10 de julho de 2026
  • 20:20 Parlamento condecora militares com a Medalha Pedro Ludovico Teixeira
  • 16:36 Menino com diabetes é resgatado de apartamento em Goiânia
  • 12:52 Lula sanciona lei do Banco de Boas Práticas contra violência à mulher
  • 09:08 Reforço ao sigilo de casas de acolhimento para vítimas de violência passará pela CCJ
  • 05:24 Advogado de Catalão é preso por suspeita de aplicar golpes


O deputado Rubens Marques (PSB) realizará sessão solene na próxima segunda-feira, 13, às 19 horas, no Plenário Iris Rezende, da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Na oportunidade, o parlamentar entregará a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, a mais alta honraria concedida pela Casa de Leis, a 46 integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Goiás, em razão dos serviços prestados nas corporações.

Considerada a honraria de maior prestígio oferecida pelo Poder Legislativo goiano, a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira foi criada na década de 1990, por meio da Resolução nº 855, de 4 de dezembro de 1991, em homenagem ao fundador de Goiânia e um dos mais influentes políticos da história do Estado.

Pedro Ludovico Teixeira

Nascido na cidade de Goiás, em 23 de outubro de 1891, Pedro Ludovico Teixeira é considerado um dos principais líderes políticos da história de Goiás. Teixeira formou-se em medicina no Rio de Janeiro e retornou ao Estado no início da década de 1920, onde se envolveu com a política local.

A trajetória política de Teixeira ganhou projeção nacional após a Revolução de 1930, movimento que levou Getúlio Vargas ao poder. Em 1931, ele assumiu a interventoria federal em Goiás, função correspondente à chefia do Poder Executivo estadual na época.

À frente da administração goiana, conduziu um amplo processo de transformação do Estado. A iniciativa mais marcante desse período foi a criação de Goiânia e a transferência da capital estadual da cidade de Goiás para a nova cidade planejada, empreendimento que passou a simbolizar a modernização do Estado.

Ao longo de sua carreira, ocupou o comando do Executivo estadual em diferentes ocasiões, tanto como interventor quanto como governador eleito. Também representou Goiás no Senado Federal, onde defendeu medidas voltadas ao desenvolvimento econômico, à modernização da administração pública e à integração do Estado com o restante do país.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Um menino de 10 anos foi resgatado pelo Conselho Tutelar, com o apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, nesta quinta-feira (9/7), no Setor Faiçalville, em Goiânia. O resgate ocorreu no dia do aniversário da criança, que foi encontrada trancada sozinha em um quarto, sem água ou comida, em condições de extrema vulnerabilidade.

Vizinhos e o síndico do prédio relataram que o menino, que tem diabetes tipo 1, passava os dias gritando por socorro e interagindo pela janela com as crianças que brincavam na área comum. Para se comunicar com o garoto antes do resgate, um conselheiro tutelar precisou usar uma escada. Com sede, o menino pediu água, que foi içada pelos agentes em uma garrafa amarrada a lençóis.

A mãe da criança foi presa em flagrante pela Polícia Civil e deve responder pelo crime de abandono de incapaz. Em depoimento, ela alegou que saiu na noite anterior para trabalhar e trancou o filho para impedir que ele tivesse acesso aos alimentos, justificando que, por ser diabético, ele poderia comer em excesso e passar mal.

Ao arrombarem as portas do apartamento e do quarto, os policiais encontraram um cenário de forte degradação, com roupas sujas espalhadas, lixo e comida apodrecida. No cômodo onde a criança era mantida, havia apenas um colchão, brinquedos, um ventilador e uma garrafa plástica que o menor utilizava para urinar.

O menino foi inicialmente encaminhado ao CAIS Jardim América, onde exames apontaram que a sua glicose estava completamente descompensada devido ao longo período de jejum. Por necessitar de cuidados especializados, ele foi transferido para o Hospital da Criança e do Adolescente (Hecad), onde passou a noite na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Segundo o delegado Eduardo Carrara, além da privação de alimentos e de condições básicas de higiene, o ambiente oferecia grave risco à vida do menor, pois havia canetas de insulina no quarto que poderiam ser administradas pela criança sem qualquer supervisão médica.

Conselheiro tutelar usa escada para fazer contato com o menino de 10 anos trancado em apartamento no Setor Faiçalville

Ao ser libertado do quarto pelos socorristas, o menino expressou o impacto do isolamento e revelou suas expectativas para o futuro.

“Agora espero ter uma vida melhor”, disse.

