27 de fevereiro de 2026
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A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (10/2) uma operação para cumprir um mandado de busca e apreensão. A ação foi realizada pela Delegacia Estadual de Atendimento à Vítima de Crimes Raciais e de Intolerância (Deacri) contra um homem investigado por ameaça com arma de fogo e injúria motivada por intolerância religiosa. A diligência aconteceu em uma residência localizada em Aparecida de Goiânia.

As investigações tiveram início após um episódio ocorrido em novembro de 2025. Na ocasião, as vítimas realizavam um ritual de religião de matriz africana nas proximidades do Bosque Alto Paraíso. Elas foram então abordadas de forma agressiva por um morador da vizinhança que se opunha à fé dos praticantes.

De acordo com as informações apuradas, o suposto autor proferiu insultos de cunho discriminatório. Portando uma arma de fogo, ele ameaçou os presentes e chegou a apontar a arma contra a cabeça dos participantes para interromper o ato religioso.

Polícia descobriu que o suspeito possuía registro de arma de fogo, que teria sido usada como instrumento de intimidação

O investigado ainda ameaçou as vítimas de “meter chumbo” caso repetissem as liturgias. A intimidação fez com que o grupo se retirasse do local.

O trabalho da polícia levou à identificação do suspeito e confirmou que ele possuía registro de arma de fogo. A arma teria sido usada como instrumento de intimidação. Durante a operação, foram apreendidos diversos armamentos, munições e acessórios.

Os policiais também encontraram uma farda da Polícia Militar em condições suspeitas, visto que o investigado não pertence àquela corporação.

O suspeito responderá pelos crimes de injúria preconceituosa, ameaça e impedimento de manifestação religiosa. Se for condenado, as penas somadas para esses delitos podem chegar a seis anos e seis meses de reclusão. Ele também pode ter de pagar multa e deve perder as licenças para possuir ou portar armas de fogo.

O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades.

Autor Manoel Messias Rodrigues


A Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia aprovou nesta quarta-feira (6/8) o Projeto de Lei Nº 051/2025, que garante representação equitativa de diferentes religiões em eventos públicos. A proposta, do vereador Lipe Gomes (PSDB), estabelece a obrigatoriedade de participação proporcional de diversas tradições religiosas, incluindo as de matriz africana, em cerimônias oficiais.

“Esta medida assegura os princípios constitucionais da liberdade e igualdade religiosa”, afirmou Lipe Gomes.

O projeto abrange eventos como sessões solenes, homenagens, inaugurações e celebrações culturais com conotação religiosa que tenham participação ou apoio do poder público municipal.

Lipe Gomes: projeto abrange eventos como sessões solenes, homenagens, inaugurações e celebrações culturais com conotação religiosa que tenham participação ou apoio do poder público municipal

A nova lei determina que, mesmo em atividades voltadas a uma única tradição religiosa, deve ser garantido espaço para outras manifestações de fé. A exceção se aplica apenas a eventos de natureza privada. Caberá aos órgãos públicos organizadores cumprir a norma e divulgar amplamente a diversidade religiosa contemplada.

O descumprimento da legislação poderá resultar em sanções administrativas, nulidade do apoio institucional e responsabilização do agente público. A fiscalização ficará sob responsabilidade do Poder Executivo municipal.

Segundo o autor da proposta, a iniciativa reforça o caráter laico do Estado e promove o respeito à pluralidade de crenças, incluindo o direito à não crença.

“Estamos garantindo que todas as identidades religiosas tenham visibilidade e respeito nos espaços públicos”, destacou Lipe Gomes, enfatizando que o projeto consolida valores democráticos e republicanos.

Rogério Almeida pede criação de parque no Colina Azul

Durante a sessão, o vereador Rogério Almeida (MDB) apresentou um requerimento solicitando a revitalização do parque do bairro Colina Azul, que atualmente está abandonado.

“É um clamor da população, que vem chorando por esse espaço que hoje só serve como mocó e depósito de lixo”, afirmou o parlamentar.

Almeida (foto) já encaminhou o pedido ao prefeito Leandro Vilela (MDB), que enviou a secretária do Meio Ambiente, Poliana, para vistoriar o local.

“Tenho certeza que logo entregaremos esse equipamento público para a população do Colina Azul e região”, declarou o vereador, destacando o potencial do espaço para atividades esportivas e de lazer.

O parque revitalizado poderá atender moradores que praticam corrida de rua e atualmente precisam se deslocar para outros locais, como o Parque Vaca Brava, em Goiânia.

“Temos dificuldade de áreas de lazer nesta região. O Parque da Família já está sobrecarregado”, explicou Almeida, enfatizando que o novo espaço será um importante circuito de corridas e ponto de encontro para famílias.

“Fui eleito para trabalhar para a população. Vamos atuar firmemente com o Executivo para devolver esse parque à comunidade, que merece”, concluiu o vereador, reafirmando seu compromisso com a causa até o último dia de seu mandato.



Autor Manoel Messias Rodrigues


O reconhecimento à Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos como Patrimônio Cultural Imaterial goiano é o tema do projeto de lei de nº 5632/25, do deputado Wagner Camargo Neto (Solidariedade). O texto foi aprovado preliminarmente e encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde será distribuída para relatoria de algum deputado do colegiado.

Para justificar a decisão, o parlamentar destacou a relevância histórica, cultural e religiosa da instituição, sobretudo para a cidade de Goiás. Fundada em 1745, a irmandade é uma das mais antigas instituições religiosas do Estado e desempenha um papel focado na preservação e promoção de tradições religiosas que remetem ao período colonial como, por exemplo, a Semana Santa e a Procissão do Fogaréu.

Além de incentivar o turismo religioso e movimentar a economia local, a entidade possui um vasto acervo patrimonial, composto por imagens sacras, paramentos litúrgicos e objetos de culto de valor histórico inestimável, datados do período colonial e imperial. “A medida é necessária para garantir a preservação e continuidade dessa instituição histórica, assegurando que suas tradições e práticas sejam transmitidas às futuras gerações, especialmente na cidade de Goiás, onde suas raízes são mais profundas”, ressaltou Wagner Camargo Neto. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás