19 de maio de 2026
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Estão oficialmente reajustados os valores das pensões especiais pagas a pessoas afetadas pelo acidente com césio-137, em Goiânia. A medida consta na Lei Estadual nº 24.188, sancionada em 30 de março de 2026, e é uma iniciativa do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).

Ocorrido em setembro de 1987, o episódio é o maior acidente radiológico do mundo. A legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás contempla aqueles que atuaram na descontaminação da área afetada; na vigilância do depósito provisório em Abadia de Goiás e no atendimento de saúde às vítimas diretas do acidente radioativo.

Para estabelecer o delineado na nova norma, alterou-se a lei estadual que dispõe sobre as referidas pensões especiais. Além disso, foram revogados outros quatro conjuntos de regras jurídicas que tratam do assunto.

As pessoas radiolesionadas pelo contato direto com a substância e as que sofreram exposição superior a 100 radianos, agora, recebem R$ 3.242,00. Para os demais casos, o benefício passa a ser de R$ 1.621,00.

O mesmo valor é devido à pensão especial vitalícia concedida nos termos especificados no artigo 2º da lei alterada, o qual também teve as denominações das entidades a que ele faz referência atualizadas.

O reajuste já está em vigor, com efeitos financeiros a partir do dia 1º de abril. Segundo a Governadoria, atualmente, 603 pessoas têm direito aos referidos direitos.

Acidente histórico

Quando a tragédia completou 35 anos, o Portal da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) produziu uma série especial para relembrar a dimensão do acidente, o martírio das vítimas, que ainda se estende, as atividades desenvolvidas no complexo que abriga o depósito dos rejeitos do césio-137 e a vida no bairro. Confira as publicações: I, II, III e IV.   

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Irmãos conquistam prêmio de melhor álbum de música global com registro da turnê conjunta realizada entre 2024 e 2025

Os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram o Grammy de melhor álbum de música global com o registro “Caetano e Bethânia Ao Vivo”. A premiação foi realizada neste domingo (1º.fev.2026), durante a première da 68ª edição do Grammy, na Crypto.com Arena em Los Angeles. O álbum documenta a turnê que os artistas realizaram entre 2024 e 2025.

A vitória foi anunciada antes da cerimônia principal, que começou às 22h. Na categoria de melhor álbum de música global, a dupla brasileira superou concorrentes como o nigeriano Burna Boy, o senegalês Youssou N’Dour, o indiano Siddhant Bhatia e o grupo multinacional Shakti.

Este é o 1º gramofone dourado de Maria Bethânia, que recebeu sua 1ª indicação ao prêmio. Para Caetano Veloso, trata-se do 3º Grammy, após vitórias em 2000 com o disco “Livro” e em 2001 pela produção do álbum “João Voz e Violão”, de João Gilberto. Caetano acumula 3 prêmios em 5 indicações ao longo de sua carreira.

Os artistas não compareceram pessoalmente à cerimônia para receber o troféu. A edição deste ano contou com nomes de peso entre os principais concorrentes, como o porto-riquenho Bad Bunny, a cantora Lady Gaga e o rapper Kendrick Lamar.



Autor Poder360 ·


A indústria da construção civil, historicamente dominada por homens, vem testemunhando uma transformação inspiradora: a ascensão da força feminina. As mulheres, com sua perspicácia, talento e determinação, estão abrindo caminho para um futuro mais igualitário e promissor no setor.

Em 2023, a construção civil figurou como o setor que mais gerou empregos no país. E as mulheres surpreenderam ao liderar as contratações deste ano, representando cerca de 60% das admissões, de acordo com publicação da Ademi Bahia, baseada em dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Esse percentual superou o índice geral de contratações femininas nos demais setores da economia.

As mulheres assumem cada vez mais cargos de liderança, desde gerentes de projeto até CEOs de grandes empresas. A diversidade de gênero traz novas visões e soluções inovadoras para os desafios da indústria, impulsionando a criatividade e a eficiência. A presença feminina contribui para o combate ao machismo e à desigualdade salarial, promovendo um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo para todos.

