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Brasil lidera na América Latina, mas enfrenta diferença de escala e maturidade frente ao mercado norte-americano
Os Estados Unidos concentram a maior parte da infraestrutura global de data centers, com 4.204 unidades –equivalente a 37,2% das 11.296 instaladas no mundo. Em solo norte-americano há 8 vezes mais data centers do que no Reino Unido, 2º colocado no ranking global com 524 unidades. Os dados são do Data Center Map.
A liderança é reflexo de um ecossistema altamente desenvolvido de computação em nuvem, sustentado por grandes provedores como Amazon, Microsoft e Google. As big techs operam em escala global e definem a localização dos investimentos em infraestrutura a partir de critérios como disponibilidade de energia, conectividade e proximidade com grandes centros de consumo de dados.
Brasil na corrida global de infraestrutura digital
O mercado de tecnologia norte-americano apoia-se em uma infraestrutura madura de redes, energia e serviços digitais, o que permite a expansão acelerada da capacidade computacional voltada principalmente para IA (inteligência artificial), processamento em nuvem e armazenamento massivo de dados.
No contexto nacional, o Brasil ainda enfrenta entraves estruturais e tributários que tornam o custo de processamento local menos competitivo que o dos EUA, segundo especialistas ouvidos pelo Poder360,
O Brasil abriga 205 data centers em operação e responde 42% dos investimentos do setor na América Latina. O volume é cerca de 3 vezes maior que o do Chile, 2º colocado no ranking regional, com 66 unidades. O pódio é completado pelo México, com 65.

Embora o país possua uma vantagem ambiental estratégica –com uma matriz energética até 90% renovável e uma pegada de carbono cerca de 10 vezes menor que a dos EUA —, o setor sofre com a falta de previsibilidade regulatória e tributária.
O vice-presidente sênior da Scala Data Centers, Luciano Fialho, e o diretor de educação da ABDC (Associação Brasileira de Data Center), Alexandre Kontoyanis, concordam que o Brasil pode perder uma grande oportunidade de mercado nos próximos anos.
Isso porque grandes provedores globais planejam investir cerca de US$ 930 bilhões em infraestrutura de IA nos próximos 6 anos, mas o Brasil corre risco de perde essa janela por não converter potencialidades, como o desperdício de cerca de 20% da sua geração elétrica, em capacidade computacional real.
Para os especialistas, sem “regras claras” e com a indefinição sobre o Redata —regime especial proposto para o setor de data centers que previa incentivos fiscais e desoneração de impostos de equipamentos— o ambiente regulatório se torna instável para investimentos de longo prazo.
Nesse cenário, o país, que hoje processa 60% de seus dados no exterior, pode deixar de ser protagonista para se tornar apenas um “passageiro por impulso” na nova revolução industrial digital, afirma Kontoyanis.
Segundo Fialho, a infraestrutura digital passou a ocupar papel equivalente ao de setores como energia e saneamento, tornando-se base da economia.
Sudeste concentra infraestrutura; Fortaleza atua como hub
A distribuição dos data centers segue a geografia econômica do país. O Sudeste reúne 128 unidades, mais da metade do total nacional. São Paulo lidera entre as cidades, com 59 unidades, seguido por Campinas (26) e Rio de Janeiro (24).
Fora do eixo Rio-São Paulo, Fortaleza abriga 12 unidades e se destaca como principal polo do Nordeste. Isso se dá por sua localização estratégica: por ser a capital mais próxima da Europa e dos EUA, a cidade funciona como hub de distribuição de dados via cabos submarinos.
“Lá é muito mais um ramp de distribuição de dados do que efetivamente um centro de processamento”, afirma Fialho.
Essa posição reduz custos de transmissão, melhora a velocidade das conexões internacionais e atrai investimentos em infraestrutura digital, consolidando a cidade como porta de entrada do tráfego global de dados no Brasil.
Baixa latência de dados explica liderança de São Paulo
A predominância em São Paulo, com 96 das 205 unidades do país, está ligada à necessidade de baixa latência —o tempo de resposta entre o processamento dos dados até chegar no usuário. Em serviços financeiros e aplicações em tempo real, milissegundos definem a viabilidade de um negócio.
Segundo Fialho, a infraestrutura segue a concentração de usuários e dados: “Os primeiros data centers vão chegar onde há maior concentração demográfica e de dados”.
Kontoyanis afirma que em mercados como a bolsa de valores, a velocidade pode representar bilhões de recursos movimentados, o que exige proximidade física com os servidores.
A concentração em São Paulo, porém, enfrenta limites. Fialho aponta gargalos no fornecimento de energia, o que deve impulsionar a expansão do mercado de data centers para regiões como Centro-Oeste e Sul e para o Estado de Minas Gerais.
Impacto econômico se concentra na cadeia produtiva
Embora a operação direta de um data center utilize pouca mão de obra, o impacto econômico se dá de forma indireta na construção e no ecossistema de serviços. Fialho compara essa infraestrutura a setores como energia, estradas e saneamento, ressaltando que se trata do suporte fundamental da economia digital.
Kontoyanis afirma que a análise focada apenas na operação é limitada: “O data center abre uma cadeia de produção gigante. Produção dos equipamentos, produção dos insumos para construção. A quantidade de empregos e o giro de dinheiro na economia e na cadeia de produção são gigantescos”.
Apesar disso, o retorno positivo para a população local pode ser limitado se houver concessão excessiva de incentivos fiscais, como isenção de ICMS, sem contrapartidas claras de desenvolvimento regional.
Energia renovável atrai investimentos
A matriz elétrica brasileira, composta por 85% a 90% de fontes renováveis, é um dos principais diferenciais competitivos do país no cenário global. Para grandes empresas de tecnologia (os hyperscalers), a disponibilidade de energia limpa é fator determinante para o cumprimento de metas ambientais rígidas.
Para além desta qualidade, o Brasil tem um excedente energético subutilizado. Atualmente, o país perde cerca de 20% do seu potencial de geração devido ao fenômeno do curtailment –quando usinas são desligadas por falta de demanda ou gargalos de transmissão.
Esse volume desperdiçado, segundo Kontoyanis, seria suficiente para alimentar centenas de centros de dados de grande porte sem pressionar as tarifas para o consumidor comum.
Infraestrutura digital entra no debate sobre soberania
O avanço dos data centers no território nacional deixou de ser apenas um tema técnico para se tornar uma questão de estratégia e segurança nacional. Com o aumento das tensões geopolíticas, como as dos conflitos no Oriente Médio, onde infraestruturas digitais se tornaram alvos físicos de ataques, a necessidade de processar dados localmente tornou-se urgente.
A especialista Andressa Michelotti, doutoranda pela UFMG e integrante do Governing the Digital Society, afirma que o debate vai além da economia. Segundo ela, essas estruturas são ferramentas de hard power –ativos estratégicos que ampliam a capacidade de influência e poder de um país no cenário internacional.
Cerca de 60% dos dados brasileiros são processados fora do país, sujeitos a legislações estrangeiras. Para Fialho, o Brasil precisa criar condições para desenvolver sua própria infraestrutura e reduzir a dependência externa.
Veja abaixo um infográfico da distribuição de data centers em território nacional:
A Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento — também chamada de forma reduzida como Comissão de Finanças — instituída a partir do inciso III do artigo 45 da Resolução nº 1.218/07, que institui o Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), é o colegiado responsável por analisar proposições e assuntos que impactem direta ou indiretamente a despesa e a receita públicas, mesmo quando se tratam de matérias de competência de outras comissões.
Além disso, também integram as atribuições da comissão o exame de matérias financeiras, contábeis, tributárias e orçamentárias do Estado, além do acompanhamento e da fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da administração pública direta e indireta.
Compete ainda ao colegiado emitir parecer sobre a tomada de contas do governador do Estado e das entidades da administração indireta, bem como analisar planos e programas de desenvolvimento estadual ou microrregional, projetos de retificação da lei orçamentária e propostas de abertura de crédito, após apreciação das comissões técnicas pertinentes.
Peças orçamentárias
A Comissão de Finanças da Alego exerce papel central na análise, discussão e fiscalização das matérias orçamentárias do Estado, com atribuições diretas sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a Lei Orçamentária Anual (LOA) a o Plano Plurianual (PPA).
Cabe ao colegiado examinar as propostas enviadas pelo Poder Executivo, promover audiências públicas, receber e analisar emendas parlamentares e acompanhar o cumprimento das vinculações constitucionais, garantindo que o planejamento orçamentário esteja alinhado às metas fiscais, às prioridades de governo e às necessidades da população goiana.
No âmbito da LDO, a comissão atua na definição das diretrizes que orientam a elaboração do orçamento estadual, avaliando projeções de receitas, limites de despesas, resultado primário e parâmetros fiscais.
Já em relação à LOA, o colegiado é responsável por conduzir o debate sobre a estimativa de receitas e a fixação das despesas, além de analisar emendas e acompanhar a destinação de recursos para áreas essenciais, como saúde e educação. Esse trabalho técnico e político reforça a função do grupo como instância estratégica do Parlamento na organização das finanças públicas, no controle dos gastos e na transparência da gestão orçamentária do Estado de Goiás.
O Plano Plurianual é uma lei que define, para um período de quatro anos, as diretrizes e os objetivos estratégicos de governo e os programas governamentais, com recursos, indicadores e metas para cada área de atuação. O PPA é um instrumento de planejamento para a elaboração de programas das diversas áreas de atuação. Ele determina como serão realizadas grandes obras (hospitais, escolas, linhas de metrô) e serviços públicos (atendimento de saúde, policiamento, ensino). Começa a vigorar a partir do segundo ano da gestão eleita.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
O ex-secretário municipal de Meio Ambiente de Guapó, Antônio Joaquim Teodoro, contestou a edição da reportagem publicada pelo Portal NG no último dia 24 de abril com o título “Justiça bloqueia bens de ex-secretário de Meio Ambiente de Guapó”. Téo José Guapó, como é mais conhecido, solicitou direito de resposta, concedido pelo portal por meio desta matéria, em que ele alega que a decisão judicial contra sua pessoa “possui natureza estritamente provisória”.
“Tendo sido proferida em sede de cognição sumária, isso significa que não houve qualquer análise definitiva de mérito, tampouco reconhecimento de culpa ou prática de ato ilícito por parte do manifestante”, afirma o ex-secretário na manifestação (veja íntegra ao final).
Em decisão assinada no dia 23 de abril, a juíza Luciane Cristina Duarte da Silva, da Comarca de Guapó, determinou indisponibilidade de bens de Téo José em ação civil pública movida pelo Município de Guapó. Além do ex-gestor, outros dois investigados (Fernando Pereira Dias e Veredas do Lago Participações e Incorporações SPE Ltda.) foram alcançados pela decisão, devido a suspeitas de dano ambiental.
O caso envolve autuações aplicadas entre 2022 e 2023 contra Fernando Pereira Dias. Ele é acusado de irregularidades graves na Fazenda Vereda, como loteamento irregular, intervenções em Áreas de Preservação Permanente e extração mineral sem autorização. O ponto central da investigação é um despacho de março de 2024, assinado por Téo José, que cancelou as punições alegando o cumprimento de um Termo de Compromisso Ambiental.
Ao opinar sobre a decisão, Téo José argumenta que o processo judicial em questão “envolve múltiplos réus e circunstâncias fáticas diversas, não se restringindo à atuação do ora manifestante, razão pela qual qualquer tentativa de personalização da narrativa não reflete a complexidade dos fatos discutidos nos autos”.
Téo José, que é advogado, sustenta ainda que sua atuação como gestor público, foi pautada por critérios técnicos e jurídicos, o que será comprovado no exercício do contraditório. Ressalta, ainda, a inexistência de decisão definitiva por improbidade administrativa, classificando como indevida qualquer acusação baseada em decisões judiciais iniciais ou inconclusivas.
Veja íntegra da manifestação do ex-secretário
DIREITO DE RESPOSTA
Em atenção à matéria publicada por este veículo de comunicação, que noticia decisão judicial proferida em ação civil pública ambiental envolvendo o nome do ora manifestante, cumpre prestar os devidos esclarecimentos à sociedade, a fim de restabelecer a exata compreensão dos fatos.
A decisão mencionada possui natureza estritamente provisória, tendo sido proferida em sede de cognição sumária, o que significa que não houve qualquer análise definitiva de mérito, tampouco reconhecimento de culpa ou prática de ato ilícito por parte do manifestante.
Importa destacar que o processo judicial em questão envolve múltiplos réus e circunstâncias fáticas diversas, não se restringindo à atuação do ora manifestante, razão pela qual qualquer tentativa de personalização da narrativa não reflete a complexidade dos fatos discutidos nos autos.
No que se refere à atuação enquanto gestor público à época dos fatos, todas as decisões administrativas adotadas observaram critérios técnicos e jurídicos, sendo plenamente passíveis de demonstração no curso regular do processo judicial, no qual será oportunizado o exercício do contraditório e da ampla defesa.
Esclarece-se, ainda, que não há qualquer decisão judicial definitiva que reconheça a prática de improbidade administrativa, sendo indevida qualquer associação nesse sentido, especialmente quando fundada em decisão de caráter inicial e não conclusivo.
Reafirma-se o respeito às instituições, ao Poder Judiciário e à importância da informação de interesse público. Contudo, é igualmente essencial que a divulgação de fatos dessa natureza ocorra com o devido cuidado, evitando-se induzir a conclusões precipitadas que não encontram respaldo no estágio processual em que se encontra a demanda.
Por fim, o manifestante coloca-se à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, confiante de que os fatos serão devidamente elucidados no âmbito judicial, com observância do devido processo legal.
Antonio Joaquim Teodoro
Advogado OAB/GO nº 17.284
Autor Manoel Messias Rodrigues
Declaração de Miguel Díaz-Canel vem após Donald Trump dizer que poderia assumir o controle de Cuba depois da guerra contra o Irã
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou neste sábado (2.mai) em sua conta no X que o país não se renderá às ameaças dos Estados Unidos. A declaração foi feita depois de o presidente norte-americano, Donald Trump (Republicanos), dizer na 6ª feira (1º.mai) em um evento na Flórida, que poderia assumir o controle de Cuba. Trump também ampliou sanções contra o governo cubano.
Díaz-Canel disse que os EUA elevam as ameaças de agressão militar a uma “escala perigosa e sem precedentes”. Díaz-Canel afirmou: “Nenhum agressor, não importa o quão poderoso, encontrará a rendição em Cuba. Ele vai se deparar com um povo determinado a defender a soberania e a independência em cada centímetro do território nacional”.
O líder cubano também pediu apoio da comunidade internacional contra o que classificou como um “ato criminoso” para satisfazer interesses de um grupo “rico e influente”.
AÇÃO MILITAR
Na 6ª feira (1º.mai), Donald Trump sugeriu a possibilidade de os EUA “assumirem o controle” de Cuba e indicou que forças militares poderiam avançar sobre a ilha no retorno de operações no Oriente Médio. “Vamos terminar uma coisa primeiro, eu gosto de terminar o trabalho”, disse Trump em referência ao conflito com o Irã.
sanções dos EUA
Também na 6ª feira (1º.mai), Trump assinou um decreto que amplia as sanções contra o governo de Cuba. As medidas atingem pessoas e entidades que apoiam o aparato de segurança cubano ou são cúmplices de corrupção e violações de direitos humanos. O decreto também mira funcionários e apoiadores do governo.
Segundo a Casa Branca, as sanções podem ser aplicadas a “qualquer pessoa estrangeira” que atue nos setores de energia, defesa, mineração, serviços financeiros ou segurança da economia de Cuba. O texto autoriza sanções secundárias para quem realizar transações com os alvos.
No início de 2026, os Estados Unidos já haviam imposto sanções adicionais à ilha. O país suspendeu as exportações de petróleo venezuelano para Cuba após a deposição de Maduro. Trump ameaçou impor tarifas punitivas a qualquer outro país que enviasse petróleo bruto para Cuba. Isso levou o México, outro importante fornecedor, a interromper os embarques para a ilha.
A escassez de combustível em Cuba contribuiu para 3 grandes apagões em nível nacional e levou muitas companhias aéreas estrangeiras a suspenderem os voos para a ilha.
Os Estados Unidos exigem há muito tempo que Cuba abra sua economia estatal, pague indenizações pelas propriedades expropriadas pelo governo do então líder Fidel Castro e realize eleições “livres e justas”. Cuba afirma que seu modelo de governo socialista não está aberto a negociações.
Com o objetivo de enfrentar o superendividamento e promover a reinserção econômica da população, o deputado Veter Martins (PSB) apresentou o projeto de lei nº 6754/25, que institui o Programa Estadual de Repactuação Assistida de Dívidas do Consumidor, denominado “Desenrola Goiás”. A matéria está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), sob a relatoria do deputado Amauri Ribeiro (PL).
A proposta busca oferecer mecanismos concretos para a renegociação de débitos, por meio de mutirões, plataformas digitais e incentivo à mediação e conciliação entre consumidores e fornecedores. A iniciativa prioriza a adesão voluntária das partes e não interfere no sistema financeiro nacional, respeitando as competências constitucionais.
De acordo com Veter Martins, o superendividamento tem se intensificado nos últimos anos, impulsionado por fatores como crises econômicas, desemprego e ampliação do crédito sem a correspondente educação financeira. Esse cenário tem impactado diretamente a dignidade das famílias e contribuído para a exclusão social e econômica.
Embora a legislação federal já trate do tema, o deputado destaca a necessidade de atuação complementar dos estados, especialmente na criação de instrumentos práticos que viabilizem soluções consensuais e orientação ao consumidor.
O projeto também prevê alcance social ampliado, com foco em grupos mais vulneráveis, visando a restabelecer a capacidade financeira dos cidadãos e estimular o desenvolvimento econômico sustentável em Goiás.
Em defesa da proposta, Martins ressalta a importância da iniciativa: “Trata-se de medida de grande relevância pública, com potencial de impacto direto na vida da população, fortalecendo a cidadania, a educação financeira e o equilíbrio nas relações de consumo”.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
A Prefeitura de Águas Lindas de Goiás entregou a reforma da Arena Josenário, no Jardim Recanto, e deu início a uma nova etapa de investimentos na infraestrutura esportiva do município com a autorização de obras no complexo do Chiola.
A Arena passou por modernização completa, com implantação de gramado sintético de alta resistência e substituição do sistema de iluminação por tecnologia em LED. A reestruturação busca oferecer melhores condições de uso, segurança e conforto para moradores e atletas que utilizam o espaço regularmente.
A entrega foi marcada por atividades esportivas e ações de integração com a comunidade, reunindo moradores, praticantes de esporte e autoridades locais. O espaço é considerado estratégico para o atendimento de bairros da região e para o fortalecimento de iniciativas esportivas no município.
Na sequência, o prefeito Lucas Antonietti assinou a ordem de serviço para a revitalização da Arena do Chiola, dando continuidade ao plano de recuperação de equipamentos públicos. O cronograma prevê a conclusão das obras em até 90 dias.
O projeto contempla a recuperação do campo sintético, além da revitalização de estruturas complementares, como playground e quadra de basquete 3×3, modalidade que tem ganhado espaço entre jovens do município.
A iniciativa busca atender demandas antigas da população e ampliar as opções de lazer e prática esportiva na região.
De acordo com o secretário de Esporte e Lazer, Ulisses, a manutenção e modernização desses espaços são fundamentais para incentivar a prática de atividades físicas e garantir maior adesão da população aos programas esportivos.
Ferramenta de inclusão social
A administração municipal avalia que a requalificação de áreas esportivas também contribui para a ocupação positiva dos espaços urbanos, promovendo convivência comunitária e oferecendo alternativas de lazer saudável, especialmente para jovens em regiões periféricas.
Com a entrega da Arena Josenário e o início das obras no Chiola, o município avança na reestruturação da sua rede esportiva e reforça o esporte como ferramenta de inclusão social e melhoria da qualidade de vida.
A proposta, que busca ampliar o acesso ao ensino superior, transforma campus da UFMT em Sinop em uma nova instituição
A Comissão de Educação aprovou, na 3ª feira (28.abr.2026), a criação de uma universidade federal em Mato Grosso. O projeto autoriza o governo federal a transformar o campus da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), em Sinop, na Universidade Federal da Região Norte de Mato Grosso.
A proposta permite que a nova instituição tenha autonomia administrativa para ofertar ensino superior e pesquisa e extensão, sem prever aumento de despesas, já que não cria cargos nem estrutura física adicional. A medida busca ampliar o acesso ao ensino superior em uma região atendida hoje por apenas uma universidade federal em todo o Estado.
O PL 5.156/2020, do senador Wellington Fagundes (PL-MT), foi aprovado em votação final e segue para análise da Câmara dos Deputados, salvo se houver recurso para votação em Plenário.
Ampliação das matrículas
Relator da matéria, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) destacou que a iniciativa está alinhada às metas do PNE (Plano Nacional de Educação), que prevê a ampliação da taxa de matrículas no ensino superior entre jovens de 18 a 24 anos.
“Essa medida vai justamente estimular o Plano Nacional de Educação, e é importante para o Estado de Mato Grosso ter esse reconhecimento do campus de Sinop como universidade”, afirmou o congressita.
O senador Wellington Fagundes lembrou que Mato Grosso tem cerca de 900 mil quilômetros quadrados, uma população inferior a 4 milhões de habitantes e grande potencial de crescimento na produção agrícola, que depende de pesquisa e inovação.
“Permitir que o governo estude a criação de mais uma universidade é o mínimo que podemos fazer, porque isso fortalece a interiorização e o desenvolvimento regional”, disse o senador.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Senado, em 28 de abril de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
A 46ª edição do Programa Deputados Aqui foi realizada em São Luís de Montes Belos, com programação também nos municípios de Moiporá e Israelândia nesta quinta-feira, 30. O evento reuniu autoridades, lideranças locais e a população em uma ação de cidadania e aproximação do Poder Legislativo com a comunidade.
A iniciativa da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), ofereceu diversos atendimentos gratuitos, incluindo serviços de orientação jurídica, emissão de documentos, consultas na área da saúde e suporte social. O programa tem como objetivo facilitar o acesso da população a serviços essenciais, especialmente para as pessoas que enfrentam dificuldades de deslocamento até as cidades maiores.
A programação em São Luís de Montes Belos contou com realização de sessão solene, que homenageou moradores e personalidades do município que contribuem para o desenvolvimento local. A cerimônia destacou histórias de dedicação e compromisso com a comunidade, reforçando o reconhecimento do Legislativo estadual ao trabalho realizado na região.
Capitaneados pelo presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto (UB), os deputados Mauro Rubem (PT) e Rosângela Rezende (Agir), Charles Bento (MDB), o deputado federal Zacarias Calil (MDB), o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD) e diversos secretários e diretores da Alego participaram do evento.
Também comparecerem o prefeito e a vice-prefeita de São Luís de Montes Belos, Júnior da Receita (UB) e Dulcimar Fernandes (MDB), respectivamente, vereadores do município, prefeitos e ex-prefeitos de municípios vizinhos.
Ao discursar, o presidente da Casa de Leis ressaltou a importância de iniciativas como o Deputados Aqui para aproximar a Assembleia da população. “O programa permite ouvir de perto as demandas dos cidadãos e buscar soluções mais rápidas e eficientes para os municípios goianos”, declarou Bruno Peixoto.
O deputado Mauro Rubem agradeceu a acolhida e destacou o contato direto com os moradores. “É uma alegria enorme estar aqui com vocês hoje; quero agradecer pela acolhida calorosa desse povo que luta e que nunca perde a esperança de construir dias melhores. Cada conversa que tive aqui reforça aquilo em que sempre acreditei: é no diálogo com o povo que a gente encontra o caminho certo, quero reforçar meu compromisso que é seguir lutando por políticas públicas que realmente cheguem na ponta, que façam diferença na vida das pessoas”.
A deputada Rosângela Rezende também fez uso da palavra. “São Luís de Montes Belos é uma cidade de trabalho, de famílias que lutam diariamente por dignidade, oportunidades e qualidade de vida. Precisamos olhar com atenção para áreas essenciais, como saúde, educação e geração de emprego. Não podemos aceitar que cidadãos enfrentem dificuldades para acessar atendimento médico digno, ou que nossos jovens precisem sair da cidade por falta de oportunidades”.
Charles Bento anunciou a destinação de emendas. “Como representante da região oeste do nosso Estado de Goiás na Alego, tenho a grata satisfação de estar aqui em São Luís de Montes Belos. Por isso quero anunciar a destinação de R$ 1,5 milhão em emendas parlamentares para o município. Esse recurso será fundamental para fortalecer áreas essenciais, melhorar serviços e levar mais qualidade de vida para cada cidadão”.
O prefeito Júnior da Receita expressou sua alegria em receber o programa da Alego na cidade. “É com grande satisfação que hoje me dirijo a todos para reconhecer e parabenizar o importante trabalho realizado pelo Programa Deputados Aqui”.
O gestor agradeceu o apoio dos deputados ao município de São Luís de Montes Belos. “Quero expressar nossa profunda gratidão pelos inúmeros benefícios que o programa já trouxe para nossa cidade. Seja na destinação de recursos, no apoio a projetos locais ou no fortalecimento das políticas públicas, cada contribuição tem gerado impactos positivos e duradouros”, afirmou Júnior da Receita.
Moiporá
Como parte da programação da 46ª edição do Deputados Aqui, o município de Moiporá sediou sessão solene realizada em homenagem aos homens e mulheres que contribuem para o desenvolvimento da cidade e também do Estado de Goiás.
Presidida pelo presidente Bruno Peixoto, a sessão contou com a presença de Rosângela Rezende, Zacarias Calil, Gustavo Mendanha e diversos ex-prefeitos e vereadores de cidades vizinhas ao município de Moiporá.
O vereador de Ivolândia, Igor Queiroz Silveira (PP), concedeu o título de cidadão ivolandense ao chefe do Legislativo Estadual.
Peixoto agradeceu a acolhida da população e fez a entrega do Certificado do Mérito Legislativo para cada homenageado do dia “É muito bom estar no meio de vocês; hoje quero aqui homenagear quem tanto contribui para o desenvolvimento da nossa cidade”.
Rosângela Rezende colocou o mandato à disposição da população do município. “Quero dizer que é com prazer que sento na cadeira da Assembleia Legislativa representando a cidade de Moiporá, me coloco à disposição desta cidade e das cidades do interior para qualquer área”.
A parlamentar anunciou também a doação de equipamento de som para uma igreja da cidade e também uma emenda impositiva no valor de R$ 100 mil para diversas áreas do município.
Israelândia
A cidade de Israelândia também recebeu, nesta quinta-feira, 30, uma sessão solene marcada por discursos institucionais e pela aproximação entre o Poder Legislativo e a comunidade local, dentro da programação do Deputados Aqui.
A solenidade presidida pelo presidente da Alego contou com a presença dos deputados Mauro Rubem e Rosângela Rezende, do deputado federal Zacharias Calil, além da prefeita de Israelândia, Adelícia da Costa (Podemos), do presidente da Câmara Municipal, Diego Karijó (MDB), da prefeita de Iporá, Maysa Cunha (Avante), de Gustavo Mendanha e diversas autoridades de cidades vizinhas.
Durante o encontro, os parlamentares destacaram a importância de ouvir as demandas da população diretamente nos municípios, fortalecendo o diálogo e a construção de políticas públicas mais alinhadas com a realidade local.
Bruno Peixoto, em sua fala, anunciou uma emenda impositiva para a aquisição de uma ambulância para o município. “O Programa Deputados Aqui tem feito um bem enorme à população de todo o Estado, levando atendimentos na área da saúde e em diversos segmentos. O programa leva também castração de cães e gatos contribuindo para a saúde pública”, disse o presidente.
Mauro Rubem ressaltou que o programa leva a Assembleia Legislativa para perto da população. “Este programa é uma oportunidade concreta de escutar a população e compreender de perto as necessidades de cada município. Israelândia demonstra hoje a força da participação popular”.
Rosangela Rezende reafirmou seu compromisso com a população. “Estar aqui é reafirmar nosso compromisso com a saúde, a educação e o bem-estar das pessoas. Cada demanda apresentada será levada com responsabilidade ao nosso trabalho legislativo”.
A prefeita Adelícia expressou sua satisfação em receber a sessão solene em Israelândia. “Receber este evento em Israelândia é motivo de orgulho. É uma chance de mostrarmos nossas conquistas e também de buscar apoio para os desafios que ainda enfrentamos”.
Diego Karijó falou em nome do legislativo municipal. “A Câmara Municipal se sente honrada em sediar este momento. A união entre os Poderes é essencial para garantir avanços reais para a nossa população”.
O Programa Deputados Aqui reforça o compromisso da Assembleia Legislativa de Goiás com a descentralização de suas atividades, levando serviços, escuta ativa e reconhecimento às diferentes regiões do Estado.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
O festival Wine Jazz Piri chega à sua quarta edição entre os dias 30 de abril e 3 de maio, no Espaço Cultural Santa Dica, em Pirenópolis, reunindo música, gastronomia e produção vinícola regional. A proposta é fortalecer o município como destino turístico e impulsionar a vitivinicultura no Cerrado.
A programação inclui a estreia em Goiás do espetáculo “Só Caetano”, apresentado por Moreno Veloso ao lado de Jaques e Paula Morelenbaum. O show revisita a obra de Caetano Veloso e integra a turnê que seguirá para apresentações internacionais.
O evento aposta na música instrumental e em vertentes da música popular brasileira como forma de atrair público e diversificar o calendário cultural da cidade. A proposta é associar entretenimento a experiências turísticas, ampliando o fluxo de visitantes durante o feriado do Dia do Trabalhador.
De acordo com o diretor artístico do festival, Raul de Oliveira, a iniciativa busca consolidar Pirenópolis no circuito nacional: “Nosso propósito é posicionar a cidade como um dos grandes destinos musicais do país, conectando arte, turismo e experiências de qualidade”, afirmou.
Além da programação musical, o Wine Jazz Piri conta com feira gastronômica e exposição de vinhos produzidos na região. A Rota dos Pirineus reúne produtores de queijos, embutidos e bebidas artesanais, fortalecendo a cadeia produtiva local.
Segundo o idealizador do evento, Ricardo Trick, mais de 30 vinícolas participam desta edição, apresentando cerca de 150 rótulos: “Isso demonstra o crescimento e o potencial da vitivinicultura no Cerrado”, destacou.

O festival será encerrado no domingo (3/5), com programação aberta ao público. Nos demais dias, o acesso ocorre mediante ingressos adquiridos pela internet.
A realização do evento reforça o avanço do enoturismo na região e a integração entre cultura, gastronomia e desenvolvimento econômico no interior de Goiás.
Dirigente diz que houve falha estratégica e afirma que partido assinou pedido próprio
O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, afirmou que a legenda cometeu um erro ao não assinar o requerimento para a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master.
A declaração foi dada em entrevista à jornalista Vera Rosa, do jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta 6ª feira (1º.mai.2026). Para Edinho, a base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria ter assumido o protagonismo das investigações.
“O PT deveria ter assinado a CPI do Banco Master. Foi um erro que o PT cometeu”, declarou o presidente do partido. Segundo ele, há uma concepção no meio político de que comissões de inquérito paralisam o Congresso e o governo, mas ponderou que a gravidade das denúncias exigia uma atitude diferente.
Após a entrevista, o dirigente informou ao jornal que a bancada petista assinou um requerimento próprio de CPI protocolado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), mas optou por não subscrever o pedido formulado pela oposição.
ORIGEM NO GOVERNO BOLSONARO
Ao comentar a fraude financeira, Edinho buscou afastar o desgaste do atual governo. Afirmou que o Banco Master foi criado e teve operações fraudulentas autorizadas pelo Banco Central durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“As operações que depois foram demonstradas fraudulentas foram autorizadas pelo Banco Central na gestão do Campos Neto (indicado por Bolsonaro)”, disse o dirigente. Segundo ele, foi o presidente Lula quem determinou à Polícia Federal que estruturasse as investigações para apurar as denúncias de corrupção.
Questionado sobre as menções a políticos do PT da Bahia no relatório da PF, como o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa (Casa Civil), Edinho negou qualquer envolvimento ilícito. O petista defendeu que a verdadeira questão a ser respondida é o motivo pelo qual o banco foi autorizado a operar sem lastro financeiro no governo anterior.
DERROTAS E SISTEMA POLÍTICO
A avaliação sobre a CPI ocorre na esteira de uma semana de reveses para o Palácio do Planalto no Congresso Nacional. Edinho criticou duramente a rejeição, pelo Senado, do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
Ele classificou o bloqueio ao atual advogado-geral da União como um “grave erro” que gera instabilidade institucional e reflete a intenção do Legislativo de enfraquecer o Judiciário.
Outro ponto de crítica foi a derrubada do veto presidencial ao projeto que reduz as penas dos condenados pelos atos extremistas de 8 de Janeiro. Para Edinho, ao aprovar a medida, o Congresso “vira as costas para a sociedade” e ignora a gravidade da tentativa de ruptura democrática.
Diante dos atritos, o presidente do PT declarou que o modelo político brasileiro “ruiu” e está “totalmente destruído”.
Ele citou como sintoma desse esgotamento o volume de emendas parlamentares impositivas, que devem somar R$ 60 bilhões no Orçamento de 2026. Segundo Edinho, as emendas se tornaram uma “moeda de troca” que usurpa o poder do Executivo e enfraquece o sistema político.
TERRAS-RARAS E SOBERANIA
Na entrevista, Edinho também criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por declarações dadas nos Estados Unidos sobre as reservas de terras-raras. O petista classificou como um “absurdo” a fala do congressista de oferecer os minerais brasileiros como solução para a indústria tecnológica e de defesa norte-americana.
Segundo o petista, o tema reforça a necessidade de um projeto de desenvolvimento nacional soberano. Edinho afirmou que o governo Lula vê esses recursos como base para a revitalização industrial do país, e não apenas como commodity para exportação.
REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
Edinho Silva também defendeu o fim da escala de trabalho 6 X 1, classificando a resistência à medida como “falta de inteligência”. Para o presidente do PT, o Brasil precisa discutir seriamente a redução da jornada diante do avanço tecnológico e da diminuição do número de postos de trabalho.
O dirigente afirmou que a proposta do governo de reduzir a carga horária para 40 horas semanais é uma medida necessária para permitir que o ganho de produtividade resulte em consumo. “Se não for assim, não adianta aumentar a produtividade. Não vai ter quem consuma”, argumentou.
Diante das turbulências e da queda de braço com o Congresso, o dirigente disse que não existe a hipótese de Lula não disputar o pleito de 2026. Edinho afirmou que o atual chefe do Executivo é o candidato do partido e o líder mais preparado para conduzir o país.








