“Somos realizadores de sonhos”, diz corretora homenageada em sessão solene
Lidiane 19 de maio de 2026
Na sessão solene extraordinária proposta pelo deputado Wilde Cambão (UB) em homenagem aos corretores de imóveis, dois profissionaios da área subiram à tribuna para realizarem seus pronunciamentos.
Priscila Leão ressaltou que é uma honra representar os colegas do setor imobiliário. Ela falou que o corretor de imóveis é aquele profissional que realiza sonhos, tornando-se ponte por trás de cada negociação, sabendo que a profissão exige resiliência, preparo constante, ética e transparência.
“Faço aqui meu reconhecimento ao deputado Wilde Cambão, que também é corretor e sabe dos desafios da profissão. Quero destacar que aprendi com um grande professor, Ricardo Vieira, que diz ‘vende mais quem ama mais’. Quem realmente se importa com o cliente é quem se destaca, vai vender mais quem cuida mais do cliente, por que vender é consequência. Não estamos vendendo imóveis, mas mudando vidas. Parabéns a todos e muito obrigada”, disse Leão.
Sérgio Araújo agradeceu ao deputado e lembrou que hoje existem mais de 40 mil corretores em Goiás. Ele conclamou para que todos possam fazer parcerias, o que estrutura o setor. “Somos pontes”, afirmou.
Araújo disse qie a profissão mais importante do mundo é vendedor, afirmando que, a rigor, nada acontece até que a venda se concretize. “Estou muito honrado com essa homenagem, faço parte do time Provenda há 35 anos. Somos corretores de imóveis em essência. Podemos bater no peito e dizer que temos a profissão mais valorosa do mundo e não seremos substituídos por inteligência artificial. Por essência somos um pouco de tudo: psicólogo, conselheiro, pastor, contador, enfim um pouco de tudo”, pontuou.
O inquérito conduzido pela Polícia Civil concluiu que a corretora Daiane Alves Sousa, 43 anos, foi vítima de um crime premeditado e executada com dois disparos na nuca depois de ser atraída ao subsolo do condomínio onde morava. O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, 49 anos, confessou o homicídio; o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, 27 anos, foi preso sob suspeita de ocultação de provas e obstrução da investigação.
Segundo a apuração, o crime ocorreu em 17 de dezembro de 2025. A investigação aponta que o síndico cortou a energia do apartamento de Daiane para forçá-la a descer até o quadro de luz no subsolo, onde a abordou sob ameaça de arma de fogo e a rendeu. Em gravação feita pela própria vítima no celular — peça-chave do inquérito — é possível vê-la descendo e ao encontrar o síndico ela comenta: “Ah, olha quem eu encontro!”
O aparelho de Daiane ficou 41 dias submerso em uma caixa de esgoto do condomínio; mesmo danificado, a perícia conseguiu recuperar o vídeo que registrou a abordagem e trechos com a voz atribuída ao síndico. A polícia interpreta a preservação dessa gravação como crucial para reconstruir a dinâmica inicial dos fatos e comprovar a estratégia de atração.
As apurações apontam que, após ser rendida no subsolo, Daiane foi colocada em um veículo e levada a uma estrada de terra, fora das dependências do condomínio. Lá, a perícia constatou que ela foi morta com dois tiros disparados por uma pistola calibre .380, característica de execução e compatível com tentativa deliberada de evitar ruídos no prédio — por isso a hipótese de que os disparos ocorreram em local distante da residência.
A perícia técnica identificou vestígios de sangue em um almoxarifado próximo aos quadros de luz, mas o laudo concluiu que os disparos não foram efetuados nesse ponto. O sangue encontrado, segundo o delegado André Luiz Barbosa dos Santos, deve corresponder a lesões decorrentes de agressão anterior à execução, possivelmente uma pancada.
“O conjunto probatório — o vídeo, as perícias técnicas e o histórico de conflitos — demonstra que se trata de crime premeditado, praticado mediante emboscada”, afirma o delegado.
Motivação viria de conflitos e ações judiciais
A motivação descrita no inquérito tem relação direta com desavenças administrativas no condomínio. Daiane, além de corretora, era proprietária no prédio e vinha questionando a gestão financeira do síndico, chegando a mover ações judiciais contra ele. A investigação conclui que esses conflitos antecederam e provocaram o crime, enquadrando o homicídio como qualificado por motivo fútil e emboscada.
Cléber foi indiciado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. O filho Maicon responde por participação na ocultação do corpo e auxílio para remoção e limpeza de vestígios.
Segundo a polícia, o corpo foi localizado em área de mata em Caldas Novas somente após indicação dada pelo próprio suspeito. A localização ocorreu após semanas de buscas e de movimentações que levantaram suspeitas entre os investigadores.
O delegado ressaltou que a descoberta do celular, apesar das tentativas de destruir ou esconder o aparelho, tornou inviável a tese de que o crime teria sido um evento isolado e não premeditado. Além do vídeo, foram reunidas outras evidências técnicas que permitiram traçar a sequência dos fatos desde a atração ao subsolo até a execução em local ermo.
O inquérito será remetido ao Ministério Público, que deve analisar o conjunto de provas e oferecer denúncia formal à Justiça nos próximos dias. A expectativa da Polícia Civil é que, com o encaminhamento da peça, se dê início à fase processual em que a acusação cobrará responsabilização penal pelos crimes apurados.
O apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, foi invadido e vandalizado na última quarta-feira (28/1). O ato ocorreu no mesmo dia em que ele confessou o crime e indicou à polícia o local onde o corpo estava escondido, na cidade de Caldas Novas, no sul de Goiás.
A residência foi alvo de destruição. Móveis foram quebrados e uma televisão teve a tela destruída. As paredes foram pichadas com tinta vermelha, exibindo a palavra “assassino”. O quadro de energia do imóvel também foi arrancado e danificado.
As áreas comuns do prédio onde o crime aconteceu também foram depredadas. Na recepção, sofás, janelas e paredes foram pichados com frases direcionadas contra o síndico, algumas mencionando seu nome.
A Polícia Civil foi acionada e deve abrir uma investigação para identificar o suspeito de praticar as pichações.
A vítima, Daiane Alves de Souza, de 43 anos, estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro. Ela havia descido ao subsolo do prédio para verificar uma interrupção no fornecimento de energia de seu apartamento. A polícia apurou que esse corte intencional foi o que atraiu a corretora para um local sem cobertura de câmeras.
As investigações revelaram um histórico de conflitos e registros policiais recíprocos entre a corretora e o síndico. A análise de câmeras e a identificação de rotas suspeitas levaram às prisões de Cléber e de seu filho, Maycon Douglas, na manhã de quarta-feira (28/1). O corpo de Daiane foi localizado posteriormente em uma área de mata.



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