Líder brasileiro não compareceu na cerimônia de assinatura, mas enviou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em seu lugar
O presidente do Paraguai, Santiago Peña (Partido Colorado, direita), disse neste sábado (17.jan.2026) que sem o trabalho diplomático do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no período que esteve na presidência do Mercosul, o acordo com a UE (União Europeia) não teria “saído do papel”.
“Não posso deixar de mencionar o nome de um grande e querido, hoje infelizmente ausente, que sem ele não teríamos chegado a este acordo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos fatores fundamentais no processo de negociação do acordo”, afirmou Peña durante cerimônia de assinatura do acordo no Gran Teatro José Asunción Flores, em Assunção, no Paraguai, país que exerce a presidência rotativa do Mercosul.
Lula não compareceu ao evento e foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na 6ª feira (16.jan), Lula se encontrou no Rio de Janeiro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também participaria, mas teve seu voo de Bruxelas para a capital carioca cancelado.
Assista à cerimônia de assinatura do acordo:
Além do presidente paraguaio Santiago Peña, participam do encontro:
- Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
- Santiago Peña (Partido Colorado, direita), presidente do Paraguai;
- Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), presidente da Argentina;
- Yamandú Orsi (Frente Ampla, esquerda), presidente do Uruguai;
- Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão, centro), presidente da Bolívia;
- José Raúl Mulino (Realizando Metas, direita), presidente do Panamá;
- Ursula von der Leyen (CDU, centro-direita), presidente da Comissão Europeia;
- António Costa (Partido Socialista, centro-esquerda), presidente do Conselho Europeu.
O ACORDO
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é um tratado de livre comércio que abrange cerca de 780 milhões de consumidores e representando aproximadamente 25% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Negociado por mais de 25 anos, o tratado busca reduzir progressivamente tarifas de importação, aumentando o comércio entre os blocos e criando oportunidades para produtos industriais europeus e produtos agropecuários sul-americanos.
Além disso, o texto inclui regras sobre compras governamentais, serviços, propriedade intelectual, mecanismos de solução de controvérsias e compromissos ambientais relacionados ao Acordo de Paris e ao combate ao desmatamento.
O presidente Lula não foi à cerimônia, mas comemorou a assinatura do acordo, chamando o evento como uma “vitória do multilateralismo”. Em sua página no X, ele afirmou que o tratado representa um marco histórico de fortalecimento do diálogo entre os blocos, capaz de gerar emprego, renda, desenvolvimento sustentável e progresso econômico.


A assinatura do tratado não é a etapa final do acordo, mas é um passo formal importante. Para que o acordo entre oficialmente em vigor, ele precisa passar pela aprovação dos parlamentos de todos os países envolvidos, tanto no Mercosul quanto na União Europeia. Essa etapa é fundamental para transformar o compromisso assinado em regras efetivas de comércio.
No lado sul-americano, o tratado precisará passar pelos congressos nacionais de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Essa etapa é necessária porque o acordo estabelece obrigações legais dentro de cada país do bloco, incluindo redução de tarifas, mudanças nas regras comerciais e diversos compromissos regulatórios.
Durante os processos de ratificação, existe a possibilidade de aplicação provisória de certas partes do acordo, principalmente aquelas relacionadas à redução de tarifas. Isso permitiria antecipar benefícios econômicos antes da ratificação completa por todas as partes envolvidas.
O acordo comercial entre os blocos só entrará plenamente em vigor depois da conclusão de todas as aprovações internas necessárias, tanto na União Europeia quanto nos países do Mercosul.
Entenda mais sobre o acordo no Poder360:
PRÓXIMOS PASSOS
Depois de assinado, o processo exigirá análise pelo Parlamento Europeu. Determinadas partes do acordo também poderão necessitar de aprovação pelos parlamentos nacionais de cada país-membro da UE, dependendo da interpretação jurídica adotada –o que pode provocar divergências entre a decisão continental e decisões nacionais.
No lado sul-americano, o tratado precisará passar pelos congressos nacionais de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Essa etapa é necessária porque o acordo estabelece obrigações legais dentro de cada país do bloco, incluindo redução de tarifas, mudanças nas regras comerciais e diversos compromissos regulatórios.
Durante os processos de ratificação, existe a possibilidade de aplicação provisória de certas partes do acordo, principalmente aquelas relacionadas à redução de tarifas. Isso permitiria antecipar benefícios econômicos antes da ratificação completa por todas as partes envolvidas.
O acordo comercial entre os blocos só entrará plenamente em vigor depois da conclusão de todas as aprovações internas necessárias, tanto na União Europeia quanto nos países do Mercosul.
UE E MERCOSUL
A UE é o 2º maior parceiro comercial do Mercosul em bens. O acordo criaria uma área de livre comércio com mais de 700 milhões de pessoas e PIB combinado de US$ 22 trilhões.
O Brasil exportou US$ 49,8 bilhões à União Europeia em 2025, uma alta de 3,2% em relação a 2024. As importações somaram US$ 50,3 bilhões no ano passado, com crescimento de 6,4% em 1 ano.
A corrente comercial –soma das exportações e importações– superou US$ 100 bilhões pela 1ª vez na série histórica, iniciada em 1997. O volume subiu 4,8% em relação ao ano passado.
Segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), concluído no início de 2024, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tem potencial para aumentar o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 0,46% até 2040, o equivalente a US$ 9,3 bilhões –cerca de R$ 50 bilhões na cotação atual. Eis a íntegra (PDF – 3 MB).
PRINCIPAIS PONTOS DO ACORDO
1. Eliminação de tarifas alfandegárias
- Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
- Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
- União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
2. Ganhos imediatos para a indústria
- Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.
Setores beneficiados:
- máquinas e equipamentos;
- automóveis e autopeças;
- produtos químicos;
- aeronaves e equipamentos de transporte.
3. Acesso ampliado ao mercado europeu
- Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
- UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
- comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.
4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis
- produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
- acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
- cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
- mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
- na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
- no mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.
5. Salvaguardas agrícolas
UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:
- importações crescerem acima de limites definidos;
- preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
- medida vale para cadeias consideradas sensíveis.
6. Compromissos ambientais obrigatórios
- produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
- cláusulas ambientais são vinculantes;
- possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.
7. Regras sanitárias continuam rigorosas
- UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários;
- produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.
8. Comércio de serviços e investimentos
Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.
Avanços em setores como:
- serviços financeiros;
- telecomunicações;
- transporte;
- serviços empresariais.
9. Compras públicas
- empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
- regras mais transparentes e previsíveis.
10. Proteção à propriedade intelectual
- reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
- regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.
11. PMEs (Pequenas e médias empresas)
- capítulo específico para PMEs;
- medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
- redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.
O Ministério dos Transportes anunciou nesta sexta-feira (9/1) o primeiro lote de carteiras nacionais de habilitação (CNH) renovadas automaticamente para condutores que não cometeram infração nos últimos 12 meses.
A medida, adotada com o objetivo de beneficiar bons condutores, está prevista em medida provisória publicada no dia 10 de dezembro de 2025.
A data de hoje foi escolhida para o anúncio pelo fato de os condutores terem prazo de 30 dias, contatos a partir do vencimento da CNH, para fazer a renovação do documento.
“A decisão prevê que condutores responsáveis no trânsito não precisam realizar exames presenciais, se deslocar aos Detrans ou pagar qualquer taxa adicional para renovar o documento. O processo será totalmente automático e digital, pelo sistema da Secretaria Nacional de Trânsito, a Senatran, com a atualização disponível no aplicativo da CNH do Brasil”, informa o ministério.
Durante o anúncio do primeiro lote de CNHs renovadas automaticamente, Renan Filho disse que uma mensagem será enviada, por celular, aos bons condutores parabenizando-os pelo feito e concedendo, a eles, um selo.
Ele explicou que a gratuidade será para a carteira digital. Se o condutor desejar a carteira física, basta solicitar ao Detran, mas aí terá de pagar pelo serviço.
Renan Filho lembrou que, há alguns anos, o Brasil permitiu o aumento do número de pontos para condutores que cometeram infrações de trânsito, o que, segundo ele, acabava por beneficiar os infratores.
“Hoje, o Estado brasileiro está dizendo ao cidadão: seja um bom condutor para não pagar taxa nem novos exames. Para não perder o dia de trabalho, nem largar o que está fazendo para, de tempos em tempos, voltar a um guichê, pegar um papel, pagar por um carimbo, esperar muito e ser mais uma vítima da burocracia”, disse o ministro dos Transportes.
O cadastro no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) pode ser feito por meio do aplicativo da CNH ou por meio do Portal de Serviços da Senatran.
Condutores com 70 anos ou mais não estão aptos a receber o benefício. Motoristas com idade a partir de 50 anos receberão o benefício uma única vez.
“A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde”, informa o ministério. (Com informações da Agência Brasil)
Número de casas sem energia elétrica caiu para cerca de 70.000 na noite deste sábado (27.dez); previsão indica que os últimos dias de dezembro serão mais chuvosos
Em meio a ondas de calor, o Estado de São Paulo enfrenta fortes chuvas, com cerca de 70.000 residências sem luz na região metropolitana da capital na noite deste sábado (27.dez.2025), segundo dados da Enel. O município de São Paulo foi colocado em estado de alerta pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências).
À tarde, mais de 160 mil casas ficaram sem energia elétrica. O número considera todos os 24 municípios onde a concessionária atua, incluindo a capital. Confira o monitoramento da Enel São Paulo clicando aqui.
A chuva teve fortes rajadas de vento, descargas elétricas e granizo. Quedas de árvores foram registradas pela cidade. A Defesa Civil enviou alerta de celular informando sobre a chuva na região central e norte. A zona oeste também foi atingida.
Segundo a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, foram feitos mais de 30 chamados para queda de árvores. Os telhado de duas casas —uma na Brasilândia e outra no Jaraguá— caíram, mas não houve vítimas.
De acordo com as simulações mais recentes do CGE, os últimos dias de dezembro serão mais chuvosos, principalmente entre os dias 29 e 31.
Mesmo com o período chuvoso, a expectativa é de que o calor continue durante o final de semana, em decorrência da atuação de uma massa de ar quente e úmido sobre o Sudeste do Brasil, responsável pelos recordes de temperaturas nos últimos dias.
Segundo o banco de dados do CGE, dezembro acumulou até o momento 149,7mm de chuva, o que representa aproximadamente 81,2% dos 184,2mm esperados para o mês.
Sem citar Havaianas, Tarcísio fala em começar 2026 “com o pé direito”
Lidiane 23 de dezembro de 2025
Marca de sandálias é alvo de boicote da oposição ao governo Lula por campanha com a atriz Fernanda Torres
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), usou um vídeo sobre o Rodoanel para criticar a marca de sandálias Havaianas por uma campanha publicitária com a atriz Fernanda Torres. Nas imagens, publicadas na 2ª feira (22.dez.2025) no Instagram, o político diz que o Estado “vai começar o ano novo com o pé direito”.
Na peça publicitária da Havaianas, a artista faz uma brincadeira com a expressão “pé direito”, frase que foi interpretada por políticos da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um posicionamento político.
No vídeo, Fernanda Torres diz: “Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte. Mas, vamos combinar, sorte não depende de você, depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os 2 pés. Os 2 pés na porta, os 2 pés na estrada, os 2 pés na jaca, os 2 pés onde você quiser. Vai com tudo, de corpo e alma, da cabeça aos pés”.
Políticos de oposição ao governo usaram as redes sociais para pedir boicote à Havaianas depois da peça publicitária com a atriz Fernanda Torres.
Tarcísio não menciona a marca de sandálias, mas escreveu, na legenda do vídeo: “Em São Paulo, sempre com o pé direito”.
Já no começo da filmagem, quando está entrando em um caminhão, o governador paulista afirma: “Aqui em São Paulo, a gente vai começar o ano novo com o pé direito”.
Assista:
Assista à propaganda da Havaianas com Fernanda Torres (33s):
📹 #Vídeo 🩴 “Não quero que você comece 2026 com o pé direito”, diz Fernanda Torres em comercial da Havaianas
👎 A Havaianas está sendo alvo de críticas nas redes sociais por causa de uma peça publicitária com a atriz Fernanda Torres. Na propaganda publicada no Instagram, a… pic.twitter.com/jHXSRahvvP
— Poder360 (@Poder360) December 21, 2025
Leia mais:
O senador liderou o grupo que cantou louvores evangélicos e orou pela saúde de Jair Bolsonaro, preso em 22 de novembro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comandou a vigília em prol da saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no sábado (22.nov.2025). O encontro de aliados começou por volta das 19h20 em um estacionamento perto do condomínio Solar de Brasília, na capital federal, onde Jair cumpria pena domiciliar até ser preso e levado à Superintendência da Polícia Federal.
Flávio esteve acompanhado de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), mas não contou com a presença de sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), e tampouco de seus irmãos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), que moram nos Estados Unidos e em Santa Catarina, respectivamente.
Estiveram presentes o senador Rogério Marinho (PL-RN), o juiz aposentado Sebastião Coelho e os deputados Helio Lopes (PL-RJ), Bia Kicis (PL-DF) e Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, que chegou nos minutos finais.
Flávio, que convocou a vigília na 6ª feira (21.nov.2025), foi recebido com abraços de apoiadores, que entoaram “volta Bolsonaro” como forma de apoio ao ex-presidente. Ao centro da roda, o senador liderou o grupo, que cantou louvores evangélicos e orou pela saúde de Jair Bolsonaro. Lopes, Kicis e Marinho ficaram ao lado do senador durante as orações.
Carlos Bolsonaro, porém, não participou ativamente. O vereador preferiu se distanciar do centro da roda de orações e limitou sua participação a tirar fotos e conversar com apoiadores.
Grande parte dos presentes vestiam camisas verde e amarela com mensagens a favor de Jair Bolsonaro. Os apoiadores também levaram um boneco de papelão em tamanho real do ex-presidente.
A vigília foi encerrada por volta das 20h25, pouco depois da confusão na qual um homem foi agredido enquanto fazia pregação.
VIGÍLIA MOTIVOU PRISÃO
Jair Bolsonaro teve sua prisão decretada no sábado (22.nov) depois de a PF (Polícia Federal) divulgar elementos que, segundo o ministro do STF Alexandre de Moraes, indicam risco de fuga e ameaça à ordem pública.
A vigília foi citada pelo ministro como elemento adicional para fundamentar a necessidade de prisão preventiva.
“O conteúdo da convocação para a referida ‘vigília’ indica a possível tentativa da utilização de apoiadores do réu Jair Messias Bolsonaro, em aglomeração a ser realizada no local de cumprimento de sua prisão domiciliar, com a finalidade de obstruir a fiscalização das medidas cautelares e da prisão domiciliar pela Polícia Federal e pela Polícia Polícia Penal do Distrito Federal”, escreveu Moraes.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), acredita que o projeto de Lei Antifacção, de enfrentamento às grandes organizações criminosas, será aprovado pelo Senado sem dificuldades nem alterações significativas no texto. Após diversas versões apresentadas pelo relator, Guilherme Derrite (PL/SP), a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira (18/11), com 370 votos favoráveis e 110 contrários,
Caiado avalia que o tema já está bem alinhado com o entendimento das lideranças e responde ao clamor da sociedade por medidas mais duras no combate às facções criminosas.
“Acho que vai para o Senado mais ou menos acordado. Aquilo ali já vai ser aprovado. Não vejo nenhuma retirada. Não tem mais condições, nem clima, no momento em que a maior prioridade da população brasileira é o combate à criminalidade”, frisou o governador, que comemorou a aprovação com votação expressiva.
“Acho que quem vai tirar uma parte do texto lá vai ser o Lula no veto”, acrescentou.
O governador goiano destacou, ainda, a importância do debate e da seriedade na discussão do tema.
“Acho que precisa ser tratado com mais seriedade, porque o avanço do crime no Brasil faz com que 60 milhões de brasileiros estejam hoje vivendo sob o comando, a tutela das facções criminosas’, argumentou.
O projeto original foi enviado ao Congresso pelo governo federal em outubro. Derrite afastou-se do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo, para relatar a matéria na Câmara.
Articulação e busca por equiparação de facções a terroristas
Caiado dedicou sua agenda para estar presente na Câmara dos Deputados, em Brasília, e articular pessoalmente o apoio dos parlamentares à aprovação do projeto, dialogando com governadores e lideranças partidárias, entre elas o deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
“Cheguei aqui mais ou menos às 15h30 e estou saindo agora (às 22h). Passei o dia inteiro hoje matando a saudade. 24 anos que eu vivi aqui. É muita saudade. Tinha a hora que tinha vontade de ir para a tribuna e ir para o microfone”, comentou em tom descontraído.
O texto aprovado na Câmara dos Deputados tipifica o crime de facção criminosa e agrava penas, visando fortalecer as investigações e o combate ao crime organizado. Também cria e integra os Bancos Nacional e Estaduais de Dados sobre as Organizações Criminosas, bem como impede o uso de empresas como instrumentos de lavagem de dinheiro, entre outras medidas.
Caiado deve repetir o mesmo empenho no Congresso em prol da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, prevista para ser votada no dia 13 de dezembro. O relatório será apresentado no dia 4, conforme data definida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.
“Estamos iniciando uma etapa importante dessa luta que precisa ser vencida por nós. Temos certeza que, para recuperarmos nossas fronteiras, a Amazônia brasileira e todas regiões tomadas, precisamos implantar a lei que equipara o narcotraficante como sendo um terrorista no país. Aí sim, nós teremos também, além das nossas forças policiais, a presença das Forças Armadas para podermos ter um grande combate para devolver a Amazônia e tantos outros territórios que estão ocupados por eles”, afirmou Caiado, reforçando a importância da equiparação de faccionados à condição de terroristas.
Segundo o vice-presidente, a redução anunciada pelos EUA foi insuficiente para equilibrar a competitividade do produto nacional frente aos concorrentes, como o Vietnã
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a tarifa de 40% cobrada pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro continua “muito alta” mesmo após a ordem executiva do presidente Donald Trump (Partido Republicano), que reduziu em 10 pontos percentuais o imposto aplicado às exportações do Brasil.
Segundo ele, a redução da tarifa, que era de 50%, foi insuficiente para equilibrar a competitividade do produto nacional frente aos concorrentes. Em agosto de 2025, Trump aumentou em mais 40% a tarifa a produtos brasileiros –que já era de 10%– como resposta aos julgamentos enfrentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal).
Alckmin destacou que o Brasil segue em desvantagem mesmo sendo o maior fornecedor de café arábico para o mercado americano. “No caso do café, não tem sentido. Ainda é alta, 40%.”
“Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito alto. Aliás, no caso do Vietnã, reduziu 20%, porque era 20% e foi para zero”, disse. “O café também reduziu 10%, só que tem um concorrente que reduziu 20%. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade.”
otimismo
O vice-presidente citou um contraste: enquanto o café permanece com tarifa elevada, o suco de laranja foi totalmente desonerado e hoje entra nos EUA com alíquota zero. Segundo ele, trata-se de um setor “muito atendido”, responsável por US$ 1,2 bilhão em exportações para o mercado americano.
Apesar das queixas sobre a tarifa do café, Alckmin afirmou que há ambiente diplomático favorável para novas negociações. “Vamos agora aguardar os próximos passos, mas estamos otimistas”, afirmou.
Proposta amplia direitos de estagiários em casos de afastamento por motivos de saúde; texto vai à Comissão de Assuntos Sociais
A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou na 3ª feira (4.nov.2025) o projeto de lei que assegura ao estagiário o direito de se afastar para tratamento de saúde sem desligamento do estágio. O PL 3.058 de 2024, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), recebeu voto favorável do relator, senador Dr. Hiran (PP-RR), e segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais.
O texto altera a Lei do Estágio (11.788 de 2008) para permitir o afastamento mediante atestado médico, mas desde que o estagiário mantenha ativa a matrícula na instituição de ensino. Dessa forma, não poderá ser desligado por iniciativa da empresa ou órgão em que faz o estágio.
A proposta também estabelece que o termo de compromisso deverá especificar o impacto sobre a bolsa e os benefícios durante o período de afastamento.
Para os casos de licença médica superior a 60 dias seguidos, o projeto estabelece que o estudante não será considerado no número máximo de estagiários permitidos no quadro de pessoal da empresa ou órgão. Segundo Dr. Hiran, essa medida equilibra os interesses do estagiário e da parte concedente, evitando prejuízos a ambos.
Ainda de acordo com o senador, o projeto assegura segurança jurídica e estabilidade na relação de estágio, contribuindo para a continuidade da formação do estudante: “Ao garantir que o educando não perca a oportunidade de estágio em decorrência do acometimento de doença e possa retornar às atividades após sua recuperação, o projeto promove maior segurança jurídica e estabilidade na relação de estágio”.
Audiência pública
A comissão aprovou ainda requerimento (46 de 2025) do senador Dr. Hiran para promover audiência pública com o objetivo de instruir o PLS 354 de 2015, que cria o Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Fenilcetonúria, a ser celebrado no dia 3 de junho.
A fenilcetonúria é uma doença genética rara em que o organismo não consegue metabolizar corretamente a fenilalanina, um aminoácido presente em alimentos ricos em proteína (como carne, leite, ovos, queijo e alguns grãos). Isso ocorre porque a pessoa nasce com deficiência ou ausência da enzima fenilalanina hidroxilase, responsável por transformar a fenilalanina em outra substância chamada tirosina.
No Brasil, a fenilcetonúria é detectada pelo teste do pezinho, obrigatório para recém-nascidos. Quanto mais cedo identificada, melhor o prognóstico.
Com informações da Agência Senado.
O vereador Thialu Guiotti, presidente estadual do Avante, avalia que a suposta exclusão do presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo (PRD), de um almoço com o vice-governador Daniel Vilela (MDB) reflete os bastidores da disputa pela Mesa Diretora do próximo biênio. O episódio foi noticiado após o vereador Lucas Virgílio (MDB) não ter convidado Policarpo para o encontro.
Sobre o ocorrido, Guiotti ponderou que, se foi um esquecimento real, deve ser respeitado. No entanto, questionou a motivação por trás do fato.
“É uma insanidade política pensar que o próximo presidente, a próxima Mesa Diretora da Câmara será eleita sem o apoio do presidente Romário Policarpo. Policarpo tem o respeito e tem a confiança de todos os pares desta Casa por aquilo que ele construiu durante os seus mandados e principalmente enquanto presidente”, avaliou.
O líder do Avante foi categórico ao afirmar que qualquer movimento para minar a liderança do atual presidente é um erro estratégico.
“Se o jogo político foi para enfraquecer o presidente Romário Policarpo no sentido de buscar um novo grupo em relação à Mesa Diretora, foi um tiro no pé. Porque eu posso afirmar aqui, categoricamente, que a próxima Mesa Diretora não será eleita sem o apoio do presidente Romário Policarpo”, disse.
Guiotti lembrou ainda que recuou de sua própria candidatura a deputado estadual para apoiar Policarpo e compor uma dobradinha com o atual presidente da Casa, sendo ele, Guiotti, candidato a deputado federal. Ele citou que o vereador Henrique Alves também já declarou apoio a Policarpo.
“Inclusive já temos uma conversa muito avançada para que o presidente Romário Policarpo venha disputar as eleições pelo Avante. Falta apenas um detalhe partidário dele com o Patriotas, mas a palavra e o compromisso já está dado ao Avante e nós vamos fazer uma chapa para eleger entre 4 e 5 deputados estaduais.”
Questionado sobre o legado de Policarpo na presidência da Câmara, Thialu Guiotti foi enfático ao destacar sua integridade: “Compromisso e palavra. O Romário é difícil de dar palavra, mas depois que ele dá palavra no compromisso político ele não recua.”
“Pode haver divergência política, mas Romário Policarpo tem palavra e honra aquilo que diz”, finalizou o presidente estadual do Avante, reforçando a confiança no aliado.
Rodrigo Paz e Quiroga disputarão a 2ª rodada do pleito em 19 de outubro; é a 1ª vez desde 2006 que a direita tem chances reais de conquistar a Presidência
A eleição presidencial realizada neste domingo (17.ago.2025) na Bolívia terminou sem definição. O centrista Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão), de 57 anos, e Jorge “Tuto” Quiroga (Aliança Livre, centro-direita), 65 anos, disputarão o 2º turno em 19 de outubro.
Paz recebeu 32,05% dos votos, enquanto Quiroga obteve 26,97%. Nenhum candidato alcançou os 50% necessários para vencer em 1ª votação, nem os 40% com 10 pontos de vantagem sobre o 2º colocado.
Esta é a 1ª vez desde 2006 que a direita tem chances reais de conquistar a Presidência, encerrando quase 20 anos de hegemonia da esquerda iniciada com Evo Morales e MAS (Movimento ao Socialismo).
O cenário se dá por causa da crise econômica no país, com inflação elevada (24,86% em julho), reservas cambiais baixas e escassez de combustíveis e produtos básicos, o que culminou na baixa popularidade do atual presidente Luis Arce (independente, esquerda).
Diferentemente de outros países sul-americanos que utilizam urnas eletrônicas, a Bolívia adota o sistema de votação em papel, com contagem manual.
Jorge Quiroga
Jorge “Tuto” Quiroga, 65 anos, nasceu em Cochabamba e é formado em engenharia industrial. Foi presidente interino da Bolívia (2001-2002) depois de servir como vice-presidente de 1997 a 2001, no governo de Hugo Banzer.
Candidatou-se anteriormente nas eleições de 2005, 2014 e tentou em 2020, mas retirou sua candidatura pouco antes do pleito. Defende um liberalismo conservador, redução do deficit fiscal, privatização de empresas públicas deficitárias, livre comércio com os Estados Unidos e China. Entre suas propostas de campanha, estão a eliminação de impostos sobre os dividendos e a criação de 750 mil empregos durante o mandato de 5 anos.
Rodrigo Paz
Rodrigo Paz Pereira é senador e ex-prefeito de Tarija. Filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora (1989-1993), construiu sua carreira política desde o início dos anos 2000. É formado em relações internacionais com especialização em Economia e concluiu uma maestria em gestão política na American University, em Washington D.C.
Sua campanha defende um modelo de “capitalismo para todos”, com foco na formalização da economia, combate à corrupção e reformas institucionais para limitar a reeleição e fortalecer a Justiça.










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