O governador Cláudio Castro (PL) anunciou nesta 2ª feira (10.nov.2025) o reajuste de 166% no auxílio-alimentação dos policiais militares do Rio de Janeiro. O benefício passará de R$ 162,60 para R$ 433,80. Segundo o governo estadual, o valor estava congelado há 20 anos. O aumento abrangerá todos os policiais militares que atuam no Estado.
O anúncio foi feito em vídeo publicado nas redes sociais, no qual Castro aparece ao lado do secretário da PMERJ (Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro), coronel Marcelo Menezes.
“Conquista merecida para a PM: vamos ter reajuste do auxílio-alimentação! Depois de mais de 20 anos, conseguimos trazer essa merecida valorização àqueles que servem com coragem e compromisso ao povo do Rio de Janeiro”, escreveu Cláudio Castro ao comentar o reajuste.
Assista (1min33):
Na semana anterior, a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) aprovou um projeto de reestruturação do quadro da corporação proposto por Castro. O texto, que ainda aguarda sanção do governador, projeta a redução do efetivo total da PM para 60.448 militares, a criação de novos cargos de coronel para oficiais da saúde e mudanças nas nomenclaturas dos quadros de oficiais.
As alterações buscam adequar a estrutura da PM fluminense à Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares (Lei Federal 14.751/23). O governador tem até a próxima semana para sancionar o projeto aprovado pela Alerj.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Scutum (escudo) nesta terça-feira (4/11) para desarticular um grupo criminoso formado por policiais militares de Goiás. A ação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/GO) em conjunto com a Polícia Militar do Estado. O esquema investigado envolve crimes de corrupção passiva, facilitação de contrabando, lavagem de dinheiro, agiotagem, extorsão e formação de quadrilha.
Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão na cidade de Mineiros, no Sudoeste Goiano, e um mandado na cidade de Londrina, no Paraná. As empresas investigadas também se tornaram alvos dos procedimentos policiais. A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de cinco policiais militares de suas funções institucionais.
As investigações começaram a partir de informações repassadas pela própria Polícia Militar de Goiás. Os dados iniciais apontavam indícios de práticas ilícitas por parte de agentes públicos, incluindo cooptação e desvio de cargas ilegais. O esquema também envolvia a revenda de produtos contrabandeados e o uso de empresas de fachada para ocultação de valores.
Em comunicado oficial, a Polícia Federal detalhou que foram identificadas “movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados”. A instituição também registrou “transações bancárias entre os membros do grupo, evidenciando a existência de um esquema estruturado de agiotagem e lavagem de dinheiro”.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás é composta pela Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e pelas polícias Penal, Militar e Civil do Estado de Goiás. A operação contou com a cooperação de todas essas instituições no cumprimento dos mandados judiciais.
Caiado: ‘Cidadão fardado e pratica crime é mais bandido ainda’
Ao comentar a operação que investiga policiais militares, o governador Ronaldo Caiado (UB) afirmou que o Estado de Goiás “dá exemplo” ao punir servidores que agem fora da lei.
“Se a pessoa não tem um comportamento correto, nós temos uma Corregedoria extremamente austera, se ele está desviando da sua função, será preso, será destituído da sua função, vai cumprir pena, porque aqui em Goiás nós não fazemos concessão para bandido”, declarou.

Caiado foi enfático ao criticar policiais envolvidos em atividades criminosas.
“O cidadão que está com a farda e pratica qualquer crime é muito mais bandido ainda. Então terá a rigidez que nós temos dentro da nossa Corregedoria e ele será duramente penalizado por não só trair a corporação, como fazer uso da segurança pública transformando ali numa base do crime”, acrescentou.
Milhões em movimentações financeiras e transações incompatíveis
O comandante-geral da PMGO, coronel Marcelo Granja, revelou que os policiais militares afastados levavam um estilo de vida “incompatível” com seus salários. A investigação começou com denúncias da população sobre desvios de conduta e foi reforçada por levantamentos de inteligência que monitoraram viaturas em abordagens irregulares. Moradores de Mineiros e Jataí estranharam festas financiadas por pessoas ligadas ao esquema.
Segundo Granja, os policiais suspeitos facilitavam a entrada de mercadorias contrabandeadas e produtos irregulares, incluindo eletrônicos, cigarros e agrotóxicos. As cargas eram desviadas principalmente por rodovias federais na região de Mineiros e Jataí para revenda irregular.
“O esquema envolve milhões em movimentações financeiras ao longo do tempo, com transações incompatíveis com os rendimentos declarados dos policiais”, afirmou o comandante-geral.
A PM informou que os policiais suspeitos foram preventivamente afastados das ruas há aproximadamente seis meses.
Nesta terça-feira, todos os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, incluindo a coleta de celulares, computadores e documentos que serão analisados pela Polícia Federal como parte das investigações em andamento.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
Na abordagem, os sargentos teriam obrigado os adolescentes a mostrarem as partes genitais; caso aconteceu em julho de 2024
A 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar denunciou os 2 policiais militares que abordaram 4 adolescentes em Ipanema, no Rio de Janeiro, em julho de 2024. Luiz Felipe dos Santos Gomes e Sergio Regattieri Fernandes Marinho foram denunciados pelos crimes de ameaça e constrangimento ilegal.
Os 3 adolescentes negros são filhos de diplomatas do Canadá, Gabão e Burkina Faso. Rhaiana Rondon, mãe de um dos adolescentes, disse que os policiais realizaram abordagem “desproporcional, racial e criminosa”.
Um vídeo divulgado na época mostra os policiais chegando com armas em punho e colocando os adolescentes contra a parede.
De acordo com Rhaiana, os 4 foram deixar um amigo na porta de casa, quando foram abruptamente abordados por PMs “armados com fuzis e pistolas”. Segundo ela, “sem perguntar nada, encostaram os meninos no muro do condomínio.”
Segundo a denúncia, os policiais abordaram as vítimas de forma truculenta. Os jovens entravam em um prédio quando uma viatura da PM parou sobre a calçada e os policiais desceram com armas em punho.
O grupo foi obrigado a encostar na parede para revista. Segundo a denúncia, os adolescentes foram obrigados a exibir as partes genitais durante a abordagem.
A 2ª Promotoria de Tutela Coletiva da Infância e Juventude da Capital e a 3ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude ajuizaram uma ação civil pública de produção antecipada de provas. O processo está sob sigilo.
Com informações da Agência Brasil.
PMs acusados de matar três trabalhadores em fazenda vão a júri popular | Goiás
Lidiane 29 de julho de 2024
Três pessoas são mortas em ação da PM em fazenda na zona rural de Cristalina
A Justiça determinou que os policiais militares envolvidos na ação que matou três trabalhadores rurais em Cristalina, no entorno do DF, sejam submetidos a júri popular. O crime aconteceu em março de 2022. Os acusados afirmaram que foram atender uma ocorrência sobre roubo em fazenda e foram recebidos com tiros. Testemunhas e familiares alegam que os trabalhadores caçavam javali.
A decisão foi publicada na sexta-feira (26). Francisco da Silva Chaves (41 anos), Nelson da Silva Cardoso (38 anos) e Aleff Nunes Souto (22 anos) foram mortos no dia 22 de novembro de 2020. Testemunhas relataram que eles tinham costume de caçar animais quase que diariamente.
Os PMs afirmaram que foram chamados para atender uma ocorrência de roubo em uma propriedade rural. Em nota divulgada em 26 de novembro de 2020, a Polícia Militar afirmou que os agentes se depararam com homens armados que dispararam contra os policiais, que agiram em legítima defesa.
O g1 tentou contato com a defesa dos acusados por telefone e por mensagem de texto, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
Procurada pela reportagem por e-mail, telefone e por mensagem de texto, a Polícia Militar não enviou posicionamento oficial recente sobre o caso até a última atualização desta matéria.
De acordo com a decisão judicial, os agentes Bruno Martins, Barros Ângelo Máximo Morais Lacerda e Reginaldo Matos Lima devem ser submetidos a júri popular. Esse tipo de julgamento é realizado quando a Justiça considera que há indicativos suficientes que, até o momento, liguem os acusados à execução das mortes. Ainda não há data mercada para o juri.
