11 de março de 2026
  • 14:17 Virmondes Cruvinel projeta inserção do Goyaz Festival no calendário cultural
  • 10:33 ‘Daniel Vilela está preparado para assumir o estado’
  • 06:48 Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial
  • 03:04 Procuradoras da mulher e profissionais serão homenageadas em sessões solenes amanhã
  • 23:21 Dono de distribuidora é preso por tráfico em Aparecida


Por meio do projeto de lei nº 2430/26, o deputado Virmondes Cruvinel (UB) pretende inserir no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás o evento Goyaz Festival. A iniciativa busca destacar a importância do evento, reconhecido como patrimônio cultural imaterial.

Segundo Cruvinel, trata-se de um dos principais festivais de música instrumental da região Centro-Oeste do Brasil, contando, em 2026, com sua décima edição consecutiva. “Criado com o objetivo de ampliar o espaço da música instrumental no Estado de Goiás, o evento consolidou-se como plataforma permanente de visibilidade para artistas locais e ponto de conexão com nomes consagrados da cena musical nacional e internacional”, pontua o deputado, na justificativa da propositura.

Cruvinel destaca ainda que, ao longo de sua trajetória, o festival já recebeu artistas goianos de reconhecida projeção, além de referências da música instrumental brasileira, como Wagner Tiso, Naná Vasconcelos, Hermeto Pascoal e Zé Canuto, e nomes internacionais, como Nicolas Krassik e Scott Feiner.

Desse modo, aponta que a inclusão do Goyaz Festival no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás é uma medida que se impõe pela relevância histórica, artística e econômica do evento.

“Do ponto de vista cultural, o festival representa uma das mais consistentes iniciativas de valorização da música instrumental goiana, contribuindo para a formação de público qualificado, o estímulo à produção artística local e o fortalecimento da identidade cultural do Estado. Do ponto de vista turístico, eventos dessa natureza desempenham papel estratégico na atração de visitantes, na dinamização da economia criativa e na projeção positiva da imagem de Goiás no cenário nacional”, detalha.

O texto está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, onde aguarda designação de relatoria parlamentar.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Na sessão solene de retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Goiás, nesta quarta-feira (18/2), o governador Ronaldo Caiado (PSD) anunciou que entregará o governo, no final de março, com R$ 9,8 bilhões em caixa. O dado foi apresentado como resultado de uma gestão que, segundo ele, passou a priorizar responsabilidade orçamentária e moralidade desde 2019 e que agora se reflete em capacidade financeira e respaldo para investimentos.

Caiado agradeceu à Assembleia Legislativa pela parceria institucional e afirmou que a reconstrução fiscal só foi possível graças ao diálogo entre os Poderes.

“Conseguimos construir o que existe hoje de referência no Brasil como gestão pública”, disse durante a leitura da mensagem do Executivo, lembrando que pegou o estado com dívida consolidada de R$ 6,4 bilhões.

O governador sublinhou que o Estado hoje não tem pendências financeiras e se encontra equilibrado.

“Hoje não tem nada atrasado, não tem dívida a receber, é um estado redondo”, afirmou, ao mesmo tempo em que defendeu a restauração da autoridade moral na administração pública.

“O que existia em Goiás é o que existe hoje no Brasil: ausência de moral, de autoridade moral. Podem até não concordar com tudo, mas aqui o dinheiro público é preservado e é bem aplicado”, assegurou.

Caiado destacou ainda o volume de investimentos realizados, lembrando que o Estado superou a casa de R$ 7 bilhões em obras no ano passado.

“Nós superamos mais de R$ 7 bilhões só no ano de 2025 em investimento em obras, colégios, rodovias, pontes e também hospitais no Estado de Goiás”, disse, citando avanços na regionalização da saúde, na segurança pública e na educação.

O governador enalteceu projetos regulatórios aprovados pela Assembleia, como a legislação sobre inteligência artificial, que chamou de referência, e a criação da Autoridade Estadual de Minerais Críticos, voltada à exploração sustentável de terras raras.

Tivemos aprovação de 100% dos projetos do governo’

Ainda durante a sessão, o vice-governador Daniel Vilela (MDB), que assume interinamente em abril, reafirmou compromisso com a harmonia institucional e prometeu manter o canal aberto com deputados.

