A Polícia Civil de Goiás está investigando supostas fraudes em licitações de obras na Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). Os contratos sob suspeita alcançam o valor aproximado de R$ 5,3 milhões. As investigações tiveram origem em informações encaminhadas pela própria estrutura da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), à qual a Goinfra está vinculada.
No âmbito da investigação criminal, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) cumpriu nesta terça-feira (13/1) mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares. A ação, denominada Operação Nexo Oculto, visou localizar documentos e provas de crimes supostamente praticados por um engenheiro que trabalhava na agência em contrato temporário. O suspeito mantinha vínculos com uma empresa de engenharia contratada pelo órgão público.
A investigação aponta que o engenheiro teria passado a empresa para o nome de um “laranja” e burlava as licitações para favorecer o próprio negócio. Um dos indícios é que ele continuou recebendo valores da empresa enquanto atuava como servidor público.
Segundo o delegado Rodrigo Carlos Godinho, três contratos celebrados entre 2023 e 2025 estão sob análise.
“Os elementos colhidos até o momento indicam possível direcionamento de certames, conflito de interesses e manutenção de vínculo não declarado entre o servidor público temporário e empresa contratada”, informou a polícia. Os contratos com a empresa teriam superado R$ 5 milhões após a entrada do servidor na autarquia.
Na operação, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, mídias de armazenamento e quantia de dinheiro em espécie. Todo o material será submetido a análise pericial para aprofundar as investigações. As diligências ocorreram em endereços ligados ao engenheiro e à empresa investigada.
A Goinfra informou que o servidor temporário foi desligado dos quadros da autarquia assim que foi descoberta sua ligação com a empresa. A autarquia também instaurou uma sindicância que evoluiu para um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso.
“A Goinfra ainda informa que comunicou formalmente os fatos à Polícia Civil e mantém colaboração com as investigações em curso, além de reforçar seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos”, afirmou a agência em nota.
Veja nota da Goinfra
“A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) informa que o ex-servidor temporário, atualmente investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás, no âmbito da Operação Nexo Oculto, foi desligado dos quadros da autarquia, que instaurou sindicância administrativa para apurar possível conflito de interesses, direcionamento e atuação como sócio oculto de uma empresa de engenharia.
A sindicância culminou na instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para a devida responsabilização do ex-servidor, processo que está em andamento.
A Goinfra comunicou formalmente os fatos à Polícia Civil, por intermédio da Gerência de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), e mantém colaboração com as investigações em curso.
A autarquia reforça seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, não tolerando qualquer prática de irregularidade, e destaca a atuação da Diretoria de Controle Interno no acompanhamento e fortalecimento dos mecanismos de controle e integridade institucional.”
Polícia desarticula esquema de desvio de cargas em mineradora de Catalão
Lidiane 8 de janeiro de 2026
A Polícia Civil de Goiás desarticulou, na manhã de 6 de janeiro de 2026, um esquema de desvio de cargas que funcionava dentro de uma mineradora em Catalão. Quatro pessoas foram presas em flagrante — entre elas um funcionário da própria empresa e três motoristas de caminhão — sob a suspeita de furtar fosfato por meio de documentos e tickets de pesagem falsificados.
Segundo a investigação, o grupo atuava há pelo menos dois meses e teria causado prejuízo estimado em R$ 3 milhões à mineradora. A ação foi conduzida pelo Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) de Catalão, da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), após diligências e monitoramento prévio.
Os policiais prenderam os investigados no momento em que as carretas deixavam a unidade. As apurações indicam que o funcionário facilitava a saída irregular dos veículos ao manipular o sistema interno e o monitoramento da empresa, além de emitir notas fiscais e tickets de pesagem falsos que não refletiam a carga efetivamente transportada.
Durante a operação foram apreendidas cerca de 90 toneladas de fosfato, acondicionadas em duas carretas. O material foi recuperado e imediatamente restituído à mineradora vítima.
Os quatro autuados responderão pelos crimes de furto qualificado, uso de documento falso e 288 associação criminosa. Após os procedimentos legais, foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição do Poder Judiciário.
