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Valparaíso recebe novos veículos e amplia atendimento com CRAS itinerante
Lidiane 3 de março de 2026
A rede de proteção social de Valparaíso de Goiás ganhou reforço estrutural nesta segunda-feira (2/3) com a entrega de dois novos veículos destinados à Secretaria Municipal de Assistência Social. Uma picape intermediária modelo Oroch e uma van passam a integrar a frota do município para ampliar a capacidade de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade, melhorar o deslocamento das equipes técnicas e descentralizar os serviços ofertados à população.
Os automóveis foram adquiridos por meio de recursos do Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege Goiás), dentro das ações do programa Goiás Social. A principal novidade é a utilização da van como CRAS itinerante, permitindo que os serviços socioassistenciais cheguem diretamente a bairros mais afastados ou com dificuldade de acesso aos equipamentos públicos, reduzindo barreiras geográficas e facilitando o acompanhamento de famílias inscritas em programas sociais.
Durante a entrega, o prefeito Marcus Vinícius destacou a parceria com o Governo de Goiás e a importância dos investimentos voltados à região do Entorno do Distrito Federal.
“Quero agradecer ao governador Ronaldo Caiado, ao vice-governador Daniel Vilela, à primeira-dama Gracinha Caiado e ao secretário do Entorno, Pábio Mossoró, pelos investimentos que permitem que o Entorno continue avançando”, afirmou.
A secretária municipal de Assistência Social, Josélia Leão, ressaltou que a nova estrutura fortalece a atuação das equipes de campo.
“É sempre uma alegria receber investimentos como esse. É um governo que enfrenta desafios, mas que também abre muitas oportunidades. Agradecemos o olhar especial do governador para o nosso município e para toda a região do Entorno”, disse.
Com os novos veículos, a expectativa da gestão é ampliar o alcance das visitas domiciliares, acelerar atendimentos emergenciais e garantir presença mais constante do poder público nas comunidades, realizando uma assistência social mais próxima, preventiva e resolutiva.
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Suspensões atingem rotas para Dubai, Doha, Tel Aviv e outras cidades após ataques dos EUA e de Israel ao Irã
Companhias aéreas de vários países seguem com a suspensão de operações no Oriente Médio nesta 3ª feira (3.mar.2026), depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.
Segundo o mapa de voos Flightradar24, desde sábado (28.fev), os cancelamentos em 7 grandes aeroportos internacionais da região —Doha, Abu Dhabi, Sharjah, Kuwait e Bahrein— superam 9.500 voos. Pelas estimativas da plataforma, mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pela medida.
A plataforma, em outras atualizações, informou que uma explosão foi registrada após um ataque de drone em Riade. O episódio levou ao retorno de voos que se aproximavam do aeroporto local.
O Flightradar24 também mostrou um voo que partiu de Mumbai com destino a Dubai e, perto da chegada, fez o caminho de volta. Depois, voltou a dar meia-volta e seguiu novamente para a cidade dos Emirados Árabes Unidos.
Transportadoras de diferentes países anunciaram cancelamentos ou suspensões de rotas. Eis a situação nesta 3ª feira (3.mar):
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Ethiopian Airlines – A última atualização é da manhã de 2ª feira (2.mar). A empresa confirma que voos de e para Amã, Beirute, Bahrein, Tel Aviv, Doha, Kuwait, Dubai, Sharjah, Abu Dhabi e Damã estão cancelados até novo aviso;
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Royal Air Maroc – A companhia marroquina publicou na tarde de 2ª feira (2.mar) que a situação no Oriente Médio levou ao cancelamento de alguns voos. Citou especificamente as rotas para Doha e Dubai;
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Turkish Airlines – A empresa mantém a permissão para que clientes com passagens compradas para rotas envolvendo Irã, Iraque, Jordânia, Líbano e Síria antes de 28 de fevereiro de 2026 alterem gratuitamente as datas até 10 de maio ou peçam reembolso. A medida vale para voos até 12 de março e pode ser acionada até 10 de maio;
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Etihad Airways – A empresa afirma que todos os voos comerciais com origem ou destino em Abu Dhabi estão suspensos até a tarde de 4ª feira (4.mar). A companhia orienta que os passageiros só se dirijam aos aeroportos se tiverem sido contatados. Clientes com bilhetes emitidos até 28 de fevereiro e datas de viagem até 7 de março podem remarcar gratuitamente até 18 de março. Para voos até 7 de março, também é possível solicitar reembolso;
