

Posts recentes
Comentários
Arquivos
- maio 2026
- abril 2026
- março 2026
- fevereiro 2026
- janeiro 2026
- dezembro 2025
- novembro 2025
- outubro 2025
- setembro 2025
- agosto 2025
- julho 2025
- junho 2025
- maio 2025
- abril 2025
- março 2025
- fevereiro 2025
- janeiro 2025
- dezembro 2024
- novembro 2024
- setembro 2024
- agosto 2024
- julho 2024
- junho 2024
- maio 2024
- abril 2024
- março 2024
- fevereiro 2024
- dezembro 2023
- novembro 2023
- outubro 2023
- setembro 2023
- agosto 2023
- julho 2023
- junho 2023
- maio 2023
- abril 2023
- janeiro 2023
- outubro 2022
- setembro 2022
- julho 2022
- junho 2022
- maio 2022
- março 2022
- janeiro 2022
- dezembro 2021
- novembro 2021
- outubro 2021
- setembro 2021
- agosto 2021
- julho 2021
- junho 2021
- maio 2021
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- fevereiro 2020
- janeiro 2020
- dezembro 2019
- novembro 2019
- outubro 2019
- setembro 2019
- agosto 2019
- julho 2019
- junho 2019
- maio 2019
- abril 2019
- março 2019
- fevereiro 2019
- janeiro 2019
- dezembro 2018
- novembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018
Categorias
Instituída na 20ª Legislatura, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, presidida pelo deputado Paulo Cezar Martins (PL), encerra o ano de 2025 como uma das mais atuantes da Assembleia Legislativa de Goiás. O colegiado consolidou uma agenda voltada à ampliação de direitos, à inclusão e à proteção das pessoas com deficiência em todo o Estado.
Em 2025, foram realizadas duas reuniões ordinárias, que terminaram com sinal verde a 20 proposições pertinentes à temática. “Estamos felizes porque avançamos muito na proteção e defesa dos direitos da pessoa com deficiência”, comemora o presidente do colegiado.
O parlamentar também ressalta o papel pedagógico da comissão no debate público, visto que, além da produção legislativa, promoveu, ao longo do ano, seminários, audiências públicas e lançou cinco cartilhas informativas. “Quando uma instituição da importância da Assembleia Legislativa cria uma estrutura dessa magnitude e põe para funcionar, a sociedade sai ganhando”, pontua Martins.
Ao avaliar o balanço anual, Paulo Cezar classificou o período como “de muito trabalho e aprendizado” e destacou o impacto positivo das leis aprovadas na vida das pessoas com deficiência em Goiás.
Para o presidente do colegiado, as iniciativas reforçam o protagonismo do Estado na área. “Goiás é hoje referência na proteção e defesa das pessoas com deficiência”, pontua.
Cartilhas informativas
Por meio da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a Casa lançou, no ano passado, cinco cartilhas informativas. A primeira, em março, abordou os direitos das pessoas com deficiência no contexto feminino. A segunda, no mês de maio, em que é celebrado o Dia das Mães, pautou as mães atípicas.
Já neste último mês, foram lançadas três novas cartilhas educativas com foco na promoção da acessibilidade e inclusão social. O material foi lançado no dia 3 de dezembro, data em que se celebra o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992.
A data é marcada mundialmente como um momento de reflexão e mobilização pela construção de uma sociedade mais acessível, inclusiva e comprometida com o combate ao preconceito e à discriminação.
Carimbo de aprovação
Os projetos de lei acatados pelo colegiado, em 2025, foram:
Processo nº 1691/23, de autoria do deputado Gustavo Sebba (PSDB) – proíbe, em condomínios, qualquer sanção decorrente de perturbação do sossego envolvendo crianças diagnosticadas com o transtorno do espectro autista (TEA).
Processo nº 4753/23, também de Sebba – proíbe as operadoras privadas de planos de saúde de cancelarem ou suspenderem, sem justa causa e sem aviso prévio, o fornecimento de seus serviços a consumidores com transtornos do espectro autista (TEA) no Estado de Goiás.
Processo nº 1591/23, de Virmondes Cruvinel (UB) – dispõe sobre a criação da Política Estadual de Residências Assistidas para Autistas Adultos no Estado de Goiás.
