15 de janeiro de 2026
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O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (12/1) ter “gratidão” pelo papel do governador Ronaldo Caiado nas mudanças do transporte coletivo metropolitano e disse não haver “briga” entre os entes. Em entrevista na posse do novo titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços, Adonídio Neto, Mabel elogiou a iniciativa estadual e ressaltou que a prefeitura analisa, tecnicamente, eventuais questões estruturais “dentro da legalidade”.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de judicializar a nova lei que altera a governança do transporte metropolitano — a Lei Complementar 122/2025 —, Mabel disse que a prefeitura está observando e analisando a questão com apoio técnico, mas reforçou o respeito institucional entre Executivo municipal e estadual.

Questionado se concorda com a afirmação do governador de que prefeitos deveriam ter “gratidão” pela estadualização da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Mabel respondeu que esse sentimento é mais amplo.

“Eu acho que não só os prefeitos, mas a população em geral tem que ter um sentimento de gratidão ao governador. O governador, na época da pandemia, teve a coragem de enfrentar esse problema [do transporte coletivo na grande Goiânia]. É um problema grave, é um problema que é grave no Brasil inteiro e que precisa ser feito como ele fez. Com coragem. As empresas acreditaram, os municípios acreditaram. Então, isso tudo nós temos que ter, sim, uma gratidão”, afirmou.

Prefeito discursa durante posse do secretário de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços

Ao falar sobre a possibilidade de ação judicial, Mabel explicou que a prefeitura está encaminhando a análise técnica antes de qualquer medida e descartou confronto político como motivação.

“A questão estrutural nós estamos observando, estamos analisando, porque chamamos uma pessoa técnica para poder analisar. Agora, o sentimento meu com o governador, não existe briga nessas histórias. É um sentimento que nós temos que trazer dentro da legalidade”, pontuou.

“Então, eu tenho o maior respeito pelo governador, sobretudo, nessa área de transporte coletivo. Como prefeito de Goiânia, eu elegi o transporte coletivo como prioridade de Goiânia. Então, eu tenho todo o cuidado que eu posso ter com o transporte coletivo”, acrescentou.

Tarifa única pesa, mas traz melhorias’

Mabel detalhou as transformações previstas para o sistema e defendeu a integração entre os municípios da região metropolitana. Ele voltou a dizer que a metronização e sincronizando de todos os semáforos vão dar rapidez aos corredores de ônibus.

“A tarifa única, é um negócio que, lógico, pesa para a Goiânia também, pesa para a Aparecida, mas é uma coisa que integra os municípios, dá condição [para melhoria] do transporte coletivo”, completou o prefeito, citando que hoje a frota está ficando toda nova, com ar-condicionado, com wi-fi

Sobre a acusação da empresa Rápido Araguaia de que a crise financeira decorre de atrasos nos pagamentos dos subsídios por parte dos municípios, Mabel negou a versão e disse que a gestão municipal regularizou compromissos herdados.

“Não é verdade isso. A Prefeitura de Goiânia pagou estreitamente em dia os seus compromissos que estavam combinados. Os compromissos que não estavam ainda definidos, que nós, prefeitos novos, pegamos um impacto de quase 40% no custo que a prefeitura tiveram que arcar. Não existia dinheiro para isso. Não existia forma de se fazer isso”, afirmou.

Segundo disse, ao assumir havia seis meses de atraso dos repasses deixado pelo prefeito anterior no transporte coletivo, o que representa quase R$ 200 milhões, que, de acordo co ele, estão sendo pagos.

“Essa diferença é uma diferença que nós não concordamos com ela. Agora fizemos um acerto em relação a essa diferença e vamos fazer com que ela possa ser paga. Mas eu não acho que a dificuldade é essa não. Acho que a dificuldade é que a velocidade do investimento foi maior do que os municípios podiam absorver. Mas agora isso também já está sincronizado, já se esticou um pouquinho mais, e isso daí vai se normalizar também”, finalizou.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Se a atual base de cálculo for mantida, o reajuste será de apenas R$18 para 2026; ministro diz que governo pretende anunciar novas regras ainda em janeiro

O presidente da Frente Parlamentar da Educação, deputado Rafael Brito (MDB-AL), afirmou ao Poder360 nesta 2ª feira (12.jan.2026) que sugeriu ao ministro da Educação, Camilo Santana, a mudança na base de cálculo do reajuste salarial dos professores para um índice atrelado ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Segundo ele, a proposta tem como objetivo garantir ganho real acima da inflação.

