4 de março de 2026
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Por meio do projeto de lei nº 32047/25, o deputado Cairo Salim (PSD) pleiteia a isenção da tarifa de pedágio para pacientes em tratamento médico-hospitalar fora do município de residência, nas rodovias estaduais do Estado de Goiás, incluindo aquelas administradas sob regime de concessão.

A medida visa a ampliar e fortalecer as políticas públicas de proteção à saúde e assistência social dos cidadãos, assegurando-lhes o direito de acesso ao tratamento médico-hospitalar, mesmo quando esse atendimento ocorre fora do município de residência.

“Em muitos casos, pacientes com doenças crônicas, em tratamento oncológico, hemodiálise, reabilitação intensiva ou em situação de urgência médica são obrigados a se deslocar com frequência a outros municípios, especialmente quando residem em regiões com menor oferta de serviços de saúde especializada. Nesses deslocamentos, o custo com tarifas de pedágio nas rodovias estaduais, incluindo as concedidas à iniciativa privada, representa um ônus significativo para famílias já impactadas emocional e financeiramente”, frisa Cairo Salim.

O parlamentar destaca que, embora a legislação nacional trate de garantias específicas no transporte coletivo público, há uma lacuna normativa quando se trata do deslocamento individualizado, voluntário ou institucional, para tratamentos de saúde fora da cidade de origem, especialmente em veículos particulares, ambulâncias ou de entidades assistenciais.

Diante disso, aponta que a legislação proposta busca assegurar isenção da tarifa de pedágio a veículos devidamente identificados, utilizados para o transporte de pacientes em tratamento médico-hospitalar, mediante critérios objetivos e possibilidade de cadastramento junto aos órgãos competentes. 

“A medida propõe um tratamento digno, justo e humanizado, especialmente para os mais vulneráveis, e contribui para o fortalecimento da cidadania, a promoção do acesso ao SUS e a redução das desigualdades regionais em saúde”, conclui Cairo Salim, na justificativa do projeto de lei.

A matéra será analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) após o fim do recesso legislativo. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Associação apoia liminar e reforça que pedágio deve vir só após melhorias e segurança viária garantidas

A Justiça Federal concedeu na 5ª feira (29.jan.2026) uma liminar que suspende a cobrança de pedágio na BR-364, em Rondônia, após identificar falhas na execução do contrato de concessão pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

De acordo com a decisão, o contrato previa que a rodovia só poderia ser onerada após a conclusão de obras de recuperação do pavimento, sinalização e medidas de segurança, com prazo estimado entre 12 e 24 meses. No entanto, a concessionária afirmou ter cumprido essas obrigações em apenas 2 meses, sem comprovação técnica suficiente.

Segundo a decisão, foram constatadas cláusulas contratuais descumpridas, incluindo:

  • Garantia de segurança de tráfego antes do início da cobrança, que não foi cumprida;
  • Sistema free flow inadequado, com ausência de estudos de infraestrutura e falta de meios de pagamento alternativos que não exijam a parada do veículo;
  • Prazo mínimo de três meses previsto no contrato para o início da operação, que não foi respeitado.

A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) celebrou a liminar, reforçando que o modelo de concessões é essencial para modernizar a logística do país e atrair investimentos, desde que os contratos sejam cumpridos rigorosamente.

“A entidade celebra a decisão liminar, concedida pela Justiça Federal, que suspendendo a cobrança de pedágio. A Abiove entende que rodovias concedidas requerem a geração de receitas para viabilizar melhorias. No entanto, é imperativo que a execução dos contratos e a fiscalização pela ANTT ocorram em estrita observância à legislação vigente, à transparência e ao equilíbrio econômico-financeiro, garantindo que o usuário receba as melhorias contratadas antes do início da oneração tarifária”, afirmou em nota. 

A associação afirmou que a cobrança de pedágio não é questionada, mas deve ocorrer apenas após a implementação das melhorias contratadas, garantindo segurança, transparência e equilíbrio econômico-financeiro.

Além disso, a fiscalização da ANTT foi considerada insuficiente, pois avaliou apenas 2% dos mais de 680 quilômetros da rodovia, quando o contrato exigia análises ao longo de 100% do trecho. 

Outro ponto destacado foi a implantação antecipada do sistema free flow, que deveria ser testado apenas anos após o início da concessão, mas já estava em operação em 2025.

A concessionária Nova 364 afirmou que já investiu mais de R$ 360 milhões em obras de manutenção, segurança e serviços operacionais, mantendo diálogo com entidades representativas, e que respeitará a decisão judicial enquanto analisa medidas legais cabíveis.



Autor Poder360 ·


Via Dutra, rodovia operada pelo grupo Motiva, não tem nada a ver com administração de São Paulo, mas metroviários fazem campanha contra governo paulista

O Sindicato dos Metroviários criticou nesta 6ª feira (28.nov.2025) o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por implantar um novo pedágio na Rodovia Dutra, no acesso ao aeroporto de Cumbica. O trecho em questão, localizado na pista expressa entre a Marginal do Tietê e o Arujá, no entanto, faz parte de uma concessão federal, não estadual.

O atual contrato de concessão federal da Dutra foi assinado em 2022 pelo grupo Motiva, antigo Grupo CCR, e é válido por 30 anos. Pelo acordo, a empresa deve instalar monitoramento automatizado por câmeras, oferecer wi-fi e iluminação em LED, além de adotar a passagem automática de veículos nos pedágios de Guarulhos.

Em postagem no X, o sindicato, que representa os trabalhadores do Metrô, diz que o Estado de SP estaria “nas nuvens” “se a cada novo pedágio Tarcísio construísse uma escola ou hospital”. A mensagem também trouxe as hashtags #ForaTarcisio #PrivatizaQuePiora.

O Poder360 tentou entrar em contato com o Sindicato dos Metroviários por e-mail e telefone, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto.

Como será o pedágio

O Grupo Motiva diz que o pedágio free flow, sem cancela, começa a operar no dia 6 de dezembro, um sábado. Saindo da Marginal Tietê, em um horário de pico em dia de semana, o motorista pagará até o Aeroporto Internacional de Guarulhos uma taxa de R$ 1,37. Segundo a empresa, o valor pode ficar maior de acordo com a data. Leia a tabela (PDF – 58 KB)

O sistema funciona por meio de ‘pórticos eletrônicos’ instalados nos acessos à pista expressa da Dutra. Ao passar por esses pórticos, a tag ou a placa do veículo é lida automaticamente, e o sistema calcula o valor correspondente ao trecho percorrido. 

Com a tag, o valor é debitado automaticamente na fatura da operadora, com 5% de desconto por viagem. Sem tag, o pagamento deve ser feito pelo site pedagiodigital.com, em até 30 dias. 

A tarifa é programada variando conforme o dia da semana, horário e feriados prolongados. As placas eletrônicas colocadas na entrada da via exibem os preços atualizados para cada destino possível da pista expressa. Motocicletas pagam metade do valor. 

É possível calcular o preço do pedágio das vias Dutras e Rio-SP nesse link: https://rodovias.motiva.com.br/riosp/servicos/calcular-pedagio/



Autor Poder360 ·