17 de janeiro de 2026
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Com voos internacionais, companhia chegou a 864 decolagens e levou 133,7 mil passageiros na 3ª feira (6.jan)

A Latam Airlines efetuou 801 voos domésticos na 3ª feira (6.jan.2026), alcançando o maior número de operações nacionais em um único dia desde o início de suas atividades no país. A companhia aérea transportou mais de 133.700 passageiros, considerando também seus voos internacionais realizados na mesma data.

No total, a empresa contabilizou 864 decolagens em território brasileiro na 3ª feira (6.jan), somando operações nacionais e internacionais. Segundo a empresa, este desempenho integra a estratégia de expansão, que ampliou sua presença de 44 para 60 aeroportos desde 2021.

“Esse marco é resultado direto de uma estratégia de crescimento consistente e sustentável no Brasil, aliada a um trabalho altamente coordenado entre diversas áreas da companhia. Nosso foco diário é executar a malha planejada com segurança, previsibilidade e respeito ao tempo dos nossos clientes”, afirma Samuel Di Pietro, diretor do Centro de Controle e Operações Aéreas da Latam Brasil.

A companhia passou a operar em Uberaba (MG) em 2026 e projeta a abertura de voos para Juiz de Fora (MG), Caldas Novas (GO) e Campina Grande (PB) até o fim do ano. No mercado internacional, a Latam mantém ligações com mais de 90 destinos e planeja inaugurar, em 2026, rotas diretas para Amsterdã (Holanda), Bruxelas (Bélgica), Cidade do Cabo (África do Sul) e Punta Cana (República Dominicana).

De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Latam mantém a liderança nos mercados doméstico e internacional do Brasil há 5 anos. 



Autor Poder360 ·


Medida representa uma mudança drástica para o mercado de viagens em recuperação entre os 2 vizinhos asiáticos

As companhias aéreas chinesas reduziram drasticamente centenas de voos programados para o Japão em dezembro, respondendo prontamente aos recentes alertas de viagem de Pequim com cortes de capacidade que ameaçam prejudicar um corredor turístico antes movimentado durante a alta temporada de fim de ano.

A medida representa uma mudança drástica para o mercado de viagens em recuperação entre os 2 vizinhos asiáticos. Com as transportadoras chinesas controlando a maior parte da capacidade nas rotas China-Japão, os cortes podem prejudicar varejistas e empresas de hospitalidade japonesas que dependem de turistas chineses, conhecidos por gastar muito.

O recuo acentuado se deu depois de avisos divulgados em meados de novembro pelos ministérios das Relações Exteriores, da Cultura e Turismo e da Educação da China, que orientaram os cidadãos a evitarem viagens ao Japão após declarações controversas da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan.

As aéreas chinesas agiram rapidamente. Segundo a empresa de análise de aviação Cirium, em 24 de novembro, as transportadoras haviam removido 268 voos e cerca de 97.000 assentos de suas programações de dezembro em comparação com os registros de 10 dias antes. 

A China Southern Airlines Co. Ltd. liderou o recuo, cortando 114 voos –cerca de 22% de seu plano original– e retirando cerca de 23.800 assentos do mercado. A China Eastern Airlines Corp. Ltd. e a Air China Ltd. cancelaram 69 e 46 voos, respectivamente. Essas estatais também ofereceram reembolsos de passagens depois dos avisos.

Os cancelamentos de voos para rotas programadas do final de novembro de 2025 a meados de janeiro de 2026 estão em torno de 12%, segundo a consultoria CADAS, com algumas rotas registrando mais de 50% dos voos cancelados. A empresa de dados de aviação Flight Master projeta que atingirão o pico de 21,6% em 27 de novembro –o nível mais alto em 1 mês.

As reduções não foram aplicadas de forma uniforme. Voos para destinos de lazer foram os mais afetados, enquanto rotas de negócios importantes permanecem em grande parte intactas. As conexões entre cidades chinesas e o Aeroporto Internacional de Kansai, em Osaka –que atende Kyoto e Nara– registraram as maiores quedas. A taxa de cancelamento para voos de Tianjin a Osaka atingiu 65%. A rota Nanjing–Osaka teve uma queda de 59,4%.

Li Hanming, gerente-geral da empresa de dados de voos Global Travel Data, sediada em Guangzhou, afirmou que a disparidade reflete o perfil dos passageiros. As rotas para Tóquio, que atendem viajantes de negócios e conexões de longa distância para a América do Norte, são mais resilientes. Em contraste, o tráfego para Osaka depende fortemente de viajantes de lazer ponto a ponto, que são especialmente sensíveis a avisos do governo.

De 15 A 24 de novembro, cerca de 600 mil passagens para voos com destino ao Japão foram reembolsadas, disse Li. As aéreas adotaram uma postura de cautela, com políticas de reembolso válidas até o fim de dezembro, deixando incerta a perspectiva para janeiro.

A turbulência ameaça prejudicar a recuperação do turismo internacional do Japão. As transportadoras chinesas controlam mais de 80% da capacidade aérea no corredor China-Japão. Segundo o BMI, unidade de pesquisa da Fitch Solutions, uma queda prolongada no número de visitantes chineses afetaria gravemente a receita turística.

Os turistas chineses são o grupo que mais gasta no Japão, com uma média de US$ 1.622 por pessoa no 3º trimestre de 2025, em comparação com US$ 1.488 para outros visitantes internacionais.

Relatório da BMI observou que, embora visitantes de EUA, Austrália e Sudeste Asiático possam compensar em volume, provavelmente não igualarão os gastos elevados dos chineses –que são essenciais para lojas duty-free de aeroportos e grandes redes de departamentos.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 26.nov.2025. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



Autor Poder360 ·