20 de janeiro de 2026
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A produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, segundo projeção divulgada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A estimativa considera o desempenho conjunto de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, com destaque para os veículos leves, que devem apresentar alta de 3,8% na produção ao longo do ano.

O crescimento ocorre em um ambiente descrito pelo setor como positivo, porém cercado por incertezas econômicas e regulatórias. Durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirmou que o setor vive um momento de “otimismo contido”, já que, apesar da expansão projetada, permanecem fatores de imprevisibilidade que podem impactar a cadeia automotiva.

Entre esses fatores estão os riscos geopolíticos, capazes de afetar o fornecimento global de insumos, e o fato de 2026 anteceder a entrada em vigor da reforma tributária, ainda sem definição clara das alíquotas que incidirão sobre os produtos do setor. Segundo Calvet, esse cenário exige cautela e acompanhamento constante das projeções ao longo do ano.

Em 2025, a produção de veículos no Brasil somou aproximadamente 2,6 milhões de unidades, crescimento de 3,5% em relação a 2024, mantendo o país na oitava posição do ranking mundial de produção automotiva. No mesmo período, as vendas internas alcançaram 2,69 milhões de unidades, alta de 2,1%, o que preservou o Brasil como o sexto maior mercado automotivo do mundo.

Apesar do avanço, os resultados ficaram abaixo das expectativas iniciais da Anfavea para 2025, que previa crescimento de 7,8% na produção e 5% no licenciamento. Ainda assim, a entidade considera o desempenho positivo, especialmente diante de um ano marcado por instabilidade econômica, discussões sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e forte elevação da taxa de juros, que passou de 12% para 15%.

No comércio exterior, o setor automotivo registrou desempenho expressivo em 2025. As exportações cresceram 32,1%, com quase 529 mil veículos comercializados no exterior. A Argentina foi o principal destino, com aumento de 85% nas compras em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa é de crescimento mais moderado, em torno de 1,3%, refletindo um ambiente internacional mais competitivo.

As importações também avançaram, com alta de 6,6%, impulsionadas sobretudo por veículos provenientes de países sem acordo de livre comércio com o Brasil. A China respondeu por 37,6% dos cerca de 498 mil veículos importados e emplacados no país em 2025. Para este ano, a Anfavea projeta possível redução das importações, à medida que novos fabricantes iniciem produção local, substituindo parte dos veículos anteriormente trazidos do exterior.

Outro ponto de atenção é o segmento de caminhões, que registrou queda de 46,4% na produção em 2025 e retração de 9,2% nos emplacamentos. Segundo a entidade, o desempenho está diretamente relacionado às altas taxas de juros, já que o mercado de caminhões possui forte correlação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e com o custo do crédito.

Nesse contexto, o programa Move Brasil, anunciado pelo governo federal, é visto como estratégico para 2026. A iniciativa prevê linhas de crédito com condições diferenciadas para a compra de caminhões, com o objetivo de estimular a atividade econômica e conter quedas mais acentuadas no setor.

A projeção da Anfavea indica que o setor automotivo brasileiro deve manter trajetória de crescimento em 2026, mas com margens mais estreitas e dependência direta de fatores macroeconômicos. A combinação entre previsibilidade tributária, redução do custo do crédito e fortalecimento das exportações será determinante para que o avanço esperado se consolide de forma sustentável, com impactos relevantes sobre emprego, investimentos e atividade industrial no país.

Análise crítica editorial

A projeção de crescimento de 3,7% na produção de veículos em 2026 revela um setor que avança, mas com passos calculados. O cenário combina recuperação gradual, desafios estruturais e um ambiente macroeconômico ainda restritivo. A indefinição sobre a reforma tributária, somada aos juros elevados e às incertezas no comércio internacional, limita decisões de investimento mais ousadas.

Ao mesmo tempo, o desempenho das exportações e o início da produção local por novos entrantes indicam oportunidades de médio prazo para fortalecer a indústria nacional. O sucesso dessas projeções dependerá, sobretudo, da previsibilidade regulatória, da evolução do custo do crédito e da capacidade do Brasil de reconquistar competitividade regional. Para o consumidor e para a economia, o setor automotivo segue como um termômetro relevante do crescimento e da confiança no país.

📸 Imagem/Reprodução: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Autor # Jornal Folha de Goiás


Uma ação de fiscalização resultou na apreensão de dois veículos envolvidos no descarte irregular de entulho em Aparecida de Goiânia. A operação foi realizada pela Guarda Civil Municipal (GCM), com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), na noite desta sexta-feira (9/1).

Os flagrantes ocorreram em setores diferentes da cidade. O primeiro caso foi registrado no Setor Vila Delfiore, após uma denúncia recebida pelo serviço de inteligência da GCM.

No local, os agentes encontraram materiais de construção e entulho descartados irregularmente na Rua Alexandre O Grande. Um veículo VW Fox Xtreme, que tracionava uma carretinha carregada de resíduos, foi localizado sem placa e sem número de chassi identificável.

Diante das irregularidades, o veículo foi apreendido e levado ao pátio da Semma. Lá foram iniciados os procedimentos administrativos, incluindo a aplicação de multa e o enquadramento por crime ambiental.

Prefeitura reforça que descarte irregular é crime ambiental e que fiscalizações seguem de forma permanente

Após essa primeira ocorrência, a equipe da GCM flagrou um segundo caso durante o retorno da operação. Desta vez, o descarte irregular foi visto no Setor Madre Germana.

O infrator utilizava um veículo Fiat Elba, também com uma carretinha repleta de entulho. Seguindo o mesmo procedimento, o automóvel foi apreendido e encaminhado ao pátio da Semma para a aplicação das penalidades legais.

Vamos coibir com rigor o descarte irregular de lixo e entulho’

O secretário municipal de Segurança Pública, coronel Godinho, afirma que as ações de fiscalização são contínuas e serão intensificadas nas próximas semanas. Ele destaca a importância da atuação integrada entre os órgãos para coibir crimes ambientais.

“A determinação do prefeito Leandro Vilela é clara: coibir com rigor o descarte irregular de lixo e entulho, que suja a cidade, causa prejuízos ao meio ambiente e compromete a qualidade de vida da população”, diz.

“Vamos seguir firmes com as fiscalizações e não haverá tolerância para esse tipo de crime”, acrescenta.

A prefeitura reforça que o descarte irregular é crime ambiental e que as fiscalizações seguem de forma permanente em todas as regiões. Denúncias podem ser feitas pelos telefones da GCM (62) 3238-7243/WhatsApp e da Semma (62) 98459-1661.

Autor Manoel Messias Rodrigues


A Polícia Civil de Goiás desarticulou um grupo suspeito de fraudar seguros de veículos em Goiânia. A Operação “Falso Sinistro” foi deflagrada nesta sexta-feira (12) pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores, resultando na prisão de três pessoas.

As investigações apontam que o prejuízo para as seguradoras chega a aproximadamente R$ 700 mil. O valor não inclui o lucro que os criminosos obtinham com a venda ilegal das peças dos veículos fraudados.

O caso começou a ser apurado após a comunicação de um suposto roubo de uma caminhonete em Goiânia, em maio deste ano. Uma mulher relatou à polícia que dois assaltantes encapuzados e armados haviam levado o veículo.

Durante as investigações, no entanto, surgiram indícios de que o crime não aconteceu. O delegado Fernando Gama explicou que a suposta ocorrência fazia parte de um esquema maior de fraudes, envolvendo pelo menos outros três casos semelhantes.

De acordo com as investigações, o grupo simulava roubos para justificar o desaparecimento dos carros. Os veículos eram então desmanchados e suas peças eram comercializadas de forma clandestina. Paralelamente, os integrantes do esquema acionavam as seguradoras para receber indenizações de forma indevida.

O principal investigado utilizava sua própria estrutura comercial e um lote vizinho à sua residência como ponto de desmonte e armazenamento das peças destinadas à venda ilegal.

Na fase operacional, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão domiciliar, todos na capital goiana. Foram presos a mulher que fez a falsa comunicação de crime, o pai dela e o proprietário de um estabelecimento comercial de autopeças, apontado como líder do esquema.

Autor Manoel Messias Rodrigues


A Câmara Municipal de Goiânia realizou uma audiência pública na tarde desta quinta-feira (30/10) para discutir a nova Diretriz Nacional sobre Ocupações Destinadas a Garagens e Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (Save). Este documento, divulgado em agosto pelo Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares, estabelece regras claras para a instalação de pontos de recarga em prédios, condomínios e estacionamentos. A meta principal é aumentar a segurança, padronizar normas e reduzir riscos de incêndio.

Realizado na sala de reuniões da presidência da Câmara, o encontro teve como objetivo repercutir em nível municipal as implicações técnicas e legais da norma. A diretriz começa a orientar estados e municípios na regulamentação das estruturas destinadas ao carregamento desses veículos. A audiência foi proposta pelo vereador Major Vitor Hugo (PL), presidente da Comissão de Segurança Pública e Patrimonial da Casa.

“Nosso objetivo, aqui, é discutir e estabelecer regulamentações adequadas para a infraestrutura de recarga na cidade”, destacou o vereador ao abrir o evento.

“Trata-se de um debate fundamental para o futuro da mobilidade urbana sustentável em Goiânia, envolvendo temas como a instalação de pontos de recarga, segurança e o impacto das novas tecnologias no planejamento urbano”, acrescentou.

O debate reuniu representantes do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, da Equatorial Goiás, da Associação dos Síndicos de Goiânia, da Acieg, da OAB-GO e empresas do setor.

Durante as discussões, o coronel Marcos Vinícius, do Corpo de Bombeiros, reforçou a necessidade de normas específicas de segurança. Segundo ele, os riscos de incêndio são diferentes e mais complexos devido à composição química das baterias de íons de lítio.

Debate reuniu representantes do Corpo de Bombeiros, Equatorial Goiás, Associação dos Síndicos de Goiânia, Acieg, OAB-GO e empresas do setor

“Nosso objetivo é proteger vidas e edificações. Muitos carregadores estão sendo instalados em garagens de prédios sem a estrutura adequada, e isso aumenta os riscos”, explicou.

O CBMGO já publicou a Norma Técnica 45 com orientações para instalação segura dos sistemas de recarga. O documento recomenda que as estações fiquem em locais abertos e ventilados ou, em ambientes fechados, que contem com sistemas de sprinklers e detecção de incêndio. A aplicação inicial da norma foi adiada para ajustes após diálogo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico.

O coronel Marcos Vinícius também alertou para a necessidade de adaptação de edificações antigas, “que terão até seis anos para se adequar nas exigências de combate a incêndio, mas as adequações elétricas precisam ser imediatas”.

Representando a concessionária de energia, Humberto Eustáquio, diretor da Equatorial Goiás, informou que a empresa está preparada para atender à demanda crescente.

Síndicos apontam desafios para implementação em condomínios

O presidente da Associação dos Síndicos de Goiânia, Josué Krishnamurti, destacou a responsabilidade civil dos administradores de condomínios perante as novas exigências.

“Somos parceiros dos bombeiros; trabalharemos sempre dentro das normas exigidas”, disse.

Ele citou, no entanto, os altos investimentos necessários para as adequações, que beneficiariam apenas parte dos moradores: “A maioria ainda é contrária à instalação por conta dos custos”.

Krishnamurti frisou que o objetivo não é impedir a inovação, mas garantir a segurança coletiva. Ele também previu possíveis conflitos entre moradores sobre o rateio dos custos de consumo de energia.

Major Vitor Hugo: “É importante que Goiânia avance na regulamentação para dar segurança jurídica e técnica a quem pretende investir nessa tecnologia”

Legislação municipal e adequações técnicas serão próximos passos

Ao encerrar a audiência pública, Major Vitor Hugo anunciou a intenção de elaborar uma minuta de projeto de lei que reúna todas as contribuições apresentadas no debate. O texto deverá considerar as normas nacionais, lacunas legais e desafios locais específicos, como a adequação das garagens de prédios antigos e a segurança nas novas construções.

“Muita coisa ainda esbarra em competências federais, mas é importante que Goiânia avance na regulamentação para dar segurança jurídica e técnica a quem pretende investir nessa tecnologia”, justificou o parlamentar.

O projeto buscará equilibrar as necessidades de segurança com a viabilidade técnica e econômica das instalações, considerando tanto os novos empreendimentos quanto as construções existentes que precisarão passar por adaptações progressivas.

Autor Manoel Messias Rodrigues


BYD lidera a expansão global; empresa é responsável por quase 40% do total de remessas de saída

As exportações chinesas de veículos de nova energia, os chamados NEVs, aumentaram 89,4% em relação ao ano anterior, para 1,76 milhão de unidades nos primeiros 9 meses de 2025, com a BYD sendo responsável por quase 40% do total.

A BYD, que produz só veículos elétricos, expandiu rapidamente sua presença global. As vendas da empresa no exterior dispararam 130%, para 705 mil unidades no mesmo período, elevando-a da 6ª para a 2ª maior exportadora chinesa de automóveis, de acordo com dados divulgados na 3ª feira (14.out.2025) pela Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.

O boom dos NEVs impulsionou as exportações totais de veículos da China para 4,95 milhões de unidades no período de janeiro a setembro, um aumento de 14,8% em relação ao ano anterior. Somente em setembro, as montadoras chinesas exportaram 652 mil veículos, alta de 21% na comparação anual, incluindo 222 mil veículos elétricos –quase o dobro do número do ano anterior.

A febre de exportações evidencia um desafio mais amplo: a forte concorrência doméstica e a significativa capacidade ociosa. Com o uso das fábricas na China continental oscilando ligeiramente acima de 50% –muito abaixo da média global de mais de 70%–, as montadoras têm recorrido cada vez mais aos mercados externos para aliviar o excesso de capacidade interna. No entanto, com o aumento das tensões comerciais, muitas estão se voltando para a produção no exterior para garantir um crescimento sustentável. 

Enquanto a BYD dominou as exportações de NEVs, a Chery manteve sua posição como a maior exportadora de automóveis da China em todas as categorias de veículos. Exportou 936 mil veículos nos primeiros 9 meses, um aumento de 12,9%, representando 18,9% do total das exportações de carros da China. 

Em setembro, a Chery exportou 141 mil veículos. A SAIC Motor Corp. Ltd. ficou em 2º lugar com 91.000 unidades, seguida pela BYD com 71.000. 

À medida que as montadoras chinesas se expandem globalmente, Pequim está tomando medidas para conter a concorrência descoordenada que pode prejudicar a reputação do setor. Um executivo estrangeiro do setor automotivo já havia alertado que os mercados internacionais são sensíveis a uma possível corrida pelo menor preço. 

Em uma declaração conjunta em 26 de setembro, 4 agências governamentais –incluindo o Ministério do Comércio e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação– anunciaram que a China lançará um sistema de licenciamento de exportação para carros de passeio totalmente elétricos a partir de 1º de janeiro de 2026. Para se qualificar, as montadoras devem aparecer em uma lista aprovada pelo ministério, ter certificações nacionais de produtos válidas e demonstrar capacidades de atendimento pós-venda em seus mercados-alvo.

Empresas que não tiverem redes de atendimento no exterior serão impedidas de exportar por conta própria ou de autorizar exportações.

Sun Xiaohong, secretária-geral de um comitê da Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Produtos de Máquinas e Eletrônicos, disse que carros de passageiros elétricos representaram 28,1% das exportações automotivas da China nos primeiros 8 meses de 2025. A ausência de licenciamento, segundo ela, cria uma lacuna regulatória que coloca em risco tanto o desenvolvimento da indústria quanto os direitos dos consumidores no exterior. 

“A longo prazo, as exportações de veículos enfrentarão barreiras comerciais crescentes, e os níveis atuais de crescimento provavelmente não se sustentarão”, afirmou um analista do setor automotivo. Ele estima que as montadoras chinesas aumentarão a produção no exterior nos próximos anos para contornar esses obstáculos. 

A BYD já está construindo fábricas na Hungria, Turquia, Uzbequistão, Brasil, Tailândia, Camboja e Malásia. As unidades na Tailândia, Uzbequistão e Brasil já começaram a operar. 

À medida que mais fábricas no exterior entram em operação, disse o analista, o volume de exportações de veículos da China continental pode diminuir. “Para resolver a capacidade ociosa interna, o fundamental é estimular a demanda doméstica e facilitar a consolidação ordenada da indústria”, disse.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 16 de outubro de 2025. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



Autor Poder360 ·


Foram fabricadas 247.032 unidades, ante 259.613 na comparação anual; exportações cresceram 49,3% frente a agosto de 2024 e sustentaram parte da produção

A produção de veículos no Brasil foi de 247.032 unidades em agosto. O desempenho representa baixa de 4,8% na comparação anual (259.613), mas alta de 3,0% frente a julho (239.768). Eis a íntegra (PDF – 3 MB) dos dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), divulgados nesta 3ª feira (9.set.2025).

No acumulado de 2025, a produção de veículos no Brasil registrou um avanço de 6,0%, totalizando 1,743 milhão de unidades. Já os licenciamentos aumentaram 2,8%, somando 1,644 milhão de veículos.

VENDAS INTERNAS

Os emplacamentos também caíram. Em agosto, foram licenciadas 225.400 unidades, queda de 7,3% frente a julho (243.200) e retração de 5,1% em relação a agosto de 2024 (237.400).

De janeiro a agosto, o total de veículos vendidos no mercado interno foi de 1,667 milhão unidades, avanço de 2,8% ante o mesmo intervalo de 2024, quando foram registradas 1,622 milhão unidades

EXPORTAÇÕES

As exportações tiveram forte alta e sustentaram parte da produção. Em agosto, foram embarcadas 57.089 unidades, crescimento de 19,3% em relação a julho (47.900) e de 49,3% frente a agosto de 2024 (38.200).

No acumulado do ano, os envios ao exterior somaram 378.249 veículos, alta de 55,9% sobre igual período do ano passado, quando foram exportadas 242.613 unidades.

SEGMENTOS

  • Automóveis: 172.300 unidades emplacadas em agosto, queda de 5,2% frente a julho e alta de 0,8% em relação a agosto de 2024.
  • Comerciais leves: 42.400 unidades, baixa de 12,4% no mês e de 19,1% no ano.
  • Caminhões: 8.900 unidades, recuo de 15,9% em relação a julho e de 22,6% frente ao mesmo mês do ano passado.
  • Ônibus: 1.720 unidades, queda de 27,8% na comparação mensal e de 28,5% em um ano.



Autor Poder360 ·


Durante visita a concessionária em Brasília, vice-presidente afirmou que venda de carros sustentáveis subiu 108%

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou neste sábado (16.ago.2025) que houve crescimento de 108% na venda de carros sustentáveis em uma unidade da concessionária Prima Via Fit, em Brasília, em relação à média do 1º semestre de 2025. O resultado, segundo ele, está ligado ao programa Carro Sustentável, lançado há cerca de 1 mês.

Segundo Alckmin, a medida amplia o acesso da população ao mercado automotivo. “Esse programa do carro sustentável, ele tem importância social, porque é o carro de entrada, é o carro mais barato, então as pessoas que não tinham acesso ao carro passam a ter”, disse.

A iniciativa reduziu as alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos leves e econômicos, movidos a energia limpa e que atendam a critérios de reciclabilidade e segurança. Para os modelos compactos, de alta eficiência energética e fabricados no Brasil, o imposto foi zerado.

Considerando o balanço nacional, o programa contribuiu para crescimento de 16,7% nas vendas dos veículos, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

O vice-presidente disse ainda que o programa “tem importância econômica, porque fábrica fabricando mais, concessionária vendendo, comércio, indústria, serviços, além de ter importância ambiental. O carro é sustentável, ele emite menos carbono. Ele tem 80% de reciclabilidade e é flex, ajuda o meio ambiente, polui menos”.



Autor Poder360 ·


O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) realiza nesta quinta-feira, dia 5 de junho, um leilão online com mais de 160 veículos, entre carros e motos, com possibilidade de transferência imediata de propriedade. O evento será conduzido pela MGL Leilões, com início previsto para às 10h, no site da leiloeira. Imagens e informações dos veículos já estão disponíveis na plataforma para consulta dos interessados, bem como o edital completo do leilão e o cadastro prévio que pode ser feito aqui.

Organizado pela Comissão Estadual de Alienação de Veículos e Outros Objetos Apreendidos, o leilão com veículos está separado por lotes. Estão inclusas unidades aptas para circulação, além de sucatas que podem ser aproveitadas para retirada de peças. Os lotes variam em valor e condição, abrangendo desde modelos populares até motocicletas de baixo custo e veículos para desmanche.

Entre as opções, destaca-se um Fiat Strada com lance inicial de R$ 28 mil, liberado para circulação. Há também motocicletas com lances a partir de R$ 3 mil, além de sucatas com valores que começam em R$ 800. Os interessados devem se cadastrar no site da MGL até 72 horas antes do leilão. O edital com as regras e descrições completas pode ser acessado diretamente na plataforma.

Os veículos estarão disponíveis para visitação no pátio localizado no Jardim Helvécia, em Aparecida de Goiânia, até o dia 4 de junho, das 9h às 16h. A visita presencial permite melhor avaliação das condições dos automóveis e motos ofertados. O local reúne os veículos apreendidos judicialmente e destinados à alienação por meio do processo legal.

A expectativa do TJ-GO é arrecadar mais de R$ 500 mil com o leilão. Os valores obtidos serão destinados a fundos específicos ou depositados em contas judiciais vinculadas a processos, nos casos de alienação antecipada. Para mais informações, os interessados podem ligar para o número 0800 242 2218, ramais 208 e 222, ou consultar o edital no site da MGL Leilões.



Autor Felipe Fulquim


Veículos com capacidade de lotação acimado permitido, pneus carecas, para-brisa quebrado, ausência de cintos de segurança e motoristas sem habilitação adequada. Essas foram algumas das irregularidades encontradas pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) durante a vistoria do transporte escolar realizada nos últimos dois meses. Ao todo, 82 veículos foram reprovados. O número que acendeu um alerta na autarquia que irá intensificar a fiscalização em todo o Estado.

“Não se trata apenas de infrações administrativas, mas de vidas em risco. É inaceitável que crianças sejam transportadas em veículos que não tenham as mínimas condições de segurança”, afirmou o presidente do Detran-GO, Delegado Waldir, que pede para as pessoas denunciar no seu Instagram ou no seu telefone (62)9991-4500.

“Pais de cada município de Goiás, denunciem o transporte irregular de crianças. Se você vê que seu filho corre risco de vida, não tiver o cinto de segurança, não tiver sentado direitinho, denuncia”, pede o presidente, ao acrescentar que o órgão está de olho em empresas que estão vendendo kit que maquiam os carros para passar na vistoria.

Delegado Waldir, presidente do Detran Goiás: situações demonstram falta de respeito com segurança dos alunos

Um caso emblemático de veículo irregular foi detectado no Distrito de São Sebastião do Rio Claro, município de Jussara. A equipe do Detran-GO encontrou um condutor habilitado em categoria B, quando o mínimo exigido seria categoria D. Além disso, ele não possuía o curso especializado em transporte de passageiros e não realizou o exame toxicológico obrigatório.

A Kombi desse motorista não exibia condições de circulação. Entre outros problemas, os pneus encontravam-se desgastados, o para-brisa apresentava trincas, o veículo carecia de placas dianteiras e traseiras, os cintos de segurança estavam inutilizados e os vidros careciam de limitadores de abertura, obrigatórios para o transporte de crianças.

“As situações flagradas demonstram a falta de respeito com a segurança dos alunos transportados”, salienta Delegado Waldir. Ele observa que a maior parte dos veículos pertence a terceiros contratados pelas prefeituras para oferecer os serviços.

5 mil veículos prestam serviço no estado

A vistoria do transporte escolar ocorre a cada semestre pelo Detran-GO, em colaboração com o Ministério Público Estadual e a Polícia Militar. A incumbência de fiscalizar compete a todos os órgãos de trânsito, dentro de suas competências. No transporte escolar público contratado pelas prefeituras, cabe ao Detran-GO avaliar as condições dos veículos e a documentação dos condutores.

Em Goiás, aproximadamente cinco mil veículos – entre ônibus, micro-ônibus, vans e kombis – oferecem esse tipo de serviço. Nos últimos dois meses, mais de 1.800 veículos foram inspecionados. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (artigos 136 a 139) e as portarias do Detran-GO nº 742/2021 e 564/2022, são checados itens como sistema de iluminação e circulação, validade do extintor, estado dos pneus, funcionamento dos faróis e setas, além da presença de cintos de segurança para todos os passageiros. Também exigem-se tacógrafo, limitadores de abertura dos vidros e dispositivos de emergência.

Para o transporte escolar público, existe ainda um limite de idade da frota: ônibus, micro-ônibus e kombis devem apresentar, no máximo, 15 anos de uso; os demais veículos, até 10 anos.

Condutores também passam por avaliação

Além dos veículos, os condutores indicados também são avaliados. Para transportar estudantes, o motorista precisa ter mais de 21 anos, possuir CNH nas categorias D ou E, apresentar Certidão Negativa de Antecedentes Criminais, estar com o curso específico de transporte escolar em dia e ter esse registro averbado na CNH ou no cadastro do Renach. Também é exigido que o motorista não tenha cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos 12 meses e esteja com o exame toxicológico atualizado (feito a cada 30 meses).

A vistoria do primeiro semestre de 2025 teve início em 17 de fevereiro e segue até 2 de junho. Os veículos reprovados terão o prazo legal de até 30 dias para reapresentação na Gerência de Fiscalização. Caso as irregularidades não sejam sanadas ou o veículo não retorne ao órgão dentro do prazo, ele será automaticamente retirado do sistema de transporte escolar.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Uma colisão envolvendo uma camionete e um carro de passeio deixou duas vítimas fatais e, pelo menos, três feridos, na Rodovia GO-060, no município de Santa Bárbara de Goiás na região central do estado. O acidente ocorreu por volta das 9h deste sábado (22/03), no quilômetro 43, no trecho entre Claudinápolis e Santa Bárbara, quando uma VW Parati bateu numa caminhonete e saiu da pista.

As vítimas fatais foram identificadas como sendo o pedreiro Flávio Ferreira Santos, de 29 anos, que dirigia um automóvel VW Parati. Ele estava acompanhado de Áurea de Souza, 21 anos. Os dois foram encontrados mortos e presos às ferragens do carro.

No veículo Parati também estava uma criança, que foi socorrida e levada para um hospital. Outras pessoas que estavam na caminhonete ficaram feridas e foram atendidas em uma unidade de saúde.

A perícia indicou que ocorreu uma colisão frontal com veículo de grande porte – possivelmente um caminhão – que já havia deixado o local sem ser identificado. O Corpo de Bombeiros permaneceu no local até a chegada das equipes da Polícia Técnico-Científica, que iniciaram a remoção dos corpos por volta do meio-dia.

O motorista da camionete GM/S10 permaneceu no local e relatou que, enquanto seguia no sentido Claudinápolis para Trindade, bateu em um caminhão não identificado e rodou na pista, vindo a colidir com a Parati, que trafegava no sentido contrário. Uma mulher que estava na camionete se queixou de dores nas costas e foi encaminhada a um hospital em Santa Bárbara.

A PM informou que o condutor da S10 foi submetido ao teste de bafômetro, que resultou negativo, e, sentindo dores no pescoço, também foi levado a um hospital, sendo posteriormente apresentado à Central de Flagrantes de Trindade para prestar depoimento.

Como portava no carro uma pistola, sem possuir autorização legal, o condutor da caminhonete S10 foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de foto. O crime é inafiançável pela autoridade policial.

O acidente será investigado pela Polícia Civil.

Autor Manoel Messias Rodrigues