2 de junho de 2026
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Eva do Amaral Coelho atua no Tribunal de Justiça do Pará desde 2020 e recebeu R$ 91.000 em março

A desembargadora do Pará, Eva do Amaral Coelho, criticou os novos limites estabelecidos em março pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para o pagamento de penduricalhos a magistrados.

As declarações aconteceram em 9 de abril, durante uma sessão da 3ª Turma de Direito Penal do TJ-PA (Tribunal de Justiça do Pará). Eva é desembargadora desde 2020 e tem 73 anos. De acordo com a folha de pagamento divulgada pelo órgão, ela recebeu R$ 91.000 em março.

“Daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”, afirmou.

Ao citar colegas com dificuldade de pagar as contas, a desembargadora afirmou que “dizer que o juiz não trabalha e que persegue verbas e mais verbas e mais verbas, como um privilégio, um penduricalho, uma expressão tão chula e tão vagabunda que jogaram em cima da magistratura que hoje a gente vive com uma tensão enorme”, disse.

Além disso, a desembargadora afirmou que narrativas foramcriadas” e os juízes passaram a ser vistos como sem “escrúpulos” que ganham “muito sem fazer nada”. “Passamos de cidadãos que zelam pela proteção dos direitos para vilões da história. Nós somos os bandidos agora”, acrescentou.

Segundo ela, juízes trabalham “enormes horas extras, sacrificando o fim de semana”. Na sessão, ela pediu desculpas aos colegas pelo “desabafo sobre uma situação muito triste”.



Autor Poder360 ·


Senador diz que Brasil não tem condições de exigir nada e não deveria resistir após Trump anunciar tarifa de 50%

Ao comentar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), de taxar em 50% os produtos brasileiros, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu que a situação deve ser encarada como “uma negociação de guerra”. Flávio afirmou que o Brasil não está em “condições normais” de exigir nada do governo Trump.

Em entrevista à CNN Brasil, Flávio afirmou que “essa situação tem que ser encarada como uma negociação de guerra, sim, onde nós não estamos em condições normais”. Segundo ele, “nós não estamos em condições de exigir nada por parte do governo Trump. Ele vai fazer o que ele quiser independente da nossa vontade”.

O senador comparou o tarifaço às bombas atômicas lançadas na 2ª Guerra Mundial e afirmou que a resposta do Brasil deve ser estratégica. “Cabe a nós a responsabilidade de evitar que duas bombas atômicas caiam aqui no Brasil para, só depois, anunciarmos uma anistia”.

De acordo com Flávio, a resistência do Brasil em resolver a situação pode trazer consequências severas. “A consequência vai ser o aumento de taxas, imposição de sanções a alguns CPFs aqui no Brasil. Isso já vem sendo anunciado por algumas autoridades do governo americano na chamada Lei Magnitsky. É algo muito grave”, declarou.



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