A criança também relatou aos conselheiros tutelares o desejo de não retornar para os cuidados da mãe e manifestou a vontade de passar a viver com o seu progenitor.

O Conselho Tutelar informou que já iniciou os procedimentos necessários e vai verificar a possibilidade de transferir a guarda da criança para o pai junto ao Juizado da Infância e da Juventude.

Como agir em casos semelhantes

O resgate do menino de 10 anos acendeu o debate sobre o papel de vizinhos e síndicos na identificação do abandono de incapaz. Situações de vulnerabilidade em ambientes fechados exigem atenção rápida de quem compartilha áreas comuns.

Sinais como choro intenso, pedidos de socorro, crianças trancadas sozinhos ou idosos desorientados devem ser tratados como emergência. Diante de suspeitas, as autoridades recomendam acionar os canais oficiais:

Polícia Militar (190): Para risco à integridade física ou violência iminente.

Conselho Tutelar ou Disque 100: Casos de negligência contra crianças e adolescentes.

Samu (192): Diante de urgência médica ou desidratação visível.

Para respaldar a denúncia, moradores devem anotar datas, horários e preservar imagens de câmeras de segurança. A orientação é nunca tentar invadir a unidade por conta própria — a entrada forçada cabe apenas à polícia ou aos bombeiros.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Norma cria repositório de ações de combate à violência doméstica que já atenderam pessoas no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei nº 15.466, que cria o “Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher”. A norma foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta 6ª feira (10.jul.2026). Leia a íntegra (PDF – 459 kB).

A lei cria um repositório público de programas, projetos e ações voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher que já tenham sido implementados no país. O banco será organizado e administrado pelo Poder Executivo federal.

As informações serão públicas e deverão ser atualizadas pelo menos uma vez por ano. Cada registro deverá informar o nome do programa ou projeto, o ano de criação, os órgãos públicos e as entidades envolvidas, além de uma descrição com os locais de execução, o número de pessoas atendidas e o perfil demográfico do público.

Para reunir essas informações, o Executivo federal poderá promover seminários, encontros, reuniões técnicas, pesquisas, levantamentos de dados e outras iniciativas.

A lei também foi assinada pelas ministras Janine Mello dos Santos e Eutália Barbosa Rodrigues Naves. A norma entrou em vigor na data de sua publicação.



Autor Poder360 ·


O deputado Mauro Rubem (PT) assina a proposição n°14127/26, que institui diretrizes estaduais de segurança da informação e sigilo logístico para a rede de acolhimento e proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em Goiás. A proposta estabelece medidas para impedir a divulgação de informações capazes de identificar a localização de casas-abrigos, centros de acolhimento e núcleos de atendimentos especializados.

Pela redação da matéria, documentos administrativos e fiscais relacionados ao fornecimento de alimentos, insumos e materiais destinados às unidades de acolhimento não poderão conter endereços, denominações específicas ou quaisquer dados que permitam identificar a localização dessas estruturas. O texto também prevê a utilização de códigos genéricos de identificação e determina que informações sensíveis sejam acessíveis apenas para fins de auditoria, fiscalização ou por determinação judicial.

Outra medida prevista é a adoção de logística descaracterizada para o transporte e a entrega de suprimentos às unidades de acolhimento, com o objetivo de preservar a segurança das mulheres atendidas e evitar a exposição dos locais destinados à proteção das vítimas.

Na justificativa da proposta, Rubem afirma que procura dar efetividade à Lei Federal nº 15.451/26, criando mecanismos que conciliem transparência administrativa com a proteção da vida e da integridade física das mulheres acolhidas. O petista ressalta que a divulgação de informações logísticas pode comprometer a segurança das unidades de acolhimento e colocar em risco vítimas que dependem do sigilo para romper o ciclo da violência.

Segundo o autor, a proposição fortalece a política estadual de proteção às mulheres ao estabelecer protocolos de segurança para o tratamento de dados e para a distribuição de suprimentos, garantindo maior proteção às estruturas de acolhimento e aos serviços de assistência prestados pelo Estado.

A proposição será analisada preliminarmente pelo Plenário do Parlamento goiano e, depois, enviada à deliberação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


PREJUÍZO

Segundo a polícia, o suspeito orientava os clientes a deixar de pagar as parcelas, afirmando que isso fortaleceria as negociações

Advogado é preso em Catalão por suspeita de golpes contra clientes (Foto: Magnific)

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Um advogado foi preso preventivamente em Catalão, no sudeste de Goiás, na tarde de terça-feira (7), suspeito de aplicar golpes contra clientes e causar um prejuízo estimado em R$ 700 mil. Segundo a Polícia Civil, o investigado atraía vítimas com a promessa de reduzir parcelas de financiamentos imobiliários e obter decisões favoráveis em ações revisionais de contratos.