Atualmente, o reajuste do piso nacional do magistério é vinculado ao VAAF (Valor Aluno Ano do Fundeb), conforme o artigo 5º da Lei do Piso. Com essa metodologia, a revisão salarial prevista para 2026 é de 0,37%, percentual inferior à inflação de 2025, que fechou o ano em 4,26%. Na prática, o aumento seria de R$ 18,10.

Segundo Brito, a proposta apresentada por ele e considerada pelo Ministério da Educação estabelece um reajuste baseado no IPCA acrescido de 1% a 2%, o que resultaria em uma correção de aproximadamente 5,76% em 2026. O objetivo, afirmou o deputado, é assegurar ganho real aos professores pelos próximos 10 anos.

A divulgação do índice, por meio de portaria interministerial, provocou reação negativa de sindicatos da educação. O Sindeducação (Sindicato dos Profissionais do Magistério do Ensino Público Municipal de São Luís) classificou o reajuste como “completamente inaceitável” diante da necessidade de valorização da carreira docente. Já o Sindsifcfe (Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará) afirmou que o percentual representa “um golpe na carreira de todos os professores da educação pública do país”.

Após as críticas, Camilo Santana publicou um vídeo em suas redes sociais no qual afirmou que o governo federal anunciará mudanças no cálculo do piso nacional do magistério.

“Não podemos admitir que a regra atual deste cálculo dê apenas 0,37% de aumento. Isso é inadmissível. Os professores precisam ser reconhecidos e valorizados”, declarou o ministro.

Em nota ao Poder360, o Ministério da Educação informou que a expectativa é anunciar as medidas até meados de janeiro, por meio de uma Medida Provisória, com validade imediata e posterior apreciação pelo Congresso.

“O ministro ganhou um prazo de alguns dias para fazer um cálculo e dialogar com o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), para levar a proposta à Casa Civil e editar a medida provisória”, disse Brito.



Autor Poder360 ·


Tendo como objetivo o estímulo à sustentabilidade ambiental, a Política Estadual de Incentivo à Realização de Eventos Esportivos Verdes foi sancionada e se tornou a Lei nº 23.963, de 20 de dezembro de 2025

A novidade, proposta por Virmondes Cruvinel (UB), cria medidas que promovem o baixo impacto ao meio ambiente durante o planejamento, a realização e a avaliação dos referidos encontros do esporte.

Na justificativa do projeto aprovado pelo Parlamento goiano, o deputado apontou que dados da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer de Goiás indicam que, anualmente, mais de 300 eventos esportivos são realizados no Estado, reunindo cerca de um milhão de participantes entre atletas e espectadores. 

“Em sua organização e realização, consomem uma quantidade considerável de recursos naturais e energéticos. A adoção de práticas sustentáveis pode resultar em uma diminuição significativa do impacto ambiental, além de representar uma economia de recursos públicos e privados”, defendeu. 

Entre as diretrizes definidas pela política está o estímulo ao estabelecimento de requisitos específicos para a obtenção de licenças para a realização de eventos esportivos. Outros exemplos são o incentivo à priorização de transporte público ou meios alternativos de baixo carbono e ao uso de materiais recicláveis e biodegradáveis. 

A legislação irá fomentar a criação de programas de incentivo fiscal para a organização de eventos esportivos verdes, além de desenvolver e aplicar um selo de certificação a ser concedido aos que respeitarem e promoverem critérios ecológicos. 

Cabe ao Executivo Estadual estabelecer formas de monitoramento e de avaliação daquilo que foi instituído por esta lei, a qual entrou em vigor na data da sua publicação.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Prefeitura de Hidrolândia entregou oficialmente, na sexta-feira (9/1), a Unidade Básica de Saúde Santa Bárbara (UBS 10), ampliando a rede municipal de atenção primária e reforçando a estratégia de descentralização dos serviços de saúde. A unidade foi batizada em homenagem ao ex-prefeito Licardino Batista da Silva e passa a atender moradores de bairros com crescimento acelerado no município.

Localizada em área estratégica, a UBS beneficiará diretamente os setores Santa Bárbara, Parque Flamboyant, São Francisco e regiões adjacentes, permitindo que a população tenha acesso a atendimentos médicos, odontológicos e preventivos mais próximos de casa. A medida reduz a necessidade de deslocamentos para outras regiões da cidade e contribui para desafogar a demanda do Hospital Municipal.

Durante a solenidade de inauguração, o prefeito Zé Délio (UB) ressaltou que o investimento integra um planejamento mais amplo de adequação da infraestrutura pública ao crescimento populacional de Hidrolândia. Segundo ele, a saúde permanece como prioridade da gestão, especialmente na ampliação do acesso e na qualificação do atendimento básico.

Foto: Decom

“Saúde é uma área que exige investimento permanente. A entrega desta unidade representa o compromisso de levar serviços essenciais para dentro dos bairros, garantindo atendimento digno, próximo e humanizado para a população”, afirmou o prefeito.

O deputado estadual Virmondes Cruvinel (UB), que também participou do evento, destacou a relevância da obra para o município logo no início do ano administrativo: “Iniciar o ano com a entrega de uma unidade de saúde moderna demonstra planejamento e responsabilidade com as demandas reais da população. A atenção básica é a porta de entrada do sistema de saúde, e investimentos como este fortalecem toda a rede”, avaliou o parlamentar.

A UBS Santa Bárbara foi projetada de acordo com critérios técnicos de acessibilidade e funcionalidade. A estrutura conta com ambientes climatizados, mobiliário novo e espaços adequados para atendimento clínico e multiprofissional.

Entre os serviços disponíveis estão consultório odontológico com duas cadeiras, sala de vacinação equipada para conservação de imunobiológicos, consultório para atendimento psicológico mediante agendamento, além de salas de observação, medicação, curativos e central de esterilização com autoclave.

A unidade também dispõe de áreas administrativas e de apoio, como sala de reuniões, copa e almoxarifado, permitindo o desenvolvimento de ações de prevenção, acompanhamento familiar e programas de saúde contínuos.

Foto: Decom

A UBS Santa Bárbara entra em funcionamento nesta segunda-feira (12/1). Para atendimento, os moradores devem comparecer à unidade munidos de documentos pessoais e cartão do SUS, para atualização cadastral e agendamento de consultas e exames básicos.

Autor Rogério Luiz Abreu


Presidente lembrou que recebeu a equipe do filme no Alvorada em 2025; longa levou os prêmios de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e políticos governistas comemoraram nesta 2ª feira (12.jan.2026), nas redes sociais, as vitórias do filme “O Agente Secreto” no Globo de Ouro. O filme de Kleber Mendonça Filho venceu nas categorias de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura.

Lula chamou de “dia de glória e reconhecimento ao talento de nossos artistas” a vitória dupla do filme. Em seu perfil no X, o petista lembrou que recebeu a equipe do longa no Palácio da Alvorada em 2025. E concluiu: “As portas estarão sempre abertas para a arte e a cultura brasileiras”.

Leia as reações dos políticos:

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) lembrou que Wagner Moura é o 1º ator brasileiro a vencer o Globo de Ouro. “Interpretando um herói, em português, num filme sobre a ditadura militar, feito no Recife. Wagner, você é gigante! O Brasil inteiro celebra com você hoje e te agradece por ajudar a contar essa história”, escreveu. Ela é noiva do prefeito de Recife, João Campos (PSB).

Um brilho muito mais do que merecido. Um brilho conquistado, com muita luta, em um cenário ainda adverso para a produção cinematográfica do nosso país. E é papel de todas as figuras políticas que celebram essas vitórias trabalhar para que elas sigam acontecendo. Para isso, precisamos de políticas de apoio, de incentivo e de financiamento público do nosso cinema e todas as formas de expressão cultural do nosso povo”, afirmou a deputada Erika Hilton (Psol-SP).

O deputado e líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que “foram tempos sombrios para o cinema brasileiro” e que “o cinema brasileiro voltou”

“Ver Wagner Moura sendo reconhecido pelo Globo de Ouro não é só sobre um prêmio individual. É o cinema brasileiro atravessando fronteiras, é a nossa arte sendo vista, respeitada e valorizada. Viva o cinema brasileiro. Viva a cultura. Viva o Brasil”, escreveu a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), afirmou ser “um orgulho ver Pernambuco ocupar espaço no cenário cultural mundial” e que, “quando a cultura pernambucana ganha o mundo, quem ganha é o Brasil inteiro”.



Autor Poder360 ·


As agitações no Irã deixaram mais de 500 mortos, segundo grupos de direitos humanos, em um levantamento divulgado neste domingo (11/1). O número alimenta a pressão internacional e o debate sobre possíveis respostas externas. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump deve ser informado nesta terça-feira (13) sobre opções que vão de sanções e operações cibernéticas até ações militares, conforme relatos da imprensa que citam fontes oficiais.

Relatos verificados por organizações como o grupo de direitos humanos HRANA apontam 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança mortos, totalizando 538 vítimas, além de mais de 10.600 detidos nas duas semanas de mobilizações. Os números não foram confirmados por Teerã e a verificação independente segue complicada devido a cortes de internet e restrições de acesso a jornalistas.

Os protestos começaram em 28 de dezembro de 2025 por causa do aumento dos preços e logo se transformaram em mobilizações contra o regime clerical que governa desde 1979; autoridades iranianas acusaram os Estados Unidos e Israel de tentar desestabilizar o país. A intensificação das manifestações levou a uma resposta dura das forças de segurança e a um acirramento do discurso oficial contra atores externos.

“Terroristas que incendiaram mesquitas, atacaram bancos e propriedades públicas”, disse o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em entrevista à TV estatal, ao atribuir episódios de violência a agentes que, segundo ele, teriam sido trazidos pelos inimigos do Irã. A declaração foi utilizada para justificar operações de contenção e para reforçar a narrativa de ameaça externa.

“Famílias, eu lhes peço: não permitam que seus filhos pequenos se juntem a desordeiros e terroristas que decapitam pessoas e matam outras”, acrescentou Pezeshkian, que também afirmou haver disposição do governo para ouvir reivindicações e atuar sobre problemas econômicos apontados pelos manifestantes. Essa combinação de recuo parcial e repressão marca a postura oficial diante da crise.

Diante do quadro, o Parlamento respondeu com avisos a Washington sobre os riscos de intervenção externa. Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Legislativo e ex-comandante da Guarda Revolucionária, afirmou que “no caso de um ataque ao Irã, os territórios ocupados (Israel), bem como todas as bases e navios dos EUA, serão nosso alvo legítimo”, elevando a retórica de ameaça e o potencial de escalada regional.

O quadro segue volátil: enquanto organismos de direitos humanos pedem investigação e restrição ao uso da força, governos observam a possibilidade de medidas internacionais e avaliam consequências estratégicas. Nas próximas horas, a decisão das autoridades americanas sobre que medidas adotar será um ponto-chave para os desdobramentos da crise.

Autor Manoel Messias Rodrigues


A afirmação foi feita pelo representante durante evento para discutir segurança pública e defesa na Europa

Os países da União Europeia devem considerar a criação de uma força militar conjunta para eventualmente substituir as tropas americanas na Europa, afirmou no domingo o Comissário Europeu da Defesa, Andrius Kubilius. A afirmação foi feita neste domingo (11.jan.2026) durante o Folk och Försvar Annual National Conference 2026, evento para discutir segurança e defesa na Europa. 

O oficial lituano mencionou a criação de uma poderosa “força militar europeia” permanente, com 100 mil soldados, como uma possível opção para melhor proteger o continente. “Agora é ainda mais claro que precisamos construir a independência europeia, como o presidente da Comissão repetiu durante todo o ano passado. […] A Europa deve ser mais independente e autônoma, superar a fragmentação industrial e alcançar interoperabilidade”, sugeriu Kubilius.

O representante ainda afirmou que os EUA têm adotado uma postura unilateral, sem políticas de boa vizinhança. Por este motivo, o comandante comenta que a Europa, pressionada pelos desafios de defesa, tem investido na agenda de Readiness 2030

O programa, apresentado pela Comissão Europeia em março de 2025, é uma iniciativa estratégica da União Europeia para reforçar as capacidades de defesa do bloco e torná-lo mais preparado para enfrentar ameaças até o final da década. Participam desse plano todos os 27 Estados‑membros da UE, com mecanismos abertos também a países parceiros em alguns casos.

Durante a fala, o comissário europeu também defendeu a criação de um “Conselho de Segurança Europeu“, que incluiria o Reino Unido e seria capaz de tomar decisões sobre sua própria defesa com mais rapidez.

O Conselho de Segurança Europeu poderia ser composto por membros permanentes essenciais, juntamente com vários membros rotativos“, observou ele.

Kubilius acrescentou que o principal objetivo de tal órgão deveria ser tentar alterar a dinâmica da guerra na Ucrânia para garantir que Kiev não acabe derrotada.



Autor Poder360 ·


O atendimento religioso ou espiritual ao paciente, ao internado e a familiares em unidades de saúde agora está assegurado pela Lei Estadual nº 23.905, de 2 de dezembro de 2025. A iniciativa partiu do presidente do Parlamento goiano, Bruno Peixoto (UB). 

Com a nova norma, garante-se o acesso a hospitais públicos ou privados, clínicas, ambulatórios, unidades de pronto atendimento, lar de idosos, casas de recuperação e afins ao assistente religioso ou espiritual.  

“Para a maioria esmagadora das religiões seguidas no Brasil, a hora da morte (ou o momento em que se crê estar próxima) é uma das mais importantes de toda a vida espiritual do fiel, o que justifica a urgência dos cuidados que se deve permitir serem dedicados aos doentes graves e moribundos”, explicou o deputado na justificativa da proposição autorizada pela Casa de Leis. 

O referido cuidado consiste, de acordo com o texto, no atendimento religioso voluntário ao paciente internado, respeitada a liberdade de crença dos envolvidos. Consideram-se como exemplos o aconselhamento; a administração dos sacramentos católicos e as demais cerimônias de qualquer religião ou culto, desde que não afetem a rotina da unidade de saúde.

O amparo será prestado por solicitação do paciente ou, quando ele não puder fazê-la e se presuma ser essa a sua vontade, por seus familiares ou pessoas próximas. Prevê-se o exercício desse direito a qualquer hora do dia ou da noite, em dias úteis, feriados e finais de semana, de acordo com a vontade do paciente e da gravidade de seu estado.

O ministro de culto ou outra pessoa idônea que tenha sido indicada por uma organização ou entidades religiosas poderão oferecer o suporte mencionado. A nova legislação autoriza o uso de hábitos ou de outras vestes identificativas, bem como o porte de objetos litúrgicos e de culto, desde que não representem risco à saúde. 

A atividade tem caráter voluntário e não gera quaisquer vínculos empregatícios. Os responsáveis pelo serviço devem portar documento de identificação expedido pela organização ou entidade religiosa e identidade civil com foto.  

Na hipótese do indeferimento do acesso, a decisão deve ser comunicada ao assistente religioso ou espiritual, ao paciente e seus familiares com a apresentação, por escrito e com assinatura do médico e timbrada pela unidade hospitalar, dos devidos motivos. 

Os estabelecimentos citados pela medida sancionada e já em vigor ficam obrigados a disponibilizar ao público e aos seus servidores, em local visível e de fácil acesso, uma cópia da nova lei. O descumprimento da legislação está sujeito à advertência e multa.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A avaliação, que considerou 100 hospitais públicos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país, inclui dez unidades de Goiás reconhecidas por sua resolutividade e desempenho. Essas instituições atuam tanto na capital quanto no interior, com serviços que abrangem urgência e emergência, saúde da mulher, pediatria, doenças infecciosas e assistência de alta complexidade.

Em termos brutos, no entanto, Goiás figura em segundo lugar no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo — que lidera pela quantidade total de hospitais, mas não pela proporção de oferta por habitante. Essa distinção entre número absoluto e cobertura per capita foi decisiva para a colocação de Goiás no topo do estudo.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde, e focou exclusivamente em hospitais que atendem pelo SUS. Foram analisados critérios técnicos como acreditação hospitalar, taxas de ocupação, indicadores de mortalidade e estrutura de suporte intensivo. O levantamento teve ainda apoio técnico do Instituto Ética Saúde (IES), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

“Esse resultado foi possível graças aos investimentos do governo do estado em UTIs e na descentralização do atendimento”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Rasível dos Reis.

Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, inaugurado em fevereiro de 2022 // Foto: Iron Braz

Segundo o secretário, foi justamente a descentralização que permitiu a melhoria do acesso aos serviços e a elevação da qualidade dos atendimentos. A estratégia, diz Rasível dos Reis, aproximou pacientes das unidades e distribuiu melhor a capacidade de atendimento no território estadual.

“Esses procedimentos favorecem a chegada dos pacientes às unidades de saúde no tempo adequado, onde encontram profissionais qualificados e equipamentos necessários ao tratamento, que é realizado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, enfatizou o secretário.

Mais investimento e expansão da rede

Goiás possui hoje 25 hospitais e seis policlínicas sob gestão estadual. Dados oficiais indicam que, entre 2019 e 2025, o investimento anual em saúde subiu de R$ 2,6 bilhões para cerca de R$ 5,7 bilhões, totalizando R$ 29,9 bilhões no período. Nesse intervalo, a rede hospitalar estadual cresceu de 17 para 25 unidades, e os leitos de UTI passaram de 267 para 848. Em 2025, o estado aplicou 15,08% da receita na área da saúde, percentual superior ao mínimo constitucional de 12%.

O Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, figura entre as principais referências do ranking. A unidade se destaca não só pelo atendimento pediátrico de alta complexidade, mas também pela política de acolhimento familiar que adota.

“Quando uma criança adoece, a família adoece junto. Por isso, proporcionamos uma abordagem diferenciada para garantir melhor resultado no tratamento”.

Além do Hecad, integram a lista dos 100 melhores hospitais públicos do país outras unidades estaduais: Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia (Heapa), Hospital Estadual de Santa Helena (Herso), unidade de Luziânia, Hugol (Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira), HDT (Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad), HGG (Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi), Hospital do Centro-Norte (HCN – Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano) e Hospital Estadual da Mulher (Hemu – Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento).

Autor Manoel Messias Rodrigues


Secretário do Tesouro norte-americano afirma que a medida é para facilitar a venda de petróleo

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que o país avalia retirar sanções adicionais contra a Venezuela já na próxima semana. Em entrevista à agência Reuters na 6ª feira (9.jan.2026), ele declarou que a medida é para facilitar a venda de petróleo. 

Entre as sanções está a proibição de bancos internacionais e outros credores de negociar com o governo da Venezuela sem a aprovação dos EUA.

Bessent declarou que vai se encontrar em breve com os chefes do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial para discutir o engajamento dessas instituições com a Venezuela. 

Segundo ele, seria possível utilizar quase US$ 5 bilhões em ativos monetários da Venezuela que estão atualmente congelados no FMI sob a forma de DES (Direitos Especiais de Saque) para ajudar a reconstruir a economia do país sul-americano.

As medidas fazem parte do esforço do governo de Donald Trump (Partido Republicano) de estabilizar a Venezuela depois da captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), em 3 de janeiro. Os EUA também querem incentivar o retorno de produtores de petróleo dos EUA ao país. 

O republicano assinou na 6ª feira (9.jan) um decreto que visa a proteger a receita da venda de petróleo venezuelano mantida em contas do Tesouro dos EUA de penhoras ou ações judiciais. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 752 kB, em inglês).

Ainda na 6ª feira (9.jan), Trump se reuniu com representantes de grandes empresas do setor do petróleo. Disse que as empresas norte-americanas “terão a oportunidade de reconstruir a infraestrutura energética apodrecida da Venezuela” e aumentar a produção de petróleo “a níveis jamais vistos antes”.

Bessent afirmou acreditar que empresas menores e privadas retornariam rapidamente ao setor petrolífero venezuelano, apesar da relutância manifestada por algumas grandes petrolíferas, incluindo a Exxon, cujos ativos passados na Venezuela foram nacionalizados duas vezes.

“Acredito que será a progressão típica, onde as empresas privadas podem agir rapidamente e entrarão muito rapidamente. Elas não falaram sobre financiamento até agora”, declarou.



Autor Poder360 ·