9 de junho de 2026
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Segundo ex-ministro, presidente cedeu à pressão política ao sancionar taxação de compras internacionais

Fernando Haddad (PT) disse, nesta 4ª feira (13.mai.2026), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “corrigiu o rumo” ao rever a chamada taxa das blusinhas. Segundo o ex-ministro, Lula sempre foi contrário à medida, mas acabou cedendo à pressão de governadores e congressistas favoráveis à taxação de compras internacionais.

“O presidente fez o que ele gostaria de ter feito desde o começo”, disse Haddad em entrevista a jornalistas no evento promovido pelo Direitos Já! Fórum pela Democracia, em São Paulo.

Haddad foi um dos integrantes do governo que inicialmente defenderam publicamente a taxação das compras internacionais de até US$ 50. Durante a tramitação da proposta, argumentava que a cobrança ajudaria a equilibrar a concorrência com o varejo nacional e a combater distorções tributárias.

Ao ser questionado pelos jornalistas sobre o que mudou agora com a revogação da taxa, Haddad evitou responder diretamente e desviou do tema.

Segundo o pré-candidato ao governo paulista, Lula foi obrigado a defender a medida após sua aprovação no Congresso Nacional, apesar de discordar da proposta. Nos últimos 2 anos, o presidente que era contra teve que defender”, disse.

Haddad disse que a aprovação da taxação ocorreu sob “unanimidade” entre governadores e congressistas. Ele afirmou, porém, que os defensores da proposta abandonaram o debate logo depois da votação. “A unanimidade desapareceu no dia seguinte. Todo mundo sumiu do debate”, afirmou.

O ex-ministro ainda acusou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro de “hipocrisia” por terem apoiado a taxação no Congresso e, posteriormente, defenderem sua revogação. “O partido dele votou a favor. Depois disseram que iam revogar”, afirmou, ao citar o senador Flávio Bolsonaro (PL).

SOBRE O EVENTO

Haddad participou, nesta 4ª feira (13.mai), de uma roda de conversa promovida pelo Direitos Já! Fórum pela Democracia, realizada na Casa de Portugal, em São Paulo. O encontro reuniu políticos, empresários, acadêmicos e integrantes da sociedade civil para discutir democracia, desenvolvimento e o cenário político brasileiro.

O ex-ministro foi o 1º convidado de uma série de encontros com autoridades e pré-candidatos que se prolongará pelos próximos meses.



Autor Poder360 ·


Deputado publicou vídeo durante posse de Nunes Marques no TSE e afirmou que petista está “empenhado para ganhar votos”

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo nas redes sociais nesta 3ª feira (12.mai) ironizando a decisão do governo federal de acabar com a chamada “taxa das blusinhas”. A gravação foi feita durante a cerimônia de posse do ministro Nunes Marques como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília.

No vídeo, Nikolas afirma que o fim da cobrança seria “o milagre do ano eleitoral” e diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “empenhado para ganhar votos”.

A declaração foi publicada minutos depois de Lula assinar a MP (Medida Provisória) que zera o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em plataformas digitais estrangeiras. A tarifa havia ficado conhecida como “taxa das blusinhas”. A nova regra entra em vigor imediatamente. 

FIM DA TAXA DAS BLUSINHAS

A assinatura da medida foi realizada em reunião fechada no Palácio do Planalto, sem acesso da imprensa e fora da agenda oficial do presidente. Segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, a MP será publicada em edição extra do Diário Oficial da União junto de uma portaria do Ministério da Fazenda. 

A cobrança havia sido implementada em 2024 e causou desgaste político para o governo federal, especialmente nas redes sociais, por impactar compras em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress. 

Mesmo com o fim do imposto federal, continuará valendo a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) estadual sobre as importações. O governo argumenta que a decisão foi possível depois da ampliação da regulamentação do setor e do combate ao contrabando nos últimos anos. 



Autor Poder360 ·


Deputado federal do PL destaca redução de compras internacionais após imposto entrar em vigor e afirma: “bando de safados”

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) xingou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e seu partido, o PT, por causa da queda das compras internacionais via plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Segundo a pesquisa “Compras Online Brasil”, da organização Plano CDE, as encomendas caíram 35% de agosto de 2024 a abril de 2025. Isso quer dizer que 14 milhões de brasileiros deixaram de importar produtos, especialmente das classes C, D e E.

Em agosto de 2024, passou a vigorar a “taxa das blusinhas”, um imposto de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50 em plataformas internacionais. As transações até esse valor de US$ 50, antes, eram isentas. A taxação foi proposta pelo governo e aprovada pelo Congresso. Nikolas postou no X uma reportagem com o resultado da pesquisa e escreveu: “Parabéns, Haddad! PT sempre pensando no povo. Bando de safados”. 