O inquérito policial seguirá para apurar o destino do material furtado, já que há indícios de receptação. As autoridades também vão investigar possíveis envolvimentos adicionais e a extensão do esquema.
A mineradora Cmóc Brasil informou que acionou a Polícia Civil assim que identificou indícios de desvio e que está colaborando com as investigações. A empresa afirmou não compactuar com práticas irregulares.
Os nomes dos presos não foram divulgados. Em nota, a defesa dos motoristas afirmou que o caso está em fase inicial e ressaltou o direito à presunção de inocência, além do compromisso de garantir o devido processo legal; os advogados disseram que se pronunciarão oportunamente.
A operação reforça a atuação das forças de segurança na fiscalização de cadeias de produção e transporte no setor mineral, e evidencia a importância de controles internos mais rígidos para prevenir fraudes e perdas econômicas.
Presidente do São Paulo recebeu valores em dinheiro que representam 47% de sua renda de 2023 a 2025, segundo jornal
A Polícia Civil de São Paulo investiga depósitos fracionados em dinheiro que totalizam R$ 1,5 milhão recebidos pelo presidente do São Paulo, Julio Casares. Os valores foram depositados de janeiro de 2023 a maio de 2025, de acordo com relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) obtidos pelo UOL. A quantia representa 47% da renda total do dirigente no período analisado.
Os documentos revelam que os depósitos foram realizados em pequenas quantias –prática conhecida como “smurfing”, utilizada para evitar mecanismos de controle financeiro.
ENTENDA O CASO
Segundo apuração do UOL, os registros mostram operações de R$ 49.000, valor R$ 1.000 abaixo do limite que aciona automaticamente a notificação ao órgão de controle. Em um único dia, foram registrados 12 depósitos na conta do presidente são-paulino.
A investigação policial começou depois que o banco onde Casares mantém conta corrente emitiu alerta ao Coaf ainda em 2023, indicando que as operações financeiras do dirigente estavam fora do padrão habitual. A Polícia Civil confirmou a existência da investigação, mas não forneceu detalhes sobre seu conteúdo ou investigados, tendo solicitado segredo de Justiça em três ocasiões diferentes.
Para justificar os recebimentos ao seu banco, Casares declarou “recursos recebidos em espécie do SPFC referente bonificação dos campeonatos (sic)”. Durante os 29 meses analisados, o dirigente teve renda total aproximada de R$ 3,2 milhões, sendo R$ 2,6 milhões acima do salário recebido no período.
A análise dos documentos divide a investigação em 3 períodos consecutivos. No 1º, de janeiro de 2023 a março de 2024, Casares recebeu entradas totais de R$ 1,1 milhão, sendo R$ 476 mil em dinheiro vivo, distribuídos em 17 transações em caixas de agências e 62 em caixas eletrônicos.
No 2º período, de março a outubro de 2024, foram R$ 600 mil em depósitos, representando 53,5% da renda do dirigente naquele intervalo, divididos em 24 operações em guichês e 12 em terminais eletrônicos. No 3º e último período, de outubro de 2024 a maio de 2025, os documentos apontam depósitos que somam R$ 415 mil.
Além de Julio Casares, a investigação também envolve sua ex-esposa, Mara Casares, diretora licenciada do clube. Os relatórios indicam que a conta do presidente era utilizada sistematicamente para pagar despesas de Mara, com 104 boletos bancários emitidos em seu nome. Ela é investigada por supostamente se beneficiar de um esquema de venda clandestina de camarotes no São Paulo.
Outro relatório do Coaf revela que, de janeiro de 2021 a novembro de 2025, foram sacados R$ 11 milhões em espécie do São Paulo, divididos em 35 operações. O salário oficial recebido por Casares do clube totalizou R$ 617 mil, correspondendo a apenas 19,3% de toda a movimentação em sua conta corrente no período investigado.
O QUE DIZ O SÃO PAULO
O São Paulo informou ao UOL que acompanha as investigações e agirá conforme a lei e determinações judiciais, colocando-se à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos quando necessário. O clube afirma que apresentará a contabilidade integral dos R$ 11 milhões sacados em espécie e nega qualquer relação com os depósitos investigados na conta de Casares.
Por meio de seus advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, Casares respondeu às acusações em nota. Eis a íntegra:
“Todas as movimentações financeiras de Julio contidas nos relatórios do Coaf possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.
“Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.
“Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhadas e esclarecidas no curso das investigações -com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais – justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial”.
O Poder360 procurou o São Paulo e a Polícia Civil de São Paulo por meio do WhatsApp para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da investigação. Foram enviadas mensagens de texto por WhatsApp às 7h37. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
A Polícia Civil de Goiás desarticulou um grupo suspeito de fraudar seguros de veículos em Goiânia. A Operação “Falso Sinistro” foi deflagrada nesta sexta-feira (12) pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores, resultando na prisão de três pessoas.
As investigações apontam que o prejuízo para as seguradoras chega a aproximadamente R$ 700 mil. O valor não inclui o lucro que os criminosos obtinham com a venda ilegal das peças dos veículos fraudados.
O caso começou a ser apurado após a comunicação de um suposto roubo de uma caminhonete em Goiânia, em maio deste ano. Uma mulher relatou à polícia que dois assaltantes encapuzados e armados haviam levado o veículo.
Durante as investigações, no entanto, surgiram indícios de que o crime não aconteceu. O delegado Fernando Gama explicou que a suposta ocorrência fazia parte de um esquema maior de fraudes, envolvendo pelo menos outros três casos semelhantes.
De acordo com as investigações, o grupo simulava roubos para justificar o desaparecimento dos carros. Os veículos eram então desmanchados e suas peças eram comercializadas de forma clandestina. Paralelamente, os integrantes do esquema acionavam as seguradoras para receber indenizações de forma indevida.
O principal investigado utilizava sua própria estrutura comercial e um lote vizinho à sua residência como ponto de desmonte e armazenamento das peças destinadas à venda ilegal.
Na fase operacional, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão domiciliar, todos na capital goiana. Foram presos a mulher que fez a falsa comunicação de crime, o pai dela e o proprietário de um estabelecimento comercial de autopeças, apontado como líder do esquema.
O delegado de polícia Humberto Teófilo anunciou, em vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (25/11), seu afastamento temporário da Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia. Em comunicado direto aos seguidores, ele justificou a decisão pela necessidade de dedicar tempo a questões particulares e à defesa em processos disciplinares.
O delegado foi enfático ao detalhar sua situação perante a Corregedoria: “Estou tirando uma breve licença nesses próximos dias para resolver questões particulares. Dentre elas, eu respondo aí a mais de nove procedimentos na Corregedoria, de ações e prisões que eu fiz em Goiânia”.
Teófilo relacionou diretamente esses processos à sua atuação contra figuras influentes.
“Vocês me acompanharam em Goiânia, sabem que eu não prendi só ladrão de galinha. Mexi com agentes poderosos e isso faz com que a gente acabe respondendo procedimentos não só na Corregedoria como também no próprio Poder Judiciário”, disse.
Sobre o desgaste profissional, o delegado fez um desabafo: “Não é fácil, a gente sofre muitas perseguições e a gente tem que dar um tempo, tem hora para descansar a mente”.
Ele explicou ainda que o período será dedicado também ao convívio familiar.
“Vou aproveitar também e passar uns dias com a família, pegar um descanso”.
‘Estou me afastando por um período breve’
Teófilo, que é ex-deputado estadual, assegurou aos seguidores que seu afastamento é temporário.
“Estou aqui só para comunicar a todos vocês como servidor público […] que neste momento estou aí me afastando das atividades, mas por um breve período”, pontuou.
E finalizou com seu conhecido bordão: “Grande abraço, estarei fazendo meus vídeos normalmente, mas provisoriamente fora das atividades policiais. Flagrante neles!”.
O delegado, de 41 anos, havia sido transferido recentemente da Central de Flagrantes de Goiânia para a unidade de Aparecida de Goiânia. Em junho, a Seccional Goiás da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO) aprovou nota de desagravo contra Teófilo, alegando excessos em sua conduta profissional.
Gilberto Firmo, de 52 anos, foi detido com carros roubados em Ceilândia; ele já havia sido preso em agosto
Gilberto Firmo, tio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi preso na 4ª feira (26.nov.2025) no Distrito Federal. É suspeito de participar de uma organização criminosa especializada em furtos de veículos. A prisão se deu durante operação da Polícia Civil do DF, sendo esta a 2ª detenção dele neste ano. Ele foi liberado após pagar fiança.
A DRFV II (Divisão de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos) organizou a operação após monitorar um automóvel utilizado irregularmente. Os policiais encontraram o veículo escondido em um imóvel no Conjunto B, em Ceilândia. Durante a abordagem, localizaram 2 automóveis com registro de furto ou roubo, além de peças automotivas.
Firmo, de 52 anos, já havia sido detido em 1º de agosto pela Polícia Civil de Goiás. Na ocasião, as autoridades encontraram em seu celular material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em Ceilândia.
Em 2024, uma reportagem da revista “Veja” revelou que outros familiares da ex-primeira-dama também tiveram problemas com a Justiça. Maria Aparecida Firmo Ferreira, avó de Michelle, foi detida em 1997 por tráfico de drogas em uma comunidade de Brasília, onde era conhecida como “Tia”.
Outro tio da ex-primeira-dama já foi detido na operação Horus, deflagrada pela Polícia Civil do DF para desarticular um grupo envolvido em grilarem de terras. João Batista Firmo Ferreira, primeiro-sargento da Polícia Militar, esteve detido desde maio de 2019 até conseguir habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
O Poder360 procurou Michelle Bolsonaro por meio de sua assessoria para perguntar se ela gostaria de se manifestar. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Polícia cumpre 41 mandados contra esquema de tráfico de drogas em São Simão
Lidiane 14 de novembro de 2025
A Polícia Civil de Goiás, por intermédio da Delegacia de Polícia de São Simão, cumpriu 41 mandados nesta quinta-feira (13/11) no município da região Sul do estado. A ação integra a nova etapa da Operação Espectro e visa desmantelar o esquema de tráfico de drogas que atua na cidade e na região.
A fase deflagrada nesta quinta-feira incluiu ordens judiciais para prisão temporária, busca e apreensão domiciliar, veicular e pessoal, além de medidas cautelares como sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias. Todas as medidas foram direcionadas a investigados por tráfico de drogas e por associação para o tráfico.
Foram executados 29 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão temporária, todos expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de São Simão. As diligências resultaram em prisões e na apreensão de celulares, documentos, valores em espécie e veículos.
Um dos investigados foi autuado em flagrante por tráfico de drogas durante as operações. Além das prisões, as medidas visaram coletar provas e interromper a logística financeira e material do grupo.
A nova etapa reforça investigações que, desde 2023, vêm desarticulando uma rede criminosa complexa responsável pela distribuição e comercialização de entorpecentes. O esquema era organizado em núcleos familiares interligados, com papéis distintos entre fornecedores, distribuidores, responsáveis logísticos e operadores financeiros.
Entre os alvos desta fase estão traficantes reincidentes e membros de famílias já atingidas em fases anteriores da Operação Espectro. As apurações identificaram investigados com movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada e vínculos diretos com fornecedores de drogas de outros estados.
Polícia de SP faz buscas em Goiás contra falsificadores de bebidas alcoólicas
Lidiane 11 de novembro de 2025
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (11/11) a Operação Poison Source (Fonte do veneno) em vários estados brasileiros, de a falsificação de bebidas alcoólicas. A ação ocorreu simultaneamente em Goiás, Bahia, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Em Goiás, as buscas foram realizadas nas cidades de Goiânia e Uruana. O objetivo da operação é combater um grupo suspeito de envolvimento na falsificação de bebidas alcoólicas.
“O objetivo é consolidar o mapeamento e interrupção das atividades dos núcleos envolvidos na rede de produção e circulação de bebidas alcoólicas falsificadas”, disse o Deic.
“A rede de produção começou a ser descoberta durante apurações da 1ª Divecar em outubro deste ano. Na ocasião foi detido um dos principais fornecedores de vasilhames para a falsificação de bebidas alcoólicas”, acrescentou o Deic.
Nesta etapa nacional, estão sendo cumpridos simultaneamente 21 mandados de busca e apreensão. A operação conta com o apoio de contingentes locais nos estados envolvidos.
Em Goiás, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão (foto). A ação contou com a Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores de Goiás.
Foram identificados moradores de Goiânia como destinatários dos materiais para falsificação. Os alvos no Estado incluem dois indivíduos com antecedentes por esse mesmo crime.
O principal investigado em Goiás seria o elo entre os falsificadores e o fornecedor paulista dos insumos. Ele também produzia suas próprias bebidas adulteradas.
Quatro são investigados em Goias
Ao todo, pelo menos quatro pessoas são investigadas em Goiás por envolvimento no esquema. A rede de falsificação era abastecida por um fornecedor de São Paulo.
Esse fornecedor paulista foi autuado em flagrante e eram dele as grandes quantidades de garrafas, rótulos, selos e tampas apreendidas. Os materiais eram enviados a diversos compradores para o envasamento em fábricas clandestinas.
A Operação Poison Source Brasil faz parte das ações do gabinete de crise do Governo de São Paulo. O foco é combater casos de intoxicação causados por bebidas falsificadas, especialmente devido ao uso de etanol.
Nas buscas em Goiás, foram encontradas diversas garrafas de bebidas como uísque, vodca e gin. Algumas delas já estavam envasadas.
Todo o material apreendido será submetido a perícia. As investigações prosseguem para identificar e responsabilizar todos os integrantes da organização criminosa.
Operação mira membros de facção que matou informante da polícia em Goiânia
Lidiane 23 de outubro de 2025
A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (22/10) a Operação Cerrado, com o objetivo de cumprir 10 mandados de prisão e oito de busca e apreensão. A ação ocorre simultaneamente em quatro cidades: Goiânia, Trindade, Guapó e Araguaína, no Tocantins. O alvo são integrantes de uma organização criminosa com atuação no bairro Jardins do Cerrado, na capital goiana.
A operação da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios tem como foco investigar o assassinato de um comerciante local ocorrido no dia 29 de julho deste ano, no Setor Aeroviário de Goiânia. Segundo as investigações, a vítima era um informante da polícia e repassava dados sobre o tráfico de drogas na região.
“A vítima, um comerciante local, repassava informações à polícia sobre o tráfico de drogas na região, o que resultava em prisões e prejudicava as atividades criminosas”, confirmou a polícia.
As apurações revelaram que o homicídio foi executado por membros de uma facção que atua no Jardins do Cerrado. Inicialmente, três pessoas foram presas em flagrante: Jefferson Pereira Santos, Sabrina Ferreira Mendes e Rycardo Ramom Cortes Milhomem. Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Civil identificou todos os demais envolvidos na trama.
“Com o aprofundamento das apurações, a Polícia Civil identificou todos os demais envolvidos, que exerciam funções específicas na organização criminosa”, explicaram as autoridades.
A Operação Cerrado representa mais uma etapa no combate ao crime organizado na região do Jardins do Cerrado. Desde o final do ano passado, a Polícia Civil tem intensificado suas ações na área para coibir a atuação de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas. Esses grupos são responsáveis por determinar a morte de diversos desafetos em disputas territoriais, além de usuários que estavam em dívida com as facções.
Em novembro de 2024, a Operação Hades cumpriu 21 medidas judiciais e resultou na prisão de quatro criminosos, com apreensão de armas de grosso calibre, munições e drogas. No início de dezembro, a polícia prendeu dois homens que invadiram uma residência e executaram um jovem na presença da mãe dele. Um dos autores foi preso em Cocalinho/MT, onde estava escondido. A investigação concluiu que a vítima foi morta por engano, confundida pelos faccionados.
A atuação policial continuou em junho de 2025, quando as equipes cumpriram mandado de internação de um adolescente suspeito de tentar matar dois integrantes de um grupo rival. Em setembro do mesmo ano, a Operação Hórus cumpriu sete mandados de prisão e cinco de busca e apreensão contra integrantes da facção envolvidos na morte de um jovem de 21 anos.
Foram apontados como integrantes:
- Yuri Alexandre Sousa Andrade, vulgo Cerradão (22 anos) – mandante do crime, criminoso homiziado na favela da Rocinha/RJ, com cinco ordens prisionais em aberto e registros por homicídios, receptação e tráfico de drogas;
- Julyo César Rodrigues Bonfim (20 anos) – articulador logístico da ação, com antecedentes por homicídio qualificado e tráfico de drogas, já preso por outro homicídio cometido no primeiro semestre;
- Vinícius Eduardo Nascimento (24 anos) – responsável por alugar a arma utilizada no assassinato, com passagens por roubo, posse de drogas e homicídio qualificado;
- Ana Beatriz Santana Vilaça (26 anos) – companheira de Yuri e responsável pelo apoio financeiro e lavagem de dinheiro do grupo, presa nesta data em Araguaína/TO;
- Renan Arriel Pereira (24 anos) – auxiliar na logística operacional do crime, com registro por posse de droga para uso pessoal;
- Luís Felipe Rodrigues Praxedes (25 anos) – encarregado de providenciar a motocicleta utilizada no assassinato, sem registros criminais anteriores;
- Jefferson Pereira Santos (29 anos) – condutor do executor até o local do crime e responsável pela fuga, com passagens por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo;
- Sabrina Ferreira Mendes (27 anos) – auxiliar direta de Jefferson na execução da logística criminosa, com antecedentes por tráfico e posse de arma;
- Rycardo Ramom Cortes Milhomem – executor do disparo fatal, já autuado em flagrante.
Entre outros investigados cujas participações ainda estão sendo mais profundamente apuradas.
Assim, até o momento foram cumpridas 50 medidas judiciais em desfavor de criminosos que atuavam no bairro Jardins do Cerrado.
A PCGO continua monitorando os demais criminosos daquela região e, em breve, realizará nova operação de grande vulto no local.
A divulgação das imagens e da identificação dos presos ocorreu em conformidade com a Lei nº 13.869/2019 e com a Portaria nº 547/2021/DGPC, conforme despacho da autoridade policial responsável pelo inquérito, fundamentada na possibilidade concreta de identificação de novas vítimas.
A Polícia Civil de Goiás realizou novas operações contra falsificação de bebidas em duas cidades do estado, apreendendo produtos irregulares e desmontando um esquema de produção de rótulos falsos. As ações ocorreram em Uruaçu e Goiânia como parte da Operação Metanol.
Em Uruaçu, a polícia fiscalizou 24 estabelecimentos comerciais nesta sexta-feira (9/10), incluindo bares, distribuidoras e supermercados. Alguns dos locais vistoriados eram apontados como possíveis pontos de armazenamento e venda de bebidas falsificadas.
Durante a operação conjunta, que contou com a participação da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e Polícia Técnico-Científica, foram apreendidas 13 unidades de destilados sem registro no Ministério da Agricultura. Também foram recolhidas 42 garrafas pet com bebidas artesanais, e duas amostras foram encaminhadas para análise laboratorial.
A operação resultou na lavratura de cinco autos, sendo três termos de inutilização e dois autos de infração, reforçando o caráter preventivo e fiscalizatório da ação.
Enquanto isso, em Goiânia, a Central Geral de Flagrantes prendeu em flagrante na quinta-feira (9/10) o proprietário de uma gráfica localizada na Vila Isaura. O empresário é suspeito de produzir e comercializar rótulos falsificados de bebidas alcoólicas e cigarros de palha.

No local da gráfica, os policiais apreenderam diversos rótulos e embalagens falsificadas, além de selos de autenticidade com QR Code que simulavam o controle oficial de produtos. Cerca de R$ 12 mil em espécie também foram encontrados com o suspeito.
“As investigações indicam que o homem fornecia esse material para grupos criminosos de outros estados, que utilizavam as falsificações para abastecer o comércio irregular de bebidas e cigarros”, explica o delegado Humberto Teófilo, que comandou a operação.
O responsável pela gráfica foi autuado pelo crime de falsificação de sinal identificador de produto industrial. O material apreendido será submetido a perícia, e as investigações continuam para identificar outros envolvidos na rede de falsificação interestadual.










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