Scott Kirby, presidente-executivo da United Airlines, enviou memorando aos funcionários sobre a alta da commodity
Scott Kirby, presidente-executivo da United Airlines, afirmou em memorando enviado aos funcionários na 6ª feira (20.mar.2026) que a companhia se prepara para um cenário no qual o petróleo atinja US$ 175 o barril e permaneça acima de US$ 100 até 2027. As informações são do jornal britânico The Telegraph.
O executivo disse que a United iniciou medidas de economia de combustível e cancelou voos em rotas menos lucrativas. As ações visam a garantir que a companhia esteja “em uma posição mais forte” para reagir caso os preços do petróleo permaneçam elevados.
O cenário projetado elevaria a conta anual de combustível da United em aproximadamente US$ 11 bilhões. O valor é superior ao dobro do melhor lucro já registrado pela empresa.
O preço do petróleo Brent saltou de US$ 70 para US$ 110 o barril depois dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro. Em retaliação, o país persa decidiu bloquear o estreito de Ormuz, passagem de cerca de 1/5 do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.
Kirby disse que a United precisa “ser inteligente” para reduzir os gastos com combustível. “No curto prazo, isso significa podar taticamente voos que são temporariamente não lucrativos diante dos altos preços do petróleo”, afirmou. “Não há sentido em queimar dinheiro no curto prazo com voos que simplesmente não conseguem absorver esses custos de combustível”, declarou o executivo.
Contrato determina que aérea tem o direito de banir de forma permanente ou temporária quem consumir conteúdo de áudio ou vídeo sem fone
A companhia aérea norte-americana United Airlines incluiu uma regra em seu contrato de transporte que permite impedir o embarque ou retirar da aeronave passageiros que não usem fone de ouvido ao consumir conteúdos de áudio ou vídeo. A empresa também pode proibir que eles voem com a aérea no futuro.
Os passageiros ainda podem ter de ressarcir a United Airlines por eventuais danos.
Na regra 21 do contrato de transporte está escrito que a United Airlines “reserva-se o direito de recusar o transporte, de forma permanente ou temporária, ou de remover da aeronave, a qualquer momento, qualquer passageiro” por diversos motivos. Entre eles, quando os viajantes não utilizarem “fones de ouvido enquanto estiverem ouvindo conteúdo de áudio ou vídeo”. Eis a íntegra do contrato, em inglês (PDF – 306 kB).
Segundo o site da companhia aérea, o texto foi atualizado em 27.fev.2026 e, de acordo com a CBS News, foi nessa data que o trecho sobre os fones de ouvido foi acrescentado.
Conforme o contrato, qualquer pessoa que descumprir alguma das regras, como a de não usar o fone, e causar à empresa “qualquer perda, dano ou despesa de qualquer tipo, consente e reconhece que deverá reembolsar” a companhia.
“Além disso, as atividades enumeradas nesta regra constituirão uma violação material do contrato, pela qual a UA ficará isenta de cumprir suas obrigações sob este contrato”, lê-se no documento.
A United Airlines disse que o passageiro que tiver o transporte recusado pode pedir reembolso do valor pago. “Como condição expressa para a emissão de qualquer reembolso, a UA [United Airlines] não será responsável por danos de qualquer tipo”, declarou a companhia.
Em entrevista, Jim Ratcliffe disse que Reino Unido foi “colonizado”; premiê classificou declaração como “ofensiva e incorreta”
Sir Jim Ratcliffe, empresário britânico e co-proprietário do Manchester United, afirmou na 4ª feira (11.fev.2026) que o Reino Unido foi “colonizado por imigrantes” que representam alto custo para o país. As declarações, feitas em entrevista ao portal Sky News, foram criticadas por políticos britânicos e torcedores do clube inglês.
O fundador do grupo químico Ineos, que mora em Mônaco desde 2020, citou os níveis atuais de imigração e o sistema de benefícios sociais britânico. Defendeu ser preciso tomar medidas difíceis para “colocar o país de volta nos trilhos”.
“Você não pode ter uma economia com 9 milhões de pessoas recebendo benefícios e níveis enormes de imigrantes chegando… o Reino Unido foi colonizado por imigrantes, não foi?”, disse Ratcliffe, relacionando o aumento populacional recente com o processo que estaria onerando as contas públicas.
“A população do Reino Unido era de 58 milhões em 2020, agora é de 70 milhões. São 12 milhões a mais”, afirmou o empresário.
As alegações foram contestadas pelo ONS (Escritório Nacional de Estatísticas). Segundo dados oficiais, a população britânica era de aproximadamente 67 milhões em 2020, e não 58 milhões como alegado por ele.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou a fala como “ofensiva e incorreta” e exigiu retratação. “A Grã-Bretanha é um país orgulhoso, tolerante e diverso. Jim Ratcliffe deveria pedir desculpas”, disse em seu perfil no X.
Andy Burnham, prefeito trabalhista da Grande Manchester, também criticou as declarações. Em comunicado oficial, afirmou que os comentários “contradizem tudo o que Manchester tradicionalmente representa: um lugar onde pessoas de todas as raças, crenças e sem crença alguma se uniram ao longo dos séculos para construir nossa cidade e nossas instituições, incluindo o Manchester United FC”.

Burnham também acusou Ratcliffe de ter “desviado riqueza” do Manchester United enquanto oferece “pouca contribuição” à cidade.
Em seu comunicado, diferenciou o debate sobre políticas migratórias de caracterizações preconceituosas: “Pedir restrições aos níveis de imigração é uma coisa; retratar aqueles que vêm para cá como uma força invasora hostil é outra bem diferente”.
Burnham classificou as declarações de Ratcliffe como “impreciso, ofensivo e inflamatório” e pediu que fossem retiradas.
As críticas de Ratcliffe ao número de pessoas recebendo benefícios surgem pouco depois de sua empresa, a Ineos, ter recebido uma subvenção governamental de 120 milhões de libras para proteger 500 empregos.



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