6 de março de 2026
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  • 23:49 Veto parcial altera proposta de criação do Mês Cívico, Cultural e Turístico de Goiás


Movimento acontece em 19 capitais, com shows de nomes como Caetano, Chico César e Daniela Mercury

Artistas de diferentes regiões do país estão se posicionando publicamente contra a contra anistia e a PEC da blindagem. A manifestação integra a agenda da Frente Povo Sem Medo, que convoca atos em 19 estados neste domingo (20.set). As mobilizações são contrárias ao PL da Anistia e à PEC da Blindagem. Um dos lemas está sendo “congresso inimigo do povo“.

O movimento ganhou força nas redes sociai. Deputados do Psol, como Guilherme Boulos (SP), Erika Hilton (SP) e Tarcísio Motta (RJ) lideram a convocação desde 4ª feira (17.set.2025). O ato será realizado em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Um dos “showmícios” mais aguardados é o que será realizado em Copacabana e terá a presença dos músicos Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil.

Os artistas afirmam que a iniciativa busca alertar a sociedade sobre os riscos da PEC para a responsabilização de parlamentares e a transparência no Congresso Nacional.

Entre os artistas que vão se apresentar no ato, estão:

  • Chico Buarque – Rio de Janeiro
  • Djavan – Rio de Janeiro;
  • Caetano Veloso – Rio de Janeiro;
  • Marina Sena – Rio de Janeiro;
  • Marina Lima – São Paulo;
  • Chico César – Brasília;
  • Lenine – Rio de Janeiro;
  • Daniela Mercury – Salvador;
  • Rafa Ventura – Belo Horizonte;
  • Renegado – Belo Horizonte;
  • Júlia Rocha – Belo Horizonte;
  • Silva – Vitória;
  • Maria Gadú – Rio de Janeiro;
  • Os Garotin – Rio de Janeiro;
  • Dj Pítty Latuffe – Belo Horizonte;
  • Mc Mika – Belo Horizonte;
  • Bel Bertinelli – Belo Horizonte;
  • Fernanda Takai – Belo Horizonte;
  • Paulinho da Viola – Rio de Janeiro;
  • Simone – Maceió;
  • João Suplicy – São Paulo;
  • Luiz Thunderbird – São Paulo;
  • Leoni – São Paulo;
  • Sophia Chablau – São Paulo;
  • Jota.pê – São Paulo;
  • Camarada Janderson – São Paulo;
  • Otto – São Paulo;
  • Rap Plus Size – São Paulo.

Artistas que se posicionaram contra a PEC e a favor dos atos:

  • Sandra de Sá;
  • Anitta;
  • Denise Fraga
  • Ana Carolina;
  • Tony Belotto;
  • Marcos Palmeira;
  • Matheus Nachtergaele;
  • Enrique Díaz
  • Mateus Solano;
  • Sophie Charlotte;
  • Alinne Moraes;
  • Claudia Abreu;
  • Jonas Bloch;
  • Daniel Dantas;
  • Patrícia Pillar;
  • Ingrid Guimarães;
  • Maeve Jinkings;
  • Alessandra Negrini;
  • Alceu Valença;
  • Leona Cavalli;
  • Débora Bloch;
  • Malu Mader;
  • Luis Miranda;
  • Christiane Torloni;
  • Zeze Polessa;
  • Enrique Diaz;
  • Lucas Leto;
  • Djonga;
  • Carol Castro;
  • Simone Mazzer.



Autor Poder360 ·


A proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que proíbe a abertura de ações criminais contra deputados e senadores sem autorização do Parlamento, pode favorecer a corrupção no uso das emendas parlamentares. O alerta vem sendo feito por especialistas e organizações que trabalham com o combate à corrupção.

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne diversas entidades da sociedade civil, denunciou, em nota, que a PEC fortalece a impunidade e fragiliza a transparência, sobretudo “ao admitir o voto secreto em decisões que tratam da responsabilização de parlamentares”.

Diretor do MCCE, Luciano Santos afirmou à Agência Brasil que o crescimento dos volumes de dinheiro das emendas parlamentares favoreceu o aumento da corrupção no país. Em 2025, o orçamento federal destinou cerca de R$ 50 bilhões para emendas, valor semelhante ao previsto para 2026.

“Temos clareza de que se está buscando exatamente uma blindagem por conta dessas investigações sobre as emendas. Não faz o menor sentido fazer essa blindagem dos políticos, especialmente sabendo que existem diversas investigações em curso”, destacou o especialista.

Luciano Santos, diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE): “Buscam exatamente uma blindagem por conta dessas investigações sobre as emendas”

Luciano argumenta que falta mais controle, transparência e rastreabilidade na execução desses recursos públicos.

“É de fora que tá vindo o controle. É o Supremo quem está exigindo que o Congresso e o Executivo possam ter práticas e medidas para evitar que aconteçam os desvios nas emendas. Não dá para fazer uma lei onde a autorização precisa vir do Congresso. A história demonstra que isso não dá certo”, disse.

Nos últimos anos, as emendas parlamentares têm sido alvos de diversas operações da Polícia Federal (PF) e de inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) por falta de transparência no uso desses recursos.

Para o advogado e jurista Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, a grande motivação para a aprovação da PEC está nas investigações sobre pagamentos dessas emendas.

“Eles já estão blindados, de alguma forma, pela falta de transparência. A PEC, na verdade, vai trazer uma tranquilidade a mais. É quase uma ação entre amigos. Quase todos, ou boa parte, está envolvida em ações suspeitas no pagamento de emendas. Eles vão ter interesse de se proteger mutuamente”, avalia o advogado.

Recursos sem transparência e rastreabilidade

O coordenador da Central das Emendas, plataforma que reúne dados sobre a execução das emendas parlamentares, Bruno Bondarovsky, afirmou à Agência Brasil que essa PEC facilita que o dinheiro público liberado por emendas seja mal aplicado.

“A transparência já é limitada devido ao modelo atual, que pulveriza os recursos sem o devido controle. A eficiência alocativa é baixa por haver poucas restrições técnicas. Se as investigações de corrupção ficarem limitadas, essas emendas serão um ralo que pode inviabilizar o país”, alertou.

No final de agosto, o ministro do STF Flávio Dino mandou a PF investigar 964 emendas individuais de parlamentares de transferência especial, chamadas “emenda Pix”, que somam R$ 694 milhões.

Emendas parlamentares vêm sendo alvo de bloqueios bilionários. Em dezembro de 2024, Dino suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas por suspeitas de irregularidades.

Ministro Flavio Dino, do STF: execução das emendas parlamentares é um dos principais motivos de disputa entre o Supremo e o Congresso

Nesta semana, Dino suspendeu o repasse de “emendas Pix” para nove municípios. Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) em dez cidades só não encontrou irregularidade em um município.

A execução das emendas parlamentares é um dos principais motivos de disputa entre o Supremo e o Congresso. Em março deste ano, o Parlamento aprovou novas regras para emendas a partir das orientações do STF, mas críticos apontam que as mudanças não foram suficientes para dar transparência e rastreabilidade aos recursos.

Querem criar uma casta para um ‘nobre grupo de intocáveis’

Em nota, a Transparência Internacional, outra organização que trabalha com o tema da corrupção, lembrou que, entre 1998 e 2001, o Congresso barrou 253 investigações, autorizando apenas uma. Nessa época, vigorou a regra da autorização do Parlamento para abertura de ações penais contra parlamentares.

“[Deputados e senadores] se mostram avessos a qualquer tipo de medida de transparência ou controle [sob emendas parlamentares] e se preocupam mais com a possibilidade de responsabilização pelos desvios do que com a necessidade de interrompê-los. A urgência da blindagem se origina justamente no avanço das investigações sobre esses desvios, que já alcançam quase uma centena”, afirmou a entidade.?

Por sua vez, o Instituto Não Aceito Corrupção afirmou que a PEC tem a pretensão “óbvia” de se obter impunidade assegurada pela legislação.

“O que se propõe, a partir desta ignominiosa iniciativa, é a criação de uma verdadeira casta com alcunha jocosa de prerrogativa parlamentar para um nobre grupo de intocáveis, de pessoas acima do bem e do mal, afrontando-se também o princípio da isonomia constitucional”, disse a organização.

Os defensores da PEC 3 de 2021 afirmam que a proposta visa proteger o exercício do mandato parlamentar contra interferências indevidas do Judiciário e contra supostas “perseguições políticas”, conforme argumentam parlamentares da oposição.

Autor Manoel Messias Rodrigues


9 deputados federais assinaram denúncia contra deputado de MG por pressionar empresas a demitir funcionários que comentaram a morte de Charlie Kirk

Nove deputados federais do Psol protocolaram nesta 4ª feira (17.set.2025) uma representação no MPT (Ministério Público do Trabalho) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o empresário Tallis Gomes. A acusação questiona a campanha identificada pela hashtag DemitaExtremistas, que incentiva empregadores a demitirem funcionários que celebraram a morte do norte-americano Charlie Kirk.

A campanha de Nikolas busca pressionar as empresas pela demissão de trabalhadores que se manifestaram sobre Kirk, assassinado em 10 de setembro nos Estados Unidos. Os congressistas sustentam que essa prática viola direitos constitucionais fundamentais.

“Sob a desculpa de que estariam ‘perseguindo extremistas que apoiam a morte’, em referência as pessoas que se manifestaram nas redes sociais de forma crítica às opiniões do norte-americano Charlie Kirk, militante de extrema direita assassinado em 10/09 nos Estados Unidos, os denunciados têm levado a cabo uma verdadeira campanha de incentivo à perseguição de trabalhadores por suas convicções políticas, violando a liberdade de manifestação do pensamento (artigo 5º, IV, CF), liberdade de consciência (artigo 5º, VI, CF) e de convicção filosófica ou política (art. 5º, VIII)”, dizem os congressistas.  Eis a íntegra da representação (PDF – 882 kB).

Os deputados classificam a iniciativa como uma campanha organizada contra trabalhadores por suas opiniões políticas. Na representação, afirmam que as ações configuram “ilícitos trabalhistas de abuso de direito e assédio laboral por motivos de convicção filosófica ou política”.

A representação foi assinada pelos deputados Guilherme Boulos (Psol-SP), Erika Hilton (Psol-SP), Célia Xakriabá (Psol-MG), Henrique dos Santos Vieira Lima (Psol-RJ), Ivan Valente (Psol-SP), Luciene Cavalcante da Silva, Talíria Petrone Soares (Psol-RJ), Tarcísio Motta de Carvalho (Psol-RJ) e Paulo Lemos (Psol-AP).

Entre os casos mencionados na representação está a pressão exercida por Nikolas contra funcionários do Theatro Municipal de São Paulo e da revista Vogue Brasil. Em um dos episódios, Nikolas afirmou que entraria em contato com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) para solicitar o desligamento de um funcionário do espaço cultural.

Em outro caso citado, Nikolas Ferreira pressionou a Vogue Brasil a demitir Zazá Pecego, stylist sênior da publicação, por uma postagem interpretada como comemoração ao assassinato de Kirk – interpretação contestada pela profissional. A stylist foi desligada da empresa na 6ª feira (12.set.2025).

Os deputados do Psol incluíram na representação exemplos de postagens feitas por Nikolas Ferreira. Depois da demissão de Zazá, o deputado publicou uma imagem com a frase “Caçar e Demitir. Gostoso demais”. Em outra ocasião, comemorou a demissão de um médico de uma clínica em Recife com a mensagem “Espetacular posicionamento”. O congressista também escreveu: “Muitas denúncias interessantes hoje. Nós vamos atrás de você”.

Na denúncia, os deputados argumentam que “o constrangimento, a coação, a intimidação e a ameaça de demissão por motivos de convicção filosófica ou política, sejam os empregados de esquerda ou que simplesmente não compactuem com opiniões de direita ou de extrema-direita, configuram situações de evidente abuso de direito e assédio laboral, que não podem ser toleradas nem incentivadas, como ilicitamente vem fazendo”.

A representação destaca ainda que “o poder diretivo do empregador não contempla a imposição de convicções políticas e ideológicas. Assim, ao firmarem contrato de trabalho, os trabalhadores têm a expectativa de que suas convicções filosóficas e políticas sejam respeitadas no âmbito de suas individualidades. Vale dizer que o empregador compra as horas de trabalho do empregado, mas não suas convicções filosóficas e políticas”.

O MPT ainda não se manifestou sobre quando analisará a representação ou quais serão os próximos passos do processo.



Autor Poder360 ·


Gecex também incluiu fibras de poliéster de 4 países, limitou importações de resíduos e reduziu tarifas de insumos

O Gecex-Camex (Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) aprovou nesta 4ª feira (27.ago.2025) a aplicação de direito antidumping definitivo sobre as importações de folhas metálicas de aço carbono da China e de fibras de poliéster provenientes do mesmo país, além de Índia, Tailândia e Vietnã.

