Produção deve crescer 11% e atingir 172 milhões de toneladas; milho também deve ter desempenho recorde
Projeção divulgada na 2ª feira (26.mai.2025) pela consultoria Datagro indica um crescimento de 11% na safra de soja de 2024/2025. A expectativa é de 172 milhões de toneladas colhidas, volume superior à estimativa anterior de 171,2 milhões de toneladas publicada em abril. Trata-se do melhor desempenho em 20 anos.
O crescimento se baseia na expansão de 4% da área plantada, que passou de 46,2 para 48 milhões de hectares, e no aumento de 7% na produtividade média, projetada em 3.585 kg por hectare. Condições climáticas favoráveis impulsionaram os números, apesar de perdas no Mato Grosso do Sul, no Paraná e no Rio Grande do Sul.
Segundo o levantamento da Datagro, a soja brasileira apresentará um superávit de 576 mil toneladas entre produção e consumo interno, o primeiro balanço positivo após cinco anos. O volume é considerado pequeno quando comparado aos excedentes registrados em safras anteriores: 1,1 milhão de toneladas em 2019/2020, 1,2 milhão em 2017/2018 e 2,7 milhões em 2016/2017.
O Brasil processará internamente 57,5 milhões de toneladas de soja, um aumento de 3% em relação ao ciclo 2023/2024. As exportações devem crescer 11%, alcançando 111 milhões de toneladas embarcadas.
Dados do milho
Para o milho, a Datagro estima produção total de 132,7 milhões de toneladas, crescimento de 8,7% sobre a safra anterior e de 0,7% em relação à projeção de abril. O milho de verão deve atingir 25,2 milhões de toneladas, um aumento de 2%, mesmo com redução de 7% na área plantada. O resultado se deve ao ganho de 9% na produtividade, que passou de 6.038 kg/hectare para 6.608 kg/hectare.
O milho de inverno, responsável por 81% da produção nacional, deve alcançar 107,5 milhões de toneladas, próximo ao recorde histórico de 108,6 milhões registrado na safra 2022/2023. A produtividade média chegará a 5.957 kg/hectare, o maior índice dos últimos 20 anos, superando em 7% o resultado da safra anterior.
A área cultivada com milho de inverno foi calculada em 18 milhões de hectares, um aumento de 4%. A valorização do cereal no último trimestre de 2024 incentivou esse crescimento, apesar dos desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior.
A demanda pelo produto no Brasil superará a produção em 2,3 milhões de toneladas, configurando o 5º déficit consecutivo no abastecimento do cereal no país. A diferença será menor do que a registrada em 2023/2024, quando o déficit atingiu 4,8 milhões de toneladas.
Estudo do Todos pela Educação e do Iede mostra que a diferença entre a porcentagem de estudantes com ensino adequado de português e matemática nos 2 grupos aumentou de 2013 a 2023
A desigualdade na aprendizagem entre estudantes brancos e amarelos e negros e indígenas no Brasil cresceu em 10 anos. Um estudo do Todos Pela Educação e do Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), divulgado nesta 2ª feira (28.abr.2025), mostra que a diferença percentual entre os alunos considerados com ensino adequado para a etapa educacional dos 2 grupos se aprofundou de 2013 a 2023.
Os dados consideram o desempenho de alunos de 5º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio, matriculados na rede pública, para as disciplinas de língua portuguesa e matemática. O levantamento tem como base os resultados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). Eis a íntegra (PDF – 9 MB).
Apesar do aumento na desigualdade, ambos os grupos registraram alta nos percentuais gerais de estudantes com ensino considerado adequado no 5º e 9º anos do ensino fundamental e em português no 3º ano do ensino médio. Só em matemática, no 3º ano do ensino médio, houve um leve recuo dessa taxa.
A defasagem entre os estudantes brancos e negros com ensino considerado adequado é mais acentuada entre os que cursam o 9º ano do ensino fundamental:
- língua portuguesa – em 2013, 30,7% dos estudantes brancos e amarelos alcançaram o nível adequado em língua portuguesa, enquanto entre estudantes pretos, pardos e indígenas o resultado foi de 21,1% –uma diferença de 9,6 pontos percentuais. Em 2023, os resultados subiram para 45,6% e 31,5%, respectivamente, e a diferença saltou para 14,1 pontos percentuais.
- matemática – em 2013, 15,7% dos estudantes brancos e amarelos alcançaram o nível adequado em matemática, enquanto entre estudantes pretos, pardos e indígenas o resultado foi de 9,5% –uma diferença de 6,2 pontos percentuais. Em 2023, os resultados subiram para 22,3% e 13,7%, respectivamente, e a diferença saltou para 8,6 pontos percentuais.
No 5º ano do ensino fundamental, a diferença entre os grupos foi de 7,9 pontos percentuais para 8,2 pontos percentuais em língua portuguesa; e de 8,6 pontos percentuais para 9,5 pontos percentuais em matemática.

Já no 3º ano do ensino médio, os resultados para o aprendizado de português repetem o padrão registrado nas outras fases da educação básica. Houve um aumento no percentual de estudantes com ensino adequado e um aprofundamento da desigualdade.
No ensino de matemática, porém, houve um leve recuo na desigualdade entre os 2 grupos raciais de 4,4 pontos percentuais para 3,9 pontos percentuais. Há ainda que se considerar que nesse estrato também houve um recuo no percentual de estudantes com nível de aprendizado considerado adequado.

O diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa, avalia que o cenário ainda é “bastante crítico” para a educação básica. Segundo ele, “o olhar para a equidade é central. É inadmissível que o país não tenha conseguido, em uma década, reduzir as enormes diferenças de aprendizagem entre estudantes de diferentes grupos raciais e socioeconômicos”.
NÍVEL DE APRENDIZAGEM POR ESTADO
O estudo também fez recortes dos resultados de aprendizagem por Estado. As unidades da Federação que registraram os maiores percentuais de estudantes com aprendizagem considerada adequada para os níveis avaliados em 2023 foram Paraná (5º ano do ensino fundamental), Ceará (9º ano do ensino fundamental) e Espírito Santo (3º ano do ensino médio).
Apesar disso, na comparação com 2019, os Estados que mais evoluíram, isto é, conseguiram aumentar os percentuais de estudantes com nível adequado de aprendizado foram Alagoas (5º e 9º anos do ensino fundamental) e Amapá (3º ano do ensino médio).
Na outra ponta, os Estados que tinham as maiores taxas de estudantes com desempenho abaixo do básico em 2023 eram:
- português – Sergipe (5º ano do ensino fundamental), Roraima (9º ano do ensino fundamental) e Maranhão (3º ano do ensino médio);
- matemática – Pará (5º ano do ensino fundamental), Roraima (9º ano do ensino fundamental) e Maranhão (3º ano do ensino médio).
Terezópolis celebra 33 anos com anúncio de mais de R$ 1,4 milhão em recursos
Lidiane 27 de abril de 2025
A cidade de Terezópolis de Goiás deu início, na noite desta sexta-feira (25/4), às comemorações dos seus 33 anos de emancipação política. O evento de abertura contou com presença do deputado estadual Cairo Salim (PSD), da vereadora por Goiânia Rose Cruvinel (UB) – que representou o deputado estadual Virmondes Cruvinel (UB), seu filho –, além de lideranças locais e vereadores.
Durante a solenidade, os moradores foram surpreendidos com o anúncio da destinação de mais de R$ 1,4 milhão em recursos para o município, fruto de emendas parlamentares dos deputados presentes.
Em entrevista exclusiva ao PORTAL NG, o deputado Cairo Salim destacou sua satisfação em retornar à cidade e reforçou sua parceria com a atual gestão. O parlamentar anunciou o envio de R$ 400 mil em emendas para a área da saúde de Terezópolis.
“Fico feliz em ser parceiro do prefeito Fhelipe e, neste ano, estou enviando R$ 400 mil para a saúde do município. Isso é apenas o começo de uma grande parceria. Vamos trabalhar juntos para modernizar a cidade e melhorar a qualidade de vida da população, contando com a juventude e competência da administração local”, afirmou Salim.
Representando o deputado Virmondes Cruvinel, a vereadora Rose Cruvinel anunciou a destinação de R$ 1 milhão em emenda para apoiar a gestão municipal. Ela destacou a importância de fortalecer os municípios para evitar o êxodo de moradores em busca de oportunidades.
“Sou vereadora em Goiânia, mas estou aqui representando meu filho, deputado estadual, que tem grandes amizades em Terezópolis. Queremos participar dos projetos futuros e, ao ver uma festa tão bonita como essa, percebemos que a mudança que está em curso é necessária”, disse Rose.
O prefeito Fhelipe do Bill (PP) agradeceu o apoio dos parlamentares e comemorou o início das festividades. Em seu discurso, ressaltou a importância da celebração, especialmente neste início de mandato, que completou pouco mais de 100 dias.
“É uma data muito importante para todos nós. Como morador da cidade, fico muito feliz e honrado em poder contribuir para esse momento tão especial da nossa história”, declarou o prefeito.
“Estamos realizando a maior festa de aniversário da história de Terezópolis, com uma estrutura grandiosa, praça de alimentação, apresentações artísticas e culturais para todos os públicos”, acrescentou.

Fhelipe também destacou os planos de ampliar a identidade gastronômica do município.
“Terezópolis é conhecida pelo requeijão, mas queremos ir além. Nosso objetivo é transformar a cidade na referência da gastronomia goiana. Ao longo do ano, pretendemos realizar um grande festival gastronômico para fortalecer o setor e impulsionar a economia local”, completou.
Confira a programação
As festividades de Terezópolis seguem até o dia 28 de abril, com uma programação variada que inclui cultura, esporte, música e gastronomia. Localizada a apenas 17 km de Anápolis e 32 km de Goiânia, a cidade espera receber visitantes de toda a região.
Entre os destaques da programação estão os shows da banda gospel Morada, da dupla Zé Ricardo & Thiago e de Matogrosso & Mathias. A agenda inclui ainda uma volta ciclística, apresentações de talentos locais, tradicional cavalgada e almoço com costela no fogo de chão.
Sexta-feira (25/4): Abertura com o festival gospel “Caça Talentos” e show do grupo Morada;
Sábado (26/4): Volta ciclística, apresentações locais e show com Zé Ricardo & Thiago;
Domingo (27/4): Cavalgada, almoço típico e shows com Júnior Marques e MC Jacaré;
Segunda-feira (28/4): Encerramento com o show de Matogrosso & Mathias.
Durante os quatro dias, haverá também exposições literárias, apresentações culturais e brinquedos para as crianças, garantindo diversão para toda a família. A festa reforça o compromisso da cidade com a valorização da sua cultura e história.
Brasília completa, na próxima segunda-feira, 21, 65 anos. Do centro do Brasil, nascia, há mais de seis décadas, uma cidade sinônimo, sobretudo, de unidade. Juntamente a esta data se renova a memória de um projeto audacioso, idealizado e concretizado em menos de quatro anos. Mais do que a sede dos Três Poderes, Brasília é a materialização de um ideal voltado à tentativa de dar um novo eixo ao Brasil.
A ideia de transferir a capital para o interior só avançou sob o governo de Juscelino Kubitschek, nos anos 1950. Inspirado pelo lema “cinquenta anos em cinco”, JK viu na nova capital um marco do seu projeto desenvolvimentista. A construção de Brasília foi, desde o início, uma operação quase mítica: milhares de pessoas vindas de diferentes cantos do país se uniram sob o sol do Planalto para erguer, em tempo recorde, uma cidade inteira.
Inaugurada em 1960, a nova capital federal dividiu opiniões. Era ao mesmo tempo admirada pela ousadia arquitetônica e criticada por sua aparente frieza urbanística. Com suas superquadras e eixos monumentais, a cidade desafiava o conceito de centro urbano como até então se conhecia. Mas a promessa era outra: criar uma capital que representasse todos os brasileiros, longe dos convencionais centros do poder.
As décadas seguintes projetaram Brasília para além do Plano Piloto. As cidades-satélites, hoje chamadas de regiões administrativas, se tornaram casa para a maioria de seus habitantes. Apesar do avanço demográfico trazido pelos últimos anos, a capital guarda seu simbolismo intacto: é ali que as decisões nacionais são tomadas, e que, apesar dos recortes de turbulência, a democracia pulsa.
Goiás como palco do poder
Há tempos políticos e urbanistas sonhavam com uma capital no coração do Brasil. Não à toa, a transferência da capital do Rio de Janeiro para o Planalto Central pode ser lida como muito mais do que uma decisão administrativa, mas como um projeto de nação. O gesto pretendia interiorizar o desenvolvimento e integrar um país marcado, daquela época aos dias de hoje, por desigualdades regionais. Leia aqui sobre a promessa de JK de construir a capital no interior do Brasil.
Por estes e outros motivos, a Constituição de 1891 já previa a mudança da capital para uma região central do país. Entre as opções estudadas, Goiás se destacou por diferentes razões. O estado ocupa uma posição privilegiada, o que, na visão dos idealizadores do projeto, facilitaria a comunicação e o deslocamento entre as diferentes regiões.
Além disso, ao se instalar no centro do território nacional, a nova capital simbolizaria a unidade federativa. Um outro ponto é que o território goiano apresentava outras características favoráveis, como, por exemplo, uma estrutura geográfica que permitia a construção de uma cidade do zero.
No que diz respeito ao componente político, a história mostra que Goiás era um estado de pouca expressão econômica e populacional, o que facilitava a desapropriação de terras e diminuía o custo político da transferência. Em paralelo, tal instalação em solo goiano sem dúvidas impulsionaria a modernização da região como um todo.
Brasília se traduz, hoje, como mais do que uma cidade com arquitetura singular; é palco de manifestações populares, de embates políticos, de encontros culturais e de outros movimentos característicos, por vezes próprios, do nosso povo. Nesse contexto, no auge dos seus 65 anos, a capital federal continua a desafiar narrativas: não é apenas um projeto de governo, mas uma cidade viva, contraditória, e, ao mesmo tempo, profundamente brasileira.
Por iniciativa do deputado Mauro Rubem, Parlamento rende tributo em comemoração aos 30 anos do Circo Laheto
Lidiane 7 de abril de 2025
O Parlamento goiano celebrou os 30 anos do Circo Laheto com a entrega do Certificado de Mérito Legislativo, em solenidade realizada na manhã de sábado, 5, no Plenário Iris Rezende, por iniciativa do deputado Mauro Rubem (PT).
Para compor a mesa diretiva, o presidente em exercício convidou: o diretor-presidente do Circo Laheto, Valdemir de Souza; a fundadora do Circo Laheto, Seluta Rodrigues; a equipe pedagógica do circo, representada por Marília Lelis, Junio Gustavo de Araújo e Ana Rita Marcelo de Castro; e o mediador em Políticas Públicas pelo Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica do Ministério Público, Eduardo de Carvalho Mota.
Mauro Rubem iniciou a homenagem ressaltando a importância do trabalho das pessoas envolvidas com o circo, citando-as como exemplo, pois, com todas as dificuldades e ações contrárias, ainda resistem. Rubem também citou o programa “Cidade Viva – Circuito de Educação e Arte Popular”. Esse projeto promove arte, cultura e educação em escolas e comunidades de Goiânia, impulsionando a cidadania e a diversidade através de atividades.
A idealização do projeto surgiu em 2021, por iniciativa do então vereador Mauro Rubem, sob a orientação da professora Ana Rita de Castro, também gestora do Circo Laheto. O programa já percorreu diversas regiões de Goiânia. Segundo o deputado, na edição deste ano, pretendem adicionar dois personagens: Zé Gotinha, para incentivar a vacinação; e Saradim, um boneco sindical da área da saúde.
Em seguida, foi apresentada a performance de artistas circenses com o tema “Hoje tem brincadeira”, interpretada pelo professor e autor da música, Alexandre Rocha Sales. Números artísticos abrilhantaram a manhã de sábado.
Convidado a subir à tribuna, Eduardo de Carvalho Mota falou sobre a história do trabalho realizado pelo Circo Laheto nestes 30 anos: “Há 20 anos, confiei meu filho ao circo e à arte-educação desenvolvida naquele espaço. A riqueza do trabalho feito é fruto de uma luta que faz parte da motivação de tantas outras pelo Brasil. A grande sorte foi que Valdemir e Seluta encontraram na arte-educação a linguagem para falar dessa luta, e cravaram raízes aqui em Goiânia”.
Junio Gustavo, arte-educador, foi convidado a contar sua história com o Circo Laheto: “Lembro-me da primeira vez que tive a oportunidade de usar a perna de pau (número utilizado por artistas circenses) e da forma como me receberam. Eu me apaixonei pelo circo e sou grato por isso. Eu precisei sair do circo para dar valor ao espaço que transforma vidas e pessoas”, revelou.
A professora Ana Rita, por sua vez, disse que estes 30 anos mudaram vidas. “O Circo Laheto traz uma demonstração de que essa união é muito importante para a sociedade, pois ela nos humaniza”, pontuou.
Representante da equipe pedagógica do circo, Marília Lelis também fez uso da palavra. “Esse evento é a culminância de uma celebração merecida. É um reconhecimento da importância dessa instituição em nossa cidade, estado e país. Me sinto honrada em representá-lo.” Ela ressaltou a importância do trabalho realizado e pontuou que, além disso, o circo também contribui abrindo o picadeiro para que mestres e doutores possam desenvolver suas pesquisas.
A fundadora Seluta Rodrigues revelou que a iniciativa da criação do circo nasceu da reflexão de querer fazer a diferença para crianças e adolescentes, proporcionando um espaço com oportunidades.
Representando as demais crianças, Keysane Pereira usou a oportunidade para dizer o que o circo representa para ela: “O circo para mim é um lugar onde eu me sinto confortável para me expressar sem usar palavras”.
Por fim, diretor-presidente do Laheto, Valdemir de Souza, agradeceu as parcerias que o circo teve durante sua trajetória. “Se não fosse pelas parcerias e o espírito comunitário, talvez não tivéssemos tantas conquistas”, disse. O diretor Laheto também agradeceu ao deputado e à professora Ana Rita, que são aliados na promoção da cultura popular.
O deputado Mauro Rubem (PT) promoverá, na manhã deste sábado, 5, a partir das 9 horas, uma sessão solene em homenagem aos 30 anos do Circo Laheto, no Plenário Iris Rezende, da Assembleia Legislativa de Goiás.
Na solenidade, serão homenageados com o Certificado de Mérito Legislativo aqueles que contribuíram para a criação, manutenção e crescimento do projeto, incluindo artistas formados no Laheto, profissionais da construção, pequenos comerciantes e o mutirão que ajudou a construir o espaço.
Mauro Rubem destacou a importância do tributo: “Essa é uma oportunidade honrosa de prestigiar toda a comunidade circense: alunos, professores, funcionários da administração, artistas e colaboradores que desenvolvem atividades administrativas e pedagógicas de grande relevância educacional e cultural”.
Para participar da celebração, o deputado convidou as seguintes personalidades para a mesa diretiva: o diretor-presidente do Circo Laheto, Valdemir de Souza; a fundadora do Circo Laheto, Seluta Rodrigues; a equipe pedagógica do circo, representada por Marília Lelis, Junio Gustavo de Araújo e Ana Rita Marcelo de Castro; além do mediador em políticas públicas, Eduardo de Carvalho Mota.
Circo Laheto
Fundado em 1994, o Circo Laheto já impactou diretamente mais de 15 mil crianças, adolescentes e jovens com atividades voltadas ao desenvolvimento social, cultural e humano de pessoas em situação de vulnerabilidade social. As atividades desenvolvidas de forma integrada incluem teatro, dança, leitura, temas transversais e atividades pedagógicas.
As iniciativas do circo social advêm de associações sem fins lucrativos com o objetivo de transformar a vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social. O projeto atende crianças e adolescentes no contraturno escolar, oferecendo números circenses, como malabarismo e acrobacia, entre outros.
Congressistas dizem ser “inaceitável” decisão dos ministros que pretende condenar Débora Rodrigues por pichar “perdeu mané” em estátua
Congressistas de oposição criticaram os votos dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino do STF (Supremo Tribunal Federal) para condenar a 14 anos de prisão a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos por pichar a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça nos atos do 8 de Janeiro.
Na 6ª feira (21.mar.2025), Moraes argumentou que as ações de Débora tinham por objetivo “abolir o Estado Democrático de Direito e depor o governo legitimamente constituído”. Dino seguiu o voto do colega no STF, falta o parecer dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. A votação para decidir a condenação vai até 28 de março, em sessão virtual do plenário.
Em novas publicações no X (ex-Twitter), deputados e senadores da oposição voltaram a criticar o voto dos 2 ministros. Congressistas afirmam ser “desumano” e “absurdo” o parecer de Moraes, chamado de “monstro” e “sujeito sem alma”.
Leia as manifestações
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que a atuação de Moraes e do STF até o momento no caso “não é justiça”.
O ex-presidente Bolsonaro criticou diversas vezes o voto para condenação nos últimos dias. Neste domingo (23.mar), voltou a falar sobre o caso de Débora e pediu aos seguidores que orassem pela cabeleireira e de “tantos outros presos políticos que hoje estão privados de sua liberdade e são tratados injustamente como criminosos”.

Eis abaixo outras reações:




ENTENDA
Débora Rodrigues dos Santos se tornou ré pela 1ª Turma do STF em 9 de agosto de 2024, por unanimidade. O mesmo colegiado, agora, analisa a sua condenação até a 6ª feira (28.mar). A turma é formada por Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
A mulher está presa preventivamente desde 17 de março de 2023, por ordem de Moraes. Tem 2 filhos.
Ela foi detida pela PF (Polícia Federal) na 8ª fase da operação Lesa Pátria, que tinha como alvo os participantes dos atos do 8 de janeiro de 2023. Na ocasião, manifestantes depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Durante os atos extremistas, Débora foi fotografada pichando a estátua que fica em frente ao STF. Segundo a defesa, ela portava só um batom para fazer a pichação.
No entanto, não há nenhuma imagem que comprove que Débora entrou em alguma das sedes dos Três Poderes. No voto, porém, Moraes defende que a acusação da cabeleireira se encaixa como um crime “multitudinário”, ou seja, que é cometido por uma multidão.
Inflação, PIB, participação no comércio mundial, nº de partidos políticos e outras informações que moldaram o Brasil de 1985 a 2025
O Poder360 publica neste sábado (15.mar.2025) várias reportagens sobre como foi o desenvolvimento do Brasil nos 40 anos de democracia ininterruptos, completados nesta data. O período de 21 anos da ditadura militar (1964-1985) acabou com a posse de José Sarney como presidente, há exatos 40 anos.
A seguir, leia os indicadores relevantes que mostram que a economia brasileira teve menos sucesso do que a consolidação dos instrumentos democrático. O índice com todas as reportagens pode ser encontrado ao final do texto.
O Brasil conseguiu superar a alta inflação que o 1º governo civil herdou em 1985. O processo levou 9 anos e sucessivos planos econômicos. Foram 6 nos governos de Sarney e Collor. Todos fracassaram. Só com o Plano Real, em 1994, durante o governo de Itamar Franco (1930-2011), sem partido na época, foi possível.
Em 40 anos de democracia, o Brasil viu o tamanho do seu PIB ser ultrapassado e se distanciar de outros emergentes, como a China e a Índia, que já foram considerados países de Terceiro Mundo.
O PIB nominal do Brasil era de US$ 769 bilhões em 1995, superior ao da China (US$ 735 bilhões). Foi a última vez que a economia brasileira ficou à frente dos chineses em termos nominais.

Os avanços da área social são visíveis. Só que na economia o crescimento do PIB foi frustrante, sobretudo quando se compara com os de outros emergentes. Nas últimas 4 décadas, o país ficou para trás em comparação com China, Índia e Coreia do Sul.

A participação da indústria no PIB brasileiro recuou 23,3 pontos percentuais de 1985 a 2024. O peso do setor na economia do país foi de 48% para 24,7% no período. Para Rafael Lucchesi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o país passou por um “processo de desindustrialização” a partir dos anos 1980.

O Brasil intensificou a venda de empresas estatais após a redemocratização. Foi implantado o PND (Programa Nacional de Desestatização) no governo de Fernando Collor. A medida seguiu uma tendência global da década de 1990, que defendia a abertura econômica e o ajuste macroeconômico de países em desenvolvimento.

A infraestrutura rodoviária do Brasil teve um avanço tímido em 40 anos de regime democrático. O país chegou a 66.520 km de rodovias federais pavimentadas em 2024 ante os 46.455 km registrados em 1985. A alta no período foi 43,2%. A expansão durante os 21 anos da ditadura militar (1964-1985) teve crescimento muito maior, de 282,1%.

Indicadores sociais do Brasil avançaram em 40 anos de democracia no Brasil, de 1985 a 2025, embora o crescimento econômico tenha sido baixo no período. Houve queda da desigualdade de renda e aumento da expectativa de vida. A concentração de renda caiu de 1981 a 2022 segundo o coeficiente de Gini. O Brasil saiu de 57,9 para 52 no período.

O Poder360 preparou uma série especial de reportagens sobre os 40 anos de democracia no Brasil. Leia abaixo:
Leia as entrevistas da série especial:
Vaticano afirma que não há celebração planejada; pontífice passará a data no hospital
Ainda internado no Hospital Policlínico Universitário Agostino Gemelli de Roma, o papa Francisco, de 88 anos, cumpre 12 anos de pontificado nesta 5ª feira (13.mar.2025). Uma missa de ação de graças por seu período como líder da Igreja Católica foi celebrada na capela no centro médico pela manhã.
De acordo com o comunicado mais recente divulgado pelo Vaticano, o quadro de saúde do papa Francisco segue estável. “O Santo Padre continua a receber oxigenoterapia de alto fluxo durante o dia e ventilação mecânica não invasiva durante a noite. Hoje de manhã, depois de seguir os Exercícios Espirituais em conexão com a Sala Paulo VI, o Papa recebeu a Eucaristia e se dedicou à oração, seguida de fisioterapia motora”, diz o comunicado.
O Vaticano divulgou que nenhuma comemoração para o aniversário de 12 anos de pontificado está planejada para esta 5ª feira (13.mar). O papa passará a data no hospital, seguindo com o tratamento médico para um quadro de pneumonia bilateral.
MUDANÇAS E INCLUSÃO
Nascido em Buenos Aires, na Argentina, Jorge Mario Bergoglio é o 1º papa latino-americano e jesuíta. Durante o seu período como pontífice, Francisco realizou diversas mudanças no Vaticano. A Reforma da Cúria Romana é um dos exemplos de mudanças realizadas por Francisco. Graças ao papa, os dicastérios e os ministérios da Santa Sé podem ser comandados por laicos, incluindo mulheres.
Francisco foi ordenado sacerdote em 1969, bispo em 1992, arcebispo de Buenos Aires em 1998 e cardeal em 2001. Ele abordou a crise dos abusos sexuais dentro da Igreja Católica e tomou medidas significativas para resolver o problema. Defensor dos direitos dos migrantes e refugiados, apelou aos líderes mundiais para que tomassem medidas urgentes para enfrentar a crise migratória global.
Outro momento marcante da trajetória do papa Francisco foi quando declarou em 2013 que ele não poderia julgar uma pessoa homossexual. Francisco defende também o acolhimento de divorciados na Igreja Católica, postura criticada pela ala mais conservadora da religião. Em 2023, Francisco disse também que mulheres transexuais são “filhas de Deus” e não devem ser tratadas de forma diferente pela Igreja Católica.
Francisco foi eleito papa depois da renúncia de Bento XVI, o primeiro pontífice em quase 600 anos a se aposentar. Em sua biografia publicada este ano, intitulada “Vida: A minha história através da História”, o argentino revelou que não esperava em 2013 ser eleito o mais alto líder espiritual da Igreja Católica. “Dizer que nunca esperei algo assim, nunca na minha vida e muito menos no início daquele conclave, é sem dúvida um eufemismo”, afirmou.
Desde que assumiu o papado, Francisco escolheu usar calçados pretos e não vermelhos, como os líderes anteriores. O pontífice optou também por viver em um apartamento na Casa de Santa Marta e não no Palácio Apostólico, renunciando luxos da Igreja Católica.
Nos últimos 12 anos, o papa fez 47 viagens ao exterior para mais de 65 países e criou mais de 900 santos. Em 2013, Francisco esteve no Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude, evento da Igreja Católica com o objetivo de mobilizar féis de uma faixa etária mais jovem.
A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou o influenciador digital e empresário Pablo Marçal (PRTB) por abuso de poder político e econômico, além de captação ilícita de recursos na campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024. A decisão, proferida nesta sexta-feira (21/2) que o torna inelegível por oito anos, cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
O juiz Antonio Maria Patiño Zorz analisou duas ações movidas pelo PSOL e PSB, que apontaram irregularidades na arrecadação de fundos. Vídeos divulgados nas redes sociais mostravam Marçal pedindo doações via Pix e oferecendo apoio político a candidatos a vereador em troca de contribuições financeiras no valor de R$ 5 mil.
Em nota, Marçal afirmou que nunca negociou apoio político em troca de dinheiro e que a prestação de contas comprova a legalidade da campanha. Ele declarou ainda que acredita na Justiça e que pretende reverter a decisão em instâncias superiores. Na noite desta sexta-feira (21/2), fez uma live para falar sobre o caso.
Durante a live, Marçal reafirmou sua inocência e criticou a decisão judicial, afirmando que sua campanha teve o maior número de doadores da história e que o processo não apresentava provas concretas contra ele. “Não me curvo para isso e não vou parar”, declarou.
O coordenador da campanha de Marçal, Paulo Hamilton Siqueira Jr., classificou as provas apresentadas como insuficientes para justificar a condenação. O PRTB também se manifestou, alegando que a decisão foi desproporcional e que confia na revisão do TRE-SP para reformá-la.
A vice na chapa, Antônia de Jesus Barbosa Fernandes, foi absolvida. Marçal, que se consolidou como figura influente nas redes sociais, afirmou que continuará atuando politicamente e que acredita na reversão da sentença para seguir com seus planos eleitorais.
“Eu fui condenado por abuso de poder econômico, sendo que a minha campanha foi a mais barata da história e a que teve mais pessoas doando – 93 mil pessoas doaram na nossa campanha. Se alguém tá tentando me parar aí, fica tranquilo, porque isso meio que, vou usar a palavra certa, tá aumentando o meu tesão pela política”, declarou Marçal.











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