Vice-presidente afirma que governo seguirá com envio do tratado ao Congresso apesar da judicialização no Parlamento Europeu
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta 5ª feira (22.jan.2026) que o governo brasileiro vai acelerar a internalização do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, mesmo depois da decisão do Parlamento Europeu de judicializar o tratado —movimento que pode atrasar sua vigência por até 2 anos.
A declaração foi dada depois de reunião com o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Segundo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encaminhar ao Congresso Nacional a proposta para que o acordo seja incorporado à legislação brasileira.
“Após 25 anos de trabalho, teve um percalço, mas vamos superá-lo. O presidente (Lula) deve encaminhar ao Congresso, à Câmara, a proposta para adesão, a internalização do acordo Mercosul-União Europeia”, afirmou.
O vice-presidente disse ainda que a tramitação rápida no Legislativo brasileiro pode contribuir para que a Comissão Europeia adote a vigência provisória do acordo, enquanto o caso é analisado judicialmente na Europa.
“Quanto mais rápido a gente agir, melhor. Isso ajudará, entendo que ajudará, na Comissão Europeia, para que haja uma vigência provisória enquanto há uma discussão na área judicial”, declarou.
Judicialização na Europa
Na 4ª feira (21.jan), o Parlamento Europeu aprovou o envio do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia para uma revisão jurídica. A medida suspende o processo de ratificação no Parlamento e pode atrasar a entrada em vigor do tratado em até 24 meses.
A judicialização foi defendida por eurodeputados que questionam a compatibilidade do texto com normas europeias, especialmente nas áreas ambiental e comercial. Com isso, o acordo não poderá ser votado pelo Parlamento Europeu até que o tribunal se manifeste.
Alckmin disse que o Brasil não tem controle sobre a decisão europeia, mas afirmou que o governo vai atuar para reduzir os impactos do atraso: “Isso não depende de nós. Se dependesse de nós, já estava tudo bem acelerado. Mas vamos contribuir para dar condições para que a Comissão Europeia possa agir de maneira mais rápida”.
Acordo histórico
Assinado em 17 de janeiro de 2026, em Assunção, no Paraguai, o acordo Mercosul-UE cria a maior área de livre comércio do mundo entre blocos econômicos, reunindo cerca de 780 milhões de pessoas e aproximadamente um quarto do PIB global.
O tratado prevê a eliminação gradual de tarifas sobre a maior parte dos produtos comercializados entre os blocos, além de regras comuns em áreas como compras governamentais, propriedade intelectual, serviços e sustentabilidade.
Alckmin classificou o acordo como estratégico em um cenário de instabilidade internacional e avanço do protecionismo.
“É um grande exemplo de que, pelo diálogo e pelo entendimento, você pode abrir mercado, fortalecer o multilateralismo, estimular investimentos recíprocos e ter ganho na sustentabilidade”, afirmou.
Próximos passos
Para entrar em vigor, o acordo precisa ser aprovado pelos parlamentos dos países do Mercosul e, no lado europeu, pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais dos Estados-membros da UE.
No Brasil, o governo pretende iniciar a tramitação ainda em 2026. Alckmin lembrou que este é o terceiro acordo comercial firmado pelo Mercosul durante o atual governo, após os tratados com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA).
“O presidente Lula foi o grande promotor desse acordo. Ele lutou esse tempo todo, trabalhou muito”, afirmou o vice-presidente.
O Bate-Papo NG de 23 de junho teve a participação do prefeito de Jaraguá e presidente da Federação Goiana de Municípios (FGM), Paulo Vitor Avelar (União Brasil). Em entrevista aos jornalistas Vinícius Portugal e Marcelo Mendes (Portal G365) ele falou sobre os projetos e desafios da gestão do seu município, onde foi reeleito com 83,13% dos votos nas eleições de 2024, e também a respeito do seu trabalho na federação em que exercerá mandato até 2029.
“Estamos vivendo um tempo de recomeço em Jaraguá. Vamos preservar o sucesso da gestão passada, mas temos que fazer muitas coisas do zero, com a oportunidade de fazermos ajustes. Sem vaidades pela reeleição precisamos trabalhar em dobro pelas pessoas que confiaram novamente no nosso trabalho. Nossa gestão quebrou vários muros e construiu muitas pontes”, relembrou.
O prefeito lembrou dos desafios que encontrou no início da sua primeira gestão em Jaraguá. “Pagamos R$ 18 milhões de precatórios e o salário atrasado de três meses dos aposentados. Superamos os desafios da pandemia. Foi uma experiência muito difícil. Agora temos uma tranquilidade emocional de compreender nossa realidade. Cada município goiano tem uma realidade. Devolvemos a autoestima de Jaraguá gerando emprego e renda, e trouxemos investimentos para o nosso município”, evidenciou.
Sobre os desafios deste novo ciclo de gestão no executivo ele destacou alguns dos desafios que pretende superar de imediato. “Existem algumas obras no município em fase de finalização o que nos permitirá zerar todas as obras paradas de prefeitos anteriores. Temos o maior pacote de obras que a cidade já viu de R$ 30 milhões e em 2026 teremos ainda mais com o auxílio de emendas de deputados estaduais e federais. Tenho seis ou sete empresas demonstrando interesse em se instalar em Jaraguá. Primeiro temos organizado a casa investindo pesado em infraestrutura para receber novos investimentos como os dois cmeis que estamos construindo”, revelou.
O chefe do executivo jaraguense revelou também a intenção de modificar o processo de gestão de resíduos na cidade. “Até agosto deste ano iremos conseguir fechar o lixão que temos na cidade, que já deveria ter fechado desde 1997. Estamos na fase final dos ajustes técnicos para resolver esse problema pelo qual todos os prefeitos que me antecederam respondem judicialmente. Resolver essa demanda é cuidar da nossa população e principalmente do meio ambiente”, considerou.
Presidente da AGM, o prefeito falou sobre os principais desafios do municipalismo goiano. “A situação é calamitosa. Se não tivermos uma conversa justa sobre o Pacto Federativo as prefeituras vão colapsar em quatro ou cinco anos. A PEC 66 será somente um curativo que não vai resolver o problema. Hoje estamos reféns das emendas impositivas. Os deputados não vão querer mudar esse cenário. Goiás tem 246 municípios e só temos 26 que têm arrecadação que permite suficiência financeira para não depender de recursos federais”, alertou.
Sobre o cenário político para 2026 na disputa para presidência e nas eleições estaduais, Paulo Vitor Avelar (UB) manifestou suas impressões. “Não temos outro nome mais capacitado que o do governador Ronaldo Caiado para disputa da presidência. Mas temos um problema com o presidencialismo em que o poder de distribuir os recursos está nas mãos do Congresso. E temos também um STF que dita muito as regras do jogo. Acho que o Daniel é o mais preparado para ser nosso próximo governador por seu berço político com o saudoso ex-governador Maguito e por sua experiência política também. Gracinha Caiado para mim foi uma mãe, uma madrinha, e o trabalho que ela faz como primeira-dama e presidente de honra da OVG é excepcional. Eu acredito muito na vitória dela para o Senado Federal”, constatou.
A Sabatina NG desta quinta-feira (19/9) recebeu o vice-prefeito de Varjão, Diogo Guimarães (Podemos) que é candidato a prefeito nas eleições de 2024. Durante a entrevista, o ex-vereador por dois mandatos e ex-presidente da Câmara de Varjão, apresentou suas propostas e respondeu sobre temas sorteados, enviados pela audiência durante a transmissão ao vivo pela internet e feitas pela produção do programa.
Entre os temas sorteados, Diogo Guimarães falou sobre as demandas da educação básica de Varjão. “A educação do nosso município até conseguiu uma boa nota no Ideb, mas nossos professores até hoje não receberam o reajuste de 9% determinado pelo governo federal. Os nossos professores não estão sendo reconhecidos em seus direitos e não há diálogo com o atual gestor. O Plano de Cargos e Salários da Educação também não foi implementado. Nossos alunos da zona rural também estão com um transporte que tem deixado a desejar em qualidade. Outra questão ligada à educação é o transporte oferecido aos nossos universitários que estudam em Goiânia que estão com um ônibus que precisa ser trocado. Reconheço essas demandas e sendo eleito prefeito irei mudar essas situações”, declarou.
Outro tema importante que o candidato respondeu, foi na área da saúde, onde ele apresentou suas propostas e indicou soluções para os problemas apontados por ele. “Temos um bom quadro de servidores em todas as áreas da nossa administração. A saúde será prioridade na nossa gestão e minha candidata a vice-prefeita, Cristiane, será responsável por montar as equipes e estará atuando junto ao novo secretário de saúde a ser escolhido. Ela pediu para ajudar a coordenar para ajudar em outras áreas, mas vai estar atuando junto a área da Saúde. Nós vamos entregar nos dois primeiros anos o nosso primeiro Hospital Municipal de Varjão, com laboratório 24h, raio X, ultrassonografia e um centro cirúrgico para realizarem partos no nosso município”, revelou.
Na área da habitação, ele falou sobre as casas que estão sendo construídas na cidade neste momento. “Infelizmente temos muitas mentiras sendo ditas pelo atual prefeito sobre esse assunto. Varjão está construindo 34 casas populares, em um programa que começou em 2022. Ele anda na cidade dizendo que há uma parceria com o governo estadual, o que não procede. Essas casas estão tendo custo zero para população e estão sendo construídas exclusivamente pelo governo do Estado de Goiás. Serão beneficiadas pessoas que têm CadÚnico. E o atual gestor não comprou nenhuma área onde essas casas estão sendo construídas para fazer uma praça, escola ou unidade de saúde”, esclareceu.
Durante a Sabatina NG, Diogo Guimarães também apresentou propostas para as áreas do esporte e lazer, cultura, emprego e renda e comentou os resultados das pesquisas de intenção de voto que revelam sua liderança na corrida eleitoral em Varjão. Ele também destacou os apoios políticos que tem do deputado federal Glaustin da Fokus e do governador Ronaldo Caiado. Ele também lamentou a morte de sua amiga, a vereadora de 26 anos, Thais Kelly (Podemos) era bacharela em Direito e buscava a reeleição.
Veja a íntegra desta entrevista



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