No âmbito do comércio internacional, a prática do “dumping” refere-se à venda de produtos em um país importador a preços muito inferiores aos praticados no mercado de origem, muitas vezes até abaixo do custo de produção ou do valor corrente no mercado doméstico.

Essa estratégia, que pode contar com subsídios estatais ou com a disposição da empresa em suportar prejuízos temporários, visa a eliminar concorrentes locais e conquistar participação de mercado. Posteriormente, o exportador pode elevar os preços para assegurar lucros e consolidar o controle no mercado estrangeiro.

O comunicado divulgado pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) informa que também foi aprovada a aplicação de direito antidumping provisório, por até 6 meses, sobre as importações de resinas de polietileno dos Estados Unidos e do Canadá.

Todos os casos promovem a proteção da indústria nacional contra o comércio desleal“, diz a nota.

Também foi definida a imposição de limites à importação de itens de papel e vidro, a partir de valores propostos pelo Fórum Nacional de Economia Circular e pelo Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis.

Na mesma reunião, o órgão aprovou reduções tarifárias para 7 produtos, entre eles insumos da indústria de saúde. As alíquotas do imposto de importação, nesses casos, foram reduzidas a 0.

Foram igualmente zeradas as alíquotas de importação para diversos bens de capital e produtos de telecomunicações e informática, na modalidade de Ex-tarifário, medida que busca estimular investimentos no país e a modernização do parque fabril.

Entre as demais deliberações desta 4ª feira está a alteração da Resolução Gecex nº 633/2024, medida vinculada ao Plano Brasil Soberano, lançado na semana passada para proteger empresas e trabalhadores afetados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos em 30 de julho.



Autor Poder360 ·


Casa dos pais de Rogéria Bolsonaro fica em cidade no sudoeste do Estado do Rio de Janeiro e ladrões queriam “dinheiro que o Bolsonaro mandava”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (24.ago.2025) que sua mãe, Rogéria Bolsonaro, 65 anos, e seus avós (os 2 na faixa dos 80 anos) foram feitos reféns durante um assalto em Resende (RJ). Segundo ele, os criminosos mantiveram a família sob ameaça por mais de 1 hora “de terror”. Ninguém se feriu.

O congressista compartilhou nas redes sociais um vídeo e relatou que eles foram amarrados com fita adesiva e tiveram armas apontadas contra a cabeça. Flávio afirmou que os assaltantes abordaram sua mãe ao chegarem à casa, no sudoeste do Estado. Armados, teriam dito que “sabiam quem ela [Rogéria] era” e perguntaram sobre “onde estava o dinheiro” que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviaria aos avós.

“Reviraram a casa inteira. Como não havia dinheiro, levaram alguns anéis e fugiram roubando o carro do meu avô”, disse.

O senador declarou que providências já foram tomadas e disse esperar que os responsáveis sejam encontrados.

Assista (1min16s):

Leia abaixo a íntegra da nota de Flávio Bolsonaro: 

“Acabaram de fazer minha mãe e meus octogenários avós de reféns, na casa deles em Resende/RJ. E não foi um simples assalto.

“Graças a Deus estão todos bem, mas foi mais de uma hora de terror, com arma na cabeça e boca tampada com fita adesiva.

“Os marginais chegaram abordando minha mãe, dizendo que sabiam quem ela era e querendo saber onde estava o “dinheiro que o Bolsonaro mandava para meus avós”.

“Reviraram a casa inteira.

“Como não havia dinheiro, levaram alguns anéis e fugiram roubando o carro do meu avô.

“Já tomamos as providências e, se Deus quiser, em breve esses marginais covardes serão encontrados!”



Autor Poder360 ·


Os deputados da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) se reuniram na tarde desta terça-feira, 19, para a primeira sessão ordinária da semana, oportunidade em que o Plenário chancelou uma medida de mobilização contra a violência de gênero, enviada pelo Poder Executivo. A deliberação de um pacote de proposituras parlamentares e discursos da tribuna também movimentaram a tarde.

O projeto que institui o Dia Estadual de Mobilização pelo Fim da Violência contra a Mulher, da Governadoria (nº 18000/25), logrou êxito em segunda votação.

Conforme a redação da matéria, a data será celebrada no dia 25 de cada mês, com ênfase em 25 de novembro, incentivando campanhas educativas, mobilizações sociais e eventos para conscientização sobre o enfrentamento da violência de gênero, além de fixar o uso da cor laranja como símbolo da causa.

