A produção passou de 71 milhões de litros em 2024 para 367,9 milhões no ano passado
O Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), mostra que a produção de cervejas sem glúten passou de 71 milhões de litros em 2024 para 367,9 milhões em 2025. O aumento representa crescimento de 417,68%.
A quantidade de produtos disponíveis também cresceu. O Brasil encerrou o ano com 44.212 cervejas registradas –aumento de 2,4% em relação a 2024. O número de marcas cadastradas chegou a 56.170. Leia a íntegra do levantamento (PDF – 4,4 MB).
O Estado de São Paulo manteve a liderança nacional em número de cervejarias, com 452 estabelecimentos registrados. A região Sudeste também é predominante, com 47,2% das cervejarias do país.
Segundo o Mapa, os dados indicam uma mudança no perfil do setor. Embora a abertura de novas fabricantes tenha perdido ritmo, a cerveja brasileira ampliou sua presença no mercado internacional e atingiu o maior valor de exportações já registrado.
As exportações de cervejas brasileiras alcançaram valor recorde em 2025, mas o setor registrou o menor crescimento no mercado interno da série histórica.
O Brasil exportou US$ 218,3 milhões em cerveja em 2025–alta de 6,9% em relação a 2024. Por outro lado, o volume exportado caiu 5,1% –o que indica maior valor agregado aos produtos.
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Agência atribui aumento à padronização dos contratos que ampliou a entrada de novos agentes no mercado de gás
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) informou, em relatório publicado nesta 3ª feira (5.mai.2026), que os contratos de transporte de gás natural cresceram 526% em 2025 na comparação com 2024. A agência afirma que o número foi impulsionado pela padronização contratual e pela abertura do mercado. Eis a íntegra do documento (PDF – 8 MB).
Foram firmados 3.787 contratos em 2025, incluindo 130 Contratos Master, 3.635 Contratos de Transporte Firme e 22 Contratos de Transporte Interruptível. O ano anterior contou com só 434 contratos.
Segundo a ANP, o avanço reflete o novo arcabouço regulatório do setor, especialmente após a regulação que seguiu a vigência da Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134 de 2021). A legislação teve como objetivo incentivar a adoção de um modelo padronizado de contratação e ampliar a transparência nas regras de acesso à infraestrutura.
De acordo com o relatório, o crescimento em 2025 no número de contratos veio acompanhado de maior diversidade de agentes no sistema de transporte. Foram 40 carregadores distintos em 2025 –3 a mais do que em 2024.
O documento também afirma que a expansão dos contratos está associada ao modelo de entradas e saídas, que flexibiliza a utilização da malha de gasodutos e reduz barreiras à contratação.
Esse ambiente, segundo a agência reguladora, favoreceu a concorrência e contribuiu para a “desconcentração do mercado”.
Contratos de transporte de gás
Os contratos de transporte de gás natural são instrumentos firmados entre carregadores (empresas que compram ou comercializam gás) e transportadores (operadores dos gasodutos) para garantir o direito de uso da capacidade da rede. Eles definem condições como volume transportado, prazo, tarifas e nível de firmeza do serviço — podendo ser firmes, quando há garantia contínua de capacidade, ou interruptíveis, quando o uso depende da disponibilidade do sistema.
Historicamente, o setor enfrentava dificuldades decorrentes da falta de padronização contratual e de regras claras para acesso à infraestrutura, o que limitava a entrada de novos agentes e concentrava o mercado. A padronização e a regulamentação promovidas pela ANP buscaram reduzir essas assimetrias, estabelecer critérios de contratação e permitir o acesso não discriminatório aos gasodutos.



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