2 de fevereiro de 2026
  • 05:58 Mabel entrega revitalização da Praça Botafogo em Goiânia
  • 02:14 Caetano e Bethânia conquistam Grammy com disco ao vivo
  • 22:30 Diligência legislativa | Portal da Alego
  • 18:45 Sanesc substitui hidrômetros em Senador Canedo
  • 15:01 Corinthians fecha patrocínio com Broto Legal até 2027


Em pré-candidatura ao Planalto, ex-ministro critica o STF e defende exploração de recursos naturais

O ex-ministro Aldo Rebelo disse neste sábado (31.jan.2026) que o STF (Supremo Tribunal Federal) “não pode ser um Poder acima dos demais”. A declaração foi realizada durante o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República pelo DC (Democracia Cristã) no Sindicato dos Engenheiros no Estado São Paulo. O evento reuniu 500 pessoas.

Ao comentar a relação entre os Poderes, Rebelo afirmou haver um desequilíbrio institucional no país. Segundo ele, a segurança jurídica não se limita à relação entre o Estado e empresas ou indivíduos, mas também depende da estabilidade na relação entre os próprios Poderes. Nesse contexto, Rebelo disse que o Supremo não deveria interferir em atribuições do Executivo, como a nomeação de ministros.

João Caldas, presidente nacional do DC afirmou que o partido escolheu Rebelo por sua trajetória política e declarou que a legenda pretende apresentar uma alternativa ao atual cenário institucional do país. Em seu discurso, criticou o sistema político e jurídico brasileiro e disse que a Constituição perdeu força. Nesse contexto, afirmou que “a única lei que vale hoje no Brasil é o jogo do bicho”, ao questionar decisões do Judiciário.

Ex-filiado ao PC do B (Partido Comunista do Brasil), Rebelo deixou a legenda em 2017 e passou por PSB (Partido Socialista Brasileiro), Solidariedade (Solidariedade), PDT (Partido Democrático Trabalhista) e MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Nos últimos anos, se afastou da esquerda e se aproximou da direita. Em suas redes sociais, defendeu a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros envolvidos nos atos golpistas. “Se quiser pacificar, é para anistiar todo mundo”, disse na ocasião.

Durante sua fala, Rebelo concentrou críticas à política ambiental e indigenista e defendeu a exploração de recursos minerais na Amazônia. Comparou o Brasil à Venezuela ao tratar da produção de ouro. “A Venezuela exporta 470 toneladas de ouro. O Brasil exporta 70. A Venezuela tem mais reservas de ouro do que o Brasil. Por quê? Porque nós proibimos a exploração do nosso ouro, a não ser a clandestina”, afirmou.

O pré-candidato citou áreas de mineração bloqueadas por legislação ambiental e reservas indígenas e mencionou reservas de diamantes, cobre e fosfato localizadas entre o Amapá e o Pará. Também criticou a atuação de órgãos ambientais e a demarcação de terras indígenas em áreas produtivas, citando casos no Norte do país.

Ao criticar restrições ambientais, demarcações de terras indígenas e o bloqueio à exploração mineral, Rebelo afirmou que o país limita seu próprio potencial econômico. Segundo ele, áreas com recursos naturais permanecem inacessíveis, enquanto a exploração clandestina avança. Nesse contexto, resumiu sua visão sobre o cenário nacional com uma frase que concentrou o tom do discurso: “O Brasil não é um país pobre, é um país bloqueado”.

Rebelo recorreu ainda a comparações históricas, mencionando a corrida do ouro nos Estados Unidos após a Guerra da Secessão e o papel dos bandeirantes na expansão territorial brasileira. Segundo ele, a ocupação econômica foi determinante para a consolidação das fronteiras nacionais.

Ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), Rebelo comandou os ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia, Esporte e Relações Institucionais. Também presidiu a Câmara dos Deputados e atuou como secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo.