A iniciativa é conjuntamente do Conselho Estadual da Mulher (Conem) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds). Fica estabelecido, segundo a medida, que o Estado poderá firmar parcerias com instituições nacionais e internacionais para ampliar a visibilidade e o impacto das ações.

Na esteira, os deputados deram sinal verde ao processo nº 17543/24, do deputado Antônio Gomide (PT), que institui a Política de Conscientização sobre a Depressão da Pessoa Idosa em Goiás. 

A proposta prevê a promoção de campanhas educativas, capacitação de profissionais de saúde e criação de redes de apoio para identificar precocemente os sinais da doença, oferecendo tratamento adequado e suporte emocional. 

Gomide também assegura, no texto, a realização de parcerias com instituições públicas e privadas para ampliar o acesso a serviços de saúde mental de qualidade. Esses serviços incluem atendimento psicológico e psiquiátrico, além da distribuição de materiais informativos e ações educativas.

No campo do esporte, segue para extração de autógrafo de lei uma proposição do deputado Mauro Rubem (PT), que cria a Política de Incentivo aos Esportes de Rua no Estado de Goiás (nº 13086/24). Os objetivos são estimular a prática esportiva, promover a inclusão social e a ocupação saudável dos espaços públicos, com a criação e manutenção de locais adequados para esportes, além de realizar eventos e competições. 

O projeto de lei acolhido em definitivo também versa sobre cursos para capacitação de instrutores e praticantes, focando especialmente em jovens de comunidades vulneráveis. “A criação e manutenção de espaços adequados para a prática esportiva é essencial para garantir que todos tenham acesso a atividades esportivas de qualidade”, explica o parlamentar. Estão previstos, por exemplo, cursos para capacitação de instrutores e praticantes, além de programas de inclusão social por meio do esporte, com foco em jovens de comunidades vulneráveis.

Primeira fase

Na lista das matérias que foram aprovadas em primeira votação está a de nº 11024/24, do deputado Veter Martins (UB), que inclui o Arraiá Pé de Serra, realizado na última quinzena de junho no município de Mairipotaba, no calendário oficial do Estado de Goiás.

O evento, que teve início em 2016, é uma celebração de quatro dias que atrai milhares de visitantes e é caracterizado por shows de artistas contemporâneos, apresentações de quadrilhas escolares e uma diversidade de pratos típicos juninos.

De acordo com Martins, a inclusão no calendário não apenas reconhece a importância cultural e turística da festa para o município de Mairipotaba, mas também contribui para o fortalecimento da economia local.

“A celebração é uma expressão significativa da cultura regional e reúne grande público, sendo uma fonte de renda importante para a comunidade e para os comerciantes da região”, afirma na justificativa da matéria.

Outras matérias também avançam à segunda votação em Plenário. Uma delas é o processo nº 3435/24, que cria a Política Estadual de Controle Parental do Acesso à Internet, de autoria da deputada Bia de Lima (PT). Outra leva o nº 9840/24 e inclui a Fenashow, realizada em Pontalina, no Calendário Cívico, Cultural e Turístico de Goiás. Veter Martins assina a proposição.

Discursos

Ao todo, nove parlamentares pediram a palavra durante o Pequeno Expediente. O primeiro deles foi o deputado Clécio Alves (Republicanos). 

Clécio criticou declarações do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, que, ao participar de entrega de novos ônibus, feita pelo Governo estadual, insinuou que os vereadores estariam chantageando-o por meio da instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar contratos de limpeza urbana. 

“Esse é o prefeito que nós temos. E os vereadores de Goiânia ainda se prestam a falar com ele. Fui vereador por seis mandatos e nunca vi um prefeito fazer um negócio desses e a Câmara [de Vereadores] ficar quieta”, afirmou Alves, considerando ainda que as falas são desrespeitosas e constrangedoras para o Legislativo. 

Por sua vez, o deputado Léo Portilho (Podemos) comentou a cassação da chapa que elegeu o prefeito de Joviânia, Max Barbosa, seu correligionário, e manifestou solidariedade ao gestor, destacando seu trabalho pela cidade e defendendo o respeito ao voto popular. A decisão da Justiça Eleitoral, ainda sujeita a recurso, também atingiu o vice-prefeito e dois vereadores, todos condenados por compra de votos nas eleições de 2024. Portilho afirmou confiar na reversão da decisão e reiterou seu apoio a Max Barbosa.