De acordo com as investigações, o advogado utilizava a profissão para conquistar a confiança dos clientes e solicitava pagamentos referentes a custas processuais e depósitos judiciais. No entanto, os valores não eram repassados ao Poder Judiciário, o que impedia o andamento dos processos.

Além disso, ele orientava os clientes a interromper o pagamento das parcelas dos financiamentos, alegando que isso fortaleceria as negociações com as empresas responsáveis pelos contratos. A orientação colocou diversas vítimas em risco de perder os imóveis.

A prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Catalão. Também foi determinado o bloqueio de R$ 700 mil, valor correspondente ao prejuízo estimado até o momento.

Segundo a Polícia Civil, a medida foi solicitada para impedir que o investigado interferisse nas investigações ou continuasse praticando crimes. O inquérito segue em andamento para identificar outras vítimas, esclarecer todos os fatos e reunir novos elementos sobre o caso.

O nome do homem não foi divulgado, e por isso, a defesa dele não foi localizada.

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Autor Luanna Marques


A Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (9/7), a Operação Cifra Oculta. A ofensiva visa desarticular o braço financeiro de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas e armas.

Ao todo, as equipes cumpriram 15 mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. As ações ocorreram em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Edéia e também em Itapema (SC). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 160 milhões em bens e valores dos alvos.

A investigação é a 13ª fase da Operação Destroyer e nasceu como desdobramento da Operação Reincidentes, que no fim do ano passado prendeu dez pessoas. Na época, o grupo organizou um foguetório em cidades goianas para homenagear dois membros mortos em confronto no Rio de Janeiro.

A partir das provas colhidas, a Denarc identificou uma sofisticada estrutura de lavagem de capitais. O esquema utilizava uma fintech e sete empresas de fachada, movimentando cerca de R$ 320 milhões em pouco mais de um ano.

A polícia também identificou três operadores financeiros e um líder da alta cúpula da organização. Esse chefe acumula condenações que somam mais de 106 anos de prisão por homicídio, roubo a banco e tráfico.

O líder cumpria regime semiaberto, mas fugiu e rompeu a tornozeleira eletrônica após ser localizado em Angra dos Reis (RJ). Ele acabou detido na última sexta-feira (3/7), ao sair de uma casa noturna no Setor Marista, em Goiânia.

As investigações revelaram ainda que as ramificações do grupo alcançam a Europa. Um dos integrantes está preso desde fevereiro em Portugal, flagrado no Aeroporto de Lisboa, e outro comparsa segue foragido em território português.

Durante as buscas desta quinta-feira, as equipes apreenderam veículos, aparelhos celulares, computadores, farta documentação e uma quantidade expressiva de drogas que passará por perícia.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Empresário é citado como principal articulador do “Projeto DV”, que contratava influenciadores e cooptava jornalistas para defender o Banco Master

O empresário Thiago Miranda Silva foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal, nesta 5ª feira (9.jul.2026), na 10ª fase da operação Compliance Zero. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Miranda é publicitário, dono da Agência MiThi e teve ligação societária e executiva com o Grupo Léo Dias. Ele já atuou como CEO do grupo de comunicação e foi apontado pela investigação como personagem central de um projeto de contratação de influenciadores e jornalistas para atuar em favor do Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro.

A operação da PF visa a apurar eventuais crimes que teriam sido praticados por Thiago Miranda em coautoria com Daniel Vorcaro e seus aliados. Na decisão, Mendonça afirma que o publicitário “até o momento, não era tratado na condição de investigado”, mas que novas evidências indicaram a prática de crimes até então inexplorados.

Um dos casos citados na decisão envolve a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Segundo a PF, Miranda reuniu informações pessoais, profissionais, patrimoniais e financeiras da repórter, em uma tentativa de encontrar dados que pudessem ser usados para constrangê-la ou expô-la publicamente.

“PROJETO DV”

O “Projeto DV” é apontado pela PF como uma iniciativa para contratar influenciadores e jornalistas com o objetivo de publicar conteúdos favoráveis ao Banco Master e questionar a atuação do Banco Central na liquidação da instituição. A PF afirma que Miranda foi o principal articulador do projeto, por meio da contratação da agência Unlimited.

