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New Glenn, que possui 98 metros de altura, foi submetido a testes na Flórida após vários atrasos na construção; liberação foi dada na 6ª feira (27.dez.2024)

O novo foguete da empresa espacial de Jeff Bezos, a Blue Origin, recebeu permissão da FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, na sigla em inglês) para decolar. O veículo orbital chamado New Glenn teve uma série de atrasos na construção, mas finalmente recebeu a licença na 6ª feira (27.dez.2024).

Assim que teve a licença aprovada pela FAA, o New Glenn já foi submetido a testes, como divulgado pela Blue Origin. As provas aconteceram na Estação Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, onde os 7 motores do foguete queimaram por 24 segundos.

Bezos publicou um vídeo do teste no X (antigo Twitter), comemorando o feito com uma curta mensagem: “Próxima parada, lançamento”, disse, indicando que o lançamento do New Glenn, que era previsto para 2024, pode estar próximo.

<blockquote class=”twitter-tweet” data-media-max-width=”560″><p lang=”en” dir=”ltr”>Next stop launch <a href=”https://t.co/GQFz4XxEt5″>pic.twitter.com/GQFz4XxEt5</a></p>&mdash; Jeff Bezos (@JeffBezos) <a href=”https://twitter.com/JeffBezos/status/1872824935732916265?ref_src=twsrc%5Etfw”>December 28, 2024</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>

O vice-presidente da Blue Origin, Jarrett Jones, celebrou o que chamou de sucesso da mistura entre testes rigorosos e design de engenharia.

Esse é um marco monumental e uma amostra do que está próximo para o lançamento do New Glenn. O sucesso de hoje comprova que nossa rigorosa abordagem nos testes, combinado com nosso design de engenharia, está funcionando como previsto”, disse.

O teste serviu para que a equipe avaliasse o desempenho do New Glenn e reproduzisse as operações necessárias durante o dia de lançamento. A Blue Origin destacou que todos os objetivos foram cumpridos no que foi o último grande teste antes do lançamento.

O New Glenn possui 98 metros de altura e uma coifa duas vezes maior do que o tamanho convencional para foguetes do tipo. 

O foguete será usado na missão NG-1, que levará o “Blue Ring Pathfinder”, uma carga útil que será utilizada para realizar testes no “Blue Ring”, veículo orbital da Blue Origin. A carga é equipada com um elementos comunicadores, sistemas energéticos e computadores de voo instalados em um adaptador que poderá posicionar satélites em outras órbitas.

O vice-presidente sênior de Sistemas Espaciais da Blue Origin, Paul Ebetz, celebrou a liberação do New Glenn e os avanços da missão espacial da Blue Origin.

“Estamos animados para demonstrar as operações avançadas no espaço da Blue Ring na missão inaugural da New Glenn. O Blue Ring desempenha um papel crítico na construção de uma estrada para o espaço, e esta missão é um primeiro passo importante para a Blue Ring e permite operações dinâmicas e responsivas que beneficiarão muito nossa nação”, disse.



Autor Poder360 ·


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão que reabre o debate sobre as emendas parlamentares de comissão. Ele autorizou, neste domingo (29/12), a liberação de parte dos valores que haviam sido suspensos, mas reforçou críticas ao processo de indicação, afirmando que ele seria marcado por “nulidade insanável”.

As emendas parlamentares são recursos previstos no Orçamento da União, utilizados para atender demandas locais indicadas por deputados e senadores. Dentro desse universo, as emendas de comissão são aquelas propostas por comissões permanentes da Câmara dos Deputados e do Senado, devendo seguir um rito formal, com aprovação e registro em ata.

Segundo Dino, o problema está na falta de clareza e formalidade nos documentos enviados pelo Congresso ao Executivo. Ele afirmou que os ofícios apresentam “motivos determinantes falsos” e não seguem os procedimentos corretos.

“Fica evidente a nulidade insanável que marca o ofício [encaminhado pelo Legislativo ao Executivo]. Os seus motivos determinantes são falsos, o caráter nacional das indicações das emendas – exigido [pelas regras do Congresso] – não foi aferido pela instância competente e o procedimento adotado não atende às normas de regência”, declarou o ministro.

Mesmo com as críticas, Dino determinou que, excepcionalmente, os pagamentos das emendas empenhadas até 23 de dezembro de 2024 podem ser realizados, desde que não haja outras ilegalidades. “A fim de evitar insegurança jurídica para terceiros (entes da Federação, empresas, trabalhadores), fica excepcionalmente admitida a continuidade da execução do que já foi empenhado como ‘emenda de comissão’ até o dia 23 de dezembro de 2024.”, afirma.

Além disso, o ministro autorizou o pagamento de emendas parlamentares destinadas à saúde, liberando recursos já depositados nos Fundos de Saúde até 10 de janeiro de 2025.

A decisão ocorre em meio a uma disputa sobre a alocação de emendas, que seria feita de forma desigual. Dos R$ 180 milhões em novas indicações feitas pelos parlamentares, R$ 73 milhões foram destinados para Alagoas, estado natal do presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

Goiás, por exemplo, recebeu apenas R$ 1,8 milhão, enquanto estados como Rio de Janeiro e Bahia obtiveram R$ 21 milhões e R$ 10 milhões, respectivamente. Alguns estados, como Amazonas, Acre, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Roraima e Pará, não foram contemplados, o que gerou críticas.

Irregularidades no processo

O bloqueio inicial das emendas foi motivado pela ausência de assinaturas nos documentos originais enviados pelas comissões do Congresso ao Executivo. Para corrigir essa falha, a Câmara enviou novos ofícios assinados pelos presidentes das comissões. No entanto, surgiram indicações de um montante adicional de R$ 180 milhões, classificados como “novas indicações”, o que levantou suspeitas de manipulação e falta de transparência. Dino criticou duramente o processo orçamentário, chamando-o de “balbúrdia”.

“Verifico o ápice de uma balbúrdia quanto ao processo orçamentário – certamente inédita. Com efeito, as citadas petições contêm incoerências internas, contradições com outras peças constantes dos autos e – o mais grave – confronto com a ordem jurídica pátria.”

Dino destacou que a Câmara alegou seguir o mesmo procedimento do Senado, mas somente as indicações da Câmara foram questionadas judicialmente. Dessa forma, o Senado tem agora 10 dias úteis para esclarecer ao STF como foram indicadas as emendas de comissão pelos senadores.

No total, o governo prevê R$ 11 bilhões em emendas de comissão para 2024. Desse montante, cerca de R$ 6,6 bilhões já foram pagos, enquanto R$ 4,4 bilhões ainda aguardam empenho, sendo R$ 2,1 bilhões destinados à Câmara e R$ 2,3 bilhões ao Senado.

Autor Agatha Castro


Macron, Trudeau e rei Charles 3º prestaram homenagens ao ex-presidente dos EUA; Carter estava em cuidados paliativos desde 2023

Líderes mundiais comentaram neste domingo (29.dez.2024) a morte do 39º presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, aos 100 anos. Desde fevereiro de 2023, o democrata estava sob cuidados paliativos em casa.

No X (ex-Twitter), o presidente da França, Emmanuel Macron (Renascimento, centro), chamou o democrata de um “firme defensor dos direitos dos mais vulneráveis”.

O rei Charles 3º, da família real britânica, também lamentou a morte do ex-chefe do Executivo. “Foi com grande tristeza que tomei conhecimento da morte do ex-presidente Carter. Ele foi um servidor público comprometido e dedicou sua vida à promoção da paz e dos direitos humanos. […] Meus pensamentos estão com a família do presidente Carter e com os norte-americanos neste momento”, escreveu.

A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris (democrata), afirmou que o “mundo é um lugar melhor por causa do Presidente Carter”.

“Tive o privilégio de conhecer o Presidente Carter por muitos anos. Sempre lembrarei de sua bondade, sabedoria e imensa graça. Sua vida e legado continuam a me inspirar — e inspirarão gerações futuras”, escreveu.

O democrata era o presidente vivo mais velho da história dos EUA depois da morte de George H.W. Bush, aos 94 anos, em 2018. Carter governou o país de 1977 a 1981.

Jimmy Carter enfrentava problemas de saúde. Em 18 de fevereiro de 2023, ele decidiu não receber mais intervenção médica e começou a ter cuidados paliativos em casa por causa de um melanoma (câncer de pele) que se espalhou para o fígado e o cérebro.

Antes, Carter venceu um câncer cerebral em 2015, mas teve problemas de saúde em 2019 e passou por uma cirurgia para remover a pressão em seu cérebro.

