19 de maio de 2026
  • 13:42 “Somos realizadores de sonhos”, diz corretora homenageada em sessão solene
  • 09:58 Gracinha e Vanderlan aparecem à frente na corrida ao Senado em Goiás
  • 06:14 Xi disse que Putin pode se arrepender de guerra, afirma jornal
  • 02:29 Parlamentares cumprem intensa agenda de atividades na Alego nesta terça-feira, 19
  • 22:45 Marcelo Baiocchi é reeleito para novo mandato na Fecomércio


Trustfnd permite agrupar newsletters; o pacote torna a assinatura mais fácil e barata

Por Neel Dhanesha

Um problema do recente boom de newsletters pessoais é os preços das assinaturas se acumulam. Muitas delas custam de US$ 5 a US$ 10 por mês, com desconto para assinaturas anuais, e apoiar seus escritores favoritos fica caro rapidamente: 1 pessoa disse ao The New York Times em 2025 que pagava cerca de US$ 600 por ano por 11 assinaturas de newsletters; outra tinha custos anuais de US$ 3.000.

Poucas pessoas estão dispostas a pagar esse valor. Algumas iniciativas adotam outra abordagem, como a publicação Flaming Hydra, que tem 65 integrantes colaboradores —e se parece cada vez mais com uma revista, com edições impressas para assinantes premium— e o aplicativo Noosphere, sobre o qual Hanaa escreveu no ano passado. Mas o verdadeiro “Santo Graal” das newsletters, o pacote é a experiência mais próxima de uma revista personalizada sem precisar pagar o preço integral de várias assinaturas individuais.

Marisa Kabas, jornalista independente, e autora de The Handbasket afirmou em seu Bluesky em fevereivo, que “Quem descobrir uma maneira de agrupar assinaturas de jornalismo independente será um herói”.

Na semana passada, Kabas deu continuidade ao assunto com um anúncio“Finalmente encontramos uma maneira de oferecer um pacote pago de mídia independente para que você não precise se inscrever em tantas newsletters separadamente”, disse a jornalista.

Kabas fez parceria com Katelyn Burns, autora de Burns Notice, e Kat Tenbarge, autora de Spitfire News, para oferecer um pacote de 30 dias com as 3 newsletters, permitindo que os leitores acessassem todas elas com uma única transação de US$ 8,50 —metade do preço de pagar por cada uma individualmente.

A ideia já vinha sendo amadurecida há algum tempo. Alguns meses antes, Kabas havia recebido uma mensagem de Michaël Jarjour, ex‑gerente de parcerias do Twitter e cofundador da Trustfnd, um novo serviço que permite a jornalistas independentes criar pacotes de newsletters e acessar as bases de público uns dos outros. “Não consegui me dedicar muito à ideia enquanto estava focada no meu trabalho e nos meus negócios”, disse Kabas em um e‑mail, mas certamente era algo que lhe interessava. A conversa foi retomada em fevereiro, quando Burns lhe contou que havia falado com Jarjour sobre o lançamento do primeiro pacote de assinatura paga. Burns, disse Kabas.

A Trustfnd resolveu um problema técnico crucial para Kabas, Burns e Tenbarge: suas plataformas de publicação (“The Handbasket” e “Spitfire News” usam a Beehiiv, e Burns Notice usa a Ghost) não oferecem integração para criar pacotes, seja multiplataforma ou em uma única plataforma. Isso se aplica a todos os serviços de newsletter; Substack e Patreon também não oferecem pacotes.

Isso é parcialmente intencional. “Sempre conversamos sobre fazer isso, mas fica bem complicado e confuso se as entidades no pacote não fizessem parte da mesma empresa”, disse Tyler Denk, CEO da Beehiiv, em um e‑mail. Ele destacou algumas possíveis preocupações:

  • E se a pessoa A resultar em 10 vezes mais cadastros do que a pessoa B e a pessoa C, o lucro será dividido igualmente entre todos?
  • E se a pessoa C decidir que não quer mais fazer parte do pacote, ela leva consigo as assinaturas? Se sim, qual o preço que ela paga?
  • Se um leitor assina o pacote, mas interage principalmente com apenas uma newsletter, quem “detém” esse assinante para fins de comunicação direta futura, campanhas de reengajamento ou venda de listas?
  • E se a pessoa C crescer drasticamente durante a vigência do pacote e quiser renegociar o preço do seu serviço individual?Ela ficará presa a um preço de pacote que a desvaloriza.
  • E se uma das newsletters do pacote publicar algo controverso que cause danos à reputação das outras?

