29 de junho de 2026
  • 19:15 Paulo Figueiredo diz que mulheres “votam mal” e critica Michelle
  • 15:31 Compliance avalia riscos na Comunicação e Finanças, mapeia pontos críticos e define critérios técnicos para a próxima gestão
  • 11:47 Base do Graer em Luziânia amplia segurança no Entorno do DF
  • 08:03 Lula autoriza isenção de ISS para Copa do Mundo Feminina de 2027
  • 04:19 Deputado Mauro Rubem reconhece mérito de motoristas do transporte coletivo em sessão solene no Plenário Iris Rezende


Jornalista criticou a ex-primeira-dama após ela dizer que foi desrespeitada e maltratada por Flávio Bolsonaro

O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo afirmou que mulheres votam mal e criticou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) por ter dito que foi “apunhalada” pelo senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu enteado. As declarações foram feitas em uma live publicada no YouTube na 5ª feira (26.jun.2026).

“Mulher vota estatisticamente muito mal. Principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas, em geral, tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras, não. Isso o que estou dizendo… Podem arrancar os pentelhos das calcinhas, fazer o que quiser, principalmente as feministas, que têm mais pentelhos, mas eu quero dizer a vocês: isso é estatística”, afirmou Figueiredo.

A crítica de Figueiredo a Michelle se deu 1 dia depois de ela publicar 2 vídeos no Instagram. A ex-primeira-dama disse ter sido desrespeitada e maltratada por Flávio, por divergências políticas sobre a montagem da chapa eleitoral no Ceará. 

“Onde o Flávio vai pior (nas pesquisas eleitorais) é justamente no eleitorado feminino. Parabéns! Bela ajuda”, disse Figueiredo, citando a preferência do público feminino pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por figuras de esquerda.

Na pesquisa Quaest de 5 a 8 de junho de 2026, Lula ampliou sua vantagem entre as mulheres e passou a liderar esse segmento com 47% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra Flávio, que registra 33%.

Em relação ao levantamento anterior, o presidente oscilou positivamente de 45% para 47%, enquanto o senador caiu de 36% para 33%. Outros 15% das entrevistadas se declararam indecisas e 5% disseram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não votar.

Poder360 entrou em contato com a assessoria de imprensa de Michelle Bolsonaro, via aplicativo de mensagem, para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito das afirmações de Paulo Figueiredo. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

QUEM É JOÃO PAULO FIGUEIREDO

Neto de João Figueiredo, último presidente da ditadura militar do Brasil, Paulo Figueiredo vive nos Estados Unidos. Ele tem atuado como uma das principais pontes entre o governo de Donald Trump (Partido Republicano) e a família Bolsonaro.



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Matt Schlapp, líder da CPAC, considerada a maior conferência conservadora do mundo e fundada nos EUA, defendeu Eduardo ao afirmar que ele sofre “perseguição política”

O presidente da Cpac (Conferência de Ação Política Conservadora), Matt Schlapp, publicou nesta 4ª feira (17.jun.2026) uma declaração na conta oficial da Conferência criticando a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A nota de Schlapp repudiou o que chamou de “perseguição política” de Eduardo: “Trata-se de uma grave violação das normas democráticas, da liberdade de expressão e do Estado de Direito. […] Seu suposto crime foi expor a corrupção, a censura e o abuso de poder que ocorrem dentro do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal. […] O Ministro Alexandre de Moraes tornou-se o rosto desse abuso de poder judicial”, afirmou.

Eduardo Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF, na última 3ª feira (16.jun), a 4 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de R$ 162,1 mil pelo crime de coação no curso do processo de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além da condenação, o ex-deputado teve a perda de seu cargo público e a inelegibilidade declarada. Alexandre de Moraes foi o relator do caso. Entenda os próximos passos após a condenação nesta reportagem.

Eduardo Bolsonaro não apresentou defesa no processo, que foi feita pela DPU (Defensoria Pública da União). O crime de coação, previsto no artigo 344 do Código Penal, acontece quando se usa violência ou grave ameaça para tentar influenciar autoridade, parte ou pessoa que atua em processo judicial, policial ou administrativo. 

Autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro anunciou na época uma licença do mandato para permanecer no país e atuar contra a “perseguição política à família Bolsonaro”. Desde então, passou a usar a permanência nos EUA para pressionar autoridades norte-americanas contra decisões do STF, inclusive pedindo que Trump imponha sanções a Moraes. 

CPAC

A Cpac é o maior evento conservador do mundo, originado nos EUA e organizado pela American Conservative Union (União Conservadora Americana). Nos dias de hoje, funciona como uma rede internacional de articulação política para a direita, integrando líderes globais.



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Ministra disse que celeridade em que se deu a votação inibiu o debate público e acrescentou que caso pode parar na Corte

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou a rapidez com que o Senado derrubou a resolução do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) que orientava o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual em casos de aborto legal. A declaração foi feita em entrevista à jornalista Andréia Sadi, no programa Pod_i, da GloboNews. 

Eu vi com certo estupor da minha parte”, disse a ministra.

Cármen afirmou que não comentaria o mérito da decisão, porque o caso pode chegar ao Supremo, mas disse ter ficado perplexa com a velocidade da votação.

O Senado aprovou na semana passada um projeto de decreto legislativo que suspende a resolução nº 258 de 2024 do Conanda. A norma estabelecia diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, inclusive em casos nos quais a legislação brasileira já permite a interrupção da gravidez, como estupro, risco de morte à gestante e anencefalia do feto.

Cármen Lúcia disse que não anteciparia posição sobre o conteúdo da decisão, mas criticou a “votação relâmpago” de um tema que considera “denso” e “tenso”. Segundo ela, assuntos que envolvem restrição de direitos ou criação de novas normas precisam ser debatidos de forma ampla pela sociedade.

O que me causou perplexidade foi exatamente a rapidez, a celeridade e a falta de um debate público amplo sobre isso”, afirmou. 

A ministra também citou a Constituição de 1988. Disse que o texto constitucional estabeleceu o direito à informação como direito fundamental, para que os cidadãos possam escolher livremente e participar do debate público.

Cármen afirmou ainda que o tema “pode ser objeto de questionamento” no Supremo. Segundo ela, se isso ocorrer, caberá ao Judiciário avaliar se a decisão está de acordo com os direitos fundamentais “das meninas” e “das famílias das meninas” determinados pela Constituição.



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Presidente da Câmara declara que a situação limita “espaços de diálogo e convergência”

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta 2ª feira (1º.jun.2026) que, no Brasil, “as dinâmicas sociais e políticas têm se caracterizado por um crescente afastamento entre posições e perspectivas”, o que “acaba por limitar os espaços de diálogo e convergência em torno de interesses permanentes e de longo prazo”.

As declarações foram feitas na abertura do 14º Fórum de Lisboa, evento que é realizado em Portugal e tem o decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, como anfitrião.

O presidente da Câmara declarou que o mundo vive momentos de “turbulências e interrogações” sobre “para onde ruma a humanidade”, o que exige adaptação das pessoas e das instituições.

Segundo Motta, as instituições internacionais “parecem impotentes” para “contrabalançar com diálogo e negociação o ressurgimento da geopolítica como fio condutor das relações entre as nações”.

O deputado usou como exemplo o Oriente Médio para afirmar que “crises e conflitos têm se multiplicado”, com “sérias consequências” para os países.

Motta declarou que a Câmara tem se movimentado para “navegar nesses mares agitados”. Mencionou a aprovação de projetos como a reforma tributária, da tributação, do consumo e da renda.

Motta falou sobre a aprovação pelos deputados do fim da escala 6 X 1. “À luz das novas realidades do mundo do trabalho, encontramos um compromisso equilibrado e eficaz entre o imperativo desenvolvimento econômico e o bem-estar das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros”, afirmou. 

O congressista falou sobre a inteligência artificial. Disse que o país discute um marco legal para que “a tecnologia revolucionária da inteligência artificial prospere no Brasil como ferramenta para o progresso geral com respeito às liberdades” dos cidadãos. 

14º FÓRUM DE LISBOA

O tema do Fórum de Lisboa deste ano é “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”. Todos os debates serão realizados de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa.

O evento terá a presença de nomes como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Aloízio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

O número total de participantes no Fórum de Lisboa aumentou de 360 em 2025 para 450 em 2026. É um recorde para o evento. Mas o total de autoridades brasileiras caiu com relação ao ano passado –a única exceção é no Legislativo, que terá 2 congressistas a mais neste ano. A mudança de embocadura do tema central do encontro, mais globalizado, é a razão de haver mais palestrantes de outros países e não apenas do Brasil e de Portugal.

O 14º Fórum de Lisboa recebeu o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa, dada pelo presidente português a iniciativas, eventos, congressos, projetos ou comemorações que são considerados de especial interesse público, relevância cívica, cultural, científica, social ou econômica para Portugal.