Processo nº 9406/23, de autoria da deputada Bia de Lima (PT) – dispõe sobre o Programa de Treinamento em Habilidades de Vida Diária para Pessoas com Deficiência Visual no Estado de Goiás.
Processo nº 13749/24, de autoria do deputado Mauro Rubem (PT) – institui o Programa Empresa Inclusiva no Estado de Goiás. A iniciativa busca promover a inclusão social e profissional de pessoas com deficiência, estimulando empresas a adotarem práticas inclusivas no ambiente de trabalho.
Processo nº 5056/24, de Virmondes Cruvinel -cria a Política de Inclusão Autista nas Empresas e institui o selo “Empresa Amiga da Pessoa Autista”.
Processo nº 10492/24, de Bia de Lima – promove alterações na legislação estadual que trata da promoção da acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
Processo º 2697/24, de autoria do deputado Amauri Ribeiro (UB) define deficiência auditiva e estabelece valor referencial da limitação auditiva no Estado de Goiás.
Processo nº 6625/24, de autoria do deputado André do Premium (Avante) – estabelece diretrizes da Política Cultural de Acessibilidade em Goiás.
Processo nº 19575/24, de Virmondes Cruvinel – institui a Política Estadual de Detecção de Talentos Paraolímpicos no Estado de Goiás.
Processo nº 2684/24, de Cristóvão Tormin (PRD) institui a identificação de veículo de transporte de pessoas portadoras do transtorno do espectro autista (TEA) em todo o Estado de Goiás.
Processo nº 20102/24, de Antônio Gomide (PT) – institui a Semana Estadual da Acessibilidade no Estado de Goiás.
Processo nº 7719/23, de Anderson Teodoro (Avante), que veda a cobrança de valores adicionais para matrícula de educandos com qualquer deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação em Goiás.
Processo nº 7400/24, de Cristiano Galindo (Solidariedade) – dispõe sobre obrigatoriedade da criação de espaços reservados e adaptados para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), em estádios e arenas esportivas com capacidade igual ou superior a cinco mil pessoas no âmbito do Estado de Goiás.
Processo nº 7398/24, de André do Premium – institui a campanha permanente de orientação e conscientização da integração de pessoas com síndrome de Down e o transtorno do espectro autista (TEA) no esporte.
Processo nº 8985/23, de Veter Martins (UB) – dispõe sobre a criação do selo escola amiga do autismo no Estado de Goiás.
Processo nº 21588/24, de Lineu Olimpio (MDB) – institui a Política Estadual de Incentivo ao Uso da Musicoterapia como tratamento terapêutico complementar para pessoas com deficiência, síndromes e transtorno do espectro autista (TEA).
Processo nº 1778/23, da deputada Vivian Naves (PP) – dispõe sobre a isenção de pagamento para pessoas com deficiência intelectual em eventos culturais e esportivos realizados em espaços públicos.
Processo nº 1591/23, de Virmondes Cruvinel – institui a Política Estadual de Residências Assistidas para Autistas Adultos no Estado de Goiás.
Processo nº 1810/23, também de Cruvinel – institui o Prêmio de Criatividade Inclusiva para Pessoas com Deficiência.
Composição do colegiado
A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência é composta, como membros titulares, pelos deputados titulares: Paulo Cezar Martins (PL), Issy Quinan (MDB), Amauri Ribeiro (UB), Cairo Salim (PSD), Coronel Adailton (Solidariedade), Dra. Zeli (UB) e Mauro Rubem (PT); e suplentes: Veter Martins (UB), Vivian Naves (PP), Delegado Eduardo Prado (PL), Dr. George Morais (PDT), Gustavo Sebba (PSDB), Rosângela Rezende (Agir), e Cristóvão Tormin (PRD).
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
A Guarda Civil Municipal (GCM) de Senador Canedo prendeu, na manhã desta segunda-feira (5/1), um homem suspeito de descumprir medida protetiva de urgência no âmbito da violência doméstica. A ocorrência foi registrada no Residencial Morada do Bosque, após a equipe flagrar uma discussão entre o autor e a ex-companheira durante patrulhamento de rotina.
Segundo a GCM, durante a abordagem, a mulher informou possuir medida protetiva em vigor contra o suspeito. A ordem judicial foi confirmada no sistema, constatando o descumprimento da determinação que previa o afastamento do agressor. Diante do fato, foi dada voz de prisão ao homem.
