19 de janeiro de 2026
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Intervenções na logística internacional são um caminho para conter o avanço do lixo plástico em países mais vulneráveis

O plástico cresceu mais rápido que qualquer outro material industrial nos últimos 65 anos. Sua durabilidade barata, inicialmente uma inovação, virou um problema ambiental e de saúde pública de proporções globais. Sem estratégia de fim de vida, o mundo faz um experimento sem controle, com plástico acumulando-se em países pobres, rios, e no Oceano todo.

O plástico não se fabrica em um bairro. Muitas vezes, nem dentro de um único país. Ele depende de uma cadeia internacional gigantesca. Os chamados plásticos primários —produtos químicos líquidos ou gasosos utilizados para fazer produtos plásticos— atravessam oceanos para abastecer fábricas pelo mundo.

Desde os anos 1950, quando os primeiros plásticos surgiram, a complexidade e dimensão dessa cadeia só cresceu. Hoje, o plástico é uma commodity global, tão presente que quase tudo à nossa volta contém algum pedaço dele. Olhe a sua volta: é possível visualizar porque a demanda mundial por plásticos mais que triplicou entre 1991 e 2021.

Um crescimento tão grande de moléculas sintetizadas em laboratório – que não existem na natureza – certamente traria desafios. Entre eles, o desafio da contaminação dos nossos próprios corpos e ecossistemas.

Em locais com regulações e/ou capacidades institucionais mais fracas – especialmente em países do Sul Global – esses desafios se transformam em crises visíveis: plásticos no solo, na água, nas ruas, nos peixes, no leite materno.

Avaliações tecnológicas e análises de ciclo de vida mostram que, a todo e qualquer custo, ainda não dispomos de um sistema de gestão de resíduos realmente eficiente quando o assunto é plástico —não na escala em que o temos produzido, consumido e descartado; nem mesmo considerando cenários amplos de reciclagem e incineração.

As veias abertas do plástico

O comércio internacional teve (e tem) papel central na cadeia de valor do plástico em todo o mundo. A própria indústria do plástico reflete essa complexidade e escala: empresas líderes do setor muitas vezes não possuem fábricas próprias —elas dependem de amplas redes de fabricantes terceirizados, geralmente localizados em países com mão de obra mais barata. O resultado é uma cadeia longa, complexa e difícil de rastrear. Por décadas, o comércio internacional e o lobby do petróleo sustentaram a dependência econômica de 140 plásticos-commodities.

Considerando a alta ramificação dessa cadeia, um estudo brasileiro elaborado por nós, autores deste artigo, começou a destacar o papel de alguns portos —territórios restritos e delimitados do comércio internacional— nessa cadeia.

Muitas cadeias de valor globais — não só a do plástico — passam por poucos portos espalhados pelo mundo. Isso significa que uma grande parte do poder e do controle dessas cadeias está concentrada em poucas empresas portuárias nessas passagens fronteiriças.

Mesmo quando essas empresas assumem alguma responsabilidade socioambiental, elas raramente cobrem toda a extensão e a complexidade dos impactos gerados. Afinal, as cadeias entram e saem pelos portos, mas se espalham pelo mundo.

Na maioria dos casos, são multinacionais sem qualquer vínculo comercial com os produtores e consumidores da parte doméstica da cadeia do plástico. O estudo propõe investigar quais portos, ao funcionarem como funis dessa cadeia, são pontos estratégicos para a implementação de políticas públicas para iniciar o gerenciamento dessa crise.

Por isso, pensar na redução gradual —e realmente intencional— da cadeia do plástico como política ambiental é também pensar em políticas de planejamento econômico que incidam sobre fluxos de sua cadeia de valor.

É uma orquestração necessária (o planejamento de políticas ambientais junto às macroeconômicas) e em uma escala necessária (internacional), às políticas que visem buscar com seriedade, nos dados, soluções para as crises climática e do plástico.

