Um raio atingiu manifestantes durante um ato na Praça do Cruzeiro, em Brasília, na tarde deste domingo (25/1). Os participantes estavam na chamada “Caminhada pela Liberdade”, convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), quando ocorreu a descarga elétrica.
A queda do raio aconteceu sobre um guindaste na praça. A corrente elétrica desceu pelo equipamento e atingiu dezenas de pessoas que participavam do evento. O episódio causou momentos de pânico entre os presentes no ato final da caminhada.
De acordo com um policial militar, cerca de 15 pessoas precisaram de atendimento imediato. Até o momento, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal não divulgaram dados oficiais consolidados sobre o incidente.
Os feridos foram encaminhados ao Hospital de Base (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal informou que foi acionado por volta das 12h50 para atender a uma ocorrência com múltiplas vítimas. A causa foi uma descarga atmosférica na região.
Segundo o balanço da corporação, 72 pessoas foram atendidas no local. Desse total, 42 estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 vítimas precisaram de transporte para o HBDF e o HRAN. Entre estas, oito apresentavam condições clínicas instáveis.
As equipes de resgate realizaram triagem, atendimento pré-hospitalar e transporte das vítimas. Todos os procedimentos seguiram os protocolos operacionais do Corpo de Bombeiros.
Até as 15h, 35 vítimas já haviam sido internadas no Hospital de Base e no Hospital Regional da Asa Norte. De acordo com a Secretaria de Saúde, todos os pacientes estão estáveis. Nenhum óbito foi registrado em decorrência do incidente.
O ato reuniu milhares de pessoas, mesmo com a forte chuva que atingia a capital federal. Nikolas Ferreira iniciou uma caminhada de cerca de 240 quilômetros a partir da cidade de Paracatu para defender pautas da direita.
Entre os temas defendidos pelo deputado estão a anistia e a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria. Este projeto prevê a redução de penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Com o crescimento do movimento, o Gabinete de Segurança Institucional cercou o Palácio do Planalto com grades.
Manifestantes foram vítimas de uma descarga elétrica no ato de encerramento da caminhada de 240 km promovida pelo deputado
Congressistas de esquerda e de direita se manifestaram neste domingo (25.jan.2026) em solidariedade aos manifestantes atingidos por um raio durante o ato de encerramento da “Caminhada pela Liberdade”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília. Ao todo, 72 pessoas foram atendidas depois da descarga elétrica, segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
Os políticos da esquerda, além de se solidarizar pelos feridos, responsabilizaram Nikolas pelo incidente. A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) criticou a caminhada e afirmou que “entre proteger seus apoiadores de uma tempestade ou perder o timing político, Nikolas optou por colocar pessoas em risco em nome de ganhos pessoais e eleitorais”. Também declarou que o deputado liderou o ato “de forma completamente irresponsável”.
Já o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) criticou o fato de Nikolas ainda não ter se manifestado sobre o ocorrido. “Nas redes do @nikolas_dm, alguma solidariedade às pessoas hospitalizadas pelo raio? Nenhuma. Para ele, são só efeitos colaterais da própria irresponsabilidade. Sempre falta compaixão e sobra oportunismo político no deputado”, declarou.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disse que irá apresentar uma representação à Polícia Federal para apurar as “responsabilidades do Nikolas e demais organizadores” sobre o ocorrido. Classificou o episódio como uma “irresponsabilidade”.

Os deputados Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) e Capitão Alberto Neto (PL-AM) afirmaram que estão “em oração” pelas vítimas e agradeceram aos manifestantes que aderiram ao movimento.


O próprio PL (Partido Liberal) publicou uma nota de solidariedade nas redes sociais.
“O Partido Liberal se solidariza com os patriotas e suas famílias atingidos pela descarga elétrica causada por um raio na tarde deste domingo, 25, no local da concentração final da caminhada pela justiça e liberdade, em Brasília”, escreveu a sigla. “Agradecemos a todos que estavam no local, participando de um ato pacífico em prol do Brasil, assim como aos bombeiros, profissionais da saúde e equipes de emergência, que agiram com rapidez, prestando socorro imediato”.

Leia a íntegra da nota divulgada pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal:
“O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) informa que, por volta das 12h50, foi acionado para atendimento a múltiplas vítimas em decorrência de uma descarga atmosférica (raio) na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
“A Corporação atuou de forma imediata, empregando 25 viaturas, sendo 10 (dez) Unidades de Resgate (URs), para o pronto atendimento às pessoas atingidas.
“As equipes realizaram a triagem, o suporte pré-hospitalar e o transporte das vítimas, conforme os protocolos operacionais.
“Até o momento, o CBMDF contabiliza 72 vítimas atendidas no local, sendo que 42 estão estáveis, conscientes e orientadas. Trinta pessoas foram transportadas pelo CBMDF, encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Oito vítimas apresentavam condições instáveis.
“O CBMDF segue acompanhando a ocorrência e permanece à disposição para novas atualizações, conforme a consolidação das informações.”
Leia mais:
NIKOLAS VISITA HOSPITAL
No início da noite, Nikolas foi até o Hospital de Base de Brasília prestar solidariedade aos feridos. Em declaração a jornalistas afirmou que o que ocorreu foi “um incidente natural, algo que foge do nosso controle”. Disse ainda que espera que apoiadores se recuperem logo e “possam estar de volta para ajudar o nosso país”.
CAMINHADA DE 240 KM
A caminhada começou em Paracatu em 19 de janeiro, passando por trechos de Minas Gerais e Goiás até chegar à capital federal. O grupo também defende a derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto da dosimetria, que poderia reduzir as penas de Bolsonaro e outros condenados pelos eventos do 8 de Janeiro.
Durante 7 dias, os participantes caminharam com acompanhamento de forças de segurança. Segundo Nikolas, o percurso teve caráter simbólico para mobilizar apoiadores contra o que ele considera decisões judiciais injustas relacionadas à prisão do ex-presidente.
Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apoiaram a iniciativa, mas não compareceram ao ato final. A ex-primeira-dama participou apenas de um momento de oração com Nikolas na manhã deste domingo.
Por medida de cautela, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) cercou o Palácio do Planalto com grades. A manifestação contou com reforço do policiamento do Distrito Federal.
Na semana anterior, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu protestos em frente ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde Bolsonaro está detido, autorizando a retirada imediata de manifestantes que descumprissem a determinação.
Receita Federal chama de “falsa” fala de Nikolas sobre fiscalização do Pix
Lidiane 14 de janeiro de 2026
Fisco afirma que Constituição proíbe imposto sobre movimentações financeiras e diz que norma citada só amplia regras para fintechs
A Receita Federal contestou um vídeo publicado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em que o congressista afirma haver monitoramento de transações via Pix para fins de tributação. Em nota enviada ao Poder360, o órgão afirmou que as informações compartilhadas pelo congressista são “completamente falsas”.
Segundo a Receita Federal, a Constituição proíbe a tributação de movimentações financeiras. “Não existe tributação de Pix e não existe tributação sobre movimentação financeira”, declarou o fisco.
“Mentiras desse tipo voltam a circular nas redes sociais com o objetivo de enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado”, disse em nota.
No vídeo, Nikolas afirma que o governo editou a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto de 2025, que retomaria o monitoramento de transações via Pix. “Agora vem a parte que eles não querem que você perceba”, afirma o deputado, ao dizer que a norma seria um “grande problema”.
Segundo o congressista, a instrução normativa teria sido apresentada sob o discurso de combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e às fraudes.
“O que eles revogaram em janeiro de 2025 depois que nosso vídeo viralizou, eles trouxeram de volta em agosto, escondido em outra norma, com outro nome e outro discurso. Não é imposto, é monitoramento”, declarou.
Assista ao vídeo (3min8s):
A Receita Federal rebateu a interpretação e disse que a norma foi “atacada mentirosamente como se tratasse de monitoração de Pix”. De acordo com o órgão, a instrução apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já exigidas das instituições financeiras, sem detalhamento ou identificação de movimentações financeiras.
O fisco afirmou que a medida é necessária para evitar o uso de fintechs por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, citando como exemplo a operação Carbono Oculto.
