Valparaíso recebe novos veículos e amplia atendimento com CRAS itinerante
Lidiane 3 de março de 2026
A rede de proteção social de Valparaíso de Goiás ganhou reforço estrutural nesta segunda-feira (2/3) com a entrega de dois novos veículos destinados à Secretaria Municipal de Assistência Social. Uma picape intermediária modelo Oroch e uma van passam a integrar a frota do município para ampliar a capacidade de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade, melhorar o deslocamento das equipes técnicas e descentralizar os serviços ofertados à população.
Os automóveis foram adquiridos por meio de recursos do Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege Goiás), dentro das ações do programa Goiás Social. A principal novidade é a utilização da van como CRAS itinerante, permitindo que os serviços socioassistenciais cheguem diretamente a bairros mais afastados ou com dificuldade de acesso aos equipamentos públicos, reduzindo barreiras geográficas e facilitando o acompanhamento de famílias inscritas em programas sociais.
Durante a entrega, o prefeito Marcus Vinícius destacou a parceria com o Governo de Goiás e a importância dos investimentos voltados à região do Entorno do Distrito Federal.
“Quero agradecer ao governador Ronaldo Caiado, ao vice-governador Daniel Vilela, à primeira-dama Gracinha Caiado e ao secretário do Entorno, Pábio Mossoró, pelos investimentos que permitem que o Entorno continue avançando”, afirmou.
A secretária municipal de Assistência Social, Josélia Leão, ressaltou que a nova estrutura fortalece a atuação das equipes de campo.
“É sempre uma alegria receber investimentos como esse. É um governo que enfrenta desafios, mas que também abre muitas oportunidades. Agradecemos o olhar especial do governador para o nosso município e para toda a região do Entorno”, disse.
Com os novos veículos, a expectativa da gestão é ampliar o alcance das visitas domiciliares, acelerar atendimentos emergenciais e garantir presença mais constante do poder público nas comunidades, realizando uma assistência social mais próxima, preventiva e resolutiva.
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O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), em cooperação com a Polícia Militar, apresentou nesta segunda-feira o balanço das recentes intervenções da Patrulha Randandan. A iniciativa tem como objetivo impedir que veículos com canos de descarga modificados continuem circulando pelas vias públicas goianas. Como parte da ação, aproximadamente 500 escapamentos de motocicletas foram destruídos por um rolo compressor no pátio da autarquia.
Ao longo de doze meses de fiscalização intensa, as autoridades já retiraram de circulação mais de 2,3 mil veículos, sendo a maioria composta por motos que emitiam ruídos acima do permitido. Apenas em fevereiro deste ano, foram recolhidas 254 unidades, somando quase 600 apreensões em 2025. Os componentes inutilizados nesta semana são oriundos de operações realizadas em municípios como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Caldas Novas e outras quatro cidades do interior.
O presidente da autarquia reforçou o compromisso com o sossego público ao monitorar condutores que desrespeitam os limites sonoros.
“Seguimos atentos para inibir a ação de motoristas que transitam com veículos barulhentos em todo o Estado”, ressalta o presidente do Detran-GO, Delegado Waldir.
De acordo com o órgão, as peças foram adulteradas para permitir a descarga livre, o que amplia a emissão de substâncias poluidoras e gera sons perturbadores para os moradores. O Delegado Waldir esclareceu que o esmagamento público das peças possui um caráter educativo, visando conscientizar sobre o impacto negativo dessas modificações.
“Nós queremos transformar Goiás num estado do silêncio e a gente está sendo copiado já, temos pedidos de Florianópolis, Santa Catarina, de outros estados que querem vir fazer estágio em Goiás para aprender conosco”, afirmou.
O dirigente lembra que o barulho excessivo prejudica severamente a qualidade de vida de grupos vulneráveis, citando autistas, crianças e pacientes em hospitais. Ele enfatizou que a fiscalização atinge todos os perfis de veículos e proprietários, sem distinção de localização geográfica ou classe social.