Não se trata de conceder financiamento ou apoio material. É uma chancela de reconhecimento e prestígio institucional.

A distinção, segundo a organização do evento, “reconhece a relevância institucional, acadêmica e cívica do evento, bem como sua contribuição para o fortalecimento do debate democrático e para a reflexão sobre os desafios contemporâneos enfrentados por Portugal, pelo Brasil e pela comunidade internacional”.

FESTAS E JANTARES PRIVADOS

Durante os dias que passam em Portugal, representantes de empresas privadas aproveitam para oferecer festas e jantares privados para os participantes –oportunidade que empresários têm para se aproximar de operadores do direito que atuam no Poder Judiciário. Esse tipo de contato é criticado por quem considera impróprios tais encontros.

Gilmar Mendes pensa de forma diferente. O decano do STF argumenta que reuniões como o Fórum de Lisboa permitem aos integrantes do Judiciário refletir sobre temas contemporâneos relevantes, trocar experiências entre si e assim estarem mais preparados para o exercício da magistratura.

Entre os empresários confirmados no Fórum de Lisboa 2026 estão:

  • André Esteves – co-fundador da Inteli, chairman e sócio sênior do BTG Pactual;
  • Fábio Chilo – diretor jurídico da JBS;
  • Luiza Trajano – presidente do Conselho de Administração Magazine Luiza;
  • Luiz Carlos Trabuco Cappi – presidente do Conselho de Administração do Banco Bradesco;
  • Ricardo Faria – fundador e chairman do Grupo Granja Faria;
  • Fábio Gaspar – Country Tax Manager da Shell Brasil;
  • Eduardo Lopes – diretor senior de Políticas Públicas do Nubank e CEO da Zetta;
  • Anderson Baranov – CEO Norsk Hydro Brasil e presidente do Conselho Diretor do Simineral PA.;
  • Eduardo Sattamini – CEO da Engie Brasil.

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Alexandre de Moraes travou a aplicação da norma em pedidos ligados aos atos de 8 de Janeiro

Congressistas de oposição criticaram nas redes sociais a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de suspender a aplicação da Lei 15.402 de 2026, conhecida como “Lei da Dosimetria”. As manifestações foram publicadas neste sábado (9.mai.2026), horas depois da decisão do magistrado. 

Os opositores afirmam que a medida representa uma interferência do Judiciário sobre uma lei aprovada pelo Congresso Nacional e criticam a atuação individual do ministro.

Para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, a atitude de Alexandre de Moraes é uma “invasão de jurisdição”. De acordo com Flávio, o Congresso deve ser respeitado.

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou que Moraes “elaborou a Lei de Dosimetria e agora quer suspendê-la”, além de questionar a atuação do ministro.

O senador Sérgio Moro (PL-PR) declarou que “toda lei goza de uma presunção de constitucionalidade” e disse não considerar “razoável” a suspensão da norma aprovada pelo Congresso. Moro também afirmou que a legislação buscava reduzir penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) também criticou a decisão de Moraes. Nas redes sociais, afirmou que a suspensão da lei representa uma “afronta à soberania do Congresso Nacional” e disse que o STF estaria impedindo a aplicação de uma norma aprovada pela maioria dos congressistas.

A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) criticou o que chamou de “decisões individuais” do STF e afirmou que a suspensão da lei contraria a vontade da maioria que aprovou o texto.

Já o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) publicou que o “Congresso Nacional [foi] fechado mais uma vez pelo STF”.

O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) também reagiu à decisão nas redes sociais e associou a suspensão da norma ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

DECISÃO DE MORAES

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes suspendeu neste sábado (9.mai.2026) a aplicação da Lei da Dosimetria em pedidos relacionados aos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão tem validade até que a Corte julgue as ações que questionam a constitucionalidade da norma. Leia a íntegra da decisão (PDF – 124KB).



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“Manifestação merecia maior cuidado”, diz a nota; fala da magistrada Eva do Amaral Coelho, do TJ-PA, se deu em 9 de abril

A OAB-PA (Ordem dos Advogados do Brasil no Pará) divulgou na 5ª feira (23.abr.2026) nota em que critica fala da desembargadora do Tribunal de Justiça do Pará, Eva do Amaral Coelho, que comparou os novos limites para o pagamento de penduricalhos a regime de escravidão.

“Daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”, afirmou a magistrada durante sessão da 3ª Turma de Direito Penal do TJ-PA, em 9 de abril.