O nome de Rebelo constou em pesquisa Genial/Quaest divulgada em dezembro de 2025, com variação entre 1% e 2% das intenções de voto, a depender do cenário. Ele concorre pelo DC, partido que não possui bancada no Congresso Nacional.



Autor Poder360 ·


Por meio do projeto de lei nº 32047/25, o deputado Cairo Salim (PSD) pleiteia a isenção da tarifa de pedágio para pacientes em tratamento médico-hospitalar fora do município de residência, nas rodovias estaduais do Estado de Goiás, incluindo aquelas administradas sob regime de concessão.

A medida visa a ampliar e fortalecer as políticas públicas de proteção à saúde e assistência social dos cidadãos, assegurando-lhes o direito de acesso ao tratamento médico-hospitalar, mesmo quando esse atendimento ocorre fora do município de residência.

“Em muitos casos, pacientes com doenças crônicas, em tratamento oncológico, hemodiálise, reabilitação intensiva ou em situação de urgência médica são obrigados a se deslocar com frequência a outros municípios, especialmente quando residem em regiões com menor oferta de serviços de saúde especializada. Nesses deslocamentos, o custo com tarifas de pedágio nas rodovias estaduais, incluindo as concedidas à iniciativa privada, representa um ônus significativo para famílias já impactadas emocional e financeiramente”, frisa Cairo Salim.

O parlamentar destaca que, embora a legislação nacional trate de garantias específicas no transporte coletivo público, há uma lacuna normativa quando se trata do deslocamento individualizado, voluntário ou institucional, para tratamentos de saúde fora da cidade de origem, especialmente em veículos particulares, ambulâncias ou de entidades assistenciais.

Diante disso, aponta que a legislação proposta busca assegurar isenção da tarifa de pedágio a veículos devidamente identificados, utilizados para o transporte de pacientes em tratamento médico-hospitalar, mediante critérios objetivos e possibilidade de cadastramento junto aos órgãos competentes. 

“A medida propõe um tratamento digno, justo e humanizado, especialmente para os mais vulneráveis, e contribui para o fortalecimento da cidadania, a promoção do acesso ao SUS e a redução das desigualdades regionais em saúde”, conclui Cairo Salim, na justificativa do projeto de lei.

A matéra será analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) após o fim do recesso legislativo. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia ganhou uma nova estrutura e reforço tecnológico nesta sexta-feira (30/1), com a entrega do Terminal Praça A totalmente reconstruído e 21 ônibus elétricos, além da maior estação de recarga do Brasil.

As ações do governo de Goiás fazem parte do Projeto Nova RMTC, que prevê R$ 2 bilhões em investimentos para qualificar o serviço utilizado por cerca de 530 mil passageiros por dia em 19 municípios.

A nova frota será destinada ao corredor BRT Leste-Oeste Anhanguera e é composta por 16 veículos articulados, com capacidade para até 180 passageiros, e cinco biarticulados, que transportam até 250 pessoas por viagem.

Foto: Secom

Com os modelos de maior porte em operação regular, a região metropolitana se torna pioneira no uso desse tipo de tecnologia em linhas urbanas.

Durante a solenidade, o governador Ronaldo Caiado destacou que a modernização coloca o sistema goiano entre os mais avançados do país, sem repassar custos ao usuário.

Foto: Secom

“Não tem nada semelhante ao que é oferecido hoje à nossa população. São os ônibus mais modernos do mundo. E tudo isso mantendo a tarifa em R$ 4,30, sem reajuste desde 2019”, afirmou Caiado.

A entrega também incluiu a ativação do eletroposto instalado na garagem da Metrobus, equipado com 23 carregadores rápidos, capazes de atender simultaneamente 46 ônibus, com potência total de 6 MVA, considerada a maior estrutura do gênero em funcionamento no país.

Foto: Secom

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, ressaltou a integração entre Estado, municípios e empresas para priorizar o transporte público como alternativa de mobilidade.

