23 de abril de 2026
  • 23:09 Jornada de trabalho, assistência à saúde e proteção animal motivaram a participação plenária nesta quarta-feira
  • 19:25 Carga de maconha em Goiás leva polícia a 500 kg de cocaína no Maranhão
  • 15:40 10 mortes em rodovias federais de Goiás
  • 11:56 O Irã está colapsando financeiramente, diz Trump
  • 04:29 Daniel Vilela reforça parceria com Aparecida em aniversário


Na sessão ordinária híbrida desta quarta-feira, 22, o Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) se dedicou aos discursos parlamentares. Outro destaque foi o aval a um indicativo de proposição que sugere ampliar a defesa dos animais em Goiás.

Quatro deputados foram à tribuna para repercutir temas diversos no decorrer do Pequeno Expediente. A possível redução do limite da jornada de trabalho, proposta em análise pelo Congresso Nacional, foi pautada por dois deles. Na prática, a mudança acabaria com a escala 6×1, em que o cidadão pode trabalhar até seis dias e tem direito a um dia de folga durante cada semana, e instituiria a 5×2.

Mauro Rubem (PT) saiu em defesa da aprovação pela Casa de Leis federal. Segundo o legislador, o modelo atual impacta a qualidade de vida e “impede, inclusive, que os pais acompanhem o crescimento dos filhos e tenham convivência na sociedade”.

Além disso, opinou Mauro, a carga vigente contribuiria para um cenário de desgaste excessivo da força de trabalho, o que ele classificou como um retrocesso social. Rubem também relacionou esse debate à existência de casos de trabalho análogo à escravidão no país, inclusive em Goiás.

Por outro lado, ao se descrever como “indignado”, Amauri Ribeiro (PL) contrapôs o colega e defendeu o empresariado brasileiro, a quem atribuiu o crédito na geração de emprego e renda.

“Um país não se desenvolve trabalhando menos. Temos 24 horas em um dia, trabalhar só oito horas não é demais”, frisou Ribeiro.

Outros assuntos

Eliel Junior (Solidariedade) repercutiu supostas dificuldades de acesso, aumento de custos e falhas na rede credenciada do Serviço Social Autônomo de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos e Militares do Estado de Goiás (Ipasgo Saúde). Em sua fala, ele afirmou que as mudanças implementadas a partir de 2023, com ajustes adicionais em 2025, foram prejudiciais aos usuários. Nesse sentido, o parlamentar cobrou que as normas sejam revistas.

O peessedebista Clécio Alves comentou sobre a gestão do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB). O deputado demonstrou preocupação com a saúde pública municipal, a qual considerou um ponto crítico.

Sugestão ao Executivo

O Plenário aprovou o indicativo de proposição legislativa nº 4/2026 que sugere a criação do Batalhão de Combate aos Maus-Tratos de Animais, dentro da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO). O texto é assinado pelo presidente da Casa, Bruno Peixoto (UB), e recebeu 21 votos sim.

O indicativo é um instrumento parlamentar utilizado por deputados estaduais para propor ao Poder Executivo a adoção de uma providência, a realização de um ato administrativo ou o envio de um projeto de lei sobre uma matéria de iniciativa exclusiva daquele poder. 

“A criação de um batalhão especializado no combate aos maus-tratos contra animais representa medida de aprimoramento da atuação estatal, conferindo maior eficiência e especialização às ações de segurança pública voltadas à proteção da fauna”, argumentou Peixoto na justificativa.

O parlamentar acrescentou que os crimes em questão possuem relevante impacto social, “estando frequentemente associados a outros tipos de violência, inclusive doméstica, o que reforça a necessidade de atuação preventiva e qualificada por parte do Estado”.  

O chefe do Legislativo apresentou a proposta após se reunir com entidade dedicada à causa. O encontro resultou também na idealização de dois projetos de lei e um de resolução, que ainda serão analisados pela Alego.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


apreensão

Drogas estão avaliadas em mais de R$ 22 milhões

Uma carga de maconha apreendida em Goiás levou a polícia a descobrir 500 quilos de cocaína pura escondidos em um galpão no Maranhão. A ação começou após a abordagem de um caminhão em Catalão (GO) e se desdobrou em uma operação integrada entre forças de segurança dos dois estados, resultando na apreensão de drogas avaliadas em mais de R$ 22 milhões.

A ocorrência teve início na segunda-feira (20/4), quando equipes do Comando de Operações de Divisas (COD) e da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) abordaram um caminhão no sudeste goiano. Durante a vistoria, os policiais encontraram cerca de meia tonelada de maconha.

LEIA MAIS: Pai e filho são presos em ação que apreendeu meia tonelada de maconha na BR-060 em Goiás

Três homens foram presos no local. Um deles possuía mandado de prisão em aberto. Segundo a Polícia Militar, os suspeitos confessaram que foram contratados para transportar a droga de Minas Gerais até o Maranhão.

No porta-luvas do veículo, os militares localizaram um papel com o endereço de um galpão em Caxias (MA). A informação foi repassada às forças de segurança maranhenses, que se deslocaram até o local indicado.

No imóvel, os agentes encontraram outros 500 quilos de cocaína pura armazenados. Uma mulher que tomava conta do galpão foi presa em flagrante.

As polícias de Goiás e do Maranhão atuam de forma integrada para identificar os responsáveis pelas cargas apreendidas. As identidades dos presos não foram divulgadas.

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Autor Aulus Rincon


Ao menos 10 pessoas morreram nas rodovias federais que cortam Goiás durante o feriadão do Dia de Tiradentes, entre sexta-feira (17/4) e terça-feira (21/4). O episódio mais grave ocorreu na manhã de terça-feira, na BR-020, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, onde oito pessoas perderam a vida.

Esse acidente, porém, não entra no balanço da Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal em Goiás (SRPRF/GO), já que está sob jurisdição da PRF do Distrito Federal. No recorte da Operação Tiradentes 2026 da SRPRFGO, a corporação registrou 34 acidentes, com 30 feridos e duas mortes ao longo dos cinco dias.

No mesmo período, a SRPRF/GO contabilizou cerca de 1.900 infrações de trânsito. Entre as irregularidades mais comuns estavam 170 ultrapassagens proibidas, 48 casos de embriaguez ao volante e 157 registros de falta do uso do cinto de segurança ou de dispositivos de retenção.

Também foram flagrados 4.270 veículos acima da velocidade permitida, número apurado separadamente. Esses dados não incluem parte dos trechos sob responsabilidade da Superintendência da PRF do Distrito Federal, que atua em rodovias próximas à capital federal.

Entre as ocorrências de maior destaque, na madrugada de domingo (19/4), na BR-050, em Catalão, um homem de 46 anos foi preso após ser flagrado dirigindo na contramão e embriagado. O teste do etilômetro apontou 0,87 mg/L. Sem habilitação, ele conduzia um veículo com várias irregularidades e acabou levado para a Delegacia de Polícia Civil.

Na mesma madrugada, na BR-153, em Anápolis, um homem de 28 anos, também inabilitado, sofreu acidente de motocicleta. O teste de alcoolemia indicou 1,44 mg/L. Ele teve lesões graves, com múltiplas fraturas em uma das pernas, e foi encaminhado para atendimento em unidade de saúde.

Outro flagrante de imprudência foi registrado na manhã de sábado (18/4), na BR-050, em Catalão, no Sudeste Goiano, quando um veículo foi flagrado a 176 km/h, acima do limite permitido para a via.

Mortes em Goianápolis e Morrinhos

As duas mortes confirmadas no balanço da SRPRF/GO ocorreram na BR-060 e na BR-153. Na noite de sexta-feira (17/4), no km 109 da BR-060, em Goianápolis, um engavetamento envolvendo uma motocicleta, uma caminhonete e um caminhão terminou com a morte de um motociclista de 29 anos.

Segundo os levantamentos iniciais, a caminhonete atingiu a traseira da moto (foto), que foi projetada contra o caminhão. O motociclista morreu no local, o motorista da caminhonete ficou gravemente ferido e o condutor do caminhão saiu ileso. As circunstâncias do acidente seguem em apuração.

Já na madrugada desta terça-feira (21/4), no km 616 da BR-153, em Morrinhos, uma sequência de colisões entre três caminhões resultou na morte de um homem de 38 anos. Os veículos seguiam no sentido Goiânia quando ocorreu o acidente.

