6 de maio de 2026
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  • 09:55 Lucro líquido da Ambev sobe 2,1% no 1º trimestre


A Ambev registrou lucro líquido de R$ 3,89 bilhões no 1º trimestre de 2026, alta de 2,1% ante igual período de 2025. O lucro líquido ajustado foi de R$ 3,83 bilhões, avanço de 0,3%. O balanço foi divulgado nesta 3ª feira (5.mai.2026). Leia a íntegra (PDF – 834 kB).

A receita líquida ficou em R$ 22,46 bilhões. Em termos reportados, houve queda de 0,1%. No critério orgânico, que exclui efeitos como câmbio e mudanças de escopo, a receita cresceu 8,1%. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 7,56 bilhões, alta orgânica de 10,1%.

O CEO da Ambev, Carlos Lisboa, afirmou que a companhia teve “um começo sólido de 2026”, com “volumes positivos de cerveja, crescimento de 2 dígitos do Ebitda ajustado e expansão de margem”.

“Seguimos progredindo de forma consistente em nossa estratégia de crescimento, com os três pilares avançando simultaneamente e criando um círculo virtuoso que sustenta nosso momentum”, disse. “Nossa execução comercial avançou e sustentou um crescimento saudável de receita e lucro líquido, mesmo em um ambiente operacional ainda dinâmico”.

Eis os principais números do 1º trimestre:

  • lucro líquido: R$ 3,89 bilhões, alta de 2,1%;
  • lucro líquido ajustado: R$ 3,83 bilhões, alta de 0,3%;
  • receita líquida: R$ 22,46 bilhões, alta orgânica de 8,1%;
  • EBITDA ajustado: R$ 7,56 bilhões, alta orgânica de 10,1%;
  • margem EBITDA ajustada: 33,6%, avanço de 60 pontos-base;
  • volume total: 44,97 milhões de hectolitros, alta orgânica de 0,1%;
  • fluxo de caixa operacional: R$ 3,16 bilhões, alta de 162,5%.

No Brasil, a receita líquida cresceu 8,2%, para R$ 13,25 bilhões. O volume total caiu 0,2%, pressionado pela retração de 3,9% em NAB (bebidas não alcoólicas). Já a Cerveja Brasil avançou 1,2% e atingiu, segundo a empresa, volume recorde para um 1º trimestre.

A divisão de cerveja no país teve receita líquida de R$ 10,96 bilhões, alta de 9,6%. O resultado foi sustentado por gestão de receita e pelo desempenho das marcas premium. A Ambev disse que Stella Artois, Corona e Original puxaram o crescimento desse segmento.

Em NAB Brasil (bebidas não alcoólicas), a receita subiu 1,8%, para R$ 2,29 bilhões, mesmo com queda de volume. A empresa informou que o EBITDA ajustado da unidade cresceu 16,4%, com expansão de 400 pontos-base na margem.

Na América Central e Caribe, os volumes subiram 7,7%, e a receita líquida teve alta orgânica de 10%. Na América Latina Sul, a receita cresceu 10,2%, apesar da queda de 0,5% nos volumes. No Canadá, a receita ficou estável em termos orgânicos, com recuo de 2% nos volumes.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,06 bilhão, piora de R$ 200,2 milhões ante o 1º trimestre de 2025. A Ambev atribuiu o desempenho principalmente a perdas com instrumentos derivativos e despesas financeiras maiores.

A companhia também informou que o Conselho de Administração aprovou nova distribuição de JCP (Juros sobre Capital Próprio) de aproximadamente R$ 700 milhões, com pagamento até dezembro de 2026. Também foi aprovada a data de pagamento, em 6 de julho, da 2ª parcela de R$ 1,2 bilhão em JCP declarada em dezembro de 2025.



Autor Poder360 ·