“Não estamos atrás de motocicleta de pobre, que pobre é honesto e anda corretamente. Nós na verdade estamos atacando o ruído, que é um crime ambiental”, diz.
Infrator terá que arcar com mais custos
Uma nova norma será publicada no Diário Oficial estabelecendo critérios mais rígidos para a liberação dos bens apreendidos fora dos padrões legais de emissão de ruído. Além das multas e taxas de guincho, o infrator será obrigado a realizar uma verificação técnica obrigatória para recuperar o direito de circulação.
“Estamos publicando no Diário Oficial uma portaria em que, além da retenção desse escapamento, nós passaremos a exigir uma vistoria, então o veículo apreendido só poderá sair do pátio com vistoria”, diz, explicando que o proprietário terá de arcar com os custos deste serviço.

Ele acrescentou que a poluição sonora costuma vir acompanhada de danos ecológicos maiores devido à maior vazão de gases. Para modernizar a fiscalização, o governo estadual planeja implementar tecnologia de ponta com dispositivos capazes de identificar automaticamente veículos barulhentos.
“Com certeza isso vai aumentar as apreensões e as autuações. Depois não adianta ninguém reclamar, a gente está sendo transparente, trazendo a público essa novidade que além das câmeras de monitoramento que serão colocadas em todo o estado de Goiás, terão também sensores de ruído e depois não adianta reclamar do presentinho que vai receber via correio ou na hora que for pagar o IPVA”, afirma.
Patrulha contra o barulho faz 1 ano
Instituído em fevereiro do ano passado, o programa Randandan utiliza convênios militares para identificar irregularidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro, como silenciadores inoperantes ou deficientes. O impacto dessas modificações ultrapassa o incômodo auditivo, interferindo diretamente na saúde pública e no direito ao descanso das famílias goianas.
“Idosos, animais, pessoas hospitalizadas, grávidas e indivíduos com sensibilidade a ruídos, como autistas, escolas e famílias com crianças são os mais afetados por esse problema, que compromete o direito ao sossego público. A população está cansada desse desrespeito”, destaca Delegado Waldir.
Conforme a legislação vigente, pilotar com o sistema de descarga livre é considerado uma infração grave. O proprietário flagrado está sujeito à retenção imediata do veículo para regularização, além de receber cinco pontos na carteira de habilitação e uma sanção financeira no valor de R$ 195,23.
Governadoria veta instituição de política que incentiva a produção e a utilização de veículos elétricos em Goiás
Lidiane 27 de fevereiro de 2026
O Poder Executivo encaminhou à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o processo nº 1320/26, referente ao veto integral ao autógrafo de lei nº 890, de 22 de dezembro de 2025, que trata da instituição da Política Estadual de Incentivo à Produção e a Utilização de Veículos Elétricos em Goiás.
A proposta, de autoria do deputado Charles Bento (MDB), tramitou no Parlamento goiano sob o n° 10747/22, e foram anexados a ele os processos nº 2196/23, de autoria do deputado Lucas do Vale (MDB), e n° 3638/23, de autoria do deputado Lineu Olimpio (MDB).
Razões do veto
Nas razões do veto, a Governadoria apontou indicação da Secretaria de Estado da Economia ao incentivo da redução das alíquotas do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) incidentes sobre os veículos elétricos.
De acordo com o texto, a Gerência de Normas Tributárias ressaltou a inviabilidade técnica da medida devido à indefinição do texto legal, o que impediria a realização da estimativa de impacto exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e à ausência de convênio autorizador celebrado no Conselho Nacional de Política Fazendária.
“Complementou-se que o novo incentivo pretendido seria desnecessário porque Goiás já possui política fiscal robusta para o setor”, frisou, ao apontar as legislações vigentes e ressaltar a existência de isenção do IPVA para a propriedade de veículo automotor novo na data da primeira aquisição por consumidor final, desde que ele seja adquirido de estabelecimento localizado em Goiás.
Conforme a propositura, a Economia também alertou que a renúncia fiscal, neste momento, impactaria negativamente a participação de Goiás na arrecadação futura do Imposto sobre Bens e Serviços.
A matéria aponta, além disso, que a Secretaria-Geral de Governo (SGG) e a Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC), com base em despacho da Subsecretaria de Energia, Telecomunicações e Cidades Inteligentes, aconselhou cautela com a matéria e destacou o estágio inicial de desenvolvimento do segmento dos veículos elétricos, com forte dependência de importações e concentração em veículos de maior valor agregado.
Elas frisaram que o conceito de veículos elétricos abrange distintas categorias tecnológicas, como veículos elétricos puros, híbridos convencionais e híbridos plug-in, com impactos ambientais e econômicos distintos. “Esse fato recomenda cuidado na definição de incentivos amplos e uniformes. A adoção indiscriminada de benefícios pode resultar em subsídios regressivos, caracterizados pela destinação desproporcional de recursos públicos a faixas de maior renda, sem a correspondente eficiência ambiental ou social. Haveria o indesejável comprometimento da equidade da política pública e a redução de sua eficiência distributiva”, pontua.
Por fim, a Secretaria de Estado da Administração (Sead), apontou que a política proposta apresenta significativa redundância em relação à Lei nº 22.666, de 6 de maio de 2024, que institui a Política Estadual Combustíveis de Goiás, visto que a política vigente já possui entre seus objetivos a eletromobilidade e o incentivo à aquisição e à utilização de veículos elétricos e híbridos, além de prever a promoção da instalação de pontos de recarga e a implementação de políticas para a disponibilização de carregadores elétricos nos órgãos e nas entidades do Estado de Goiás, e estabelecer a obrigatoriedade de renovação da frota com veículos elétricos ou híbridos e o abastecimento com recarga elétrica.
Segundo a pasta, as disposições mais específicas do autógrafo, que não constam de forma explícita na legislação, são a redução de alíquotas do ICMS e do IPVA e a criação de linhas de crédito prioritárias para fomentar a produção e a utilização de veículos elétricos. No entanto, frisa que tais medidas podem ser implementadas por outros instrumentos normativos ou proposições pontuais, sem a necessidade da edição de lei instituidora de nova política pública.
O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) anunciou que realizará, no próximo dia 27 de fevereiro, leilão com 2.871 lotes entre veículos recuperáveis e sucatas aproveitáveis, com início às 9 horas. A venda será conduzida por leiloeiros oficiais contratados pela empresa Promarket Promoção de Eventos e Logística Ltda..
Poderão participar pessoas físicas e jurídicas interessadas nos lotes de veículos recuperáveis. Os lotes classificados como sucata aproveitável são destinados exclusivamente a empresas com CNPJ ativo, cujo objeto social contemple desmontagem e comércio de peças usadas, conforme prevê a legislação aplicável.
A visitação aos veículos acontecerá de 23 a 26 de fevereiro de 2026, das 8h30 às 11h30 e das 14h às 17h. Os veículos recuperáveis estarão disponíveis para inspeção no pátio da Avenida Bela Vista, nº 1330, Jardim Bela Vista, em Aparecida de Goiânia.
Já as sucatas poderão ser vistoriadas no pátio localizado no Distrito Agroindustrial de Anápolis. As imagens dos lotes serão publicadas com caráter meramente ilustrativo no site da leiloeira: http://www.pmklog.com.br.
Segundo o presidente do Detran-GO, Delegado Waldir, o leilão cumpre funções estratégicas para a gestão pública.
“Além de garantir a destinação adequada dos veículos apreendidos, o leilão contribui para a organização dos pátios e para a recuperação de recursos ao Estado. É importante destacar que o proprietário ainda pode reaver seu veículo antes da data do leilão, desde que regularize todos os débitos e pendências legais”, ressalta.
Orientações e segurança
O certame reúne veículos removidos e recolhidos aos pátios por mais de 60 dias, em conformidade com normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece os prazos e procedimentos que orientam esse tipo de disputa pública.
O órgão reforça ainda que todos os leilões oficiais são amplamente divulgados nos canais institucionais, no Diário Oficial do Estado e no site da empresa leiloeira contratada. Há alerta sobre golpes praticados por sites ou perfis falsos que utilizam indevidamente o nome do Detran.
Denúncias de páginas suspeitas devem ser enviadas à Ouvidoria do órgão, que encaminha os casos às autoridades competentes, inclusive à Delegacia responsável por crimes cibernéticos.
Para consultar o regulamento completo, regras de participação e a relação detalhada dos lotes, a autarquia orienta a consulta ao site oficial do Detran e ao portal da leiloeira: http://www.pmklog.com.br.
Deputados participam da entrega de veículos para a assistência social de Goiás
Lidiane 4 de fevereiro de 2026
Deputados da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) participaram, na manhã desta quarta-feira, 4, da entrega de veículos destinados ao fortalecimento da assistência social nos municípios goianos.
A ação, realizada no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, integra o Programa Goiás Social. Ao todo, 246 vans foram entregues às prefeituras pela coordenadora do programa e primeira-dama do Estado, Gracinha Caiado, e pelo governador em exercício, Daniel Vilela (MDB).
Estiveram presentes na cerimônia os deputados Talles Barreto (UB), Wagner Camargo Neto (Solidariedade), Lineu Olimpio (MDB), Lincoln Tejota (UB), Dra. Zeli (UB), Paulo Cezar Martins (PL), Amilton Filho (MDB), Virmondes Cruvinel (UB), Coronel Adailton (Solidariedade), Jamil Calife (PP), Cairo Salim (PSD), Alessandro Moreira (PP), Charles Bento (MDB) e Vivian Naves (PP).
Apoio aos municípios
Na oportunidade, Amilton Filho destacou que a iniciativa contribui diretamente para a execução das políticas públicas nos municípios. “É uma ação que vai ajudar muito as prefeituras na prestação dos serviços de assistência social. Estamos muito felizes em prestigiar e apoiar essa iniciativa do Governo do Estado”, afirmou.
Na mesma linha, Virmondes Cruvinel ressaltou o compromisso dos deputados com o Poder Executivo em prol da sociedade goiana. “O objetivo é fortalecer as ações, mantendo a essência do municipalismo, que é o nosso compromisso no Poder Legislativo.”
Lincoln Tejota, por sua vez, apontou que a entrega das vans atende uma demanda concreta das cidades com menor capacidade orçamentária. “Sabemos que os municípios menores não contam com orçamento para fazer esse tipo de investimento, e a primeira-dama, com muita sensibilidade, conhecendo a realidade dos municípios, viabilizou essa importante entrega”, sublinhou.
Recursos aplicados
O investimento estadual na aquisição dos veículos foi de R$ 69,8 milhões. As vans têm capacidade para transportar até 15 passageiros, são equipadas com ar-condicionado e foram entregues prontas para uso, já abastecidas.
A frota foi adquirida pelo Goiás Social, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), e será utilizada no transporte de servidores e profissionais que atuam diretamente na rede de assistência social nos municípios.
Produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, projeta Anfavea
Lidiane 16 de janeiro de 2026
A produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, segundo projeção divulgada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A estimativa considera o desempenho conjunto de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, com destaque para os veículos leves, que devem apresentar alta de 3,8% na produção ao longo do ano.
O crescimento ocorre em um ambiente descrito pelo setor como positivo, porém cercado por incertezas econômicas e regulatórias. Durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirmou que o setor vive um momento de “otimismo contido”, já que, apesar da expansão projetada, permanecem fatores de imprevisibilidade que podem impactar a cadeia automotiva.
Entre esses fatores estão os riscos geopolíticos, capazes de afetar o fornecimento global de insumos, e o fato de 2026 anteceder a entrada em vigor da reforma tributária, ainda sem definição clara das alíquotas que incidirão sobre os produtos do setor. Segundo Calvet, esse cenário exige cautela e acompanhamento constante das projeções ao longo do ano.
Em 2025, a produção de veículos no Brasil somou aproximadamente 2,6 milhões de unidades, crescimento de 3,5% em relação a 2024, mantendo o país na oitava posição do ranking mundial de produção automotiva. No mesmo período, as vendas internas alcançaram 2,69 milhões de unidades, alta de 2,1%, o que preservou o Brasil como o sexto maior mercado automotivo do mundo.
Apesar do avanço, os resultados ficaram abaixo das expectativas iniciais da Anfavea para 2025, que previa crescimento de 7,8% na produção e 5% no licenciamento. Ainda assim, a entidade considera o desempenho positivo, especialmente diante de um ano marcado por instabilidade econômica, discussões sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e forte elevação da taxa de juros, que passou de 12% para 15%.
No comércio exterior, o setor automotivo registrou desempenho expressivo em 2025. As exportações cresceram 32,1%, com quase 529 mil veículos comercializados no exterior. A Argentina foi o principal destino, com aumento de 85% nas compras em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa é de crescimento mais moderado, em torno de 1,3%, refletindo um ambiente internacional mais competitivo.
As importações também avançaram, com alta de 6,6%, impulsionadas sobretudo por veículos provenientes de países sem acordo de livre comércio com o Brasil. A China respondeu por 37,6% dos cerca de 498 mil veículos importados e emplacados no país em 2025. Para este ano, a Anfavea projeta possível redução das importações, à medida que novos fabricantes iniciem produção local, substituindo parte dos veículos anteriormente trazidos do exterior.
Outro ponto de atenção é o segmento de caminhões, que registrou queda de 46,4% na produção em 2025 e retração de 9,2% nos emplacamentos. Segundo a entidade, o desempenho está diretamente relacionado às altas taxas de juros, já que o mercado de caminhões possui forte correlação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e com o custo do crédito.
Nesse contexto, o programa Move Brasil, anunciado pelo governo federal, é visto como estratégico para 2026. A iniciativa prevê linhas de crédito com condições diferenciadas para a compra de caminhões, com o objetivo de estimular a atividade econômica e conter quedas mais acentuadas no setor.
A projeção da Anfavea indica que o setor automotivo brasileiro deve manter trajetória de crescimento em 2026, mas com margens mais estreitas e dependência direta de fatores macroeconômicos. A combinação entre previsibilidade tributária, redução do custo do crédito e fortalecimento das exportações será determinante para que o avanço esperado se consolide de forma sustentável, com impactos relevantes sobre emprego, investimentos e atividade industrial no país.
Análise crítica editorial
A projeção de crescimento de 3,7% na produção de veículos em 2026 revela um setor que avança, mas com passos calculados. O cenário combina recuperação gradual, desafios estruturais e um ambiente macroeconômico ainda restritivo. A indefinição sobre a reforma tributária, somada aos juros elevados e às incertezas no comércio internacional, limita decisões de investimento mais ousadas.
Ao mesmo tempo, o desempenho das exportações e o início da produção local por novos entrantes indicam oportunidades de médio prazo para fortalecer a indústria nacional. O sucesso dessas projeções dependerá, sobretudo, da previsibilidade regulatória, da evolução do custo do crédito e da capacidade do Brasil de reconquistar competitividade regional. Para o consumidor e para a economia, o setor automotivo segue como um termômetro relevante do crescimento e da confiança no país.
📸 Imagem/Reprodução: © Paulo Pinto/Agência Brasil
Veículos são apreendidos por descarte irregular de entulho em Aparecida
Lidiane 10 de janeiro de 2026
Uma ação de fiscalização resultou na apreensão de dois veículos envolvidos no descarte irregular de entulho em Aparecida de Goiânia. A operação foi realizada pela Guarda Civil Municipal (GCM), com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), na noite desta sexta-feira (9/1).
Os flagrantes ocorreram em setores diferentes da cidade. O primeiro caso foi registrado no Setor Vila Delfiore, após uma denúncia recebida pelo serviço de inteligência da GCM.
No local, os agentes encontraram materiais de construção e entulho descartados irregularmente na Rua Alexandre O Grande. Um veículo VW Fox Xtreme, que tracionava uma carretinha carregada de resíduos, foi localizado sem placa e sem número de chassi identificável.
Diante das irregularidades, o veículo foi apreendido e levado ao pátio da Semma. Lá foram iniciados os procedimentos administrativos, incluindo a aplicação de multa e o enquadramento por crime ambiental.
Após essa primeira ocorrência, a equipe da GCM flagrou um segundo caso durante o retorno da operação. Desta vez, o descarte irregular foi visto no Setor Madre Germana.
O infrator utilizava um veículo Fiat Elba, também com uma carretinha repleta de entulho. Seguindo o mesmo procedimento, o automóvel foi apreendido e encaminhado ao pátio da Semma para a aplicação das penalidades legais.
‘Vamos coibir com rigor o descarte irregular de lixo e entulho’
O secretário municipal de Segurança Pública, coronel Godinho, afirma que as ações de fiscalização são contínuas e serão intensificadas nas próximas semanas. Ele destaca a importância da atuação integrada entre os órgãos para coibir crimes ambientais.
“A determinação do prefeito Leandro Vilela é clara: coibir com rigor o descarte irregular de lixo e entulho, que suja a cidade, causa prejuízos ao meio ambiente e compromete a qualidade de vida da população”, diz.
“Vamos seguir firmes com as fiscalizações e não haverá tolerância para esse tipo de crime”, acrescenta.
A prefeitura reforça que o descarte irregular é crime ambiental e que as fiscalizações seguem de forma permanente em todas as regiões. Denúncias podem ser feitas pelos telefones da GCM (62) 3238-7243/WhatsApp e da Semma (62) 98459-1661.
A Polícia Civil de Goiás desarticulou um grupo suspeito de fraudar seguros de veículos em Goiânia. A Operação “Falso Sinistro” foi deflagrada nesta sexta-feira (12) pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores, resultando na prisão de três pessoas.
As investigações apontam que o prejuízo para as seguradoras chega a aproximadamente R$ 700 mil. O valor não inclui o lucro que os criminosos obtinham com a venda ilegal das peças dos veículos fraudados.
O caso começou a ser apurado após a comunicação de um suposto roubo de uma caminhonete em Goiânia, em maio deste ano. Uma mulher relatou à polícia que dois assaltantes encapuzados e armados haviam levado o veículo.
Durante as investigações, no entanto, surgiram indícios de que o crime não aconteceu. O delegado Fernando Gama explicou que a suposta ocorrência fazia parte de um esquema maior de fraudes, envolvendo pelo menos outros três casos semelhantes.
De acordo com as investigações, o grupo simulava roubos para justificar o desaparecimento dos carros. Os veículos eram então desmanchados e suas peças eram comercializadas de forma clandestina. Paralelamente, os integrantes do esquema acionavam as seguradoras para receber indenizações de forma indevida.
O principal investigado utilizava sua própria estrutura comercial e um lote vizinho à sua residência como ponto de desmonte e armazenamento das peças destinadas à venda ilegal.
Na fase operacional, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão domiciliar, todos na capital goiana. Foram presos a mulher que fez a falsa comunicação de crime, o pai dela e o proprietário de um estabelecimento comercial de autopeças, apontado como líder do esquema.
Câmara discute normas para carregadores de veículos elétricos em Goiânia
Lidiane 1 de novembro de 2025
A Câmara Municipal de Goiânia realizou uma audiência pública na tarde desta quinta-feira (30/10) para discutir a nova Diretriz Nacional sobre Ocupações Destinadas a Garagens e Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (Save). Este documento, divulgado em agosto pelo Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares, estabelece regras claras para a instalação de pontos de recarga em prédios, condomínios e estacionamentos. A meta principal é aumentar a segurança, padronizar normas e reduzir riscos de incêndio.
Realizado na sala de reuniões da presidência da Câmara, o encontro teve como objetivo repercutir em nível municipal as implicações técnicas e legais da norma. A diretriz começa a orientar estados e municípios na regulamentação das estruturas destinadas ao carregamento desses veículos. A audiência foi proposta pelo vereador Major Vitor Hugo (PL), presidente da Comissão de Segurança Pública e Patrimonial da Casa.
“Nosso objetivo, aqui, é discutir e estabelecer regulamentações adequadas para a infraestrutura de recarga na cidade”, destacou o vereador ao abrir o evento.
“Trata-se de um debate fundamental para o futuro da mobilidade urbana sustentável em Goiânia, envolvendo temas como a instalação de pontos de recarga, segurança e o impacto das novas tecnologias no planejamento urbano”, acrescentou.
O debate reuniu representantes do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, da Equatorial Goiás, da Associação dos Síndicos de Goiânia, da Acieg, da OAB-GO e empresas do setor.
Durante as discussões, o coronel Marcos Vinícius, do Corpo de Bombeiros, reforçou a necessidade de normas específicas de segurança. Segundo ele, os riscos de incêndio são diferentes e mais complexos devido à composição química das baterias de íons de lítio.
“Nosso objetivo é proteger vidas e edificações. Muitos carregadores estão sendo instalados em garagens de prédios sem a estrutura adequada, e isso aumenta os riscos”, explicou.
O CBMGO já publicou a Norma Técnica 45 com orientações para instalação segura dos sistemas de recarga. O documento recomenda que as estações fiquem em locais abertos e ventilados ou, em ambientes fechados, que contem com sistemas de sprinklers e detecção de incêndio. A aplicação inicial da norma foi adiada para ajustes após diálogo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico.
O coronel Marcos Vinícius também alertou para a necessidade de adaptação de edificações antigas, “que terão até seis anos para se adequar nas exigências de combate a incêndio, mas as adequações elétricas precisam ser imediatas”.
Representando a concessionária de energia, Humberto Eustáquio, diretor da Equatorial Goiás, informou que a empresa está preparada para atender à demanda crescente.
Síndicos apontam desafios para implementação em condomínios
O presidente da Associação dos Síndicos de Goiânia, Josué Krishnamurti, destacou a responsabilidade civil dos administradores de condomínios perante as novas exigências.
“Somos parceiros dos bombeiros; trabalharemos sempre dentro das normas exigidas”, disse.
Ele citou, no entanto, os altos investimentos necessários para as adequações, que beneficiariam apenas parte dos moradores: “A maioria ainda é contrária à instalação por conta dos custos”.
Krishnamurti frisou que o objetivo não é impedir a inovação, mas garantir a segurança coletiva. Ele também previu possíveis conflitos entre moradores sobre o rateio dos custos de consumo de energia.

Legislação municipal e adequações técnicas serão próximos passos
Ao encerrar a audiência pública, Major Vitor Hugo anunciou a intenção de elaborar uma minuta de projeto de lei que reúna todas as contribuições apresentadas no debate. O texto deverá considerar as normas nacionais, lacunas legais e desafios locais específicos, como a adequação das garagens de prédios antigos e a segurança nas novas construções.
“Muita coisa ainda esbarra em competências federais, mas é importante que Goiânia avance na regulamentação para dar segurança jurídica e técnica a quem pretende investir nessa tecnologia”, justificou o parlamentar.
O projeto buscará equilibrar as necessidades de segurança com a viabilidade técnica e econômica das instalações, considerando tanto os novos empreendimentos quanto as construções existentes que precisarão passar por adaptações progressivas.
BYD lidera a expansão global; empresa é responsável por quase 40% do total de remessas de saída
As exportações chinesas de veículos de nova energia, os chamados NEVs, aumentaram 89,4% em relação ao ano anterior, para 1,76 milhão de unidades nos primeiros 9 meses de 2025, com a BYD sendo responsável por quase 40% do total.
A BYD, que produz só veículos elétricos, expandiu rapidamente sua presença global. As vendas da empresa no exterior dispararam 130%, para 705 mil unidades no mesmo período, elevando-a da 6ª para a 2ª maior exportadora chinesa de automóveis, de acordo com dados divulgados na 3ª feira (14.out.2025) pela Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.
O boom dos NEVs impulsionou as exportações totais de veículos da China para 4,95 milhões de unidades no período de janeiro a setembro, um aumento de 14,8% em relação ao ano anterior. Somente em setembro, as montadoras chinesas exportaram 652 mil veículos, alta de 21% na comparação anual, incluindo 222 mil veículos elétricos –quase o dobro do número do ano anterior.
A febre de exportações evidencia um desafio mais amplo: a forte concorrência doméstica e a significativa capacidade ociosa. Com o uso das fábricas na China continental oscilando ligeiramente acima de 50% –muito abaixo da média global de mais de 70%–, as montadoras têm recorrido cada vez mais aos mercados externos para aliviar o excesso de capacidade interna. No entanto, com o aumento das tensões comerciais, muitas estão se voltando para a produção no exterior para garantir um crescimento sustentável.
Enquanto a BYD dominou as exportações de NEVs, a Chery manteve sua posição como a maior exportadora de automóveis da China em todas as categorias de veículos. Exportou 936 mil veículos nos primeiros 9 meses, um aumento de 12,9%, representando 18,9% do total das exportações de carros da China.
Em setembro, a Chery exportou 141 mil veículos. A SAIC Motor Corp. Ltd. ficou em 2º lugar com 91.000 unidades, seguida pela BYD com 71.000.
À medida que as montadoras chinesas se expandem globalmente, Pequim está tomando medidas para conter a concorrência descoordenada que pode prejudicar a reputação do setor. Um executivo estrangeiro do setor automotivo já havia alertado que os mercados internacionais são sensíveis a uma possível corrida pelo menor preço.
Em uma declaração conjunta em 26 de setembro, 4 agências governamentais –incluindo o Ministério do Comércio e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação– anunciaram que a China lançará um sistema de licenciamento de exportação para carros de passeio totalmente elétricos a partir de 1º de janeiro de 2026. Para se qualificar, as montadoras devem aparecer em uma lista aprovada pelo ministério, ter certificações nacionais de produtos válidas e demonstrar capacidades de atendimento pós-venda em seus mercados-alvo.
Empresas que não tiverem redes de atendimento no exterior serão impedidas de exportar por conta própria ou de autorizar exportações.
Sun Xiaohong, secretária-geral de um comitê da Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Produtos de Máquinas e Eletrônicos, disse que carros de passageiros elétricos representaram 28,1% das exportações automotivas da China nos primeiros 8 meses de 2025. A ausência de licenciamento, segundo ela, cria uma lacuna regulatória que coloca em risco tanto o desenvolvimento da indústria quanto os direitos dos consumidores no exterior.
“A longo prazo, as exportações de veículos enfrentarão barreiras comerciais crescentes, e os níveis atuais de crescimento provavelmente não se sustentarão”, afirmou um analista do setor automotivo. Ele estima que as montadoras chinesas aumentarão a produção no exterior nos próximos anos para contornar esses obstáculos.
A BYD já está construindo fábricas na Hungria, Turquia, Uzbequistão, Brasil, Tailândia, Camboja e Malásia. As unidades na Tailândia, Uzbequistão e Brasil já começaram a operar.
À medida que mais fábricas no exterior entram em operação, disse o analista, o volume de exportações de veículos da China continental pode diminuir. “Para resolver a capacidade ociosa interna, o fundamental é estimular a demanda doméstica e facilitar a consolidação ordenada da indústria”, disse.
Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 16 de outubro de 2025. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



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