O crescimento prejudicial da produção de plástico não aconteceu sozinho. Ele teve —e segue tendo— acordos comerciais favoráveis e incentivos de governos de todo o mundo.

Por ser um produto refinado do petróleo, as cadeias de suprimento do plástico confluem no seu início para a extração de petróleo. Ou seja, o lobby do petróleo, com suas atividades fortemente subsidiadas, também desestimula o desenvolvimento de produtos e modelos de negócio mais circulares.

Redirecionar esses incentivos poderia mudar o jogo

Investimentos em inovação e transferência de tecnologia para materiais alternativos, substitutos, compostáveis e biodegradáveis, em sistemas varejistas baseados em reuso das embalagens, podem guiar economias para a saída dessa crise. Junto a tarifas sobre produtos descartáveis ou não recicláveis, e taxas sobre aterros e incineração, intervir no “meio da cadeia” — o midstream — é um ponto de virada que vem sendo esquecido, e é onde políticas podem agir muito antes que o plástico chegue ao consumidor.

Diante da urgência, mas também diante da complexidade da crise plástica, a questão não dá pra ser participar ou não do comércio global da cadeia do petróleo. Não conseguimos deixar de comprar plástico nas nossas escolhas diárias. A questão na escala coletiva é como participar de uma transição para novas cadeias de substitutos do plástico, que também promovam menor disparidade entre economias.

No estudo desse como, chamamos para a mesa as agências portuárias. Para que, antes de chegarmos à fixação de metas operacionais mais refinadas, possamos trabalhar com algo aplicável e testável hoje nos principais portos da cadeia.

midstream dos portos é estratégico: é territorialmente limitado, informatizado e monitorado. Por que não começar por eles então?

Começando pelos portos do Sul

Para minimamente planejar uma saída da dependência do plástico, no entanto, a visão de duas dimensões são essenciais — tanto para evitar uma abordagem simplista e que desconsidere históricas assimetrias de poder em curso.

Primeiro, a visão estratégica. Alguns portos, muitas vezes, influenciam economias de regiões e países inteiros. E, portanto, também são atores-chaves para políticas ambientais. Com essa visão, as agências portuárias assumem o papel de parceiras estratégicas para intervenções em determinadas cadeias e determinadas regiões.

Hoje falamos muito de soluções no começo da cadeia (upstream) ou no fim (downstream). Mas pouco sobre o meio —o midstream— onde decisões realmente podem ter impacto. A dimensão estratégica coloca a territorialização da política no centro da análise, e se baseia antes nos dados dos volumes e valores movimentados, do que em bandeiras de amplos ou desconexos territórios nacionais.

Segundo, a visão de justiça. Justiça, seja distributiva, ambiental, ou climática, tem uma direção comum: a para o mais pobre, vulnerável, e exposto a risco. A mera tarifação de certos plásticos em portos do Norte simplesmente reduzirá mais o poder de compra e de acesso a serviços no Sul e, portanto, da qualidade de vida dessa população de forma generalizada.

Nesse sentido, políticas ambientais atuando sobre cadeias de valor devem destacar múltiplas formas de intervenção possíveis e direcionadas a economias diversas, tomando a dicotomia Norte e Sul apenas como um pano de fundo histórico a ser considerado, mas não generalizável.

Outros resultados iniciais da pesquisa no Porto de Santos destrincham esses fluxos totais nos códigos de cargas mais representativos e estratégicos, também considerando os processos químicos envolvidos na fabricação dos diferentes tipos de plásticos e conexões com outros setores.

Mais que apresentar uma seleção padronizada para todas as economias dentre os 140 tipos de insumos da cadeia do plástico e os plásticos em si, a evidência científica provoca a discussão política sobre metas de redução gradual a esses plásticos-commodities, cujos dados são facilmente acessíveis no portal ‘World Integrated Trade Solution’, que opera com dados do UNCOMTRADE – United Nations Commodity Trade Statistics Database.

Dados sobre como os plásticos são comercializados internacionalmente sob 140 nomes diferentes (incluindo como resíduo) estão na seção 39, para todos os países. A complexidade dessa análise é um desafio imenso. No entanto, apresentar um pacote inicial de indicadores do comércio internacional no timing das negociações do GPT também é uma estratégia de diplomacia científica. E visibilizar esse midstream da cadeia ajuda a tirar o foco corrente na culpabilização do consumidor final, ou da ineficiência dos sistemas de coleta e separação e reciclagem.

Sem perder de vista essas duas dimensões —a estratégica e a em favor da justiça— a experimentação coordenada dessa tarifação de transição pode (e deve) começar.

O rápido e volumoso aporte de recursos provenientes dela, aplicada em portos selecionados pelo mundo todo, pode abastecer fundos específicos destinados ao financiamento de inovação para: novos sistemas distributivos com menos descarte e mais reuso; desenvolvimento de materiais substitutos no setor de embalagem; ou ainda ao financiamento da recuperação de zonas de sacrifício já cobertas de plástico ou emitindo dioxinas e furanos.

Plásticos nascem do petróleo, um lobby poderoso que bloqueia mudanças. O “ato final” do lobby do petróleo só acontecerá com políticas internacionais fortes. A pesquisa brasileira, iniciada no Porto de Santos, mostra um caminho em caráter experimental: começar pelos portos —poucos, centrais e poderosos. Podem ser eles os pontos de virada de algumas de nossas crises tecnológicas.


Este texto foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons. Leia o texto original aqui.



Autor Poder360 ·


Levantamento mostra que 70% dos norte-americanos creem que democratas e republicanos sabiam dos crimes

A maioria dos norte-americanos acredita que o governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) oculta informações sobre Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual, incluindo circunstâncias de sua morte, em 2019, e seus vínculos com pessoas ricas e influentes.

Pesquisa da Reuters/Ipsos, realizada de 3 a 8 de dezembro de 2025, indica que 60% dos entrevistados acreditam que Trump tinha conhecimento dos crimes antes de se tornarem públicos. Entre eleitores republicanos, o percentual foi de 39%.

Uma parcela ainda maior, de 70%, afirmou acreditar que integrantes de ambos os partidos –republicanos e democratas– sabiam da exploração sexual de menores e podem ter participado do suposto esquema de tráfico.

O levantamento também mostra que 23% dos norte-americanos aprovam a forma como o presidente dos Estados Unidos lida com o caso, enquanto 52% desaprovam.

A pesquisa on-line Reuters/Ipsos ouviu 4.434 pessoas nos Estados Unidos de 3 a 8 de dezembro de 2025. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O Congresso dos Estados Unidos aprovou em 18 de novembro uma lei que determina que o Departamento de Justiça divulgue, até 19 de dezembro, documentos relacionados à investigação sobre Epstein.

Desde que reassumiu a Casa Branca, Trump manifestou oposição à divulgação dos arquivos. Os documentos incluem registros que mencionam relações entre Trump e Epstein ao longo dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Trump disse que não tinha conhecimento das atividades criminosas do empresário e que rompeu relações com Epstein antes de ele se declarar culpado em 2008.



Autor Poder360 ·


Foi encaminhado, pela Governadoria, o veto parcial ao autógrafo de lei nº 718, de 2025, que tramita na Casa de Leis sob o nº 31057/25, e recai sobre iniciativa que institui a Política Estadual de Valorização das Mulheres na Área de Segurança Pública. A obstrução do Poder Executivo à propositura do deputado Veter Martins (UB) vai ser designada à relatoria pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, para emissão de parecer a ser votado.

O veto atinge os incisos I, II, III, VI e VII, além do parágrafo único do artigo 2º, bem como os artigos 22 e 32 da proposição. As justificativas apresentadas pelo Executivo baseiam-se em recomendações técnicas da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e de demais órgãos do sistema de segurança.

A SSP considerou que a criação de cotas específicas para mulheres nos concursos da área não se justifica, apontando que a Polícia Científica já possui mais de 31% de ocupação feminina. Também acatou manifestações da Polícia Militar, que apontou vício de iniciativa, interferência no regime jurídico dos servidores e imposição de obrigações ao Executivo sem previsão de impacto financeiro, especialmente no caso do artigo 32.

A Delegacia-Geral da Polícia Civil (DGPC) reforçou que a reserva de vagas por gênero viola o princípio da isonomia e contraria entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.488/MG, que rejeitou diferenciações dessa natureza em concursos públicos. O órgão também afirmou que dispositivos do projeto restringem a discricionariedade administrativa e criam canais redundantes de denúncias.

O Corpo de Bombeiros Militares (CBM) posicionou-se no mesmo sentido, lembrando que a Suprema Corte já fixou ser inconstitucional a reserva de vagas por sexo em concursos para funções de natureza militar. Por isso, recomendou a vedação aos incisos correlatos por arrastamento.

A Secretaria de Estado da Administração (Sead) igualmente defendeu o veto, destacando ausência de estudos de viabilidade, falta de compatibilidade com cotas já existentes — como as previstas nas Leis nº 14.715/2004 e nº 23.389/2025 — e inexistência de autorização legal federal para cotas por sexo em concursos públicos. Para o órgão, a medida poderia gerar desequilíbrios operacionais e comprometer a eficiência administrativa.

O Conselho Estadual da Mulher (Conem), consultado sobre o tema, reconheceu o vício de iniciativa e recomendou o veto aos dispositivos que tratam de regime jurídico e organização administrativa, matérias de competência exclusiva do governador.

Por fim, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) declarou a existência de inconstitucionalidade formal e material nos dispositivos vetados, por afrontarem a iniciativa privativa do Executivo e o princípio da separação dos Poderes.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Segundo o vice-presidente, a redução anunciada pelos EUA foi insuficiente para equilibrar a competitividade do produto nacional frente aos concorrentes, como o Vietnã

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a tarifa de 40% cobrada pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro continua “muito alta” mesmo após a ordem executiva do presidente Donald Trump (Partido Republicano), que reduziu em 10 pontos percentuais o imposto aplicado às exportações do Brasil.

Segundo ele, a redução da tarifa, que era de 50%, foi insuficiente para equilibrar a competitividade do produto nacional frente aos concorrentes. Em agosto de 2025, Trump aumentou em mais 40% a tarifa a produtos brasileiros –que já era de 10%– como resposta aos julgamentos enfrentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal).

Alckmin destacou que o Brasil segue em desvantagem mesmo sendo o maior fornecedor de café arábico para o mercado americano. “No caso do café, não tem sentido. Ainda é alta, 40%.

Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito alto. Aliás, no caso do Vietnã, reduziu 20%, porque era 20% e foi para zero”, disse. “O café também reduziu 10%, só que tem um concorrente que reduziu 20%. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade.

otimismo

O vice-presidente citou um contraste: enquanto o café permanece com tarifa elevada, o suco de laranja foi totalmente desonerado e hoje entra nos EUA com alíquota zero. Segundo ele, trata-se de um setor “muito atendido”, responsável por US$ 1,2 bilhão em exportações para o mercado americano.

Apesar das queixas sobre a tarifa do café, Alckmin afirmou que há ambiente diplomático favorável para novas negociações. “Vamos agora aguardar os próximos passos, mas estamos otimistas”, afirmou.



Autor Poder360 ·


Depois da interdição do bar Ministrão, estabelecimentos de bairro nobre de São Paulo mantêm movimento estável, mas consumidores reforçam cautela e exigem comprovação de procedência

Clientes de bares dos Jardins, região nobre da cidade de São Paulo, passaram a exigir nota fiscal das bebidas como forma de garantir a procedência dos produtos, segundo funcionários de estabelecimentos ouvidos nesta 4ª feira (1º.out.2025) pelo Poder360.

A mudança no comportamento foi motivada pelos casos de contaminação por metanol misturado ilegalmente em destilados. Na 3ª feira (30.set.2025), a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária interditaram o bar Ministrão, que fica no bairro, sob suspeita de adulteração.

Este jornal digital visitou 10 bares dos Jardins entre o fim da tarde e o início da noite desta 4ª feira (1º.out.2025). Segundo disseram funcionários, a clientela não diminuiu, mas passou a questionar a origem das bebidas à base de destilados. A demanda por notas fiscais cresceu.

“O pessoal pede comprovante, mas o movimento ficou a mesma coisa”, disse a garçonete Maria Barbosa Fernandes, 20 anos, do bar Bkin. No restaurante Violeta, o gerente Geleis Aguiar Mafra, 42 anos, disse a demanda por “caipirinha, negroni, aperol e gin” não foi afetada.

Copyright Poder360 – 1ºout.2025

Movimento em bar dos Jardins: segundo funcionários, clientela não sumiu, mas ficou mais exigente

A exigência de nota fiscal é uma forma de garantir que a bebida foi comprada de fornecedores confiáveis. A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e a Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas) divulgaram recomendações para identificar bebidas adulteradas:

  • comprar apenas em locais de confiança;
  • desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
  • verificar o lacre e os rótulos e exigir nota fiscal;
  • conferir selos oficiais como o do Ministério da Agricultura e o do IPI em destilados.

Na lanchonete Cuca Legal, atrás do Club Athletico Paulistano, o garçom Marco César, 37 anos, afirmou que há mais questionamentos dos clientes, mas sem impacto direto nas vendas. “O pessoal tem receio. Tem perguntado sobre [a procedência das bebidas], mas não diminuiu [a demanda].”

Clubes suspendem destilados

O Sindi Clubes de São Paulo, organização que representa associações e clubes sociais do estado, recomendou nesta semana a suspensão temporária da venda de bebidas destiladas entre seus associados.

Entre os que acataram a orientação estão o Esporte Clube Pinheiros, o Esporte Clube Sírio, a Hebraica, o Club Athletico Paulistano, além do São Paulo Futebol Clube, do Palmeiras e do Ipê Clube.

INTOXICAÇÃO POR METANOL

Na 3ª feira (30.set), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse que solicitou à PF (Polícia Federal) a abertura de inquérito para investigar a procedência e uma possível rede de distribuição do metanol que causou, em 2 meses, a notificação de 41 casos de intoxicação pelo consumo de bebida adulterada.

Em São Paulo, ao menos 6 pessoas tinham morrido até esta 4.ª feira (1º.out). O Estado concentrava o maior número de casos de suspeita de intoxicação por metanol: 37. As autoridades atuam no fechamento de bares e adegas suspeitas de comercializar bebidas adulteradas.

O metanol é uma substância líquida, inflamável e incolor, amplamente utilizada como solvente e na fabricação de combustíveis, plásticos, tintas e medicamentos. Tem grande potencial de intoxicação e, quando consumido, pode levar à morte mesmo em doses pequenas. A substância não pode ser destinada diretamente para consumo humano.

De acordo com a Abno (Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia), o diagnóstico deve ser feito a partir da história clínica do paciente e por exames de sangue e de imagem.

Em caso de suspeita de ingestão ou contato prolongado com metanol, não induza o vômito e encaminhe a pessoa com urgência para o hospital. Quanto mais cedo forem realizados o diagnóstico e o tratamento, menor é o risco de morte ou de sequelas graves.

O tratamento é feito com medicamentos intravenosos (fomepizol) que, assim como o etanol, podem inibir o metabolismo do metanol, evitando a formação do ácido fórmico, causador das sequelas mais graves. O paciente pode ser submetido à lavagem gástrica e hemodiálise.


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Esta reportagem teve participação do estagiário de Jornalismo Diogo Campiteli sob supervisão do secretário de Redação assistente Conrado Corsalette.



Autor Poder360 ·


O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), assinou nesta quinta-feira (18/9) a ordem de serviço para o início do recapeamento de ruas e avenidas dos setores Marista e Oeste. Serão 37 vias do Setor Marista que receberão Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), aplicado em trechos mais comprometidos, além de outras 15 ruas do mesmo bairro e uma no Setor Oeste, que terão micro revestimento asfáltico para renovar o pavimento e prolongar sua durabilidade.

O investimento total é de R$ 7.815.161,98, com prazo de execução de até 60 dias. No total, aproximadamente 18 quilômetros de vias serão revitalizados na região.

A obra será executada pelo Consórcio CFJ, vencedor da Concorrência Pública nº 001/2023, responsável também pelo recapeamento do Setor Guanabara e do acesso à Ceasa. A frente de trabalho inclui remendo profundo, reciclagem de base, base de solo, fresagem, reforço da pavimentação com geogrelha, pavimento de concreto, pintura de ligação e aplicação de CBUQ e micro revestimento.

Durante a assinatura, o prefeito Sandro Mabel ressaltou a importância do projeto: “Estamos fazendo a cidade andar e vamos recapear uma série de lugares. Essa é uma obra que vai usar concreto betuminoso e micro revestimento, já que essa técnica permite preservar trechos em bom estado e otimizar recursos”, explicou o gestor.

“Queremos agilidade e qualidade, garantindo segurança e trafegabilidade. Inclusive, no próximo ano, vamos abrir uma licitação ampla de micropavimentação para os próximos três anos”, informou Mabel.

O secretário municipal de Infraestrutura Urbana, Francisco Elísio Lacerda, destacou o impacto da iniciativa: “Estamos revitalizando a pavimentação de Goiânia com técnicas diferentes, conforme a necessidade de cada trecho. No Marista, serão cerca de 18 quilômetros, somando 14 de recapeamento e quatro de microfresagem, com execução prevista inclusive no período noturno, devido ao intenso fluxo de veículos”, explicou o secretário.

“Esse trabalho vai garantir asfalto de maior qualidade, reduzir custos de manutenção e aumentar a vida útil das vias”, completa Francisco Elísio.

Moradores da região comemoraram o anúncio. Pablo Muniz de Godoy, motociclista de aplicativo, avaliou a melhoria como essencial: “Hoje o asfalto está bem ruim, a moto trepida muito e isso atrapalha tanto meu trabalho quanto minha segurança. Às vezes precisamos desviar de buracos e corremos risco de acidente”, comentou.

“Essa obra é um grande benefício, vai melhorar nossa agilidade no trânsito e trazer mais segurança. É um retorno justo pelo imposto que pagamos”, afirmou o motociclista.

A intervenção no Marista e Oeste demonstra o esforço da gestão municipal em priorizar a manutenção e modernização da malha viária, conciliando técnicas diferentes conforme a necessidade de cada trecho. A execução da obra e seu impacto na rotina de motoristas e pedestres poderão servir como indicador do resultado prático dessas ações no cotidiano da cidade.

Autor Rogério Luiz Abreu


Governador de SP fez discurso com tom eleitoral durante a celebração dos 20 anos do partido Republicanos, em Brasília

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez discurso com tom eleitoral nesta 2ª feira (25.ago.2025) e defendeu uma maior participação feminina na política. Ele afirmou que as mulheres cuidam da família e do lar e vão também “cuidar” das cidades, dos Estados e do país.

“As mulheres têm que ocupar seu espaço na política, têm que ocupar seu espaço para fazer a diferença”, disse. As declarações foram dadas durante comemoração dos 20 anos do Republicanos. O evento em Brasília reuniu os principais nomes da sigla, como o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (PB), e contou com a presença de outros líderes partidários, como os presidentes do PSD, Gilberto Kassab, e do MDB, Baleia Rossi (SP).

Ele brincou com o público ao questionar se algum dos outros políticos discordariam dele sobre as mulheres serem “muito melhores” que os homens. “E cá para nós, acho que os homens vão concordar comigo, onde tem mulher, sobra competência, elas são muito melhores do que nós, e por isso elas precisam ocupar esse espaço“, afirmou Tarcísio.

O governador também relacionou a presença de mulheres com os ideais conservadores da sigla: “Somos um partido que preza pela vida, pela família, e a mulher tem essa característica, cuidar da vida, cuidar da família, cuidar de seu lar. São as nossas leoas e vão cuidar também da sua cidade, do seu estado e do nosso país”.

União contra Lula

Como mostrou o Poder360, partidos de centro e direita estudam a possibilidade de lançar um candidato único para disputar contra o presidente Lula.

Há 2 estratégias possíveis sobre a mesa: 1º, cada um dos 6 partidos lançar um nome próprio para disputar o Palácio do Planalto e depois todos apoiarem quem for ao 2º turno, possivelmente contra Lula, que já disse que tentará ser reeleito.

A outra possibilidade é a direita e a centro-direita se unirem já no 1º turno para lançar um candidato conjunto, que pode ser o governador de São Paulo.

20 ANOS DO REPUBLICANOS

O evento, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, reuniu diversos representantes do partido, como o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (PB), além de outros presidentes de siglas de centro-direita.

O cronograma de comemorações do partido também teve a realização de uma sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados, presidida por Motta.

Fundado em 2005 como PMR (Partido Municipalista Renovador) e posteriormente registrado como PRB (Partido Republicano Brasileiro), o Republicanos tem cerca de 600 mil filiados, além da presidência da Câmara, o governo de São Paulo e um ministério na Esplanada.


Esta reportagem foi escrita pelos estagiários de jornalismo Davi Alencar e Isabella Luciano sob a supervisão da editora-assistente Isadora Albernaz.



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Setor industrial foi um dos mais afetados, segundo dados do Departamento do Trabalho norte-americano

Os Estados Unidos criaram 73 mil vagas de trabalho em julho. O resultado –que não leva em conta o setor agrícola– fez a taxa de desemprego ir de 4,1% para 4,2%. Os dados foram divulgados nesta 6ª feira (1º.ago.2025) pelo Departamento do Trabalho norte-americano, que também revisou para baixo os números de contratações dos meses anteriores.

Com as revisões dos últimos meses –258 mil vagas a menos do que as reportadas anteriormente em maio e junho–, a média trimestral de criação de vagas caiu para 35.000 novos postos mensais. O quadro é de desaceleração do mercado de trabalho norte-americano, segundo a agência AP (Associated Press).

O setor industrial foi um dos mais afetados pela desaceleração. As fábricas eliminaram 11.000 postos em julho, depois de cortar 15.000 em junho e outros 11.000 em maio.

O governo, que tem sido alvo de reduções do presidente Donald Trump (Partido Republicano), perdeu 12.000 vagas em julho. A administração pública e os serviços de apoio, no geral, registraram queda de quase 20.000 posições.

Em contraste com a tendência geral, as empresas de saúde criaram 55.400 empregos em julho, representando 76% do total de vagas abertas no mês. Esse dado indica que os ganhos recentes de emprego estão concentrados em poucos setores da economia.

Diversos fatores têm contribuído para o enfraquecimento do mercado de trabalho, incluindo as elevadas taxas de juros implementadas para combater a inflação. As políticas do governo Trump, como o aumento das tarifas de importação e os planos de deportação em massa de trabalhadores estrangeiros, também exercem impacto no cenário atual.



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Aeronave com 179 pessoas a bordo foi evacuada em Denver depois do princípio de incêndio no trem de pouso; 5 passageiros receberam atendimento médico

Um Boeing 737 Max 8 da American Airlines pegou fogo no sábado (26.jul.2025) durante os procedimentos de decolagem no Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos. O incêndio começou enquanto a aeronave se preparava para voar até Miami. 

Segundo a CBS News, o trem de pouso esquerdo foi atingido pelas chamas, o que obrigou a evacuação imediata dos 179 ocupantes. Todos os passageiros e tripulantes deixaram o avião pelas saídas de emergência e escorregadeiras. Cinco pessoas precisaram de atendimento médico no local. Uma delas foi levada ao hospital com ferimentos leves. Um homem caiu ao tentar carregar bagagem durante a evacuação e feriu uma criança.

 

Apesar das instruções de segurança, vários passageiros insistiram em sair com bagagens pessoais. A FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) investigará a causa do incêndio. Por enquanto, o motivo exato do problema ainda é desconhecido.

O avião ficou cercado por fumaça no momento da evacuação. A torre de controle acionou imediatamente os bombeiros, que atuaram para conter as chamas no trem de pouso. “Os pilotos mantiveram contato constante com a torre durante a emergência”, segundo registros de áudio.

 



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Ex-deputado, filho de brasileiros, foi condenado por fraude, roubo de identidade e uso indevido de verba de campanha

O ex-deputado norte-americano George Santos, filho de imigrantes brasileiros, começou a cumprir pena de 7 anos e 3 meses nesta 6ª feira (25.jul.2025), após se entregar em um presídio federal em Fairton, no Estado de Nova Jersey. A informação foi confirmada pela BBC.

Aos 37 anos, Santos cumpre pena de mais de 7 anos por crimes como fraude eletrônica, roubo de identidade, lavagem de dinheiro e falsas declarações à Justiça Eleitoral dos EUA. Ele também foi condenado a pagar ao menos US$ 374 mil em restituição.

Antes de se entregar, o ex-deputado publicou no X uma mensagem: “Posso estar deixando o palco (por enquanto), mas acreditem, lendas nunca saem de verdade.”

Mesmo após a sentença, Santos seguiu ativo nas redes sociais. Passou a semana gravando vídeos no Cameo com uma contagem regressiva até o dia da sua prisão.

Santos foi eleito para o Congresso dos EUA em 2022, mas logo no início do mandato surgiram denúncias de que ele havia falsificado informações sobre sua formação acadêmica e experiência profissional.

Em maio de 2023, foi formalmente acusado de 13 crimes, incluindo fraudes em arrecadação de campanha e falsidade em declarações financeiras.

Em dezembro de 2023, tornou-se o 1º deputado dos EUA a ser expulso da Câmara em mais de 20 anos. Ao todo, enfrentou 23 acusações criminais federais.

ESQUEMA DE FRAUDES

O esquema criminoso do deputado George Santos e Nancy Marks –ex-tesoureira do deputado– envolvia obter financiamento eleitoral da FEC (Comissão Eleitoral Federal). Para se tornar elegível ao sistema, o candidato deveria ter pelo menos US$ 250 mil em doações de contribuintes.

Santos registrou que 11 familiares tinham contribuído para sua campanha. Além de não doarem dinheiro, os tais parentes não autorizaram o uso das identidades no sistema da FEC.

Segundo o Departamento de Justiça, outro crime cometido por George Santos foi ter mentido sobre um empréstimo de US$ 500 mil para a campanha. O ex-congressista, na realidade, não tinha nem US$ 8.000 na sua conta na época em que registrou tal valor.

“Com a execução deste plano, Santos e Marks garantiram que Santos atingisse os critérios financeiros necessários para se qualificar para o programa administrado pelo comitê nacional do partido. Como resultado da qualificação para o programa, a campanha para o Congresso recebeu apoio financeiro significativo”, disse o departamento norte-americano.

Além do roubo de identidade de contribuintes, Santos também fez lavagem de dinheiro. O esquema envolveu uma empresa de fachada que recebeu US$ 50.000 em doações de 2 apoiadores, que acreditavam que o dinheiro seria usado para financiar a campanha do candidato.

Quando o dinheiro foi depositado na conta da companhia, Santos o transferiu para sua conta, e usou o valor para gastos pessoais.



Autor Poder360 ·