Foto: Secom

“Estamos tratando o transporte coletivo como prioridade, com metronização, sincronização de semáforos e faixas exclusivas. A cidade precisa ser rápida e eficiente para quem depende do ônibus”, pontuou o prefeito da capital.

Além da renovação da frota, o Terminal Praça A passou por reconstrução completa após mais de duas décadas sem intervenções estruturais. O espaço foi ampliado de 1,9 mil para 5,5 mil metros quadrados, recebeu novos banheiros, áreas de circulação, melhorias de acessibilidade, reforço na iluminação e sistema de segurança com 74 câmeras. O investimento foi de R$ 29 milhões, em obra executada ao longo de nove meses.

Foto: Secom

Localizado na região de Campinas, o terminal atende cerca de 50 mil pessoas por dia e apresentava problemas recorrentes de infiltração e alagamentos. Para comerciantes e usuários, a requalificação muda a experiência de quem utiliza o serviço diariamente.

Segundo o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, o conjunto de intervenções consolida a estratégia de recuperar um sistema que enfrentava anos de sucateamento: “Hoje temos um modelo que se tornou referência nacional e que atrai gestores de outras cidades interessadas em conhecer essa transformação”, afirmou.

Com a entrega do Praça A, o Estado já soma cinco terminais requalificados no corredor da Anhanguera, Dergo, Novo Mundo, Praça da Bíblia e Senador Canedo, e prepara a conclusão da unidade Padre Pelágio, além da reforma das 19 estações do eixo.

Autor Rogério Luiz Abreu


Autarquia abriu 2 inquéritos envolvendo a varejista, que está em recuperação judicial; CVM menciona “complexa fraude”

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) disse nesta 6ª feira (30.jan.2026) que instaurou 2 novos inquéritos administrativos relacionados às fraudes contábeis identificadas na Americanas. Uma das investigações se volta à atuação de bancos e intermediários financeiros, além de administradores que mantinham relações com as antigas B2W e Lojas Americanas.

O outro inquérito apura o cumprimento de deveres fiduciários por integrantes dos conselhos de administração e fiscal, além de pessoas que faziam parte de comitês de assessoramento das companhias envolvidas. Os 2 processos foram instaurados em 15 de janeiro a pedido da Superintendência de Processos Sancionadores e se baseiam em inconsistências contábeis divulgadas pela companhia em 11 de janeiro de 2023.

A autarquia também informou que estão em andamento 3 inquéritos administrativos, 3 processos administrativos sancionadores e 1 processo administrativo relacionado à atuação de auditor independente no caso.

A Americanas S.A. está em recuperação judicial desde 2023. As investigações se somam a outros procedimentos já em curso.

COMISSÃO CITA “COMPLEXA FRAUDE”

A CVM também disse ter finalizado inquérito que resultou em um Processo Administrativo Sancionador contra a Americanas e até então executivos da companhia. Segundo a autarquia, as “‘inconsistências contábeis’ foram na realidade uma complexa fraude perpetrada com o objetivo de produzir resultados completamente descasados da realidade econômico-financeira dos negócios da companhia, e que tinham o intuito de manipular os resultados, apresentando demonstrações financeiras falsas que sustentassem ao longo dos anos melhores cotações de preços para as suas ações”.

A investigação envolveu análises de documentos, e-mails, mensagens em aplicativos e o uso de técnicas de big data analytics –processamento e análise sistemáticos de grandes quantidades de dados para extrair informações consideradas valiosas.

A autarquia acusa formalmente a Americanas S.A. por “não oferecer informações verdadeiras, consistentes, corretas e suficientes aos investidores”. Também há outras acusações envolvendo pessoas físicas.

Leia os nomes citados, segundo comunicado (íntegra – PDF – 582 kB) divulgado nesta 6ª feira (30.jan):

  • por manipulação de preços – Miguel Gomes Pereira Sarmiento Gutierrez, Anna Christina Ramos Saicali, José Timotheo de Barros, Marcio Cruz Meirelles, Fabio da Silva Abrate, Marcelo da Silva Nunes, Flávia Pereira Carneiro, Maria Christina Ferreira Nascimento, Anna Christina da Silva Sotero, Felipe de Mello Rodrigues, Breno Barbosa de Lima, Fellipe Arantes Lourenço Bernardazzi, Raoni Lapagesse Franco Fabiano, Carlos Eduardo Rosalba Padilha, Luiz Augusto Saraiva Henriques, Murilo dos Santos Corrêa, Rodrigo Cardozo Martins, Bruno Alves Figueira e Fabien Pereira Picavet;
  • por violação ao dever de lealdade e não oferecer informações verdadeiras, consistentes, corretas e suficientes aos investidores – João Guerra Duarte Neto;
  • por não oferecer informações verdadeiras, consistentes, corretas e suficientes aos investidores violação ao dever de diligência – Welington de Almeida Souza;
  • por violação ao dever de diligência – Celso Alves Ferreira Louro, Flávio de Almeida Serapião, Milena de Andrade Sacramento, Marcelo Pinto, Andréa Silva Barra, Carlos Henrique de Lucca Fortes Gatto, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, Thiago Mendes Barreira e José Mauro Rocha de Barros.

A CVM enfatiza que os acusados terão espaço para apresentar defesa.

Leia também:



Autor Poder360 ·


A sétima rodada do Campeonato Goiano de 2026 promete fortes emoções para o torcedor neste fim de semana, com jogos decisivos e transmissão garantida para todo o Estado por meio da parceria entre a TV Assembleia Legislativa e a Televisão Brasil Central (TBC).

Neste sábado, 31, a bola rola, às 16 horas, no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia. O Atlético Goianiense recebe o Crac em um duelo que vale posições na parte de cima da classificação. No domingo, 1º, a rodada tem três partidas, e as atenções se voltam especialmente para o clássico entre Goiás e Vila Nova, na Serrinha, às 18h30. O duelo será transmitido pela TBC para que o torcedor possa acompanhar cada lance do jogo, que é um dos mais aguardados do calendário estadual.

No domingo, mais cedo, às 10 horas, a Jataiense enfrenta o Inhumas em mais um confronto direto entre equipes que buscam se firmar na competição. A partida também terá cobertura da TV Assembleia Legislativa em parceria com a TBC. No mesmo dia, às 15h30, o Centro Oeste enfrenta o Goiatuba, às 15h30, no Estádio Jaime Guerra em Nerópolis.

A sétima rodada será encerrada na segunda-feira, 2, com dois jogos em horários simultâneos. Às 19:30, no Estádio Luiz Benedito em Ouvidor, jogam Abecat e Anápolis. O Estádio Jonas Duarte, em Anápolis, será palco do jogo entre Anapolina e Aparecidense. O confronto promete casa cheia e muita rivalidade, com as duas equipes buscando recuperação e regularidade no campeonato.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Recém-filiado ao PSD, o governador Ronaldo Caiado disse nesta sexta-feira (30/1) estar confiante de que a base governista e o PL fecharão aliança em Goiás para as eleições majoritárias de outubro. Segundo afirmou, a confirmação do PL é o único entrave para concluir as chapas de candidatos a senador e governador no estado.

“Eu não posso adiantar por um partido que não é meu”, declarou Caiado, durante entrega do novo terminal de ônibus da Praça A, na Avenida Anhanguera, em Goiânia.

O governador reforçou que os contatos com lideranças têm sido produtivos e que há sinais positivos de entendimento entre as legendas. A articulação prevê uma chapa majoritária com o vice-governador Daniel Vilela (MDB) candidato a governador e Gracinha Caiado (União Brasil) e Gustavo Gayer (PL) como candidatos às duas vagas de senador.

“Sim, todos os contatos que eu tenho tido tem sido extremamente produtivo e tem sido reafirmada [a aliança com o PL]”, ressaltou.

Questionado sobre possíveis resistências internas no PL, em especial do senador Wilder Morais, presidente estadual da sigla, Caiado preferiu não polemizar e disse que aguardará a decisão formal do partido para avançar.

“Eu não vou comentar se vai isso ou aquilo, eu vou aguardar a decisão do partido para que aí possamos concluir a chapa de senadores e também de governador”, observou o governador.

Enquanto espera a definição do PL, Caiado afirmou que manterá interlocuções e estruturará a pré-campanha para, assim que houver sinal verde, concluir as composições de chapas.

Caiado também admitiu que a migração partidária exigirá trabalho de mobilização local, com foco em deputados e prefeitos que possam fortalecer o PSD em Goiás.

“Todos os deputados que vão sair do partido hoje vão ser motivados, prefeitos, motivados a expandir o partido [PSD] também no Estado de Goiás, que é um partido grande”, afirmou ele.

Sobre a acolhida no PSD, ele disse ter sido bem recebido por Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla, e justificou a filiação como passo necessário para viabilizar a pré-candidatura presidencial.

“[O PSD] É um partido em que eu fui muito bem acolhido pelo nosso presidente, o Kassab, que me chamou, me convidou, e eu decidi”, disse o governador.

Saí do União Brasil em clima de total harmonia’

Ao comentar a saída do União Brasil, Caiado enfatizou que o rompimento ocorreu em clima de respeito e contato permanente com dirigentes nacionais e estaduais.

“Eu saí do União Brasil, mas no clima de total harmonia com todos, não tem aqui nenhum desentendimento, tanto é que vocês viram a nota oficial do Rueda, do ACM Neto, tudo de forma carinhosa, eu falo com eles todos os dias”, ponderou.

Caiado justificou ainda que a opção pela nova sigla decorre da necessidade de disputar em nível nacional, já que o União Brasil decidiu não lançar candidato ao Planalto.

“O partido resolveu não ter candidato para presidente, o direito que tem. Eu tenho que respeitar. E eles também respeitaram a minha decisão. Eu falei, olha, vocês entendam, eu cheguei na hora da minha vida que eu preciso buscar isso que eu tanto quero na minha vida [disputar novamente a Presidência da República]”, afirmou ele.

Em crítica ao governo federal, o governador responsabilizou o PT por falhas em políticas públicas e disse que continuará pedindo à imprensa que destaque as realizações de sua gestão em Goiás.

“Não deram conta de alfabetizar nossas crianças, não deram conta de fazer saúde chegar no interior. A violência continua e cresceu no governo do PT”, atacou.

Caiado informou ainda que a presidência do União Brasil em Goiás ficará com a primeira-dama Gracinha Caiado, pré-candidata ao Senado, e que conversará em breve com o senador Vanderlan Cardoso, presidente do PSD, sobre a nova configuração partidária no estado.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Associação apoia liminar e reforça que pedágio deve vir só após melhorias e segurança viária garantidas

A Justiça Federal concedeu na 5ª feira (29.jan.2026) uma liminar que suspende a cobrança de pedágio na BR-364, em Rondônia, após identificar falhas na execução do contrato de concessão pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

De acordo com a decisão, o contrato previa que a rodovia só poderia ser onerada após a conclusão de obras de recuperação do pavimento, sinalização e medidas de segurança, com prazo estimado entre 12 e 24 meses. No entanto, a concessionária afirmou ter cumprido essas obrigações em apenas 2 meses, sem comprovação técnica suficiente.

Segundo a decisão, foram constatadas cláusulas contratuais descumpridas, incluindo:

  • Garantia de segurança de tráfego antes do início da cobrança, que não foi cumprida;
  • Sistema free flow inadequado, com ausência de estudos de infraestrutura e falta de meios de pagamento alternativos que não exijam a parada do veículo;
  • Prazo mínimo de três meses previsto no contrato para o início da operação, que não foi respeitado.

A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) celebrou a liminar, reforçando que o modelo de concessões é essencial para modernizar a logística do país e atrair investimentos, desde que os contratos sejam cumpridos rigorosamente.

“A entidade celebra a decisão liminar, concedida pela Justiça Federal, que suspendendo a cobrança de pedágio. A Abiove entende que rodovias concedidas requerem a geração de receitas para viabilizar melhorias. No entanto, é imperativo que a execução dos contratos e a fiscalização pela ANTT ocorram em estrita observância à legislação vigente, à transparência e ao equilíbrio econômico-financeiro, garantindo que o usuário receba as melhorias contratadas antes do início da oneração tarifária”, afirmou em nota. 

A associação afirmou que a cobrança de pedágio não é questionada, mas deve ocorrer apenas após a implementação das melhorias contratadas, garantindo segurança, transparência e equilíbrio econômico-financeiro.

Além disso, a fiscalização da ANTT foi considerada insuficiente, pois avaliou apenas 2% dos mais de 680 quilômetros da rodovia, quando o contrato exigia análises ao longo de 100% do trecho. 

Outro ponto destacado foi a implantação antecipada do sistema free flow, que deveria ser testado apenas anos após o início da concessão, mas já estava em operação em 2025.

A concessionária Nova 364 afirmou que já investiu mais de R$ 360 milhões em obras de manutenção, segurança e serviços operacionais, mantendo diálogo com entidades representativas, e que respeitará a decisão judicial enquanto analisa medidas legais cabíveis.



Autor Poder360 ·


No segundo semestre de 2025, o deputado Antônio Gomide (PT) apresentou projetos de lei, na Assembleia Legislativa, voltados às áreas de educação, saúde, meio ambiente, cultura e tecnologia.

As propostas resultaram em avanços legislativos, com a sanção de matérias voltadas à orientação sobre primeiros socorros nas escolas públicas, à conservação dos parques estaduais, além de política pública de incentivo ao consumo consciente e à logística reversa digital.

A Lei nº 24.040, de 14 de janeiro de 2026, de autoria de Gomide, institui a Semana Estadual de Orientação sobre Primeiros Socorros nas escolas da rede pública estadual de ensino. De acordo com o texto, a intenção é capacitar alunos, professores e funcionários em técnicas básicas de primeiros socorros; e conscientizar sobre a importância do conhecimento em primeiros socorros para a segurança individual e coletiva.

O Executivo também sancionou a criação da política estadual Parques de Goiás, que tem o intuito de promover a proteção ambiental, o turismo sustentável e a visibilidade das áreas de reserva sob a gestão do Estado. Entre os objetivos previstos na lei estão incentivar a sinalização dos parques; melhorar o sistema de comunicação com os visitantes, incluindo ações de divulgação do número de contato para informações e emergências; e fomentar a educação ambiental visando à conscientização dos visitantes. 

Também de autoria de Gomide, a Política Estadual de Incentivo ao Consumo Consciente e à Logística Reversa Digital, prevista na Lei nº 23.916, de 4 de dezembro de 2025, tem por objetivos promover o descarte ambientalmente adequado de dispositivos eletrônicos; a preservação ambiental, dos recursos naturais e da saúde pública; a redução de emissão dos gases de efeito estufa; a economia circular; e a geração de empregos.

Confira abaixo o teor das propostas apresentadas por Gomide nos últimos seis meses de 2025.

Processo nº 31934/25: confere ao município de Goiás o título de Capital Estadual da Reforma Agrária.

Processo nº 29930/25: institui a Política Estadual de Apoio ao Desenvolvimento de Projetos Escolares com Inteligência Artificial em Goiás. 

Processo nº 29233/25: institui a Semana Estadual de Consumo Consciente em Goiás.

Processo nº 29232/25: institui a Política Estadual de Incentivo à Oferta de Cursos Técnicos Gratuitos em Energias Renováveis e Tecnologias da Informação e Comunicação nas Escolas da Rede Pública do estado.

Processo nº 28812/25: cria a Política Estadual de Promoção da Acessibilidade Tecnológica e da Inclusão Cidadã da Pessoa Surda em Goiás.

Processo nº 28811/25: declara o personagem “Farricoco” como componente de valor inestimável do Patrimônio Imaterial goiano.

Processo nº 28382/25: Cria o Dia Estadual do Cinegrafista em Goiás.

Processo nº 28272/25: Institui o Programa Estadual de Financiamento Climático.

Processo nº 28271/25: Cria a Política Estadual para a Efetivação do Direito de Crianças e Adolescentes à Natureza e ao Meio Ambiente Saudável e altera a Lei nº 16.497, de 10 de fevereiro de 2009.

Processo nº 26790/25: Dispõe sobre a obrigatoriedade da inclusão do número IMEI nas notas fiscais de venda de aparelhos de celulares no Estado de Goiás, e cria o Programa Devolve Meu Celular com o envio de intimações para devolução voluntária.

Processo nº 26789/25: declara de utilidade pública a entidade Instituto de Desenvolvimento Ambiental José Luís Castaneda Cagigas, em Anápolis. 

Processo nº 26128/25: institui o Dia Estadual do Profissional Arquivista.

Processo nº 25737/25: institui o Dia da Prevenção de Incêndios no Cerrado e o inclui no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado.

Processo nº 25736/25: institui o Dia do Historiador Goiano e o inclui no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado.

Processo nº 25659/25: inclui, no Calendário Cívico, Cultural e Turístico de Goiás, o Dia do Meteorologista, a ser comemorado anualmente em 14 de outubro.

Processo nº 24753/25: reconhece a Campanha da Fraternidade como Patrimônio Religioso, Cultural e Imaterial de Goiás.

Processo nº 24752/25: cria o Dia Estadual do Doador de Órgãos e Tecidos para Transplantes, em Goiás.

Processo nº 24591/25: declara de utilidade pública a entidade Grupo Escoteiro Bernardo Sayão, em Anápolis.

Processo nº 23779/25: cria o Memorial Virtual das Personalidades Históricas, Culturais e Políticas de Goiás, em formato de página eletrônica oficial, destinado a reunir, preservar e divulgar a memória e a biografia de personalidades.

Processo nº 22462/25: Dispõe sobre a consulta prévia ao banco estadual de dados de identificação civil e criminal antes da emissão ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás.

Processo nº 21479/25: implementa o Mês Estadual de Defesa da Cultura Goiana.

Processo nº 20769/25: inclui as ruínas do antigo Arraial de Ouro Fino na Cidade de Goiás no patrimônio histórico e no calendário cultural e turístico do Estado.

Processo nº 20269/25: institui a Política Estadual de Trilhas Digitais e Turismo Interativo no meio rural, com uso de tecnologias imersivas e códigos QR para valorização do patrimônio natural, histórico, cultural e turístico no Estado de Goiás.

Processo nº 20268/25: institui o Dia Estadual da Proteção dos Mananciais e Nascentes no Estado.

Processo nº 19679/25: declara de utilidade pública o Instituto Sol Central, localizado no município de Bom Jardim de Goiás.

Processo nº 19009/25: institui o Dia Estadual do Ambientalista no Estado de Goiás.

Processo nº 19008/25: estabelece medidas protetivas e procedimentos para os casos de violência contra profissionais da saúde no Estado de Goiás, institui o Projeto SOS Saúde e dá outras providências.

Processo nº 18881/25: estabelece medidas protetivas e procedimentos para os casos de violência contra profissionais da educação no Estado de Goiás e institui o Programa SOS Educação.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, foi invadido e vandalizado na última quarta-feira (28/1). O ato ocorreu no mesmo dia em que ele confessou o crime e indicou à polícia o local onde o corpo estava escondido, na cidade de Caldas Novas, no sul de Goiás.

A residência foi alvo de destruição. Móveis foram quebrados e uma televisão teve a tela destruída. As paredes foram pichadas com tinta vermelha, exibindo a palavra “assassino”. O quadro de energia do imóvel também foi arrancado e danificado.

As áreas comuns do prédio onde o crime aconteceu também foram depredadas. Na recepção, sofás, janelas e paredes foram pichados com frases direcionadas contra o síndico, algumas mencionando seu nome.

A Polícia Civil foi acionada e deve abrir uma investigação para identificar o suspeito de praticar as pichações.

Cléber Rosa de Oliveira confessou a morte de Daiane Alves de Souza e indicou onde o corpo dela estava

A vítima, Daiane Alves de Souza, de 43 anos, estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro. Ela havia descido ao subsolo do prédio para verificar uma interrupção no fornecimento de energia de seu apartamento. A polícia apurou que esse corte intencional foi o que atraiu a corretora para um local sem cobertura de câmeras.

As investigações revelaram um histórico de conflitos e registros policiais recíprocos entre a corretora e o síndico. A análise de câmeras e a identificação de rotas suspeitas levaram às prisões de Cléber e de seu filho, Maycon Douglas, na manhã de quarta-feira (28/1). O corpo de Daiane foi localizado posteriormente em uma área de mata.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Governador comparou disputa interna entre ele, Caiado e Ratinho Júnior com as prévias do PSDB vencidas por João Doria: “No PSD, o processo é exatamente outro”

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou que o PSD (Partido Social Democrático) descartou realizar prévias para definir o nome que disputará a Presidência da República. Ele é 1 dos pré-candidatos do partido comandado por Gilberto Kassab ao Planalto. Os outros 2 são os governadores Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, que anunciou nesta semana sua saída do União Brasil e filiação ao PSD, embolando ainda mais a disputa interna no partido para a escolha do postulante ao Planalto.

Ao falar sobre a disputa interna no PSD, o governador gaúcho fez referência ao processo de prévias realizado em 2021 no PSDB para definir o candidato do partido à Presidência. “Dentro do PSDB, quando eu estava lá, houve uma discussão, um debate interno, que acabou resultando em um processo de prévias. Foi o caminho que o partido escolheu à época. Não é o caminho que se está apresentando agora no PSD”, disse o governador gaúcho em entrevista ao jornal O Globo publicada na 5ª feira (29.jan.2026).

Em 2021, Leite disputou contra o então governador de São Paulo, João Doria, e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. Doria venceu, lançou-se na corrida, mas desistiu ainda em maio. O PSDB acabou unindo-se à candidatura de Simone Tebet (MDB), indicando Mara Gabrilli (PSDB) como vice.

“No caso do PSDB, havia o governador de São Paulo como pré-candidato. O Estado de São Paulo –não é à toa que o governador Tarcísio [de Freitas, do Republicanos] é um nome sempre lembrado– é um Estado que tem 4 vezes a população do Rio Grande do Sul e do Paraná. É o Estado mais populoso do país”, declarou.

Ainda sobre 2021, Leite disse que não se apresentou pré-candidato à época por se considerar “melhor” do que Doria na “capacidade individual”, mas porque o contexto eleitoral exigia uma renovação dentro do PSDB.

Segundo o governador, Doria ficou muito desgastado na época, “depois de ter abraçado o candidato em 2018 [Jair] Bolsonaro [PL], depois ter rompido, aquilo gerou um processo de desgaste que dificultaria o caminho para ele, como, de fato, dificultou e ele acabou não sendo nem candidato”.  

Sobre o seu atual partido, Leite disse que “o processo é exatamente outro”. Ele afirmou: “Há um entendimento, há um sentimento comum que nos une aqui. O Brasil está acima das nossas aspirações individuais”.

Em entrevista à GloboNews na 4ª feira (28.jan), Ratinho Júnior disse que o PSD deve definir o candidato depois de 4 de abril, data-limite para desincompatibilização de governadores que pretendem participar das eleições. Até lá, os 3 possíveis candidatos mantêm como prioridade a administração de seus Estados.



Autor Poder360 ·