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Emirates Airlines – A companhia informou na 2ª feira (2.mar) que seus voos desta 3ª feira (3.mar) de e para Dubai estão cancelados. Pediu que os passageiros só se desloquem ao aeroporto se tiverem recebido notificação. Os clientes podem remarcar voo alternativo até 20 de março ou solicitar reembolso;
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Qatar Airways – A empresa disse nesta 3ª feira (3.mar) que mantém a suspensão de seus voos e informou que só retomará as operações quando as autoridades locais autorizarem. A companhia disse que divulgará novas atualizações na 4ª feira (4.mar);
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Lufthansa – A empresa alemã cancelou voos de e para Dubai até 4 de março. Também suspendeu rotas envolvendo Tel Aviv, Beirute, Amã (Jordânia), Erbil (Iraque), Damã (Arábia Saudita) e Teerã até domingo (8.mar). Até essa data, a companhia também deixará de utilizar os espaços aéreos de Israel, Líbano, Jordânia, Iraque, Qatar, Kuwait, Bahrein, Damã e Irã;
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Air France – Cancelou voos até 5ª feira (5.mar) de e para Tel Aviv, Beirute, Dubai e Riade;
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Wizz Air – Suspendeu voos de e para Israel e para as cidades de Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, além de Amã, na Jordânia, com efeito imediato até 7 de março;
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KLM, braço holandês do grupo Air France-KLM – Suspendeu o restante das operações da temporada de inverno de e para Tel Aviv desde domingo (1º.mar). Também interrompeu rotas envolvendo Damã, Dubai e Riyadh até 2ª feira (9.mar);
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Oman Air – Informou que suspendeu todos os voos para Amã, Dubai, Bahrein, Doha, Damã, Kuwait, Copenhague e Bagdá até 3 de março;
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Japan Airlines – Suspendeu voos entre Tóquio e Doha até 8 de março;
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Virgin Atlantic – Anunciou o cancelamento de rotas entre Londres e Dubai e entre Londres e Riade até esta 3ª feira (3.mar);
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Iberia – A empresa espanhola anunciou o cancelamento das rotas para Doha e Tel Aviv até 15 de março;
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Air Europa – A companhia espanhola cancelou os voos entre Madri e Tel Aviv até 2ª feira (9.mar);
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Malaysia Airlines – A empresa da Malásia cancelou todos os voos de e para Doha, Jeddah e Medina até 4ª feira (4.mar) e parte das operações na 5ª feira (5.mar).
Os 2 voos do Brasil programados para o Oriente Médio nesta 3ª feira já foram cancelados. Segundo o site FlightAware, as rotas do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Guarulhos, com destino a Dubai, não decolarão. No fim de semana, 3 voos que partiram do Brasil no sábado (28.fev.2026) com destino aos Emirados Árabes Unidos e ao Qatar tiveram de retornar aos aeroportos de origem.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:
Antônio Gomide sugere campanha para conscientizar sobre cânceres raros infantojuvenis
Lidiane 3 de março de 2026
Visando à difusão do conhecimento sobre sinais e sintomas, fatores de risco e possibilidades terapêuticas, Antônio Gomide (PT) quer instituir o Setembro Dourado, uma campanha anual sobre os cânceres raros infantojuvenis. A ideia tramita na Assembleia Legislativa de Goiás como processo nº 2612/26.
Na justificativa do projeto de lei, ao defender a importância da informação, o deputado afirma que dados de entidades médicas e de organizações especializadas apontam que o diagnóstico tardio ainda é uma realidade frequente, o que compromete as chances de cura e aumenta o sofrimento físico e emocional do paciente e de seus familiares.
Nesse sentido, estimular o reconhecimento precoce, tratamento adequado e o acompanhamento multidisciplinar; e apoiar e orientar familiares e responsáveis, divulgando informações sobre direitos sociais e políticas públicas voltadas à oncologia pediátrica, são também finalidades da matéria.
Busca-se, além disso, fomentar ações educativas em escolas, unidades de saúde e demais espaços públicos ou comunitários e reforçar a importância da prevenção, quando possível, e da identificação de sinais e sintomas suspeitos pela rede de atenção à saúde.
