18 de julho de 2026
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Britânicos se unem aos europeus em apoio de 90 bilhões de euros para defesa na guerra contra a Rússia

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda), assinou na 2ª feira (13.jul.2026) a adesão do Reino Unido a um programa de empréstimos da União Europeia para financiar a defesa da Ucrânia na guerra contra a Rússia. Este é um dos seus últimos atos como premiê, depois de anunciar que deixará o cargo.

Durante uma reunião da Coalizão dos Dispostos —grupo de países aliados da Ucrânia—, em Paris, Starmer anunciou a assinatura de um acordo que encerra as negociações para a participação do Reino Unido no programa de empréstimos de 90 bilhões de euros destinado ao apoio à Ucrânia.

O programa garante à Ucrânia apoio financeiro pelos próximos 2 anos. Segundo a União Europeia, o bloco desembolsou 7,1 bilhões de euros em junho, sendo 3,2 bilhões de euros para o orçamento ucraniano e quase 3,9 bilhões de euros para a defesa. Um novo repasse para a área de defesa deve ser realizado nesta semana.

“Este acordo ajudará a garantir que a Ucrânia receba o apoio necessário para se defender da agressão russa, ao mesmo tempo que apoia as empresas de defesa britânicas, mantém empregos qualificados e fortalece a nossa segurança nacional”, disse Starmer em comunicado.

“Juntos, apoiamos a corajosa resistência da Ucrânia”, declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no X.



Autor Poder360 ·


Presidente colombiano, Gustavo Petro, se reuniu com o líder chinês, Xi Jinping, para oficializar a entrada no programa

A Colômbia oficializou na 4ª feira (14.mai.2025) sua entrada na iniciativa chinesa da Nova Rota da Seda, cujo nome oficial é “Cinturão e Rota”. Com isso, se torna o 10º país da América do Sul a integrar a iniciativa.

A entrada foi firmada em um encontro do presidente da Colômbia, Gustavo Petro (Colômbia Humana, esquerda), e o líder chinês, Xi Jinping (PCCh), em Pequim.

Como mostrou o Poder360, o presidente colombiano viajou para a capital chinesa para participar do 4º Fórum China-Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) com a intenção de aderir ao programa chinês.

Antes da viagem, Petro declarou que a entrada na Nova Rota da Seda dependeria do compromisso da China em comprar produtos colombianos e reduzir o deficit comercial da Colômbia com a China.

No encontro entre os líderes, Xi Jinping afirmou que o governo chinês tem a intenção de importar mais produtos colombianos.

A entrada da Colômbia no programa chinês é uma vitória geopolítica chinesa contra os Estados Unidos. Historicamente, a Colômbia é um dos países sul-americanos mais alinhados com os norte-americanos. O país ainda mantém os EUA como o principal parceiro comercial, mas as relações entre as nações estremeceram no governo Petro.

No início deste ano, Petro e o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), trocaram críticas públicas por causa das deportações de imigrantes colombianos nos EUA. 

Apesar da entrada na Rota da Seda, a presença da Colômbia na iniciativa chinesa pode ser comprometida. Esse é o último ano de Petro na presidência do país e a vitória de um opositor com uma relação mais próxima aos EUA pode esfriar a relação entre Colômbia e China.

NOVA ROTA DA SEDA

Lançada em 2013, a iniciativa da China, cujo nome oficial é “Cinturão e Rota“, é um dos maiores programas econômicos do gigante asiático. Ela inclui projetos de infraestrutura e logística que interligam o país por terra e água à Ásia Central, ao sul e ao sudeste do continente, à Europa, à África e a outros lugares do mundo.

Atualmente, 149 países já integram a iniciativa. O Brasil não faz parte da “Nova Rota da Seda”. 



Autor Poder360 ·