As partes foram encaminhadas para exame de corpo de delito e, em seguida, apresentadas à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Senador Canedo, onde foi lavrado auto de prisão em flagrante.
O descumprimento de medida protetiva é crime previsto no artigo 24-A da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), com pena que pode chegar a 2 anos de detenção. A legislação também permite que a autoridade policial solicite a prisão preventiva quando houver risco à integridade física ou psicológica da vítima.
As medidas protetivas incluem, entre outras determinações, o afastamento do agressor do lar, proibição de aproximação e de contato com a mulher e familiares, e o respeito a limites de distância fixados pela Justiça.
Em nota, a corporação destacou que a ação reforça o compromisso da Guarda Civil Municipal no enfrentamento à violência contra a mulher, bem como a importância do cumprimento das decisões judiciais para garantir a segurança das vítimas.
Magistrado já foi responsável por julgar casos complexos de grande repercussão associados ao terrorismo e à segurança nacional
O juiz federal Alvin K. Hellerstein, 92 anos, será o responsável por conduzir o caso do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), e de sua mulher, Cilia Flores, nos Estados Unidos. O casal passou nesta 2ª feira (5.jan.2026) por audiência no Tribunal Distrital Federal de Nova York, em Lower Manhattan.
Designado para o cargo em 1998 pelo ex-presidente dos EUA Bill Clinton, Hellerstein trabalhou como juiz distrital até 2011, quando assumiu status de juiz sênior da Corte Federal de Nova York.
O magistrado já foi responsável por presidir casos complexos de grande repercussão associados ao terrorismo e à segurança nacional, entre eles ações de indenização relacionadas aos atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas, o processo por assédio sexual contra o produtor de cinema Harvey Weinstein e o julgamento de Michael Cohen, ex-advogado do presidente Donald Trump.
Hellerstein também conduz, no mesmo tribunal federal, o processo contra Hugo Armando “Pollo” Carvajal, ex-chefe da inteligência militar venezuelana. Carvajal é acusado de tráfico de drogas e narcoterrorismo, e seu caso tem ligação direta com as investigações que envolvem o regime de Maduro.
Eis os principais casos em que o juiz esteve à frente:
- Litígios decorrentes dos ataques de 11 de setembro de 2001 – Hellerstein presidiu a consolidação de processos civis relacionados aos ataques de 11 de setembro de 2001, envolvendo companhias aéreas, operadores do World Trade Center e seguradoras. Ele decidiu sobre procedimentos processuais, limites de indenização e cobertura de seguros, garantindo que os direitos de vítimas e socorristas fossem respeitados durante os litígios;
- Caso do pôster “Hope” de Barack Obama – Alvin atuou como juiz responsável pelo processo federal no Distrito Sul de Nova York. Shepard Fairey criou o famoso pôster “Hope” durante a campanha presidencial de 2008. A Associated Press alegou que ele usou sem autorização uma foto de Obama que pertencia à agência, gerando disputa de direitos autorais. O caso acabou sendo resolvido por acordo extrajudicial;
- Julgamento de Harvey Weinstein – Hellerstein atuou em uma parte do processo do produtor acusado de abuso sexual;
- Liberação de Michael Cohen da prisão – Alvin concedeu uma liminar favorecendo o ex‑advogado de Donald Trump para transferência domiciliar;
- Caso de fraude de David Hu – condenou Hu a 12 anos de prisão por esquema Ponzi envolvendo mais de US$ 100 milhões de clientes;
- Aliens Enemies Act e direitos de imigrantes venezuelanos – Alvin rejeitou a aplicação automática dessa lei para deportações, garantindo devido processo legal;
- Caso Charlie Javice – Hellerstein presidiu o julgamento da fundadora de startup acusada de fraude de US$ 175 milhões, resultando em sete anos de prisão;
- Processos contra Hugo Carvajal – Alvin conduz casos criminais envolvendo o ex‑general venezuelano por acusações de narcoterrorismo;
- Caso criminal de Nicolás Maduro e Cilia Flores – atualmente preside o processo federal contra o presidente venezuelano e sua esposa por narcoterrorismo e outros crimes.