Para alcançar tais objetivos, Gomide sugere que o Executivo Estadual promova, entre outros, eventos educativos; campanhas informativas nos meios de comunicação social e mídias institucionais; e parcerias ou convênios com municípios, entidades da sociedade civil, instituições de ensino, conselhos profissionais e organismos nacionais ou internacionais que atuem na área.
“A campanha proposta também fortalece o compromisso do Estado de Goiás com a proteção integral de crianças e adolescentes, em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente e com o dever constitucional de garantir o direito à saúde”, argumenta Gomide.
Caso aprovado pela Casa de Leis e sancionado pela Governadoria, o Setembro Dourado passará a integrar o Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás. O texto está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuído para relatoria em um dos próximos encontros do colegiado.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), em cooperação com a Polícia Militar, apresentou nesta segunda-feira o balanço das recentes intervenções da Patrulha Randandan. A iniciativa tem como objetivo impedir que veículos com canos de descarga modificados continuem circulando pelas vias públicas goianas. Como parte da ação, aproximadamente 500 escapamentos de motocicletas foram destruídos por um rolo compressor no pátio da autarquia.
Ao longo de doze meses de fiscalização intensa, as autoridades já retiraram de circulação mais de 2,3 mil veículos, sendo a maioria composta por motos que emitiam ruídos acima do permitido. Apenas em fevereiro deste ano, foram recolhidas 254 unidades, somando quase 600 apreensões em 2025. Os componentes inutilizados nesta semana são oriundos de operações realizadas em municípios como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Caldas Novas e outras quatro cidades do interior.
O presidente da autarquia reforçou o compromisso com o sossego público ao monitorar condutores que desrespeitam os limites sonoros.
“Seguimos atentos para inibir a ação de motoristas que transitam com veículos barulhentos em todo o Estado”, ressalta o presidente do Detran-GO, Delegado Waldir.
De acordo com o órgão, as peças foram adulteradas para permitir a descarga livre, o que amplia a emissão de substâncias poluidoras e gera sons perturbadores para os moradores. O Delegado Waldir esclareceu que o esmagamento público das peças possui um caráter educativo, visando conscientizar sobre o impacto negativo dessas modificações.
“Nós queremos transformar Goiás num estado do silêncio e a gente está sendo copiado já, temos pedidos de Florianópolis, Santa Catarina, de outros estados que querem vir fazer estágio em Goiás para aprender conosco”, afirmou.
O dirigente lembra que o barulho excessivo prejudica severamente a qualidade de vida de grupos vulneráveis, citando autistas, crianças e pacientes em hospitais. Ele enfatizou que a fiscalização atinge todos os perfis de veículos e proprietários, sem distinção de localização geográfica ou classe social.
“Não estamos atrás de motocicleta de pobre, que pobre é honesto e anda corretamente. Nós na verdade estamos atacando o ruído, que é um crime ambiental”, diz.
Infrator terá que arcar com mais custos
Uma nova norma será publicada no Diário Oficial estabelecendo critérios mais rígidos para a liberação dos bens apreendidos fora dos padrões legais de emissão de ruído. Além das multas e taxas de guincho, o infrator será obrigado a realizar uma verificação técnica obrigatória para recuperar o direito de circulação.
“Estamos publicando no Diário Oficial uma portaria em que, além da retenção desse escapamento, nós passaremos a exigir uma vistoria, então o veículo apreendido só poderá sair do pátio com vistoria”, diz, explicando que o proprietário terá de arcar com os custos deste serviço.

Ele acrescentou que a poluição sonora costuma vir acompanhada de danos ecológicos maiores devido à maior vazão de gases. Para modernizar a fiscalização, o governo estadual planeja implementar tecnologia de ponta com dispositivos capazes de identificar automaticamente veículos barulhentos.
“Com certeza isso vai aumentar as apreensões e as autuações. Depois não adianta ninguém reclamar, a gente está sendo transparente, trazendo a público essa novidade que além das câmeras de monitoramento que serão colocadas em todo o estado de Goiás, terão também sensores de ruído e depois não adianta reclamar do presentinho que vai receber via correio ou na hora que for pagar o IPVA”, afirma.
Patrulha contra o barulho faz 1 ano
Instituído em fevereiro do ano passado, o programa Randandan utiliza convênios militares para identificar irregularidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro, como silenciadores inoperantes ou deficientes. O impacto dessas modificações ultrapassa o incômodo auditivo, interferindo diretamente na saúde pública e no direito ao descanso das famílias goianas.
“Idosos, animais, pessoas hospitalizadas, grávidas e indivíduos com sensibilidade a ruídos, como autistas, escolas e famílias com crianças são os mais afetados por esse problema, que compromete o direito ao sossego público. A população está cansada desse desrespeito”, destaca Delegado Waldir.
Conforme a legislação vigente, pilotar com o sistema de descarga livre é considerado uma infração grave. O proprietário flagrado está sujeito à retenção imediata do veículo para regularização, além de receber cinco pontos na carteira de habilitação e uma sanção financeira no valor de R$ 195,23.
Autor Manoel Messias Rodrigues
A intensificação do confronto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, e retaliações, amplia incertezas sobre fluxos de comércio e preços de energia, com reflexos diretos e indiretos para o Brasil
A intensificação do confronto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã amplia as incertezas sobre fluxos de comércio e preços de energia. O movimento pode ter reflexos diretos e indiretos para o Brasil, inclusive com risco de frear a queda dos juros.
A ofensiva e as retaliações no Golfo atingem rotas estratégicas de petróleo e mercados relevantes para o agronegócio brasileiro, setor que concentra a maior parte das exportações nacionais à região.
Bahrein, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Jordânia foram bombardeados em retaliação aos ataques norte-americanos ao Irã. Esses países concentram parte relevante das exportações brasileiras de commodities e influenciam o preço internacional do petróleo —variável central para inflação, câmbio e juros.
Exportações e agronegócio
Dados do Comex Stat indicam que o Brasil exportou cerca de US$ 3 bilhões ao Irã em 2025. Desse total, US$ 2,5 bilhões (83,3%) foram produtos do agronegócio.
Entre os itens agrícolas, o milho respondeu por 79,3% e a soja por 22,5%.
Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita também figuram entre destinos relevantes, com US$ 3,1 bilhões e US$ 4,8 bilhões em exportações brasileiras, respectivamente.
Risco para petróleo e juros
O ex-secretário de Comércio Exterior do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Welber Barral, afirmou que o impacto dependerá da eventual expansão do conflito. Segundo ele, já há atrasos em cargas aéreas e preocupação com o Estreito de Ormuz.
“Esses países são grandes importadores de commodities agrícolas, principalmente do Brasil. Mesmo o Irã, que já importa bastante, ainda tem comércio que passa por Omã e Emirados”, disse.
O advogado tributarista Luís Garcia, sócio do Tax Group, afirmou que o 1º efeito é a dificuldade de planejamento comercial no curto prazo. Segundo ele, o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz pressiona o fluxo global de petróleo e tende a elevar prêmios de risco.
“O petróleo já subiu mais de 8% e isso tem impacto direto na inflação dos países”, declarou. Para ele, o barril pode se aproximar de US$ 100 em caso de escalada regional, o que pressionaria o dólar e ampliaria custos de energia e frete.
Garcia disse que o Brasil tem relação comercial limitada com o Irã no setor industrial, mas é sensível ao preço do petróleo. “Com pressão inflacionária, você segura a queda da taxa de juros. Pode afetar, inclusive, a decisão da próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária)”, afirmou.
O impasse ocorre em momento de tentativa de redução gradual da Selic. Caso a alta do petróleo e do dólar se consolide, o Banco Central do Brasil pode manter os juros elevados por mais tempo, com impacto sobre a atividade econômica e o custo do crédito.
Para exportadores de petróleo, como a Petrobras, há ganho de receita. O efeito líquido para a economia, no entanto, tende a ser inflacionário.
Logística e cadeias globais
A instabilidade no Golfo também encarece seguros marítimos e reorganiza rotas portuárias e conexões internacionais. Companhias têm evitado hubs como Dubai, Doha e Abu Dhabi.
Tensões envolvendo Dubai podem comprometer arranjos operacionais usados para comércio e pagamentos internacionais, elevando incerteza e custos de transação.
O presidente da Federação da Indústria do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, afirmou que a indústria brasileira está inserida em cadeias globais e que instabilidades em rotas estratégicas repercutem em fretes, seguros e energia.
“O acompanhamento atento do cenário internacional é fundamental para mitigar riscos e preservar a competitividade das empresas”, declarou.
Virmondes Cruvinel defende programa para fortalecer atuação global do interior
Lidiane 2 de março de 2026
Os parlamentares vão analisar, nos próximos dias, o projeto de lei n° 1891/26, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (UB), que garante a criação do Programa Estadual de Cidades Internacionalizadas em Goiás. A iniciativa busca ampliar a inserção internacional dos municípios goianos, especialmente das cidades-polo do interior. A proposta tem como objetivo desenvolver capacidades em paradiplomacia e relações internacionais, estimular a cooperação técnica com cidades estrangeiras, fomentar acordos de cidades-irmãs, atrair eventos globais e criar ambientes urbanos mais cosmopolitas e multilíngues.
De acordo com o texto, paradiplomacia é a atuação internacional de entes subnacionais na promoção de interesses locais por meio de cooperação técnica, cultural, econômica e institucional com cidades e organismos estrangeiros. O programa também define como cidades-pólo regionais os municípios com capacidade de polarização econômica, demográfica e institucional sobre sua região de planejamento, conforme a legislação estadual.
Entre os objetivos da proposta estão a descentralização das atividades de relações internacionais no território goiano, o fortalecimento de polos regionais de atração de talentos e investimentos externos, a criação de ambiente favorável a negócios internacionais fora da capital e a capacitação de servidores municipais em relações internacionais e comércio exterior. O projeto ainda prevê incentivo à participação de municípios em redes internacionais de cidades, apoio à candidatura e realização de eventos internacionais no interior e estímulo à formação de ambientes urbanos multilíngues.
Podem integrar o programa municípios que atendam a, pelo menos, dois critérios estabelecidos, como população superior a 50 mil habitantes, Produto Interno Bruto acima de R$ 600 milhões, condição de cidade-polo regional, presença de instituições de ensino superior ou atividade relevante no comércio exterior estadual. A proposta também considera a existência de infraestrutura para realização de feiras e eventos técnicos.
Entre as linhas de ação previstas estão a capacitação de servidores em paradiplomacia, o apoio técnico para formalização de acordos de cidades-irmãs, o assessoramento para participação em redes internacionais, a promoção de missões técnicas e comerciais e a elaboração de planos municipais de internacionalização.
A justificativa do projeto destaca que Goiás possui 7.055.228 habitantes, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), distribuídos em dez Regiões de Planejamento marcadas por assimetrias econômicas. Enquanto a Região Metropolitana de Goiânia concentra grande parte das atividades produtivas, cidades-polo do interior apresentam dinamismo econômico e potencial de expansão internacional.
O texto também ressalta que o Estado exportou US$ 12,3 bilhões em 2024, consolidando-se como o segundo maior exportador do Centro-Oeste e o oitavo do país. A pauta exportadora, segundo a justificativa, é composta principalmente por produtos da indústria de transformação, agropecuária e indústria extrativa, com destaque para soja, carne bovina e farelo de soja, destinados a mercados como China, Espanha, Indonésia, Países Baixos e Vietnã. Para o deputado, esse cenário reforça a necessidade de fortalecer a capacidade dos municípios para atuar diretamente nas relações internacionais, ampliando oportunidades econômicas além da capital.
Nesse contexto, Cruvinel lembra que a literatura acadêmica sobre paradiplomacia demonstra que a atuação internacional de governos subnacionais têm se intensificado desde a redemocratização brasileira, impulsionada pelo processo de globalização e pela necessidade de os entes federados buscarem soluções próprias para desafios locais.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
A Prefeitura de Senador Canedo registrou 8.376 atendimentos durante mais uma edição do programa Avança Canedo, realizada neste sábado (28/2), na Praça Criativa Central. A mobilização, promovida em parceria com o projeto Balanço Geral nos Bairros, da TV Record, concentrou diversos serviços municipais em um único espaço e atraiu mais de 15 mil pessoas ao longo do dia, consolidando a iniciativa como estratégia de descentralização do atendimento público.
Desde as primeiras horas da manhã, moradores buscaram serviços nas áreas de saúde, educação, meio ambiente, infraestrutura, tributos e assistência social. Secretarias como AMMA, Saúde, Bem-Estar Animal e Educação estiveram entre as mais procuradas, além de setores responsáveis por regularização fiscal, ouvidoria e encaminhamentos administrativos. A integração das equipes no mesmo local permitiu resolutividade imediata para grande parte das demandas.
O prefeito Fernando Pellozo destacou que a proposta do programa é aproximar a gestão municipal do cotidiano da comunidade.
“O Avança Canedo é sobre estar perto das pessoas, ouvir cada necessidade e garantir que os serviços cheguem a quem precisa. Quando a Prefeitura vai até a população, o resultado aparece”, afirmou o gestor após a abertura da edição.
A programação incluiu atendimentos clínicos, vacinação, orientações odontológicas, ações preventivas, além de serviços voltados ao bem-estar animal, como vacinação antirrábica, orientações veterinárias e adoção de pets. A SANESC também registrou movimento intenso, com negociação de débitos, atualização cadastral e esclarecimentos técnicos.
A primeira-dama Simone Assis reforçou o impacto social da iniciativa, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade.
“Atualização do Cadastro Único, orientações gerais, acesso a benefícios, vagas de emprego e atendimento específico para idosos e pessoas com deficiência. A prefeitura toda está mobilizada, com expediente estendido, para atender a comunidade até o último usuário”, disse.
Com funcionamento das 8h às 17h, o Avança Canedo manteve o foco em facilitar o acesso a serviços essenciais, reduzindo deslocamentos e ampliando a presença do poder público nos bairros. A proposta, segundo a gestão municipal, é manter o modelo itinerante ao longo do ano, fortalecendo o atendimento direto e a eficiência administrativa.
Semana também terá a divulgação do Caged de janeiro, do PIB do 4º trimestre e da balança comercial de fevereiro
O jornal digital Poder360 traz nesta 2ª feira (2.mar.2026) uma seleção dos assuntos que devem ser destaques na agenda do poder e da política nesta semana, que vai até 6 de março.
Nesta 2ª feira (2.mar), os mercados reagem ao ataque dos EUA e de Israel ao Irã, realizado no sábado (28.fev). Já a CPI do INSS ouve Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, presidente da Dataprev, e Aline Bárbara Mota, ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Na 3ª feira (3.mar), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir a estratégia eleitoral em São Paulo.
No mesmo dia, o Ministério do Trabalho divulga os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de janeiro. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) traz o PIB (Produto Interno Bruto) do 4º trimestre e de 2025.
Na 4ª feira (4.mar), comissão especial vota o relatório da PEC da Segurança. Se aprovado, o texto vai ao plenário no mesmo dia. A proposta altera o trecho da Constituição Federal que trata de segurança pública. O texto propõe mudanças no funcionamento do Susp (Sistema Único de Segurança Pública), amplia a cooperação entre União, Estados e municípios, aumenta competências das forças policiais, restringe as possibilidades de progressão de pena e estabelece sanções proporcionais à posição ocupada por integrantes de facções criminosas.
A Comissão de Relações Exteriores do Senado vota na 4ª feira (4.mar) o PDL 21 de 2026, que aprova o texto do acordo de livre comércio assinado entre Mercosul e União Europeia. No Brasil, o acordo foi aprovado em 25 de fevereiro pela Câmara em votação simbólica, quando não há registro nominal de votos, e seguiu para o Senado. Uruguai e Argentina aprovaram o acordo em 26 de fevereiro.
Nesta 5ª feira (5.mar), o IBGE divulga a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de janeiro. Já o Ministério da Indústria traz a balança comercial de fevereiro.
Leia a agenda da semana:
Por iniciativa da Governadoria, foi apresentado à Casa de Leis o veto integral a iniciativa do deputado Wilde Cambão (PSD), que prevê a instituição da Polícia de Combate ao Uso Indevido de Programas e Aplicativos de Inteligência Artificial para a Criação de Deep Nudes em Goiás. O processo nº 1487/26 foi encaminhado à análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que, inicialmente deve indicar seu relator.
Pela definição, deep nudes – ou falsa nudez, na tradução aproximada – são imagens ou vídeos gerados artificialmente que mostram pessoas nuas a partir de fotos ou vídeos originais, sem o consentimento das pessoas retratadas.
Na justificativa do veto, o Poder Executivo informa que a Secretaria-Geral de Governo de Goiás (SGG) identifica uma contradição principiológica entre a normatização pretendida e a disposta na Lei Complementar nº 205, de 19 de maio de 2025, instituidora da Política Estadual de Fomento à lnovação em lnteligência Artificial no Estado de Goiás. Além disso, há omissões comprometedoras da efetividade do que se propõe. Apesar da relevância dos bens jurídicos que o autógrafo visa a proteger, entre as lacunas há externalidades que precisam ser melhor compreendidas a partir de uma decisão informada dos gestores competentes.
Segundo a SGG, a política pública prevista na proposta estadual tem como foco o fomento e a expansão de iniciativas de inteligência artificial, com diretrizes éticas em caráter de soft regulation, sem previsão de sanções ou fiscalização. O autógrafo, por sua vez, estabelece proibições e sanções relacionadas ao uso de programas e aplicativos de inteligência artificial para a criação de deep nudes.
A análise também indica que o autógrafo não aborda, de forma específica, os softwares abertos, mencionados como eixo da política estadual de desenvolvimento. O texto inclui, em uma única definição, programas de inteligência artificial e estipula condutas sujeitas a sanções de forma abrangente, sem distinções relacionadas à atividade de desenvolvimento.
Outro ponto apresentado refere-se à utilização da expressão “uso indevido”, considerada imprecisa. Conforme a manifestação, o texto não delimita condutas, nem diferencia hipóteses de uso lícito ou ilícito, tampouco especifica os resultados a serem evitados. A secretaria aponta que a adoção de conceitos juridicamente indeterminados pode gerar insegurança jurídica e transferir à administração pública a definição casuística de infrações.
Por fim, o órgão menciona que o artigo 4º do autógrafo de lei apresenta déficit de taxatividade ao tipificar como infração administrativa o “uso indevido” de programas de inteligência artificial para a criação de deep nudes.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
Um acidente envolvendo um ônibus interestadual e uma carreta deixou 19 pessoas feridas na noite de sexta-feira (27/2), na BR-153, em São Francisco de Goiás, e marcou o fim de semana com maior gravidade nas rodovias goianas. A ocorrência concentrou o maior número de vítimas entre uma série de sinistros atendidos por forças de segurança e resgate em diferentes regiões do estado entre sexta e sábado.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a colisão traseira foi registrada por volta das 21h40, no km 386. O ônibus fazia a linha Goiânia–Palmas e transportava 51 pessoas, entre 49 passageiros e dois motoristas. Não houve mortes no local.
Conforme relato preliminar do condutor, ele teria se distraído ao ser interpelado por um passageiro para verificar uma lâmpada interna, momento em que não percebeu a redução de velocidade da carreta à frente. O impacto foi significativo e três ocupantes ficaram presos às ferragens, exigindo trabalho de desencarceramento.
O motorista do coletivo, de 56 anos, sofreu ferimentos graves. Ao todo, 19 pessoas foram encaminhadas a unidades de saúde em Anápolis, Jaraguá e Pirenópolis, com lesões de diferentes gravidades. O atendimento envolveu equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e da concessionária Ecovias. A pista ficou parcialmente interditada e foi liberada por volta das 3h10 de sábado.
Outras ocorrências
Ainda na manhã de sábado (28/2), bombeiros atenderam capotamento de caminhonete na GO-330, entre Ouro Verde de Goiás e Petrolina de Goiás. Um passageiro de 48 anos foi arremessado para fora do veículo, em estado grave, sendo encaminhado ao hospital. Duas outras vítimas foram socorridas pelo Samu.
Em Piracanjuba, na GO-217, um homem de 31 anos sofreu ferimentos leves após saída de pista seguida de capotamento. Ele foi atendido consciente e transportado para avaliação médica.
Já na BR-020, em Formosa, colisão entre carreta e carro de passeio deixou dois ocupantes feridos, um deles preso às ferragens, com suspeitas de fraturas e traumatismo craniano leve.
Na GO-070, em Goianira, um atropelamento resultou na morte de um pedestre. O motociclista envolvido teve apenas escoriações e recusou transporte hospitalar.
O conjunto de ocorrências reforça o alerta das autoridades para atenção redobrada ao volante, especialmente em rodovias de grande fluxo e durante deslocamentos noturnos ou em fins de semana, períodos historicamente associados ao aumento de acidentes.