A decisão diz que houve propostas a influenciadores com ofertas de pagamento de até R$ 2 milhões para publicação de conteúdos favoráveis ao Master. As minutas contratuais estipulavam cláusulas de confidencialidade e planejamento de coordenação estratégica das postagens em redes sociais.

A decisão também diz que o publicitário confirmou que os pagamentos a influenciadores eram feitos por Miranda, com parte dos recursos recebidos na compra de parte do portal Léo Dias.

Em depoimento prestado à PF em 12 de maio de 2026, Miranda confirmou um plano com influenciadores digitais para defender o Master, mas disse que sua atuação se limitava a fechar contratos e repassar conteúdos a serem comentados e publicados.

BANCO CENTRAL E ITAÚ

A frente de influenciadores era uma das partes centrais da estratégia para criticar a atuação do BC na liquidação do Master. A ideia, de acordo com a investigação, era usar perfis com grande alcance nas redes sociais para publicar conteúdos favoráveis ao banco, questionar órgãos reguladores e influenciar a percepção pública sobre o caso.

Segundo a decisão de Mendonça, a PF identificou atividades como derrubada de conteúdos jornalísticos e perfis em redes sociais, inserção coordenada de comentários positivos em favor dos negócios do Master.

A decisão também menciona uma outra frente da apuração: o levantamento de informações sobre pessoas do mercado financeiro. Um dos casos envolve Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, e sua mulher Camila Moretti Maluhy.

O arquivo citado pela investigação tinha o título “Família Maluhy Relatório sobre Execução Fiscal – Caso Milton Maluhy Filho e Camila Moretti Maluhy” e continha aviso de que se tratava de “informações confidenciais”.

OUTRO LADO

Em nota, a defesa de Thiago Miranda negou a prática de qualquer ilegalidade e afirmou que ele não participou de atos destinados a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros.

Os advogados disseram que a existência de investigação em curso não autoriza juízo antecipado de culpa e que devem ser preservadas as garantias do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência.

A defesa também afirmou que Miranda está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e demonstrar a regularidade de sua conduta. Leia a íntegra da nota da defesa (PDF — 144 kB).

O Poder360 procurou a agência Unlimited por e-mail, para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da operação da PF. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

COMPLIANCE ZERO



Autor Poder360 ·


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) analisará, em agosto, o processo nº 13838/26, do Poder Executivo estadual, que veta parcialmente o autógrafo de lei com alterações na legislação referente à organização e ao efetivo da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. A obstrução recai sobre critérios de promoção para essas carreiras. 

Aprovada pelo Parlamento, a medida reorganiza os quadros de oficiais auxiliares e oficiais músicos das corporações, cria os quadros de oficiais especialistas e estabelece critérios para o acesso à carreira, além de promover ajustes na estrutura organizacional das instituições.

A Governadoria pleiteia, no entanto, vetar especificamente o artigo 6º do autógrafo em questão, modificado por emenda parlamentar. O dispositivo substitui a proporção para o ingresso no Curso de Habilitação de Oficial do Quadro de Oficiais Especialistas (Choe) de “uma vaga por antiguidade para cada quatro vagas por merecimento” por 50% das vagas por antiguidade e 50% das vagas por merecimento.

A vedação foi recomendada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), que apontou inadequação da alteração para o alcance da finalidade originalmente pretendida. Segundo a matéria, o texto encaminhado pelo Poder Executivo disciplina, de forma suficiente, o ingresso Choe mediante critérios que conciliam a antiguidade e o merecimento. 

“A predominância do merecimento seria instrumento de valorização do desempenho funcional, da qualificação profissional e da eficiência administrativa. A substituição desse modelo pela paridade entre a antiguidade e o merecimento afastaria a opção administrativa legitimamente adotada pelo Executivo, sem evidenciar ganho institucional proporcional”, elucida.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


recuperação ambiental

As investigações tiveram início após denúncias de vazamento de elementos químicos entre o fim de 2020 e o início de 2021

Acordos homologados pela Justiça preveem compensação pela contaminação do solo e do lençol freático (Foto: Freepik)

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Uma mineradora terá que destinar R$ 11 milhões para reparar e compensar danos ambientais causados pela contaminação do solo e do lençol freático em Catalão. Os recursos foram garantidos em dois acordos homologados pela Justiça entre o Ministério Público de Goiás (MPGO) e a CMOC Brasil, que também deverá cumprir medidas para recuperar a área afetada e monitorar a qualidade das águas subterrâneas e superficiais.

