9 de junho de 2026
  • 02:40 Cármen critica votação do Senado que restringiu aborto para crianças
  • 22:55 Solenidade vai celebrar 70 anos da Associação de Combate ao Câncer em Goiás
  • 19:12 Câmara de Aparecida aprova projetos e barra honrarias a corruptos
  • 15:27 Mercado eleva projeção da Selic para 13,5% em 2026
  • 11:43 Parlamento goiano homenageia 24 profissionais em sessão solene promovida pelo deputado Ricardo Quirino


Ministra disse que celeridade em que se deu a votação inibiu o debate público e acrescentou que caso pode parar na Corte

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou a rapidez com que o Senado derrubou a resolução do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) que orientava o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual em casos de aborto legal. A declaração foi feita em entrevista à jornalista Andréia Sadi, no programa Pod_i, da GloboNews. 

Eu vi com certo estupor da minha parte”, disse a ministra.

Cármen afirmou que não comentaria o mérito da decisão, porque o caso pode chegar ao Supremo, mas disse ter ficado perplexa com a velocidade da votação.

O Senado aprovou na semana passada um projeto de decreto legislativo que suspende a resolução nº 258 de 2024 do Conanda. A norma estabelecia diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, inclusive em casos nos quais a legislação brasileira já permite a interrupção da gravidez, como estupro, risco de morte à gestante e anencefalia do feto.

Cármen Lúcia disse que não anteciparia posição sobre o conteúdo da decisão, mas criticou a “votação relâmpago” de um tema que considera “denso” e “tenso”. Segundo ela, assuntos que envolvem restrição de direitos ou criação de novas normas precisam ser debatidos de forma ampla pela sociedade.

O que me causou perplexidade foi exatamente a rapidez, a celeridade e a falta de um debate público amplo sobre isso”, afirmou. 

A ministra também citou a Constituição de 1988. Disse que o texto constitucional estabeleceu o direito à informação como direito fundamental, para que os cidadãos possam escolher livremente e participar do debate público.

Cármen afirmou ainda que o tema “pode ser objeto de questionamento” no Supremo. Segundo ela, se isso ocorrer, caberá ao Judiciário avaliar se a decisão está de acordo com os direitos fundamentais “das meninas” e “das famílias das meninas” determinados pela Constituição.



Autor Poder360 ·


Por iniciativa do deputado Antônio Gomide (PT), a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) realizará, na noite desta terça-feira, 9, sessão solene em celebração aos 70 anos do Hospital Araújo Jorge – Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG). O encontro, previsto para as 19 horas, terá local no Plenário Iris Rezende e oportunizará a concessão do Certificado do Mérito Legislativo.

Fundada em 1956 pelo médico Alberto Augusto de Araújo Jorge, a ACCG atua na assistência a pacientes com câncer em Goiás. Atualmente, o Hospital de Câncer Araújo Jorge atende pacientes dos 246 municípios goianos e responde por cerca de 70% dos atendimentos oncológicos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, além de receber pacientes de outras unidades da federação.

Como instituição filantrópica privada, o hospital realiza mais de um milhão de procedimentos por ano, entre consultas, internações, cirurgias, aplicações de quimioterapia e sessões de radioterapia. A atuação da entidade também inclui ações voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença.

Antônio Gomide ressalta que a ACCG realiza mais de um milhão de procedimentos por ano, entre consultas, internações, cirurgias, aplicações de quimioterapia e sessões de radioterapia, beneficiando cerca de 80 mil pessoas. A instituição também é a única a oferecer atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes com câncer em Goiás, acompanhando aproximadamente 500 pacientes por mês.

A sessão contará com a presença de representantes da instituição, em Goiânia, e da unidade oncológica de Anápolis, além de autoridades, profissionais da saúde, voluntários e convidados. A homenagem enaltece a trajetória da instituição e sua contribuição para o fortalecimento da assistência oncológica no Estado.

Assim, é um reconhecimento à atuação da entidade em benefícios e cuidados com a população goiana e brasileira. O evento terá transmissão ao vivo pelo canal da Alego no Youtube e no app Deputado Aqui.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Câmara de Aparecida de Goiânia aprovou, nesta segunda-feira (8/6), duas importantes propostas voltadas para transparência e cidadania. A primeira delas é o Projeto de Lei Nº 023/2026, enviado pelo Poder Executivo, que institui e organiza o novo Sistema Municipal de Defesa do Consumidor (SMDC), alinhando a cidade às diretrizes do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e do sistema nacional.

O novo sistema unifica as ações de proteção em três frentes: o Procon Municipal, que cuida de atendimentos e sanções; o Conselho Municipal (Condecon), formado de maneira plural com representantes da OAB e do setor produtivo para gerenciar políticas públicas; e o Fundo Municipal (FMDC), que financiará campanhas educativas e a fiscalização usando o dinheiro arrecadado com as multas.

Durante a votação, os vereadores Gilsão Meu Povo (MDB), Rogério Almeida (MDB), Tatá Teixeira (União) e Neto Gomes (Mobiliza) incluíram emendas ao texto do consumidor. As mudanças garantem critérios mais claros e técnicos para a aplicação de penalidades, classificando as infrações de leves a gravíssimas de acordo com o dano econômico e permitindo o direito a recursos e advertências prévias.

Na mesma sessão, o Legislativo aprovou o Projeto de Lei Nº 160/2025, apresentado pelo vereador Gleison Flávio (sem partido). A nova regra proíbe os Poderes Executivo e Legislativo de batizar prédios, ruas e praças públicas ou conceder medalhas e títulos honoríficos a pessoas condenadas em definitivo por atos de improbidade administrativa, crimes de corrupção ou infrações éticas.

A restrição aprovada pelos parlamentares também barra homenagens oficiais a indivíduos envolvidos em tortura, trabalho escravo, violações dos direitos humanos e maus-tratos a animais. De acordo com o texto, o município terá o prazo de até um ano para trocar os nomes de bens e logradouros públicos que estejam em desacordo com a lei atual.

O autor da proposta argumenta que as honrarias oficiais concedidas pela cidade devem refletir rigorosamente os valores éticos e republicanos previstos na Constituição Federal, servindo sempre como uma referência positiva para a sociedade. Ambos os projetos de lei seguem agora para a sanção ou veto do Poder Executivo.

Projetos aprovados destacam cultura e profissões

A Câmara de Aparecida instituiu nesta segunda-feira (8/6) o Dia Municipal da Secretária e do Secretário, a ser celebrado em 30 de setembro. Proposta pelo vereador Tatá Teixeira, a lei reconhece a importância estratégica da categoria e prevê uma semana anual de eventos voltados à valorização profissional nos setores público e privado.

Na mesma sessão, os vereadores aprovaram o projeto de Neto Gomes que declara o tradicional “Arraiá Mont Serrat” como Patrimônio Cultural Imaterial do município. O reconhecimento visa preservar a identidade das festas juninas e incentivar manifestações artísticas locais, consolidando o evento como referência comunitária, histórica e gastronômica.

Projeto de Neto Gomes declara o tradicional “Arraiá Mont Serrat” como Patrimônio Cultural Imaterial do município

O reconhecimento do evento junino fundamenta-se em sua capacidade de impulsionar o turismo cultural e movimentar a economia local. O festejo abre espaço e gera oportunidades diretas de renda para pequenos comerciantes, artistas regionais, empreendedores e trabalhadores autônomos da cidade.

As duas matérias aprovadas pelos vereadores seguem agora para a sanção do Poder Executivo, promovendo tanto o fortalecimento da identidade profissional dos secretários quanto o resgate histórico e comunitário de uma das festas mais populares do município.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Boletim Focus também mostra alta da expectativa para o IPCA de 2026, que passou de 5,09% para 5,11%

Economistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para a taxa básica de juros (Selic) ao fim de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta 2ª feira (8.jun.2026). A mediana das estimativas passou de 13,25% para 13,5% ao ano. Para 2027, a expectativa subiu de 11,25% para 11,5%. Eis a íntegra (PDF – 765 kB)

O relatório também mostrou nova deterioração das expectativas para a inflação. A projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026 avançou de 5,09% para 5,11%, na 13ª alta consecutiva. Para 2027, a estimativa passou de 4,02% para 4,03%.

Os números permanecem acima da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central, de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Para 2028, a expectativa para o IPCA recuou ligeiramente de 3,66% para 3,65%, enquanto a projeção para 2029 foi mantida em 3,5%.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 subiu de 1,9% para 1,91%. Para 2027, permaneceu em 1,7%. Já as projeções para 2028 e 2029 seguiram em 2%.

Dólar tem revisão para baixo

O mercado reduziu novamente as projeções para o câmbio. A expectativa para o dólar ao fim de 2026 caiu de R$ 5,16 para R$ 5,15. Para 2027, recuou de R$ 5,25 para R$ 5,20.
As estimativas para 2028 foram mantidas em R$ 5,30. Para 2029, houve redução de R$ 5,40 para R$ 5,35.

Atualmente, a Selic está em 14,50% ao ano. O Boletim Focus reúne semanalmente as projeções de instituições financeiras e consultorias para indicadores como inflação, juros, atividade econômica e câmbio. As estimativas são acompanhadas pelo Banco Central e servem de referência para as decisões de política monetária.



Autor Poder360 ·


Profissionais de diversas áreas tiveram o trabalho reconhecido em sessão solene no Parlamento goiano na noite de quarta-feira, 3 de setembro de 2026, por iniciativa do deputado Ricardo Quirino, do Republicanos. Foram homenageados policiais e bombeiros militares, policiais civis, líderes comunitários, representantes religiosos, profissionais da comunicação e membros da sociedade civil que, em suas atividades, contribuem para o desenvolvimento e o fortalecimento do Estado.

Ao todo, 24 pessoas, em sua maioria policiais militares, receberam o Certificado do Mérito Legislativo e a Medalha Pedro Ludovico Teixeira em reconhecimento às trajetórias profissionais e ao impacto positivo das ações junto à sociedade. A solenidade foi realizada no Plenário Iris Rezende da Casa de Leis.

“A Medalha Pedro Ludovico Teixeira é uma forma de agradecer e reconhecer homens e mulheres que fazem a diferença em suas áreas de atuação e ajudam a construir um Goiás mais seguro, humano e desenvolvido. São protagonistas de histórias de dedicação que merecem ser destacadas e celebradas”, afirmou o parlamentar.

A mesa diretiva da sessão foi presidida por Quirino, que teve ao seu lado o vereador de Goiânia Isaías Ribeiro (Republicanos), representante da Câmara Municipal de Goiânia; o diretor executivo da Rede Record de Televisão em Goiás, Cícero Soares Rocha; o bispo da Igreja Luz para os Povos, Eduardo de Sousa Veiga; o mediador social e pastor Wellington Martins Cardoso; o subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança do Distrito Federal, tenente-coronel Luiz Gustavo Danzmann; a major do Corpo de Bombeiros Militar Luciana Dutra e a primeiro-sargento do Corpo de Bombeiros Militar Daniela Benigno Chagas.

Ricardo Quirino disse que honrar cidadãos que atuam em prol da população é também função de uma casa legislativa, especialmente daqueles que, muitas vezes, não são vistos pela maioria. “Todos os homenageados aqui têm trabalhos relevantes e existem pessoas que desenvolvem um trabalho que fica quase no anonimato, sem muita divulgação. Então, estamos reconhecendo pessoas muito importantes para o desenvolvimento de Goiás.”

O parlamentar ressaltou que pretendia condecorar mais pessoas merecedoras, mas a quantidade de medalhas que pode ser concedida por cada deputado é limitada, portanto, os homenageados foram escolhidos com critério. “É a maior honraria concedida pelo Legislativo estadual para pessoas que realmente têm feito a diferença. Parece apenas uma solenidade, uma simples medalha, mas por trás de tudo isso há o Parlamento, não só os 41 deputados, mas também os assessores. Todos os que frequentam esta Casa dizem ‘eles merecem’.”

Herói mirim

Na sequência do evento, a cantora gospel Lorrane Luz, também homenageada, fez apresentação musical interpretando um hino evangélico. Em seguida, foi exibido um vídeo-reportagem da Rede Record que mostra um garoto de 11 anos que salvou uma pessoa engasgada. Ele é filho da bombeira Daniela Benigno Chagas, uma das condecoradas com a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, e aprendeu a manobra de desengasgo quando participou do projeto Bombeiro Mirim, desenvolvido pela corporação em Goiás.

Ricardo Quirino afirmou que a mãe do garoto, a sargento Daniela Benigno Chagas, foi exemplo para o filho e justificou a exibição da reportagem. “Uma vida que ele ajudou a salvar já seria justo a gente entregar essa medalha à senhora. Uma vida não tem preço, é muito valiosa.”

Representante de uma das maiores emissoras de TV do Estado, o diretor executivo da Record Goiás, Cícero Rocha, afirmou que se sentia lisonjeado e agradecido pela homenagem recebida. “Receber a maior honraria concedida pelo Poder Legislativo estadual, uma medalha tão importante como essa, para mim, é motivo de muita felicidade. Estou feliz por estar aqui hoje representando a Record e recebendo essa honraria. Para nós é um prazer imenso.”

Ele ressaltou que o reconhecimento ultrapassa o caráter pessoal e se estende a todos os colaboradores da Record, responsáveis pelo trabalho de qualidade apresentado pela emissora. “A Record aqui no Estado tem uma representatividade muito grande, e tudo isso graças a um trabalho em equipe, com efetivo de primeira qualidade. São profissionais que merecem todo o nosso respeito, então compartilhamos essa homenagem com eles.”

Vidas compartilhadas

O tenente-coronel Luiz Gustavo Danzmann recebeu a Medalha Pedro Ludovico Teixeira e discursou em nome dos demais homenageados. O militar destacou a honra de ter sido convidado para uma solenidade tão simbólica, em um Estado que tanto tem em comum com o Distrito Federal. “Goiás e o Distrito Federal compartilham muito mais do que fronteiras. Compartilham pessoas, vidas, famílias, sonhos, aspirações, compartilham interesse público. E essa solenidade de concessão da Medalha Pedro Ludovico Teixeira, para todos nós, servidores públicos, é também um momento de singular importância.”

Ele enfatizou que os servidores da segurança pública de Goiás são referência para todo o país, inclusive para as forças do Distrito Federal, o que aumenta a relevância do reconhecimento. “Sinto-me muito feliz por estar aqui na presença de tantos colegas, policiais e bombeiros militares, e de outras pessoas que estão sendo homenageadas.”

A solenidade seguiu com a entrega da Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira aos outros 23 homenageados. Antes do encerramento, foi feita a foto oficial do evento pelo fotógrafo da Agência Assembleia de Notícias, Sérgio Rocha, com a presença de todos os homenageados e do deputado Ricardo Quirino.

A transmissão completa da solenidade pode ser conferida no canal da TV Assembleia Legislativa no Youtube.  

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Microempresárias do setor de turismo vítimas de violência doméstica ou de gênero poderão suspender temporariamente os pagamentos de financiamentos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) e ampliar seus prazos de carência. A medida, anunciada pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, vale tanto para novos contratos quanto para parcelas em andamento.

O objetivo da flexibilização é oferecer proteção integral e suporte financeiro para que as empreendedoras preservem seus negócios e superem momentos de crise.

“A medida vai permitir que as mulheres que enfrentam momento difícil contem com carência maior nos financiamentos do Fungetur, dando estabilidade para preservar seus negócios e, depois, voltar a arcar com as parcelas”, afirmou Feliciano, ao anunciar a medida durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa.

Na prática, além de congelar as parcelas por até seis meses, o fundo estendeu os prazos de quitação. Para investimentos em capital fixo, a amortização subiu para 246 meses e a carência para 66 meses. No financiamento de bens e no capital de giro isolado, o prazo de pagamento passou para 126 meses, com carências de 54 e 30 meses, respectivamente.

Para receber o benefício, a solicitante deve comprovar a violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial prevista na Lei Maria da Penha. É obrigatória a apresentação de documentos oficiais, como medidas protetivas ou boletins de ocorrência.

Mecanismo protege mercado e autonomia de 10 milhões de mulheres

Para o Ministério do Turismo, a ação funciona como uma salvaguarda para o mercado de trabalho. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registra mais de um milhão de atendimentos anuais relacionados à violência de gênero.

Como mais de 10 milhões de mulheres chefiam negócios no país, a pasta alerta que as agressões agravam a vulnerabilidade econômica dessas gestoras. O impacto atinge diretamente o faturamento, a manutenção de empregos e a sustentabilidade dos empreendimentos turísticos.

A expectativa do governo federal com a nova regulamentação é “ampliar as condições de acesso e permanência das mulheres nas linhas de financiamento do Fungetur, reduzir os impactos econômicos da violência de gênero sobre os negócios e fortalecer a autonomia financeira feminina”.

Em Goiás, recursos do fundo são operados pela GoiásFomento

Em Goiás, o Fungetur é operado prioritariamente pela GoiásFomento, além de instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Sicredi. A linha de crédito atrai o setor produtivo por oferecer taxas de juros reduzidas e prazos de pagamento facilitados.

Esses recursos funcionam como uma alavanca estratégica para expandir, reformar ou garantir o capital de giro de empresas como pousadas, agências de viagens e restaurantes da cadeia turística goiana.

Para obter o financiamento, a microempresária deve cumprir requisitos básicos de formalização. O passo obrigatório é ter o registro ativo no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos) e, com a situação do CNPJ regularizada, submeter a proposta diretamente ao banco operador escolhido.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Disputa civil sobre um acordo de divórcio se transforma em investigação criminal e ex-casal pode se condenado a 10 anos de prisão

Uma disputa civil sobre um acordo de divórcio transformou-se em uma investigação criminal depois que um tribunal local percebeu que 2 funcionários públicos chineses aposentados estavam brigando por quase 100 milhões de yuans (US$ 15 milhões) em bens —uma quantia que excedia em muito seus rendimentos oficiais.

O caso, que recentemente atraiu intenso escrutínio público na China, destaca a riqueza exorbitante acumulada por alguns funcionários de nível médio durante as décadas de crescimento econômico do país, bem como os riscos de expor disputas domésticas em tribunais públicos.

Em uma decisão que rejeitou o processo civil, o Tribunal Popular do Distrito de Putuo, em Xangai, declarou que os bens do casal eram “obviamente incompatíveis” com sua renda legal e que eles não apresentaram uma explicação razoável. O tribunal arquivou o caso, encaminhando-o para investigadores criminais e repassando as pistas de corrupção para órgãos anticorrupção.

A disputa começou quando um funcionário público aposentado, identificado nos autos do processo apenas pelo sobrenome Wang, processou sua ex-mulher, identificada apenas como Zhang, buscando a divisão de 14 imóveis avaliados em 98,7 milhões de yuans. O casal se casou em 1976 e concordou com o divórcio em 2007, mas não dividiu os bens em comum na época.

Em um processo anterior na província de Jiangsu, Wang havia solicitado a divisão de bens avaliados em um valor ainda maior, de 140 milhões de yuans, antes que o caso fosse transferido para Xangai.

A batalha judicial rapidamente se transformou em uma exposição mútua de patrimônio não declarado, com cada lado listando os principais bens do outro, de acordo com a decisão do tribunal.

Wang acusou Zhang de possuir ou receber diversas somas elevadas, incluindo 10 milhões de yuans devolvidos por um ex-colega e 25 milhões de yuans provenientes de um caso de fraude corporativa em 2010.

Ele também alegou que ela recebeu 32 milhões de yuans ao se desvincular de um investimento em um projeto entre 2015 e 2016 e arrecadou mais de 30 milhões de yuans em comissões da Baoyu Coal Transportation and Marketing Co. entre 1997 e 2007.

Wang alegou ainda que Zhang possuía 5 milhões de yuans em dívidas com terceiros e que certa vez se gabou de ter perdido entre 60 e 70 milhões de yuans no mercado de ações.

Em resposta, Zhang detalhou os consideráveis ​​bens de Wang. Ela afirmou que ele possuía propriedades em Pequim e Zhengzhou, além de uma dívida de 4 milhões de yuans com um indivíduo identificado apenas pelo sobrenome Wu.

Ela também mencionou os produtos de gestão de patrimônio e fundos fiduciários do HSBC de Wang, que, segundo ela, totalizavam mais de 5,41 milhões de yuans e 2,01 milhões de yuans, respectivamente, além de um fundo fiduciário pessoal de HK$ 2,5 milhões (US$ 320 mil) mantido no HSBC.

Zhang também apresentou extratos bancários mostrando que uma conta em nome de Wang teve transações totalizando 31,6 milhões de yuans entre agosto de 2007 e dezembro de 2008, com 27,5 milhões de yuans transferidos de sua conta de negociação de ações.

O tribunal observou que Wang passou sua carreira no sistema ferroviário e em empresas estatais, aposentando-se em 2016 da China Energy Investment no cargo de vice-diretor-geral —uma posição oficial de nível médio.

Zhang era anteriormente policial e foi posteriormente transferida para outra delegacia, embora tenha efetivamente parado de trabalhar após se mudar para Xangai, de acordo com a sentença.

De acordo com a lei chinesa, o caso acarreta graves riscos legais para ambas as partes. O Artigo 395 do Código Penal da China tipifica como crime a posse de bens de grande valor não identificados. Segundo o artigo, quando os bens ou despesas de um funcionário público excedem claramente sua renda lícita e o indivíduo não consegue explicar a origem da discrepância, o excesso é tratado como ganho ilícito.

A pena para tal crime é de até 5 anos de prisão para discrepâncias “enormes” e de 5 a 10 anos para discrepâncias “extremamente enormes”.

De acordo com uma interpretação judicial emitida em abril de 2026 pelo Supremo Tribunal Popular e pela Suprema Procuradoria Popular, uma discrepância é definida como “enorme” se exceder 3 milhões de yuans e “extremamente enorme” se exceder 10 milhões de yuans.

Segundo esses critérios, a magnitude dos bens expostos nos processos de divórcio de Wang e Zhang pode colocar ambos em risco de longas penas de prisão, caso sejam considerados culpados de corrupção.

A decisão do tribunal de Xangai de rejeitar o processo civil baseou-se nas diretrizes do Supremo Tribunal Popular, que estabelecem que, se um tribunal descobrir suspeitas de crimes econômicos durante o julgamento de uma disputa econômica civil, deve arquivar o caso e entregar as provas aos investigadores criminais.

A sentença foi proferida em setembro de 2023, mas passou praticamente despercebida até ser publicada online no início deste ano e começar a circular amplamente nas redes sociais chinesas nos últimos dias, provocando intensos debates sobre a riqueza oculta de funcionários públicos.

Um advogado representando uma das partes recusou-se a comentar.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 4.jun.2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



Autor Poder360 ·


A educação municipal de Rio Verde vive um momento histórico com a realização da primeira edição da Expedição do Saber, programa criado pela Prefeitura que está levando estudantes da rede pública para uma experiência internacional em Portugal. A iniciativa contempla 30 alunos do 4º ano do Ensino Fundamental e profissionais da educação, que embarcaram rumo a Lisboa para uma imersão cultural e pedagógica inédita na história do município.

Antes da viagem, os participantes receberam uniformes e kits de viagem em uma cerimônia marcada por emoção, expectativa e orgulho das famílias. Todas as despesas são custeadas pela administração municipal, incluindo passagens aéreas, hospedagem, alimentação, passaporte, seguro de viagem e ingressos para as atividades programadas.

Lançada no final de 2025, a Expedição do Saber foi idealizada para complementar o aprendizado desenvolvido em sala de aula, oferecendo aos estudantes contato direto com a história, a cultura e os aspectos educacionais de Portugal. A proposta busca estimular o interesse pelo conhecimento, ampliar perspectivas e fortalecer a formação cidadã dos participantes.

O secretário municipal de Educação, Miguel Ribeiro, destacou que a iniciativa representa um investimento estratégico na formação das novas gerações.

“A Expedição do Saber é um investimento no futuro dessas crianças. Estamos proporcionando uma oportunidade única de aprendizado, conhecimento e ampliação de horizontes”, pontuou.

“Queremos que nossos alunos entendam que a educação pode levá-los a qualquer lugar do mundo”, conclui o secretário.

Secretário municipal de Educação, Miguel Ribeiro, na preparação dos profissionais da Educação que acompanham os alunos na ‘Expedição do Saber’ // Foto: Secom

A expectativa também tomou conta dos estudantes selecionados. Para muitos deles, a viagem representa a primeira experiência fora do Brasil e até mesmo o primeiro contato com uma viagem de avião.

“Eu nunca viajei de avião e muito menos para outro país. Estou muito feliz e ansiosa para conhecer Portugal e aprender coisas novas para contar aos meus colegas quando voltar”, relatou a estudante Valentina Ferreira.

Durante a estadia em Lisboa, os participantes visitarão museus, monumentos históricos, centros culturais e instituições educacionais, vivenciando conteúdos diretamente ligados à formação histórica, linguística e cultural que conecta Brasil e Portugal. A programação foi elaborada para transformar a viagem em uma extensão prática do ambiente escolar.

A iniciativa integra a política educacional da atual gestão, considerada uma das ações mais inovadoras já desenvolvidas pela rede municipal de ensino.

A expectativa da Prefeitura é ampliar o alcance do programa nas próximas edições, oferecendo a oportunidade a um número ainda maior de estudantes e profissionais da educação.

Autor Flávio Veras


Organização questiona projeto aprovado em 1º turno pela Câmara de São Paulo que veta menores de 18 anos em eventos da comunidade

A organização da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo afirmou neste domingo (7.jun.2026) que tentativas de restringir a participação de jovens e retirar o evento das vias públicas são um ataque à liberdade de expressão, ao direito de ocupação da cidade e à diversidade da sociedade brasileira.

Em manifestação enviada à imprensa, a organização disse que a Parada “enfrenta quem tenta derrubá-la desde a primeira edição” e avaliou esse movimento como parte de “uma onda conservadora que busca promover o retrocesso de direitos conquistados”.

A nota foi divulgada no dia da 30ª edição da Parada, realizada na avenida Paulista, em São Paulo. O evento tem como tema “30 anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma” e busca relacionar mobilização nas ruas, participação política e defesa de direitos da população LGBTQIA+. 

O evento confirmou nomes da esquerda para discursar, como Guilherme Boulos (Psol-SP), ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e as deputadas federais Erika Hilton (Psol-SP) e Sâmia Bomfim (Psol-SP).

PROJETO NA CÂMARA 

A manifestação cita a tentativa de restringir a presença de jovens e retirar o evento das vias públicas. O tema ganhou força depois que a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em 1º turno, em 20 de maio, o PL 50 de 2025, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil). Leia a íntegra (PDF — 80 kB).

O texto impede a participação de crianças e adolescentes em eventos públicos ou privados que “façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+”, especialmente a Parada do Orgulho LGBTQIA+, mesmo com autorização dos responsáveis. A proposta também veda a ocupação e a interdição de vias públicas para a realização desses eventos.

Para virar lei, o projeto ainda precisa ser aprovado em 2º turno pela Câmara e depois seguir para sanção ou veto do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

PARADA REAGE A RESTRIÇÕES

Na nota, os organizadores afirmaram que a rua é “o espaço legítimo de manifestação” e que a educação para a diversidade deve incluir todas as gerações.

A organização também disse que a Parada é um espaço de encontro entre “festa e cidadania” e que a imagem que prevalece neste domingo é a de “milhões de pessoas ocupando a cidade com cores, música, afeto e respeito”.

Advogados ouvidos pela Agência Brasil classificaram o projeto como inconstitucional. Segundo a publicação, o advogado Ariel de Castro Alves, membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB (Organização dos Advogados do Brasil), disse que a proposta viola direitos como igualdade, liberdade de expressão, reunião, cultura e exercício da cidadania.

 



Autor Poder360 ·


O Governo de Goiás está com inscrições abertas para mais de 240 vagas gratuitas em cursos de formação artística oferecidos pelas Escolas do Futuro de Goiás (EFGs). As oportunidades contemplam os municípios de Catalão e Trindade e abrangem as áreas de dança e música, fortalecendo uma política pública voltada à democratização do acesso à cultura, à qualificação profissional e ao desenvolvimento de talentos em diferentes regiões do estado.

As vagas integram os Núcleos de Promoção e Desenvolvimento Artístico, iniciativa que busca ampliar as oportunidades de formação cultural para crianças, jovens e adultos, especialmente estudantes da rede pública e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Em Catalão, estão disponíveis 93 vagas para os cursos de Dança Árabe Oriental e Danças Urbanas, com turmas nos períodos matutino, vespertino e noturno. As inscrições seguem abertas até o dia 12 de junho.

Já em Trindade, são ofertadas 154 vagas para o curso de Instrumento Musical – Violão, nos níveis iniciante, intermediário e avançado, com aulas pela manhã e à tarde. Neste caso, os interessados podem se inscrever até o dia 20 de junho.

As inscrições devem ser realizadas pelo portal das Escolas do Futuro, onde também estão disponíveis os editais com todas as informações sobre requisitos, cronograma e critérios de seleção.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, destacou que os cursos representam mais uma ação voltada à inclusão e ao fortalecimento da educação profissional e cultural em Goiás.

“Estamos ampliando as oportunidades para que crianças, jovens e adultos tenham acesso gratuito a uma formação profissional de qualidade, que contribui tanto para o desenvolvimento de talentos quanto para a inclusão social” pontuou.

“As Escolas do Futuro de Goiás cumprem um papel estratégico ao levar conhecimento, cultura e novas perspectivas para a população dos municípios goianos”, conclui José Frederico.

Idade mínima em Catalão é de 14 anos, em Trindade, oito

Para participar do processo seletivo, os candidatos devem atender aos critérios definidos em cada edital. Em Catalão, a idade mínima exigida é de 14 anos. Já para os cursos de Trindade, os interessados devem ter pelo menos oito anos de idade. Nos níveis intermediário e avançado de violão, será necessário comprovar formação ou aprovação em etapas anteriores.

A seleção ocorrerá por ordem de inscrição até o preenchimento das vagas disponíveis e formação das turmas. Os candidatos aprovados serão comunicados diretamente pelas unidades das Escolas do Futuro por meio dos contatos cadastrados no ato da inscrição.

Desde 2021, as Escolas do Futuro de Goiás são administradas pela Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT), em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). A iniciativa tem ampliado o acesso à formação tecnológica, profissional e cultural, consolidando-se como uma das principais ferramentas de qualificação e inclusão social promovidas pelo Governo de Goiás.

Autor Rogério Luiz Abreu