Em um 2025 de alta demanda, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e a Comissão Mista superaram em 44% o total de projetos analisados em relação ao ano anterior. Foram 418 matérias a mais, alcançando um total de 1.368 (1.160 na CCJ e 208 na Mista).
O deputado Amilton Filho (MDB), que encerra seu primeiro ano à frente dos dois colegiados, avalia ter vivido uma experiência enriquecedora que o permitiu “aprofundar aprendizados” de quando presidiu a Câmara Municipal de Anápolis, sobretudo quanto à “responsabilidade de garantir o direito ao contraditório e o pleno desenvolvimento do debate”.
“A CCJ”, especifica, “é um espaço onde as divergências aparecem com força, e aprender a conduzi-las com equilíbrio, respeito e firmeza institucional foi um grande exercício”.
“Levo deste primeiro ano”, prossegue, “a certeza de que o diálogo é fundamental para as decisões e dá mais legitimidade ao Parlamento. Para o ano que vem, nosso compromisso é aperfeiçoar esse ambiente, valorizando a técnica, o respeito ao regimento e a escuta”.
Entre as matérias que mais mobilizaram a oposição recentemente estiveram a cobrança de uma taxa de dependentes do Ipasgo Saúde e a prorrogação do decreto de calamidade pública na Secretaria de Saúde de Goiânia.
No primeiro semestre, geraram debate a análise de outros decretos de calamidade, a sabatina de conselheiros e a discussão sobre a reserva de 20% das vagas em concursos públicos estaduais para pessoas negras. Acatada, essa última medida terá efeitos já no próximo Concurso da Alego, que reservará 20 das 101 vagas para candidatos negros.
Leia mais aqui sobre o primeiro semestre de trabalhos da CCJ e da Comissão Mista em 2025.
Outro projeto recente e de relevo, oriundo do Poder Executivo goiano, foi a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria o Marco Fiscal de Sustentabilidade, em adequação de Goiás ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), do Governo Federal. Essa PEC já está em vigor, tendo alterado os arts. 40, 41 e 46 da Constituição do Estado de Goiás.
Foram quatro as PECs aprovadas este ano, em contraste com sete em 2024.
Embora o total de matérias analisadas nos dois colegiados tenha crescido, o total de vetos apreciados pelos deputados foi praticamente o mesmo neste ano, 69, que no passado, 73.
O que aumentou foi o percentual de vetos rejeitados pelos parlamentares – a rejeição que faz com que o autógrafo de lei vetado prospere e, sancionado, se torne legislação. Em 2024, 45% dos vetos foram total ou parcialmente rejeitados na CCJ. Em 2025, esse percentual subiu para 52%. Ao todo, 33 vetos foram mantidos, e 36, derrubados (dois desses de modo parcial).
Das 1.160 matérias analisadas pela CCJ neste ano, 1.032 eram projetos de lei. Houve, como em anos anteriores, um alto índice de pareceres favoráveis, 966 casos, ou 94%. Os projetos restantes receberam parecer contrário, sofreram apensamento (anexação de uma proposição a outra similar) ou foram emendados pelos deputados em Plenário.
Na Comissão Mista, por sua vez, 74% dos projetos receberam parecer favorável (154 do total de 208), e o restante foi avocado (requisitado) de outros colegiados.
A Comissão Mista é a reunião de três ou mais comissões, com a participação obrigatória da CCJ, da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento e do colegiado ao qual compete opinar sobre a matéria. Ela aprecia matérias de iniciativa parlamentar avocadas, reconstituídas e em regime de urgência. Seu funcionamento é detalhado no Regimento Interno da Alego.
Governista, presidente dos colegiados diz ter bom relacionamento com a oposição
“Mesmo em uma legislatura com uma base governista ampla, sempre fiz questão de manter um relacionamento respeitoso e institucional com a oposição”, afirma Amilton Filho, que integra a base do Governo Estadual, sobre seu relacionamento com deputados oposicionistas.
“A CCJ e a Comissão Mista são espaços de debate técnico e político, e a divergência faz parte do processo democrático. Procurei assegurar que a oposição tivesse voz, tempo e condições de apresentar seus argumentos, porque isso qualifica as discussões”, acrescenta, finalizando: “Ao mesmo tempo, nunca abri mão de uma postura clara e coerente em defesa do Governo e das matérias que considero importantes para Goiás. É possível garantir o diálogo e o contraditório sem perder convicção.”