“Nós vamos manter essa relação harmônica. Sempre tive as portas abertas na casa, sempre participei ativamente das discussões, dos projetos com os deputados”, afirmou Vilela, sinalizando continuidade administrativa e política.

Bruno Peixoto, presidente da Alego: “Vamos manter essa relação harmônica”

Do lado do Legislativo, o presidente da Assembleia, deputado Bruno Peixoto (União), fez um balanço positivo da legislatura e ressaltou a sintonia com o Executivo.

“Tivemos aprovação de 100% dos projetos do governo. Projetos sérios, projetos que contribuíram e contribuem para a melhoria da qualidade de vida do povo goiano”, disse, ao lembrar ter atuado como líder de Governo em momentos críticos.

Para deputados da base, como Issy Quinan, o volume de proposições aprovadas — mais de 600 leis em 2025, segundo a argumentação — seria a prova da efetividade do trabalho parlamentar em sintonia com os anseios regionais.

A fala da oposição foi contida e em tom institucional: os deputados Gugu Nader e Antônio Gomide subiram à tribuna para enfatizar a autonomia do Legislativo sem, contudo, romper o diálogo. O gesto aponta que, nas palavras dos opositores, há interesse em manutenção da governabilidade, mesmo com eventuais divergências programáticas.



Autor Manoel Messias Rodrigues


A produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, segundo projeção divulgada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A estimativa considera o desempenho conjunto de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, com destaque para os veículos leves, que devem apresentar alta de 3,8% na produção ao longo do ano.

O crescimento ocorre em um ambiente descrito pelo setor como positivo, porém cercado por incertezas econômicas e regulatórias. Durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirmou que o setor vive um momento de “otimismo contido”, já que, apesar da expansão projetada, permanecem fatores de imprevisibilidade que podem impactar a cadeia automotiva.

Entre esses fatores estão os riscos geopolíticos, capazes de afetar o fornecimento global de insumos, e o fato de 2026 anteceder a entrada em vigor da reforma tributária, ainda sem definição clara das alíquotas que incidirão sobre os produtos do setor. Segundo Calvet, esse cenário exige cautela e acompanhamento constante das projeções ao longo do ano.

Em 2025, a produção de veículos no Brasil somou aproximadamente 2,6 milhões de unidades, crescimento de 3,5% em relação a 2024, mantendo o país na oitava posição do ranking mundial de produção automotiva. No mesmo período, as vendas internas alcançaram 2,69 milhões de unidades, alta de 2,1%, o que preservou o Brasil como o sexto maior mercado automotivo do mundo.

Apesar do avanço, os resultados ficaram abaixo das expectativas iniciais da Anfavea para 2025, que previa crescimento de 7,8% na produção e 5% no licenciamento. Ainda assim, a entidade considera o desempenho positivo, especialmente diante de um ano marcado por instabilidade econômica, discussões sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e forte elevação da taxa de juros, que passou de 12% para 15%.

No comércio exterior, o setor automotivo registrou desempenho expressivo em 2025. As exportações cresceram 32,1%, com quase 529 mil veículos comercializados no exterior. A Argentina foi o principal destino, com aumento de 85% nas compras em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa é de crescimento mais moderado, em torno de 1,3%, refletindo um ambiente internacional mais competitivo.

As importações também avançaram, com alta de 6,6%, impulsionadas sobretudo por veículos provenientes de países sem acordo de livre comércio com o Brasil. A China respondeu por 37,6% dos cerca de 498 mil veículos importados e emplacados no país em 2025. Para este ano, a Anfavea projeta possível redução das importações, à medida que novos fabricantes iniciem produção local, substituindo parte dos veículos anteriormente trazidos do exterior.

Outro ponto de atenção é o segmento de caminhões, que registrou queda de 46,4% na produção em 2025 e retração de 9,2% nos emplacamentos. Segundo a entidade, o desempenho está diretamente relacionado às altas taxas de juros, já que o mercado de caminhões possui forte correlação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e com o custo do crédito.

Nesse contexto, o programa Move Brasil, anunciado pelo governo federal, é visto como estratégico para 2026. A iniciativa prevê linhas de crédito com condições diferenciadas para a compra de caminhões, com o objetivo de estimular a atividade econômica e conter quedas mais acentuadas no setor.

