30 de janeiro de 2026
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  • 14:30 Leis sobre primeiros socorros e proteção ambiental estão entre as iniciativas de Antônio Gomide no 2º semestre de 2025
  • 10:46 Casa de síndico que confessou morte de corretora é vandalizada
  • 07:02 PSD descartou prévias para escolher nome ao Planalto, diz Leite
  • 03:18 Rede de empreendedorismo e inovação pode ser implantada em Goiás


A sexta rodada do Campeonato Goiano 2026 terá seis jogos disputados nesta quarta, 28, e quinta-feira, 29, em Goiânia e no interior do Estado. A TV Assembleia Legislativa, em parceria com a TBC, realiza a transmissão de quatro jogos.

Às 19h30, direto do Estádio Antônio Aciolly, em Goiânia, a TBC mostra Atlético Goianiense e Inhumas. O rubro-negro chega embalado após vencer o clássico contra o Vila Nova, no último domingo, 25.

Também na quarta, às 19h30, o Crac recebe a Aparecidense em Catalão e, no mesmo horário, a Jataiense enfrenta a Anapolina no Arapucão, em Jataí.

Na quinta-feira, três jogos fecham a rodada: às 15h30, no Jaime Cintra, em Nerópolis, o Centro Oeste encara o Vila Nova. Às 19h30, tem Goiás e Abecat na Serrinha, em Goiânia, e Goiatuba contra o Anápolis no Divino Garcia Rosa, no município do sul goiano. 

A TBC transmitirá os três jogos de quinta-feira. A partida em Nerópolis e a de Goiânia poderão ser acompanhadas pelo canal aberto digital (13.1), enquanto o jogo em Goiatuba será transmitido no canal da emissora no YouTube. 

Confira abaixo a programação:

Quarta-feira:

19h30 – Crac x Aparecidense (Catalão)

19h30 – Jataiense x Anapolina (Jataí)

19h30 – Atlético-GO x Inhumas (Goiânia)

Quinta-feira:

15h30 – Centro Oeste x Vila Nova (Nerópolis)

19h30 – Goiás x Abecat (Goiânia)

19h30 – Goiatuba x Anápolis (Goiatuba)

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


OPORTUNIDADE

Os cargos disponíveis exigem formação de níveis fundamental, médio, médio/técnico e superior

Concurso da Câmara e Prefeitura de Catalão oferta salário de R$ 11 mil (Foto: Reprodução/ Canva)

A prefeitura e a Câmara Municipal de Catalão estão com 183 vagas para serem preenchidas por meio de um concurso público. Os cargos disponíveis exigem formação de níveis fundamental, médio, médio/técnico e superior, com salários entre R$ 2.442,86 e R$ 11.735,38.

Os cargos ofertados são de analista em controle interno administrativo, analista em controle interno de obras públicas e controlador auditor, agente fiscal de urbanismo, técnico em controle interno, copeiro, auxiliar contábil, escriturário, auxiliar administrativo, zelador, auxiliar de serviços gerais, entre outros. Para participar, é necessário pagar a taxa de inscrição, que varia de R$ 120 a R$ 180, dependendo do nível de escolaridade da vaga. Em casos específicos, é possível garantir a isenção da taxa.

Os inscritos neste concurso público serão avaliados por meio da realização de provas objetivas, previstas para serem aplicadas em 29 de março para todos os candidatos. Além disso, há a prova de títulos, destinada apenas para cargos de nível superior.

Os interessados podem se inscrever a partir das 10h de 30 de janeiro a 26 de fevereiro, no site da Fundação Aroeira, em que será preciso preencher o formulário de solicitação com as informações requeridas. Para mais detalhes, basta acessar o edital.

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Autor Yasmin Farias


Uma ação conjunta da Polícia Militar e da Vigilância Sanitária de Anápolis resultou, nesta quarta-feira (28/1), na interdição de um galpão clandestino usado para guardar medicamentos vencidos e resíduos de saúde. O local foi lacrado após a constatação de irregularidades que colocavam em risco a saúde pública.

A operação teve início após denúncia recebida pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE), que monitorou o endereço e percebeu movimentação constante de veículos. No momento da abordagem, agentes verificaram que um caminhão havia saído recentemente do galpão.

No local, duas pessoas foram encontradas e disseram ter recebido R$ 80 para ajudar a carregar a carga. A CPE acionou então a Vigilância Sanitária, que realizou a vistoria técnica e confirmou o armazenamento irregular.

Local ignora a legislação vigente, que obriga hospitais, clínicas e laboratórios a recolher e encaminhar corretamente os resíduos

A fiscalização encontrou medicamentos controlados e não controlados, em sua maioria fora do prazo de validade, além de xampus, cremes, álcool em gel, cigarros eletrônicos, materiais perfurocortantes e tubos de coleta de sangue usados em exames laboratoriais.

A equipe técnica também constatou que o galpão não possuía alvará de funcionamento nem autorização sanitária, e que não se tratava de empresa cadastrada para coleta ou descarte de resíduos de serviços de saúde.

Pela legislação vigente, hospitais, clínicas e laboratórios são obrigados a contratar empresas legalizadas para recolher e encaminhar corretamente esses resíduos, com comprovação do destino final, geralmente por incineração.

Diante das irregularidades, o galpão foi interditado e lacrado. Os dois trabalhadores foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos, e a Polícia Civil assumirá as investigações para identificar os responsáveis pelo armazenamento e pelo transporte dos materiais apreendidos.

“A ação rápida da polícia e da Vigilância Sanitária foi essencial para evitar que medicamentos vencidos e resíduos perigosos circulassem de forma irregular”, observou a prefeitura de Anápolis em nota.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Pequim autoriza importação do H200 por empresas locais após aval dos EUA; operação pode chegar a US$ 10 bilhões

O governo da China autorizou nesta 4ª feira (28.jan.2026) pela 1ª vez a compra do chip de IA (inteligência artificial) H200, da Nvidia, por empresas do país. A decisão foi anunciada durante a visita do CEO da companhia, Jensen Huang, e envolve centenas de milhares de unidades, com valor estimado em US$ 10 bilhões, segundo o The Wall Street Journal.

A liberação da compra ocorreu depois de os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump (Partido Republicano), permitirem no fim de 2025 a venda do processador ao mercado chinês. Empresas como Alibaba e ByteDance estão entre as primeiras autorizadas a importar o chip, segundo fontes do setor.

A medida sinaliza uma reaproximação pontual entre China e Estados Unidos antes da visita de Trump a Pequim, projetada para abril. Os países haviam anunciado uma trégua comercial em outubro, depois do encontro entre Trump e o presidente Xi Jinping (PCCH, esquerda).

Para obter o aval, as empresas chinesas apresentaram planos detalhando o uso dos chips. Autoridades indicaram que os componentes devem ser destinados a atividades consideradas essenciais, como pesquisa e desenvolvimento avançado em IA.

Ao mesmo tempo, Pequim reforçou a exigência de uso de chips fabricados no país em parte do treinamento de modelos e na maioria das operações de inferência. A política busca reduzir a dependência externa e fortalecer a indústria nacional de semicondutores.

A autorização encerra um impasse iniciado em 2025, quando os Estados Unidos barraram a venda do chip H200 à China. Em outubro, Huang afirmou que a participação da Nvidia no mercado chinês de GPUs para IA havia caído de 95% para zero durante o bloqueio.



Autor Poder360 ·


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), por meio da Diretoria de Participação Popular, realiza, nesta semana, a 35ª do Programa Deputados Aqui, dando início a um novo formato que amplia a estrutura e permite atender uma cidade polo e municípios vizinhos em uma mesma semana.

O novo formato prevê uma edição principal em um município-polo realizada aos sábados, com estrutura ampliada e maior concentração de serviços, audiências públicas e atividades legislativas. Além disso, municípios vizinhos deverão receber edições menores do programa no meio da semana, garantindo que mais comunidades sejam atendidas de forma direta e eficiente.

Programação 

A programação começa na quinta-feira, dia 29, com a 35ª edição do programa no município de Edéia, a partir das 8 horas. Na sexta-feira, 30, será a vez de Jandaia receber a comitiva, com atendimentos no período vespertino. Encerrando a agenda, no sábado, 31, o Deputados Aqui será realizado em Indiara, na Praça do Samu, a partir das 8 horas.

A iniciativa tem como objetivo aproximar o Poder Legislativo da população, levando cidadania, serviços essenciais e promovendo a escuta ativa das demandas locais.

O presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto (UB), destaca o trabalho conjunto de toda a equipe envolvida para garantir a qualidade dos serviços oferecidos, além das parcerias com diversos órgãos públicos, que contribuem para ampliar o alcance dos atendimentos.

Segundo o presidente, o novo formato do programa, com a realização de edições em cidades-polo e municípios vizinhos na mesma semana, permite alcançar um número ainda maior de goianos. “A meta é que, em 2026, o programa complete a marca de 100 edições, fortalecendo cada vez mais a presença do Legislativo nos municípios”, ressaltou Bruno Peixoto.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Guarda Civil Municipal (GCM) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Aparecida de Goiânia realizaram, na manhã desta terça-feira (27/1), mais uma ação de combate ao descarte irregular de entulho no município. O flagrante ocorreu em uma área ao lado da Escola Municipal da Paz, no Jardim Florença, após denúncias feitas por moradores da região e pela direção da unidade escolar.

De acordo com o registro da ocorrência, as equipes da GCM chegaram ao local no momento em que o material estava sendo descartado de forma irregular. O responsável foi abordado, identificado e teve o veículo e a carretinha utilizados na infração apreendidos. Em seguida, a Semma foi acionada para adoção das medidas administrativas cabíveis.

A Secretaria de Meio Ambiente lavrou notificação ambiental e aplicou multa inicial de R$ 5 mil, conforme previsto na legislação, uma vez que o descarte irregular de resíduos configura crime ambiental. O veículo e a carretinha permanecerão apreendidos até a regularização da situação, incluindo a limpeza da área afetada.

O secretário municipal de Segurança Pública, coronel Godinho, destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos: “A resposta rápida reforça o compromisso da gestão do prefeito Leandro Vilela com a preservação da cidade e mostra a efetividade da parceria entre a GCM e a Semma no enfrentamento aos crimes ambientais”, afirmou.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Pollyana Borges, ressaltou que a fiscalização será contínua: “O descarte irregular causa danos ao meio ambiente, compromete a limpeza urbana e afeta diretamente a qualidade de vida da população. Estamos intensificando as ações conjuntas e aplicando as penalidades previstas em lei para coibir esse tipo de prática”, pontuou.

Foto: GCM/Aparecida

Em nota, a prefeitura reforça que o descarte irregular de resíduos é crime ambiental e que as fiscalizações ocorrem de forma permanente em todas as regiões da cidade. Denúncias podem ser feitas pelos telefones da GCM, pelo WhatsApp (62) 3238-7243, e da Semma, pelo WhatsApp (62) 98459-1661.

Autor Rogério Luiz Abreu


No Panamá, presidente eleito do Chile disse que discutiu temas como segurança pública e redução da pobreza com o petista

O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast (Partido Republicano, direita), disse na 3ª feira (27.jan.2026) que a reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi construtiva, apesar das diferenças ideológicas. O encontro entre os 2 se deu na Cidade do Panamá (Panamá).

“Foi uma reunião muito boa, bilateral, onde estivemos com ministros e vamos seguir tendo novos encontros. As equipes trocaram contatos para continuar conversando sobre os temas que nos interessam em conjunto”, afirmou Kast a jornalistas, segundo a CNN Brasil.

Kast, que usava um botão com a bandeira do Brasil durante o encontro, disse ter oferecido um do Chile a Lula. “É diferente quando alguém representa um país. Cada um busca o melhor para seus compatriotas, além de qualquer diferença ideológica”, disse. No entanto, não quis comentar a crise da Venezuela, que está sob o comando de Delcy Rodríguez (MSV, esquerda) depois da captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) pelos Estados Unidos.

Kast é líder da direita chilena e defende posições contrárias às de Lula. O chileno apoia intervenção na Venezuela e nomeou ex-advogados do ditador Augusto Pinochet para ministérios de seu governo.

O presidente eleito do Chile usou a rede social X para elogiar a reunião com Lula. “A América do Sul enfrenta enormes desafios em segurança, progresso econômico e redução da pobreza e a colaboração entre os Estados, Chile e Brasil, pode liderar a mudança que nossa região precisa”, escreveu. “Agradeço o encontro construtivo com o presidente Lula”, declarou.

Nesta 4ª feira (28.jan), Lula participa da sessão inaugural do Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe, organizado pela CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe). Em seguida, visita a Eclusa de Cocolí e vai ao Palácio de las Garzas para reunião com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino (Realizando Metas, direita).

O fórum terá a presença de outros chefes de Estado e de governo, como Rodrigo Paz, presidente da Bolívia; Daniel Noboa, presidente do Equador; a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley; e o primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness.



Autor Poder360 ·


Mais de 155 milhões de brasileiras e brasileiros, incluindo 5,2 milhões de goianos, estão aptos a votar no dia 4 de outubro, no primeiro turno das eleições estaduais e federal. Os eleitores vão às urnas para escolher, nesta ordem: deputados federais, deputados estaduais, dois senadores por Estado, governadores e o presidente da República. As Eleições Gerais de 2026 têm como lema #votonademocracia e celebram um marco importante: os 30 anos da urna eletrônica.

Quem vota e quando tirar o título

O voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos. É opcional (facultativo) para pessoas analfabetas e para quem tem mais de 70 anos. Os jovens podem tirar o título de eleitor a partir dos 15 anos, mas só podem votar, de forma opcional, se completarem 16 anos até o dia da eleição.

Prazo final para tirar ou regularizar o título: 6 de maio

Para poder votar, é preciso estar em dia com a Justiça Eleitoral. A lei eleitoral estabelece que não é possível fazer a inscrição ou transferência do título nos 150 dias que antecedem a eleição. Por isso, o prazo final para tirar o título, regularizar a situação ou atualizar o cadastro eleitoral é 6 de maio. A partir do dia 7, o cadastro é fechado para que a Justiça Eleitoral possa organizar todo o processo de votação.

Quem vota em Goiás pode procurar qualquer cartório eleitoral do Estado. Em janeiro, o atendimento presencial é feito de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h, e exige agendamento prévio. Serviços como mudança de dados, transferência e revisão de endereço também estão disponíveis de forma gratuita no site Autoatendimento Eleitoral.

Pesquisas eleitorais: a partir de 1º de janeiro

Desde o dia 1º de janeiro, as pesquisas de intenção de voto que serão divulgadas na imprensa precisam ser registradas na Justiça Eleitoral, conforme manda a lei. A empresa ou entidade responsável pela pesquisa tem até cinco dias antes da divulgação para fazer esse registro.

As regras detalhadas estão em uma norma do TSE, e o cadastro deve ser feito no sistema chamado PesqEle. A divulgação de pesquisa sem o registro prévio pode resultar em multa.

Reuniões de partidos (convenções): de 20 de julho a 5 de agosto

Os candidatos que vão concorrer devem ser escolhidos nas reuniões internas dos partidos, chamadas convenções partidárias, que devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto do ano da eleição. No Brasil, não existe candidatura independente: para concorrer, o candidato precisa ser filiado a um partido político.

Podem participar da eleição os partidos que tenham seu registro no TSE feito até seis meses antes da votação e que, na data da convenção, tenham um diretório ativo no local da disputa.

O local da disputa (circunscrição) é o país para presidente e vice-presidente. Para governador, vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital, o local da disputa é o Estado ou o Distrito Federal.

Inscrição de candidatos: até 15 de agosto

Após a escolha, os partidos têm até 15 de agosto para registrar os nomes dos candidatos na Justiça Eleitoral. Em 2026, os registros para presidente devem ser solicitados ao TSE, e os registros para os demais cargos devem ser feitos nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Para se candidatar, a pessoa precisa comprovar que é brasileira, sabe ler e escrever, estar com os direitos políticos em dia, ter título de eleitor, morar no local da disputa há pelo menos seis meses e estar filiada a um partido pelo mesmo período.

Quem concorre a deputado, senador, governador e vice-governador deve ser eleitor no Estado onde disputa. Para presidente e vice-presidente pode ser eleitor em qualquer Estado.

As idades mínimas para os cargos em disputa são:

35 anos: presidente, vice-presidente e senador.
30 anos: governador e vice-governador.
21 anos: deputado federal, estadual ou distrital.

Início da campanha: a partir de 16 de agosto

A campanha eleitoral só pode começar a partir de 16 de agosto de 2026, um dia após o fim do prazo de registro de candidaturas. Este é o momento em que os candidatos buscam votos e apresentam suas propostas.

A data serve como um marco para que todos comecem a campanha de forma igualitária. Antes disso, qualquer pedido explícito de voto pode ser considerado irregular e está sujeito à multa.

As regras de campanha estão na lei eleitoral e em uma norma do TSE atualizada recentemente para incluir mudanças na publicidade causadas pelo avanço da tecnologia, como o uso de Inteligência Artificial (IA).

Propaganda gratuita no rádio e TV

A partir de 15 de agosto, a Justiça Eleitoral definirá, junto com os partidos e as emissoras de TV, o plano de mídia para o uso do tempo de propaganda gratuita. É garantido que todos participem nos horários de maior e menor audiência. As propagandas devem ser exibidas por todas as emissoras nos 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno da eleição.

A propaganda no rádio e na TV se limita ao horário gratuito, sendo proibido veicular publicidade paga. Os programas devem usar recursos de acessibilidade, como legendas, janela com intérprete de Libras e audiodescrição, que são de responsabilidade dos partidos.

A lei proíbe cortes instantâneos ou qualquer tipo de censura prévia nos programas eleitorais gratuitos. Também é proibida a exibição de propaganda que possa ofender ou ridicularizar candidatos.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (27/1) a operação Fora de Rota. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa interestadual responsável pelo transporte e distribuição de mais de duas toneladas de maconha em Goiás.

A operação cumpriu mandados judiciais e determinou o bloqueio de bens dos suspeitos. As diligências, de caráter integrado, ocorreram simultaneamente em Goiás e em outros três estados: no Piauí, na capital Teresina; no Pará, nos municípios de Conceição do Araguaia e Canaã dos Carajás; e na Bahia, na cidade de Capim Grosso.

Ao todo, foram cumpridas 28 medidas judiciais contra 10 investigados na operação, denominada Fora de Rota. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 3 milhões em bens e valores pertencentes aos alvos da investigação.

Segundo a Polícia Civil de Goiás, dez pessoas são investigadas por integrar a organização. O número total de presos ainda não foi divulgado.

A investigação teve início após uma grande apreensão de drogas em meados de 2024. A carga foi encontrada em um galpão na cidade de Aparecida de Goiânia.

Nas diligências, polícia apreendeu com suspeitos mais drogas e objetos utilizados no tráfico

A droga havia sido transportada do estado do Paraná para Goiás, ocultada em meio a uma carga lícita de sacos de farinha.

“Um dos investigados presos é natural do estado do Piauí e foi capturado no estado da Bahia, enquanto a equipe da Polícia Civil do Piauí realizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao investigado, no bairro Teresina Sul, na Zona Sul da capital”, informou o delegado Samuel Silveira, da

Entre os alvos da operação estão o motorista e o batedor da carga. Também são investigados os responsáveis pela logística, pelo galpão de apreensão, os distribuidores do entorpecente e o apontado como proprietário da carga ilícita.

Os nomes dos investigados não foram divulgados pela polícia.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Aval sem ressalvas a balanço financeiro do banco abriu espaço para debate sobre o papel-chave das firmas de verificação em situações como esta

O aval sem ressalvas de auditorias ao balanço financeiro do Banco Master colocou em xeque a atuação dessas firmas de verificação. Ao mesmo tempo, abre espaço para um debate sobre o papel-chave dessas empresas em casos como o da instituição de Daniel Vorcaro.

A advogada Juliana Maia Maciel é mestre em direito processual civil pela USP e sócia do escritório Berardo Lilla. Ela afirma que a responsabilização dos auditores pode vir de diversas formas e se dar “mesmo sem dolo ou má-fé”, em esferas diferentes.

  • plano administrativo – “Auditores e firmas de auditoria podem ser sancionados pela CVM quando atuam em entidades reguladas, bem como pelo Banco Central no caso de instituições financeiras e entidades sob sua supervisão. O CFC [Conselho Federal de Contabilidade] e os Conselhos Regionais também podem instaurar processos disciplinares por infração às normas profissionais”;
  • plano cível – “Investidores, credores e outros terceiros prejudicados podem buscar indenização se houver nexo entre a falha técnica. Por exemplo: confiança excessiva em informações internas sem validação externa, ausência de procedimentos mínimos esperados e o dano sofrido”;
  • responsabilização penal – “O sistema jurídico brasileiro já dispõe de tipos que, em tese, poderiam ser aplicados a auditores em situações extremas, como crimes contra o sistema financeiro, desde que comprovado dolo, isto é, participação consciente ou anuência deliberada na distorção das informações. Essas hipóteses são excepcionais e não se confundem com erro técnico ou negligência, que permanecem no âmbito administrativo e civil”.

LEGISLATIVO

O presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou em 15 de janeiro a criação de um grupo especial para acompanhar as investigações relacionadas aos fatos e condutas atribuídas ao Master. Juliana Maciel afirma que esse tipo de iniciativa surge nesse contexto, buscando maior responsabilização dessas empresas. A advogada, entretanto, diz ser necessário ponderar a discussão.

“O desafio, contudo, é calibrar esse debate para evitar a criminalização ampla da atividade e concentrar esforços no fortalecimento de padrões técnicos objetivos, supervisão regulatória consistente e responsabilização proporcional por falhas comprovadas, inclusive com efeitos reputacionais relevantes em um mercado baseado em confiança institucional”, declara.

ALERTA

KPMG auditou o Banco Master até dezembro de 2024 e chegou a listar R$ 19,56 bilhões em cotas de fundos como um dos “Principais Assuntos de Auditoria”, a categoria de maior risco. Houve o alerta de que esses ativos “não são negociados ativamente” e que sua precificação “está sujeita a um nível mais elevado de incerteza”. A empresa não verificou a existência desses fundos e se as cotas valiam o que estava no balanço.

Em 2025, a PwC (PricewaterhouseCoopers) assumiu o trabalho de auditar. O balanço do 1º semestre do Master não foi publicado. Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação do banco.

Não houve tempo hábil para a publicação do balanço financeiro do ano passado. Depois da liquidação extrajudicial, descobriu-se que parte dos ativos do Master era fictícia. O jornalista Marcio Aith reforçou em reportagem publicada neste jornal digital que não havia “incerteza”, e sim “ativos que não existiam”. Eram “créditos inventados, papéis fabricados”, que contaram com aval de duas grandes auditorias.

“A função de uma auditoria independente não é copiar os números que o cliente fornece e decorá-los com linguagem técnica. É verificar. Conferir. Testar”, acrescentou.

Questionada pelo Poder360, a PwC respondeu: “Por questões de confidencialidade e regras de sigilo profissional, a PwC não está autorizada a comentar temas relacionados aos nossos clientes”.

FATOR DE RISCO

Juliana Maciel afirma que parte do risco envolvendo casos como este “decorre do modelo de auditoria financeira tradicional, que foi concebido para ambientes com ativos relativamente padronizados, registros rastreáveis e mercados minimamente líquidos”.

“Quando aplicado a estruturas com ativos ‘exóticos’ ou de difícil mensuração [direitos não líquidos, créditos/recebíveis complexos, estimativas altamente discricionárias, contrapartes pouco verificáveis], há um descompasso entre o risco econômico e o alcance típico do trabalho. Nesse contexto, além de ‘fazer melhor’, pode ser necessário ‘fazer diferente’ e exigir auditorias reforçadas ou especializadas por classe de ativo/setor”, declarou.

A advogada lista alguns procedimentos para reduzir espaço para que pontos críticos fiquem apenas no declaratório:

  • confirmações externas;
  • inspeção de documentação primária;
  • revisão de premissas e modelos.

O QUE PODE SER FEITO?

Maciel diz ser possível aperfeiçoar as regras vigentes, sem a necessidade de criar normas. Na sua visão, é necessário “tornar mais objetivos e exigíveis os deveres já existentes, especialmente em contextos de maior risco”.

Estão entre os pontos possíveis:

  • reduzir a discricionariedade em auditorias de ativos complexos ou ilíquidos, com procedimentos mínimos obrigatórios quando esses ativos forem materialmente relevantes;
  • reforçar a supervisão regulatória baseada em risco, com revisões de qualidade mais frequentes e transparentes;
  • exigir maior envolvimento de profissionais experientes e governança efetiva do escopo da auditoria.

“O desafio regulatório é calibrar essas melhorias para elevar a qualidade e a accountability [em referência à responsabilidade], sem deslocar a auditoria para um modelo punitivo excessivo que acabe por reduzir sua utilidade econômica”, conclui.



Autor Poder360 ·