A nota da OAB-PA afirma respeitar a trajetória de Eva do Amaral Coelho, 73 anos, desembargadora desde 2020. No entanto, pede que o debate sobre a valorização da carreira na magistratura seja “conduzido com responsabilidade, equilíbrio e atenção ao impacto social das declarações públicas”, evitando o distanciamento da Justiça da sociedade.

“A Seccional avalia que a manifestação merecia maior cuidado, dada a importância da magistrada e sua relevância no debate público. Ao recorrer a comparações que banalizam pautas extremamente sensíveis, como o combate ao trabalho análogo à escravidão, ignora-se uma realidade grave, que atinge milhares de pessoas em condições degradantes e que exige tratamento responsável e cuidadoso”, diz o comunicado.

Em um único mês, a desembargadora recebeu mais de R$ 500 mil. Dados do TJ-PA mostram que os valores mais altos na folha de pagamento de Eva do Amaral Coelho estão associados ao pagamento de verbas adicionais.

O maior valor recebido pela magistrada foi em dezembro de 2023: R$ 538.491,27 líquidos. O salário bruto alcançou R$ 653.149,74. Desse total, R$ 37.589,95 correspondem ao salário-base. Outros R$ 18.346,32 referem-se a direitos pessoais, R$ 207.428,16 a indenizações e R$ 389.785,31 a direitos eventuais.

O Poder360 pediu esclarecimentos ao TJ-PA e o detalhamento dos adicionais pagos à desembargadora. Este jornal digital também tenta contato com a magistrada. O espaço segue aberto para manifestações.

Assista ao momento da fala da desembargadora (3min50s):

Leia a íntegra da nota da OAB-PA:

“A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA) se manifesta a respeito das declarações recentes da desembargadora Eva do Amaral Coelho, proferidas durante sessão da 3ª Turma de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA).

A OAB-PA ressalta, inicialmente, o reconhecimento à trajetória da magistrada, marcada por décadas de atuação no sistema de Justiça, bem como sua contribuição técnica ao longo dos anos. O respeito à história e ao papel institucional desempenhado pela desembargadora é inegociável.

Entretanto, a Seccional avalia que a manifestação merecia maior cuidado, dada a importância da magistrada e de sua relevânciano debate público. Ao recorrer a comparações que banalizam pautas extremamente sensíveis, como o combate ao trabalho análogo à escravidão, ignora-se uma realidade grave, que atinge milhares de pessoas em condições degradantes e que exige tratamento responsável e cuidadoso.

Também causa preocupação o fato de que a fala, ao mencionar dificuldades financeiras na carreira, possa transmitir à sociedade uma percepção de desconexão com a realidade vivida pela grande maioria da população brasileira. Ainda que se reconheça a relevância da função e a legitimidade da valorização da magistratura –inclusive considerando trajetórias consolidadas como a da própria desembargadora– é fundamental que haja sensibilidade e consciência em relação ao cenário econômico e social do país.

A OAB-PA reafirma seu compromisso com a defesa das instituições e entende que o tema da valorização da carreira na magistratura é legítimo e necessário, mas também entende que esse debate deve ser conduzido com responsabilidade, equilíbrio e atenção ao impacto social das declarações públicas, as quais podem levar a um distanciamento das instituições de Justiça com a própria sociedade.”



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Famílias palestinas se reúnem em Al-Bireh contra medida que autoriza a execução de palestinos condenados e classificados como “terroristas”

Familiares de presos palestinos realizaram um protesto nesta 3ª feira (31.mar.2026) na cidade de Al-Bireh, na Cisjordânia, contra a aprovação de uma lei pelo Knesset (Parlamento de Israel) que autoriza a execução de palestinos classificados como “terroristas” e julgados por tribunais militares israelenses.

O ato foi realizado em frente à sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Cartazes exibidos no protesto mostravam ilustrações de prisioneiros com o tradicional lenço keffiyeh ao lado de cordas de enforcamento, com a mensagem: “Parem a lei de execução de prisioneiros antes que seja tarde demais”.

A lei, aprovada na 2ª feira (30.mar), prevê a execução por enforcamento de condenados em tribunais militares. Palestinos que vivem na Cisjordânia são julgados nesse tipo de corte e, com a nova regra, passam a enfrentar pena de morte obrigatória, decidida por maioria simples, com possibilidades limitadas de recurso.

Assista ao vídeo (1min15s):

Durante o protesto, lideranças palestinas classificaram a medida como extrema e perigosa. O ativista palestino para questões de prisioneiros Qaddura Fares afirmou que a legislação “reflete um desejo de vingança” e não trará mais segurança a Israel. “Esta é uma expressão do estado de fraqueza que Israel está atravessando, não uma expressão de força ou bem-estar”, declarou.

Já o presidente da Ordem dos Advogados da Palestina, Fadi Abbas, disse que a lei é “sem precedentes em seu extremismo e racismo” e acusou o governo israelense de tentar intimidar a população palestina e “apagar sua identidade”.

Ex-prisioneiros também participaram do ato. Rabah Jaber comparou a nova legislação a medidas adotadas durante o período do Mandato Britânico, especialmente na época da Grande Revolta Árabe na Palestina.

A norma foi criticada pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que a classificou como um crime de guerra e uma “violação flagrante” da 4ª Convenção de Genebra. Em Israel, a Associação para os Direitos Civis em Israel informou ter acionado a Suprema Corte para tentar suspender a implementação da lei.



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Em entrevista, Jim Ratcliffe disse que Reino Unido foi “colonizado”; premiê classificou declaração como “ofensiva e incorreta”

Sir Jim Ratcliffe, empresário britânico e co-proprietário do Manchester United, afirmou na 4ª feira (11.fev.2026) que o Reino Unido foi “colonizado por imigrantes” que representam alto custo para o país. As declarações, feitas em entrevista ao portal Sky News, foram criticadas por políticos britânicos e torcedores do clube inglês.

O fundador do grupo químico Ineos, que mora em Mônaco desde 2020, citou os níveis atuais de imigração e o sistema de benefícios sociais britânico. Defendeu ser preciso tomar medidas difíceis para “colocar o país de volta nos trilhos”.

“Você não pode ter uma economia com 9 milhões de pessoas recebendo benefícios e níveis enormes de imigrantes chegando… o Reino Unido foi colonizado por imigrantes, não foi?”, disse Ratcliffe, relacionando o aumento populacional recente com o processo que estaria onerando as contas públicas.

“A população do Reino Unido era de 58 milhões em 2020, agora é de 70 milhões. São 12 milhões a mais”, afirmou o empresário.

As alegações foram contestadas pelo ONS (Escritório Nacional de Estatísticas). Segundo dados oficiais, a população britânica era de aproximadamente 67 milhões em 2020, e não 58 milhões como alegado por ele.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou a fala como “ofensiva e incorreta” e exigiu retratação. “A Grã-Bretanha é um país orgulhoso, tolerante e diverso. Jim Ratcliffe deveria pedir desculpas”, disse em seu perfil no X.

Andy Burnham, prefeito trabalhista da Grande Manchester, também criticou as declarações. Em comunicado oficial, afirmou que os comentários “contradizem tudo o que Manchester tradicionalmente representa: um lugar onde pessoas de todas as raças, crenças e sem crença alguma se uniram ao longo dos séculos para construir nossa cidade e nossas instituições, incluindo o Manchester United FC”.

Publicação de Andy Burnham, prefeito trabalhista da Grande Manchester

Burnham também acusou Ratcliffe de ter “desviado riqueza” do Manchester United enquanto oferece “pouca contribuição” à cidade.

Em seu comunicado, diferenciou o debate sobre políticas migratórias de caracterizações preconceituosas: “Pedir restrições aos níveis de imigração é uma coisa; retratar aqueles que vêm para cá como uma força invasora hostil é outra bem diferente”.

Burnham classificou as declarações de Ratcliffe como “impreciso, ofensivo e inflamatório” e pediu que fossem retiradas.

As críticas de Ratcliffe ao número de pessoas recebendo benefícios surgem pouco depois de sua empresa, a Ineos, ter recebido uma subvenção governamental de 120 milhões de libras para proteger 500 empregos.



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Presidente dos EUA diz que ação não é apropriada neste momento; Kremlin fala em drones e Kiev nega acusação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta 2ª feira (29.dez.2025) que ouviu do presidente da Rússia, Vladimir Putin, o relato de uma suposta tentativa ucraniana de ataque a uma residência do líder russo no norte do país.

Trump disse que uma ação desse tipo não é apropriada neste momento, quando há negociações para encerrar a guerra, que já dura 3 anos. O governo ucraniano nega a acusação.

“Não gosto disso. Não é bom. Fiquei sabendo disso hoje pelo presidente Putin. Fiquei muito irritado com isso”, disse Trump.

Segundo o presidente norte-americano, o episódio ocorre em um momento sensível das conversas diplomáticas. “Não é o momento certo. Uma coisa é conduzir ações ofensivas no campo de batalha; outra é atacar a residência de um chefe de Estado”, declarou.

Questionado sobre a existência de provas do suposto ataque, Trump disse que ainda não havia confirmação independente. “Vamos descobrir”, afirmou.

SUPOSTO ATAQUE

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou a Ucrânia de tentar atingir, com drones, uma das residências de Putin na região de Novgorod, entre Moscou e São Petersburgo. Segundo ele, a ação teria sido registrada de domingo (28.dez) a 2ª feira (29.dez.2025).

Lavrov afirmou que 91 drones de longo alcance teriam sido utilizados e que não houve danos nem vítimas. O ministro não informou se Putin estava no local no momento do suposto ataque. Disse ainda que o episódio pode influenciar a posição do Kremlin nas negociações de um acordo de paz.

Autoridades russas declararam que alvos para possíveis ações de retaliação já foram definidos. “Esses atos não ficarão sem resposta”, disse o Kremlin em comunicado.

O conselheiro de Política Externa do Kremlin, Yuri Ushakov, informou que Putin telefonou a Trump para relatar as supostas ofensivas ucranianas. Segundo Ushakov, o presidente norte-americano reagiu com indignação à informação.

KIEV NEGA

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), negou envolvimento no episódio e rejeitou as acusações feitas por Moscou. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a Rússia “continua inventando pretextos” e que o foco deveria ser o fim da guerra.

“Putin precisa aceitar que chegou o momento de encerrar o conflito, os ataques e o derramamento de sangue”, escreveu Zelensky. Também agradeceu aos Estados Unidos, à Alemanha e a outros países europeus pelo apoio diplomático.

Trump e Zelensky reuniram-se no domingo (28.dez) na Flórida (EUA) para tratar das negociações de paz. Antes do encontro, o presidente norte-americano afirmou ter tido uma “conversa produtiva” por telefone com Putin. A declaração sobre o suposto ataque foi feita um dia depois da reunião.



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Presidente russo chama tentativa de uso de ativos congelados de “assalto” e culpa Ucrânia por impasse em negociações de paz

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que o país está “pronto e disposto” a encerrar, de forma pacífica, a guerra na Ucrânia. Mas, segundo ele, os ucranianos não estão “prontos para negociações”. Putin criticou a tentativa da UE (União Europeia) de usar ativos russos congelados para custear a defesa ucraniana.

As declarações foram dadas nesta 6ª feira (19.dez.2025), na entrevista anual em que Putin responde a perguntas da imprensa e do público.

“Vemos certos sinais, inclusive do regime de Kiev, de que estão dispostos a se engajar em algum tipo de diálogo. A única coisa que quero dizer é que sempre dissemos isso: ‘Estamos prontos e dispostos a encerrar este conflito pacificamente’”, declarou.

Putin declarou que 700 mil soldados russos estão lutando na guerra. Segundo ele, a Rússia controla quase 20% da Ucrânia.

O presidente da Rússia falou sobre o pacote de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, aprovado nesta 6ª feira (19.dez) pela UE. O bloco europeu decidiu contrair um empréstimo para financiar a defesa da Ucrânia contra a Rússia pelos próximos 2 anos em vez de usar ativos russos congelados.

Putin classificou a tentativa de usar os ativos congelados como “assalto” e afirmou que a Rússia defenderia seus interesses em tribunais e que tudo o que fosse “roubado” seria “eventualmente” devolvido aos russos.

“Roubo não é o termo apropriado. Roubo é a apropriação clandestina de propriedade, mas, no nosso país, estão tentando fazer isso abertamente. É um assalto à luz do dia. Por que esse assalto não pode ser levado a cabo? Porque as consequências podem ser graves para os assaltantes”, disse.

“Isso não é apenas um golpe na imagem deles [países da UE]. É um abalo na confiança na zona do euro e no fato de que muitos países, não apenas a Rússia, mas principalmente países produtores de petróleo, mantêm suas reservas de ouro e divisas na zona do euro. Uma vez que isso comece [uso de ativos congelados], pode ser replicado sob diversos pretextos”, declarou.

Putin disse que não pretende atacar a Europa e está pronto para trabalhar com o Ocidente em igualdade de condições. No entanto, afirmou ser preciso que o Ocidente passe “a respeitar” a Rússia.



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