Organização questiona projeto aprovado em 1º turno pela Câmara de São Paulo que veta menores de 18 anos em eventos da comunidade
A organização da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo afirmou neste domingo (7.jun.2026) que tentativas de restringir a participação de jovens e retirar o evento das vias públicas são um ataque à liberdade de expressão, ao direito de ocupação da cidade e à diversidade da sociedade brasileira.
Em manifestação enviada à imprensa, a organização disse que a Parada “enfrenta quem tenta derrubá-la desde a primeira edição” e avaliou esse movimento como parte de “uma onda conservadora que busca promover o retrocesso de direitos conquistados”.
A nota foi divulgada no dia da 30ª edição da Parada, realizada na avenida Paulista, em São Paulo. O evento tem como tema “30 anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma” e busca relacionar mobilização nas ruas, participação política e defesa de direitos da população LGBTQIA+.
O evento confirmou nomes da esquerda para discursar, como Guilherme Boulos (Psol-SP), ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e as deputadas federais Erika Hilton (Psol-SP) e Sâmia Bomfim (Psol-SP).
PROJETO NA CÂMARA
A manifestação cita a tentativa de restringir a presença de jovens e retirar o evento das vias públicas. O tema ganhou força depois que a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em 1º turno, em 20 de maio, o PL 50 de 2025, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil). Leia a íntegra (PDF — 80 kB).
O texto impede a participação de crianças e adolescentes em eventos públicos ou privados que “façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+”, especialmente a Parada do Orgulho LGBTQIA+, mesmo com autorização dos responsáveis. A proposta também veda a ocupação e a interdição de vias públicas para a realização desses eventos.
Para virar lei, o projeto ainda precisa ser aprovado em 2º turno pela Câmara e depois seguir para sanção ou veto do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
PARADA REAGE A RESTRIÇÕES
Na nota, os organizadores afirmaram que a rua é “o espaço legítimo de manifestação” e que a educação para a diversidade deve incluir todas as gerações.
A organização também disse que a Parada é um espaço de encontro entre “festa e cidadania” e que a imagem que prevalece neste domingo é a de “milhões de pessoas ocupando a cidade com cores, música, afeto e respeito”.
Advogados ouvidos pela Agência Brasil classificaram o projeto como inconstitucional. Segundo a publicação, o advogado Ariel de Castro Alves, membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB (Organização dos Advogados do Brasil), disse que a proposta viola direitos como igualdade, liberdade de expressão, reunião, cultura e exercício da cidadania.
Azzam Al-Hayya morreu enquanto pai, Khalil, participa de conversas sobre cessar-fogo no Cairo
Um ataque aéreo de Israel matou o filho do principal negociador do Hamas nas conversas mediadas pelos Estados Unidos sobre o futuro da Faixa de Gaza. A informação foi divulgada por um alto funcionário do grupo palestino na 5ª feira (7.mai.2026).
A morte ocorre no momento em que líderes do Hamas realizam conversas no Cairo (Egito) com o objetivo de manter o cessar-fogo com os israelenses.
Segundo Basim Naim, integrante do alto escalão do grupo, Azzam Al-Hayya não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio israelense na noite de 4ª feira (6.mai). Esse é o 4º filho do negociador Khalil Al-Hayya a morrer em ofensivas militares. O Exército de Israel não comentou sobre a operação.
OUTROS FILHOS MORTOS
Khalil Al-Hayya, que tem 7 filhos, sobreviveu a múltiplas tentativas de assassinato. Em 2025, um ataque contra a liderança do Hamas em Doha, no Catar, matou outro filho dele. As forças de segurança de Israel também mataram 2 filhos do líder palestino durante operações contra a Faixa de Gaza realizadas nos anos de 2008 e 2014.
Em entrevista à rede de televisão Al Jazeera, na 4ª feira (6.mai), antes do anúncio da morte de Azzam, Khalil Al-Hayya acusou o governo de Israel de tentar minar os esforços dos mediadores. O negociador avaliou que a ofensiva prejudica o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza, projeto supervisionado pelo chamado Conselho de Paz.
“Esses ataques e violações sionistas indicam claramente que a ocupação não quer respeitar o cessar-fogo ou a 1ª fase [do acordo]”, declarou o representante do Hamas.
PLANO PARA GAZA
As operações violentas ocorrem no momento em que representantes do Hamas mantêm conversas com mediadores regionais e com Nickolay Mladenov, enviado principal do Conselho da Paz, no Cairo. O objetivo dos encontros é impulsionar a 2ª fase do plano de Trump para o território.
O projeto, que Israel e Hamas concordaram em outubro de 2025, prevê a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza e o início da reconstrução da infraestrutura local assim que o grupo extremista depuser as suas armas.
O desarmamento do Hamas, contudo, é um ponto de discordância nas conversas para implementar as medidas e consolidar o cessar-fogo, que interrompeu 2 anos de guerra declarada na região.
Um representante do grupo palestino disse à agência de notícias Reuters, na 4ª feira (6.mai), que a organização avisou a Mladenov que não participará de negociações sobre a 2ª fase do plano antes que Israel cumpra as obrigações da 1ª etapa, o que inclui a suspensão completa dos ataques.
Segundo médicos locais, pelo menos 830 palestinos morreram desde que o acordo de cessar-fogo entrou em vigor. Israel diz que militantes mataram 4 de seus soldados durante o mesmo período.
Republicano afirmou que militares iranianos não têm mais defesa aérea ou marítima; país persa busca sucessor de Ali Khamenei, morto em ataque no sábado (28.fev)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano) disse nesta 3ª feira (3.mar.2026) que os ataques realizados por seu governo em parceria com Israel destruíram “praticamente tudo” no Irã. O republicano anunciou que uma nova onda de ataques será realizada “em breve”. As declarações foram feitas a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, após reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz (CDU, direita).
Trump afirmou que as operações militares norte-americanas destruíram a capacidade de defesa aérea e marítima do Irã: “Eles não têm mais uma Marinha. Ela foi destruída. Eles não têm mais uma Força Aérea. Ela foi destruída”, disse o presidente.
Acrescentou que “hoje houve outro ataque à nova liderança. O pior cenário é que alguém tão ruim quanto o anterior assuma o poder. Gostaríamos de ver alguém lá que seja melhor”, afirmou o republicano em referência à reunião de decisão dos sucessores de Ali Khamenei, que morreu no sábado (28.fev).
Trump também disse que o governo iraniano de atinge alvos civis. “O Irã está atacando países que não têm nada a ver com o que está acontecendo. Está atingindo apenas instalações civis”, declarou.
Apoio alemão à operação
Ao lado de Merz, Trump afirmou a repórteres que os 2 líderes conversariam sobre a guerra. Acrescentou que o premiê alemão “tem ajudado” ao permitir que forças norte-americanas desembarquem em “certas áreas”.
“Eles estão nos permitindo desembarcar em certas áreas, e nós agradecemos, e eles estão apenas nos deixando confortáveis. Não estamos pedindo que eles enviem tropas terrestres”, declarou.
A reunião entre Trump e Merz tinha como principal pauta o comércio, mas foi ofuscada pelo conflito no Oriente Médio.
Suspensão de acordos comerciais com a Espanha
O presidente dos EUA também anunciou o rompimento de todas as relações comerciais com a Espanha. A ruptura foi motivada pela recusa espanhola em permitir que os EUA utilizassem instalações militares localizadas na Espanha para realizar ataques ao Irã.
Trump considerou a atitude do governo espanhol inadequada no contexto das operações militares norte-americanas no Oriente Médio.
Ao menos 1 pessoa morreu; ministro ucraniano disse que Putin atacou “cinicamente” durante negociações de paz em Abu Dhabi
Um ataque da Rússia na capital da Ucrânia, Kiev, deixou ao menos 1 morto e 23 feridos na madrugada deste sábado (24.jan.2026). Segundo a agência Reuters, o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, disse que cerca de 6.000 prédios estão sem aquecimento. A temperatura em Kiev era de -12 °C na manhã deste sábado.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou na rede social X que o presidente russo, Vladimir Putin (independente, esquerda), ordenou “cinicamente” um ataque maciço com mísseis contra o país enquanto delegações se reuniam para negociações de paz em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
“Esforços de paz? Reunião trilateral nos Emirados Árabes Unidos? Diplomacia? Para os ucranianos, esta foi mais uma noite de terror russo. Cinicamente, Putin ordenou um ataque brutal e massivo com mísseis contra a Ucrânia enquanto delegações se reuniam em Abu Dhabi para avançar no processo de paz liderado pelos Estados Unidos. Seus mísseis atingiram não apenas o nosso povo, mas também a mesa de negociações”, declarou o ministro ucraniano.
“Este ataque bárbaro prova mais uma vez que o lugar de Putin não é na mesa de negociações de paz, mas sim no banco dos réus do tribunal especial”, acrescentou.
As forças armadas ucranianas informaram que a Rússia lançou 375 drones e 21 mísseis nos ataques, que visaram a infraestrutura energética, deixando grande parte da capital sem energia elétrica e aquecimento. Na cidade de Kharkiv, 19 pessoas ficaram feridas.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), publicou algumas imagens no X de equipes de resgate depois dos bombardeios. “Cada ataque russo contra nossa infraestrutura energética demonstra que não pode haver atrasos no fornecimento de sistemas de defesa aérea. Não podemos ignorar esses ataques; eles devem ser respondidos com firmeza”, declarou Zelensky.
Assista ao vídeo divulgado pelo presidente ucraniano (16s):
Overnight, Russia carried out a massive attack on our regions, launching over 370 attack drones and 21 missiles of various types. Kyiv and the region, as well as the Sumy, Kharkiv, and Chernihiv regions, were targeted. In Kharkiv, a maternity hospital, a dormitory housing… pic.twitter.com/K0TQNNvu4T
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) January 24, 2026
Na 6ª feira (23.jan), Estados Unidos, Ucrânia e Rússia iniciaram a 1ª reunião trilateral para negociar o fim da guerra da Ucrânia, que está prestes a completar 4 anos. A cúpula em Abu Dhabi estava programada para ir até este sábado (24.jan).
A iniciativa se dá no momento em que a Casa Branca intensifica uma ofensiva diplomática para tentar encerrar o conflito. Enviados do presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), vêm se deslocando entre Moscou e Kiev em ritmo acelerado, numa tentativa de construir um acordo de paz. O presidente norte-americano disse que Putin e Zelensky seriam “estúpidos” se não chegassem a um entendimento.
Leia mais:
Presidente dos EUA diz que ação não é apropriada neste momento; Kremlin fala em drones e Kiev nega acusação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta 2ª feira (29.dez.2025) que ouviu do presidente da Rússia, Vladimir Putin, o relato de uma suposta tentativa ucraniana de ataque a uma residência do líder russo no norte do país.
Trump disse que uma ação desse tipo não é apropriada neste momento, quando há negociações para encerrar a guerra, que já dura 3 anos. O governo ucraniano nega a acusação.
“Não gosto disso. Não é bom. Fiquei sabendo disso hoje pelo presidente Putin. Fiquei muito irritado com isso”, disse Trump.
Segundo o presidente norte-americano, o episódio ocorre em um momento sensível das conversas diplomáticas. “Não é o momento certo. Uma coisa é conduzir ações ofensivas no campo de batalha; outra é atacar a residência de um chefe de Estado”, declarou.
Questionado sobre a existência de provas do suposto ataque, Trump disse que ainda não havia confirmação independente. “Vamos descobrir”, afirmou.
SUPOSTO ATAQUE
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou a Ucrânia de tentar atingir, com drones, uma das residências de Putin na região de Novgorod, entre Moscou e São Petersburgo. Segundo ele, a ação teria sido registrada de domingo (28.dez) a 2ª feira (29.dez.2025).
Lavrov afirmou que 91 drones de longo alcance teriam sido utilizados e que não houve danos nem vítimas. O ministro não informou se Putin estava no local no momento do suposto ataque. Disse ainda que o episódio pode influenciar a posição do Kremlin nas negociações de um acordo de paz.
Autoridades russas declararam que alvos para possíveis ações de retaliação já foram definidos. “Esses atos não ficarão sem resposta”, disse o Kremlin em comunicado.
O conselheiro de Política Externa do Kremlin, Yuri Ushakov, informou que Putin telefonou a Trump para relatar as supostas ofensivas ucranianas. Segundo Ushakov, o presidente norte-americano reagiu com indignação à informação.
KIEV NEGA
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), negou envolvimento no episódio e rejeitou as acusações feitas por Moscou. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a Rússia “continua inventando pretextos” e que o foco deveria ser o fim da guerra.
“Putin precisa aceitar que chegou o momento de encerrar o conflito, os ataques e o derramamento de sangue”, escreveu Zelensky. Também agradeceu aos Estados Unidos, à Alemanha e a outros países europeus pelo apoio diplomático.
Trump e Zelensky reuniram-se no domingo (28.dez) na Flórida (EUA) para tratar das negociações de paz. Antes do encontro, o presidente norte-americano afirmou ter tido uma “conversa produtiva” por telefone com Putin. A declaração sobre o suposto ataque foi feita um dia depois da reunião.
Atiradores abriram fogo durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah, neste domingo (14), na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália. O ataque resultou na morte de 11 pessoas e deixou ao menos 11 feridos, entre eles dois policiais. Um dos suspeitos morreu no local e outro foi detido em estado crítico. As autoridades investigam a possível participação de um terceiro envolvido.
Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, 29 pessoas foram encaminhadas a hospitais da capital australiana após o ataque. O estado de saúde das vítimas é considerado grave. O comissário da polícia estadual, Mal Lanyon, classificou o episódio como um “incidente terrorista” e afirmou que a motivação do crime está sendo apurada pelas forças de segurança e inteligência.
“O ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney no primeiro dia do Hanukkah”, declarou o primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, durante coletiva de imprensa. Entre as vítimas fatais está um cidadão israelense.
Ato heroico
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um dos atiradores foi desarmado por um civil, que avançou sozinho contra o agressor após os disparos. O homem, de 43 anos, foi atingido no braço e na mão, mas se recupera bem no hospital, segundo informações publicadas pela imprensa local. “É a cena mais inacreditável que já vi”, afirmou Minns, ao destacar a atitude do civil que ajudou a conter o ataque.
A polícia informou ainda que um objeto suspeito, possivelmente um artefato explosivo, foi localizado dentro de um veículo próximo à praia. A área foi isolada para atuação de equipes especializadas, que seguem analisando outros itens encontrados nas imediações.
O diretor-geral da agência de inteligência australiana (ASIO), Mike Burgess, afirmou que o órgão avalia se há risco de novas ações semelhantes. “Neste momento, não há indicação concreta de outras ameaças, mas a investigação segue ativa”, disse. Segundo ele, o nível de ameaça terrorista no país permanece classificado como “provável”.
Autoridades australianas e líderes internacionais se manifestaram em repúdio ao ataque. O primeiro-ministro Anthony Albanese classificou as imagens como “angustiantes e chocantes” e afirmou que as forças de segurança atuaram para salvar vidas. A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, declarou que “o terrorismo, o antissemitismo, a violência e o ódio não têm lugar na Austrália”.
O episódio também gerou reações internacionais. O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu o ataque como “hediondo e mortal”. Os Estados Unidos condenaram o atentado, assim como autoridades de Israel. No Brasil, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou nota de solidariedade à comunidade judaica australiana.
Não há vítimas brasileiras
O Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.
Raros no país, ataques a tiros em massa reacendem o debate sobre segurança e extremismo na Austrália. Desde o massacre de Port Arthur, em 1996, que levou ao endurecimento das leis de controle de armas, episódios dessa natureza se tornaram exceção. O ataque em Bondi, no entanto, amplia o alerta das autoridades para ameaças motivadas por ódio religioso e terrorismo em espaços públicos.
Diversos políticos e organizações civis prestaram solidariedade às vítimas de um ataque a tiros registrado em Sydney neste domingo (14.dez)
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) e organizações ligadas à religião judaica lamentaram o ataque a tiros que vitimou 12 pessoas neste domingo (14.dez.2025) na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália.
O ataque foi realizado durante um evento judaico que celebrava o Hanukkah, a Festa das Luzes. Simboliza um festival de luz, dedicação e esperança, lembrando a luta dos “poucos contra os muitos” e a perseverança do povo judeu em manter sua identidade e crenças.
De origem judaica, o presidente do Senado classificou o ataque como “inaceitável” e fruto de um “terrorismo motivado pelo antissemitismo”. Leia a íntegra da nota (PDF – 29 kB).
“Trata-se de um ato cruel, movido pelo ódio e pelo antissemitismo, que atinge não apenas a comunidade judaica da Austrália, mas fere valores fundamentais como a vida, a liberdade religiosa e a convivência pacífica”, escreveu.
A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro associou o episódio em Sydney a casos de ódio semelhantes ao atentado contra o influenciador de extrema-direita Charlie Kirk –assassinado durante um evento nos EUA– e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A consequência dessa lavagem cerebral comunista é sempre a morte de inocentes”, afirmou Michelle em nota divulgada em seu perfil no Instagram. Leia a íntegra (PDF – 29 kB).
Federações ligadas à religião judaica, como a Conib (Confederação Israelita do Brasil), Fierj (Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro) e a Fiesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo) também condenaram o ataque e prestaram solidariedade às famílias das vítimas.
Eis as íntegras das notas:
O ataque
De acordo com a polícia do Estado de Nova Gales do Sul, 2 homens armados abriram fogo contra participantes do “Hanukkah by the Sea” (Hanukkah à Beira-Mar). Segundo a BBC, entre os mortos está 1 dos atiradores. O 2º suspeito foi detido e está em estado crítico.
Ainda segundo a polícia, 29 pessoas foram levadas para o hospital depois do episódio, incluindo uma criança. As autoridades australianas investigam a motivação do crime e examinam itens suspeitos encontrados nas proximidades, que podem fornecer mais informações sobre as razões do incidente.
Testemunhas relataram ter visto 2 homens de preto, posicionados em uma ponte, atirando contra a multidão que participava da celebração judaica.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra 1 homem desarmado enfrentando 1 dos suspeitos e tomando sua arma. O premiê de Nova Gales do Sul, Chris Minns (Partido Trabalhista Australiano, centro-esquerda), elogiou a coragem desse homem. “Ele é um genuíno herói. Eu não tenho nenhuma dúvida de que, se há muitas pessoas vivas nesta noite, foi graças à sua coragem”, afirmou, de acordo com a BBC.
A emissora ABC (Australian Broadcasting Corporation) informou que o evento judaico tinha acabado de começar quando os tiros foram disparados.
Bondi Beach, uma das praias mais famosas da Austrália, é conhecida por ser fortemente policiada e raramente registra episódios de violência armada.
Secretário de Trump diz que operação visava à embarcação de “Organização Terrorista Designada” que traficava drogas
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que forças militares norte-americanas realizaram mais um ataque contra uma embarcação no Caribe por suspeita de tráfico de drogas.
Segundo Hegseth, a operação foi realizada na 5ª feira (6.nov.2025) em águas internacionais no mar do Caribe e resultou na morte de 3 pessoas. Disse que o barco era operado por uma “Organização Terrorista Designada”.
Desde setembro, mais de 60 pessoas foram mortas em ataques a pelo menos 18 embarcações –17 barcos e 1 semissubmersível– no mar do Caribe e no oceano Pacífico.
Hegseth divulgou a informação por meio de publicação na plataforma X. “A todos os narcoterroristas que ameaçam nossa terra: se vocês querem ficar vivos, parem de traficar drogas. Se vocês continuarem traficando drogas mortais –vamos matar vocês”, escreveu.
O governo não deu detalhes sobre as evidências de que os tripulantes traficavam entorpecentes. Também não informou a qual organização pertenciam.
O secretário de Guerra publicou junto à mensagem um vídeo de 20 segundos do momento em que um projétil explode durante a operação. As imagens foram classificadas como não sigilosas.
Assista ao vídeo (20s):
As we’ve said before, vessel strikes on narco-terrorists will continue until their the poisoning of the American people stops.
Today, at the direction of President Trump, the Department of War carried out a lethal kinetic strike on a vessel operated by a Designated Terrorist… pic.twitter.com/gQF9LpSjqD
— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) November 7, 2025
As identidades e as nacionalidades das pessoas mortas no ataque não foram divulgadas até o momento.
Na 6ª feira passada (31.out), a ONU (Organização das Nações Unidas) pediu que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), interrompa os ataques contra as embarcações suspeitas de tráfico de drogas. Volker Türk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, classificou as ações como “execuções extrajudiciais”.
De acordo com Hegseth, a operação de 5ª feira (6.nov) foi ordenada pelo presidente Trump ao Pentágono.
Apesar de uma ordem executiva de Trump ter alterado o nome do Departamento de Defesa para Departamento de Guerra –e apesar de Hegseth autodenominar-se secretário de Guerra– esse tipo de mudança ainda precisa ser aprovada pelo Congresso dos EUA.
Ataque a tiros atingiu estudantes no pátio de escola em Sobral; outros 3 ficaram feridos e suspeitos fugiram de moto
Vídeos registraram o momento dos tiros contra alunos da escola estadual Luiz Felipe, no bairro Campos Velhos, em Sobral (CE). O episódio na manhã desta 5ª feira (25.set.2025) deixou 2 mortos e 3 feridos. As vítimas foram identificadas como Vitor Guilherme (VG) e Cláudio.
O ataque se deu durante o intervalo, no pátio e nos corredores do colégio. Segundo a SSPDS-CE (Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social), os disparos foram feitos por pessoas que estavam na calçada da instituição. A motivação do crime ainda não foi esclarecida.
Em um dos vídeos, é possível ver os suspeitos chegando de moto, correndo até a escola e disparando contra os alunos. Em seguida, retornaram à moto e fugiram do local.
Assista:
🚨 Tiros em 3scola no Sobral deixam cinco alun0s baleados e dois morreram
Os 3studantes mortos estavam no pátio da 3scola quando foram baleados nesta quinta (25). Criminosos fizeram os disparos da calçada da 3scola. pic.twitter.com/k9dvI5WCp9
— Diego mello (@hdiegorj) September 25, 2025
Durante a ocorrência, as forças de segurança apreenderam uma quantidade de droga, balança de precisão e embalagens. Os 3 alunos feridos foram socorridos pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhados a unidades de saúde. O estado de saúde deles não foi divulgado.
A escola estadual Luiz Felipe atende mais de 1.100 alunos do ensino médio e conta com 54 professores, segundo o Censo Escolar 2024. A SSPDS-CE informou que todos os esforços das forças de segurança estão sendo empregados para localizar e capturar os responsáveis pelo ataque.
Leia a íntegra da nota da SSPDS-CE:
“A SSPDS-CE (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará) informa que todos os esforços das Forças de Segurança estão sendo empregados neste momento para localizar e capturar os envolvidos nas mortes de 2 adolescentes, ainda não identificados formalmente, registradas, na manhã desta 5ª feira (25.set.2025), em uma escola no município de Sobral, na Área Integrada de Segurança 14 (AIS 14) do Estado.
“Outras 3 vítimas, ainda não identificadas formalmente, também foram lesionadas por disparos de arma de fogo e socorridas para unidades de saúde da região. Os suspeitos efetuaram os disparos de arma de fogo pela calçada da escola, atingindo as vítimas no estacionamento da instituição.
“Na ocorrência, uma quantidade de droga, balança de precisão e embalagens foram apreendidas com uma das vítimas. Equipes da PM-CE (Polícia Militar do Ceará), da PC-CE (Polícia Civil do Estado do Ceará) e da Pefoce (Perícia Forense do Estado do Ceará) foram acionadas e estão no local realizando os primeiros levantamentos sobre o fato que está em andamento.
“A 1ª Delegacia de Polícia Civil de Sobral, com o apoio do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Norte (DPJI-Norte) atuam na investigação do caso. A SSPDS ressalta que a região recebeu reforço de policiamento ostensivo da PMCE.”
Leia mais:
Sinqia diz que recuperou parte de R$ 710 mi desviados em ataque hacker
Lidiane 2 de setembro de 2025
Investigação revelou que transações via Pix não autorizadas foram processadas usando credenciais legítimas de fornecedores de TI da empresa
A Sinqia Digital informou nesta 3ª feira (2.set.2025) que avalia que o valor desviado de instituições financeiras alvo de ataque hacker no sistema Pix soma R$ 710 milhões. Segundo a empresa, parte do valor foi recuperado. As autoridades conseguiram assegurar R$ 366 milhões em um primeiro momento.
O ataque ocorreu em 29 de agosto e afetou duas instituições financeiras clientes no Brasil: o HSBC Brasil e a Artta, uma sociedade de crédito. Segundo a companhia, as transações irregulares foram realizadas por meio da exploração de credenciais legítimas de fornecedores de TI. A Sinqia afirma que encerrou o acesso dessas credenciais e que não há indícios de comprometimento de dados pessoais.
A empresa informou que suspendeu imediatamente as operações e contratou especialistas em cibersegurança para investigar o incidente. Informa também que trabalha para retomar a operação no SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) e no Pix.
De acordo com a Sinqia, o incidente ficou restrito ao ambiente Pix da companhia e não afetou outros sistemas.
O ataque cibernético atingiu exclusivamente o ambiente Pix da empresa no Brasil. Nenhum outro sistema da companhia apresentou atividades suspeitas, conforme informado pela própria Sinqia. A empresa foi desligada do sistema de acesso do Banco Central depois da detecção das operações atípicas por volta das 15h30 daquele dia, e não há previsão de retorno ao funcionamento.
De acordo com a empresa, o volume desviado não afetou os clientes bancários, mas sim as contas reservas, que são mantidas pelas instituições financeiras junto ao BC para liquidar operações no SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro). Essas contas registram a entrada e saída de recursos das instituições autorizadas a operar e são fundamentais para o funcionamento do Pix, transações bancárias (TED) e outras operações.
A empresa trabalha para obter autorização e retomar suas operações no SPB e do Pix. A Sinqia mantém colaboração com especialistas externos para solucionar completamente o incidente. “Depois que o ambiente for reconstruído e estivermos confiantes de que está pronto para ser colocado de volta em funcionamento, o Banco Central irá revisá-lo e aprová-lo antes de colocá-lo novamente online”, informou a empresa.
Segundo a Sinqia, não há evidências de que dados pessoais tenham sido comprometidos durante o ataque. Detalhes adicionais sobre o caso estão disponíveis no Relatório sobre o Formulário 8-K arquivado pela Sinqia na Comissão de Valores Mobiliários dos EUA na 2ª feira (02.set.2025).
O QUE DISSE O HSBC
O banco britânico disse que identificou transações financeiras via Pix em uma conta de um provedor do banco, mas que “nenhuma conta dos clientes ou fundos foram impactados” por elas terem ocorrido exclusivamente no sistema desse provedor.
“O banco esclarece ainda que medidas foram tomadas para bloquear essas transações no ambiente do provedor. O HSBC reafirma o compromisso com a segurança de dados e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”, disse em nota.
O QUE DISSE A ARTTA
A sociedade de crédito disse que teve reunião no domingo (31.ago.2025) com o Banco Central, a Sinqia e o HSBC para tratar do tema. Durante o encontro, foi apresentado o planejamento da Sinqia para a retomada dos serviços.
“Existe a previsão de retomada parcial ou total das operações ainda hoje. Assim que tivermos uma posição oficial ou nova atualização, comunicaremos imediatamente a todos”, disse a nota.
A Artta disse que tem compromisso com a transparência e com a segurança dos recursos dos clientes.


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