O problema começou entre o fim de 2020 e o início de 2021, quando denúncias apontaram o vazamento de elementos químicos em tanques do terminal rodoferroviário da mineradora. Investigações posteriores confirmaram que os níveis de substâncias tóxicas no solo, no lençol freático e nos rios locais superavam os limites permitidos por lei.

Dano ambiental e acordo milionário

A quantia total de R$ 11 milhões é o resultado de duas frentes jurídicas distintas coordenadas pelo Ministério Público. Na esfera criminal, foi firmado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) no valor de R$ 5 milhões, enquanto outros R$ 6 milhões foram garantidos na esfera cível por meio de uma Ação Civil Pública (ACP).

Os recursos serão divididos em três partes. R$ 5 milhões serão destinados ao Fundo Municipal de Meio Ambiente de Catalão e outros R$ 5 milhões ao Fundo Estadual de Meio Ambiente de Goiás (Fema). O R$ 1 milhão restante será repartido entre o Fundo Municipal da Infância de Catalão, a Santa Casa de Misericórdia, o Asilo São Vicente de Paulo e o Abrigo Antero da Costa Carvalho.

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Obrigações ambientais

Além das compensações financeiras, a CMOC Brasil terá que cumprir uma série de exigências técnicas e práticas para mitigar o impacto na região. A mineradora está obrigada a finalizar o diagnóstico do passivo ambiental e a mapear os riscos potenciais à saúde da população local.

Para garantir a recuperação a longo prazo, a empresa deverá monitorar semestralmente a qualidade da água e executar planos de intervenção imediatos caso as análises apontem necessidade. Por fim, a mineradora fica terminantemente proibida de descartar efluentes fora dos limites e padrões estabelecidos pela legislação vigente.

Posicionamento do MPGO

Segundo o promotor de Justiça Roni Alvacir Vargas, responsável pelo caso, os acordos garantem a reparação integral dos danos causados. O Ministério Público entende que cumpriu seu papel constitucional de defender e proteger o meio ambiente, assegurando uma resposta efetiva e completa para a comunidade mesmo diante da impossibilidade de se evitar o acidente inicial.

O Mais Goiás procurou a CMOC Brasil para comentar os acordos homologados pela Justiça. Até a publicação desta matéria, a empresa não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamento.

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Autor Inglid Martins


A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) encerrou os trabalhos do primeiro semestre nesta terça-feira (7/7) com a aprovação definitiva da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027. Para acelerar a votação antes do recesso parlamentar, os deputados realizaram três sessões deliberativas no mesmo dia e autorizaram a quebra de interstício (o intervalo obrigatório entre as etapas de votação).

O texto aprovado projeta uma disponibilidade de caixa de R$ 11,73 bilhões para o próximo ano. O planejamento elenca como áreas prioritárias os investimentos em educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, gestão eficiente e proteção social para pessoas em situação de vulnerabilidade. O deputado Clécio Alves (PSDB) foi o único a votar contra a matéria, manifestando preocupação com a previsão de déficit nas contas.

Ao defender a proposta, o governador Daniel Vilela (MDB) destacou que o Estado cumpriu as metas fiscais anteriores e que a saúde financeira goiana vem melhorando progressivamente. Embora os resultados primário e nominal ainda sinalizem déficits, os números ficaram abaixo das projeções iniciais.

O governo prevê manter a liquidez nos próximos anos, mas fez um alerta na LDO sobre riscos macroeconômicos e a margem estreita para a expansão de despesas obrigatórias.

Deputados chancelam novos incentivos fiscais e avalizam empréstimo

Além do orçamento, o plenário carimbou um pacote de medidas econômicas enviadas pelo Executivo. Entre os destaques estão dois projetos que alinham os benefícios fiscais de Goiás aos já praticados em Mato Grosso do Sul. Um deles garante o crédito outorgado de ICMS para indústrias goianas paralisadas por motivos de força maior ou caso fortuito. O outro estende o incentivo fiscal do imposto para fabricantes de máquinas rodoviárias e agrícolas.

Para conferir maior segurança jurídica aos contratos, os parlamentares também aprovaram a exigência de garantias — como hipoteca, seguro-garantia ou fiança bancária — para as empresas beneficiárias de créditos especiais.

A rodada de votações antes das férias parlamentares foi concluída com a autorização de ajustes técnicos para que o governo possa contratar um empréstimo de até US$ 90 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O recurso será integralmente destinado à modernização da administração fazendária do Estado.

Autor Manoel Messias Rodrigues