18 de julho de 2026
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Medida revoga regra de 1973 e abre caminho para viagens sobre o território norte-americano com aeronaves mais rápidas

A FAA (Federal Aviation Administration), agência reguladora da aviação dos Estados Unidos, anunciou, na 3ª feira (30.jun.2026), uma proposta de mudança normativa que pode encerrar a proibição de voos comerciais supersônicos sobre o território continental norte-americano, que vigora desde 1973.

A decisão estabelece uma padronização para o ruído dessas aeronaves em voo e responde a um decreto de 2025 do presidente Donald Trump (Partido Republicano), que pediu a remoção das restrições.

Os voos supersônicos viajam a velocidades superiores à do som (cerca de 1.235 km/h, no nível do mar), o que pode gerar estrondos capazes de quebrar objetos, como vidros e louças, em áreas próximas.

A agência argumenta que avanços tecnológicos tornaram obsoleta a proibição. Em nota, o secretário de Transportes, Sean Duffy, afirmou que a nova tecnologia torna os voos mais seguros para quem vive nas áreas sobrevoadas.

A FAA sinalizou que ainda este ano pretende propor uma 2ª regra, desta vez para estabelecer padrões de ruído para decolagens e pousos das aeronaves supersônicas. 

O objetivo é dar orientações à indústria privada para que os fabricantes possam finalizar projetos compatíveis com voos sobre o território norte-americano.

VELOCIDADE E TEMPO

O principal ganho é a agilidade nas viagens. O avião comercial supersônico Concorde, que operou entre 1976 e 2003, cobria o trajeto de Londres a Nova York em cerca de 3 horas, segundo a British Airways

Isso era possível porque o trajeto era feito majoritariamente sobre o Oceano Atlântico, o que minimizava o efeito de ruídos para seres humanos.

Duffy argumenta que o fim da proibição traz outros ganhos além da velocidade. Para ele, a medida é capaz de “liberar a inovação americana e inaugurar uma Era de Ouro das viagens”.

COMPANHIAS AÉREAS DE OLHO

Entre as empresas que aguardam essa abertura regulatória está a Boom Supersonic, do Estado do Colorado. A companhia desenvolve a aeronave comercial Overture, com capacidade para 60 a 80 passageiros e velocidade supersônica sem estrondo sônico. 

Em 2022, a American Airlines anunciou a compra de 20 unidades do modelo por US$ 200 milhões cada. A expectativa é de que as aeronaves atinjam o dobro da velocidade dos jatos comerciais mais rápidos da atualidade.

A principal tecnologia que permite o fim do ruído se chama “corte de Mach”. As aeronaves são projetadas para utilizar condições atmosféricas, velocidade e altitude para curvar o estrondo sônico e refratar de volta para a atmosfera. Com isso, o impacto no solo é minimizado.

A FAA anunciou que está atuando com a agência espacial norte-americana, a Nasa, a Organização da Aviação Civil Internacional, a indústria e instituições acadêmicas para fundamentar os padrões de ruído supersônico.



Autor Poder360 ·


Christine Lagarde, presidente da instituição, afirmou que incluirá os efeitos do acordo com Donald Trump nas projeções de setembro

A presidente do BCE (Banco Central Europeu), Christine Lagarde, afirmou que a Europa deve se esforçar mais para fortalecer seus relacionamentos com parceiros comerciais fora dos Estados Unidos. As informações são do The Wall Street Journal.

“Embora os EUA sejam —e continuarão sendo— um importante parceiro comercial, a Europa também deve buscar aprofundar seus laços comerciais com outras jurisdições, alavancando os pontos fortes de sua economia voltada para a exportação”, disse Lagarde no Conselho Empresarial Internacional do Fórum Econômico Mundial em Genebra, na Suíça, nesta 4ª feira (20.ago.2025). Eis a íntegra do discurso, em inglês (PDF – 141 kB).

Lagarde já havia falado sobre como a União Europeia deveria reforçar suas instituições e sua resiliência econômica como forma de aumentar a proeminência internacional do euro, depois de os EUA terem começado a aumentar as tarifas sobre seus parceiros comerciais.