De acordo com a decisão, a Justiça ouviu testemunhas do caso nos dias 20 e 27 de maio de 2024. A defesa apresentou pedido de absolvição para Bruno Barros, alegando que o policial agiu em legítima defesa. O texto diz ainda que a defesa considerou improcedente a denúncia contra Ângelo e Reginaldo por falta de provas.
De acordo com depoimentos inclusos na decisão judicial, testemunhas relataram que os trabalhadores Francisco, Nelson e Aleff faviam saído para caçar javalis com armadilhas. A carne servia de alimento para as famílias.
Depois de mais de 1h30 da saída das vítimas para a caça, vizinhos da fazenda onde os homens foram mortos relataram ter ouvido barulhos de tiro. Os vizinhos foram até o local e encontraram as vítimas já sem vida. De acordo com testemunhos, havia muito sangue no local e dois javalis presos em armadilha.
Os depoimentos relatam ainda que a viatura da patrulha rural foi vista andando em alta velocidade com as luzes apagadas.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
PMs do COD acusados de simular confronto com dois mortos sabiam quando iam ser presos e trocaram de celulares para dificultar investigação, diz polícia | Goiás
Lidiane 20 de julho de 2024
PMs do COD acusados de simular confronto com dois mortos sabiam quando iam ser presos
Os policiais militares do Comando de Operações de Divisas (COD), acusados de simular um confronto e matar dois homens, em Goiânia, sabiam quando seriam presos, trocaram de celulares e tinham um grupo de conversas para combinar versões do crime (ouça áudios trocados por eles acima). É o que diz um relatório feito pela Polícia Civil a partir da quebra do sigilo telefônico dos PMs.
O g1 entrou em contato com o advogado dos policiais militares, mas ele disse que não vai se manifestar por enquanto. O portal também solicitou nota à Polícia Militar de Goiás, que não respondeu até a última atualização da reportagem.
Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), Marines Pereira Gonçalves e Junio José de Aquino eram informantes dos PMs e tiravam proveito de crimes junto com eles. Os dois foram mortos no Setor Jaó, a 1,5 km do batalhão do COD, na tarde de 1º de abril. Um vídeo que vazou nas redes sociais no dia seguinte ao crime revela que nenhum dos dois reagiu à abordagem, mas ambos foram baleados com um fuzil.
A filmagem ainda mostra a possível simulação de confronto, em que um dos policiais aparece sacando uma pistola e atirando duas vezes. Outro militar tira outra arma da sacola e também dispara.
O relatório em questão, com o laudo da quebra do sigilo telefônico, foi encaminhado à Justiça na terça-feira (16) para ser anexado ao processo. Segundo o documento, desde que o crime aconteceu, até o dia 5 de abril, os policiais trocaram mensagens em um grupo de WhatsApp e combinaram as versões que dariam em depoimento sobre o suposto confronto, trocarem documentos do caso e outros detalhes. Em um áudio, obtido pela TV Anhanguera, um dos PMs diz:
“Eu queria saber o que se resolveu com o encarregado do inquérito lá. Vai assinar a novidade ou não vai? Na verdade, nós precisávamos saber disso, porque se for assinar não convém pedir férias não. Agora, se não for, e aí? Como é que vai ficar?”, diz o policial.
O documento também afirma que “todos (os PMs) sabiam que suas prisões seriam decretadas, inclusive, estavam esperando isso acontecer”. Um dos policiais enviou um áudio em que dava a entender que sabia que a polícia estava indo até a casa dele para prendê-lo. No dia 6 de abril, de fato, houve uma operação policial que cumpriu mandados de prisão e apreensão contra ele e outros colegas.
“Senhores, já estão vindo aqui para casa, viu? Já entra em contato com o advogado”, diz o PM no áudio.
O caso agora segue para a Justiça, que marcou para 12 de setembro a instrução processual, que representa o começo do processo judicial, para que os PMs possam ser interrogados e também julgados. Os policiais aguardam em liberdade, mas ficaram cerca de um mês e meio presos.
- 1º Tenente Alan Kardec Emanuel Franco
- 2º Tenente Wandson Reis Dos Santos
- 2º Sargento Marcos Jordão Francisco Pereira Moreira
- 3º Sargento Wellington Soares Monteiro
- Soldado Pablo Henrique Siqueira e Silva
- Soldado Diogo Eleuterio Ferreira
PM é filmado atirando contra carro e colocando arma dentro de veículo
Para os promotores, os policiais Marcos, Wandson, Wellington e Pablo Henrique participaram ativamente das mortes. Já Allan Kardec e Diogo, agiram descaracterizados para ajudarem na execução.
Segundo a denúncia do MPGO, os policiais armaram um encontro com as vítimas para que “algo” fosse entregue. Um vídeo, divulgado pelo g1, reforça a afirmação ao mostrar Júnio dizendo que tinha um compromisso para buscar um “trem” na sede do batalhão do COD, ao meio-dia de uma segunda-feira.
O local em que os dois homens foram executados fica a aproximadamente 2,2 quilômetros do batalhão. O crime também aconteceu, exatamente, em uma segunda-feira.
Segundo o MPGO, o carro das vítimas estava estacionado próximo ao meio-fio do Centro de Treinamento do Vila Nova Futebol Clube. Marines estava dentro do carro, sentado no banco do motorista, enquanto Junio estava em pé do lado de fora, próximo à porta dianteira direita, quando os policiais se aproximaram e dispararam contra as vítimas.
Uma investigação feita pela Corregedoria da Polícia Militar também concluiu que os PMs mentiram para justificar as ações e dificultar as investigações. No inquérito, é revelado que os policiais apresentaram diferentes versões sobre motivações, disparos e até horários da ocorrência.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Dois PMs são presos suspeitos de matar técnico de instalação de internet e alterar cena do crime | Goiás
Lidiane 5 de julho de 2024
Dois policiais militares foram presos suspeitos de matar um técnico de instalação de internet e alterar a cena do crime, em Goiânia. Segundo a investigação da Polícia Civil (PC), os policiais foram chamados para atender uma ocorrência de tentativa de estupro.
O g1 não localizou as defesas de Tiago Nogueira Chaves e Igor Moreira Carvalho para pedir um posicionamento até a última atualização desta reportagem. Em nota, a Polícia Militar (PM) informou que eles foram conduzidos ao presídio militar e que colabora com a investigação.
Denúncia de tentativa de estupro
Conforme investigação, no último dia 12 de junho, uma jovem de 27 anos estava com problemas na internet de casa e pediu um serviço de manutenção presencial. Ela contou que durante o trabalho o técnico teria se aproximado dela e a beijado na boca sem que ela permitisse.
Após afastá-lo, segundo a investigação, a jovem chamou duas amigas, que foram até a casa dela e bateram no técnico. Um vídeo mostra o momento em que Allan Carlos Porto Carrijo, de 36 anos, é agredido e, em seguida, foge. Neste momento, a jovem chamou a polícia.
Policiais são presos suspeitos de matar técnico de instalação de internet
Buscas pelo técnico e suposto confronto
De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), os policiais Tiago e Igor foram até a casa da jovem e, após testemunhas mostrarem para onde o técnico fugiu, começaram as buscas por ele. Os PMs relatam que encontraram Allan em um lote baldio e que tentaram abordá-lo e prendê-lo.
Segundo o relato de Tiago e Igor, durante a abordagem, o técnico resistiu a prisão, bateu nos policiais, “sacou uma faca” e foi na direção de Tiago. Neste momento, de acordo com os PMs, “para conter a injusta agressão”, atiraram três vezes contra Allan, que morreu no local.
Conforme relato da PC no boletim, quando os policiais civis chegaram no local do suposto confronto entre os PMs e o técnico, os peritos informaram que não encontraram estojos de bala, o celular de Allan e a faca, que teria sido usada por ele, foi levada para delegacia pelos policiais.
Após o suposto confronto, o PM Tiago realizou o exame de corpo de delito e a Polícia Científica realizou o exame cadavérico no corpo de Allan. No laudo do policial consta escoriações no braço e, no do técnico, consta que ele morreu após levar quatro tiros, sendo um no peito.
Depoimentos e o celular de Allan
A PC ouviu a jovem que denunciou a tentativa de estupro, as amigas dela, a esposa do técnico e o chefe dele. Nos depoimentos, a polícia destaca que a jovem e as amigas disseram que não viram Allan com uma faca e a esposa dele afirmou que conversou com ele por videochamada durante a fuga.
A esposa de Allan contou à polícia que o técnico tinha dois celulares, sendo um deles da empresa onde ele trabalhava. O chefe de Allan afirmou à polícia que também conversou com o funcionário minutos antes dele ser morto e que ele disse que estava com medo de ser morto.
Segundo a investigação, o técnico ainda enviou a localização dele para o chefe e pediu para ele buscá-lo. Quando o chefe chegou no local, ele foi ameaçado pelos policiais e obrigado a entregar o celular, que, segundo ele, foi levado pelos PMs e depois descartado em uma mata.
Conclusões da polícia e prisão
Diante da investigação, a Polícia Civil (PC) acredita que os policiais militares Tiago e Igor forjaram a situação de confronto, mataram o técnico sem que houvesse reação dele e “plantaram” a faca no local. Ou seja, alteraram a cena do crime e, por isso, pediram a prisão deles.
Em resposta à solicitação sobre o caso ocorrido no Residencial Buena Vista II, a Polícia Militar informa que:
A Corregedoria da Polícia Militar está adotando todas as providências necessárias em relação ao caso. Em cumprimento à decisão judicial, os militares foram conduzidos ao presídio militar.
A Polícia Militar segue colaborando com a justiça e reitera o compromisso de cumprir as decisões emanadas do Poder Judiciário.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
PMs são presos suspeitos de vender veículos após forjar apreensões | Goiás
Lidiane 20 de maio de 2024
Policiais militares foram presos suspeitos de forjar apreensão de carros e vendê-los em Goiânia e Goianira, na Região Metropolitana da capital. Conforme as denúncias feitas à Corregedoria da Polícia Militar, um sargento e um soldado do 13º Batalhão da Polícia Militar faziam abordagens, apreendiam os veículos e, posteriormente, um terceiro soldado fazia a venda do carro ou motocicleta.
Em nota, a Polícia Militar do Estado de Goiás afirmou que os militares suspeitos encontram-se presos e que não compactua com qualquer desvio de conduta – veja nota na íntegra ao final do texto.
O g1 entrou em contato com os advogados dos suspeitos via mensagem enviada às 15h30 deste domingo (19). No entanto, não houve retorno até a última atualização da reportagem.
Conforme a denúncia, a investigação iniciou após um homem procurar a Corregedoria para dizer que teve seu veículo apreendido e não conseguiu mais ter notícias do processo. A polícia não conseguiu encontrar registro da apreensão, mas o motorista apontou dois policiais do 13º Batalhão como responsáveis pelas abordagens.
Após a ocorrência, outros dois motoristas procuraram a polícia para relatar que não conseguiam localizar os veículos apreendidos. Os dois apontaram os mesmos policiais como responsáveis pelas abordagens.
Segundo a denúncia, a equipe da PM localizou os veículos circulando normalmente pelas ruas de Goiânia e Goianira. Ao ouvirem as pessoas que estavam em posse dos veículos, eles disseram que tinham feito a compra ou troca do carro por meio de um Policial Militar, que, por sua vez, confirmou que trabalhava com compra de veículos e contou que havia conseguido os veículos com outros dois colegas.
O cumprimento dos mandados de prisão foram realizados no dia 3 de maio. A Justiça decretou ainda a quebra de sigilo telefônico dos suspeitos para que seja possível dar andamento ao processo de investigação. De acordo com o processo no Tribunal de Justiça de Goiás, os policiais respondem por peculato.
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PMs dão golpes de cassetete em agricultor caído no chão durante show da Naiara Azevedo em evento de prefeitura em Goiás; vídeo | Goiás
Lidiane 14 de maio de 2024
PMs dão golpes de cassetete em agricultor caído no chão durante evento de prefeitura
O agricultor rural Joel dos Santos, de 40 anos, denunciou que foi agredido por policiais militares durante um show de um evento organizado pela prefeitura de Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal. Segundo o homem, no momento em que ocorria a apresentação da cantora Naiara Azevedo, ele esbarrou sem querer em um policial, o que iniciou uma discussão. Um vídeo mostra quando policiais dão golpes de cassetete enquanto ele está caído no chão (assista acima).
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Santo Antônio do Descoberto, via e-mail enviado às 15h10, para pedir um posicionamento. No entanto, não houve retorno até a última atualização da reportagem.
O g1 também entrou em contato com a Polícia Militar do Estado de Goiás, via e-mail enviado às 15h15, para pedir um posicionamento. No entanto, não houve retorno até a última atualização da reportagem.
O festival de música aconteceu no sábado (11). No momento da agressão, o agricultor estava com a família em uma hamburgueria no local do evento, próximo de onde ocorria o show da cantora sertaneja.
Segundo o homem, após o esbarrão, o policial o empurrou. Joel Santos disse que, em seguida, o empurrou de volta. Então, conforme o agricultor, houve uma troca de xingamentos entre eles.
Depois dessa discussão, o agricultor disse que cinco policiais militares se juntaram para agredi-lo com cassetetes. Conforme o homem, eles só pararam porque a família dele interviu.
Ao g1, o delegado Marcus Vinicius de Oliveira, afirmou que foi feito o registro da ocorrência e que a vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) em Águas Lindas de Goiás. Segundo ele, a Polícia Civil aguarda a conclusão da perícia médica. Além disso, será instaurado o procedimento de verificação para o levantamento de informações acerca da materialidade e autoria da eventual infração penal.
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Caminhoneiro suspeito de causar acidente que matou quatro PMs é preso | Goiás
Lidiane 10 de maio de 2024
Policiais morrem em acidente com viatura e carreta em rodovia de Goiás
O caminhoneiro que se envolveu no acidente que matou quatro policiais militares do Comando de Operações de Divisas (COD) foi preso nesta sexta-feira (10), na BR-153, em Goiatuba, na região sul de Goiás, conforme apurado pela TV Anhanguera. Segundo o documento do mandado de prisão, Diego Michael Cardoso, de 40 anos, vai responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor.
O g1 não localizou as defesas do motorista e da empresa responsável pela carreta que ele dirigia até a última atualização desta reportagem.
A perícia da Polícia Científica concluiu que o caminheiro invadiu a contramão e bateu contra a viatura no acidente na BR-364, em Cachoeira Alta, na região sudoeste de Goiás. Os quatro policiais militares do Comando de Operações de Divisas (COD) que estavam no carro morreram.
O acidente aconteceu na noite do último dia 24 de abril. As vítimas foram: o subtenente Gleidson Rosalen Abib, o 1º sargento Liziano José Ribeiro Junior, o 3º sargento Anderson Kimberly Dourado de Queiroz e o cabo Diego Silva de Freitas. O caminhoneiro teve ferimentos leves.
Um vídeo mostrou que viatura e a carreta envolvidas no acidente ficaram destruídas – assista abaixo. Em nota, a PM informou que os militares estavam em deslocamento durante um serviço no momento da colisão. Os corpos deles foram velados e sepultados no último dia 25 de abril após um cortejo.
Vídeo mostra destroços de acidente que matou quatro PMs em rodovia de Goiás
Conforme divulgado pela TV Anhanguera na quinta-feira (9), a Polícia Científica concluiu a perícia do local do acidente. O laudo avaliou as marcas de pneus na pista para entender a dinâmica da colisão. Segundo o documento, a caminhão estava em uma velocidade entre 110 e 120 km/h.
“[O caminhão] trafegava em sentido oposto [ao da viatura] e, no ponto em que restaram materializadas as marcas de pneumático na malha asfáltica, trafegava sobre sua contramão de direção, invadindo a faixa de trânsito oposta por onde trafegava [o outro veículo]”, destaca trecho do laudo.
Ainda de acordo com documento, a perícia verificou indícios de que a viatura saiu da pista para tentar desviar do caminhão e evitar o acidente. “O condutor [da viatura] desviou à direita, adentrando o acostamento, o que, contudo, não foi suficiente para desviar a colisão”, concluiu.
Ao g1, o perito Itamar Junior afirmou que o caminhão estava com excesso de carga e acima da velocidade da rodovia, que é de 80km/h. Segundo ele, a carga de milho que o veículo transportava era de 69 toneladas, nove acima do permitido para a via.
“Tinha uma placa a 2km antes do local do acidente dizendo que era 80km/h. O caminhão estava a 110km/h, ou seja, entre 20% e 50% do limite da via, uma infração grave”, disse. Para o perito, o excesso de velocidade e peso dificultaram que ele parasse e evitasse o acidente.
“Ele estava transitando pela contramão e começou a frear 30 metros antes do local do acidente. Porém, quando maior a velocidade e o peso, maior será a distância que o veículo para”, afirmou.
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PMs ameaçam simular infração de trânsito para multar motociclista em Senador Canedo: ‘Pensa com o bolso’ | Goiás
Lidiane 6 de maio de 2024
PMs ameaçam simular infração de trânsito para multar motociclista em Senador Canedo
Dois policiais militares de Goiás foram filmados durante uma abordagem a um motociclista, em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. No vídeo, os PMs dão a entender que simulariam uma multa de R$ 7 mil por infração de trânsito contra o motociclista, caso ele não cumprisse com um combinado entre eles (assista acima).
Em nota, a Polícia Militar de Goiás não informou sob quais circunstâncias o motociclista foi parado, nem explicou qual seria o combinado entre ele e a equipe. Mas disse que vai investigar o caso internamente.
Segundo a PM, os dois policiais militares que aparecem no vídeo se apresentaram espontaneamente à Corregedoria para serem interrogados e esclarecerem as circunstâncias do vídeo. O motociclista também foi ouvido, segundo a corporação, tanto pelos policiais como na Corregedoria da PMGO.
O g1 não conseguiu identificar e nem localizar o motociclista abordado ou qualquer advogado que faça sua defesa. Ao gravar o vídeo, porém, ele expressa sua indignação com a situação ao dizer que não fez nada de errado para ser multado, dando a entender que está sendo vítima de uma ameaça por parte dos policiais.
A reportagem também não conseguiu localizar os PMs envolvidos no caso para que pudessem se posicionar.
PM 1: “Você tem até 17h para ‘negoçar’ lá. Se você não ‘negoçar’, nós vamos pegar a placa da sua moto e fazer uma multa”.
PM 2: “Falou R$ 4 mil, mas eu vou fazer uma de R$ 6 mil de multa”.
PM 1: “Dá pra fazer uma frenagenzinha, dizer que empinou e freiou. A (multa) de frenagem é R$ 3 mil também. Dá para falar que você empinou na frente da viatura e freou. Mais uma multa por mexer no celular, dá uns R$ 7 mil mais ou menos”.
Motociclista: “Nossa, mas eu não fiz nada”.
PM 1: “Vai lá, estou te esperando”
PM 2: “Pensa com o coração”
PM 1: “Não, pensa com o bolso. Se você pensar com o coração, não vai fazer nada não. Pensa na dor que vai ter depois”.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no artigo 175, define como infração gravíssima as manobras perigosas, em que o motorista usa o veículo para dar arrancadas bruscas, derrapar ou frear com deslizamento ou arrastamento de pneus.
A multa para esse tipo de infração de trânsito é multiplicada em 10 vezes e custa cerca de R$ 3 mil, mas o motorista também pode ter o direito de dirigir.
A propósito da solicitação de nota sobre vídeo de uma abordagem a motociclista em Senador Canedo-GO, a Polícia Militar de Goiás informa:
Após tomar conhecimento das imagens, a Polícia Militar determinou a abertura de procedimento para apuração. Os militares se apresentaram de forma espontânea à Corregedoria da corporação para serem inquiridos e esclarecerem as circunstâncias do vídeo. O abordado após oitiva dos militares, também foi ouvido na Corregedoria da PMGO.
A Polícia Militar de Goiás reafirma o compromisso com o cumprimento da lei e reitera que não compactua com qualquer desvio de conduta praticado por seus membros.
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