Já o deputado Mauro Rubem (PT) usou a tribuna para relatar a sensação de insegurança vivida pela Comunidade Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto, após a destruição de 32 casas, mesmo com decisão da Justiça Federal impedindo novas desocupações. O parlamentar também expressou preocupação com a gestão da saúde em Goiás, especialmente em Goiânia, criticando a atuação das organizações sociais na administração de maternidades, que, segundo ele, estão envolvidas em frequentes escândalos.

Em contraste, o deputado Amauri Ribeiro (UB) defendeu Caiado de críticas relacionadas à ocupação de terras em Santo Antônio do Descoberto, alegando que as decisões judiciais favoráveis aos proprietários, incluindo um familiar do governador, são de natureza jurídica e não política. 

Amauri elogiou o governador e afirmou que ele “é o homem e o político que mais combateu a esquerda no país”, destacando sua longa atuação contra o MST e o PT, desde a época em que presidia a União Democrática Ruralista (UDR). “Ninguém nesse Estado e nesse país combateu a esquerda como Ronaldo Caiado e, sim, é um forte candidato da direita a presidente”, arrematou.

Depois, foi a vez do deputado Major Araújo (PL) pedir a palavra. Araújo teceu críticas ao chefe do Poder Executivo, questionando sua coerência política e postura diante do cenário nacional, especialmente após sua presença em um evento social com ministro da Suprema Corte e figuras ligadas à esquerda, o que gerou reprovações de apoiadores da direita. 

O parlamentar acusou Caiado de contradições em suas falas sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e os atos de 8 de janeiro, e disse que sua falta de posicionamento claro demonstra insegurança política, o que contribui para a queda de sua popularidade. Para Major, o governador precisa “criar coragem e assumir um lado”.

Posteriormente, o deputado Cairo Salim (PSD) fez uso da tribuna para celebrar a absolvição do prefeito de Acreúna, Claudiomar Portugal (PP), após a rejeição pela Câmara Municipal da recomendação de cassação. Ele afirmou que a maioria dos vereadores “compreendeu os fatos”. Salim também declarou apoio ao prefeito de Joviânia, Max Barbosa (Podemos), cassado pela Justiça Eleitoral, e disse confiar que a justiça será feita.

A deputada Bia de Lima (PT) foi na esteira e aproveitou para defender o respeito às instituições democráticas e aos representantes eleitos, acrescentando que é necessário agir com responsabilidade em prol do país. “É o momento de defender nosso país, nossa economia, empregos e nossa produção”, defendeu. Ela também destacou a importância de apoiar empresários e o agronegócio, mencionando o pacote de ajuda lançado recentemente pelo presidente Lula. 

Penúltimo a discursar, o deputado Wagner Camargo Neto (SD) destacou sua participação em reunião com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), onde defendeu a parceria entre o Governo estadual e o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) na gestão do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra). Ele ressaltou que essa colaboração, baseada na legislação que regulamenta as organizações da sociedade civil, agiliza processos burocráticos para a execução de obras. 

O legislador também rebateu críticas envolvendo familiares do governador Ronaldo Caiado em disputa judicial na Comunidade Antinha de Baixo. Wagner observou que o caso é uma questão jurídica antiga e que não deve ser usada politicamente, confiando nas decisões advindas do Poder Judiciário.

Para encerrar, o deputado Issy Quinan (MDB) reforçou seu apoio aos investimentos anunciados pelo Ifag em sete rodovias estaduais, destacando a importância dessas obras, especialmente as da GO-147 para o escoamento da produção agrícola do interior do Estado. Quinan também aproveitou para celebrar os 77 anos de emancipação política de Vianópolis e adicionou que as comemorações impulsionam a economia local.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta sexta-feira (15/8) a Operação Perfil Fantasma em Caldas Novas. A ação, realizada pelo Grupo Especializado de Repressão a Narcóticos (Genarc) com apoio de outras unidades policiais, teve como alvo perfis em redes sociais usados para venda de drogas.

“Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços distintos. Durante as buscas, duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico e um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi lavrado, por uso de entorpecentes”, informou o delegado André Luiz Barbosa Santos.

Em uma das residências, os policiais encontraram porções de maconha, cocaína e crack, além de balança de precisão, embalagens “ziplock”, celulares e facas grandes. Um caderno com anotações também foi apreendido.

Os imóveis já eram monitorados por serem pontos conhecidos de venda de drogas, fato confirmado pela presença de sistemas de videomonitoramento com equipamentos escondidos.

Em outro local, foram apreendidas sete porções de crack e um DVR (gravador de vídeo digital) com imagens de segurança. No terceiro endereço, encontraram mais drogas, incluindo maconha e cocaína.

Durante a ação, uma mulher tentou se desfazer de cocaína jogando-a pela janela e danificou seu celular para dificultar a investigação. Um dos alvos não foi localizado.

A operação contou com a participação do Geic, Delegacia Municipal, Central de Flagrantes e do 1º Batalhão de Policiamento Turístico da PM.

Os nomes dos presos não foram divulgados.

Duas mulheres são presas em Goiânia com grande quantidade de droga

A Polícia Civil de Goiás desarticulou uma central de drogas em Goiânia na última terça-feira (12/8). A ação, divulgada nesta sexta-feira (15), foi realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) no setor Itamaracá.

Duas mulheres foram presas em flagrante no apartamento usado como ponto de distribuição. Luana Rodrigues de Paiva e Anna Luiza Barbosa Reis estavam com cocaína, maconha, skunk e drogas sintéticas.

Os policiais apreenderam ainda balança de precisão e material para embalar e etiquetar as drogas. O local funcionava como base de um grupo criminoso que atua na região metropolitana.

O grupo utilizava mulheres jovens para guardar as drogas e veículos locados para fazer entregas. O esquema movimentava valores milionários com o tráfico.

As imagens das presas foram divulgadas conforme a Lei 13.869/2019 e Portaria 547/2021 da PC. A publicação visa identificar possíveis testemunhas e obter novas provas.

A investigação continua para desarticular completamente a organização criminosa.

Autor Manoel Messias Rodrigues


A regulamentação de medidas protetivas para os profissionais da saúde contra diversas formas de violência no ambiente de trabalho, por meio do projeto SOS Saúde, é o tema do projeto de lei nº 19008/25, de autoria do deputado Antônio Gomide (PT). A proposta, que visa a combater agressões físicas, verbais e psicológicas, será encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) para análise e parecer.

O texto do projeto de lei define como violência contra os trabalhadores da saúde as agressões físicas, verbais, psicológicas e patrimoniais. Gomide argumenta que a criação do SOS Saúde tem o objetivo de oferecer suporte jurídico, psicológico e administrativo às vítimas e conscientizar a comunidade sobre a importância do respeito a esses profissionais.

Entre as medidas previstas, o projeto determina ações de prevenção, como campanhas educativas anuais e a capacitação contínua dos profissionais da saúde para o manejo de conflitos. Também está prevista a implementação de um sistema on-line para o registro de ocorrências de violência, além de oferecer licença remunerada para as vítimas, suporte psicológico e jurídico gratuito e afastamento temporário do agressor. As ocorrências serão registradas em um sistema eletrônico, garantindo o sigilo dos dados, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A intenção, segundo Gomide, é criar um ambiente de trabalho mais seguro e respeitoso para os profissionais da saúde, melhorando as condições de atendimento à população e reforçando a segurança desses trabalhadores essenciais.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


CNI, Fiesp e FecomercioSP veem pacote como positivo; Fiemg diz que medidas são “paliativas” e não enfrentam problema estrutural

A CNI (Confederação Nacional da Indústria), a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado) elogiaram nesta 4ª feira (13.ago.2025) a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de lançar um pacote de ajuda a empresas atingidas pelo tarifaço dos Estados Unidos.

A Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) classificou a medida como “paliativa”.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que o pacote do governo brasileiro contempla “muitas das demandas feitas pelas indústrias, federações e associações setoriais” e priorizam a negociação.

Para ele, o plano representa abertura de mercado e é resultado de um esforço para manter o diálogo e buscar soluções. “Temos que exacerbar o máximo possível novos acordos bilaterais e do Mercosul, principalmente com a União Europeia”, afirmou.

Alban destacou pontos como linha de crédito especial, prorrogação de prazos de exportação e reativação do Reintegra.

A Fiesp declarou apoio ao plano, destacando que as medidas são importantes para preservar empregos, diversificar mercados e assegurar condições justas de comércio internacional.

A entidade afirmou ainda que há continuidade do diálogo com empresas norte-americanas para minimizar efeitos das tarifas em ambos os países e fortalecer relações comerciais históricas.

A FecomercioSP afirmou que as medidas eram necessárias “diante da gravidade da situação” e terão efeitos significativos para setores mais atingidos, sobretudo produtos industrializados. 