O acordo entre os EUA e a UE estabelece uma tarifa média efetiva de 12% a 16% para as importações norte-americanas de produtos da zona do euro. A tarifa básica acordada pela Comissão Europeia e pelo governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano), que afeta a maioria dos produtos, é de 15%. Os EUA ameaçaram aplicar tarifas de 30% à UE.

“Acordos comerciais recentes aliviaram, mas certamente não eliminaram, a incerteza global, que persiste devido ao ambiente político imprevisível”, disse Lagarde.

A equipe do BCE levará em consideração as implicações do acordo comercial para a economia da zona do euro nas projeções de setembro, que orientarão as decisões do banco central nos próximos meses.

O resultado das negociações entre a UE e os EUA não fo bem aceito por todos os países que compõem o bloco. Em 28 de julho, o primeiro-ministro da França, François Bayrou (Movimento Democrático, centro), criticou o tratado, alegando “submissão” e o classificando como um “dia sombrio”.



Autor Poder360 ·


Limite encerra em 9 de julho; presidente dos EUA também afirma ter encontrado um comprador para o TikTok, mas com aval da China

O presidente Donald Trump (Partido Republicano) disse que não pretende estender o prazo de 9 de julho para que países firmem acordos comerciais com os EUA e evitem tarifas mais altas.

Em entrevista à Fox News divulgada neste domingo (29.jun.2025), Trump declarou acreditar que não será necessário postergar a data-limite. “Eu poderia [prorrogar], sem grandes problemas”, afirmou, “mas não acho que será preciso”.

Na 6ª feira (27.jun), o secretário do Tesouro, Scott Bessent, adotou um tom mais cauteloso em entrevista à Fox Business. Segundo ele, alguns países têm procurado os EUA com “acordos muito bons”, mas é improvável que sejam concluídos até o prazo final.

“Se conseguirmos fechar 10 ou 12 dos 18 acordos principais —há outros 20 relacionamentos importantes—, acho que poderemos concluir [os entendimentos] comerciais até o Dia do Trabalho”, disse Bessent, referindo-se ao feriado celebrado em setembro nos EUA.

A política comercial de Trump ganhou força em 2 de abril, com o início da cobrança de tarifas recíprocas. O presidente batizou a data de “Liberation Day” (“Dia da Libertação”) por considerá-la um marco no enfrentamento do que chama de comércio internacional “injusto”.

Desde o início de seu 2º mandato, em 20 de janeiro, Trump impôs diversas tarifas a produtos e parceiros comerciais, com o objetivo de reduzir déficits, impulsionar a indústria americana e fortalecer a economia do país.

Conflito com o Irã

Na mesma entrevista à Fox News, Trump falou sobre o ataque a instalações nucleares do Irã no sábado (21.jun). Segundo o presidente, a operação destruiu completamente as estruturas, que estariam localizadas em cavernas.

“Eles só fugiram para sobreviver. Não moveram nada. Não acreditavam que seria possível fazer o que fizemos. Foram milhares de toneladas de pedra em Fordow. Todo o lugar foi destruído”, afirmou.

Os ataques, segundo Trump, atingiram instalações em Fordow, Natanz e Esfahan.

TikTok na mira

Trump também voltou a comentar a possível venda das operações do TikTok nos EUA. Segundo o presidente, há “pessoas muito ricas” interessadas na aquisição da rede social, que pertence à empresa chinesa ByteDance. Ele disse que deve revelar os nomes dos interessados “em cerca de duas semanas”.

“Temos um comprador para o TikTok. Acredito que precisaremos da aprovação da China, e acho que o presidente Xi [Jinping] provavelmente dará essa aprovação”, afirmou.

Há 10 dias, Trump prorrogou por mais 90 dias o prazo para que a empresa chinesa ByteDance se desfaça das operações do TikTok em território norte-americano. A nova data-limite passa a ser 17 de setembro.

É a 3ª vez que Trump adia a aplicação da lei que exige a venda do TikTok a uma empresa dos EUA  –caso contrário, o aplicativo pode ser banido do país.



Autor Poder360 ·