Leia outras reações: 

  • Keir Starmer (primeiro-ministro do Reino Unido): “Sua presidência será lembrada pelos históricos Acordos de Camp David entre Israel e Egito, e foi essa dedicação vitalícia à paz que lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz. Motivado por sua forte fé e valores, o Presidente Carter redefiniu o papel de ex-presidente com um compromisso notável com a justiça social e os direitos humanos, tanto em casa quanto no exterior”;

  • Justin Trudeau (primeiro-ministro do Canadá): “O legado de Jimmy Carter é de compaixão, gentileza, empatia e trabalho duro. Ele serviu aos outros tanto em casa quanto ao redor do mundo durante toda a sua vida — e ele amava fazer isso. Ele sempre foi atencioso e generoso com seus conselhos para mim”;

  • Nancy Pelosi (ex-presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos): “Hoje, nossa nação e nosso mundo perderam um líder que personificava dignidade e decência, graça e bondade. Paul e eu nos unimos em luto pela perda do presidente Jimmy Carter e em agradecimento por sua vida, que foi santa em sua devoção ao serviço público e à paz”.



Autor Poder360 ·


Goiânia alcançou, neste domingo (29/12), o quarto dia consecutivo sem pessoas na fila de espera por leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na cidade. Ao menos cinco pessoas morreram à espera de vagas de UTI na capital. O avanço foi comemorado pela equipe de transição do prefeito eleito Sandro Mabel (União Brasil) e pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, que trabalharam em conjunto para sanar o problema na cidade.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos, a ação não apenas eliminou a fila de espera, mas também garantiu que nenhum paciente aguardasse mais de 24 horas por atendimento em UTI.

“Zeramos a fila e eliminamos óbitos causados pela demora, além de evitar casos de judicialização para solicitação de vagas. Todas as demandas foram atendidas com eficiência”, afirmou.

Goiânia enfrenta uma crise na Saúde do município, com serviços como o atendimento domiciliar suspensos por falta de pagamento para as empresas que prestam o serviço. Em média, a cidade possuía de 25 a 30 pacientes aguardando por leitos de UTI, segundo o secretário.

Entre as principais iniciativas para reorganizar o sistema de saúde estão a abertura de novos leitos e a expansão da rede de atendimento. Ao longo do mês, foram abertos 20 leitos de UTI e reativados outros 47 no Hospital Ruy Azeredo. O Hospital das Clínicas da UFG passou a disponibilizar 16 novos leitos, enquanto o Hospital Estadual de Águas Lindas inaugurou 40 leitos de UTI e 55 de enfermaria.

A estrutura atual conta também com 14 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo 4 de suporte avançado e 10 de suporte básico, além de 11 ambulâncias brancas destinadas ao transporte sanitário. As unidades de saúde foram abastecidas com materiais e medicamentos, e as equipes foram reajustadas, completando o quadro de funcionários para garantir o atendimento.

Essas medidas permitiram que a maioria das solicitações por internação fosse atendida em menos de 24 horas. Em 30 dias, 1.944 pacientes foram internados em leitos de UTI e enfermaria. Além disso, o número de pacientes aguardando por vaga em enfermaria caiu de 178 para 38.

O Gabinete de Crise da Saúde, criado para monitorar e coordenar a situação em Goiânia, comunicou ao Ministério Público de Goiás (MPGO) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO) sobre os resultados alcançados. Para Rasível Santos, a organização do sistema oferece à população um fim de ano mais seguro e tranquilo.

Autor Agatha Castro


É possível realizar a consulta por meio dos terminais de autoatendimento, internet banking e aplicativos bancários

Os proprietários de veículos registrados no Estado de São Paulo já podem conferir o valor do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) de 2025 em toda a rede bancária. A consulta pode ser realizada nos terminais de autoatendimento, internet banking e aplicativos de celular disponibilizados pelos bancos, com o número do Renavam (Registro Nacional de Veículo Automotor).

Também é possível verificar diretamente na página do IPVA, no portal da Sefaz-SP (Seretaria da Fazenda e Planejamento), clicando aqui, mediante o número do Renavam e placa do veículo.

A Sefaz-SP oferece, ainda, consulta ao valor venal do automóvel para 2025 no Sivei (Sistema de Veículos), bastando ao proprietário informar a placa do veículo.

Em janeiro, é possível antecipar o pagamento em cota única, com desconto de 3% –essa opção é atrativa, pois apresenta um rendimento maior que o da poupança, por exemplo. Também em janeiro é a data para quem decidir pagar tributo parcelado, devendo recolher a primeira parcela. É possível pagar o imposto em até cinco vezes.

Formas de pagamento

Para efetuar o pagamento do IPVA 2025, basta o contribuinte utilizar a rede bancária credenciada, com o número do Renavam.

No Estado de São Paulo, o Pix é a forma preferencial de pagamento, sendo mais rápido, fácil e confirmado imediatamente. O recolhimento é feito por meio de QR code, gerado exclusivamente no site da Sefaz-SP, junto a cerca de 800 instituições financeiras, contemplando especialmente os cidadãos com contas digitais e que não possuem conta nos grandes bancos.

As tradicionais formas de pagamento estão mantidas. É possível efetuar o recolhimento pela internet, nos terminais de autoatendimento ou outros canais oferecidos pela instituição bancária. Também é possível realizar o pagamento em casas lotéricas e com cartão de crédito, nas empresas credenciadas à Sefaz-SP.

Calendário de pagamento

Os proprietários poderão escolher entre as seguintes formas de pagamento com vencimentos de acordo com o final de placa:

    • cota única em janeiro com desconto de 3%;
    • cota única em fevereiro, sem desconto.
  • Parcelamento, sem desconto:
    • em 3 vezes, de janeiro a março (IPVA entre R$ 222,12 e R$ 296,16);
    • em 4 vezes, de janeiro a abril (IPVA entre R$ 296,16 e R$ 370,20);
    • em 5 vezes, de janeiro a maio (IPVA acima de R$ 370,20).



Autor Poder360 ·


O vereador Gilsão Meu Povo (MDB) articulou uma chapa única para a presidência da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia no ano de 2025. Em reunião realizada em sua residência nesta sexta-feira (27/12), 23 dos 25 parlamentares da cidade declararam apoio à sua eleição como sucessor de André Fortaleza (PL), atual ocupante do cargo.

“Primeiramente reafirmo meu compromisso com a gestão no próximo biênio e estou preparado para trabalhar incansavelmente conforme as atribuições de presidente com transparência, atendendo os Princípios da Administração Pública concentrando nas demandas do legislativo e da população, contribuindo no que for necessário para o desenvolvimento de nossa cidade.”, disse o vereador em uma postagem em seu Instagram.

Entre os vereadores, apenas Tatá Teixeira (União) e André Fortaleza (PL) não declararam apoio público ao parlamentar. As articulações para candidaturas alternativas, lideradas por Tatá Teixeira e André Fortaleza, não avançaram, favorecendo a eleição de Gilsão em um processo com ampla maioria.

Em sua conta no Instagram, Gilsão divulgou a lista dos vereadores que declararam apoio à sua candidatura. Entre os aliados estão: Tales de Castro (PSB), Camila Rosa (União), Professor Clusemar (PODE), Arnaldo Leite (MDB), Ataides Neguinho (MDB), Rogério Almeida (MDB), Mazinho Baiano (DC), Cristiano Zoi (Avante), Almeidinha (MDB), Neto Gomes (Mobiliza), Gleison Flávio (PL), Edinho Carvalho (MDB), Wegney Costa (PDT), Roberto Chaveiro (PP), Isaac Martins (União), Bi Dourado (Agir), Dieyme Vasconcelos (PL), Lipe Gomes (PSDB), Felipe Cortez (PL), Mazinho do Madre Germana (PT), Rosinaldo Boy (Solidariedade) e Olair Gomes (PRD).

Enquanto a presidência já parece definida, a disputa pela composição da mesa diretora ainda movimenta os bastidores. Muitos nomes são cotados para o cargo de vice-presidente, mas nenhum comunicado oficial foi feito até o fechamento desta reportagem.

A posse do prefeito Leandro Vilela, do vice-prefeito e dos vereadores eleitos está marcada para o dia 1º de janeiro de 2025, às 10h, no Anfiteatro Cantor Leandro, quando se dará início oficialmente à nova gestão no município.



Autor Agatha Castro


Para especialistas, texto não introduz mudanças estruturais, mas organiza normas estabelecidas para a ação das forças de segurança

O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na 3ª feira (24.dez.2024), que limita o uso de armas por policiais durante abordagens, confirma as diretrizes previstas na legislação vigente. Para especialistas, o texto não traz mudanças significativas nas normas que regem a atuação das forças de segurança no Brasil.

“Embora não apresente alterações substanciais, o decreto organiza as diretrizes já estabelecidas e reforça a necessidade de uma atuação técnica, proporcional e juridicamente segura, tanto para os policiais quanto para a sociedade”, afirma Raquel Gallinati, delegada e diretora da Adepol (Associação dos Delegados de Polícia) do Brasil.

O decreto, assinado por Lula e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, regulamenta o uso da força pelos agentes de segurança com base na Lei nº 13.060, de 22 de dezembro de 2014. Essa legislação já priorizava o uso de instrumentos de menor potencial ofensivo, sempre que isso não colocasse em risco a integridade física ou psicológica dos agentes.

Depois de 10 anos de vigência da lei, o decreto de 2024 reafirma princípios consolidados no Código Penal e no Código de Processo Penal, organizando-os em 7 diretrizes:

  • Legalidade: toda ação policial deve ser conduzida de acordo com a lei;
  • Precaução: operações devem ser planejadas para minimizar o uso da força e reduzir danos;
  • Necessidade e proporcionalidade: a força deve ser empregada somente quando recursos menos intensos forem insuficientes e deve ser compatível com a ameaça enfrentada;
  • Razoabilidade: ações devem ser equilibradas, prudentes e respeitar as especificidades do caso;
  • Responsabilização: agentes que usarem a força de maneira inadequada devem ser responsabilizados;
  • Não discriminação: ações policiais devem ser isentas de preconceitos relacionados a cor, raça, etnia, orientação sexual, religião, nacionalidade, situação econômica ou opinião política.

O texto reforça que o uso de arma de fogo deve ser o último recurso, reservado para situações de risco iminente à vida, e destaca a necessidade de uma abordagem gradual no uso da força, priorizando métodos dissuasórios antes de adotar medidas mais severas. Eis a íntegra do decreto Nº 12.341 de 2024 (PDF – 193 kB).

“Embora o Decreto nº 12.341/2024 não promova mudanças estruturais significativas, ele regulamenta normas que já orientam a atuação das forças de segurança”, analisa Gallinati.

“Em um contexto em que a segurança pública busca equilibrar a eficácia no combate à criminalidade com a preservação da dignidade humana, o decreto reafirma a importância de uma atuação planejada, responsável e justa por parte das forças de segurança, sempre em conformidade com os parâmetros legais”, continua.

A delegada ressalta que a eficácia dessas normas depende de investimentos concretos na estruturação e nas condições de trabalho das forças de segurança. “Sem recursos adequados, formação contínua e equipamentos apropriados, qualquer regulamentação corre o risco de se tornar apenas simbólica, comprometendo o desempenho dos agentes na proteção da sociedade”, diz.



Autor Poder360 ·


Na última sexta-feira (27/12), fiscais do Procon Goiás, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), realizaram uma operação que resultou na apreensão de cerca de 7.500 unidades de fogos de artifício em Goiânia. A ação ocorreu em oito estabelecimentos, incluindo supermercados e distribuidoras de bebidas, e teve como base a Nota Técnica 30/2023 do CBMGO, que regulamenta o comércio desses produtos no varejo.

De acordo com a normativa, os locais que comercializam fogos de artifício devem seguir regras específicas para garantir a segurança. Um dos requisitos é que o estabelecimento tenha um projeto técnico aprovado previamente pelo Corpo de Bombeiros. Além disso, só é permitido vender esse tipo de produto em lojas exclusivas, localizadas em edificações térreas de um único pavimento e com área útil de até 100 m², sem exercer outras atividades comerciais no mesmo espaço.

O superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston, ressaltou que a autorização para venda de fogos de artifício exige o registro correto do negócio.

“Para vender esses produtos, a Classificação Nacional de Atividades Econômicas, o CNAE, da empresa não pode ser de mercearia, de supermercado ou de distribuidora de bebidas. Existe uma classificação específica de comércio varejista de fogos de artifício. Sem esse registro, o estabelecimento está infringindo a legislação”, explicou Palmerston.

Com a proximidade das festas de Réveillon, o superintendente ainda alertou que a procura por fogos de artifício tende a aumentar, o que exige atenção redobrada dos consumidores. Ele orientou que as pessoas comprem esses produtos apenas em lojas especializadas e autorizadas.

Os estabelecimentos autuados, localizados nos bairros Residencial Veredas dos Buritis, Jardim Itaipu, Setor Garavelo e Jardim Caravelas, não apresentaram a documentação necessária e foram considerados irregulares. Além de não terem autorização para venda, esses locais colocaram no mercado produtos potencialmente perigosos.

Os itens apreendidos foram lacrados no momento da fiscalização, e os responsáveis terão um prazo de 20 dias para apresentar defesa. Durante esse período, os proprietários também precisarão comprovar o descarte adequado dos fogos de artifício recolhidos.

Autor Agatha Castro


O Ministério da Justiça redefiniu a classificação indicativa da série mexicana na última 6ª feira por conter “drogas lícitas e violência”

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) criticou a decisão do Ministério da Justiça de redefinir a classificação indicativa das séries mexicanas “Chaves”, agora para maiores de 10 anos, e “Chapolin”, agora para maiores de 12 anos, por conterem “drogas lícitas e violência”. Anteriormente, ambos os seriados possuíam classificação livre.

Em seu perfil no X (ex-Twitter), neste sábado (28.dez.2024), o parlamentar disse que “falar em ‘violência fantasiosa’ e ‘drogas lícitas’ como justificativa é tratar o povo brasileiro como incapaz de discernir o que é entretenimento de qualidade e inofensivo”.

O deputado também afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “prioriza uma engenharia social sobre a proteção da população”. Mário Frias foi, durante junho de 2020 e março de 2022, Secretário de Cultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Enquanto o país enfrenta uma crise de violência real, com milhares de vidas ceifadas todos os anos, o governo prefere gastar tempo impondo censura em obras culturais que são patrimônio da nossa memória coletiva. Essa decisão é mais um exemplo do paternalismo estatal que tenta controlar até o que as famílias assistem em casa, desrespeitando nossa inteligência e autonomia”, declarou o deputado.

Por mais que o Ministério da Justiça recomende que “Chaves” e “Chapolin” sejam transmitidos somente após às 20h na TV aberta, não passa de uma recomendação do órgão. Entretanto, o SBT, que é responsável pela transmissão da obra de Roberto Bolaños, já a exibe na faixa de 20h45 às 22h.



Autor Poder360 ·


O Governo de Goiás, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), deu início a uma segunda etapa de construção no Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (Dianot), em Aparecida de Goiânia, durante o fim de ano. As obras começaram em junho de 2024, na área onde funcionava a antiga colônia do regime semiaberto, e devem transformar a região em um polo estratégico para o agronegócio e outras indústrias.

Com um investimento previsto de R$ 100 milhões, sendo R$ 40 milhões empenhados apenas neste ano, o novo parque industrial terá capacidade para abrigar cerca de 200 indústrias em uma área de dois milhões de metros quadrados. O empreendimento é considerado um marco para o município e para o estado, com a expectativa de gerar 30 mil empregos diretos e indiretos.

A primeira etapa de construção do Dianot incluiu a abertura de ruas, construção de rotatórias, instalação de sistemas de drenagem pluvial e de postes de luz (70% já concluídos), além do início das fundações para reservatórios elevados de água que abastecerão o parque. Na segunda etapa, foram implantadas as redes de água e esgoto, mantendo o cronograma das obras em dia, mesmo com o período chuvoso.

De acordo com Francisco Jr, presidente da Codego, o planejamento está dividido em três etapas. “A conclusão da primeira parte e a instalação das primeiras indústrias estão previstas para 2025. Em 2026, será finalizada a infraestrutura da última etapa, possibilitando a instalação de mais empresas”, afirmou.

O Dianot foi pensado como uma iniciativa estratégica para o desenvolvimento de Aparecida de Goiânia e de toda a região metropolitana. Segundo o Secretário de Infraestrutura, Pedro Sales, o projeto reflete o compromisso do Governo de Goiás com o crescimento econômico sustentável.

“A construção vem ganhando musculatura e está sendo muito bem conduzida pela equipe técnica da Codego. Este distrito será um marco pela sua dimensão e pela importância para a cidade e para o estado”, destacou o secretário.

Autor Agatha Castro