A Receita Federal também alertou para os riscos da disseminação de informações falsas. Segundo o órgão, a propagação de fake news e pânico financeiro incentiva a aplicação de golpes contra a população.
“Quem divulga fake news, além de incentivar o crime, também se beneficia com a monetização desse tipo de conteúdo nas redes sociais, gerando descrença e desconfiança no Pix brasileiro”, declarou.
FAKE NEWS E CRIME ORGANIZADO
Não é a 1ª vez que Nikolas Ferreira critica o Pix. Em janeiro de 2025, o deputado publicou um vídeo afirmando que o governo pretendia monitorar trabalhadores informais como se fossem “grandes sonegadores”.
Na ocasião, a Receita Federal disse que a “onda de fake news” sobre uma suposta taxação do Pix levou o governo a recuar do aumento da fiscalização e abriu brecha para que o PCC (Primeiro Comando da Capital) mantivesse um megaesquema de fraudes no setor de combustíveis.
Em 15 de janeiro de 2025, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revogou uma instrução normativa que previa o monitoramento de transferências acima de R$ 5.000 via Pix para pessoas físicas. O vídeo de Nikolas Ferreira contra a medida viralizou nas redes sociais.
Congressistas entram com ação contra Nikolas por campanha de demissões
Lidiane 17 de setembro de 2025
9 deputados federais assinaram denúncia contra deputado de MG por pressionar empresas a demitir funcionários que comentaram a morte de Charlie Kirk
Nove deputados federais do Psol protocolaram nesta 4ª feira (17.set.2025) uma representação no MPT (Ministério Público do Trabalho) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o empresário Tallis Gomes. A acusação questiona a campanha identificada pela hashtag “DemitaExtremistas“, que incentiva empregadores a demitirem funcionários que celebraram a morte do norte-americano Charlie Kirk.
A campanha de Nikolas busca pressionar as empresas pela demissão de trabalhadores que se manifestaram sobre Kirk, assassinado em 10 de setembro nos Estados Unidos. Os congressistas sustentam que essa prática viola direitos constitucionais fundamentais.
“Sob a desculpa de que estariam ‘perseguindo extremistas que apoiam a morte’, em referência as pessoas que se manifestaram nas redes sociais de forma crítica às opiniões do norte-americano Charlie Kirk, militante de extrema direita assassinado em 10/09 nos Estados Unidos, os denunciados têm levado a cabo uma verdadeira campanha de incentivo à perseguição de trabalhadores por suas convicções políticas, violando a liberdade de manifestação do pensamento (artigo 5º, IV, CF), liberdade de consciência (artigo 5º, VI, CF) e de convicção filosófica ou política (art. 5º, VIII)”, dizem os congressistas. Eis a íntegra da representação (PDF – 882 kB).
Os deputados classificam a iniciativa como uma campanha organizada contra trabalhadores por suas opiniões políticas. Na representação, afirmam que as ações configuram “ilícitos trabalhistas de abuso de direito e assédio laboral por motivos de convicção filosófica ou política”.
A representação foi assinada pelos deputados Guilherme Boulos (Psol-SP), Erika Hilton (Psol-SP), Célia Xakriabá (Psol-MG), Henrique dos Santos Vieira Lima (Psol-RJ), Ivan Valente (Psol-SP), Luciene Cavalcante da Silva, Talíria Petrone Soares (Psol-RJ), Tarcísio Motta de Carvalho (Psol-RJ) e Paulo Lemos (Psol-AP).
Entre os casos mencionados na representação está a pressão exercida por Nikolas contra funcionários do Theatro Municipal de São Paulo e da revista Vogue Brasil. Em um dos episódios, Nikolas afirmou que entraria em contato com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) para solicitar o desligamento de um funcionário do espaço cultural.
Em outro caso citado, Nikolas Ferreira pressionou a Vogue Brasil a demitir Zazá Pecego, stylist sênior da publicação, por uma postagem interpretada como comemoração ao assassinato de Kirk – interpretação contestada pela profissional. A stylist foi desligada da empresa na 6ª feira (12.set.2025).
Os deputados do Psol incluíram na representação exemplos de postagens feitas por Nikolas Ferreira. Depois da demissão de Zazá, o deputado publicou uma imagem com a frase “Caçar e Demitir. Gostoso demais”. Em outra ocasião, comemorou a demissão de um médico de uma clínica em Recife com a mensagem “Espetacular posicionamento”. O congressista também escreveu: “Muitas denúncias interessantes hoje. Nós vamos atrás de você”.
Na denúncia, os deputados argumentam que “o constrangimento, a coação, a intimidação e a ameaça de demissão por motivos de convicção filosófica ou política, sejam os empregados de esquerda ou que simplesmente não compactuem com opiniões de direita ou de extrema-direita, configuram situações de evidente abuso de direito e assédio laboral, que não podem ser toleradas nem incentivadas, como ilicitamente vem fazendo”.
A representação destaca ainda que “o poder diretivo do empregador não contempla a imposição de convicções políticas e ideológicas. Assim, ao firmarem contrato de trabalho, os trabalhadores têm a expectativa de que suas convicções filosóficas e políticas sejam respeitadas no âmbito de suas individualidades. Vale dizer que o empregador compra as horas de trabalho do empregado, mas não suas convicções filosóficas e políticas”.
O MPT ainda não se manifestou sobre quando analisará a representação ou quais serão os próximos passos do processo.
Deputado federal do PL destaca redução de compras internacionais após imposto entrar em vigor e afirma: “bando de safados”
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) xingou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e seu partido, o PT, por causa da queda das compras internacionais via plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Segundo a pesquisa “Compras Online Brasil”, da organização Plano CDE, as encomendas caíram 35% de agosto de 2024 a abril de 2025. Isso quer dizer que 14 milhões de brasileiros deixaram de importar produtos, especialmente das classes C, D e E.
Em agosto de 2024, passou a vigorar a “taxa das blusinhas”, um imposto de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50 em plataformas internacionais. As transações até esse valor de US$ 50, antes, eram isentas. A taxação foi proposta pelo governo e aprovada pelo Congresso. Nikolas postou no X uma reportagem com o resultado da pesquisa e escreveu: “Parabéns, Haddad! PT sempre pensando no povo. Bando de safados”.
Eis a publicação de Nikolas no X:
Deputado é alvo de investida
Nikolas tem enfrentando uma investida de integrantes do governo, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na 5ª feira (28.ago), operações da Polícia Federal, da Receita e de autoridades estaduais desbarataram um megaesquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) nos setores de combustíveis e financeiro. Os integrantes do governo destacaram que a facção criminosa aproveitou a ausência de regulação das fintechs para lavar dinheiro.
O governo havia tentado regular as fintechs em janeiro, mas um vídeo de Nikolas com críticas à medida viralizou, com mais de 300 milhões de visualizações. Pressionado pelo alcance do vídeo e por uma campanha de desinformação segundo a qual o governo estava tentando “taxar o Pix”, Lula recuou da regulação. Depois da megaoperação de 5ª feira (28.ago), a Receita reeditou as normas para fiscalizar as fintechs.
Na 6ª feira (29.ago), Lula associou as “fake news” de janeiro à derrubada de regras que davam mais transparência às informações financeiras das fintechs. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o presidente disse o seguinte: “Um deputado que fez campanha contra as mudanças que a Receita Federal propôs”. E completou: “Agora está provado que o que ele estava fazendo era defender o crime organizado”. Nikolas disse que vai processar o presidente por difamação.
Ministro da Fazenda havia dito que o deputado faz “micagem” ao produzir vídeos para redes sociais
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse nesta 4ª feira (11.jun.2025) que foi impedido de rebater uma declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.
“O presidente [da comissão], do PT, não deixou eu continuar e não respondeu o porquê”, declarou o deputado ao Poder360. “Aqui mostra, de fato, o porquê. Porque eles têm medo de um vídeo. Eles têm medo de uma fala. Por isso, não me deixaram falar. Eram 3 minutos. Agora está indo embora”, acrescentou.
Assista (1min45seg):
Haddad havia criticado Nikolas e Carlos Jordy (PL-RJ) por terem feito perguntas e deixado a sala da audiência. O ministro disse que os congressistas faziam “micagem” ao produzir vídeos para redes sociais, mas se ausentavam na hora das respostas.
O ministro também contestou as 300 milhões de visualizações no vídeo postado pelo deputado no Instagram sobre o monitoramento do Pix. Segundo ele, não há essa quantidade de pessoas que “falam a língua portuguesa no mundo”.
A fala de Haddad, porém, é equivocada. No Instagram, um mesmo usuário pode assistir a um vídeo várias vezes, o que faz com que as visualizações se acumulem.
Momentos depois, Nikolas retornou à comissão para responder ao ministro. O deputado afirmou que pediu uma “questão de ordem” –instrumento usado por congressistas para levantar dúvidas sobre a interpretação do regimento da Casa.
O presidente do colegiado, Rogério Correia (PT-MG), negou a palavra a Nikolas. A oposição contestou a decisão e iniciou uma discussão com o ministro, que acabou deixando a comissão depois do bate-boca.
Assista ao momento da fala de Haddad e de Jordy (7min04):
Depois da confusão, Haddad voltou a questionar o fato de Nikolas e Jordy terem saído da audiência. Jordy voltou pouco depois e disse que a sua ausência se deu porque ele e Nikolas tinham outras comissões para participar.
“Se as pessoas simplesmente falam o que querem e deixam a sala, não escutam o que nós temos para responder. Por que perguntou, então? Se não é para ouvir a resposta, perguntou para quê? Qual o objetivo desse debate? Se é que é um debate”, disse o chefe da Fazenda.
Assista (2min14):
Deputado pede investigação sobre R$ 1,5 mi em emendas que teriam sido enviadas a Glaycon Fernandes, preso com 30 kg de maconha e cocaína
O deputado federal André Janones (Avante-MG) usou seu perfil no X nesta 6ª feira (30.mai.2025) para falar a respeito da prisão de Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes, primo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Glaycon foi detido em flagrante por tráfico de drogas em Uberlândia (MG), com 30 kg de maconha e 4 gramas de cocaína.
“Ao contrário do que eles fazem comigo, não serei baixo e leviano como eles, por isso, é importante mencionar que, até o momento, não existe ainda nenhuma prova cabal que ligue Nikolas Ferreira ao narcotráfico”, escreveu.
Ele encerra sua mensagem com a frase “pátria, farinha e liberdade” –é uma ironia com o slogan “pátria, família e liberdade”.
ENTENDA
Glaycon foi preso em 23 de maio de 2025 durante uma abordagem de rotina realizada pela PMMG (Polícia Militar de Minas Gerais). De acordo com a corporação, ele segue detido no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia. A informação é do jornal Estado de Minas.
A relação entre Glaycon e Nikolas vai além do grau de parentesco. Documentos públicos mostram que o pai de Glaycon, Enéas Fernandes, recebeu apoio político de Nikolas durante a campanha à Prefeitura de Uberlândia, nas eleições municipais de 2024. A região onde Enéas atuou como candidato também foi beneficiada por emendas parlamentares destinadas por Nikolas.
OUTRO LADO
O Poder360 procurou o deputado Nikolas Ferreira por meio de telefone para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da prisão de Glaycon Fernandes. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) usou suas redes sociais neste sábado (18.jan.2025) para afirmar que o movimento de anti-fiscalização do Pix, liderado pelo colega de Casa, Nikolas Ferreira (PL-MG), organizou uma “cortina de fumaça” para “mentir” à população.
Em vídeo publicado no seu perfil no Instagram, a congressista afirmou que “o governo Lula nunca defendeu a taxação” e que a proposta do Executivo foi “aumentar o limite de monitoramento de transações financeiras de R$ 2.000 para R$ 5.000”, com o objetivo de coibir atividades ilegais e combater crimes financeiros.
A deputada adotou estratégias de edição semelhantes às utilizadas por Ferreira: fundo monocromático, música de suspense, capturas de tela de notícias que reforçam suas afirmações e legendas sincronizadas com sua fala. Até às 19 horas de sábado, o vídeo de Hilton tinha 27 milhões de visualizações no Instagram.
Estão mentindo pra você.
O Pix é só uma cortina de fumaça. pic.twitter.com/CCwKCKizED— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) January 18, 2025
Na publicação feita por Nikolas Ferreira na 3ª feira (14.jan), o deputado afirmou que trabalhadores teriam suas contas “vigiadas” como se fossem “sonegadores”. Com mais de 318 milhões de visualizações no Instagram, o vídeo foi um dos fatores que ocasionou na decisão do governo de derrubar a instrução normativa que aumentava a fiscalização sobre transferências acima de R$ 5.000 do Pix de pessoas físicas.
As falas de Hilton reforçam a opinião do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, que disse que “pessoas inescrupulosas distorceram o ato normativo da Receita Federal, prejudicando muita gente no Brasil, causando pânico, principalmente na população mais humilde”.
Hilton também defendeu a regulamentação das redes sociais como ferramenta para combater a desinformação. Para ela, a falta de regulação transforma as plataformas em “terras sem lei”.
“É urgente regulamentar as redes sociais para que deixem de ser usadas por criminosos da extrema-direita como instrumentos de caos e desinformação. A verdade precisa prevalecer, e a democracia precisa ser fortalecida”, declarou.
Leia mais:
– 1 mês com Pix acima de R$ 5.000 permitia ao Fisco monitorar o ano todo
– Haddad ignora desafio de Nikolas Ferreira sobre vídeo do Pix
– “Pixgate” divide equipe econômica, que calcula risco ao ajuste fiscal
–“Pixgate” deixa saldo negativo para governo Lula, diz Quaest
“O vilão do Brasil é quem ganha R$ 5.000 e não declara para poder sobreviver. Vocês querem mesmo que o brasileiro engula isso? […] Todo mundo vai voltar a usar dinheiro vivo. Afinal, ninguém quer trabalhar um mês inteiro para, depois, o governo vir e morder o seu salário”, disse.
Segundo o deputado, com a medida do governo, os brasileiros deixarão de usar Pix, cartões de crédito ou débito e outras formas de transações financeiras para evitar a fiscalização da Receita Federal.
“O governo quer saber como você ganha R$ 5.000 e paga R$ 10.000 de cartão, mas não quer saber como uma pessoa que ganha um salário mínimo sobrevive pagando luz, moradia, educação, compras do mês e outros gastos”, declarou.
No vídeo, Nikolas ainda declarou que o PL, seu partido, acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a decisão da Receita Federal.
“É hora de entender que, se a gente não parar o Lula, o Lula vai parar o Brasil”, finalizou.
Assista ao vídeo publicado pelo deputado (4min30):
COMO SERÁ A NOVA FISCALIZAÇÃO
A Receita Federal passou a ter acesso em 2025 a novos dados para monitorar as operações financeiras realizadas no Brasil. Agora, além daqueles já fornecidos pelos bancos tradicionais, o Fisco receberá dados de operadoras de cartão de crédito e instituições de pagamento, como varejistas de grande porte, bancos digitais e carteiras eletrônicas, incluindo transações via Pix. Só movimentações acima de R$ 5.000 para pessoas físicas ou R$ 15.000 para empresas serão informadas.
A decisão quer aumentar a coleta de dados para combater a evasão fiscal e promover a transparência nas operações financeiras globais.
“Quem precisa da atenção […] é quem usa esses novos meios de pagamento para ocultar dinheiro ilícito, às vezes decorrente de atividade criminosa, de lavagem de dinheiro. O foco da Receita é para eles. Não é para você, trabalhador, pequeno empresário”, diz o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, em nota do governo. Eis a íntegra (PDF – 759 kB).
O texto reforça que as transações financeiras via Pix não serão taxadas diretamente no momento da operação. A campanha de comunicação do governo federal tem buscado disseminar a mensagem diariamente, mas não tem conseguido conter a incerteza em torno da medida.
REAÇÃO
A decisão de aumentar a fiscalização sobre transações eletrônicas tem sido criticada por partidos e políticos de oposição. Na prática, o sistema tal como foi apresentado visa a evitar a sonegação de quem usa os meios digitais de pagamento.
A rigor, não há imposto sobre o Pix. Esse meio de pagamento substituiu nos últimos anos as transações em dinheiro físico no Brasil. Antes, milhões de trabalhadores informais ficavam fora do radar da Receita Federal quando recebiam em dinheiro pelos seus serviços. Isso se manteve com o Pix. Agora, tudo fica registrado. Com o novo sistema, quem cair na faixa de renda passível de pagamento de IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física) será contatado para ser cobrado.
Uma renda de até R$ 27.110,40 por ano (ou R$ 2.259,20) está isenta de imposto, de acordo com a tabela da Receita Federal. A partir de R$ 27.110,41 e até R$ 33.919,80 (de R$ 2.259,21 a R$ 2.826,65 por mês), é necessário declarar IRPF e ficar sujeito a uma alíquota de 7,5% sobre o valor recebido.
Ocorre que os trabalhadores informais –um sorveteiro, pedreiro, eletricista, faxineiro, diarista, pintor e outros prestadores de serviço– costumavam receber sempre em dinheiro. Agora, com a popularização do uso do Pix, passam a ter toda a renda registrada e atrelada aos seus CPFs.
Isso também vai acontecer com milhões de beneficiários do Bolsa Família, que recebem o dinheiro do governo e seguem fazendo bicos de maneira informal. Caso o valor mensal supere R$ 5.000, essas pessoas serão contatadas pela Receita Federal e terão de passar a pagar impostos.
O Poder360 apurou que pesquisas reservadas já realizadas nos últimos dias mostram que a percepção geral dos chamados trabalhadores “remediados” e “batalhadores” é muito ruim.
Um exemplo possível é o de um sorveteiro que vende picolés num estádio de futebol. Durante o evento, e andando entre os torcedores na arquibancada, cobra R$ 10 por unidade. Se um grupo de torcedores compra 4, paga R$ 40 –via Pix. O dinheiro vai para a conta do vendedor, mas ele fica só com menos de R$ 20, pois o restante ele terá de repassar para quem fabricou o sorvete. No fim do mês, esse sorveteiro –totalmente informal– pode ter recebido mais de R$ 5.000 se trabalhar durante partidas com muito público. Nesse caso, será identificado pela Receita Federal e terá de declarar Imposto de Renda. A vida financeira dessa pessoa ficará mais complexa.
A pauta sobre impostos e as novas regras para fiscalização do Pix têm corroído a imagem do governo nas redes sociais e na vida real. A oposição tenta o tempo todo colar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pecha de “cobrador de impostos”.
Deputado ironizou disposição do cantor em disputar a presidência da República em 2026, mas elogiou a sua “coragem”
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou, em vídeo publicado em suas redes sociais nesta 5ª feira (2.jan.2024), a possível candidatura do cantor Gusttavo Lima à Presidência em 2026. Em tom de brincadeira, o deputado afirmou que ele pode ser uma “boa opção” para o cargo.
“Gente, que cachaça é essa que o Gusttavo Lima tomou que agora ele quer virar presidente?”, brincou o deputado. Ele também mencionou a possibilidade de uma “campanha divertida” e imaginou o cantor sertanejo criando jingles de sucesso para sua candidatura.
Apesar da ironia, o deputado elogiou a postura de Gusttavo Lima, citando a sua “coragem” de entrar na política e sua postura pública em apoio a Jair Bolsonaro (PL) durante as eleições de 2022. “O Gusttavo Lima é incancelável. Ele é tipo o Neymar do sertanejo. Se o sistema não deixar Bolsonaro se candidatar, ele se mostra como uma opção viável”, afirmou Nikolas.
Gusttavo Lima, conhecido como “embaixador” no cenário sertanejo, disse, em entrevista ao portal Metrópoles, que pretende disputar o pleito de 2026. Caso Bolsonaro consiga reverter a decisão de inelegibilidade decidida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2023, os 2 poderiam concorrer no mesmo pleito. Bolsonaro já declarou a sua intenção de ser candidato. Segundo o ex-presidente, “só ele tem chance” de vencer a disputa.
O cantor foi um dos artistas sertanejos que apoiaram publicamente Bolsonaro na eleição de 2022. Na ocasião, ele chegou a visitar o ex-presidente no Palácio da Alvorada, em Brasília, ao lado de outros nomes do gênero musical, como Leonardo, Zezé Di Camargo e Chitãozinho.










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