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Ali Khamenei morreu durante um ataque dos EUA no início do atual conflito e seu corpo foi sepultado nesta semana
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado (11.jul.2026), em postagem no X, que a “vingança” pelo seu pai, aiatolá Ali Khamenei, é uma exigência do povo iraniano e acontecerá “com certeza”. Ali Khamenei morreu durante um ataque aéreo dos Estados Unidos em 28 de fevereiro no início do atual conflito.
“A vingança pelo mártir do Irã é a exigência do nosso povo e, com toda a certeza, deve ser realizada. Esses criminosos, cuja lista existe de cima a baixo, levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila na cama”, escreveu Mojtaba Khamenei.
O sepultamento Ali Khamenei terminou nesta semana e depois de 4 dias. Seu filho não compareceu, nem fez nenhuma aparição pública desde o início da guerra. A principal suspeita é que o novo aiatolá esteja com o rosto desconfigurado por conta de um ataque.
A postagem se deu em um momento de escalada do conflito. Na 6ª feira (10.jul), o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou destruir o país se as forças iranianas tentarem assassiná-lo. Também afirmou que mísseis estão preparados contra o Irã.
Apoiadores do governo iraniano pediram a morte de Trump durante o funeral de Ali Khamenei.
Depois do fim do acordo de paz entre os países, os Estados Unidos voltaram a atacar Teerã.
CCJ avaliará projeto de lei que cria programa de terapia assistida por cães e cadastro de animais e condutores habilitados
Lidiane 11 de julho de 2026
O deputado Veter Martins (PSB) é o autor do projeto de lei n°13479/26, que institui o Programa Estadual “Cães pela Vida – Terapia Assistida por Animais e Apoio à Saúde Mental”, cria o Cadastro Estadual de Cães e Condutores Habilitados e institui o Selo Estadual “Cão Terapêutico Goiás”. A matéria foi enviada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuída a um relator membro do colegiado após o fim do recesso parlamentar.
A proposta busca incorporar a interação assistida por cães treinados como ferramenta complementar para acolhimento, inclusão social e promoção da saúde mental no Estado de Goiás. De acordo com o parlamentar, a iniciativa tem como objetivo ampliar as estratégias de cuidado emocional por meio de uma política pública voltada à prevenção e redução de situações relacionadas à ansiedade, ao estresse, ao isolamento social e ao sofrimento emocional.
O programa também pretende estimular vínculos afetivos, fortalecer a comunicação, promover a socialização e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, com atenção especial a crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e cidadãos em situação de vulnerabilidade.
O texto prevê que o programa possa ser desenvolvido em parceria com órgãos públicos das áreas de saúde, educação e assistência social, além de universidades, centros de pesquisa, organizações da sociedade civil, entidades de proteção animal e profissionais especializados em saúde humana e bem-estar animal.
Cadastro estadual
A proposta também cria o Cadastro Estadual de Cães e Condutores Habilitados para Terapia Assistida por Animais (Cecat/GO), destinado ao registro e acompanhamento das equipes aptas a participar das atividades.
O cadastro reunirá informações sobre a identificação dos cães, avaliações sanitárias e comportamentais, capacitação dos condutores e instituições vinculadas, com a finalidade de garantir organização, fiscalização, segurança e qualidade na execução do programa.
Outro ponto previsto na matéria é a instituição do Selo Estadual “Cão Terapêutico Goiás”, que poderá ser concedido às instituições, projetos e equipes que atendam critérios técnicos relacionados à capacitação, à qualidade dos serviços, à segurança e ao bem-estar animal.
As ações do programa poderão ser realizadas em hospitais, unidades de saúde, instituições de longa permanência, escolas, centros de atendimento social e outros espaços autorizados pelo Poder Executivo.
“O aumento das demandas relacionadas ao sofrimento emocional demonstra a necessidade de políticas públicas humanizadas, preventivas e integradas. A Terapia Assistida por Animais vem sendo utilizada como recurso complementar em diversos contextos, favorecendo interação social, estímulos emocionais e melhora da qualidade de vida”, argumenta Veter Martins.
Segundo o deputado, o diferencial da proposta está na criação de mecanismos permanentes de organização, qualificação e controle das atividades, conciliando promoção da saúde mental, inclusão social, ciência e proteção animal.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União), entregou nesta sexta-feira (10/7) a primeira remessa de recursos do Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus). Em solenidade no Paço Municipal, o prefeito surpreendeu os gestores ao anunciar que decidiu dobrar o valor inicialmente previsto para o orçamento de 2026.
“Vamos liberar R$ 10 milhões agora e outros R$ 10 milhões em setembro”, assinalou.
O montante total saltou para R$ 20 milhões, superando inclusive a previsão inicial da Secretaria Municipal de Saúde, que era de R$ 8 milhões. Com a medida, cada uma das 11 unidades de urgência e emergência (UPAs) receberá R$ 100 mil nesta etapa. Já as 106 unidades básicas de saúde e de saúde mental contarão com R$ 70 mil cada.
“Assim como fizemos com a Educação, vamos fazer a melhor saúde para Goiânia”, afirmou o prefeito.
Além da autonomia financeira, Mabel autorizou a abertura de licitação para comprar 1,2 mil aparelhos de ar-condicionado para a rede municipal. O prefeito ressaltou que a manutenção dos novos equipamentos ficará a cargo de cada posto, utilizando a verba descentralizada.
“Já autorizamos a compra. Agora, a manutenção do aparelho é com a unidade. O Pafus não é só para uma reforminha, ele veio para ficar”, ressaltou o prefeito.
Prefeito descentraliza gestão e exige transparência nos gastos
Inspirado em um modelo de sucesso da Educação municipal, o Pafus repassa a verba do Fundo Municipal de Saúde direto para uma conta bancária própria de cada unidade. O objetivo é cortar a burocracia do dia a dia, permitindo a compra imediata de materiais de escritório, serviços de limpeza, insumos e execução de reparos prediais.
O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, avaliou que a mudança traz dignidade para o atendimento dos moradores. Na ponta do sistema, o impacto prático é celebrado por quem administra os postos, como relata José Ismariano Cardoso, gestor da UPA Cândida de Moraes.
“Esse orçamento chega para a gestão fazer, gerenciar e fazer pequenos reparos bem como para a aquisição de insumos e equipamentos. Isso para o gestor faz diferença porque você não para o serviço”, destacou.
O administrador lembrou de como a falta de independência financeira prejudicava a rotina de trabalho antes da criação do programa.
“Agora, temos essa autonomia financeira para resolver”, comemora. Para garantir a aplicação correta do dinheiro público, cada unidade formará uma comissão executora privada e sem fins lucrativos, com CNPJ próprio, composta por gestores, trabalhadores da saúde e usuários. O grupo criará um plano de aplicação e deverá prestar contas trimestralmente ao Conselho Municipal de Saúde, à Controladoria-Geral do Município e ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO).
Autor Manoel Messias Rodrigues
Levantamento identificou diferenças de preço entre farmácias e recomenda que consumidores pesquisem antes da compra
O Procon-SP informou na 3ª feira (7.jul.2026) que um mesmo medicamento genérico comprado em diferentes estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo pode apresentar uma diferença de até 2.433,59% no preço.
Segundo o órgão, uma cartela com 30 comprimidos de 5 miligramas de um medicamento para disfunção erétil, por exemplo, pode custar R$ 98,05 em uma farmácia da Zona Norte de São Paulo e R$ 3,87 em um estabelecimento da Zona Sul.
Já a cartela com 30 comprimidos de 25 microgramas de um medicamento de referência para tratar o hipotireoidismo pode custar R$ 10,73 ou R$ 41,43, a depender da farmácia ou drogaria em que for adquirido.
Segundo o levantamento, em geral os medicamentos genéricos são mais baratos que os de referência, que são aqueles de marca. Em média, um genérico pode custar 63,05% menos que o de referência, o que pode significar uma grande economia para o bolso do consumidor.
Por causa da grande diferença de preços entre um estabelecimento comercial e outro, o Procon alerta para que o consumidor faça uma pesquisa de preços e sempre verifique, antes de fazer a compra, sobre a disponibilidade do medicamento em algum programa social oferecido pelos governos federal, estadual ou municipal. Segundo o órgão, isso poderia garantir acesso gratuito ou com descontos a esse remédio.
Também é importante analisar se há algum desconto oferecido pelo plano ou seguro de saúde. Além disso, alguns laboratórios ou as próprias drogarias podem oferecer descontos nos preços dos remédios por meio de programas de fidelidade.
Outro alerta do Procon é para que o consumidor sempre observe se o medicamento tem registro no Ministério da Saúde e se o número do lote e o prazo de validade e de fabricação informados na embalagem correspondem ao que consta na cartela. Outra dica dada pelo órgão é para que o consumidor avalie com o seu médico sobre o uso dos medicamentos genéricos, que costumam ter preços mais acessíveis.
METODOLOGIA
O levantamento foi feito pelo Procon em 10 farmácias e drogarias da cidade de São Paulo nos dias 19 e 20 de maio. A pesquisa também foi realizada presencialmente em outros 10 municípios do estado de São Paulo e, de forma online, em 10 sites de grandes redes.
Tanto na pesquisa presencial quanto na online, foram comparados preços de mais de 70 medicamentos genéricos e de referência como antitérmicos, anti-inflamatórios, ansiolíticos, antibióticos, anticoncepcionais, antidepressivos, para disfunção erétil, artrite reumatoide e controle de colesterol, entre outros.
Este texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil, em 7 de julho de 2026 as 18h00. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
Política pública de desenvolvimento da ginástica artística em Goiás está em tramitação
Lidiane 11 de julho de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) é o autor do projeto de lei n°13120/26, que cria a Política Estadual de Desenvolvimento da Ginástica Artística em Goiás e o Programa Goiás Ginástico, voltado à promoção da modalidade nas escolas públicas e à formação de novos atletas no Estado.
A proposta prevê a inserção dos fundamentos da ginástica artística nas aulas de educação física da rede estadual, respeitando as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além disso, estabelece a capacitação continuada de professores e profissionais de educação física para o ensino da modalidade.
O programa será estruturado em cinco eixos: escola, formação, competição, identificação de talentos e parcerias institucionais. Entre as ações previstas estão a realização de competições regionais e estaduais, a criação de uma rede de identificação e desenvolvimento de talentos esportivos e a possibilidade de implantação de centros regionais de treinamento.
O texto também autoriza o Poder Executivo a firmar parcerias com instituições, como o Sesi, Sesc, universidades, a Federação Goiana de Ginástica e a Confederação Brasileira de Ginástica, para apoiar a execução das ações previstas.
O parlamentar argumenta que a iniciativa busca democratizar o acesso à ginástica artística, ampliar oportunidades para crianças e adolescentes, reduzir desigualdades regionais no acesso ao esporte e fortalecer a formação de atletas de alto rendimento em Goiás.
“O momento histórico é propício: o Brasil vive o auge de sua projeção internacional na ginástica artística, e o Estado de Goiás tem a oportunidade de construir as bases que permitirão às próximas gerações de goianos protagonizar esse esporte, que une disciplina, arte e superação”, defende Virmondes Cruvinel, na justificativa da proposta.
A matéria foi enviada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuída a um relator membro do colegiado.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
Por determinação do prefeito Leandro Vilela, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia intensificou as ações de fiscalização e combate ao descarte irregular de entulhos e resíduos em diversos pontos da cidade. A força-tarefa, realizada de forma integrada entre a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), resultou em seis apreensões em pouco mais de 24 horas.
As ações envolveram patrulhamento preventivo, monitoramento de áreas críticas, fiscalização de veículos utilizados no transporte e descarte de resíduos e vistorias em empreendimentos de reciclagem. De acordo com a Semma, as penalidades aplicadas para esse tipo de infração variam entre R$ 5 mil e R$ 50 mil, conforme a gravidade da irregularidade. Os veículos só serão liberados após o pagamento das multas.
Como parte da força-tarefa, as equipes intensificaram o monitoramento preventivo 24 horas em áreas historicamente utilizadas para o descarte clandestino. As vistorias foram ampliadas nas regiões do Jardim Belo Horizonte, Buriti Sereno, Jardim dos Ipês, Jardim Tropical, Madre Germana, Vila Delfiore, Garavelo e Goiânia Park Sul. O prefeito Leandro Vilela destacou que o combate a essa prática é uma das prioridades absolutas da gestão municipal.
“Estamos reforçando a fiscalização porque o descarte clandestino prejudica o meio ambiente, compromete a limpeza da cidade e gera custos para toda a população. Quem insistir em cometer esse tipo de infração será identificado, autuado e responderá na forma da lei”, reforça.
A população também pode contribuir com o trabalho de fiscalização denunciando casos de descarte irregular e outros crimes ambientais por meio do Disk Denúncia da Semma, pelo WhatsApp (62) 98459-1661, ou pelo telefone 153, da Guarda Civil Municipal.
Força-tarefa detalha flagrantes nos bairros e interdita empresa
Na região do Vale do Sol, durante operação conjunta entre GCM, Semma e Defesa Civil, dois caminhões-caçamba utilizados no transporte de resíduos da construção civil foram flagrados operando sem o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), documento obrigatório para a atividade. Ainda no mesmo bairro, uma empresa de reciclagem e processamento de materiais plásticos foi interditada por irregularidades ambientais.
Na manhã desta sexta-feira (10/7), as equipes flagraram outro caminhão realizando o descarte clandestino de resíduos da construção civil na região do Parque Trindade, nas proximidades da Avenida Bela Vista. Já no Setor Residencial Norte Sul, um homem foi flagrado descartando entulho em área proibida utilizando um veículo de passeio com carretinha acoplada, que também acabaram apreendidos.
O comandante da GCM, inspetor Milton Sobral, ressalta que a atuação integrada entre os órgãos municipais continuará sendo ampliada em todas as regiões da cidade.
“A GCM atua diuturnamente em apoio aos órgãos fiscalizadores, contribuindo para a ordem pública, a proteção ambiental e a qualidade de vida da população aparecidense. Estamos ampliando o monitoramento e o patrulhamento nos pontos críticos da cidade e atuando de forma integrada com a Semma para combater o descarte irregular. A Guarda está de olho. Descarte irregular é crime e gera responsabilização”, adverte.
A secretária de Meio Ambiente, Pollyana Borges, aponta que a atuação conjunta tem fortalecido o enfrentamento aos crimes ambientais e contribuído para a preservação dos espaços públicos.
“A fiscalização está mais presente e continuará sendo intensificada. Nosso objetivo é conscientizar, mas também responsabilizar quem insiste em descartar resíduos em locais proibidos. A cidade dispõe de regras e também de um ponto de coleta, além de mecanismos para a destinação correta desses materiais e não vamos tolerar práticas que prejudiquem o meio ambiente e a população”, garante.
Autor Manoel Messias Rodrigues
Virgínia induziu aposta improvável e lucrava com prejuízo de fãs, diz MP
Lidiane 11 de julho de 2026
Ação pede R$ 120 milhões da Blaze e da influencer por publicidade irregular sobre confronto entre Argentina e Cabo Verde, pela Copa do Mundo
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios afirma que a influenciadora Virgínia Fonseca incentivou seguidores a fazer uma aposta improvável em uma eventual vitória da seleção de Cabo Verde sobre a equipe da Argentina, durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo a procuradoria, Virgínia lucrava com o prejuízo dos apostadores e poderia receber comissão equivalente a 30% das perdas registradas por quem fosse captado por suas publicidades na plataforma Blaze.
O MPDFT ajuizou, na 4ª feira (8.jul.2026), ação civil pública contra a Foggo Entertainment Ltda., operadora da Blaze, e contra Virgínia Fonseca. A ação pede condenação solidária de R$ 120 milhões por danos morais coletivos e inclui pedido de suspensão imediata de diversas práticas. Eis a íntegra do documento (PDF – 289 KB).
“Como esperado pelo senso médio, a seleção da Argentina venceu a partida (3 a 2), impondo perda integral aos consumidores que seguiram a recomendação. A gravidade do dano é potencializada pelo modelo de negócios apurado: informações da Revista Piauí, da CPI das Bets e deste inquérito apontam que a influenciadora recebia ou recebe 30% sobre as perdas dos apostadores captados. Esse formato instaura um conflito de interesses estrutural, em que o prejuízo financeiro do consumidor atua como pressuposto econômico direto para o lucro da contratada”, afirmou o Ministério Público.
A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do MPDFT, argumenta que as condutas investigadas extrapolam interesses individuais e configuram potencial lesão aos direitos coletivos dos consumidores e à ordem econômica.
A ação descreve que Virgínia, que reúne mais de 56 milhões de seguidores no Instagram, publicou nos stories da rede social conteúdo em que aparentava fazer uma aposta espontânea na vitória da seleção de Cabo Verde sobre a equipe da Argentina. A postagem não identificava claramente o caráter publicitário do conteúdo e simulava uma manifestação pessoal.
Assista ao vídeo (43s):
O MPDFT afirma que a contratação de influenciadores digitais de grande alcance amplia o potencial de disseminação das mensagens e o risco de prejuízo a um número indeterminado de consumidores, atraídos pela promessa de “renda extra”.
“A conduta da Blaze, em coautoria com Virgínia Fonseca, e demais agentes de seu ecossistema empresarial, não se limita a ilícitos pontuais, mas estrutura uma engenharia predatória de exploração de vulnerabilidades cognitivas em escala massiva, gerando externalidades negativas sistêmicas”, afirmou trecho da ACP.
PEDIDOS E MULTAS
O MPDFT requer que a Justiça determine à Foggo a suspensão imediata de qualquer cláusula ou mecanismo contratual que vincule a remuneração de influenciadores ao prejuízo de apostadores, ao volume de apostas geradas após seus anúncios ou ao desempenho econômico da operação. Para esse pedido, a ação propõe multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
Em relação a Virgínia, o MP requer a remoção imediata de todo conteúdo publicitário ligado a apostas que prometa lucros irreais, induza o consumidor ao erro ou estimule apostas em time, evento ou condição esportiva específica.
A ação também veda a chamada publicidade disfarçada em conteúdos de natureza pessoal, familiar ou de viagens sem identificação clara do caráter promocional, bem como o uso de dark patterns –técnicas de design que manipulam o comportamento do usuário de forma não transparente. A multa proposta para eventual descumprimento por parte da influenciadora é de R$ 500 mil por dia.
OUTRO LADO
Ao Poder360, a Foggo Entertainment, responsável pela Blaze, afirmou que ainda não foi formalmente intimada da ação civil pública, disse atuar em conformidade com a legislação e as diretrizes de jogo responsável e declarou que prestará os esclarecimentos necessários após ser notificada.
Eis a íntegra da nota da Blaze:
“A Foggo Entertainment Ltda, detentora da marca e Operação Blaze no Brasil, esclarece que, até o presente momento, não foi formalmente citada / intimada a respeito da referida ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT). A Foggo se mantém comprometida com a transparência e conformidade com a legislação e as regulamentações em vigor no país. Nossas operações e parcerias são sempre pautadas pelas melhores práticas de mercado, com foco absoluto na segurança de nossos usuários, seguindo princípios legais e normas aplicáveis, assim como com base nas diretrizes de Jogo Responsável. Assim que formalmente notificada, a Foggo prestará todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes e a quem mais se fizer necessário.”
O Poder360 procurou a assessoria de Virgínia por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da ação do MP. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
O deputado Rubens Marques (PSB) realizará sessão solene na próxima segunda-feira, 13, às 19 horas, no Plenário Iris Rezende, da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Na oportunidade, o parlamentar entregará a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, a mais alta honraria concedida pela Casa de Leis, a 46 integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Goiás, em razão dos serviços prestados nas corporações.
Considerada a honraria de maior prestígio oferecida pelo Poder Legislativo goiano, a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira foi criada na década de 1990, por meio da Resolução nº 855, de 4 de dezembro de 1991, em homenagem ao fundador de Goiânia e um dos mais influentes políticos da história do Estado.
Pedro Ludovico Teixeira
Nascido na cidade de Goiás, em 23 de outubro de 1891, Pedro Ludovico Teixeira é considerado um dos principais líderes políticos da história de Goiás. Teixeira formou-se em medicina no Rio de Janeiro e retornou ao Estado no início da década de 1920, onde se envolveu com a política local.
A trajetória política de Teixeira ganhou projeção nacional após a Revolução de 1930, movimento que levou Getúlio Vargas ao poder. Em 1931, ele assumiu a interventoria federal em Goiás, função correspondente à chefia do Poder Executivo estadual na época.
À frente da administração goiana, conduziu um amplo processo de transformação do Estado. A iniciativa mais marcante desse período foi a criação de Goiânia e a transferência da capital estadual da cidade de Goiás para a nova cidade planejada, empreendimento que passou a simbolizar a modernização do Estado.
Ao longo de sua carreira, ocupou o comando do Executivo estadual em diferentes ocasiões, tanto como interventor quanto como governador eleito. Também representou Goiás no Senado Federal, onde defendeu medidas voltadas ao desenvolvimento econômico, à modernização da administração pública e à integração do Estado com o restante do país.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
Um menino de 10 anos foi resgatado pelo Conselho Tutelar, com o apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, nesta quinta-feira (9/7), no Setor Faiçalville, em Goiânia. O resgate ocorreu no dia do aniversário da criança, que foi encontrada trancada sozinha em um quarto, sem água ou comida, em condições de extrema vulnerabilidade.
Vizinhos e o síndico do prédio relataram que o menino, que tem diabetes tipo 1, passava os dias gritando por socorro e interagindo pela janela com as crianças que brincavam na área comum. Para se comunicar com o garoto antes do resgate, um conselheiro tutelar precisou usar uma escada. Com sede, o menino pediu água, que foi içada pelos agentes em uma garrafa amarrada a lençóis.
A mãe da criança foi presa em flagrante pela Polícia Civil e deve responder pelo crime de abandono de incapaz. Em depoimento, ela alegou que saiu na noite anterior para trabalhar e trancou o filho para impedir que ele tivesse acesso aos alimentos, justificando que, por ser diabético, ele poderia comer em excesso e passar mal.
Ao arrombarem as portas do apartamento e do quarto, os policiais encontraram um cenário de forte degradação, com roupas sujas espalhadas, lixo e comida apodrecida. No cômodo onde a criança era mantida, havia apenas um colchão, brinquedos, um ventilador e uma garrafa plástica que o menor utilizava para urinar.
O menino foi inicialmente encaminhado ao CAIS Jardim América, onde exames apontaram que a sua glicose estava completamente descompensada devido ao longo período de jejum. Por necessitar de cuidados especializados, ele foi transferido para o Hospital da Criança e do Adolescente (Hecad), onde passou a noite na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
Segundo o delegado Eduardo Carrara, além da privação de alimentos e de condições básicas de higiene, o ambiente oferecia grave risco à vida do menor, pois havia canetas de insulina no quarto que poderiam ser administradas pela criança sem qualquer supervisão médica.
Ao ser libertado do quarto pelos socorristas, o menino expressou o impacto do isolamento e revelou suas expectativas para o futuro.
“Agora espero ter uma vida melhor”, disse.
A criança também relatou aos conselheiros tutelares o desejo de não retornar para os cuidados da mãe e manifestou a vontade de passar a viver com o seu progenitor.
O Conselho Tutelar informou que já iniciou os procedimentos necessários e vai verificar a possibilidade de transferir a guarda da criança para o pai junto ao Juizado da Infância e da Juventude.
Como agir em casos semelhantes
O resgate do menino de 10 anos acendeu o debate sobre o papel de vizinhos e síndicos na identificação do abandono de incapaz. Situações de vulnerabilidade em ambientes fechados exigem atenção rápida de quem compartilha áreas comuns.
Sinais como choro intenso, pedidos de socorro, crianças trancadas sozinhos ou idosos desorientados devem ser tratados como emergência. Diante de suspeitas, as autoridades recomendam acionar os canais oficiais:
Polícia Militar (190): Para risco à integridade física ou violência iminente.
Conselho Tutelar ou Disque 100: Casos de negligência contra crianças e adolescentes.
Samu (192): Diante de urgência médica ou desidratação visível.
Para respaldar a denúncia, moradores devem anotar datas, horários e preservar imagens de câmeras de segurança. A orientação é nunca tentar invadir a unidade por conta própria — a entrada forçada cabe apenas à polícia ou aos bombeiros.
Autor Manoel Messias Rodrigues
Norma cria repositório de ações de combate à violência doméstica que já atenderam pessoas no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei nº 15.466, que cria o “Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher”. A norma foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta 6ª feira (10.jul.2026). Leia a íntegra (PDF – 459 kB).
A lei cria um repositório público de programas, projetos e ações voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher que já tenham sido implementados no país. O banco será organizado e administrado pelo Poder Executivo federal.
As informações serão públicas e deverão ser atualizadas pelo menos uma vez por ano. Cada registro deverá informar o nome do programa ou projeto, o ano de criação, os órgãos públicos e as entidades envolvidas, além de uma descrição com os locais de execução, o número de pessoas atendidas e o perfil demográfico do público.
Para reunir essas informações, o Executivo federal poderá promover seminários, encontros, reuniões técnicas, pesquisas, levantamentos de dados e outras iniciativas.
A lei também foi assinada pelas ministras Janine Mello dos Santos e Eutália Barbosa Rodrigues Naves. A norma entrou em vigor na data de sua publicação.







