23 de fevereiro de 2026
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Assinada pelo deputado Virmondes Cruvinel (UB), a Lei nº 24.064, de 4 de fevereiro de 2026, institui a Política Estadual de Incentivo à Implementação de Telhados Verdes e já está em vigor.

Segundo a norma recém-sancionada pelo governador Ronaldo Caiado (PSD), telhado verde é aquele coberto, de forma parcial ou total, por vegetação. Trata-se de uma estratégia para reduzir o consumo de energia e melhorar o isolamento térmico das edificações, além de contribuir para a biodiversidade local. 

O estímulo à concessão de incentivos fiscais, de linhas de crédito e financiamento facilitados para a instalação da referida estrutura é exemplo de diretriz delineada pela norma. Outra é a prioridade, nos projetos de edificações públicas novas ou que passarão por grandes reformas, da inclusão, sempre que tecnicamente viável, de telhados verdes.

Na justificativa do projeto de lei avalizado pela Alego, Cruvinel defendeu que a novidade é urgente diante do cenário climático e energético atual. “Estudos realizados pela Universidade Federal de Goiás (UFG) demonstraram que a implementação de telhados verdes em edificações pode reduzir em até 30% o consumo de energia elétrica com refrigeração, além de contribuir para a redução da ilha de calor urbano”, explicou. 

O parlamentar também ressaltou outros possíveis benefícios ambientais, como a melhora da qualidade do ar e a diminuição do escoamento superficial de águas pluviais, conforme apontado pelo Instituto Goiano de Práticas Sustentáveis (IGPS).

As diretrizes técnicas a serem observadas em todas as edificações que adotem essa solução vão ser definidas de acordo com a conveniência e oportunidade pelo órgão competente. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Petroleira reduz em US$ 5 bilhões os aportes em projetos de baixo carbono e mira aumento de até 2,5 milhões de barris por dia

A BP (British Petroleum) anunciou nesta 4ª feira (26.fev.2025) que reduzirá seus investimentos em projetos de energia renovável para focar no aumento de sua produção de petróleo e gás. A petroleira britânica definiu o momento como um “recomeço” para a companhia.

A empresa informou que aumentou seu investimento no setor de óleo e gás para US$ 10 bilhões ao ano. Esse crescimento virá às custas de um corte de cerca de US$ 5 bilhões em projetos de baixo carbono.

A petroleira pretende aumentar sua produção de petróleo em até 2,5 milhões de barris até 2030, uma estratégia vista como um aceno aos acionistas. Os papéis da BP não têm performado bem na Bolsa de Londres, enquanto outras petroleiras têm se saído melhor. Desde abril de 2024, as ações da companhia acumularam uma queda de 20%.

“Aumentaremos o investimento e a produção upstream [em poços de petróleo] para nos permitir produzir energia com margens mais elevadas nos próximos anos”, disse o CEO da BP, Murray Auchincloss. “Seremos muito seletivos no nosso investimento na transição. Este é um ponto de redefinição, com um foco inabalável no crescimento do valor para os acionistas no longo prazo”.

Antes dessa mudança, a BP era vista como uma referência entre as petroleiras que decidiram transicionar do petróleo para fontes de energia de baixo carbono. Em 2020, sob a direção do ex-CEO Bernand Looney, a petroleira britânica se comprometeu a reduzir sua produção de óleo e gás em 40% até 2030. Em 2023, ano em que Looney renunciou, a companhia reduziu sua meta de redução para 25%. Agora, o foco volta a ser no aumento da produção.



Autor Poder360 ·