O motorista de um dos caminhões morreu no local, enquanto o condutor e uma passageira de outro veículo sofreram ferimentos graves. O terceiro envolvido teve apenas lesões leves. As causas do sinistro ainda serão investigadas.

Além desses casos, na tarde de domingo (19/4), no km 49 da BR-060, em Abadiânia, um motociclista de 37 anos ficou gravemente ferido (foto) após perder o controle da direção ao seguir no sentido Brasília/Anápolis. Conforme informações preliminares, a moto saiu da pista e bateu contra um barranco às margens da rodovia.

Com o impacto, o veículo ficou destruído. O condutor foi socorrido em estado grave e levado ao Hospital Estadual de Anápolis.

Os nomes das vítimas não foram divulgados.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Presidente dos EUA voltou a afirmar nas redes sociais que o país persa perde dinheiro com o bloqueio do estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), usou seu perfil no Truth Social na madrugada desta 4ª feira (22.abr.2026) para afirmar que o “Irã está colapsando financeiramente”.

Na publicação, Trump declarou o seguinte: “Eles [o Irã] querem a abertura imediata do estreito de Ormuz –estão desesperados por dinheiro! Perdem US$ 500 milhões por dia. Militares e policiais reclamam que não estão recebendo seus salários”.

Na noite de 3ª feira (21.abr), Trump já havia declarado em sua rede social que o país persa perde dinheiro com o bloqueio do estreito de Ormuz. Pela região circulam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

Segundo ele, os EUA devem manter a passagem fechada para forçar uma negociação. Trump afirmou que, sem essa estratégia, “nunca haverá um acordo com o Irã”.

Na mesma publicação, o republicano afirmou que, na ausência de negociação, os EUA só conseguiriam um acordo caso “explodissem o resto do país, incluindo seus líderes”.

Publicação de Donald Trump onde ele diz que o Irã não quero o estreito de Ormuz fechado para poderem faturar 500 milhões de dólares por dia

CESSAR-FOGO PROLONGADO

O cessar-fogo entre os EUA e o Irã expiraria nesta 4ª feira (22.abr). Trump chegou a dizer, ainda na 3ª feira (21.abr), que não prolongaria a trégua. Horas depois, porém, mudou o tom. Disse que irá estender o cessar-fogo com o Irã até que as negociações para o fim do conflito sejam concluídas. O republicano, porém, afirmou que até lá manterá o bloqueio no estreito de Ormuz.

“Determinei que nossas Forças Armadas continuem o bloqueio e, em todos os outros aspectos, permaneçam prontas e capazes”, afirmou o republicano.


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Autor Poder360 ·


O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), reforçou nesta terça-feira (21/4) a parceria com a prefeitura de Aparecida de Goiânia durante as celebrações dos 36 anos do Jardim Tiradentes. Ao dar o pontapé inicial na final do campeonato de futebol amador, Vilela destacou o foco na qualidade de vida local.

“Estamos aqui para reforçar o compromisso do Governo de Goiás com Aparecida, com o Jardim Tiradentes e com toda essa população que tanto precisa e merece o apoio do nosso governo”, declarou o governador na abertura das festividades.

Daniel ressaltou o carinho pela cidade e o empenho da gestão estadual: “Vamos sempre fazer o melhor por essa cidade que a gente ama. É uma população que merece todo o nosso esforço”.

Governador lembrou de sua antiga ligação com o bairro quando seu pai era prefeito da cidade

O governador também projetou o trabalho conjunto com o atual prefeito.

“Estaremos trabalhando diuturnamente para poder atender as necessidades da população e estabelecer importante parceria com o prefeito Leandro Vilela, para que Aparecida continue crescendo e sendo uma cidade de oportunidade e qualidade de vida para as pessoas”, assegurou.

Daniel Vilela destacou que acompanha as comemorações do bairro há anos, inclusive ao lado do pai, Maguito Vilela, que foi prefeito de Aparecida entre 2009 e 2016.

“Eu sempre vim participar dessas atividades e acompanhar este tradicional jogo, que simboliza o aniversário do Tiradentes, um bairro que tem muita história e importância, um dos maiores de Aparecida”, lembrou.

Com cerca de 25 mil moradores, o Jardim Tiradentes é um dos principais setores de Aparecida de Goiânia. Consolidado como um bairro promissor, sua origem remete ao acolhimento de famílias de áreas de risco da capital e ocupantes da Avenida Transbrasiliana. O nome do setor é uma homenagem à sua data de fundação, que coincide com o feriado de Tiradentes.

Prefeito Leandro Vilela: “Vamos continuar fazendo o que a população precisa e merece”

Durante as celebrações, o prefeito Leandro Vilela (MDB) ressaltou o legado de Maguito Vilela e a importância da cooperação com o Estado.

“Maguito transformou Aparecida e marcou a história da transformação da qualidade de vida dos aparecidenses. E, agora, temos a oportunidade de fazer o que a cidade e a população precisam e merece”, afirmou o prefeito.

Leandro reforçou que a gestão seguirá focada no crescimento do município, que hoje é o segundo maior de Goiás e um dos maiores do país: “E assim vamos continuar fazendo o que a população precisa e merece, ao lado de Daniel Vilela, com apoio do Governo de Goiás”, completou.

Comemorações aproximam moradores

A tradicional festa de aniversário do Jardim Tiradentes é um esforço conjunto entre a comunidade, a Prefeitura de Aparecida e o Governo de Goiás. Focada na integração, a programação deste ano celebra o crescimento do bairro e o bem-estar dos moradores.

As festividades começaram na Praça Esportiva Jardim Tiradentes, palco da grande final do campeonato amador entre União Júnior e Arena Fred. À tarde, o público se reúne na Praça Joaquim Ricardo Teixeira para uma agenda repleta de shows musicais, bingo, sorteio de prêmios e praça de alimentação.

Para a moradora Ana Paula da Silva, de 35 anos, o evento simboliza a evolução do setor:

“Melhorou bastante a autonomia, a segurança e a saúde. Rejuvenesceu nosso setor. Esse evento é maravilhoso, pois reúne toda a comunidade, não só do Tiradentes, mas de outros bairros também”, celebrou.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Mateus Simões (PSD) disse expressão considerada racista na cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), disse nesta 3ª feira (21.abr.2026) ter “inveja branca” do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por ter nomeado a 1ª mulher como comandante-geral da Polícia Militar do Estado paulista. A expressão é considerada racista.

A declaração de Simões aconteceu na tradicional cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto. Tarcísio recebeu o Grande Colar, maior honraria dada pelo Governo de Minas e limitada a apenas chefes de Estado, de Governo e dos demais Poderes da União.

Dizia ao governador Tarcísio da minha inveja branca de ele ter nomeado a 1ª comandante da Polícia Militar mulher, mas disse a ele: ‘o senhor não ganhou a corrida, porque em Minas já temos uma comandante militar que comanda os nossos bombeiros com muito orgulho, coronel Jordana‘”, declarou Simões.

Assista (1min9s):

Jordana Filgueiras Daldegan foi nomeada no ano passado para o cargo pelo então governador, Romeu Zema (Novo). Simões, eleito vice-governador na chapa de Zema, assumiu o governo mineiro em 22 de março e deve concorrer à reeleição.

Outro político presente na cerimônia foi o senador Rogério Marinho (PL-RN) –que também é coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Marinho recebeu a Grande Medalha, 2ª maior honraria.

O Poder360 entrou em contato com a assessoria de Simões que não enviou respondeu até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.



Autor Poder360 ·


O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) perdeu relevância e se tornou um órgão meramente burocrático. A crítica é de Tatiana Jucá, engenheira civil e candidata à presidência do Conselho, em entrevista ao podcast Domingos Conversa nesta segunda-feira (20/4). Segundo ela, a autarquia se distanciou das decisões estruturais de Goiânia e hoje foca apenas na cobrança de anuidades, sem oferecer retorno aos profissionais.

De acordo com Tatiana, a ausência do Crea em discussões sobre obras e planejamento urbano ajuda a explicar a repetição de problemas na capital.

“A gente não vê o conselho representando realmente a engenharia frente aos órgãos públicos”, disse durante entrevista conduzida pelo jornalista Domingos Ketelbey. Para ela, decisões importantes seguem sendo tomadas sem o devido embasamento técnico, o que resulta em intervenções pontuais e de curto prazo.

A candidata afirma que o papel do conselho não pode se limitar à fiscalização ou a manifestações após falhas já consumadas.

“Não é só quando acontece o problema”, afirmou.

“O Crea precisa se posicionar antes, orientar, participar do diagnóstico, discutir a melhor técnica”, completa. Na avaliação da candidata, a ausência desse tipo de atuação contribui para que a cidade opere no improviso.

Ao tratar da relação com o poder público, Tatiana aponta, ainda, falta de diálogo estruturado.

“A gente não vê essa propositura do Crea”, disse, ao comentar que o conselho não tem sido chamado, tampouco se colocado, nas mesas de discussão sobre intervenções urbanas. Para ela, isso enfraquece tanto a qualidade das decisões quanto o próprio papel institucional da entidade.

A crítica se estende à forma como o Crea se apresenta: “Hoje a gente vê muito mais uma atuação midiática do que técnica”, afirmou. De acordo com ela, a entidade perdeu capacidade de influência ao se afastar dos grandes temas da cidade e da interlocução direta com gestores.

Crea precisa ser um aliado técnico, independente de bandeira política’

Como candidata, Tatiana defende reposicionar o conselho como agente técnico ativo nas decisões públicas. A ideia, segundo ela, é que o Crea deixe de atuar apenas como órgão fiscalizador e passe a contribuir na formulação de soluções.

“O Crea precisa ser um aliado”, afirmou.

“Um aliado técnico, independente de bandeira política”, completou.

Para isso, ela propõe ampliar o diálogo com prefeituras, governo e entidades, criando uma atuação mais contínua e estruturada.

“A gente tem profissionais extremamente capacitados dentro do sistema. Por que não colocar essa capacidade à disposição da cidade?”, questiona.

Na visão da candidata, a retomada desse protagonismo passa também pela reconexão com a base.

“O Crea se distanciou do profissional”, avalia. Para ela, aproximar o conselho da realidade da categoria é condição para que a entidade volte a ter relevância nas decisões que impactam a engenharia e a cidade.

A entrevista pode ser conferida no link: https://www.youtube.com/watch?v=9wVsmi32Zig

Autor Manoel Messias Rodrigues


Moeda brasileira subiu 10,4% em relação ao dólar no acumulado do ano; euro teve estabilidade em 2026

Um levantamento da consultoria Elos Ayta Consultoria feito com 27 moedas mostra que o real teve a maior valorização em relação ao dólar em 2026. No acumulado do ano, a alta foi de 10,4%. A moeda nos EUA fechou cotada aos R$ 4,974 nesta 2ª feira (20.abr.2026), o menor valor desde 25 de março, quando foi de R$ 4,973.

Assim como se deu depois do início da guerra na Ucrânia, o real se valorizou frente ao dólar. Um dos motivos é o encarecimento da cotação do petróleo. A alta do barril do petróleo e de outras commodities incentiva a exportação e a entrada da moeda norte-americana no Brasil.

O encarecimento do petróleo também contribui para as contas públicas do Brasil. A arrecadação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com royalties deve ser potencializada, possibilitando medidas de estímulos. O FMI (Fundo Monetário Internacional) aumentou a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto para 1,9% em 2026, enquanto a guerra no Oriente Médio diminuiu a projeção de expansão da atividade econômica global.

DIFERENCIAL DE JUROS

Também contribuiu para a valorização do real a política monetária contracionista. De acordo com o especialista de investimentos da casa de análise Top Gain, Leonardo Santana, “por mais que tenhamos uma perspectiva novamente de cortar juros, estamos com um dos maiores juros reais do mundo“.

O BC (Banco Central) manteve a taxa básica, a Selic, em 15% ao ano durante junho de 2025 a março de 2026. Segundo o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, as decisões “conservadoras” criaram uma “gordura” para corte dos juros, deixando o país bem-colocado no cenário.

O Banco Central cortou o juro-base para 14,75% ao ano e sinalizou que o ciclo de flexibilização monetária será menor do que o esperado. Os agentes financeiros aumentaram para 4,80% a inflação esperada para o Brasil em 2026. O percentual está acima do teto da meta, que é de 3% e tem tolerância de até 4,50%.

Os juros reais –diferencial entre Selic e inflação– elevados dá mais segurança para o real e atrai capital estrangeiro. No saldo entre aportes e resgates, os investidores internacionais colocaram R$ 67,3 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo no acumulado do ano até 16 de abril, último dado disponível.

RISCO PARA RETIRADA DO DÓLAR

Apesar do momento favorável para valorização do real, Santana explica que o fiscal pode voltar a pressionar a moeda, principalmente em ano eleitoral.

Esse cenário pode se inverter, já que estamos em ano de eleição. Se o governo resolver gastar demais, além do previsto, voltam as preocupações fiscais. Isso é o que, sem dúvidas, pode levar a uma maior retirada de dólar do Brasil fazendo a moeda subir”, afirmou.



Autor Poder360 ·


A Prefeitura de Aparecida de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), elevou para R$ 50 mil a multa aplicada ao responsável por um caso de maus-tratos a animal no município. A decisão foi tomada após a morte de Holly, cão da raça chow-chow que teve o corpo queimado no último dia nove de abril e não resistiu aos ferimentos, morrendo na sexta-feira (17/4).

O caso ocorreu no setor Santa Luzia, na região Leste da cidade, e foi enquadrado com base no Decreto Federal nº 12.877/2026, conhecido como decreto “Justiça por Orelha”. A medida permitiu o agravamento da penalidade depois da confirmação de que o animal morreu em decorrência das agressões. A multa, que inicialmente havia sido fixada em R$ 30 mil, passou para R$ 50 mil.

Conforme mostrou o PORTAL NG, Holly teve o corpo queimado com gasolina dentro de uma oficina no setor Santa Luzia. Ele ficou internado em estado grave por cerca de uma semana após um mecânico, preso por maus-tratos qualificado, atear fogo ao animal. Depois de receber atendimento médico-veterinário, o cão acabou morrendo na sexta-feira passada. À polícia, o mecânico alegou que agiu para afastar o cão de crianças.

Animal teve ajuda imediata do programa Pata

Segundo a prefeitura, o caso mobilizou uma rede de apoio depois que a tutora pediu ajuda. A equipe do Programa de Atenção e Tratamento Animal (Pata) prestou assistência imediata e conseguiu apoio de uma clínica veterinária particular, além da ajuda de terceiros, para custear o tratamento. Apesar dos esforços, o animal não resistiu.

A ocorrência também teve atuação da Polícia Civil, responsável pela prisão do autor, enquanto a Semma fez a autuação administrativa e aplicou a multa.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Pollyana Borges, afirmou que a resposta da gestão foi imediata:

“Assim que o prefeito Leandro Vilela tomou conhecimento do caso pelas redes sociais, ele determinou que a Semma desse todo o suporte necessário ao animal por meio do Pata, além de agir com rigor na responsabilização do autor. Seguimos essa orientação, atuando tanto no acolhimento quanto na punição”, afirmou.

A Semma reforça que a legislação prevê agravamento das penalidades quando há morte do animal e destaca que seguirá atuando de forma firme no combate aos crimes de maus-tratos em Aparecida.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Eva do Amaral Coelho atua no Tribunal de Justiça do Pará desde 2020 e recebeu R$ 91.000 em março

A desembargadora do Pará, Eva do Amaral Coelho, criticou os novos limites estabelecidos em março pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para o pagamento de penduricalhos a magistrados.

As declarações aconteceram em 9 de abril, durante uma sessão da 3ª Turma de Direito Penal do TJ-PA (Tribunal de Justiça do Pará). Eva é desembargadora desde 2020 e tem 73 anos. De acordo com a folha de pagamento divulgada pelo órgão, ela recebeu R$ 91.000 em março.

“Daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”, afirmou.

Ao citar colegas com dificuldade de pagar as contas, a desembargadora afirmou que “dizer que o juiz não trabalha e que persegue verbas e mais verbas e mais verbas, como um privilégio, um penduricalho, uma expressão tão chula e tão vagabunda que jogaram em cima da magistratura que hoje a gente vive com uma tensão enorme”, disse.

Além disso, a desembargadora afirmou que narrativas foramcriadas” e os juízes passaram a ser vistos como sem “escrúpulos” que ganham “muito sem fazer nada”. “Passamos de cidadãos que zelam pela proteção dos direitos para vilões da história. Nós somos os bandidos agora”, acrescentou.

Segundo ela, juízes trabalham “enormes horas extras, sacrificando o fim de semana”. Na sessão, ela pediu desculpas aos colegas pelo “desabafo sobre uma situação muito triste”.



Autor Poder360 ·