Existem desafios a serem superados: o machismo estrutural ainda persiste, com estereótipos e preconceitos que impedem o avanço das mulheres em algumas áreas da construção civil. Além disso, canteiros de obras e espaços de trabalho nem sempre são adaptados às necessidades femininas, dificultando sua integração e permanência no setor. Apesar do progresso, as mulheres ainda ganham menos que os homens para funções equivalentes, uma disparidade que precisa ser eliminada.

Futuro da construção civil

As mulheres estão construindo um novo panorama para o setor de construção civil, moldando um futuro mais justo e sustentável para todos.

“Na SH acreditamos nas políticas de inclusão e diversidade, além de oferecer oportunidades de crescimento para as mulheres. Ao mesmo tempo que incentivamos que as mulheres quebrem as barreiras, busquem qualificação profissional e assumam seu lugar de destaque na construção civil”, afirmou Luis Claudio Monteiro, COO da SH, empresa brasileira desenvolvedora de soluções para o setor de construção civil.

Mulheres na construção civil

Seguindo a lógica de mercado e a crescente participação das mulheres na indústria da construção civil, a empresa SH tem mulheres em posições de liderança e também na área operacional.

Carolina Amparo, 34 anos, é gerente da unidade da SH em Brasília. A baiana, de Salvador, ingressou na SH aos 19 anos ainda como técnica em desenho e de lá para cá se profissionalizou no curso de engenharia. Hoje ela lidera mais de 50 pessoas, em variados cargos, desde administrativo à área de manutenção dos equipamentos e logística de entrega. 

“Eu como mulher, jovem e negra, sei que represento uma parcela ainda pequena da população que consegue galgar cargos de liderança. Acredito que o que permitiu alcançar esse posição na SH foi minha postura enquanto profissional, sempre buscando qualificação, e ao mesmo tempo, aberta para aprender com colaboradores com mais tempo de casa, que me permitiram implementar uma gestão de sucesso. Tanto é que para 2024, o percentual estimado de aumento de faturamento da unidade em relação a 2023 é de 16,5%”, afirmou Carolina.

Na área de operações, as mulheres também não ficam de fora. Lucilene Paulino, 43 anos, é operadora de máquinas. Ela ingressou na unidade da SH de Pernambuco em 2013, atuou na área administrativa e em serviços gerais, mas ao observar a oportunidade de migrar para a área operacional, fez o curso de motorista de empilhadeira, durante suas férias, e ao retornar, pleiteou uma vaga.

“Atuo como motorista de empilhadeira há seis anos. Sou a única mulher que exerce essa função e trabalho com cerca de 35 homens. No início, enfrentei certo preconceito por parte dos meus colegas, que até então não estavam acostumados a ver uma mulher atuando na mesma função que eles. Com o passar do tempo fui ganhando respeito e mostrando que o lugar da mulher é onde ela quer. Inclusive, acredito que somos muito mais cautelosas e conseguimos exercer várias atividades ao mesmo tempo, o que nos dá um grande diferencial”, declarou Lucilene.

Já a Erika Cristina Santos de Souza, 34 anos, iniciou na unidade da SH no Pará como estagiária em desenho técnico, enquanto cursava Técnico em Edificações. Ela foi selecionada após assistir uma palestra da SH na instituição que estudava e se candidatou a vaga. Erika, que está há 11 anos na empresa, já passou por diversos cargos na SH e após finalizar o curso de graduação em Engenharia Civil, passou a atuar como assistente técnica, cargo que ocupa hoje.

“Quando fui para a área da assistência técnica passei a estar mais presente nas obras e comecei a sentir as dificuldades. Isso porque eu era nova e mulher, num ambiente majoritariamente masculino. Eu tinha apenas cinco anos de mercado e era testada pelos profissionais mais velhos, que queriam o tempo todo validar o meu conhecimento e capacidade. Hoje, sinto que o preconceito é mais velado, mas também acredito que reduziu bastante. Vejo que ainda temos muito para conquistar. Há 11 anos, quando comecei a estrutura não estava preparada para receber mulheres, nem banheiros femininos tinham nas obras. Hoje esse cenário evoluiu e as mulheres estão mostrando seu valor e competência”, concluiu Erika.

 

 

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