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
No dia seguinte ao bombardeio à Venezuela e sequestro do presidente Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. Em meio às declarações, ele também insinuou uma ação militar contra o governo da Colômbia, liderado por Gustavo Petro.
Em entrevista à revista The Atlantic, no domingo (4/1), Donald Trump defendeu a necessidade de os Estados Unidos controlarem a Groenlândia por razões de segurança nacional. Ele afirmou que o interesse não é de ordem econômica, como recursos minerais ou petróleo, mas estratégica. Segundo Trump, a presença constante de navios russos e chineses ao longo das costas do território ártico representaria uma ameaça, tornando essencial a sua anexação para proteger a segurança dos EUA.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reagiu imediatamente, emitindo uma nota em que afirma que os Estados Unidos não têm direito de anexar nenhum dos países do Reino da Dinamarca.
“Tenho que dizer isso muito diretamente aos Estados Unidos: não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem posse da Groenlândia”, disse Frederiksen.
Ela lembrou que a Dinamarca faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e está coberta pela garantia de segurança da aliança, que é encabeçada pelos próprios Estados Unidos.
“Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede aos EUA amplo acesso à Groenlândia. E nós, por parte do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico”, completou.
A primeira-ministra ainda apelou para o fim das ameaças. “Insisto veementemente para que os EUA cessem as ameaças contra um aliado histórico e contra outro país e outro povo que já deixaram bem claro que não estão à venda”, finalizou.
Em uma rede social, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, classificou a ameaça como inaceitável.
“Quando o presidente dos Estados Unidos fala ‘precisamos da Groenlândia’ e nos liga com a Venezuela e intervenção militar, não é só errado. Isto é tão desrespeitoso. Nosso país não é objeto de retórica de superpotência”, comentou.
As ameaças de anexar o território no extremo norte do continente americano remontam ao início do governo Trump, em janeiro de 2025.
A nova declaração desse domingo foi rejeitada por outros chefes de Estado europeus, como os dos vizinhos Finlândia, Noruega e Suécia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que somente a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir o futuro do território.
“E a Dinamarca é uma aliada próxima na Europa, é uma aliada da Otan e é muito importante que o futuro da Groenlândia seja para o Reino da Dinamarca e para a própria Groenlândia, e somente para a Groenlândia e o Reino da Dinamarca”, disse Starmer à emissora pública inglesa BBC.
Ação militar contra a Colômbia ‘parece bom’
Além da Groenlândia, Trump voltou suas ameaças para a Colômbia, governada pelo presidente esquerdista Gustavo Petro, crítico das políticas da Casa Branca para a América Latina. O presidente dos EUA afirmou que uma ação militar contra o governo Petro “parece bom”.
“A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump a jornalistas.
O presidente da Colômbia rejeitou as acusações do presidente estadunidense.
“Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas; meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram tornados públicos”, lembrou.
“Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, completou. (Com informações da Agência Brasil)
Autor Manoel Messias Rodrigues
Medida vai atingir produtos contendo resíduos de substâncias proibidas na UE; deve afetar abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs
A França declarou que vai suspender a importação de produtos agrícolas de países da América do Sul contendo resíduos de substâncias proibidas na UE (União Europeia). Em uma publicação no X no domingo (4.jan.2026), o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, mencionou mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim.
Segundo o premiê, a medida deve afetar produtos como abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs.
A restrição se dá no momento em que há um impasse para a conclusão do acordo entre a UE e o Mercosul. O tratado enfrenta resistência da França e da Itália –em grande parte por causa da reação do setor agrícola, que teme um aumento excessivo de produtos do Mercosul, não submetidos às mesmas regras vigentes no bloco europeu.
Depois do anúncio, Lecornu publicou em seu perfil no X uma “carta aberta aos agricultores” franceses. Ele afirmou que os controles sobre importações “serão fortemente reforçados” no país.
“Cabe agora à União Europeia ampliar rapidamente essas ações em todo o mercado europeu. Enquanto isso, decidimos agir imediatamente e iniciar esse movimento. O princípio será simples: as mesmas normas para todos, os mesmos controles para todos”, disse.
“Não é mais aceitável tolerar a presença de substâncias proibidas na França em produtos importados que entram no nosso mercado: é uma concorrência desleal, uma injustiça econômica e um problema para a saúde dos nossos consumidores”, declarou Lecornu.
“Continuaremos utilizando plenamente os mecanismos legais à nossa disposição, seja para frutas e vegetais, seja para carnes importadas que não respeitem as normas sanitárias e fitossanitárias da União Europeia. Mais uma vez: é uma questão de bom senso”, disse.




A Prefeitura de Goiânia inicia, nesta semana, o processo de matrícula para estudantes novatos da Rede Municipal de Educação. Para as escolas de Ensino Fundamental e turmas de pré-escola, a solicitação de vaga estará disponível a partir das 12h desta segunda-feira (5/1), no site da Secretaria Municipal de Educação (SME). Já para os Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e Centros de Educação Infantil (CEI), o procedimento começa na terça-feira (6/1), no mesmo horário.
A solicitação on-line só pode ser feita pelos pais ou responsáveis que realizaram o cadastro antecipado, aberto em novembro. Após a confirmação de disponibilidade da vaga, os responsáveis têm até 10 dias úteis para efetivar a matrícula presencialmente na unidade escolar indicada. No caso da Educação Infantil, a lista de contemplados será divulgada no dia 16/1, às 18h, com o mesmo prazo para confirmação presencial.
A rede municipal atende:
- Educação Infantil: crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses (integral nos Cmeis/CEIs)
- Pré-escola: 4 e 5 anos
- Ensino Fundamental: 1º ao 9º ano
- Educação de Jovens e Adultos (EJA): 1º ao 4º ano
Para a Educação Infantil, a criança precisa ter 6 meses completos até 31 de março.
Para este ano letivo, a SME projeta a oferta de 36.744 vagas para estudantes novatos, distribuídas da seguinte forma:
- Educação Infantil – 18.688
- Anos iniciais do Ensino Fundamental – 10.504
- Anos finais do Ensino Fundamental – 6.406
- EJA – 1.146
Além disso, a prefeitura informa que 55 novas salas de aula estão sendo entregues em unidades de ensino, o que permitirá criar 1,2 mil vagas adicionais na Educação Infantil. As ampliações atendem à meta municipal de reduzir a fila de espera nesse segmento e ampliar o atendimento da rede.
O processo de matrícula e confirmação deve ser realizado exclusivamente pelo endereço sme.goiania.go.gov.br, dentro dos prazos divulgados pela secretaria.
Presidente dos EUA instrumentaliza perfis da Casa Branca e das agências de governo para promover memes e ameaças após a captura do presidente venezuelano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem utilizado a captura do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, para estabelecer uma narrativa cada vez mais provocativa nos canais oficiais.
Desde o início do 2º mandato, Trump usou contas oficiais da Casa Branca e dos departamentos e agências governamentais para promover mensagens controversas em favor do seu governo.
Neste sábado (3.jan.2026), logo depois de anunciar a captura de Maduro e da ex-primeira-dama Cilia Flores pela operação Absolute Resolve, o perfil oficial da Casa Branca no Instagram publicou uma foto-montagem do presidente norte-americano com a expressão Fafo, sigla de “Fuck around and find out”, que, em tradução livre, significa “Faça merda para ver o que acontece”.
No domingo (4.jan.2026), a conta da Casa Branca publicou um vídeo intercalando um antigo discurso do presidente deposto, em que diz estar esperando pelos Estados Unidos no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, com uma declaração do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, do secretário de Estado, Marco Rubio, e de Trump.
As peças de comunicação com ironias ou ameaças também circularam pelas contas oficiais de outras agências governamentais, como o Departamento de Estado, responsável pelas relações exteriores dos EUA. Em uma publicação no perfil oficial no X, a conta faz referência a uma frase de Marco Rubio e publica uma montagem com a legenda “O presidente Trump é um homem de ação. Se você não sabe, agora sabe” (“President Trump is a man of action. If you don’t know, now you know”).
A postagem acompanha uma foto em preto e branco com Rubio e Trump e um texto central dizendo “Não brinque com o presidente Trump”.
O ATAQUE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou no sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a primeira-dama Cilia Flores.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.
Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.

Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário.
Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.
Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
COMANDO DO PAÍS
No início da tarde de sábado (3.jan.2026), Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.
A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
Leia mais sobre a ofensiva norte-americana à Venezuela:
- EUA atacam Venezuela e Trump diz ter capturado Maduro
- Líderes latino-americanos reagem ao ataque dos EUA à Venezuela
- Veja imagens dos ataques dos EUA à Venezuela
- Maduro foi “preso para responder acusação criminal nos EUA”, diz senador
- Vieira condenou ataque dos EUA, diz chanceler venezuelano
- Múcio diz que situação na fronteira com Venezuela é tranquila
- Trump publica foto de Maduro capturado em rede social; veja
- Mais grave agressão do século, diz PT sobre ação dos EUA
- Petróleo “roubado” deve ser devolvido, diz JD Vance
- Governo da Venezuela pede manifestação de organizações internacionais
- Maduro e mulher serão julgados em Nova York, diz governo dos EUA
- Venezuela fecha fronteira com Brasil depois de ataque dos EUA
- Lula diz que ataque à Venezuela é inaceitável
- Colômbia mobiliza força pública à fronteira com a Venezuela após ataque
- Governo Lula discute ataques dos EUA à Venezuela
- Internautas fazem memes sobre ataque dos EUA à Venezuela
- Trump diz que María Corina não é a pessoa para comandar Venezuela
- Vamos governar até uma transição segura, diz Trump sobre Venezuela
- Chegou a hora da liberdade na Venezuela, diz líder da oposição
- Leia a íntegra da acusação do governo dos EUA contra Maduro
- Empresas dos EUA irão explorar o petróleo venezuelano, diz Trump
- CIA tinha informante dentro do governo Maduro, diz jornal
- Líderes europeus reagem ao ataque dos EUA à Venezuela
- Milei associa Lula a Maduro para comemorar invasão dos EUA
- Líderes no exterior se dividem. sobre EUA na Venezuela; leia notas oficiais
- Vice da Venezuela, Rodríguez diz que Maduro é único presidente
- Maduro foi capturado em 47 segundos, diz Trump
- Saiba quem é Delcy Rodríguez, vice de Maduro que assume a Venezuela
- Trump e Rubio falam em aumentar pressão dos EUA sobre Cuba
- Saiba quem é Cilia Flores, mulher de Maduro capturada pelos EUA
- Macron pede transição pacífica na Venezuela após ataque dos EUA
A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES), por meio de especialistas do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), reforça o alerta sobre os riscos do uso de medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, sem prescrição e acompanhamento médico. Esses fármacos atuam em mecanismos complexos do organismo, como a liberação de insulina e o controle da saciedade.
Embora tenham sido desenvolvidos, inicialmente, para o tratamento do diabetes, os análogos de GLP-1 passaram a ser utilizados também no manejo da obesidade. O uso sem indicação clínica adequada, no entanto, pode provocar complicações como desidratação, náuseas, vômitos, alterações gastrointestinais, impacto na função hepática e riscos cardiovasculares, sobretudo em pessoas com doenças não diagnosticadas.
O secretário-adjunto da SES e endocrinologista, Sérgio Vencio, explica que a automedicação amplia os riscos de efeitos adversos, como desidratação severa e agravamento de problemas gástricos e hepáticos preexistentes.
O gerente médico do setor de Cardiologia do Hugol, Paulo Vencio, acrescenta que a rápida perda de peso pode gerar déficit energético e exigir maior esforço do sistema cardiovascular. Segundo ele, efeitos colaterais comuns, como náuseas e desidratação, podem levar à queda de pressão arterial e aumento da frequência cardíaca.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que os medicamentos dessa classe sejam vendidos somente mediante retenção de receita médica, reforçando a necessidade de avaliação individualizada. Como o uso para emagrecimento ainda é relativamente recente e os efeitos a longo prazo permanecem em estudo, a recomendação é que qualquer tratamento seja conduzido por profissionais habilitados, com exames, ajuste de doses e acompanhamento contínuo, sempre aliado a hábitos saudáveis.
O alerta reforça a importância do uso responsável de medicamentos de prescrição controlada e da busca por orientação médica especializada. A automedicação, sobretudo em tratamentos que alteram funções metabólicas, amplia riscos e pode resultar em complicações evitáveis. O enfoque em acompanhamento clínico e educação em saúde contribui para prevenir danos e fortalecer a segurança do paciente.
Presidente da Venezuela participou na 6ª feira (2.jan) de encontro para estreitar laços entre os países; China pediu a libertação imediata de Maduro, que está preso nos EUA
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), se reuniu com o enviado especial da China Qiu Xiaoqi na 6ª feira (2.jan.2026) para estreitar os laços bilaterais entre os 2 países. O encontro no Palácio de Miraflores, em Caracas, deu-se horas antes de Maduro ser capturado pelos Estados Unidos em operação militar na madrugada de sábado (3.jan).
Imagens mostram o momento em que o enviado especial é recebido por Maduro. Durante a conversa, o venezuelano afirma que conheceu Qiu Xiaoqi há 20 anos. “Faz tanto tempo! Eu o conheci quando ele era muito novo”, disse.
Assista:
🇨🇳🇻🇪Just a few hours ago, Maduro met in Caracas with a special envoy of Xi Jinping
It is unknown whether the Chinese delegation managed to leave Venezuela.
It is possible that Chinese officials are now watching events unfold from the front row. pic.twitter.com/rgL7AwZt77
— NEXTA (@nexta_tv) January 3, 2026
O encontro teve a presença da vice-presidente, Delcy Rodríguez, e do ministro das Relações Exteriores, Yván Gil.
Neste domingo (4.jan), a China pediu que os Estados Unidos libertem “imediatamente” Maduro e sua mulher, Cilia Flores.
A mensagem foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da China. O governo chinês também exigiu o fim das operações norte-americanas para derrubar o regime de Maduro e classificou a ação que prendeu o presidente venezuelano como “ilegal”.
O ATAQUE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou neste sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a primeira-dama Cilia Flores.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada deste sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.
Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.
https://static.poder360.com.br/2026/01/EUA-atacam-Venezuela-timeline-3jan2026-scaled.png
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário.
Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.
Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
COMANDO DO PAÍS
No início da tarde deste sábado (3.jan.2026), Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde deste sábado (3.jan), Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.
A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
Leia mais sobre a ofensiva norte-americana à Venezuela:
- EUA atacam Venezuela e Trump diz ter capturado Maduro
- Líderes latino-americanos reagem ao ataque dos EUA à Venezuela
- Veja imagens dos ataques dos EUA à Venezuela
- Maduro foi “preso para responder acusação criminal nos EUA”, diz senador
- Vieira condenou ataque dos EUA, diz chanceler venezuelano
- Múcio diz que situação na fronteira com Venezuela é tranquila
- Trump publica foto de Maduro capturado em rede social; veja
- Mais grave agressão do século, diz PT sobre ação dos EUA
- Petróleo “roubado” deve ser devolvido, diz JD Vance
- Governo da Venezuela pede manifestação de organizações internacionais
- Maduro e mulher serão julgados em Nova York, diz governo dos EUA
- Venezuela fecha fronteira com Brasil depois de ataque dos EUA
- Lula diz que ataque à Venezuela é inaceitável
- Colômbia mobiliza força pública à fronteira com a Venezuela após ataque
- Governo Lula discute ataques dos EUA à Venezuela
- Internautas fazem memes sobre ataque dos EUA à Venezuela
- Trump diz que María Corina não é a pessoa para comandar Venezuela
- Vamos governar até uma transição segura, diz Trump sobre Venezuela
- Chegou a hora da liberdade na Venezuela, diz líder da oposição
- Leia a íntegra da acusação do governo dos EUA contra Maduro
- Empresas dos EUA irão explorar o petróleo venezuelano, diz Trump
- CIA tinha informante dentro do governo Maduro, diz jornal
- Líderes europeus reagem ao ataque dos EUA à Venezuela
- Milei associa Lula a Maduro para comemorar invasão dos EUA
- Líderes no exterior se dividem. sobre EUA na Venezuela; leia notas oficiais
- Vice da Venezuela, Rodríguez diz que Maduro é único presidente
- Maduro foi capturado em 47 segundos, diz Trump
- Saiba quem é Delcy Rodríguez, vice de Maduro que assume a Venezuela
- Trump e Rubio falam em aumentar pressão dos EUA sobre Cuba
- Saiba quem é Cilia Flores, mulher de Maduro capturada pelos EUA
- Macron pede transição pacífica na Venezuela após ataque dos EUA








