11 de julho de 2026
  • 07:32 Política pública de desenvolvimento da ginástica artística em Goiás está em tramitação
  • 03:48 Aparecida faz 6 apreensões em cerco ao descarte irregular de lixo
  • 00:04 Virgínia induziu aposta improvável e lucrava com prejuízo de fãs, diz MP
  • 20:20 Parlamento condecora militares com a Medalha Pedro Ludovico Teixeira
  • 16:36 Menino com diabetes é resgatado de apartamento em Goiânia


O deputado Virmondes Cruvinel (UB) é o autor do projeto de lei n°13120/26, que cria a Política Estadual de Desenvolvimento da Ginástica Artística em Goiás e o Programa Goiás Ginástico, voltado à promoção da modalidade nas escolas públicas e à formação de novos atletas no Estado.

A proposta prevê a inserção dos fundamentos da ginástica artística nas aulas de educação física da rede estadual, respeitando as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além disso, estabelece a capacitação continuada de professores e profissionais de educação física para o ensino da modalidade.

O programa será estruturado em cinco eixos: escola, formação, competição, identificação de talentos e parcerias institucionais. Entre as ações previstas estão a realização de competições regionais e estaduais, a criação de uma rede de identificação e desenvolvimento de talentos esportivos e a possibilidade de implantação de centros regionais de treinamento.

O texto também autoriza o Poder Executivo a firmar parcerias com instituições, como o Sesi, Sesc, universidades, a Federação Goiana de Ginástica e a Confederação Brasileira de Ginástica, para apoiar a execução das ações previstas.

O parlamentar argumenta que a iniciativa busca democratizar o acesso à ginástica artística, ampliar oportunidades para crianças e adolescentes, reduzir desigualdades regionais no acesso ao esporte e fortalecer a formação de atletas de alto rendimento em Goiás.

“O momento histórico é propício: o Brasil vive o auge de sua projeção internacional na ginástica artística, e o Estado de Goiás tem a oportunidade de construir as bases que permitirão às próximas gerações de goianos protagonizar esse esporte, que une disciplina, arte e superação”, defende Virmondes Cruvinel, na justificativa da proposta. 

A matéria foi enviada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuída a um relator membro do colegiado.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Por determinação do prefeito Leandro Vilela, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia intensificou as ações de fiscalização e combate ao descarte irregular de entulhos e resíduos em diversos pontos da cidade. A força-tarefa, realizada de forma integrada entre a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), resultou em seis apreensões em pouco mais de 24 horas.

As ações envolveram patrulhamento preventivo, monitoramento de áreas críticas, fiscalização de veículos utilizados no transporte e descarte de resíduos e vistorias em empreendimentos de reciclagem. De acordo com a Semma, as penalidades aplicadas para esse tipo de infração variam entre R$ 5 mil e R$ 50 mil, conforme a gravidade da irregularidade. Os veículos só serão liberados após o pagamento das multas.

Como parte da força-tarefa, as equipes intensificaram o monitoramento preventivo 24 horas em áreas historicamente utilizadas para o descarte clandestino. As vistorias foram ampliadas nas regiões do Jardim Belo Horizonte, Buriti Sereno, Jardim dos Ipês, Jardim Tropical, Madre Germana, Vila Delfiore, Garavelo e Goiânia Park Sul. O prefeito Leandro Vilela destacou que o combate a essa prática é uma das prioridades absolutas da gestão municipal.

“Estamos reforçando a fiscalização porque o descarte clandestino prejudica o meio ambiente, compromete a limpeza da cidade e gera custos para toda a população. Quem insistir em cometer esse tipo de infração será identificado, autuado e responderá na forma da lei”, reforça.

A população também pode contribuir com o trabalho de fiscalização denunciando casos de descarte irregular e outros crimes ambientais por meio do Disk Denúncia da Semma, pelo WhatsApp (62) 98459-1661, ou pelo telefone 153, da Guarda Civil Municipal.

Força-tarefa detalha flagrantes nos bairros e interdita empresa

Na região do Vale do Sol, durante operação conjunta entre GCM, Semma e Defesa Civil, dois caminhões-caçamba utilizados no transporte de resíduos da construção civil foram flagrados operando sem o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), documento obrigatório para a atividade. Ainda no mesmo bairro, uma empresa de reciclagem e processamento de materiais plásticos foi interditada por irregularidades ambientais.

Na manhã desta sexta-feira (10/7), as equipes flagraram outro caminhão realizando o descarte clandestino de resíduos da construção civil na região do Parque Trindade, nas proximidades da Avenida Bela Vista. Já no Setor Residencial Norte Sul, um homem foi flagrado descartando entulho em área proibida utilizando um veículo de passeio com carretinha acoplada, que também acabaram apreendidos.

O comandante da GCM, inspetor Milton Sobral, ressalta que a atuação integrada entre os órgãos municipais continuará sendo ampliada em todas as regiões da cidade.

“A GCM atua diuturnamente em apoio aos órgãos fiscalizadores, contribuindo para a ordem pública, a proteção ambiental e a qualidade de vida da população aparecidense. Estamos ampliando o monitoramento e o patrulhamento nos pontos críticos da cidade e atuando de forma integrada com a Semma para combater o descarte irregular. A Guarda está de olho. Descarte irregular é crime e gera responsabilização”, adverte.

A secretária de Meio Ambiente, Pollyana Borges, aponta que a atuação conjunta tem fortalecido o enfrentamento aos crimes ambientais e contribuído para a preservação dos espaços públicos.

“A fiscalização está mais presente e continuará sendo intensificada. Nosso objetivo é conscientizar, mas também responsabilizar quem insiste em descartar resíduos em locais proibidos. A cidade dispõe de regras e também de um ponto de coleta, além de mecanismos para a destinação correta desses materiais e não vamos tolerar práticas que prejudiquem o meio ambiente e a população”, garante.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Ação pede R$ 120 milhões da Blaze e da influencer por publicidade irregular sobre confronto entre Argentina e Cabo Verde, pela Copa do Mundo

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios afirma que a influenciadora Virgínia Fonseca incentivou seguidores a fazer uma aposta improvável em uma eventual vitória da seleção de Cabo Verde sobre a equipe da Argentina, durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo a procuradoria, Virgínia lucrava com o prejuízo dos apostadores e poderia receber comissão equivalente a 30% das perdas registradas por quem fosse captado por suas publicidades na plataforma Blaze. 

O MPDFT ajuizou, na 4ª feira (8.jul.2026), ação civil pública contra a Foggo Entertainment Ltda., operadora da Blaze, e contra Virgínia Fonseca. A ação pede condenação solidária de R$ 120 milhões por danos morais coletivos e inclui pedido de suspensão imediata de diversas práticas. Eis a íntegra do documento (PDF – 289 KB).

“Como esperado pelo senso médio, a seleção da Argentina venceu a partida (3 a 2), impondo perda integral aos consumidores que seguiram a recomendação. A gravidade do dano é potencializada pelo modelo de negócios apurado: informações da Revista Piauí, da CPI das Bets e deste inquérito apontam que a influenciadora recebia ou recebe 30% sobre as perdas dos apostadores captados. Esse formato instaura um conflito de interesses estrutural, em que o prejuízo financeiro do consumidor atua como pressuposto econômico direto para o lucro da contratada”, afirmou o Ministério Público.

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do MPDFT, argumenta que as condutas investigadas extrapolam interesses individuais e configuram potencial lesão aos direitos coletivos dos consumidores e à ordem econômica.

A ação descreve que Virgínia, que reúne mais de 56 milhões de seguidores no Instagram, publicou nos stories da rede social conteúdo em que aparentava fazer uma aposta espontânea na vitória da seleção de Cabo Verde sobre a equipe da Argentina. A postagem não identificava claramente o caráter publicitário do conteúdo e simulava uma manifestação pessoal.

Assista ao vídeo (43s):

O MPDFT afirma que a contratação de influenciadores digitais de grande alcance amplia o potencial de disseminação das mensagens e o risco de prejuízo a um número indeterminado de consumidores, atraídos pela promessa de “renda extra”.

“A conduta da Blaze, em coautoria com Virgínia Fonseca, e demais agentes de seu ecossistema empresarial, não se limita a ilícitos pontuais, mas estrutura uma engenharia predatória de exploração de vulnerabilidades cognitivas em escala massiva, gerando externalidades negativas sistêmicas”, afirmou trecho da ACP.

PEDIDOS E MULTAS

O MPDFT requer que a Justiça determine à Foggo a suspensão imediata de qualquer cláusula ou mecanismo contratual que vincule a remuneração de influenciadores ao prejuízo de apostadores, ao volume de apostas geradas após seus anúncios ou ao desempenho econômico da operação. Para esse pedido, a ação propõe multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.

Em relação a Virgínia, o MP requer a remoção imediata de todo conteúdo publicitário ligado a apostas que prometa lucros irreais, induza o consumidor ao erro ou estimule apostas em time, evento ou condição esportiva específica.

A ação também veda a chamada publicidade disfarçada em conteúdos de natureza pessoal, familiar ou de viagens sem identificação clara do caráter promocional, bem como o uso de dark patterns –técnicas de design que manipulam o comportamento do usuário de forma não transparente. A multa proposta para eventual descumprimento por parte da influenciadora é de R$ 500 mil por dia.

OUTRO LADO

Ao Poder360, a Foggo Entertainment, responsável pela Blaze, afirmou que ainda não foi formalmente intimada da ação civil pública, disse atuar em conformidade com a legislação e as diretrizes de jogo responsável e declarou que prestará os esclarecimentos necessários após ser notificada.

Eis a íntegra da nota da Blaze:

“A Foggo Entertainment Ltda, detentora da marca e Operação Blaze no Brasil, esclarece que, até o presente momento, não foi formalmente citada / intimada a respeito da referida ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT). A Foggo se mantém comprometida com a transparência e conformidade com a legislação e as regulamentações em vigor no país. Nossas operações e parcerias são sempre pautadas pelas melhores práticas de mercado, com foco absoluto na segurança de nossos usuários, seguindo princípios legais e normas aplicáveis, assim como com base nas diretrizes de Jogo Responsável. Assim que formalmente notificada, a Foggo prestará todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes e a quem mais se fizer necessário.”

Poder360 procurou a assessoria de Virgínia por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da ação do MP. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.



Autor Poder360 ·


O deputado Rubens Marques (PSB) realizará sessão solene na próxima segunda-feira, 13, às 19 horas, no Plenário Iris Rezende, da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Na oportunidade, o parlamentar entregará a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, a mais alta honraria concedida pela Casa de Leis, a 46 integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Goiás, em razão dos serviços prestados nas corporações.

Considerada a honraria de maior prestígio oferecida pelo Poder Legislativo goiano, a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira foi criada na década de 1990, por meio da Resolução nº 855, de 4 de dezembro de 1991, em homenagem ao fundador de Goiânia e um dos mais influentes políticos da história do Estado.

Pedro Ludovico Teixeira

Nascido na cidade de Goiás, em 23 de outubro de 1891, Pedro Ludovico Teixeira é considerado um dos principais líderes políticos da história de Goiás. Teixeira formou-se em medicina no Rio de Janeiro e retornou ao Estado no início da década de 1920, onde se envolveu com a política local.

A trajetória política de Teixeira ganhou projeção nacional após a Revolução de 1930, movimento que levou Getúlio Vargas ao poder. Em 1931, ele assumiu a interventoria federal em Goiás, função correspondente à chefia do Poder Executivo estadual na época.

À frente da administração goiana, conduziu um amplo processo de transformação do Estado. A iniciativa mais marcante desse período foi a criação de Goiânia e a transferência da capital estadual da cidade de Goiás para a nova cidade planejada, empreendimento que passou a simbolizar a modernização do Estado.

Ao longo de sua carreira, ocupou o comando do Executivo estadual em diferentes ocasiões, tanto como interventor quanto como governador eleito. Também representou Goiás no Senado Federal, onde defendeu medidas voltadas ao desenvolvimento econômico, à modernização da administração pública e à integração do Estado com o restante do país.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Um menino de 10 anos foi resgatado pelo Conselho Tutelar, com o apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, nesta quinta-feira (9/7), no Setor Faiçalville, em Goiânia. O resgate ocorreu no dia do aniversário da criança, que foi encontrada trancada sozinha em um quarto, sem água ou comida, em condições de extrema vulnerabilidade.

Vizinhos e o síndico do prédio relataram que o menino, que tem diabetes tipo 1, passava os dias gritando por socorro e interagindo pela janela com as crianças que brincavam na área comum. Para se comunicar com o garoto antes do resgate, um conselheiro tutelar precisou usar uma escada. Com sede, o menino pediu água, que foi içada pelos agentes em uma garrafa amarrada a lençóis.

A mãe da criança foi presa em flagrante pela Polícia Civil e deve responder pelo crime de abandono de incapaz. Em depoimento, ela alegou que saiu na noite anterior para trabalhar e trancou o filho para impedir que ele tivesse acesso aos alimentos, justificando que, por ser diabético, ele poderia comer em excesso e passar mal.

Ao arrombarem as portas do apartamento e do quarto, os policiais encontraram um cenário de forte degradação, com roupas sujas espalhadas, lixo e comida apodrecida. No cômodo onde a criança era mantida, havia apenas um colchão, brinquedos, um ventilador e uma garrafa plástica que o menor utilizava para urinar.

O menino foi inicialmente encaminhado ao CAIS Jardim América, onde exames apontaram que a sua glicose estava completamente descompensada devido ao longo período de jejum. Por necessitar de cuidados especializados, ele foi transferido para o Hospital da Criança e do Adolescente (Hecad), onde passou a noite na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Segundo o delegado Eduardo Carrara, além da privação de alimentos e de condições básicas de higiene, o ambiente oferecia grave risco à vida do menor, pois havia canetas de insulina no quarto que poderiam ser administradas pela criança sem qualquer supervisão médica.

Conselheiro tutelar usa escada para fazer contato com o menino de 10 anos trancado em apartamento no Setor Faiçalville

Ao ser libertado do quarto pelos socorristas, o menino expressou o impacto do isolamento e revelou suas expectativas para o futuro.

“Agora espero ter uma vida melhor”, disse.

A criança também relatou aos conselheiros tutelares o desejo de não retornar para os cuidados da mãe e manifestou a vontade de passar a viver com o seu progenitor.

O Conselho Tutelar informou que já iniciou os procedimentos necessários e vai verificar a possibilidade de transferir a guarda da criança para o pai junto ao Juizado da Infância e da Juventude.

Como agir em casos semelhantes

O resgate do menino de 10 anos acendeu o debate sobre o papel de vizinhos e síndicos na identificação do abandono de incapaz. Situações de vulnerabilidade em ambientes fechados exigem atenção rápida de quem compartilha áreas comuns.

Sinais como choro intenso, pedidos de socorro, crianças trancadas sozinhos ou idosos desorientados devem ser tratados como emergência. Diante de suspeitas, as autoridades recomendam acionar os canais oficiais:

Polícia Militar (190): Para risco à integridade física ou violência iminente.

Conselho Tutelar ou Disque 100: Casos de negligência contra crianças e adolescentes.

Samu (192): Diante de urgência médica ou desidratação visível.

Para respaldar a denúncia, moradores devem anotar datas, horários e preservar imagens de câmeras de segurança. A orientação é nunca tentar invadir a unidade por conta própria — a entrada forçada cabe apenas à polícia ou aos bombeiros.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Norma cria repositório de ações de combate à violência doméstica que já atenderam pessoas no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei nº 15.466, que cria o “Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher”. A norma foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta 6ª feira (10.jul.2026). Leia a íntegra (PDF – 459 kB).

A lei cria um repositório público de programas, projetos e ações voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher que já tenham sido implementados no país. O banco será organizado e administrado pelo Poder Executivo federal.

As informações serão públicas e deverão ser atualizadas pelo menos uma vez por ano. Cada registro deverá informar o nome do programa ou projeto, o ano de criação, os órgãos públicos e as entidades envolvidas, além de uma descrição com os locais de execução, o número de pessoas atendidas e o perfil demográfico do público.

Para reunir essas informações, o Executivo federal poderá promover seminários, encontros, reuniões técnicas, pesquisas, levantamentos de dados e outras iniciativas.

A lei também foi assinada pelas ministras Janine Mello dos Santos e Eutália Barbosa Rodrigues Naves. A norma entrou em vigor na data de sua publicação.



Autor Poder360 ·


O deputado Mauro Rubem (PT) assina a proposição n°14127/26, que institui diretrizes estaduais de segurança da informação e sigilo logístico para a rede de acolhimento e proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em Goiás. A proposta estabelece medidas para impedir a divulgação de informações capazes de identificar a localização de casas-abrigos, centros de acolhimento e núcleos de atendimentos especializados.

Pela redação da matéria, documentos administrativos e fiscais relacionados ao fornecimento de alimentos, insumos e materiais destinados às unidades de acolhimento não poderão conter endereços, denominações específicas ou quaisquer dados que permitam identificar a localização dessas estruturas. O texto também prevê a utilização de códigos genéricos de identificação e determina que informações sensíveis sejam acessíveis apenas para fins de auditoria, fiscalização ou por determinação judicial.

Outra medida prevista é a adoção de logística descaracterizada para o transporte e a entrega de suprimentos às unidades de acolhimento, com o objetivo de preservar a segurança das mulheres atendidas e evitar a exposição dos locais destinados à proteção das vítimas.

Na justificativa da proposta, Rubem afirma que procura dar efetividade à Lei Federal nº 15.451/26, criando mecanismos que conciliem transparência administrativa com a proteção da vida e da integridade física das mulheres acolhidas. O petista ressalta que a divulgação de informações logísticas pode comprometer a segurança das unidades de acolhimento e colocar em risco vítimas que dependem do sigilo para romper o ciclo da violência.

Segundo o autor, a proposição fortalece a política estadual de proteção às mulheres ao estabelecer protocolos de segurança para o tratamento de dados e para a distribuição de suprimentos, garantindo maior proteção às estruturas de acolhimento e aos serviços de assistência prestados pelo Estado.

A proposição será analisada preliminarmente pelo Plenário do Parlamento goiano e, depois, enviada à deliberação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


PREJUÍZO

Segundo a polícia, o suspeito orientava os clientes a deixar de pagar as parcelas, afirmando que isso fortaleceria as negociações

Advogado é preso em Catalão por suspeita de golpes contra clientes (Foto: Magnific)

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Um advogado foi preso preventivamente em Catalão, no sudeste de Goiás, na tarde de terça-feira (7), suspeito de aplicar golpes contra clientes e causar um prejuízo estimado em R$ 700 mil. Segundo a Polícia Civil, o investigado atraía vítimas com a promessa de reduzir parcelas de financiamentos imobiliários e obter decisões favoráveis em ações revisionais de contratos.

De acordo com as investigações, o advogado utilizava a profissão para conquistar a confiança dos clientes e solicitava pagamentos referentes a custas processuais e depósitos judiciais. No entanto, os valores não eram repassados ao Poder Judiciário, o que impedia o andamento dos processos.

Além disso, ele orientava os clientes a interromper o pagamento das parcelas dos financiamentos, alegando que isso fortaleceria as negociações com as empresas responsáveis pelos contratos. A orientação colocou diversas vítimas em risco de perder os imóveis.

A prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Catalão. Também foi determinado o bloqueio de R$ 700 mil, valor correspondente ao prejuízo estimado até o momento.

Segundo a Polícia Civil, a medida foi solicitada para impedir que o investigado interferisse nas investigações ou continuasse praticando crimes. O inquérito segue em andamento para identificar outras vítimas, esclarecer todos os fatos e reunir novos elementos sobre o caso.

O nome do homem não foi divulgado, e por isso, a defesa dele não foi localizada.

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Autor Luanna Marques


A Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (9/7), a Operação Cifra Oculta. A ofensiva visa desarticular o braço financeiro de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas e armas.

Ao todo, as equipes cumpriram 15 mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. As ações ocorreram em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Edéia e também em Itapema (SC). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 160 milhões em bens e valores dos alvos.

A investigação é a 13ª fase da Operação Destroyer e nasceu como desdobramento da Operação Reincidentes, que no fim do ano passado prendeu dez pessoas. Na época, o grupo organizou um foguetório em cidades goianas para homenagear dois membros mortos em confronto no Rio de Janeiro.

A partir das provas colhidas, a Denarc identificou uma sofisticada estrutura de lavagem de capitais. O esquema utilizava uma fintech e sete empresas de fachada, movimentando cerca de R$ 320 milhões em pouco mais de um ano.

A polícia também identificou três operadores financeiros e um líder da alta cúpula da organização. Esse chefe acumula condenações que somam mais de 106 anos de prisão por homicídio, roubo a banco e tráfico.

O líder cumpria regime semiaberto, mas fugiu e rompeu a tornozeleira eletrônica após ser localizado em Angra dos Reis (RJ). Ele acabou detido na última sexta-feira (3/7), ao sair de uma casa noturna no Setor Marista, em Goiânia.

As investigações revelaram ainda que as ramificações do grupo alcançam a Europa. Um dos integrantes está preso desde fevereiro em Portugal, flagrado no Aeroporto de Lisboa, e outro comparsa segue foragido em território português.

Durante as buscas desta quinta-feira, as equipes apreenderam veículos, aparelhos celulares, computadores, farta documentação e uma quantidade expressiva de drogas que passará por perícia.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Empresário é citado como principal articulador do “Projeto DV”, que contratava influenciadores e cooptava jornalistas para defender o Banco Master

O empresário Thiago Miranda Silva foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal, nesta 5ª feira (9.jul.2026), na 10ª fase da operação Compliance Zero. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Miranda é publicitário, dono da Agência MiThi e teve ligação societária e executiva com o Grupo Léo Dias. Ele já atuou como CEO do grupo de comunicação e foi apontado pela investigação como personagem central de um projeto de contratação de influenciadores e jornalistas para atuar em favor do Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro.

A operação da PF visa a apurar eventuais crimes que teriam sido praticados por Thiago Miranda em coautoria com Daniel Vorcaro e seus aliados. Na decisão, Mendonça afirma que o publicitário “até o momento, não era tratado na condição de investigado”, mas que novas evidências indicaram a prática de crimes até então inexplorados.

Um dos casos citados na decisão envolve a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Segundo a PF, Miranda reuniu informações pessoais, profissionais, patrimoniais e financeiras da repórter, em uma tentativa de encontrar dados que pudessem ser usados para constrangê-la ou expô-la publicamente.

“PROJETO DV”

O “Projeto DV” é apontado pela PF como uma iniciativa para contratar influenciadores e jornalistas com o objetivo de publicar conteúdos favoráveis ao Banco Master e questionar a atuação do Banco Central na liquidação da instituição. A PF afirma que Miranda foi o principal articulador do projeto, por meio da contratação da agência Unlimited.

A decisão diz que houve propostas a influenciadores com ofertas de pagamento de até R$ 2 milhões para publicação de conteúdos favoráveis ao Master. As minutas contratuais estipulavam cláusulas de confidencialidade e planejamento de coordenação estratégica das postagens em redes sociais.

A decisão também diz que o publicitário confirmou que os pagamentos a influenciadores eram feitos por Miranda, com parte dos recursos recebidos na compra de parte do portal Léo Dias.

Em depoimento prestado à PF em 12 de maio de 2026, Miranda confirmou um plano com influenciadores digitais para defender o Master, mas disse que sua atuação se limitava a fechar contratos e repassar conteúdos a serem comentados e publicados.

BANCO CENTRAL E ITAÚ

A frente de influenciadores era uma das partes centrais da estratégia para criticar a atuação do BC na liquidação do Master. A ideia, de acordo com a investigação, era usar perfis com grande alcance nas redes sociais para publicar conteúdos favoráveis ao banco, questionar órgãos reguladores e influenciar a percepção pública sobre o caso.

Segundo a decisão de Mendonça, a PF identificou atividades como derrubada de conteúdos jornalísticos e perfis em redes sociais, inserção coordenada de comentários positivos em favor dos negócios do Master.

A decisão também menciona uma outra frente da apuração: o levantamento de informações sobre pessoas do mercado financeiro. Um dos casos envolve Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, e sua mulher Camila Moretti Maluhy.

O arquivo citado pela investigação tinha o título “Família Maluhy Relatório sobre Execução Fiscal – Caso Milton Maluhy Filho e Camila Moretti Maluhy” e continha aviso de que se tratava de “informações confidenciais”.

OUTRO LADO

Em nota, a defesa de Thiago Miranda negou a prática de qualquer ilegalidade e afirmou que ele não participou de atos destinados a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros.

Os advogados disseram que a existência de investigação em curso não autoriza juízo antecipado de culpa e que devem ser preservadas as garantias do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência.

A defesa também afirmou que Miranda está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e demonstrar a regularidade de sua conduta. Leia a íntegra da nota da defesa (PDF — 144 kB).

O Poder360 procurou a agência Unlimited por e-mail, para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da operação da PF. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

COMPLIANCE ZERO



Autor Poder360 ·