A Prefeitura de Aparecida de Goiânia encerra o ano de 2025 com um marco na gestão fiscal e administrativa: o pagamento de 14 folhas salariais ao longo do exercício, assegurando salários em dia aos servidores públicos mesmo diante de um cenário de forte comprometimento financeiro herdado da administração anterior. Ao assumir o município, a atual gestão encontrou dívidas acumuladas que se aproximavam de R$ 500 milhões, incluindo obrigações não quitadas com o funcionalismo.
O número atípico de folhas pagas ao longo do ano se deve, principalmente, à necessidade de quitar a folha salarial de dezembro de 2024, que não havia sido honrada pela gestão passada. A regularização desse passivo foi uma das primeiras medidas adotadas pelo prefeito Leandro Vilela, como parte de um processo mais amplo de reorganização orçamentária e recuperação da credibilidade administrativa do município.
Em menos de 30 dias, a atual administração conseguiu cumprir três compromissos relevantes com os servidores: o pagamento do salário de novembro, realizado no dia 28; a quitação antecipada do décimo terceiro salário, em 8 de dezembro; e o pagamento do salário referente a dezembro de 2025, efetuado no dia 22, garantindo que os trabalhadores passassem o período natalino com os vencimentos depositados.
Segundo o prefeito, o resultado foi possível graças a uma condução baseada em responsabilidade fiscal, controle de despesas e priorização das obrigações essenciais, sem comprometer a prestação de serviços públicos. “Neste ano, nós pagamos 14 folhas salariais. Não foram apenas as 12 folhas regulares mais o décimo terceiro. Pagamos também a folha que a gestão anterior não honrou com os servidores e que nós assumimos com responsabilidade”, afirmou Leandro Vilela.
Além do aspecto administrativo, o prefeito destacou o impacto social e econômico da regularidade nos pagamentos. “O servidor vai passar o Natal com o salário na conta, o que também faz girar a economia da cidade, pois muitos fazem suas compras natalinas no comércio local. Mas isso é o mínimo que se deve fazer: ser justo com quem trabalha e com quem produz para Aparecida”, completou.
O pagamento em dia das folhas salariais passa a ser apresentado como um dos pilares da reconstrução da confiança entre administração, servidores e a população
Líder do PL afirma que falta de pagamento das emendas impositivas pode levar a obstrução das votações de LDO e orçamento para 2026
O líder do PL na Câmara e deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ) passou a tarde desta 6ª feira (17.out.2025) na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto de 2025. O congressista disse que pode apresentar “kit de obstrução” para impedir votação da LDO e orçamento para 2026 caso o governo não pague as emendas impositivas devidas ao partido PL.
Segundo o deputado, o PL tem R$ 1,166 bilhão em emendas impositivas não pagas referentes ao Orçamento de 2023 para 2024. Do Orçamento de 2024 para 2025, disse Sóstenes, cerca de 67% das emendas impositivas da bancada permanecem sem pagamento.
Emendas impositivas são recursos que deputados e senadores destinam para obras e projetos em suas bases eleitorais. As impositivas têm execução obrigatória pelo governo federal, exceto em casos de impedimento técnico ou restrições orçamentárias.
“A continuar dessa forma, o governo não dando nenhuma resposta, nós vamos para a sessão do Congresso apresentar um kit de obstrução“, afirmou Sóstenes.
O líder do PL disse ter conversado sobre o tema com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas que não está de acordo com a forma que o assunto tem sido tratado no Congresso Nacional. Para o líder a solução será a obstrução. “A gente tem que obstruir o máximo possível e não votar nenhuma LDO e orçamento para o próximo ano“, declarou o deputado.
A LDO é a Lei de Diretrizes Orçamentárias, norma que estabelece as metas e prioridades da administração pública federal para o ano seguinte. Orienta a elaboração do Orçamento e deve ser aprovada pelo Congresso Nacional antes do recesso parlamentar.
“CONGRESSO DE BAIXO NÍVEL”
Sóstenes também disse que outra razão para obstruir é o que chamou de “falas públicas vergonhosas” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o Congresso Nacional. Lula disse nesta 4ª feira (15.out.2025) que o Congresso Nacional “nunca teve a qualidade de baixo nível” como tem agora. A declaração foi feita durante evento pelo Dia dos Professores no Rio de Janeiro, com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, no palco.
“É inadmissível o governo federal tratar o Congresso Nacional da forma que vem tratando. Inclusive com falas públicas vergonhosas do presidente da República, atacando o Congresso Nacional, esquecendo que é uma instituição democrática eleita e que ele deve respeitar a vontade popular daqueles que estamos ali legitimamente eleitos“, disse Sóstenes.
O deputado afirmou que esse tipo de fala tem esgarçado a relação entre Executivo e Legislativo e que o partido dará a resposta com uma obstrução de votações na câmara.
OUTROS TEMAS
Durante a visita a Bolsonaro, Sóstenes também abordou outros assuntos: o líder afirmou que Bolsonaro quer Michelle como candidata ao Senado para protegê-la de um possível cargo no Executivo nas eleições de 2026. Segundo ele, quem consegue posição no Executivo enfrenta “perseguição judicial“.
O deputado também falou com Bolsonaro sobre a possível indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao assento do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, que deixa a cadeira do STF nesta 6ª feira (17.out). O deputado afirmou que embora evangélico, Messias “não representa a maioria dos evangélicos” e que ele é “petista“.
Esta é a 2ª visita do líder a Bolsonaro desde o início do confinamento. A 1ª vez foi em 22 de setembro. Sóstenes chegou às 14h55 e deixou o condomínio onde mora Bolsonaro às 18h.
Assista à fala aos jornalistas na íntegra (29m37s):










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