No entanto, disse que é preciso evitar “aumentar ainda mais a tensão diplomática com a Casa Branca” e defendeu que “o momento é de negociar com responsabilidade e moderação”.

Ao classificar as ações como “paliativas”, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, disse que as medidas “podem dar algum fôlego às empresas, mas não resolvem a raiz do problema”.

Ele defendeu negociações firmes com os EUA para reverter as tarifas e declarou que, “se não houver rapidez na implementação e clareza nas regras, o risco é que os recursos e incentivos fiquem no papel”.

O pacote do governo federal estabelece a liberação de R$ 30 bilhões do FGE (Fundo de Garantia à Exportação), administrado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Na área fiscal, o governo avalia usar recursos do Tesouro Nacional para realizar compras públicas de produtos impactados pelas tarifas americanas.

O pacote inclui ainda o adiamento temporário da cobrança de impostos e contribuições federais para as empresas afetadas.



Autor Poder360 ·


Líder da oposição diz que processo é inadequado e lembra que o PT já fez atos semelhantes no passado

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), criticou a decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB) de enviar representações disciplinares contra 14 congressistas que teriam comandado a ocupação do plenário e da Mesa Diretora.

De acordo com Zucco, o trâmite é inadequado e não deve prosperar. Ele afirmou que Motta está “tendo a maturidade para analisar as imagens”.

“Não existe nenhum critério. Tem nomes ali que não entendi. Havia mais de 40 parlamentares mobilizados próximo à Mesa Diretora em protesto contra a perseguição ao [ex] presidente [Jair] Bolsonaro (PL), mas mandaram esses 14 por puro achismo”, afirmou Zucco, segundo o blog Painel, da Folha de S. Paulo.

O deputado federal também disse que o PT defende punições para os congressistas, mas lembrou que o partido já realizou manifestações semelhantes no passado.

O corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), recebeu nesta 2ª feira (11.ago.2025) as representações disciplinares contra 14 deputados acusados de comandar a ocupação do plenário e da Mesa Diretora da Casa por cerca de 30 horas, em 5 e 6 de agosto de 2025. Na ocasião, o grupo impediu os trabalhos da Casa Baixa.

A Mesa Diretora se reunirá na 3ª feira (12.ago.2025), às 8h, para decidir como será o processo para analisar os requerimentos apresentados.

O corregedor da Câmara, Diego Coronel (PSD-BA), afirmou ao Poder360 que irá defender que seja mantido o prazo maior. Disse, porém, que os pedidos serão analisados um por um. Ou seja, não significa que os pareceres só serão expedidos daqui a 45 dias. Ele também pode optar por usar o prazo do trâmite cautelar –como solicitado nas representações– a depender do caso.

ENTENDA

Coronel recebeu as representações disciplinares nesta 2ª feira (11.ago.). Motta enviou os pedidos em 8 de agosto.

A depender do andar do processo, os deputados podem ser suspensos por até 6 meses.

Eis abaixo como deve se dar o rito:

  • a Mesa Diretora da Câmara enviou na 6ª feira (8.ago) todas as denúncias envolvendo os 14 deputados à Corregedoria para análise;
  • depois que o pedido chegar, a Corregedoria terá 48 horas para analisar os casos e emitir pareceres à Mesa Diretora;
  • se a Mesa quiser sugerir o afastamento, as denúncias serão enviadas ao Conselho de Ética;
  • cada pedido terá um relator, a ser definido caso o processo seja instaurado;
  • Conselho de Ética tem 3 dias úteis para analisar cada caso, com prioridade sobre as demais deliberações no colegiado;
  • se o conselho der aval ao afastamento, deputados podem recorrer diretamente ao plenário da Câmara;
  • para manter ou cancelar a suspensão, é necessário o voto da maioria absoluta dos deputados, ou seja, 257 deles.

OUTRO CAMINHO

Se o Conselho de Ética deliberar contra a suspensão dos mandatos, a Mesa Diretora pode apresentar recurso ao plenário. Caso o colegiado não tome uma decisão nos 3 dias úteis, a Mesa pode enviar o pedido de suspensão diretamente ao plenário da Casa Baixa.

DEPUTADOS DENUNCIADOS

Eis a lista dos 14 deputados:

A deputada Camila Jara (PT-MS), que foi acusada por Nikolas de o ter empurrado, mas não foi denunciada até o momento.



Autor Poder360 ·