1 de fevereiro de 2026
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Premiê britânico comentou sobre documentos que contradizem afirmações de Andrew sobre fim de sua relação com o predador sexual

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda), defendeu que Andrew Mountbatten-Windsor, acusado de ter relações com o predador sexual Jeffrey Epstein, preste depoimento a um comitê do Congresso dos EUA (Estados Unidos) sobre suas conexões com o bilionário. Andrew é irmão do rei Charles 3º.

A declaração foi dada a jornalistas neste sábado (31.jan.2026), durante um voo saindo de Xangai, na China, em direção ao Japão. O veículo britânico“ITV News” obteve a informação. Starmer afirmou que o ex-príncipe deveria comparecer perante os legisladores norte-americanos para explicar tudo o que sabe sobre Epstein, visando a ajudar as vítimas.

“Qualquer pessoa que tenha informações deve estar preparada para compartilhar essas informações em qualquer formato que lhe seja solicitado”, declarou.

A fala se dá depois do DOJ (Departamento de Justiça norte-americano) divulgar, na 6ª feira (30.jan), documentos que mostram que Andrew manteve contato regular com o financista condenado por crimes sexuais.

Nessa mesma divulgação, há e-mails que sugerem que Epstein teria convidado Andrew para jantar em Londres com uma mulher chamada Irina. Segundo a descrição feita pelo financista, tratava-se de uma mulher russa de 26 anos. As mensagens foram trocadas em agosto de 2010. Eis a íntegra do e-mail de Epstein (PDF – 49 kB, em inglês).

Andrew respondeu que “ficaria encantado em vê-la” e pediu que Epstein lhe passasse seu contato. Leia a íntegra (PDF – 71 kB, em inglês). Os arquivos contradizem afirmações anteriores de Andrew, que havia negado manter laços com Epstein.

As páginas que foram reveladas são mais uma parte do que o governo dos EUA tem sobre Epstein. O presidente norte-americano Donald Trump (republicano) sancionou em 19 de novembro de 2025 um projeto de lei que havia sido aprovado pelo Congresso para obrigar o Departamento de Justiça a divulgar todas as informações da investigação sobre o empresário.

Estão nos arquivos e-mails enviados e recebidos pelo financista, conversas com aliados, sócios e lobistas e análises econômicas, além de manuscritos de livros, artigos de notícias e até poesias que eram enviadas a ele.

QUEM FOI JEFFREY EPSTEIN

Jeffrey Edward Epstein nasceu em 20 de janeiro de 1953, em Nova York (EUA). Foi preso após ser condenado por abuso de uma menina de 14 anos, além de ser acusado de vários crimes sexuais. Em 10 de agosto de 2019, foi encontrado morto em sua cela na prisão em Nova York. Ele estava ajoelhado com um lençol amarrado no pescoço e preso numa cama beliche. A causa oficial da morte foi suicídio por enforcamento.

Epstein formou-se antes do previsto na Lafayette High School, no Brooklyn, em 1969. Estudou até 1971 na faculdade Cooper Union, em NY, ano em que se transferiu para o Instituto Courant de Ciências Matemáticas da NYU(Universidade de Nova York), onde estudou por 3 anos, mas não se formou.

De acordo com a enciclopédia Britannica, mesmo sem um diploma, Epstein deu aulas de física e matemática, de 1974 a 1976, em uma escola particular, a Dalton School, em Manhattan.

Epstein iniciou sua carreira no mercado financeiro logo depois de deixar o cargo de professor. Entrou no banco de investimentos Bear Stearns, onde trabalhou por 4 anos. Em 1981, criou seu próprio fundo financeiro para gerir patrimônios bilionários. Seu 1º cliente foi Les Wexner, dono da Victoria’s Secret.

O bilionário frequentava e promovia festas com personalidades e políticos norte-americanos. Entre os convidados dos eventos realizados na ilha particular de Epstein, Little St. James (nas Ilhas Virgens Americanas, no Caribe), estavam personalidades como Bill Clinton, Donald Trump, o príncipe Andrew e Bill Gates. Era comum que Epstein emprestasse seu jato particular para levar os convidados até a ilha.



Autor Poder360 ·