Eis a publicação de Nikolas no X:

Deputado é alvo de investida

Nikolas tem enfrentando uma investida de integrantes do governo, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na 5ª feira (28.ago), operações da Polícia Federal, da Receita e de autoridades estaduais desbarataram um megaesquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) nos setores de combustíveis e financeiro. Os integrantes do governo destacaram que a facção criminosa aproveitou a ausência de regulação das fintechs para lavar dinheiro.

O governo havia tentado regular as fintechs em janeiro, mas um vídeo de Nikolas com críticas à medida viralizou, com mais de 300 milhões de visualizações. Pressionado pelo alcance do vídeo e por uma campanha de desinformação segundo a qual o governo estava tentando “taxar o Pix”, Lula recuou da regulação. Depois da megaoperação de 5ª feira (28.ago), a Receita reeditou as normas para fiscalizar as fintechs.

Na 6ª feira (29.ago), Lula associou as “fake news” de janeiro à derrubada de regras que davam mais transparência às informações financeiras das fintechs. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o presidente disse o seguinte: “Um deputado que fez campanha contra as mudanças que a Receita Federal propôs”. E completou: “Agora está provado que o que ele estava fazendo era defender o crime organizado”. Nikolas disse que vai processar o presidente por difamação.



Autor Poder360 ·



Ronaldo Caiado fez palestra sobre “Equilíbrio fiscal e desenvolvimento econômico” (Foto: Filipe Scotti, Fiesc)

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), em palestra nesta sexta-feira na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) disse que se estivesse no Senado, teria votado a favor da taxação dos importados no valor de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. Justificou dizendo que o empresário brasileiro precisa de condições isonômicas para competir.

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– Como disse o Paulo Guedes: sou liberal, mas não sou otário. Eu sou liberal para dar expansão para o meu empresariado. Mas eu não posso pedir para ele competir com um poderio que não tem regras trabalhistas, não tem horário e turno de trabalho, a China. De repente vou competir com eles? Vai melhorar a renda? Como? Vai fechar milhares de indústrias aqui? Se eu estivesse no Senado, eu votaria a favor da taxação de todo e qualquer produto que entra no Brasil e que venha a fazer concorrência desleal e predatória no meu mercado – disse Caiado.

O político também falou sobre como arrumou as contas de Goiás no primeiro mandato e no atual, que está exercendo. Disse que fez acordo político para conseguir começar a gastar somente o que o estado arrecadava e que fez uma reforma administrativa. As medidas permitiram elevar a receita em 36% entre 2018 e 2023 enquanto as despesas, nesse período caíram.

Segundo ele, por ser um estado com economia agropecuária, Goiás tem a sua maior receita vinda da soja e proteínas. Mas setores industriais como o automotivo (o estado sedia a Caoa e a Mitsubishi) e de medicamentos também colaboram cada vez mais. O governador contou que está dando atenção maior à educação, com foco no desenvolvimento econômico.

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– Eu tenho investido mais em talento, inovação, em buscar pessoas capazes de ser mais criativas para ver se a gente consegue tirar o Brasil do atraso e melhorar a condição internacional do país – afirmou ele.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar (E) com os governdores Ronaldo Caiado e Jorginho Mello (Foto: Filipe Scotti, Fiesc)

Antes de falar ao público composto por empresários e políticos de todo o Estado, Caiado ouviu o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) e o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, que falaram sobre o momento da economia de SC.

– Recebemos o governador de Goiás com orgulho e para mostrar a força do nosso estado. Um estado pequeno, mas que se destaca na indústria, comércio, turismo, segurança pública e outras áreas importantes. Esse momento de troca de experiências é muito importante para o desenvolvimento dos nossos estados e do país – disse o governador de SC, Jorginho Mello.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, também falou sobre a importância da troca de experiências e destacou o avanço gradual de Goiás no setor industrial.

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– Ronaldo Caiado tem uma grande experiência parlamentar e governa um dos estados mais importantes do Brasil. Tem feito uma gestão que tem sido elogiada pelos goianos. Fizemos questão de mostrar os dados de Santa Catarina, que está muito bem. Essas trocas de informações são importantes para os dois estados – comentou Aguiar.  

Entre os políticos de SC que foram colegas de Caiado no Congresso Nacional e acompanharam a palestra estavam o ex-governador e ex-senador Jorge Bornhausen, o secretário de Estado da Agricultura, Valdir Colatto, Ângela Amin, Odacir Zonta e Paulinho Bornhausen.  

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