Denk declarou que há uma série de outras complicações, mas que considera o conceito interessante. Ele disse que “vale a pena refletir um pouco mais sobre isso, mas acredito que muitas dessas pessoas vão se deparar com problemas futuros relacionados ao pacote”.

Alex Kisielewski, vice‑presidente de parcerias e desenvolvimento de negócios da Ghost, disse por e‑mail que os pacotes de assinatura estão “definitivamente em nossos planos” e que a Ghost observou um aumento nas solicitações de suporte a pacotes nos últimos 6 meses. “Jornalistas independentes estão buscando maneiras de colaborar mais, seja compartilhando público, publicando em conjunto ou unindo recursos”, continuou, mas “não há como negar que é complicado”.

Ele disse compartilhar algumas das preocupações de Denk sobre faturamento e gerenciamento de assinantes, bem como os desafios técnicos relacionados ao controle de acesso. “Estamos de olho nesse mercado e fico feliz que a equipe da Trustfnd esteja desenvolvendo soluções específicas para isso”, afirmou.

A Trustfnd funciona aproveitando as APIs (Application Programming Interface) do Ghost e do Beehiiv. Jornalistas independentes conectam seus boletins informativos às suas contas da Trustfnd e, em seguida, conectam suas contas da Trustfnd às contas desejadas para formar uma parceria e criar um pacote de conteúdo. “É como um efeito de rede como serviço”, declarou Jarjour por e‑mail. “Queremos que eles permaneçam entidades independentes, mas que atuem como uma só quando se trata de expandir seu público próprio”, completou.

Segundo Jarjour, o agrupamento permite que as newsletters cresçam mais rápido e a um custo menor, pois cada uma pode acessar um público‑alvo comum; os leitores que assinam The Handbasket, por exemplo, agora terão acesso ao Burns Notice e ao Spitfire News. (Os assinantes atuais de cada newsletter também recebem descontos no pacote, ajustados de acordo com a newsletter à qual assinam —cada uma com um preço de assinatura individual diferente).

“Transformar seguidores (que você aluga) em integrantes (que você possui) é um desafio coletivo para o jornalismo”, disse Jarjour. “É por isso que senti que a solução também precisa ter um elemento colaborativo”, completou. Disse também que apoiaria um período de teste de 1 ano.

Ghost e Beehiiv são as únicas plataformas que atualmente oferecem pacotes pagos —a Trustfnd oferece pacotes de 30, 60 ou 90 dias, e o pacote Kabas/Burns/Tenbarge é válido apenas para o primeiro mês, embora Kabas tenha afirmado que “marcas tradicionais entrem em ação, construindo redes de jornalistas independentes em torno de suas marcas”. A integração com Ghost e Beehiiv foi fácil por serem abertas, mas Jarjour disse que ele e seu cofundador, René Pfitzner, ex‑CEO de uma plataforma de e‑commerce, estão iniciando conversas com plataformas fechadas (como Substack e Patreon) para também integrá‑las.

A Trustfnd está atualmente em versão beta e é gratuita para jornalistas, mas planeja cobrar uma taxa (que ainda está sendo definida) em vez de ficar com uma porcentagem da receita. A curto prazo, Jarjour disse que espera expandir a Trustfnd criando pacotes e um serviço para permitir que entidades independentes atuem como uma só quando isso for útil. Segudo ele, o objetivo é que marcas tradicionais entrem em ação, construindo redes de jornalistas independentes em torno de si, “para que possam crescer, ganhar dinheiro e gastá‑lo juntas. Como um novo tipo de organização de notícias”, completou.


Esta reportagem foi atualizada para incluir um comentário do Ghost.


Neel Dhanesha é redator da equipe do Nieman Lab. Você pode entrar em contato com Neel por e‑mail ([email protected]), Bluesky (@neeldhanesha.com) ou Signal (@neel.58).



