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O vereador por Aparecida de Goiânia, Roberto Chaveiro (PP), declarou apoio à pré-candidatura de Felipe Mabel (Podemos) a deputado estadual nas eleições de outubro de 2026. Segundo o parlamentar, a decisão está relacionada à confiança no projeto político e ao compromisso assumido pelo pré-candidato com o município. “O Felipe é uma pessoa que eu confio e que vai trabalhar por Aparecida. É um cara que vai investir pesado na nossa cidade e ajudar o nosso mandato”, afirmou. Para Chaveiro, a parceria vai ampliar a representação política do segundo maior colégio eleitoral de Goiás na Assembleia Legislativa e contribuir para o atendimento das demandas apresentadas pela população.
Na avaliação de Roberto Chaveiro, a eleição de Felipe Mabel para a Alego poderá ampliar a destinação de recursos para Aparecida de Goiânia por meio de emendas parlamentares e da atuação legislativa em um trabalho parceiro com o nosso prefeito Leandro Vilela. “Ele pode trazer muitos benefícios para Aparecida, principalmente através das emendas, ajudando a saúde, a educação e a segurança pública a melhorarem significativamente”, declarou. O vereador também destacou que pretende apresentar ao pré-candidato as principais necessidades identificadas junto à população. A expectativa, segundo ele, é construir uma atuação conjunta para buscar recursos e viabilizar ações voltadas ao desenvolvimento do município.
A mobilização política em torno da pré-candidatura alcançará diferentes bairros e regiões de Aparecida de Goiânia. Roberto Chaveiro afirmou que pretende realizar inúmeras visitas com a presença de Felipe Mabel, aproximando o pré-candidato dos moradores. “Nós vamos trabalhar em toda Aparecida, vamos fazer reuniões e principalmente visitas para que o Felipe Mabel possa conhecer a população e para a população conhecer as qualidades do nosso pré-candidato. Vamos trabalhar para uma votação expressiva para Felipe Mabel em outubro”, disse. A estratégia prevê uma agenda de contato direto com lideranças comunitárias e moradores de diferentes pontos da cidade.
Entre as regiões citadas pelo vereador estão bairros onde ele mantém atuação política e contato com a comunidade, com destaque para setores da região leste e outros pontos de Aparecida. “Nós vamos estar na região do Centro de Aparecida onde tenho uma casa há 33 anos. Atuaremos em bairros que tive votação expressiva para vereador na região leste como: Expansul, Jardim Nova Olinda, Jardim Miramar, Parque Itamaraty, Eldorado, Palmares, Retiro do Bosque e Vila Souza, entre outros”, afirmou. De acordo com Roberto Chaveiro, a intenção é percorrer o município e promover encontros para apresentar Felipe Mabel aos eleitores. “Onde tiver um amigo nosso, onde tiver uma liderança nossa, nós vamos levar o Felipe para conversar com a população”, acrescentou.
Sobre as propostas para Goiás e Aparecida de Goiânia, Roberto Chaveiro destacou áreas como saúde, esporte, geração de empregos e desenvolvimento. “O Felipe tem propostas muito boas para Goiás e para Aparecida. Ele vai trabalhar muito na área da saúde, do esporte, na geração de emprego e também na infraestrutura”, afirmou. O vereador ressaltou ainda a experiência empresarial do pré-candidato e a expectativa de que essa atuação contribua para iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico. “É um empresário com empresa no Polo José de Alencar que fica próximo da minha casa, que gera empregos na nossa cidade e que conhece a realidade, e é sabedor da importância de gerar emprego e oportunidade para a população”, completou.
Perfil biográfico de Felipe Mabel
Felipe Mabel é fisioterapeuta, profissional de educação física, empresário e pré-candidato a deputado estadual por Goiás pelo Podemos. Atua na defesa de pautas voltadas à saúde, ao esporte, à geração de empregos e ao desenvolvimento econômico. Também é conhecido por sua atuação no setor empresarial, com investimentos que contribuem para a economia goiana. Em suas propostas, defende o fomento ao empreendedorismo, o fortalecimento da infraestrutura esportiva e políticas públicas voltadas à qualidade de vida da população.
Britânicos se unem aos europeus em apoio de 90 bilhões de euros para defesa na guerra contra a Rússia
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda), assinou na 2ª feira (13.jul.2026) a adesão do Reino Unido a um programa de empréstimos da União Europeia para financiar a defesa da Ucrânia na guerra contra a Rússia. Este é um dos seus últimos atos como premiê, depois de anunciar que deixará o cargo.
Durante uma reunião da Coalizão dos Dispostos —grupo de países aliados da Ucrânia—, em Paris, Starmer anunciou a assinatura de um acordo que encerra as negociações para a participação do Reino Unido no programa de empréstimos de 90 bilhões de euros destinado ao apoio à Ucrânia.
O programa garante à Ucrânia apoio financeiro pelos próximos 2 anos. Segundo a União Europeia, o bloco desembolsou 7,1 bilhões de euros em junho, sendo 3,2 bilhões de euros para o orçamento ucraniano e quase 3,9 bilhões de euros para a defesa. Um novo repasse para a área de defesa deve ser realizado nesta semana.
“Este acordo ajudará a garantir que a Ucrânia receba o apoio necessário para se defender da agressão russa, ao mesmo tempo que apoia as empresas de defesa britânicas, mantém empregos qualificados e fortalece a nossa segurança nacional”, disse Starmer em comunicado.
“Juntos, apoiamos a corajosa resistência da Ucrânia”, declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no X.
Com o objetivo de alterar o art. 2º da Resolução nº 1.813, de 28 de setembro de 2023, que cria o Fórum Goiano da Desburocratização, para ampliar a composição de seus membros representativos, tramita o projeto de lei n° 11899/26 na Assembleia Legislativa de Goiás.
O objetivo é ampliar a quantidade de membros, adicionando oito novos representantes ao comitê. Segundo o projeto, a nova composição deve conter um participante de cada um dos seguintes setores: Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia (Sepe), Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO), Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Educação Superior do Estado de Goiás (Semesg) e Federação Goiana de Empresas Juniores (Goiás Junior).
O texto do projeto de lei determina que os membros do Fórum Goiano da Desburocratização serão nomeados pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), mediante indicação dos órgãos e entidades. Conforme a iniciativa, a escolha dos novos integrantes visa a suprir ausências regulatórias, como nos setores de saúde, educação e agronegócio.
O processo de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (UB) foi encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) para análise dos aspectos constitucionais e legais da proposta.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
A administração do prefeito Frank Estevan, após 18 meses, alcançou 87,40% de aprovação popular, segundo levantamento realizado pelo Instituto Seta junto aos moradores de Guapó. O resultado confirma a avaliação positiva da população em relação à condução da gestão municipal e evidencia o reconhecimento das ações desenvolvidas em diferentes áreas da administração pública, especialmente nos serviços essenciais oferecidos à comunidade.
Os dados da pesquisa mostram que a aprovação da gestão é acompanhada por uma avaliação igualmente favorável do desempenho administrativo. A maior parte dos entrevistados classificou o governo municipal entre os conceitos “ótimo” e “bom”, enquanto apenas uma parcela reduzida apresentou avaliação negativa. O levantamento reforça um cenário de confiança da população na administração e demonstra que as políticas públicas implementadas têm refletido diretamente na percepção dos moradores.
Entre os setores avaliados, a saúde aparece como um dos principais destaques. Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados aprovam os serviços de saúde do município, sendo 20,28% classificando a área como “ótima” e 36,32% como “boa”, e ainda, 11,4% como regular. O índice evidencia o reconhecimento da população pelos investimentos realizados na estrutura da rede municipal, na ampliação do atendimento e na oferta dos serviços básicos de saúde.
O estudo também revela que a saúde permanece como a principal demanda dos moradores para os próximos anos. 33,96% dos entrevistados apontaram o setor como prioridade para novos investimentos públicos, seguido por áreas como geração de emprego e renda, infraestrutura urbana e melhoria contínua dos serviços municipais.
Os números demonstram que, embora a população reconheça os avanços obtidos pela administração, existe expectativa pela continuidade das políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida.
Presença do poder público
Outro aspecto observado na pesquisa é que a avaliação positiva da gestão está associada à presença do poder público em diferentes frentes de atuação, como manutenção urbana, obras de infraestrutura, atendimento à população e execução de serviços públicos. O levantamento indica que essas ações contribuem diretamente para fortalecer a percepção de eficiência administrativa e a confiança dos moradores na condução do município.
A pesquisa também funciona como um importante instrumento de planejamento para a administração pública. Ao reunir indicadores sobre a avaliação dos serviços municipais e identificar as prioridades apontadas pela população, o estudo oferece um diagnóstico capaz de orientar a definição de investimentos e políticas públicas para os próximos anos, permitindo que a gestão direcione esforços para as áreas consideradas mais estratégicas pelos próprios moradores.
PROIBIÇÃO
Na decisão, Moraes afirmou que Flávio utilizou o direito de visita para obter uma carta assinada por Bolsonaro “com a exclusiva finalidade de divulgá-la nas redes sociais”, em descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.
O ministro também determinou que a defesa de Bolsonaro esclareça se ele tinha conhecimento da divulgação do documento.
“sentimento de injustiça”
Flávio contestou o entendimento do magistrado e questionou o prazo da restrição. “Qual o critério de 90 dias?”, perguntou. Também afirmou haver um “grande sentimento de injustiça” e disse que Moraes busca uma justificativa para agravar as medidas impostas ao ex-presidente.
O senador argumentou ainda que esta foi a 5ª carta atribuída a Bolsonaro tornada pública desde o início das restrições judiciais. Segundo ele, as 4 anteriores, incluindo mensagens divulgadas por Michelle Bolsonaro e manifestações sobre eleições regionais, não motivaram qualquer reação do STF.
“Qual a diferença de eu publicar na minha rede, de publicar na rede da Michelle ou de publicar em qualquer blog?”, afirmou.
Flávio disse que a única diferença entre os episódios anteriores e a divulgação da carta do último sábado (11.jul) é o conteúdo político da mensagem, na qual Bolsonaro o apresenta como pré-candidato à Presidência e seu “porta-voz”. Para o senador, Moraes “só quer uma desculpinha” para tirar Jair Bolsonaro da prisão domiciliar.
A decisão de Moraes também cita uma live realizada por Flávio depois da divulgação da carta. Segundo o ministro, a transmissão indica que Bolsonaro tinha conhecimento prévio da publicação do documento, circunstância que deverá ser esclarecida pela defesa do ex-presidente.
Comunicação institucional da Assembleia Legislativa se adapta às normas da legislação durante o período eleitoral
Lidiane 13 de julho de 2026
Quem acessar os canais oficiais da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) nas próximas semanas perceberá algumas mudanças na forma como as informações serão divulgadas. A alteração ocorre por determinação da legislação eleitoral, que impõe restrições à publicidade institucional dos órgãos públicos nos três meses que antecedem as eleições.
As adequações são consoantes com o artigo 37, § 1º, da Constituição Federal, que determina que a publicidade institucional tenha caráter exclusivamente educativo, informativo ou de orientação social, vedando qualquer forma de promoção pessoal de autoridades ou agentes públicos, bem como com o artigo 73, inciso VI, alínea “b”, da Lei Federal nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), que impõe restrições à publicidade institucional nos três meses que antecedem o pleito. As orientações também seguem recomendações expedidas pela Procuradoria-Geral da Alego e consolidadas na Cartilha Eleitoral 2026 elaborada pela própria Casa.
As medidas passaram a valer no último dia 4 de julho e têm como objetivo garantir o cumprimento da Constituição Federal e da Lei das Eleições, que proíbem a utilização da comunicação institucional de órgãos públicos de forma que possa ser interpretada como promoção de autoridades, agentes públicos ou candidatos.
Na prática, o cidadão continuará encontrando no Portal da Alego informações sobre as atividades do Poder Legislativo. As sessões plenárias, reuniões das comissões, audiências públicas e demais ações institucionais seguirão sendo divulgadas, porém com uma abordagem mais objetiva, limitada ao interesse público e sem elementos que possam contrariar a legislação eleitoral.
Alguns serviços também passam por alterações temporárias. Os perfis oficiais da Assembleia nas redes sociais continuarão ativos, mas priorizando conteúdos de utilidade pública, informações sobre os serviços oferecidos pela Casa e orientações ao cidadão.
As mudanças atingem apenas a comunicação institucional, o funcionamento da Assembleia Legislativa permanece inalterado. O atendimento ao cidadão e todos os demais serviços prestados pela Casa continuam sendo realizados normalmente. As atividades parlamentares, as votações em Plenário, as audiências públicas, os trabalhos das comissões serão retomados em agosto, após o encerramento do recesso parlamentar.
As restrições permanecerão em vigor até o encerramento do período eleitoral, incluindo eventual segundo turno. Após esse período, os canais oficiais da Alego voltarão gradualmente ao modelo regular de divulgação de conteúdo.
Com a adequação de seus meios de comunicação, a Assembleia Legislativa busca manter a transparência das informações públicas e cumprir a legislação que assegura a igualdade de condições durante o processo eleitoral.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
A Prefeitura de Anápolis iniciou nesta segunda-feira (13/7) as obras de revitalização da Quadra Poliesportiva da Vila Mariana, ampliando os investimentos em infraestrutura esportiva e requalificação de espaços públicos no município. Com investimento de R$ 438,2 mil, a intervenção prevê a modernização completa do complexo, incluindo melhorias na quadra, implantação de equipamentos de lazer e acessibilidade, beneficiando moradores de toda a região.
A obra integra o conjunto de ações da administração do prefeito Márcio Corrêa voltadas à recuperação de áreas públicas destinadas ao esporte, ao lazer e à convivência comunitária. A expectativa é que os trabalhos sejam concluídos em aproximadamente três meses.
Os recursos são provenientes de contrato de repasse firmado entre a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Cidadania, com contrapartida da Prefeitura de Anápolis. Ao todo, a intervenção contempla uma área de 1.433,79 metros quadrados.
O projeto prevê a recuperação estrutural da quadra, pintura completa da arquibancada, instalação de novo alambrado de proteção, revitalização dos muros, implantação de calçadas acessíveis, rampas de acesso e piso tátil para pessoas com deficiência visual, garantindo melhores condições de utilização do espaço por toda a população.
Além das melhorias estruturais, o local receberá paisagismo, novas áreas gramadas e mobiliário urbano, tornando o ambiente mais confortável e adequado para atividades esportivas e de convivência.
Durante o lançamento da obra, o prefeito Márcio Corrêa destacou que os investimentos fazem parte de um conjunto de ações voltadas ao desenvolvimento dos bairros e à melhoria da qualidade dos serviços públicos.
“Essa é uma região que temos olhado com muito cuidado. Na próxima semana teremos a entrega de centenas de escrituras no Paraíso e também estamos trabalhando para transformar o Abadia Lopes em uma unidade 24 horas, com o intuito de descentralizarmos esse tipo de atendimento”, afirmou.
Outro destaque da revitalização será a implantação de uma academia ao ar livre, uma Academia da Terceira Idade (ATI) e um playground infantil, ampliando as opções de lazer para crianças, jovens, adultos e idosos. A proposta é transformar o espaço em um ponto de encontro da comunidade, incentivando a prática de atividades físicas e fortalecendo a ocupação dos espaços públicos.

Segundo a Prefeitura, investimentos em equipamentos esportivos e áreas de convivência também contribuem para a promoção da saúde, da integração social e da prevenção da violência, ao oferecer alternativas de esporte e recreação para diferentes faixas etárias.
A revitalização da Quadra Poliesportiva da Vila Mariana integra uma série de intervenções realizadas pela atual gestão em diferentes regiões de Anápolis, que incluem reformas de unidades esportivas, construção de novos equipamentos públicos e melhorias na infraestrutura urbana. A expectativa é que, após a conclusão das obras, o espaço passe a oferecer mais segurança, acessibilidade e conforto para moradores, atletas e famílias que utilizam o local diariamente, fortalecendo o esporte e a qualidade de vida na comunidade.
Estimativas para PIB, Selic e dólar permanecem inalteradas em relação ao boletim da semana anterior
O Boletim Focus divulgado nesta 2ª feira (13.jul.2026) pelo Banco Central reduziu para 5,16% a projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país. Na semana anterior, a estimativa do documento para o IPCA estava em 5,30%.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional, a meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Leia a íntegra do boletim (PDF – 777 kB).
Para o PIB, soma de todas as riquezas produzidas no país, o mercado projeta 1,99%, mesmo valor da semana anterior.
Já a projeção para a taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano, se manteve em 14% para 2026. A estimativa para o câmbio, por sua vez, foi mantida em R$ 5,20.
Para 2027, o boletim elevou a projeção da inflação de 4,18% para 4,20%. A estimativa de crescimento do PIB caiu de 1,69% para 1,65%.
BOLETIM FOCUS
O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central com base em projeções de mais de 100 instituições do mercado financeiro. O relatório resume as expectativas para indicadores como inflação, câmbio, juros e crescimento da economia.
À medida que o Brasil se prepara para mais um processo eleitoral, um dos principais desafios da democracia permanece o mesmo: ampliar a representatividade de grupos historicamente sub-representados nos espaços de poder. Para enfrentar esse cenário, a legislação eleitoral brasileira reúne um conjunto de mecanismos destinados a promover maior equilíbrio na disputa por cargos eletivos, contemplando mulheres, pessoas negras, povos indígenas e pessoas com deficiência (PCDs).
As medidas vão desde a reserva mínima de candidaturas por gênero até regras para a distribuição proporcional de recursos públicos de campanha e do tempo de propaganda eleitoral gratuita. Também incluem instrumentos voltados à acessibilidade e ao enfrentamento da violência política de gênero, buscando assegurar condições mais equitativas de participação.
Cota de gênero
A principal ação afirmativa prevista na legislação eleitoral é a reserva mínima de candidaturas femininas nas eleições proporcionais. A Lei Federal nº 9.504, de 1997 (Lei das Eleições), determina que cada partido político ou federação deve preencher, no mínimo, 30% e, no máximo, 70% das candidaturas de cada gênero para a disputa de vagas na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas, na Câmara Legislativa do Distrito Federal e nas câmaras municipais.
A medida, que também inclui percentual similar para tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, busca ampliar a presença feminina na política e reduzir a histórica desigualdade de representação. No entanto, especialistas em direito eleitoral observam que o cumprimento da cota de candidaturas, isoladamente, não garante igualdade de oportunidades durante a campanha.
Para Nara Bueno, advogada especializada em direito eleitoral, a reserva mínima de 30% das candidaturas para cada gênero, prevista no § 3º do artigo 10 da Lei nº 9.504/1997, representa um importante mecanismo de inclusão, mas ainda está longe de garantir maior representatividade feminina nos parlamentos. Segundo ela, o próprio fato de a regra ser popularmente conhecida como “cota das mulheres” revela a condição histórica de sub-representação feminina na política brasileira.
A especialista explica que a exigência legal, embora necessária, não é suficiente para transformar uma cultura política construída ao longo de séculos, na qual as mulheres foram afastadas dos espaços de poder e das decisões públicas. “Uma cota de gênero, sem outras medidas que promovam mudanças estruturais na cultura política brasileira, não se mostra tão eficaz”, avalia Nara Bueno.
Desafios de representatividade
Nara Bueno destaca que, entre os principais entraves à eleição de mulheres para cargos legislativos, estão o acesso desigual aos recursos financeiros destinados às campanhas e a baixa presença feminina em posições de liderança dentro dos partidos políticos. De acordo com ela, essas dificuldades surgem antes mesmo do início da campanha eleitoral e comprometem a competitividade das candidaturas femininas. “Para chegar ao eleitorado e disputar em condições mais equilibradas com os candidatos homens, as mulheres precisam superar obstáculos que começam dentro das próprias estruturas partidárias”, afirma.
A advogada explica que a cota de gênero prevista na legislação eleitoral diz respeito ao registro das candidaturas e não assegura, por si só, uma distribuição igualitária dos recursos de campanha entre as mulheres. Embora os partidos sejam obrigados a destinar às candidaturas femininas os recursos dos Fundos Eleitoral e Partidário em percentual proporcional ao número de candidatas, respeitando igualmente o piso de 30%, a definição de como esses valores serão distribuídos entre elas permanece sob responsabilidade das próprias legendas.
Esse processo costuma, segundo ela, refletir a estrutura interna dos partidos, cujos espaços de direção ainda são ocupados majoritariamente por homens. Na avaliação dela, é comum que os recursos sejam concentrados em um número reduzido de candidaturas femininas, em vez de contemplar um conjunto maior de mulheres, o que limita a competitividade e dificulta a ampliação da representação feminina nos cargos eletivos.
Um aspecto observado por Nara Bueno é o perfil das candidaturas femininas que conseguem concentrar maior apoio financeiro dos partidos. Segundo a advogada, os recursos costumam ser direcionados, com frequência, às chamadas “herdeiras políticas” — mulheres que possuem vínculos familiares com lideranças já consolidadas na vida pública.
Na avaliação da especialista, trata-se, em muitos casos, de esposas, filhas ou noras de políticos com trajetória eleitoral estabelecida, que acabam assumindo um papel de continuidade de grupos políticos familiares. Para Bueno, essa dinâmica evidencia que, além das dificuldades de acesso aos recursos, muitas mulheres ainda encontram barreiras para construir trajetórias políticas autônomas, desvinculadas de estruturas familiares e de redes de poder tradicionalmente dominadas por homens.
Enfrentamento à violência política
Outro avanço da legislação foi a aprovação da Lei Federal nº 14.192, de 2021, que criou mecanismos para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher, além de tipificar esse tipo de conduta como crime.
Entre as práticas passíveis de punição estão o assédio, o constrangimento, a humilhação, a perseguição e as ameaças dirigidas a candidatas ou detentoras de mandato eletivo em razão de sua atuação política. A pena prevista é de reclusão de um a quatro anos e multa, podendo ser aumentada em um terço quando o crime for cometido contra mulheres gestantes, idosas ou com deficiência.
Cotas étnico-raciais
As ações afirmativas também contemplam candidaturas de pessoas negras. Desde as eleições de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que a distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral, do Fundo Partidário e do tempo de propaganda eleitoral gratuita observe a proporção de candidaturas negras registradas por cada partido ou federação.
Para as eleições gerais de 2026, o TSE também regulamentou critérios específicos para as candidaturas indígenas. As legendas deverão assegurar a destinação proporcional de recursos públicos e do tempo de propaganda eleitoral a esses candidatos, ampliando as ações afirmativas voltadas à inclusão política dos povos originários.
Acessibilidade
No caso das pessoas com deficiência, a legislação eleitoral ainda não prevê cotas obrigatórias de candidaturas nem reserva específica de recursos financeiros. Em contrapartida, estabelece medidas para garantir acessibilidade durante todo o processo eleitoral, incluindo recursos de acessibilidade na propaganda eleitoral gratuita, adaptações para o exercício do voto e iniciativas voltadas à inclusão de eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida.
Atualmente, também não há previsão legal de cotas de candidaturas para outros grupos, como pessoas LGBTQIA+, quilombolas, jovens e idosos. A participação desses segmentos pode ser incentivada pelos partidos políticos, mas não há obrigatoriedade semelhante à existente para mulheres nem regras específicas de distribuição de recursos públicos.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
O estado de Goiás registrou mais um crime brutal contra a mulher. Gine Kelly Valadão de Castro, de 29 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido, William Constantino Dantas Silva, de 36 anos. O feminicídio aconteceu na noite deste sábado (11/7), na Rua Peru, localizada no Conjunto Habitacional Dona Norma Gibaldi, em Itumbiara, na região Sul do estado.
De acordo com a Polícia Civil, autor e vítima foram casados por nove anos e possuíam um histórico de idas e vindas recentes. No entanto, eles estavam separados há cerca de 30 dias. O crime aconteceu após uma discussão acalorada entre o ex-casal na residência, sendo presenciado pelas filhas menores de idade.
O delegado responsável pelo caso, Felipe Salla, informou que o suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar.
“Eles foram casados nove anos e tiveram algumas idas e vindas recentes. Possuem duas filhas, menores de idade, e atualmente eles se encontravam separados. Tinha trinta dias que eles estavam sem se relacionar”, relatou o investigador.
Segundo o delegado, o homem alegou em depoimento que a discussão começou por conta do horário em que Gine Kelly buscou as crianças. Ela havia deixado as filhas aos cuidados do ex-marido e combinado de retornar às 17h, mas voltou por volta das 23h. Durante a briga, o agressor pegou uma faca na cozinha e desferiu diversos golpes contra a vítima.
Equipes do Samu compareceram ao endereço, mas apenas puderam constatar o óbito de Gine Kelly no local. Após o ataque, o autor tentou fugir, mas mudou de ideia e retornou à cena do crime antes da chegada das equipes policiais, onde acabou detido.
O casal já tinha um histórico de violência doméstica registrado há quatro anos, época em que foram concedidas medidas protetivas à vítima. Contudo, as restrições perderam a validade porque os dois decidiram reatar o relacionamento posteriormente.
A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Técnico-Científica, e o caso segue sob apuração do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara.
O suspeito deve passar por audiência de custódia neste domingo (12/7). A defesa de William Constantino não foi localizada até a publicação desta reportagem.
Autor Manoel Messias Rodrigues







