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Tramita na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) o projeto de lei que institui a Política Estadual de Valorização de Resíduos Sólidos (nº 10467/26). O texto, de autoria do deputado e presidente do Legislativo, Bruno Peixoto (UB), tem o objetivo de ampliar a reciclagem, fortalecer a economia circular e transformar resíduos que hoje são descartados em oportunidades de geração de renda, empregos e desenvolvimento sustentável.
A proposta estabelece uma série de regras para empresas, órgãos públicos e concessionárias estaduais, além de criar incentivos para a correta destinação de resíduos e para a produção de fertilizantes orgânicos a partir de materiais recicláveis e resíduos orgânicos.
Entre as principais medidas previstas está a obrigatoriedade de elaboração de Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para indústrias, agroindústrias, hospitais, grandes estabelecimentos comerciais, construtoras e empresas de saneamento que atinjam determinados volumes de geração de resíduos.
Esses planos deverão detalhar a quantidade de resíduos produzidos, os procedimentos de armazenamento e transporte, além dos contratos firmados com empresas licenciadas para a destinação adequada dos materiais.
A proposta prevê ainda o cruzamento automático de informações no sistema estadual de transporte de resíduos para identificar possíveis irregularidades e garantir maior controle ambiental.
Logística reversa
Outro ponto de destaque é o fortalecimento da logística reversa. Empresas interessadas em fornecer produtos ao Governo Estadual deverão comprovar participação em sistemas de recolhimento e reaproveitamento de resíduos ou apresentar certificados de reciclagem como condição para participar de licitações públicas.
O projeto também busca estimular a compra de produtos sustentáveis pelo Estado. Materiais reciclados, fertilizantes orgânicos certificados, insumos para construção civil produzidos com materiais reciclados e combustíveis derivados poderão receber preferência nas licitações estaduais, desde que observados os limites previstos na legislação federal.
Além de propor a criação de um selo de incentivo às boas práticas, Peixoto também sugere desconto de 30% nas taxas de controle ambiental para geradores que destinarem pelo menos 80% dos resíduos para instalações de tratamento licenciadas em Goiás. Também será criado um índice estadual para classificar o desempenho ambiental das empresas em relação à destinação adequada dos materiais.
Em justificativa, o deputado argumenta que os resíduos sólidos não devem mais ser vistos apenas como passivos ambientais, mas como recursos capazes de gerar valor econômico, fortalecer cadeias produtivas e reduzir impactos ao meio ambiente.
Segundo o texto, Goiás reúne condições favoráveis para se tornar referência na economia circular, especialmente pela força do agronegócio e pelo potencial de aproveitamento de resíduos orgânicos na produção de fertilizantes.
“O presente projeto representa importante avanço na consolidação de uma política pública moderna, sustentável e alinhada às melhores práticas de gestão ambiental, promovendo simultaneamente proteção ao meio ambiente, inovação produtiva, fortalecimento do agronegócio goiano, desenvolvimento econômico sustentável e melhoria da qualidade de vida da população”, defende Bruno Peixoto.
A matéria foi avocada à Comissão Mista e relatada pelo deputado André do Premium (UB), que solicitou a conversão do processo em diligência para colher a manifestação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) sobre a proposição.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
Novos horários
Medida não se aplica a Catalão, Rio Verde e Itumbiara e estabelece multa de R$ 500 por funcionário para cada dia de funcionamento irregular
Supermercados terão horário reduzido aos domingos e feriados (Foto: Freepik)
Supermercados de Goiás passarão a encerrar o atendimento às 11h aos domingos e feriados, conforme prevê a nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. A regra não se aplica a Catalão, Rio Verde e Itumbiara, onde os trabalhadores são representados por sindicatos próprios. Empresas que descumprirem a determinação estarão sujeitas a multa de R$ 500 por funcionário, valor que pode chegar a R$ 10 mil em um único dia caso 20 empregados permaneçam em atividade após o horário estabelecido.
Os moradores e empresários de Catalão, Rio Verde e Itumbiara permanecem com as rotinas inalteradas e fora do teto estabelecido. A justificativa jurídica para essa blindagem regional reside no fato de que essas três cidades contam com representações sindicais de base municipal independentes da federação estadual. Assim, possuem carta branca para deliberar e assinar as próprias convenções de acordo com a realidade econômica local.
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Histórico
A abertura do comércio aos domingos passou a ter previsão legal em todo o país há cerca de 25 anos, com a sanção da Lei nº 10.101, em dezembro de 2000, durante o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso. A norma autorizou o trabalho nesses dias no comércio varejista, desde que fossem respeitadas as regras municipais e garantido o descanso semanal remunerado dos trabalhadores em escalas 6×1.
Em 2007, a legislação foi ampliada pela Lei nº 11.603, que passou a permitir também o funcionamento em feriados, desde que houvesse autorização em convenção coletiva de trabalho e observância da legislação local.
A importância desse tipo de acordo ficou evidente no último Dia do Trabalhador. Em 1º de maio deste ano, os supermercados de Goiás permaneceram fechados por falta de uma convenção coletiva que autorizasse o trabalho dos funcionários durante o feriado.
Pelas redes sociais, o procurador jurídico do Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios no Estado (Secom), José Nilton Carvalho, explicou que a legislação federal condiciona o funcionamento do comércio em feriados à existência de autorização expressa em acordo ou convenção coletiva. A ausência dessa previsão levou ao fechamento das lojas e acelerou as negociações entre representantes dos trabalhadores e do setor supermercadista, resultando no novo acordo que regulamenta o funcionamento aos domingos e feriados.
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Um dos estudantes feridos no acidente entre uma van escolar e um caminhão na GO-518 segue internado em estado grave no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. O adolescente, de 12 anos, está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica e respira com auxílio de aparelhos. A colisão, registrada na noite de segunda-feira (1º/6), matou cinco alunos que retornavam para casa após as aulas.
Dos sete estudantes socorridos com vida, quatro receberam alta nesta terça-feira (2/6), segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). As vítimas, com idades entre 12 e 13 anos, estavam internadas no Hospital Estadual de São Luís de Montes Belos. Conforme a pasta, todos apresentavam escoriações leves e não tinham sinais de traumas graves.
Outros três alunos foram encaminhados para Goiânia. Além do adolescente internado em estado grave, um estudante de 13 anos foi transferido para o Hospital Ortopédico de Goiânia a pedido da família. No momento da transferência, ele estava consciente e apresentava quadro clínico regular.
Uma terceira vítima, também de 12 anos, permanece internada em estado regular e consciente. A reportagem não conseguiu atualizar o estado de saúde dos demais estudantes.
O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Estado da Saúde, que montaram uma força-tarefa para socorrer os feridos e retirar as vítimas das ferragens. Os corpos dos cinco estudantes foram liberados para as famílias durante a madrugada desta terça-feira.
Quatro dos alunos serão velados no Ginásio de Esportes de Córrego do Ouro. O quinto estudante será velado em São Luís de Montes Belos.
A tragédia ocorreu no início da noite de segunda-feira (1º/6), quando a van escolar retornava para Córrego do Ouro. Os estudantes haviam acabado de sair das aulas no Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro, em Sanclerlândia, quando o veículo colidiu frontalmente com um caminhão de transporte de gado.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias e as causas do acidente.
Governador cancela agenda para acompanhar velório
O governador Daniel Vilela suspendeu a agenda oficial desta terça-feira (2/6) para se deslocar até Córrego do Ouro e prestar solidariedade às famílias dos estudantes mortos. Ele participaria de compromissos em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, mas decidiu seguir para a cidade atingida pela tragédia.
Na manhã desta terça-feira, o governador esteve no velório das cinco vítimas. Os estudantes, com idades entre 11 e 14 anos, eram alunos do Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro e retornavam para casa no momento da colisão.
Emocionado, Daniel Vilela destacou o impacto da tragédia para toda a comunidade.
“Crianças cheias de sonhos. Neste momento, não temos palavras, apenas pedir para que Deus possa consolar e acolher os familiares. Viemos prestar nossa solidariedade e homenagem às famílias e todas as pessoas que vivem esse momento de muita dor”, disse o governador.
Autor Manoel Messias Rodrigues
Ao menos 8 ligações entre Brasil e o país europeu foram canceladas por Azul e Latam; TAP divulgou lista de rotas confirmadas
A greve geral convocada em Portugal nesta 4ª feira (3.jun.2026) afeta aeroportos do país e deve atingir até 500 voos, segundo estimativa de sindicatos do setor. Nas rotas entre Brasil e o país europeu, ao menos 8 voos foram cancelados por Azul e Latam.
A administração dos aeroportos portugueses orientou os passageiros a verificar com as companhias aéreas o estado dos voos antes de se dirigir aos terminais. Também recomenda que passageiros de voos internacionais fora da União Europeia cheguem com maior antecedência por causa de possíveis restrições no controle de fronteira das partidas.
Eis os voos cancelados entre Brasil e Portugal:
- 3ª feira (2.jun.2026) — LA8146 — Guarulhos-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026) — LA8148 — Guarulhos-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026) — LA8147 — Lisboa-Guarulhos;
- 4ª feira (3.jun.2026) — LA8149 — Lisboa-Guarulhos;
- 3ª feira (2.jun.2026) — AD8750 — Viracopos-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026) — AD8751 — Lisboa-Viracopos;
- 4ª feira (3.jun.2026) — AD8900 — Viracopos-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026) — AD8901 — Lisboa-Viracopos.
A Latam informou que passageiros com voos afetados têm 3 opções:
- alterar a data da viagem;
- mudar o destino;
- solicitar o reembolso dos bilhetes.
A companhia confirmou o cancelamento de 4 voos, 2 de Guarulhos para Lisboa na 3ª feira (2.jun.2026) e 2 de Lisboa para Guarulhos na 4ª feira (3.jun.2026).
A Azul disse prestar assistência aos consumidores atingidos e afirmou ter programado voos extras para reduzir os impactos da greve. A companhia cancelou 4 ligações entre Campinas e Lisboa.
A TAP informou que vai operar 79 voos no regime de serviços mínimos durante a greve. A companhia disse que está entrando em contato com clientes de voos cancelados que ainda não alteraram as reservas.
Eis os voos da TAP mantidos de ou para aeroportos do Brasil:
- 3ª feira (2.jun.2026), 22h05 — TP6 — Natal-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 22h25 — TP12 — Recife-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 23h55 — TP48 — Belém-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 17h25 — TP58 — Brasília-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 19h55 — TP72 — Rio de Janeiro-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 20h25 — TP72 — Rio de Janeiro-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 9h — TP73 — Lisboa-Rio de Janeiro;
- 3ª feira (2.jun.2026), 15h35 — TP74 — Rio de Janeiro-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 15h35 — TP74 — Rio de Janeiro-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 15h30 — TP82 — Guarulhos-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 15h30 — TP82 — Guarulhos-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 20h45 — TP88 — Guarulhos-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 20h45 — TP88 — Guarulhos-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 12h20 — TP89 — Lisboa-Guarulhos;
- 3ª feira (2.jun.2026), 20h55 — TP94 — Guarulhos-Porto;
- 3ª feira (2.jun.2026), 17h25 — TP104 — Belo Horizonte-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 0h15 — TP118 — Porto Alegre-Lisboa.
Em contato com o Poder360, o consulado brasileiro de Lisboa confirmou que opera normalmente durante o dia da greve e pediu compreensão em “função de possível lentidão ou interrupção imprevista”.
A GREVE
A greve geral foi convocada pela CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) contra a proposta de revisão da lei trabalhista apresentada pelo governo do primeiro-ministro Luís Montenegro (PSD, direita). A paralisação atinge transportes, aeroportos, hospitais, escolas e outros serviços públicos.
A central sindical afirma que a proposta reduz direitos trabalhistas. Entre os pontos contestados estão mudanças em contratos a prazo, banco de horas e regras de subcontratação. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirma que o texto aumenta mecanismos de exploração e deve ser retirado.
O governo português defende que a reforma dá mais flexibilidade ao mercado de trabalho. Montenegro minimizou o impacto da paralisação na véspera da greve e afirmou esperar que a maioria dos portugueses trabalhasse nesta 4ª feira (3.jun.2026). A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, disse que a greve traria “alguns inconvenientes”, mas declarou respeito ao direito de paralisação.
A UGT (União Geral de Trabalhadores) ficou fora da greve. A central considera a mobilização “extemporânea”, por entender que a proposta ainda está longe da votação final. A CGTP, por outro lado, afirma que este é o momento de pressionar o governo e o Congresso português durante a tramitação do pacote trabalhista.
Interrupção de ação penal eleitoral contra Amauri Ribeiro e mudança para pontuação de militares logram aval de constitucionalidade
Lidiane 3 de junho de 2026
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) se debruçou, na tarde desta terça-feira, 2, sobre um requerimento de sustação de ação penal eleitoral contra o deputado Amauri Ribeiro (PL), que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), formalizado como projeto de decreto legislativo. A interrupção da ação na Justiça Eleitoral foi confirmada na reunião extraordinária do colegiado.
A solicitação do deputado Lincoln Tejota, líder do União Brasil (UB) na Alego, ensejou o processo nº 10925/26, em que consta o decreto legislativo proposto pela sigla, e que foi apensado ao processo nº 11078/26, de igual teor, e de iniciativa do Partido Liberal (PL).
As iniciativas das duas siglas dizem respeito ao processo, em trâmite no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), decorrente de denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral com base no artigo 326-B do Código Eleitoral, que dispõe sobre violência política de gênero.
Projeto de decreto veio à pauta da CCJ na reunião anterior e recebeu voto em separado do deputado Mauro Rubem (PT) pela extinção da matéria. Na perspectiva do deputado, com a sustação, a “Alego aposta na impunidade”. Ele declarou sua insatisfação com a condução do processo dentro da Casa de Leis.
“Hoje, quando se exige coerência, ética, comportamento que dê sentido para a sociedade, a Assembleia, que tem feito importantes ações, mancha sua história ao aprovar uma matéria dessas. Nós não podemos concordar, porque nós todos, aqui, somos testemunhas”, argumentou.
Para o petista, a tentativa de anular a ação, que faz referência à deputada e correligionária Bia de Lima, não irá adiante. “Se ele, [Amauri Ribeiro], tem toda a garantia de que não fez nada, que faça a sua defesa”, reiterou e solicitou apoio a seu voto.
O deputado do PL, por sua vez, defendeu o posicionamento de que se utiliza de uma prerrogativa parlamentar. Para Amauri Ribeiro, há “vitimismo” no caso e “nunca houve uma discussão entre um homem e uma mulher, mas entre um deputado e uma deputada”.
Em relação à suposta blindagem argumentada por Rubem, Ribeiro comparou-a à gestão federal, quando da rejeição da convocação do filho do presidente Lula para esclarecer fatos relacionados aos aposentados e pensionistas, da proposição de CPMIs do INSS e do Banco Master. “Eu não o vi [Mauro Rubem] preocupado com essa blindagem”, alegou.
Ribeiro relatou que o testemunho do deputado Gustavo Sebba (PSDB), em depoimento na Comissão de Ética da Alego, teria apontado no sentido de que os embates entre o deputado do PL e a petista são “de Plenário”, sustentando o posicionamento do peelista.
“Se nós podemos usar dessa prerrogativa, a Comissão de Ética já foi instalada, acredito que os deputados desta Casa, que convivem com os acontecimentos, têm discernimento para tomar a decisão e as punições devidas, que seja a mim, ou que seja à deputada Bia ou a qualquer deputado. Nós temos essa prerrogativa, e vamos usá-la”, arrematou.
Amauri Ribeiro solicitou aos pares que discordam do voto de Rubem para que se posicionassem na ocasião. Cairo Salim (MDB) falou em seguida e defendeu o direito de manifestação parlamentar.
“É óbvio que a gente quer a paz no Parlamento, a gente quer a briga de ideias, não ataques pessoais, nem um falar que vai matar o outro, nem nada disso. Agora, não podemos, no calor de um ano eleitoral, impedir um parlamentar de se manifestar ou propor ação penal; ou querer punir a ponto até de o parlamentar correr risco de perder o mandato. Então, eu estou com o deputado Amauri nessa, acho que ele tem o direito de se manifestar”, sustentou Salim.
Após os posicionamentos, o voto em separado de Mauro Rubem foi rejeitado, com as posições dos deputados André do Premium (UB), Amauri Ribeiro, Charles Bento (MDB), Cairo Salim, Gustavo Sebba e Talles Barreto (UB). O quórum, no momento da votação, era de 11 parlamentares.
Com a rejeição, o voto favorável original, do relator da matéria Veter Martins (PSB), foi confirmado, com a exceção do voto de Mauro Rubem. Agora, o projeto de decreto legislativo segue para análise do Plenário da Alego.
Requerimento de Tejota
De acordo com o líder do União Brasil, Lincoln Tejota, os fatos narrados no processo com admissibilidade no TRE-GO decorrem de manifestações realizadas no contexto da atividade parlamentar e do debate político inerente ao exercício do mandato eletivo, circunstância que atrai a incidência das garantias constitucionais asseguradas aos membros do Poder Legislativo.
Diante do recebimento da denúncia por fatos supostamente ocorridos após a diplomação do deputado, justificou no requerimento, mostra-se plenamente cabível a apreciação, por esta Casa Legislativa, da sustação do andamento da ação penal, nos termos da Constituição Federal e do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.
Carreiras militares
Além da referida pauta, o colegiado também aprovou uma emenda à alteração nas carreiras de praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (processo nº 8159/26). A proposta, assinada em conjunto pelos deputados Bruno Peixoto (UB), Veter Martins e Eliel Junior (SD), com a citada emenda, foi relatada favoravelmente pelo deputado Amauri Ribeiro.
O projeto de lei recebeu contribuição em Plenário por Eliel Junior e, na CCJ, contou com a aceitação do relator Amauri Ribeiro em relação à emenda mencionada.
A iniciativa legislativa altera o art. 20-A da Lei nº 15.704/06 para prever que o agraciamento com a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira será considerado na ficha de pontuação para a elaboração do Quadro de Acesso por Merecimento (QAM).
Conforme a emenda do parlamentar do Solidariedade, a Comenda da Ordem do Mérito Anhanguera também servirá para composição da pontuação juntamente com a Medalha Tiradentes, a Medalha Dom Pedro II, a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira ou o correspondente diploma, cada qual valendo 3,0 pontos.
Ademais, o colegiado também chancelou, em bloco, uma série de declarações de utilidade pública. A reunião pode ser assistida, na íntegra, neste link.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
A contagem regressiva já começou para uma das maiores celebrações do Entorno do Distrito Federal. Entre os dias 12 e 14 de junho, o município de Valparaíso de Goiás comemora seus 31 anos de emancipação política com a realização do Valparaíso Rodeio Show 2026, evento que promete ser o maior rodeio já realizado na cidade.
A estrutura será montada no estacionamento localizado atrás do Shopping Sul, no bairro Esplanada III, e contará com programação diversificada, reunindo grandes nomes da música nacional, artistas locais, DJs e as tradicionais montarias em touros. Com entrada gratuita, a iniciativa busca ampliar o acesso da população ao entretenimento e fortalecer a cultura sertaneja na região.
As montarias acontecem diariamente, das 21h às 23h, levando ao público a emoção do rodeio, uma das principais expressões culturais do interior do país. Outro destaque da programação é a presença de Sabrina Marques, primeira Rainha do Rodeio de Valparaíso, eleita em concurso recente e responsável por representar a tradição e a identidade cultural do município durante o evento.
A abertura, na sexta-feira (12/6), contará com apresentações de artistas locais e DJs, além do show do cantor Murilo Huff, um dos principais nomes da música sertaneja atual.
No sábado (13/6), a programação segue com atrações regionais e shows das duplas Renato & Raphael e André & Andrade, reforçando o perfil sertanejo da festa.
Já no domingo (14/6), o encerramento terá apresentações locais, show do cantor Lukão e a atração principal da noite, o cantor Panda, além de DJs que comandam a programação final.
Impacto cultural e econômico
Mais do que entretenimento, o Valparaíso Rodeio Show integra uma estratégia de valorização cultural e estímulo à economia local. A expectativa é de grande público durante os três dias, com impacto direto em setores como comércio, alimentação e serviços.
Segundo a organização, o evento foi estruturado para consolidar o município como referência na realização de grandes eventos no Entorno do DF, fortalecendo a identidade cultural local e ampliando o potencial turístico da cidade.
Com programação gratuita, diversidade de atrações e forte apelo popular, a festa marca os 31 anos de Valparaíso de Goiás com uma proposta que une tradição, música e desenvolvimento regional.
Decisão afeta medicamento oncológico Halaven e maleato de enalapril por desvios de qualidade nas formulações
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu a comercialização de 2 medicamentos no Brasil. Um deles é usado no tratamento de câncer de mama. O outro é indicado para controle de hipertensão e insuficiência cardíaca. Eis a íntegra (PDF – 186 kB).
Um dos medicamentos afetados é o Halaven (mesilato de eribulina) – 0,5 mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2 ml, da farmacêutica United Medical Ltda, usado em tratamento oncológico. A suspensão também atinge o maleato de enalapril – 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da Hipolabor Farmacêutica Ltda.
A empresa comunicou o recolhimento voluntário do lote 148386 do Halaven por desvio de qualidade no produto. O teor do princípio ativo está abaixo da especificação aprovada pela Anvisa.
O maleato de enalapril, da Hipolabor Farmacêutica Ltda, apresenta erro nas embalagens, que indicam “10 mg” na descrição de composição quando deveria ser “20 mg”.
Eis os 9 lotes do maleato de enalapril suspensos pela Anvisa:
- 0062/26M;
- 0063/26M;
- 0064/26M;
- 0088/26M;
- 0089/26M;
- 0358/26M;
- 0415/26M;
- 0506/26M;
- 0507/26M.
Pacientes que possuem os medicamentos suspensos devem interromper o uso imediatamente, informou a Anvisa. A orientação é procurar médico, farmacêutico ou outro responsável pelo tratamento. O contato com o SAC das fabricantes também é recomendado.
OUTRAS PROIBIÇÕES
A Anvisa suspendeu também o lote 8891 de 2025 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A. O Instituto Adolfo Lutz emitiu laudo com resultado insatisfatório em inspeção de qualidade. A medida prevê o recolhimento do lote. A venda, a distribuição e o uso estão proibidos.
A agência determinou a apreensão de todos os lotes do medicamento cápsulas de óleo de pequi. O produto é fabricado pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. O medicamento não tem registro, notificação ou cadastro na Anvisa. A fabricante não possui autorização de funcionamento. A comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso estão proibidos.
O Poder360 procurou a R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da suspensão da Anvisa. Foram realizadas ligações telefônicas para a empresa. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
O Poder360 também tentou entrar em contato com a Hipolabor Farmacêutica Ltda e a Indústria Farmacêutica S/A, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato e este texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.
Coordenada pelo deputado Eliel Junior, Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio é instalada na Assembleia Legislativa
Lidiane 2 de junho de 2026
O deputado estadual Eliel Junior (SD) coordenou a instalação da Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio, em reunião híbrida, realizada no início da tarde desta terça-feira, 2. A proposta foi defendida pelo parlamentar em requerimento protocolado no final de abril e instituída por meio do decreto administrativo nº 4.367, de 14 maio de 2026.
De acordo com Eliel Junior, a iniciativa foi motivada pelo avanço dos casos de violência letal contra mulheres no Estado. “Nosso objetivo é contribuir com a rede de proteção, identificar eventuais fragilidades nos mecanismos atualmente existentes e propor soluções para prevenir novas ocorrências. Este será um espaço permanente de diálogo, fiscalização e construção legislativa”, sublinhou o proponente da matéria e coordenador da nova frente.
Como encaminhamentos iniciais, foram propostos: o levantamento de dados atualizados, o mapeamento da rede estadual de proteção e atendimento, a realização de audiências e reuniões técnicas, o acompanhamento da execução das políticas públicas existentes, elaboração de propostas legislativas e recomendações institucionais.
Além do coordenador, o colegiado conta com os seguintes membros titulares: Alessandro Moreira (PRD), Amauri Ribeiro (PL), Anderson Teodoro (PRD), Bia de Lima (PT), Cristóvão Tormin (PRD), Dr. George Morais (MDB), Jamil Calife (PP), José Machado (PSDB), Karlos Cabral (PSB), Lucas Calil (PRD), Lucas do Vale (PSD), Mauro Rubem (PT), Ricardo Quirino (Republicanos), Talles Barreto (UB), Veter Martins (PSB) e Wilde Cambão (UB).
Por meio da iniciativa, Eliel Junior reafirma o compromisso do Parlamento goiano com o fortalecimento das políticas públicas em defesa da vida e da dignidade das mulheres. A instalação contou com transmissão ao vivo, via YouTube, e pode ser acessada aqui.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
Cinco estudantes de um colégio estadual militar morreram em um grave acidente registrado no início da noite de segunda-feira (1º/6), na GO-518, na zona rural de Buriti de Goiás, no centro-oeste do Estado. Outras pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais de Goiânia e da região, segundo informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Sanclerlândia.
As vítimas estudavam no Colégio Estadual da Polícia Militar (CEPMG) 5 de Janeiro, em Sanclerlândia, e voltavam para Córrego do Ouro quando a van escolar se envolveu na colisão. Informações preliminares apontam que o veículo bateu na traseira de um caminhão carregado de gado. Ao menos sete pessoas ficaram feridas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 18h50, após pedido da Polícia Militar. No local, as equipes encontraram uma van com cerca de 13 ocupantes. Oito vítimas já haviam sido socorridas pelo Samu de Buriti de Goiás e de Sanclerlândia antes da chegada dos bombeiros. Cinco ocupantes foram encontrados sem vida, presos às ferragens.
A suspeita inicial é de que a visibilidade do motorista da van tenha sido comprometida por um carro que seguia no sentido contrário com farol alto. Tanto o condutor da van quanto o do caminhão fizeram o teste do bafômetro, e o resultado foi negativo.
O impacto foi tão forte que exigiu uma operação complexa de resgate e desencarceramento. Depois do isolamento da área e da perícia da Polícia Científica, os militares usaram ferramentas especializadas para retirar os corpos e concluir o atendimento. A ocorrência foi encerrada às 1h19 desta terça-feira (2/6).
Em nota, a prefeitura lamentou a tragédia e divulgou os nomes dos estudantes mortos: Lucas Antônio de Souza Dias, de 14 anos; Ezequiel Souza Oliveira, de 14; Isadora Monteiro da Silva, de 12; Isadora Castro Neves, de 12; e Maria Carolina Sabino Alves, de 11.
O governador Daniel Vilela (MDB) também divulgou nota de pesar e disse ter recebido a notícia com tristeza. Em respeito às vítimas, o Estado decretou luto oficial de três dias e suspendeu as aulas da rede estadual nesta terça-feira (2/6) em Sanclerlândia e Córrego do Ouro.
“Neste momento tão difícil, me solidarizo com os familiares, amigos, professores e toda a comunidade escolar. A partida desses jovens deixa Goiás de luto”, diz a nota.

Daniel Vilela acrescentou que determinou assistência às famílias e às vítimas feridas. Quatro delas foram levadas para o Hospital Estadual de São Luís de Montes Belos e outras três foram encaminhadas ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.
Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) na madrugada desta terça-feira (2). Quatro estudantes serão velados no Ginásio de Esportes de Córrego do Ouro e um em São Luís de Montes Belos.
Diante da tragédia, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) também suspendeu as aulas desta terça-feira nos dois municípios.
Autor Manoel Messias Rodrigues
Michelle Ramalho participou de painel sobre jogos eletrônicos e apostas on-line no 2º dia do 14º Fórum de Lisboa
A vice-presidente da CBF, Michelle Ramalho, declarou nesta 3ª feira (2.jun.2026) que “muitos ignorantes falam que as bets têm que acabar, mas as bets são tão vítimas quanto as federações”.
A declaração foi feita durante um painel sobre jogos eletrônicos e apostas on-line, realizado no 2º dia do 14º Fórum de Lisboa. Também participaram Alexandre Fonseca, CEO da Superbet Apostas Esportivas, e Guilherme Figueiredo, diretor de Assuntos Públicos da Betano Brasil, Kaizen Gaming.
“Não se pode mais falar hoje em futebol sem bets. Temos que desmistificar esse rótulo que muitos falam como se as bets fossem o autor das manipulações de resultados. […] Qual é a bet que vai querer que aquele jogo seja manipulado?”, declarou Ramalho.
A vice-presidente da CBF afirmou que as casas de apostas regulamentadas são “vítimas desses rótulos errados” e que empresas como a Superbet e a Betano “estão fazendo um trabalho muito sério”.
“É muito importante tipificar as casas de apostas que não estão legalizadas. Não temos uma lei severa para isso. E não é justo com quem está legalizado, fazendo tudo certinho, concorrer com as casas ilegais. […] O Congresso precisa abrir os olhos para isso”, disse.
Alexandre Fonseca, da Superbet, disse que atribuir o endividamento das famílias brasileiras ao segmento de apostas não se sustenta em dados. “O público feminino e de baixa renda está entre os mais endividados. Já o nosso cliente é majoritariamente masculino e de renda maior. O principal núcleo de endividamento está no cartão de crédito e nós não aceitamos. O mercado ilegal aceita, mas o regulamentado só aceita Pix”, afirmou.
“Todo problema na sociedade brasileira atribui-se a bets. Mas as bets não são um fenômeno novo, foi apenas regulamentado. E a regulamentação no Brasil funciona”, completou.
Guilherme Figueiredo, da Betano Brasil, comentou sobre os programas do governo, como Bolsa Família e Desenrola, que usam ferramentas como reconhecimento fácil para impedir que beneficiários façam apostas on-line. Destacou que são medidas importantes, mesmo que as bets não tenham relação com o endividamento.
Figueiredo citou também que “a portaria de Jogo Responsável é um exemplo para a América Latina” e pediu que políticos e influenciadores defendam o mercado regular no Brasil.
“Nós estamos sofrendo um ataque de vários setores por estarmos tudo no mesmo balaio. Mas ou você defende o jogo legalizado ou você estará defendendo o jogo ilegal”, declarou.
14º FÓRUM DE LISBOA
O tema do Fórum de Lisboa deste ano é “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”. Todos os debates serão realizados de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa.
O evento terá a presença de nomes como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Aloízio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O número total de participantes no Fórum de Lisboa aumentou de 360 em 2025 para 450 em 2026. É um recorde para o evento. Mas o total de autoridades brasileiras caiu com relação ao ano passado –a única exceção é no Legislativo, que terá 2 congressistas a mais neste ano. A mudança de embocadura do tema central do encontro, mais globalizado, é a razão de haver mais palestrantes de outros países e não apenas do Brasil e de Portugal.
O 14º Fórum de Lisboa recebeu o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa, dado pelo presidente português a iniciativas, eventos, congressos, projetos ou comemorações que são considerados de especial interesse público, relevância cívica, cultural, científica, social ou econômica para Portugal.
Não se trata de conceder financiamento ou apoio material. É uma chancela de reconhecimento e prestígio institucional.
A distinção, segundo a organização do evento, “reconhece a relevância institucional, acadêmica e cívica do evento, bem como sua contribuição para o fortalecimento do debate democrático e para a reflexão sobre os desafios contemporâneos enfrentados por Portugal, pelo Brasil e pela comunidade internacional”.
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