Autor Poder360 ·


Primeiro a fazer uso da palavra, o propositor da solenidade na manhã desta segunda-feira, deputado José Machado (PSDB) disse que a homenagem reconhece o papel relevante dos influenciadores digitais em Goiás. “Nesta solenidade, reunimo-nos para homenagear aqueles que escolheram uma profissão desafiadora e, ao mesmo tempo, profundamente humana: a de influenciador digital.”

O legislador reiterou que seu objetivo é reconhecer e valorizar o papel que cada um dos homengedos desempenha cotidianamente. O influenciador digital, lembrou ele, não limita a uma tela, pois cria conteúdo que chega à casa de muitas pessoas. “Por trás de cada vídeo, foto, frase, existe criatividade, entrega de tempo, energia, ideias, cobranças e horas de trabalho. Vocês lidam com a responsabilidade da informação, pressão da audiência e mesmo assim continuam porque sabem que do outro lado têm pessoas. Vocês criam conexão e identidade”, frisou.

Machado lembrou que o Dia Estadual do Influenciador Digital, comemorado em 30 de novembro, virou lei em 2023, por projeto de lei de sua autoria. Contou que decidiu propor essa lei por acreditar, com convicção, na relevância do trabalho dos influenciadores na vida das pessoas.

“Ao propor a Lei nº 22.400, que instituiu a data, minha intenção foi justamente essa: reconhecer o trabalho de vocês como parte integrante da vida moderna, da cultura e da construção social. Não é exagero afirmar que o mundo mudou, as formas de comunicar transformaram-se. Aqueles que não compreenderem essa evolução estarão à margem. O influenciador, hoje, possui a capacidade de alcançar onde, muitas vezes, outros não conseguem, e por isso merece nosso respeito e reconhecimento”, disse o tucano.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


No dia 10 de outubro, duas matérias aprovadas pela Assembleia Legislativa de Goiás que instituem datas destinadas a reconhecer e valorizar práticas e grupos específicos receberam sanção da Governadoria. Trata-se da Lei Estadual nº 23.818, que estabelece o Dia Estadual das Ligas Acadêmicas, e da Lei Estadual nº 23.823, que cria o Dia Estadual do Catequista.

Anualmente, em 7 de agosto, as ligas acadêmicas serão oficialmente reconhecidas como instrumentos de ensino, pesquisa e extensão no ambiente universitário. A nova legislação é assinada em conjunto pelos emedebistas Amilton Filho e Charles Bento.

Conforme explica a Universidade Federal de Goiás (UFG), as ligas acadêmicas são formadas por grupos de estudantes orientados por professores e profissionais especializados e visam ao aprofundamento teórico e prático em áreas específicas.

Na justificativa do projeto avalizado pelo Parlamento goiano, os deputados defenderam que se trata de um espaço de protagonismo estudantil que amplia a vivência universitária, estimula a interdisciplinaridade e fortalece a formação cidadã. “A experiência das ligas acadêmicas extrapola os limites da sala de aula, possibilitando aos estudantes contato direto com demandas reais da sociedade”, observaram.

O objetivo da data é valorizar a participação estudantil no desenvolvimento científico, social e comunitário. Além disso, pretende-se incentivar a integração entre universidades, instituições de saúde, cursos de graduação e demais áreas do saber, bem como a sociedade civil e órgãos públicos.

Fé cristã

No contexto da Igreja Católica, o catequista é o educador responsável por ensinar e transmitir a doutrina da fé religiosa, preparando crianças, jovens e adultos para a primeira comunhão e a crisma. Nessa perspectiva, José Machado (PSDB) propôs que essas pessoas fossem anualmente homenageadas no último domingo de agosto.

“Representa um gesto de reconhecimento e gratidão pelo impacto positivo que exercem. Além disso, fortalece o compromisso do Estado de Goiás com o respeito às manifestações religiosas e à liberdade de crença”, defendeu o deputado no texto que deu origem à nova legislação.

Na ocasião, será incentivada a realização de eventos que divulguem a importância da catequese como instrumento de educação na fé e na formação cidadã, estimulando a continuidade dessa missão.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás