6 de março de 2026
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  • 16:21 Operação em Goiás mira envolvidos em violência contra a mulher
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A Polícia Civil de Goiás realiza, neste mês de março de 2026, a Operação Marias, uma força-tarefa em todo o território goiano de enfrentamento à violência contra a mulher. Até o momento, pelo menos seis investigados foram presos em diferentes regiões do estado. A iniciativa faz parte da Operação Mulheres, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás, que integra as forças de segurança na proteção às vítimas e na responsabilização dos agressores.

A ação tem como foco o cumprimento de medidas cautelares de prisão e mandados de busca e apreensão contra investigados por violência doméstica, familiar e crimes sexuais. As equipes também fiscalizam o cumprimento de medidas protetivas de urgência, garantindo a efetividade das decisões judiciais. No âmbito preventivo, a operação promove palestras e ações educativas para conscientizar a sociedade sobre os canais de denúncia e os mecanismos legais de proteção.

Na cidade de Morrinhos, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) cumpriu um mandado de busca na manhã desta quinta-feira (5/3) contra um investigado por armazenar e compartilhar material de exploração sexual infantil na internet. Dois celulares e um tablet foram apreendidos e passarão por análise pericial.

Ainda em Morrinhos, uma equipe da delegacia local foi acionada por familiares de uma vítima de violência doméstica na quarta-feira (4/3). A mulher relatou que acordou amarrada à cama pelo companheiro, que a agrediu com socos e a ameaçou de morte. Com a ajuda das filhas, ela conseguiu fugir. O autor foi preso em flagrante dentro da residência.

Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) cumpre mandado de busca em casa em Morrinhos

O Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Mineiros prendeu na quarta-feira (4/3) o suspeito de um feminicídio ocorrido na cidade. Após o crime, o autor fugiu para uma área rural e retornou à noite, havendo indícios de que pretendia ocultar o corpo. Preso preventivamente, ele confessou o crime durante interrogatório.

Na mesma data, a Delegacia de Itapuranga prendeu um motorista de van escolar acusado de estupro de vulnerável contra uma criança de quatro anos. A vítima revelou o abuso ao pai, e uma psicóloga confirmou os indícios. Devido ao contato diário do investigado com menores, a Justiça deferiu a prisão preventiva.

Em Padre Bernardo, a Delegacia de Polícia prendeu em flagrante na quarta-feira (4/3) um homem investigado por violência doméstica. Durante a abordagem, ele tentou fugir pelos fundos da residência e forneceu nome falso, mas foi localizado com apoio da Polícia Militar. O suspeito foi autuado por ameaça, violação de domicílio e falsa identidade.

Já em Luziânia, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher prendeu na mesma data um homem suspeito de tentativa de feminicídio, ameaça e cárcere privado. A vítima, que convivia com ele há 16 anos, relatou agressões constantes. Na madrugada do crime, ele a atacou com socos, chutes e uma faca, mas uma das filhas do casal impediu o golpe fatal. O autor foi preso em flagrante.

Todas as prisões foram realizadas no âmbito da Operação Marias e da Operação Mulheres, que reforçam o compromisso da Polícia Civil de Goiás no enfrentamento permanente à violência contra a mulher. As ações têm foco na proteção das vítimas e na responsabilização dos agressores em todo o estado.

Autor Manoel Messias Rodrigues


A primeira plenária da Assembleia Legislativa de Goiás em março, nesta terça-feira, 3, foi marcada pelos discursos parlamentares durante o Pequeno Expediente. O Dia Internacional da Mulher, que será comemorado no próximo domingo, 8, foi destaque entre os temas abordados.  

A deputada Bia de Lima (PT) enalteceu o mês em alusão à data e ressaltou o compromisso de seu mandato com a defesa das mulheres. A petista afirmou que tem apresentado projetos de lei para que as goianas “tenham valor, respeito e não sejam mortas”. Além disso, Bia aproveitou o momento para convidar a todos para a 2ª Pedalada das Mulheres Contra a Violência e para o ato na Praça do Trabalhador, ambos no dia 8.

“Deixo, desde já, o meu abraço a todas. Continuaremos defendendo essa pauta para que as mulheres ocupem espaços de poder e tenhamos respeito, oportunidade e o mesmo salário para funções iguais. Atuaremos mais e mais para garantir visibilidade a essa luta”, declarou Lima.

Ainda em tempo, Lima destacou a posse da vereadora Ludmylla Morais (PT), na Câmara Municipal de Goiânia, como suplente do colega de sigla, Professor Edward. “Esse mandato representa a força da educação, a valorização dos profissionais e o compromisso com cada cidadão da nossa cidade.”

Logo em seguida, Ricardo Quirino (Republicanos) lamentou os índices de violência contra as mulheres e cobrou mais atitude e postura por parte dos homens.

“Homens precisam ser conscientizados de que a violência contra a mulher é crime. Primeiro, a mulher não é objeto de posse de nenhum homem. São dados lamentáveis: 66% da violência contra a mulher acontece no âmbito doméstico e 23%, em espaços públicos”, condenou.

O deputado também fez um convite para a Caminhada Eles por Elas, que será no sábado, 7, com percurso da Praça do Trabalhador à Praça Cívica. O evento é dedicado à luta contra a violência de gênero e o feminicídio. 

Por sua vez, Major Araújo (PL) foi à tribuna para manifestar apoio aos servidores efetivos da Casa de Leis, que estavam presentes nas galerias do Plenário Iris Rezende para reivindicar melhorias na política salarial da categoria. “Desde que aqui cheguei, e já se passaram quase 16 anos, vejo como se desdobram para que nós, deputados, possamos cumprir nossa função da melhor forma possível”, observou.

E defendeu a causa desses trabalhadores: “Além de reconhecer o mérito, promove ascensão na carreira e valorização constante”. Durante a sessão, outros deputados se declararam favoráveis à pauta. O presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (UB), e o líder do Governo, Talles Barreto (UB), se comprometeram e informaram que negociações sobre o assunto estão em andamento.

Clécio Alves (Republicanos) analisou a gestão da Prefeitura de Goiânia, que está sob comando de Sandro Mabel (UB). Ao comentar sobre uma publicação do jornal O Popular a respeito de mais um aditivo contratual, segundo ele, o décimo desde 2020, para compra de massa asfáltica, o deputado criticou as decisões que vêm sendo tomadas pelo prefeito.

Alves opinou que há uma preferência de Mabel em não realizar, por exemplo, processos licitatórios na capital. Antes de finalizar a sua fala, o legislador se defendeu de insinuações a respeito de seu histórico político e afirmou que vem tomando medidas judiciais para se defender de alegações infundadas.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Movimentada, a primeira sessão ordinária da semana, realizada na tarde desta terça-feira, 2, foi oportuna à autorização de iniciativas direcionadas ao público 60+ e à proteção da mulher. Foram 16 projetos de lei aprovados e discursos que abrangeram uma ampla gama de temas, além de reconhecimento de mérito de oficial da Marinha do Brasil.

Logrou êxito definitivo o processo no 30066/25, do Poder Executivo, que abre crédito especial de R$ 40 mil ao Fundo Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (Fedpi-GO), para viabilizar a execução de despesas relativas ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

De acordo com as secretarias de Desenvolvimento Social e da Economia, não havia previsão de arrecadação para essa fonte no início do exercício de 2025. Entretanto, a partir de agosto, ela passou a ter ingressos, conforme exigência do Anexo do Sistema de Contabilidade Geral do Estado.

A medida também é justificada pela ausência de dotação orçamentária específica no orçamento do Fedpi-GO. Logo, para se atingir o objetivo da proposta, além da abertura do crédito especial, será preciso incluir ação de contribuições ao Pasep no fundo em destaque.

Atenção ao público feminino

Coronel Adailton (Solidariedade) e Delegado Eduardo Prado (PL) assinam matérias que ampliam direitos femininos em processos de afastamento e remoção de servidoras públicas estaduais sob risco de violência doméstica ou familiar – respectivamente, os processos em trâmite com os nos24599/25 e 5285/21.

É também de Prado a matéria que veda a nomeação, para cargos em comissão, de pessoas condenadas pela Lei Federal Maria da Penha (processo no5285/21). As três proposituras foram validadas em segunda e definitiva votação.

No Pequeno Expediente, Bia de Lima (PT) abordou, em parte do seu discurso, os recentes casos de feminicídio que têm estarrecido Goiás e o país como um todo.

Prestígio a eventos

O reconhecimento de eventos foi teor em comum de matérias acolhidas. Foi validada, em segundo turno, a proposição de Cairo Salim (PSD) que declara a Feira do Luar de Caldas Novas, realizada diariamente, como Patrimônio Cultural Imaterial goiano (no20150/25). O parlamentar argumenta que a feira “transcende sua função primordial de comércio para se consolidar como um expressivo epicentro de identidade, memória e manifestação cultural, tanto para a comunidade local quanto para os visitantes”.

Cristóvão Tormin (PRD) e o presidente do Poder Legislativo Estadual, Bruno Peixoto (UB), assinam uma proposta que inclui, no Calendário Cívico, Cultural e Turístico goiano, a Festa da Mangaba, realizada em Niquelândia (processo no20892/25), e outra que reconhece esse mesmo evento como patrimônio cultural e estadual (no20893/25). Os dois textos receberam a aquiescência final do Plenário.

Também validada em turno final, proposta de Bia de Lima (PT) declara o Parque Estadual da Serra do Jaraguá como patrimônio ecológico e imaterial goiano (no2887/24). Recebeu, ainda, o último aval a iniciativa de Anderson Teodoro (Avante) que reconhece como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Goiás o Encontro de Comitivas de Muladeiros, realizado anualmente, em Goiânia, no mês de março (no5347/25).

Outra matéria que logrou o último aval foi a do deputado Wagner Camargo Neto (Solidariedade) que classifica a visão monocular como deficiência visual para todos os efeitos legais (nº 10639/24). A proposta, que se baseia nos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e na legislação federal, busca incluir expressamente essa condição no ordenamento jurídico estadual. Visão monocular é a condição de enxergar apenas com um olho, o que causa a perda de percepção binocular de profundidade e reduz o campo visual.

Comercialização de tilápia e leite em pauta

O presidente Bruno Peixoto suspendeu a plenária, por alguns minutos, para entrega da Medalha Pedro Ludovico Teixeira ao almirante Rogério Rodrigues, comandante do 7º Distrito Naval. Peixoto agradeceu ao militar pelos relevantes serviços prestados a Goiás.

Um tema abordado por mais de um deputado foi o mercado da tilápia. Gugu Nader (Agir) afirmou que irá apresentar projeto para proibir a comercialização, em Goiás, de tilápia importada do Vietnã – medida autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária que tem gerado preocupação no setor da piscicultura nacional.

Amauri Ribeiro (UB) mesclou a crítica à importação de tilápia à de leite, grãos e mel, sustentando haver concorrência desleal com outros países do Mercosul.

Wagner Camargo Neto (Solidariedade) também fez menção ao tema, mas focou no que disse ser uma grave crise da bacia leiteira em Goiás. “Infelizmente, o Brasil segue importando leite em pó dos países sul-americanos”, disse. “A maioria dos produtores de leite no nosso Estado são pequenos produtores. Na Argentina, são grandes. Os pequenos não têm estrutura, não têm capital, dependem dessa renda. Lá em Itapuranga, caiu de R$ 2,70 para R$ 1,80, 1,90 o litro do leite”, contextualizou.

Em outros discursos, Paulo Cezar Martins (PL) pediu apoio a projeto voltado a pessoas com deficiência; Cairo Salim (PSD) parabenizou trabalho realizado por uma igreja da capital; Clécio Alves (Republicanos) respondeu a comentários de que criticaria constantemente o prefeito da capital, Sandro Mabel (UB), por almejar cargos municipais; Mauro Rubem (PT) exaltou livro goiano sobre parques lineares como solução socioambiental; Virmondes Cruvinel (UB) elencou ações do Poder Executivo voltadas à educação; Amauri Ribeiro contestou decisões da Justiça; e Antônio Gomide (PT) questionou projeto do Governo que abre crédito especial para compra de imóvel.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Um homem foi preso em flagrante na tarde de quinta-feira (30/10) no distrito de Vendinha, em Padre Bernardo. Ele é acusado de manter a própria esposa em cárcere privado, além de submetê-la a violência psicológica e maus-tratos. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Estado de Goiás na localidade, que fica no Entorno do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, a mulher era mantida trancada dentro da residência juntamente com os filhos do casal. As crianças também eram impedidas de sair e não frequentavam a escola. A situação de confinamento se estendia à alimentação da família, que era restrita a apenas duas refeições por dia.

O autor do crime ainda impedia a esposa de sair sozinha. Ele a obrigava a acompanhá-lo em todos os deslocamentos, em um claro ato de controle excessivo motivado por ciúmes. Paralelamente, a vítima era submetida a uma constante violência psicológica.

O investigado fazia acusações falsas contra a mulher, dizendo que ela “colocava os filhos para gravar vídeos pornográficos”. Essa conduta tinha o intuito expresso de humilhá-la e enfraquecer sua autoestima.

A situação chegou ao conhecimento da polícia quando a vítima conseguiu pedir ajuda a uma vizinha. Imediatamente, a mulher acionou a Polícia Civil. Os agentes se deslocaram até o local e efetuaram a prisão em flagrante do autor. Ele foi autuado e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Francielly de Paiva, conhecida como Cielly Paiva, chegou a Goiás nesta sexta-feira (19/9) após ser extraditada de Portugal. Ela foi presa em maio pela Interpol e era foragida da Justiça goiana há mais de seis meses, período em que viajou por diversos países da Europa. A mulher é acusada de movimentar milhões de reais para uma facção criminosa.

A prisão ocorreu após intensa cooperação internacional entre a Polícia Civil de Goiás, a Polícia Federal e a Interpol. Francielly tinha um mandado de prisão expedido desde outubro do ano passado, no âmbito da Operação Portokali. A extradição foi deferida pelo Judiciário português.

Ela desembarcou no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, e foi transferida para a sede da Polícia Federal e depois para a Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Francielly de Paiva é apontada como uma das principais peças da organização criminosa “Amigos do Estado” (ADE) em Goiás. A investigação policial aponta que contas em nome dela e de suas duas filhas menores, de 6 e 17 anos, eram usadas para movimentar o dinheiro do tráfico de drogas.

Conforme o delegado Tiago Torres, responsável pelas investigações, a participação dela se dava por meio de lavagem de dinheiro. A conta dela e das filhas eram utilizadas para que o dinheiro da facção do tráfico de drogas circulasse.

As movimentações financeiras sob investigação atingiram a cifra de R$ 30 milhões em um curto período. O dinheiro de origem ilícita passava por empresas laranjas e era usado para pagar carregamentos de drogas. Apenas em um ano, mais de R$ 20 milhões transitaram em sua conta bancária, no auge das atividades criminosas.

Em outubro do ano passado, Francielly negou as acusações em um vídeo postado nas redes sociais.

“Eu não sou criminosa. Eu não sou traficante. Eu não participo de organização. Essas pessoas que foram presas, eu nunca vi. Eu não sou essa pessoa”, disse a modelo.

Ela alegava trabalhar com venda de conteúdos adultos para justificar sua vida de luxo. No entanto, as provas coletadas pela polícia contradizem essa versão.

“As contas e a movimentação bancária dela mostram exatamente o contrário”, afirmou o delegado Torres.

A operação que resultou na prisão internacional teve início em 2017, a partir de investigações relacionadas a um indivíduo preso em Santa Catarina. A mulher era companheira de um dos investigados, que faleceu após um confronto policial. Mesmo após sua morte, ela teria continuado a operar as movimentações financeiras ilícitas.

Após desembarcar em Goiânia, Francielly foi submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Em seguida, foi encaminhada ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O inquérito policial contra ela já foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, onde tramitam ações penais em razão de denúncia oferecida pelo Ministério Público.

Autor Manoel Messias Rodrigues


O vereador Tales de Castro (PSB) protocolou na Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia o