2 de junho de 2026
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Por iniciativa do deputado Mauro Rubem (PT), a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), realizou, na manhã de sábado, 23, sessão solene para entrega do Certificado do Mérito Legislativo em homenagem aos povos de axé. O encontro teve local no Plenário Iris Rezende e celebrou as comunidades tradicionais e de matriz africana.

Além do propositor da homenagem, tomaram assento na mesa dos trabalhos o sacerdote do Ilê Axé Ojusan Akotun, Babalorixá Kerley de Oxalufã; sacerdote do Ilê Axé Fará Imorá Odé, Babalorixá Marcos Torres de Odé; sacerdote do Terreiro Morada Do Cruzeiro e coordenador do coletivo Onã, Alágbára De Ogum; coordenadora do Núcleo Goiás da Associação Brasileira Juristas de Direito, advogada Fernanda Santos; Kedy De Xangô; presidente do instituto Fará Imorá, Ângela Café; delegado da Delegacia Estadual de Atendimento à Vítima de Crimes Raciais e de Intolerância (Deacri), Matheus Ferreira; e o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Ogã Felix.

Ao abrir o encontro, Mauro Rubem observou que a solenidade teve o objetivo fundamental e constitucional de reverberar a laicidade do Estado, de modo a proteger e preservar todas as formas de religiosidade e espiritualidade.

“Quando um sistema religioso assume a dimensão superior de organização e passa a ser quase uma teocracia é muito ruim. E, não menos importante, nosso objetivo, nesta sessão, é mostrar a beleza e grandiosidade do trabalho que cada um de vocês realiza”, afirmou Rubem.

O legislador também pontuou que é preciso estender a agenda legislativa na luta contra a intolerância religiosa e colocar em prática legislações já aprovadas, além de evidenciar a necessidade de reparação histórica a grupos marginalizados por intermédio de políticas públicas de equidade.

Em seu pronunciamento, o Babalorixá Kerley de Oxalufã relatou estar no sacerdócio há 26 anos e disse ser a primeira vez que observava uma reunião tão expressiva de pessoas de religião de matriz africana. “O grande problema é esse. Queremos ver todo mundo bem, mas não melhor que a gente. Mas precisamos deixar isso de lado e nos unir, seja Umbanda, Jurema, Candomblé, todo mundo. Se formos juntos, seremos mais fortes”, frisou.

Ainda em tempo, o babalorixá salientou a importância de receber a honraria. “Essas homenagens servem para sentirmos que somos alguém, nos levantarmos, falarmos e brigarmos por nossos direitos, pois, se não formos atrás de exercer ou usufruir desses direitos, não vamos ter nada”, enfatizou Kerley de Oxalufã.

Ângela Café também subiu à tribuna e declarou que a democracia precisa de parlamentares que não tenham vergonha da ameaça e da perseguição. “Vemos nos meios de comunicação a forma como essas pessoas utilizam para nos combater. Então, fazemos um chamado para que estejamos juntos para derrotar o fascismo que impera nessa cidade. Fico muito feliz em ver essa Casa cheia, em um sábado de manhã”, assinalou. 

Fernanda Santos, em seu discurso, criticou a teocracia e defendeu a responsabilização e punição em casos de intolerância religiosa. “Essa Casa de Leis deve ser verdadeiramente a Casa do povo goiano e ser ocupada por qualquer um de nós, independentemente da fé que professamos, pois falta de respeito tem limite e é preciso ter a devida responsabilização de seus praticantes pelo Poder Judiciário”.

O delegado Matheus Ferreira falou da honra em tomar assento na mesa diretiva e fez observações sobre a atuação da Deacri. “O racismo religioso permeia todo o inconsciente da coletividade e ele se pauta no silenciamento das vítimas. A Deacri, dentro da Policia Civil, conta com protocolos rígidos para que não haja a revitimização. E a delegacia se estrutura com as vozes de vocês”.

Após os discursos, foram entregues os certificados aos homenageados. Assista à sessão, na íntegra, neste link

                                                                           

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Percentual da população brasileira passou de 0,3% em 2010 para 1,05% em 2022, segundo dados do IBGE

O número de brasileiros que se declaram praticantes de religiões de matriz africana (umbanda e candomblé) triplicou de 2010 a 2022. Segundo dados do Censo Demográfico 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esse grupo passou de 0,3% para 1,05% da população. Em números absolutos, o contingente soma agora 1,8 milhão de pessoas. Leia a íntegra dos dados (PDF – 1 MB). 

Entre as unidades da Federação, o Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional, com 3,19% da população que se declara praticante dessas religiões. Rio de Janeiro (2,58%), São Paulo (1,47%), Bahia (1,00%) e Distrito Federal (0,85%) completam o top 5. 

No recorte por cor de pele, os dados de 2022 mostram a seguinte composição entre os adeptos da umbanda ou do candomblé:

  • brancos  42,9%;
  • pardos  33,2%;
  • pretos – 23,2%.

ALTA ESCOLARIDADE

Os praticantes de umbanda e candomblé têm um dos perfis educacionais mais elevados do país. O grupo registra a 2ª maior proporção de pessoas com nível superior completo (25,5%), atrás só dos espíritas (48%). A taxa de analfabetismo dentro desse grupo é de 2,4%, uma das menores registradas pelo Censo.

TRANSIÇÃO RELIGIOSA NO BRASIL

O Censo 2022 mostra uma queda no nº de católicos e um crescimento entre os evangélicos. Leia no infográfico abaixo:



Autor Poder360 ·


O Brasil acaba de firmar um importante acordo comercial com Singapura, visando garantir a continuidade das exportações de carne suína mesmo no caso de um possível surto de Peste Suína Africana (PSA) no país. A medida de regionalização, anunciada pelas autoridades sanitárias de ambos os países, permitirá que a carne suína brasileira seja exportada para Singapura, desde que o surto da doença seja confinado a uma região específica, sem afetar outras áreas do Brasil.

A Peste Suína Africana é uma doença viral altamente contagiosa que afeta suínos domésticos e selvagens, mas que não representa risco à saúde humana. Apesar de sua gravidade para a indústria de carne suína, o acordo com Singapura demonstra a confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil e na qualidade das suas práticas de saúde animal.

Entendendo a Regionalização e Seus Benefícios para o Comércio Internacional

O conceito de regionalização permite que, em caso de surto de PSA, apenas as áreas afetadas sejam proibidas de exportar. Isso é particularmente importante para o Brasil, que possui um mercado de carne suína altamente desenvolvido e é um dos principais exportadores mundiais desse produto. Ao invés de suspender todas as exportações, como era feito anteriormente, a regionalização permite que o Brasil continue a exportar carne suína de regiões não afetadas pelo surto.

Esse modelo tem sido adotado por diversos países como uma forma de garantir a continuidade das exportações enquanto mantém a segurança alimentar global. O Brasil, reconhecido por suas práticas sanitárias rigorosas, tem sido um líder na implementação de medidas de controle de doenças animais, garantindo que os seus produtos atendam aos mais elevados padrões de segurança e qualidade.

Singapura: Um Mercado Estratégico para a Carne Suína Brasileira

Singapura, com uma população de aproximadamente 5,5 milhões de habitantes, é um mercado crescente para produtos alimentícios de alta qualidade, e a carne suína brasileira tem ganhado cada vez mais espaço nesse mercado. O acordo com o governo de Singapura é uma conquista significativa para o Brasil, que já é um dos principais fornecedores de carne suína para diversos países ao redor do mundo.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 1,2 bilhão em carne suína para vários mercados, incluindo países da Ásia, como China, Japão e Singapura. A exportação de carne suína é um pilar importante da indústria alimentícia brasileira, que se destaca pela qualidade, sustentabilidade e conformidade com normas internacionais de segurança alimentar.

Impacto do Acordo para o Setor Suinícola Brasileiro

Este acordo de regionalização representa um grande avanço para o setor suinícola brasileiro, que tem enfrentado desafios com surtos de doenças, mas que, ao mesmo tempo, tem se mostrado resiliente e inovador na implementação de medidas sanitárias e tecnológicas. A medida permitirá que a indústria suinícola continue suas exportações para Singapura e outros mercados internacionais, mantendo as vendas estáveis e reduzindo o impacto econômico de possíveis surtos de PSA.

Além disso, o acordo fortalece a credibilidade do Brasil como fornecedor de carne suína de alta qualidade, o que tem contribuído para a expansão das exportações de carne suína para novos mercados ao redor do mundo. A indústria suinícola brasileira está se tornando cada vez mais competitiva em mercados internacionais, devido à sua eficiência produtiva, qualidade genética dos animais e controle rigoroso de doenças.

A Confiabilidade do Brasil no Comércio Internacional de Carne Suína

O sucesso do Brasil em manter sua posição de liderança no comércio internacional de carne suína, mesmo com desafios relacionados a surtos de PSA, está diretamente ligado ao sistema de controle sanitário altamente eficiente que o país tem implementado ao longo dos anos. A atuação do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e de outros órgãos regulatórios, como a Vigiagro (Vigilância Agropecuária Internacional), tem sido essencial para garantir que o Brasil continue sendo um fornecedor confiável e de qualidade no mercado global de carne suína.

Além disso, o Brasil segue avançando em sua agenda de sustentabilidade no setor, com a implementação de práticas de produção sustentável e bem-estar animal, o que agrega ainda mais valor aos produtos exportados. O agro brasileiro está cada vez mais alinhado com as exigências ambientais e de bem-estar animal dos mercados internacionais, o que fortalece a posição do Brasil como líder global na produção de alimentos sustentáveis.

Conclusão: Um Passo Importante para o Comércio de Carne Suína Brasileiro

Com o acordo de regionalização assinado entre o Brasil e Singapura, o país dá mais um passo significativo em sua estratégia de fortalecimento comercial. A continuidade das exportações de carne suína para um dos mercados mais exigentes da Ásia representa uma oportunidade para o Brasil não apenas consolidar sua posição de liderança, mas também expandir suas exportações para outros mercados globais, garantindo o sucesso contínuo do agronegócio brasileiro.

O acordo é também uma prova da confiança internacional nas práticas sanitárias do Brasil, que se destaca pela qualidade de seus produtos e padrões elevados de segurança alimentar. O Brasil segue, portanto, como referência mundial no comércio de carne suína e em outras exportações agropecuárias, com um olhar firme para o futuro e para a expansão de sua presença internacional.

Autor # Gil Campos


Grupo sustentou que “não sabia que o estabelecimento estava aberto” e, por isso, escolheu o local para levar os cartazes

Thiago Alonso –
Registro mostra crianças e adolescentes com cartazes. (Foto: Reprodução/TikTok)

Um vídeo chamou a atenção dos moradores de Águas Lindas de Goiás, município no Entorno do Distrito Federal (DF), ao mostrar diversas pessoas evangélicas — entre elas crianças e adolescentes — fazendo uma “manifestação” ao lado de uma loja de artigos religiosos de matriz africana.

A publicação, que já soma mais de 140 mil visualizações e 24 mil curtidas no TikTok, foi gravada na Avenida JK, no bairro Jardim Brasília.

No registro, Carmen Lima (@carmenclimar) filma de longe os manifestantes com placas e cartazes oferecendo orações, bem ao lado do estabelecimento, focado em produtos umbandistas e candomblecistas.

O que eles não sabiam, é que a mulher estava gravando tudo a fim de denunciar um possível caso de intolerância religiosa.

“Eles podiam fazer isso aqui em qualquer lugar, mas eles escolheram a frente da loja de artigos religiosos. Isso é intolerância, gente. Olha a quantidade de esquina que tem aqui!”, disse, indignada.

Ao chegar mais próximo do local, uma jovem ainda tenta abordar Carmen, perguntando se ela não queria uma oração, enquanto ao fundo, outras pessoas cantavam músicas cristãs.

No entanto, uma das líderes dos manifestantes explica que havia escolhido a calçada da loja, pois era o único lugar onde havia sombra.

“Não foi provocação, nós esperamos, só estávamos esperando o grupo que estava ali, a gente não sabia que vocês estavam abertos”, explicou a mulher.

Confusão continuou

Em certo momento, a dona da loja também se envolve na discussão, dizendo: “estou aqui para respeitar o espaço de todo mundo e para ser respeitada também”.

Juntamente com Carmen, ela ainda relata que a empresa já havia sido vítima de outras práticas de intolerância anteriormente, até mesmo com episódios de vandalismo no local.

“Um rapaz entrou aqui e quebrou, foi extremamente violento. Até hoje ele passa aqui na porta e nos xinga”, contou a empresária.

Apesar da discussão, o grupo evangélico se retirou do local proferindo palavras cristãs.

“Jesus ama o pecador, quando ele foi crucificado naquela cruz foi para todo mundo aceitar ele como salvador”, disse uma mulher.

Carmen, por sua vez, rebateu dizendo: “Pra vocês, ele chama Jesus, pra gente é Oxalá, pra outros é Orumilá, pra outros é Javé”, finalizou.

@carmenclimar intolerância religiosa #umbanda #candomblé #intolerância #matrizafricana #religião #aguaslindas ♬ som original – CarmenCLimaR



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