7 de fevereiro de 2026
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O senador Vanderlan Cardoso, presidente do PSD em Goiás e pré-candidato à reeleição, não exclui a possibilidade de deixar a legenda caso não consiga viabilizar sua candidatura ao Senado pelo partido. A definição, segundo ele, será tomada em reunião com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e com o governador Ronaldo Caiado, marcada para segunda-feira (9/2) em São Paulo.

O cenário se complicou após a filiação de Caiado ao PSD. A entrada do governador abre espaço para articulações que podem priorizar uma chapa com outros nomes — entre eles Gracinha Caiado e Gustavo Gayer — e tensiona a disputa interna pela vaga ao Senado no Estado. Vanderlan sustenta, porém, que a decisão sobre sua candidatura é pessoal e que sua intenção é disputar pelo PSD.

“Nessa reunião que teremos com o Kassab, e provavelmente o governador Ronaldo Caiado estará presente, nós vamos estar decidindo os passos aqui no estado de Goiás”, declarou Vanderlan nesta sexta-feira (6/2), durante visita à Associação Comercial, Industrial e de Serviços da Região Leste de Aparecida de Goiânia (Acirlag).

Senador falou com a imprensa durante visita à Acirlag, nesta sexta-feira, em Aparecida de Goiânia

O senador afirmou que apoiou a filiação de Caiado ao partido e que vê como natural a necessidade de desprendimento mútuo nas negociações internas: “Eu já tive total desprendimento ao ser consultado sobre a vinda do governador para o PSD. Então, fui favorável, dei o parecer positivamente”.

Apesar do apoio inicial, ele deixou claro que não abrirá mão da pré-candidatura se entender que há condições para disputar.

“Essa decisão de candidatura a senador da República é uma decisão do senador Vanderlan Cardoso. […] Hoje eu sou o presidente do PSD, caso eu entender que não é o PSD, aí sim é uma decisão minha”, afirmou.

Parlamentar diz que prefere caminhar com Daniel Vilela

Ainda na entrevista, Vanderlan ressaltou que sua postulação foi construída ao longo de sete anos de trabalho e que a candidatura não depende de aliança automática com nomes do grupo governista.

“A minha candidatura nunca impôs isso. Minha candidatura é uma candidatura que ela foi construída, não foi só agora, ela foi construída ao longo de sete anos de muito trabalho”, disse.

Questionado sobre alternativas fora do PSD, o senador não descartou migrar para outra sigla se não conseguir viabilizar a reeleição internamente.

“A pessoa nunca pode ter só o plano A. Tem que ter plano B, plano C, plano D, plano E. Só com esses burburinhos desses dias já têm seis partidos me convidando”, disse Vanderlan, que citou ainda a possibilidade de diálogo com lideranças como Marconi Perillo, sem, contudo, confirmar tratativas.

Apesar das movimentações, o parlamentar sinalizou preferência por caminhar com o vice-governador Daniel Vilela e disse empenhar-se para consolidar essa união: “Hoje a tendência é estar caminhando com o vice-governador Daniel Vilela”, assegurou.

Vanderlan concluiu afirmando que não permanecerá oferecendo apoio caso não seja desejado pelo grupo: “Eu não vou ficar oferecendo apoio se não querem”, disse o senador, ressaltando que a reunião de segunda-feira deve esclarecer os próximos passos.



Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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