A projeção da Anfavea indica que o setor automotivo brasileiro deve manter trajetória de crescimento em 2026, mas com margens mais estreitas e dependência direta de fatores macroeconômicos. A combinação entre previsibilidade tributária, redução do custo do crédito e fortalecimento das exportações será determinante para que o avanço esperado se consolide de forma sustentável, com impactos relevantes sobre emprego, investimentos e atividade industrial no país.

Análise crítica editorial

A projeção de crescimento de 3,7% na produção de veículos em 2026 revela um setor que avança, mas com passos calculados. O cenário combina recuperação gradual, desafios estruturais e um ambiente macroeconômico ainda restritivo. A indefinição sobre a reforma tributária, somada aos juros elevados e às incertezas no comércio internacional, limita decisões de investimento mais ousadas.

Ao mesmo tempo, o desempenho das exportações e o início da produção local por novos entrantes indicam oportunidades de médio prazo para fortalecer a indústria nacional. O sucesso dessas projeções dependerá, sobretudo, da previsibilidade regulatória, da evolução do custo do crédito e da capacidade do Brasil de reconquistar competitividade regional. Para o consumidor e para a economia, o setor automotivo segue como um termômetro relevante do crescimento e da confiança no país.

📸 Imagem/Reprodução: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Autor # Jornal Folha de Goiás


Goiânia sedia, de 4 a 6 de setembro, a 4ª edição da Feira Internacional de Comércio Exterior do Brasil Central (Ficomex 2025), consolidada como a maior do segmento no país. O evento reúne representantes de mais de 55% das nações do mundo, incluindo União Europeia, China, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Argentina, países da África e cerca de 100 embaixadas e câmaras de comércio.

Com o tema “Transformação Digital e Sustentabilidade no Mercado Global”, a feira oferece exposições, palestras, painéis, apresentações culturais e rodadas de negócios.

A abertura oficial, realizada nesta quinta-feira (4/9) no Centro de Convenções de Goiânia, contou com a participação de autoridades políticas e empresariais. O governador Ronaldo Caiado (UB) ressaltou o fortalecimento de Goiás na indústria, agropecuária e comércio, além do avanço em legislação de inteligência artificial, startups e exploração mineral.

“Goiás é um estado competitivo, com gestão moderna e um empresariado arrojado que avança no cenário internacional. Nosso papel é apoiar para que a renda seja melhor e o cidadão do exterior se sinta bem atendido na nossa terra”, destacou Caiado.

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), falou sobre a relevância da feira como vitrine para a capital e instrumento de atração de investidores.

“A Ficomex une produtores e compradores do mundo inteiro, mostrando as potencialidades da cidade. É um evento maravilhoso, que atrai investidores e que a Prefeitura quer apoiar cada vez mais”, afirmou o gestor da capital.

Segundo o presidente da Acieg, Rubens Fileti, Goiás se consolidou como hub de conexões no Brasil e no exterior. Ele anunciou que, a partir de 2026, a feira será bianual: um ano em Goiânia e outro fora do país.

“Nada melhor do que abrir diálogo com base em três pilares: política pública, negócios e educação”, destacou Rubens Fileti.

Participaram ainda os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema, e de Rondônia, Marcos Rocha, o presidente da Alego, Bruno Peixoto, além do cantor Gusttavo Lima, nomeado embaixador da feira por seu perfil empreendedor.

Para os organizadores, a Ficomex reforça a vocação de Goiás para o comércio exterior e consolida a capital como palco de negócios globais, ampliando a internacionalização da economia brasileira.

Autor Rogério Luiz Abreu


Em defesa da criança e do adolescente, o deputado Cristóvão Tormin (PRD) apresentou o projeto de lei 20374/25, que tem por finalidade incluir, nos projetos pedagógicos das escolas públicas do Estado de Goiás, diretrizes de conscientização, prevenção e combate à adultização de crianças. Essa prática expõe precocemente a criança a padrões estéticos, linguagens, responsabilidades e práticas sociais para os quais ela ainda não está preparada. 

A propositura parte do reconhecimento de que, nas últimas décadas, a infância vem sendo estimulada por práticas, conteúdos e expectativas próprias do universo adulto, impulsionadas por fenômenos como a hiperexposição digital, a pressão estética precoce, a sexualização infantil em mídias e eventos, a mercantilização da imagem da criança e a antecipação de responsabilidades emocionais e sociais para as quais ela ainda não possui maturidade física, cognitiva e afetiva. 

O parlamentar lembra que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) consagra a proteção integral da criança como dever da família, da sociedade e do Estado. Ademais, esclarece na matéria que também compete ao Poder Público, por meio de políticas educacionais, promover ações que assegurem o respeito às etapas da infância e orientem a comunidade escolar e familiar acerca dos riscos da adultização. 

De acordo com a propositura, o que se pretende coibir é a aceleração artificial de etapas do desenvolvimento, especialmente quando vinculada a pressões midiáticas e mercadológicas, à estetização da infância sob padrões adultos, à hipersexualização, à exploração da imagem e à imposição de papéis ou responsabilidades não condizentes com a fase etária. 

A iniciativa assegura, com prioridade, os direitos de crianças e adolescentes, em consonância com o ECA, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Marco Legal da Primeira Infância conforme consta da Lei 13.257/2016, e ainda, a Convenção sobre os Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas (ONU).

A matéria está via de encaminhamento à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, para designação de relatoria parlamentar.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O deputado Virmondes Cruvinel (UB) protocolou na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) o projeto de lei n° 19541/25, qcom a proposta de criar o Programa Estadual de Aproveitamento de Subprodutos do Agronegócio para Fins Gastronômicos (Proaprov). A iniciativa busca dar um novo destino a materiais como cascas, bagaços, farelos e resíduos agroindustriais, transformando-os em ingredientes e produtos alimentícios de valor agregado.

O Brasil, segundo o parlamentar, desperdiça cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos por ano, o que equivale a até R$ 100 bilhões em prejuízos. Goiás, por sua vez, é um dos principais polos agropecuários do país, com R$ 2,72 trilhões movimentados em 2024. 

Para Cruvinel, a criação do programa poderá transformar desperdício em oportunidade, fortalecendo a economia circular alimentar, reduzindo o impacto ambiental e promovendo a segurança alimentar.

O Proaprov prevê apoio técnico, capacitação, acesso ao crédito, incentivos à pesquisa e um selo de certificação para produtos sustentáveis. A ideia é integrar produtores rurais, agroindústrias, cozinhas profissionais, universidades e startups em uma rede de inovação. 

Segundo Cruvinel, a expectativa é que, ao regulamentar e implementar o programa, Goiás lidere a transição para um modelo de agronegócio mais “eficiente, sustentável e socialmente responsável”.

A matéria está em via de encaminhamento à Comissão de Constituição, Justiça e Redação. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) analisará o projeto de lei nº 7077/25, de autoria do deputado Major Araújo (PL), que proíbe eventos ou manifestações artísticas abertos ao público infanto-juvenil que envolvam gesto ou expressão obscena, erótica, droga e apologia ao crime de qualquer natureza. A matéria foi analisada, na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), pelo deputado Amauri Ribeiro (UB), que apresentou um substitutivo de adequações à legislação federal. 

O parlamentar apontou a necessidade de garantir a manutenção e a proteção da criança e do adolescente contra a exposição a eventos organizados, custeados ou apoiados pelo poder público estadual. “Não se pode ignorar o elevado número de eventos realizados país afora que, pelo que se percebe, é orquestrado sob ideologias preestabelecidas com induvidoso propósito de influenciar o público infanto-juvenil a romper com os costumes mais conservadores característicos do povo goiano”, apontou Araújo.

Por fim, o deputado salientou que “a Sociedade Goiana de Psicologia entende que exposição da criança e do adolescente a conteúdo audiovisual impróprio é um dos fatores de risco que contribui para a ocorrência de comportamentos relacionados à violência e ao consumo de substâncias entorpecentes”, encerrou.

No substitutivo, Amauri Ribeiro fez adequações para eliminar vícios de constitucionalidade, uma vez que os artigos 3º e 4º da medida parlamentar cuidam de normas gerais sobre a proteção da criança e adolescente e, portanto, de competência legislativa da União. Já o artigo 5º é norma de status constitucional, não sendo necessária sua previsão na legislação infraconstitucional. Com aprovação do substitutivo pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), a matéria aguarda inserção na pauta de votação do Plenário.  

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Durante a terceira edição do Mutirão da Prefeitura, desta vez realizada no setor Santa Luzia, na região leste de Aparecida de Goiânia, o prefeito Leandro Vilela concedeu entrevista coletiva à imprensa, com a presença da reportagem do Portal NG, momento em que falou sobre as realizações e desafios dos seis primeiros meses à frente do cargo. “Um dos trabalhos de destaque da nossa gestão é na área da Habitação onde já temos obras avançadas da construção de 768 apartamentos a custo zero e que chegaremos a 1.048 no começo do segundo semestre pelo Minha Casa Minha Vida. Tivemos votações importantes nas áreas da vigilância sanitária, modificações no Plano Diretor para melhorarmos a capacidade de recebermos investimentos e investidores. Desde 1º de janeiro temos trabalhado e conversado muito para resolvermos os problemas da nossa cidade”, relembrou.

Vilela também falou sobre o relacionamento com os vereadores e os desafios de gerir a dívida de mais de R$ 500 milhões, que ele afirma ter herdado da gestão do ex-prefeito Vilmar Mariano. “Nosso relacionamento sempre foi muito positivo, pois sempre fui verdadeiro, transparente e leal com as questões que tratamos. Isso nos condicionou a um tratamento extraordinário. Quanto à reforma administrativa, o município ainda não tem condições de promover mudanças em função das contas e da situação financeira em que ainda nos encontramos. Já conseguimos pagar R$ 200 dos R$ 500 milhões que pegamos de dívidas. Nosso foco tem sido atender bem o cidadão mesmo em meio às dificuldades. Agradeço à Câmara que tem sido parceira na aprovação de projetos que são favoráveis à população e para a sociedade”, evidenciou.

O chefe do executivo aparecidense também ressaltou a importância de apoios que foram fundamentais para ele prosseguir no desafio de gerir a segunda maior cidade de Goiás. “Posso dizer que esses foram meses de muito trabalho. Houve momentos em que achei que seria insolúvel os problemas que herdamos. Com o apoio de todos em Aparecida e do governador Ronaldo Caiado, da Gracinha Caiado e de Gustavo Mendanha temos superado cada um dos problemas. Já temos bons passos para estruturar nossa cidade dentro do que queremos para dar qualidade de vida para nossa população. Entre 2025 e 2026 temos uma projeção de construir cerca de 3 mil casas com a ajuda dos governos estadual e federal”, comentou. 

Leandro também enumerou outras realizações do seu governo no primeiro semestre de 2025 em áreas como assistência social, cuidados com animais e zeladoria. “Temos três restaurantes populares funcionando em importantes regiões da nossa cidade e inauguramos o PATA para atender os animais da nossa cidade. A pavimentação asfáltica também está em dias na nossa cidade e vamos avançar com parcerias com a Goinfra. Até o final do ano 100% da nossa cidade estará com iluminação de LED. Na educação estamos reformando escolas e colocando os aparelhos de ar-condicionado. Na zeladoria cuidamos da roçagem e em todas as áreas estamos investindo e trabalhando para fazer o melhor para nossa comunidade. Não vou fazer compromissos que eu não possa honrar. Espero que nos próximos meses possamos avançar muito e em breve anunciaremos novidades”, projetou.

Mutirão da Prefeitura leva mais de 6 mil atendimentos à região do Santa Luzia

A terceira edição do Mutirão de Aparecida, levou serviços públicos ao Setor Santa Luzia, na região Leste da cidade. Com estrutura montada no Colégio Estadual Santa Luzia, os organizadores informaram que mais de 6 mil atendimentos diretos foram realizados para a população. O evento contou com a presença do prefeito Leandro Vilela, secretários e vereadores.

Entre os serviços ofertados estavam exames oftalmológicos, vacinação, assistência social, emissão de documentos e atendimentos odontológicos. Destaque também para a feira de adoção do Programa PATA, com 13 animais adotados e 50 cadastros para castração gratuita. Segundo o secretário de Ação Integrada, Jeferson Ferreira, o sucesso da ação mostra a força do mutirão como instrumento de acesso a direitos básicos. “Essa é a terceira edição do Mutirão neste ano, que tem sido um sucesso. Estamos há vários dias nas ruas e avenidas da região para fazer serviços diretos à população. A próxima região em que estaremos com o Mutirão será a do Mansões Paraíso”, revelou à reportagem do Portal NG.

O prefeito Leandro Vilela destacou que o programa utiliza estrutura própria do município e busca oferecer serviços de forma simples e direta à população. “Nosso compromisso é estar presente nas comunidades e garantir que os serviços da Prefeitura cheguem a quem precisa, com responsabilidade e foco no cidadão”, afirmou. A próxima edição já está confirmada para o fim de julho. Antes do início dos atendimentos, o prefeito participou de um café com lideranças locais e visitou as obras da Paróquia Santa Luzia, onde ouviu demandas da comunidade.



Autor Felipe Fulquim


Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) o projeto de lei nº 12300/25, de autoria do deputado Dr. George Morais (PDT), que propõe medidas para garantir a acessibilidade de pessoas com nanismo em unidades de saúde públicas e privadas no estado. A proposta visa a assegurar condições adequadas de acessibilidade física, funcional e informacional a esse público, promovendo equidade no atendimento e respeito à diversidade.

De acordo com o texto, considera-se pessoa com nanismo aquela que possui deficiência de crescimento decorrente de condições genéticas ou hormonais, com estatura significativamente abaixo da média populacional adulta, conforme parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O projeto estabelece uma série de diretrizes obrigatórias para as unidades de saúde, como a disponibilização de mobiliário adaptado, com cadeiras, assentos, bancos e macas com altura compatível; a instalação de pias, sanitários, bebedouros, interruptores, dispensadores de álcool e sabonete líquido em alturas acessíveis; a adequação de balcões de atendimento e recepção, com segmentos adaptados à estatura das pessoas com nanismo; e prioridade no atendimento, conforme previsto na Lei Federal nº 10.048/2000 e no Decreto nº 5.296/2004.

Segundo Morais, a iniciativa busca promover mais inclusão e dignidade no atendimento à saúde. “Esse projeto é um passo importante para garantir que todos os cidadãos, independentemente de suas características físicas, tenham acesso justo e adequado aos serviços de saúde”, afirma o deputado. 

O processo foi encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e designado o deputado Major Araújo (PL) para fazer a relatoria.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Produção deve crescer 11% e atingir 172 milhões de toneladas; milho também deve ter desempenho recorde

Projeção divulgada na 2ª feira (26.mai.2025) pela consultoria Datagro indica um crescimento de 11% na safra de soja de 2024/2025. A expectativa é de 172 milhões de toneladas colhidas, volume superior à estimativa anterior de 171,2 milhões de toneladas publicada em abril. Trata-se do melhor desempenho em 20 anos.

O crescimento se baseia na expansão de 4% da área plantada, que passou de 46,2 para 48 milhões de hectares, e no aumento de 7% na produtividade média, projetada em 3.585 kg por hectare. Condições climáticas favoráveis impulsionaram os números, apesar de perdas no Mato Grosso do Sul, no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Segundo o levantamento da Datagro, a soja brasileira apresentará um superávit de 576 mil toneladas entre produção e consumo interno, o primeiro balanço positivo após cinco anos. O volume é considerado pequeno quando comparado aos excedentes registrados em safras anteriores: 1,1 milhão de toneladas em 2019/2020, 1,2 milhão em 2017/2018 e 2,7 milhões em 2016/2017.

O Brasil processará internamente 57,5 milhões de toneladas de soja, um aumento de 3% em relação ao ciclo 2023/2024. As exportações devem crescer 11%, alcançando 111 milhões de toneladas embarcadas.

Dados do milho

Para o milho, a Datagro estima produção total de 132,7 milhões de toneladas, crescimento de 8,7% sobre a safra anterior e de 0,7% em relação à projeção de abril. O milho de verão deve atingir 25,2 milhões de toneladas, um aumento de 2%, mesmo com redução de 7% na área plantada. O resultado se deve ao ganho de 9% na produtividade, que passou de 6.038 kg/hectare para 6.608 kg/hectare.

O milho de inverno, responsável por 81% da produção nacional, deve alcançar 107,5 milhões de toneladas, próximo ao recorde histórico de 108,6 milhões registrado na safra 2022/2023. A produtividade média chegará a 5.957 kg/hectare, o maior índice dos últimos 20 anos, superando em 7% o resultado da safra anterior.

A área cultivada com milho de inverno foi calculada em 18 milhões de hectares, um aumento de 4%. A valorização do cereal no último trimestre de 2024 incentivou esse crescimento, apesar dos desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior.

A demanda pelo produto no Brasil superará a produção em 2,3 milhões de toneladas, configurando o 5º déficit consecutivo no abastecimento do cereal no país. A diferença será menor do que a registrada em 2023/2024, quando o déficit atingiu 4,8 milhões de toneladas.



Autor Poder360 ·