva a história das Cavalhadas e da Festa do Divino em Goiás. Segundo ele, foi a forma que os deputados e deputadas encontraram para  reconhecer aqueles que prestam esse serviço, que mantêm viva a cultura. “Agradeço aos homenageados e reforço o simbolismo da honraria para os representantes da cultura popular goiana.”

Fortalecer a tradição

Na sequência, Coronel Adailton destacou que apoiar as Cavalhadas onde elas já existem e incentivar sua retomada onde ainda necessitam de apoio é um dos objetivos dos parlamentares. “Com a parceria da Casa, do Governo do Estado e dos entes federais, estaduais e municipais, seguiremos fortalecendo essa tradição tão importante para a nossa identidade cultural.”

Adailton disse que as Cavalhadas representam um dos movimentos mais expressivos da cultura goiana: “Elas revelam Goiás para o Brasil e para o mundo. Em diversas ocasiões, especialmente nas Cavalhadas de Pirenópolis e Corumbá, recebemos representantes e embaixadores de vários países que passaram a conhecer nossa cultura por meio dessas manifestações tradicionais.”

Presidente da solenidade, o deputado Lineu Olimpio (MDB) afirmou que a sessão, também proposta por ele, era voltada às pessoas que contribuem diretamente para a realização da Festa do Divino e das Cavalhadas. Lembrou que quando se pensou na criação da honraria, foi pensando justamente em reconhecer pessoas que dedicam suas vidas ao evento: os cavaleiros, os imperadores do Divino e todos aqueles que contribuem para a realização dessa grande manifestação cultural.

“Falar de Goiás é falar das nossas raízes, da força do nosso povo e das nossas tradições. E, entre elas, as Cavalhadas ocupam um lugar especial. Não digo apenas da história registrada nos livros, mas daquilo que o povo goiano sente quando chega o período das Cavalhadas em cada município do nosso Estado. As Cavalhadas têm cheiro de infância, de família reunida, de cidade enfeitada, de gente esperando o ano inteiro por aquele momento. Elas representam pertencimento, memória afetiva e devoção”, enfatizou Olimpio.

Apoio governamental

O legislador destacou o apoio do Governo do Estado e dos municípios para a realização das festividades, além da destinação de recursos parlamentares. Ele enfatizou que as Cavalhadas não pertencem a grupos políticos, e sim à cultura do povo goiano —  são manifestações de fé, tradição e identidade coletiva. “Talvez seja justamente isso que as torna tão especiais: elas mantêm viva a memória do nosso povo. Quem participa entende que não se trata apenas de uma festa, mas de emoção, devoção e orgulho da própria terra.”

Olimpio ressaltou o caráter festivo da celebração: “As cidades se transformam durante esse período. O comércio se fortalece, as ruas ganham vida, as famílias recebem visitantes, os reencontros acontecem. As Cavalhadas movimentam o turismo, fortalecem a economia local e, acima de tudo, fortalecem a identidade do povo goiano”.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O deputado Eliel Junior (Solidariedade) assina o projeto de lei nº 7581/26, que reconhece o Encontro de Corais da Cidade de Goiás – Darcília Amorim como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Goiás, além de incluir o evento no Calendário Cívico, Cultural e Turístico estadual.

A proposta estabelece que o encontro, realizado anualmente no município de Goiás, passe a ter reconhecimento oficial do Estado, reforçando sua importância cultural. O texto também prevê a inserção do evento no calendário oficial, ampliando sua visibilidade e fortalecendo ações de incentivo à cultura.

Na justificativa, o parlamentar aponta que o Encontro de Corais é promovido pelo Coral Solo da Cidade de Goiás, instituição com mais de 40 anos de atuação. O evento reúne grupos de diversas regiões do país, promovendo intercâmbio cultural e difundindo a música sacra e erudita, além de preservar a tradição do canto coral como elemento identitário da cidade, que é reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco.

O deputado também ressalta o impacto social e econômico da iniciativa, que fomenta a economia criativa e amplia o acesso à cultura por meio de ações inclusivas. Segundo ele, o encontro contribui para o turismo cultural e para a preservação da memória coletiva e das práticas musicais tradicionais no Estado.

A matéria está com a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde aguarda a designação de relator.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Assessoria Adjunta de Atividades Culturais realizou, na manhã desta segunda-feira, 30, o encontro “Elas em movimento: vozes que ocupam”, em celebração ao encerramento do mês de março. O evento teve local no saguão principal do Palácio Maguito Vilela e contou com a presença de lideranças femininas. A abertura foi agraciada com a apresentação musical da banda de forró Caju com Sal.

A chefe da Assessoria Adjunta de Atividades Culturais, Emiliana Pereira, celebrou a inciativa e pontuou que o intuito era encerrar as atividades do mês da mulher, reunindo lideranças dos movimentos sociais, e conscientizar sobre crimes contra esse público. “Estamos aqui, hoje, para se manifestar enquanto mulheres, pensando no movimento de segurança para nós, haja vista a escalada dos feminicídios. E estamos aqui, nesta Casa de Leis, entendo a importância do espaço abrindo as portas para um momento leve, com muita música e animação e, claro, muita conscientização”, frisou.

Segurança Pública

A subcomandante do Batalhão Maria da Penha da Polícia Militar de Goiás (PMGO), major Marcia Elizabeth, destacou os atendimentos realizados pela corporação, contemplado mulheres vítimas de violência e campanhas de conscientização voltada aos homens com histórico de agressão.

“Atendemos mais de 20 mil mulheres em Goiás e somos pioneiros em nível nacional. Todos os quatro batalhões do Estado são comandados por mulheres e é muito importante nossa participação neste evento, para mostrar às mulheres esse acolhimento fornecido e ressaltar que elas podem contar com a PM. Sabemos que existe em nossa sociedade um machismo estrutural, e devemos conscientizar sobre esse tema e o que não deve ser feito, além de ensinar o respeito às mulheres. Precisamos mostrar às mulheres que elas têm voz e vez.  Estamos à frente do batalhão encorajando as mulheres, pois precisamos que elas denunciem, principalmente porque o feminicídio é o ponto final de um histórico de violência”, observou.

A jornalista Laurenice Noleto falou sobre a importância do movimento “Não é Não!” e apontou que a conscientização sobre assédio e violência é mais efetiva quando feita de forma divertida. “Esses movimentos são para comunicar com as pessoas, pois o formato de conversar com alegria faz com que a mensagem chegue melhor, mais efetiva. É melhor essa abordagem alegre a só chegar brigando e recriminando as pessoas. Nós dizemos ‘Não é Não!’, mas com alegria, rodando, brincando, pois achamos também que é um direito da mulher ser feliz.”

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Por meio do projeto de lei nº 2430/26, o deputado Virmondes Cruvinel (UB) pretende inserir no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás o evento Goyaz Festival. A iniciativa busca destacar a importância do evento, reconhecido como patrimônio cultural imaterial.

Segundo Cruvinel, trata-se de um dos principais festivais de música instrumental da região Centro-Oeste do Brasil, contando, em 2026, com sua décima edição consecutiva. “Criado com o objetivo de ampliar o espaço da música instrumental no Estado de Goiás, o evento consolidou-se como plataforma permanente de visibilidade para artistas locais e ponto de conexão com nomes consagrados da cena musical nacional e internacional”, pontua o deputado, na justificativa da propositura.

Cruvinel destaca ainda que, ao longo de sua trajetória, o festival já recebeu artistas goianos de reconhecida projeção, além de referências da música instrumental brasileira, como Wagner Tiso, Naná Vasconcelos, Hermeto Pascoal e Zé Canuto, e nomes internacionais, como Nicolas Krassik e Scott Feiner.

Desse modo, aponta que a inclusão do Goyaz Festival no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás é uma medida que se impõe pela relevância histórica, artística e econômica do evento.

“Do ponto de vista cultural, o festival representa uma das mais consistentes iniciativas de valorização da música instrumental goiana, contribuindo para a formação de público qualificado, o estímulo à produção artística local e o fortalecimento da identidade cultural do Estado. Do ponto de vista turístico, eventos dessa natureza desempenham papel estratégico na atração de visitantes, na dinamização da economia criativa e na projeção positiva da imagem de Goiás no cenário nacional”, detalha.

O texto está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, onde aguarda designação de relatoria parlamentar.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O deputado Issy Quinan (MDB) protocolou na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) o projeto nº 3269/26, para que seja oficializado o reconhecimento do evento denominado Caminhada Ecológica, realizado, anualmente, no mês de julho, como patrimônio histórico, cultural e imaterial goiano.

Segundo o parlamentar, o evento se consolidou ao longo de décadas como uma das mais relevantes manifestações de integração social, valorização ambiental, promoção do turismo sustentável e fortalecimento da identidade cultural do povo goiano.

A proposta explica que o evento tem como finalidade central promover a preservação do bioma Cerrado, a proteção da fauna e da flora, bem como a conscientização ambiental voltada à conservação dos recursos naturais, com destaque especial para a importância ecológica do rio Araguaia. Durante a realização da caminhada, são desenvolvidas ações educativas, plantio de mudas e atividades de sensibilização ambiental, reforçando seu caráter pedagógico e socioambiental.

“Além de seu caráter cultural e ambiental, o evento chama a atenção para a necessidade urgente de proteção dos animais silvestres, frequentemente vítimas de queimadas e acidentes nas regiões percorridas, promovendo, assim, relevante debate público sobre conservação da biodiversidade e responsabilidade socioambiental”, escreve Quinan.

A matéria será encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia, onde será distribuído para relatoria parlamentar.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) recebeu da Governadoria um veto parcial à iniciativa de instituir o Mês Cívico, Cultural e Turístico de Goiás em outubro. A proposição, nº 21479/25, é assinada por Antônio Gomide (PT). O Parlamento pode manter o veto, contido no processo nº 2138/26, ou derrubá-lo, caso em que a matéria passará à publicação para integrar a legislação.

Instada a se pronunciar, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) sugeriu vetar o art. 2º do autógrafo de lei em razão de inconstitucionalidade subjetiva. Para a PGE, o dispositivo, em vez de apenas indicar atividades que poderiam ser priorizadas no mês que se quer instituir, determinou-as, o que, de acordo com a Constituição Estadual, interfere na organização e no funcionamento da administração, prerrogativa privativa do chefe do Executivo.

Na justificativa da matéria, Gomide argumenta que a instituição do Mês Estadual de Defesa da Cultura Goiana representa “não apenas uma homenagem às nossas raízes, mas também um instrumento de promoção, difusão e preservação das manifestações culturais que distinguem Goiás no cenário nacional”.

O veto está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), sob a relatoria da deputada Rosângela Rezende (Agir).

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) analisará o projeto de lei de autoria do deputado Amauri Ribeiro (UB) que propõe instituir a Bíblia Sagrada como material de apoio cultural, histórico e literário obrigatório e permanente nas escolas da rede estadual de ensino. A matéria, protocolada sob o nº 31434/25, será distribuída para análise e relatoria parlamentar na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

A proposta, além de observar os princípios da laicidade do Estado e da liberdade religiosa, determina que as atividades pedagógicas que utilizem a Bíblia deverão ser integradas ao currículo de acordo com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Em justificativa, Ribeiro aponta que a Constituição Federal de 1988, embora institua o Brasil como Estado laico, não veda o estudo acadêmico, cultural ou histórico de textos religiosos. “Ao contrário: garante pluralidade, liberdade de crença e liberdade de acesso ao conhecimento”.

Assim, o parlamentar ressalta que do ponto de vista acadêmico, diversas áreas do conhecimento utilizam a Bíblia como objeto de análise. “Assim, permitir seu acesso nas bibliotecas escolares amplia possibilidades pedagógicas e enriquece o repertório cultural dos estudantes, sem violar princípios constitucionais.”

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O deputado Dr. George Morais (PDT) apresentou dois projetos de lei de números 29941/25 e 29942/25, que tramitam na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ligados à cultura. Ambas as matéria encontram-se na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde foram distribuídas à deputada Rosângela Rezende pra relatoria.

O primeiro projeto dispõe sobre o reconhecimento da Cavalhada do município de Posse como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Goiás, que figura entre as mais representativas expressões culturais goianas. 

Originada das tradições ibéricas introduzidas no Brasil desde os tempos coloniais, o evento dramatiza, de forma simbólica e artística, o confronto entre mouros e cristãos, reunindo crenças, música, folclore e elementos cívicos preservados ao longo de gerações.

Em Posse, no nordeste goiano, essa celebração assume papel marcante como patrimônio identitário da comunidade local, fortalecendo o sentimento coletivo e mantendo viva a memória regional. 

A festividade atrai cavaleiros, visitantes, grupos culturais e moradores, impulsionando a economia, incentivando o turismo e reforçando o calendário de eventos do município e do Estado.

Mais que uma manifestação histórica, a Cavalhada de Posse é herança viva, transmitida de pais para filhos, preservando técnicas artesanais, saberes tradicionais, figurinos, ritmos e coreografias, sempre com intensa participação popular.

O segundo projeto, de nº 29942/25, inclui no Calendário Cívico, Cultural e Turístico de Goiás o “Pequi Fest” – Festival Gastronômico de Pequi, realizado anualmente entre 20 e 22 de novembro, em Santa Tereza de Goiás.

Símbolo do Cerrado e da culinária goiana, o pequi representa memória, identidade regional e tradição popular. O festival tornou-se referência cultural e gastronômica, reunindo turistas, moradores, produtores e artesãos, movimentando a economia local e promovendo atividades culturais, educativas e ambientais.

O reconhecimento oficial fortalece o turismo, valoriza o patrimônio imaterial e incentiva o desenvolvimento econômico e cultural do município e do Estado, preservando uma expressão marcante da identidade goiana.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O deputado Antônio Gomide (PT) apresentou na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) o projeto de lei nº 28811/25, com o objetivo de que seja integrado ao Patrimônio Cultural Imaterial Goiano o personagem “farricoco”, da Procissão do Fogaréu, realizada anualmente na cidade de Goiás.

Gomide recorda que farricoco é a figura que, com suas vestes talares e capuzes cônicos, representa os soldados romanos que prenderam Jesus Cristo, conforme a tradição da Procissão do Fogaréu. Portanto, o reconhecimento de que trata a matéria, visa a salvaguarda das características, da simbologia e da forma de representação do farricoco, garantindo a sua perpetuação como manifestação cultural autêntica e distintiva do Estado de Goiás.

Segundo a proposta, caberá ao poder público estadual, em colaboração com a Prefeitura da cidade de Goiás e a Organização Vilaboense de Artes e Tradições (OVAT), responsável pela Procissão do Fogaréu: incentivar e apoiar a manutenção das tradições e ritos associados ao personagem farricoco; promover ações de educação patrimonial que destaquem a história, o simbolismo e a importância cultural do farricoco; fomentar estudos e pesquisas sobre a origem e a evolução do personagem, bem como sua relevância para a identidade cultural goiana e articular medidas que assegurem a autenticidade e a integridade das indumentárias e dos adereços característicos do farricoco.

O parlamentar explica que a proposição se fundamenta na necessidade de aprofundar a proteção e a promoção de um dos elementos mais emblemáticos de uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas do Estado. Ele lembra que a figura do farricoco não é apenas um figurante; ela é a personificação da perseguição e do mistério, um elo vivo com as tradições medievais europeias que inspiraram a procissão. “O farricoco é, portanto, a alma da Procissão do Fogaréu, e sua individualização como componente de valor inestimável do patrimônio cultural imaterial goiano é crucial para garantir que suas características e simbolismo sejam compreendidos, valorizados e preservados em sua totalidade.”

Gomide defende que “a proteção do farricoco contribuirá para: fortalecer a identidade cultural vilaboense e goiana, valorizando uma de suas mais autênticas expressões; promover o turismo cultural, ao oferecer uma experiência mais rica e detalhada aos visitantes; estimular a pesquisa e a educação patrimonial, aprofundando o conhecimento sobre essa tradição e garantir a continuidade e a autenticidade do personagem para as futuras gerações”.

O projeto de lei será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa, onde será distribuída para relatoria parlamentar.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás