27 de fevereiro de 2026
  • 03:29 Moro talvez não soubesse se tigela é com G ou J, ironiza Gilmar
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Ministro criticou o ex-juiz durante cerimônia de 135 anos do STF; Moro é réu na Corte por calúnia contra Gilmar

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, ironizou, nesta 5ª feira (26.fev.2026), o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) durante a cerimônia de 135 anos da Corte. Ao criticar a operação Lava Jato, o magistrado mencionou rumores de que o ex-juiz contratava escritores para suprir supostas dificuldades com a língua portuguesa.

Enquanto criticava a cobertura da imprensa sobre a Lava Jato, Mendes afirmou que “muitos jornalistas importantes, hoje até promovidos, eram ghostwriters de Sergio Moro e companhia”. O decano ironizou a capacidade de escrita do senador: “Precisava de ghostwriters porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra ‘tigela’”, declarou.

O ministro manifestou “perplexidade” com veículos de comunicação que exaltaram a Lava Jato e criticou a ausência de “mea-culpa” diante de abusos posteriormente reconhecidos pela Justiça.

O decano classificou como foco excessivo da imprensa sobre o Supremo. Segundo ele, um “alienígena” que chegasse ao Brasil e acompanhasse o noticiário recente concluiria que “todos os problemas do país se restringem ao Supremo”. A Corte seria “a única instituição brasileira a merecer aprimoramentos”, afirmou.

Assista ao vídeo (3min24s):

EX-JUIZ É RÉU NO STF

A 1º Turma do STF formou maioria em outubro de 2025 por rejeitar um recurso de Moro. O senador foi mantido no banco dos réus em processo no qual é acusado de calúnia ao decano. 

A denúncia oferecida pela PGR (Procuradoria Geral da República) foi aceita por unanimidade dos ministros da 1ª Turma em junho de 2024.

A PGR afirma que Moro cometeu crime de calúnia ao atribuir a Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva. O episódio citado na denúncia se deu em uma festa junina, em 2022, quando o juiz da Lava Jato foi gravado dizendo que um habbeas corpus poderia ser “comprado” do ministro.



Autor Poder360 ·


O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) declarou neste sábado (31.ago.2024) estar utilizando o VPN para conseguir fazer publicações no X (antigo Twitter). O uso da ferramenta foi proibida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sob pena de multa diária de R$ 50.000.

  • o que é VPN: software (programa de computador) com diversas versões gratuitas ou pagas. Permite a qualquer pessoa utilizar a internet sem que as operadoras saibam a origem do acesso. Esse recurso tecnológico é usado sobretudo em ditaduras em que os cidadãos são proibidos de ter acesso a sites ou aplicativos considerados impróprios pelos autocratas no comando.

Moraes determinou a suspensão do X no Brasil. No entanto, brasileiros que estão no exterior seguem com acesso normal à plataforma. Foi desta maneira que este jornal digital leu as mensagens postadas pelo deputado e replica neste texto, por ser de interesse público e ter relevância jornalística.

Formulário de cadastro

Em sua publicação, o congressista chamou Moraes de “tirano” e disse que ele é “amigo” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcando os perfis oficiais de cada um na plataforma.

“No Brasil, nós não temos X mais desde meia-noite. Eu estou tuitando isso com o VPN. Esse tuíte pode me custar US$ 10.000, de acordo com a decisão do tirando Alexandre de Moraes, amigo de Lula”, escreveu, em inglês.

Eis a tradução do tuíte publicado por Van Hattem no X:

“No Brasil, nós não temos mais o X desde meia-noite.

“Eu estou tuitando isso com o VPN.

“Esse tuíte pode me custar US$ 10.000, de acordo com a decisão do tirando Alexandre de Moraes, amigo de Lula: cada brasileiro que publicar no X a partir de agora vai ser multado em R$ 50.000 de acordo com essa ‘regra’ ilegal.

“A minha dignidade vale muito mais do que isso. Na verdade, [a minha dignidade] não tem preço. Eu vou continuar tuitando independentemente da perseguição do Estado ou de ameaças porque eu acredito na liberdade de expressão, na democracia e na justiça de verdade.

“Os brasileiros vão tomar as ruas. No 7 de Setembro, nós vamos fazer nossas vozes serem ouvidas bem claramente. Nós vamos exigir que Moraes sofra um impeachment pelo Senado e que seja enviado à cadeia depois do seu julgamento –algo que Moraes cruelmente e inconstitucionalmente não dá para as pessoas que ele persegue.

“Obrigado, Elon Musk, por permanecer conosco. As suas atitudes contra a censura e o autoritarismo estão nos dando esperança e fortalecendo a nossa causa por liberdade no Brasil!”

Van Hattem também usou seu perfil no Threads, da Meta (dona de WhatsApp, Instagram e Facebook), para chamar Moraes de “covarde”.


Leia mais sobre Moraes X Musk:

Autor Poder360 ·