7 de janeiro de 2026
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No dia seguinte ao bombardeio à Venezuela e sequestro do presidente Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. Em meio às declarações, ele também insinuou uma ação militar contra o governo da Colômbia, liderado por Gustavo Petro.

Em entrevista à revista The Atlantic, no domingo (4/1), Donald Trump defendeu a necessidade de os Estados Unidos controlarem a Groenlândia por razões de segurança nacional. Ele afirmou que o interesse não é de ordem econômica, como recursos minerais ou petróleo, mas estratégica. Segundo Trump, a presença constante de navios russos e chineses ao longo das costas do território ártico representaria uma ameaça, tornando essencial a sua anexação para proteger a segurança dos EUA.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reagiu imediatamente, emitindo uma nota em que afirma que os Estados Unidos não têm direito de anexar nenhum dos países do Reino da Dinamarca.

“Tenho que dizer isso muito diretamente aos Estados Unidos: não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem posse da Groenlândia”, disse Frederiksen.

Ela lembrou que a Dinamarca faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e está coberta pela garantia de segurança da aliança, que é encabeçada pelos próprios Estados Unidos.

“Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede aos EUA amplo acesso à Groenlândia. E nós, por parte do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico”, completou.

A primeira-ministra ainda apelou para o fim das ameaças. “Insisto veementemente para que os EUA cessem as ameaças contra um aliado histórico e contra outro país e outro povo que já deixaram bem claro que não estão à venda”, finalizou.

Vista parcial da cidade de Aasiaat, na Groenlândia // Foto: Freepik

Em uma rede social, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, classificou a ameaça como inaceitável.

“Quando o presidente dos Estados Unidos fala ‘precisamos da Groenlândia’ e nos liga com a Venezuela e intervenção militar, não é só errado. Isto é tão desrespeitoso. Nosso país não é objeto de retórica de superpotência”, comentou.

As ameaças de anexar o território no extremo norte do continente americano remontam ao início do governo Trump, em janeiro de 2025.

A nova declaração desse domingo foi rejeitada por outros chefes de Estado europeus, como os dos vizinhos Finlândia, Noruega e Suécia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que somente a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir o futuro do território.

“E a Dinamarca é uma aliada próxima na Europa, é uma aliada da Otan e é muito importante que o futuro da Groenlândia seja para o Reino da Dinamarca e para a própria Groenlândia, e somente para a Groenlândia e o Reino da Dinamarca”, disse Starmer à emissora pública inglesa BBC.

Ação militar contra a Colômbia ‘parece bom’

Além da Groenlândia, Trump voltou suas ameaças para a Colômbia, governada pelo presidente esquerdista Gustavo Petro, crítico das políticas da Casa Branca para a América Latina. O presidente dos EUA afirmou que uma ação militar contra o governo Petro “parece bom”.

“A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump a jornalistas.

O presidente da Colômbia rejeitou as acusações do presidente estadunidense.

“Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas; meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram tornados públicos”, lembrou.

“Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, completou. (Com informações da Agência Brasil)

Autor Manoel Messias Rodrigues


Medida vai atingir produtos contendo resíduos de substâncias proibidas na UE; deve afetar abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs

A França declarou que vai suspender a importação de produtos agrícolas de países da América do Sul contendo resíduos de substâncias proibidas na UE (União Europeia). Em uma publicação no X no domingo (4.jan.2026), o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, mencionou mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim.

Segundo o premiê, a medida deve afetar produtos como abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs.

A restrição se dá no momento em que há um impasse para a conclusão do acordo entre a UE e o Mercosul. O tratado enfrenta resistência da França e da Itália –em grande parte por causa da reação do setor agrícola, que teme um aumento excessivo de produtos do Mercosul, não submetidos às mesmas regras vigentes no bloco europeu.

Depois do anúncio, Lecornu publicou em seu perfil no X uma “carta aberta aos agricultores” franceses. Ele afirmou que os controles sobre importações “serão fortemente reforçados” no país. 

“Cabe agora à União Europeia ampliar rapidamente essas ações em todo o mercado europeu. Enquanto isso, decidimos agir imediatamente e iniciar esse movimento. O princípio será simples: as mesmas normas para todos, os mesmos controles para todos”, disse.

“Não é mais aceitável tolerar a presença de substâncias proibidas na França em produtos importados que entram no nosso mercado: é uma concorrência desleal, uma injustiça econômica e um problema para a saúde dos nossos consumidores”, declarou Lecornu.

“Continuaremos utilizando plenamente os mecanismos legais à nossa disposição, seja para frutas e vegetais, seja para carnes importadas que não respeitem as normas sanitárias e fitossanitárias da União Europeia. Mais uma vez: é uma questão de bom senso”, disse.



Autor Poder360 ·


A Prefeitura de Goiânia inicia, nesta semana, o processo de matrícula para estudantes novatos da Rede Municipal de Educação. Para as escolas de Ensino Fundamental e turmas de pré-escola, a solicitação de vaga estará disponível a partir das 12h desta segunda-feira (5/1), no site da Secretaria Municipal de Educação (SME). Já para os Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e Centros de Educação Infantil (CEI), o procedimento começa na terça-feira (6/1), no mesmo horário.

A solicitação on-line só pode ser feita pelos pais ou responsáveis que realizaram o cadastro antecipado, aberto em novembro. Após a confirmação de disponibilidade da vaga, os responsáveis têm até 10 dias úteis para efetivar a matrícula presencialmente na unidade escolar indicada. No caso da Educação Infantil, a lista de contemplados será divulgada no dia 16/1, às 18h, com o mesmo prazo para confirmação presencial.

A rede municipal atende:

  • Educação Infantil: crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses (integral nos Cmeis/CEIs)
  • Pré-escola: 4 e 5 anos
  • Ensino Fundamental: 1º ao 9º ano
  • Educação de Jovens e Adultos (EJA): 1º ao 4º ano

Para a Educação Infantil, a criança precisa ter 6 meses completos até 31 de março.

Para este ano letivo, a SME projeta a oferta de 36.744 vagas para estudantes novatos, distribuídas da seguinte forma:

  • Educação Infantil – 18.688
  • Anos iniciais do Ensino Fundamental – 10.504
  • Anos finais do Ensino Fundamental – 6.406
  • EJA – 1.146

Além disso, a prefeitura informa que 55 novas salas de aula estão sendo entregues em unidades de ensino, o que permitirá criar 1,2 mil vagas adicionais na Educação Infantil. As ampliações atendem à meta municipal de reduzir a fila de espera nesse segmento e ampliar o atendimento da rede.

O processo de matrícula e confirmação deve ser realizado exclusivamente pelo endereço sme.goiania.go.gov.br, dentro dos prazos divulgados pela secretaria.

Autor Rogério Luiz Abreu


Presidente dos EUA instrumentaliza perfis da Casa Branca e das agências de governo para promover memes e ameaças após a captura do presidente venezuelano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem utilizado a captura do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, para estabelecer uma narrativa cada vez mais provocativa nos canais oficiais.

Desde o início do 2º mandato, Trump usou contas oficiais da Casa Branca e dos departamentos e agências governamentais para promover mensagens controversas em favor do seu governo.

Neste sábado (3.jan.2026), logo depois de anunciar a captura de Maduro e da ex-primeira-dama Cilia Flores pela operação Absolute Resolve, o perfil oficial da Casa Branca no Instagram publicou uma foto-montagem do presidente norte-americano com a expressão Fafo, sigla de “Fuck around and find out”, que, em tradução livre, significa “Faça merda para ver o que acontece”.

 

No domingo (4.jan.2026), a conta da Casa Branca publicou um vídeo intercalando um antigo discurso do presidente deposto, em que diz estar esperando pelos Estados Unidos no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, com uma declaração do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, do secretário de Estado, Marco Rubio, e de Trump.

As peças de comunicação com ironias ou ameaças também circularam pelas contas oficiais de outras agências governamentais, como o Departamento de Estado, responsável pelas relações exteriores dos EUA. Em uma publicação no perfil oficial no X, a conta faz referência a uma frase de Marco Rubio e publica uma montagem com a legenda “O presidente Trump é um homem de ação. Se você não sabe, agora sabe” (“President Trump is a man of action. If you don’t know, now you know”).

A postagem acompanha uma foto em preto e branco com Rubio e Trump e um texto central dizendo “Não brinque com o presidente Trump”.

O ATAQUE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou no sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a primeira-dama Cilia Flores.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.

Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.

G20

Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário.

Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.

É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.

Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.

COMANDO DO PAÍS

No início da tarde de sábado (3.jan.2026), Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.

Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.

Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.

Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.

A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.

Leia mais sobre a ofensiva norte-americana à Venezuela:



Autor Poder360 ·


A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES), por meio de especialistas do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), reforça o alerta sobre os riscos do uso de medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, sem prescrição e acompanhamento médico. Esses fármacos atuam em mecanismos complexos do organismo, como a liberação de insulina e o controle da saciedade.

Embora tenham sido desenvolvidos, inicialmente, para o tratamento do diabetes, os análogos de GLP-1 passaram a ser utilizados também no manejo da obesidade. O uso sem indicação clínica adequada, no entanto, pode provocar complicações como desidratação, náuseas, vômitos, alterações gastrointestinais, impacto na função hepática e riscos cardiovasculares, sobretudo em pessoas com doenças não diagnosticadas.

O secretário-adjunto da SES e endocrinologista, Sérgio Vencio, explica que a automedicação amplia os riscos de efeitos adversos, como desidratação severa e agravamento de problemas gástricos e hepáticos preexistentes.

O gerente médico do setor de Cardiologia do Hugol, Paulo Vencio, acrescenta que a rápida perda de peso pode gerar déficit energético e exigir maior esforço do sistema cardiovascular. Segundo ele, efeitos colaterais comuns, como náuseas e desidratação, podem levar à queda de pressão arterial e aumento da frequência cardíaca.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que os medicamentos dessa classe sejam vendidos somente mediante retenção de receita médica, reforçando a necessidade de avaliação individualizada. Como o uso para emagrecimento ainda é relativamente recente e os efeitos a longo prazo permanecem em estudo, a recomendação é que qualquer tratamento seja conduzido por profissionais habilitados, com exames, ajuste de doses e acompanhamento contínuo, sempre aliado a hábitos saudáveis.

O alerta reforça a importância do uso responsável de medicamentos de prescrição controlada e da busca por orientação médica especializada. A automedicação, sobretudo em tratamentos que alteram funções metabólicas, amplia riscos e pode resultar em complicações evitáveis. O enfoque em acompanhamento clínico e educação em saúde contribui para prevenir danos e fortalecer a segurança do paciente.

Autor Rogério Luiz Abreu


Presidente da Venezuela participou na 6ª feira (2.jan) de encontro para estreitar laços entre os países; China pediu a libertação imediata de Maduro, que está preso nos EUA

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), se reuniu com o enviado especial da China Qiu Xiaoqi na 6ª feira (2.jan.2026) para estreitar os laços bilaterais entre os 2 países. O encontro no Palácio de Miraflores, em Caracas, deu-se horas antes de Maduro ser capturado pelos Estados Unidos em operação militar na madrugada de sábado (3.jan). 

Imagens mostram o momento em que o enviado especial é recebido por Maduro. Durante a conversa, o venezuelano afirma que conheceu Qiu Xiaoqi há 20 anos. “Faz tanto tempo! Eu o conheci quando ele era muito novo”, disse. 

Assista: 

O encontro teve a presença da vice-presidente, Delcy Rodríguez, e do ministro das Relações Exteriores, Yván Gil

Neste domingo (4.jan), a China pediu que os Estados Unidos libertem “imediatamente” Maduro e sua mulher, Cilia Flores

A mensagem foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da China. O governo chinês também exigiu o fim das operações norte-americanas para derrubar o regime de Maduro e classificou a ação que prendeu o presidente venezuelano como “ilegal”.

O ATAQUE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou neste sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a primeira-dama Cilia Flores.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada deste sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.

Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.

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Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário.

Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.

É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.

Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.

COMANDO DO PAÍS

No início da tarde deste sábado (3.jan.2026), Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.

Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.

Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.

Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde deste sábado (3.jan), Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.

A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.


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Autor Poder360 ·


O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás concluiu, na manhã deste sábado (3/1), a operação de busca e recuperação do corpo de um homem de 44 anos vítima de afogamento no Lago Corumbá 3, na região de Luziânia.

O desaparecimento foi registrado na manhã de sexta-feira (2/1), quando equipes iniciaram as buscas aquáticas. Os bombeiros informaram que houve dificuldade para identificar o ponto exato da submersão, o que prolongou o trabalho ao longo do dia.

Na fase final da operação, neste sábado, a ação contou com apoio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Durante as varreduras, a vítima foi localizada a aproximadamente 90 metros da margem, em profundidade estimada de 4,5 metros.

Após o resgate, o corpo foi levado até a margem e ficou sob responsabilidade do Instituto Médico Legal (IML), que adotará os procedimentos legais e periciais.

Bombeiros alertam para atenção em áreas de lago e rio

Ocorrências desse tipo, segundo os bombeiros, tendem a aumentar em períodos de férias e maior fluxo de turistas em áreas de lazer aquático. A corporação reforça a orientação para que banhistas evitem locais sem estrutura de segurança, respeitem limites de profundidade e não entrem na água após alimentação ou consumo de bebida alcoólica.

Ainda de acordo com os bombeiros, é de fundamental importância observar os protocolos preventivos em áreas de banho e turismo náutico, sobretudo em grandes reservatórios como Corumbá 3.

A atuação integrada das equipes de Goiás e do Distrito Federal mostra a necessidade de resposta técnica especializada em situações de afogamento, tanto para a localização das vítimas quanto para garantir segurança operacional nas buscas.

O número 193, para informar ocorrências, deve ser imediatamente acionado, orienta a corporação.  

Autor Rogério Luiz Abreu


Vice-presidente permaneceu em Caracas e exigiu prova de vida de Maduro após operação dos EUA

A Reuters informou, de forma equivocada, que a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez (MSV, esquerda), estaria na Rússia depois de os Estados Unidos divulgarem que o líder venezuelano Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), havia sido capturado por forças norte-americanas. A reportagem e a operação militar foram divulgadas neste sábado (3.jan.2026).

“A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, está na Rússia, disseram neste sábado 4 fontes familiarizadas com seus movimentos, depois que o presidente Donald Trump afirmou que o presidente Nicolás Maduro foi detido por forças norte-americanas após um ataque ao país”, escreveu a Reuters. Leia aqui.

Na realidade, Rodríguez permaneceu em Caracas, capital da Venezuela, e não foi alvo da operação. Depois da ação militar dos EUA, ela divulgou uma mensagem na televisão estatal, na qual afirmou que o governo venezuelano desconhece o paradeiro de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores e exigiu que os Estados Unidos apresentem “prova de vida” imediata de ambos.

A vice-presidente também condenou os ataques norte-americanos e disse que nenhum país irá tutelar a Venezuela ou transformá-la em “colônia”, em referência aos EUA. Afirmou ainda que Maduro é o único presidente legítimo do país.

O ATAQUE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou neste sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a primeira-dama Cilia Flores.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada deste sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.

Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.

Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário.

Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.

É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.

Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.

COMANDO DO PAÍS

No início da tarde deste sábado (3.jan.2026), Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.

Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.

Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.

Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde deste sábado (3.jan), Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.

A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.


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Autor Poder360 ·


A Guarda Civil Municipal (GCM) de Aparecida de Goiânia deteve, nesta sexta-feira (2/1), um suspeito de envolvimento no furto de um notebook ocorrido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do setor Brasicon. O crime foi registrado na manhã de quinta-feira (1º/1), segundo informações divulgadas pela Prefeitura.

Após diligências, o suspeito foi localizado e conduzido para a Central de Flagrantes do 4º Distrito Policial, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. A ocorrência segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos procedimentos policiais.

Foto: GCM/Aparecida

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o furto provocou impactos temporários na rotina administrativa da UPA. Os atendimentos à população foram mantidos com apoio de outras unidades e, nesta sexta-feira (2/1), um notebook reserva foi remanejado para o local, restabelecendo integralmente os serviços.

Casos de furto em unidades de saúde geram preocupação por envolverem estruturas essenciais ao atendimento público, além de demandarem resposta rápida para evitar prejuízos operacionais.

A atuação da GCM e a reposição do equipamento tendem a reduzir os efeitos imediatos do ocorrido, enquanto o inquérito deve apurar responsabilidades e circunstâncias do fato.

Autor Rogério Luiz Abreu


Sigla afirma que ataques à Venezuela e captura do presidente Nicolás Maduro ameaçam estabilidade regional; partido do presidente Lula defende solução multilateral

O PT (Partido dos Trabalhadores) disse que a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores representam “a mais grave agressão internacional na América do Sul no século 21”.

A manifestação foi divulgada neste sábado (3.jan.2026) e cita preocupações políticas, econômicas e de estabilidade regional. Eis a íntegra (PDF – 79 kB).

No comunicado, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a operação norte-americana intensificou um cenário de tensão observado desde o início de setembro, com declarações hostis, ações unilaterais e movimentos militares. 

A legenda escreveu que o episódio tem impacto direto no Brasil por causa da fronteira de cerca de 2.000 km com a Venezuela e defende que a América Latina permaneça como “zona de paz”.

O PT declarou alinhamento aos princípios históricos da política externa brasileira, como solução pacífica de controvérsias, não intervenção e respeito à soberania. A sigla defendeu que saídas sejam discutidas na ONU (Organização das Nações Unidas), envolvendo os países da região.

Segundo o partido, preservar a estabilidade regional interessa ao Brasil também do ponto de vista econômico, já que tensões políticas e militares afetam comércio, investimento e integração regional.

O comunicado é assinado pela Secretaria de Relações Internacionais e pela Comissão Executiva Nacional.

ENTENDA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou ter realizado um ataque “de larga escala” contra a Venezuela neste sábado (3.jan). Em publicação na plataforma Truth Social, Trump disse ter capturado Maduro e sua mulher, Cilia Flores.

Segundo Trump, eles foram levados para fora do país. O governo dos EUA não deu mais detalhes sobre a operação. Realizará uma declaração a jornalistas ainda neste sábado (3.jan), às 13h (horário de Brasília). Autoridades venezuelanas afirmam desconhecer o paradeiro de Maduro. 

Explosões, aeronaves e fumaça preta foram vistos em Caracas por volta das 2h no horário local (3h no horário de Brasília) durante aproximadamente 90 minutos, segundo imagens que circulam nas redes sociais. Um apagão afetou a área sul da cidade, próxima a uma importante base militar.


Leia mais sobre a ofensiva norte-americana à Venezuela:



Autor Poder360 ·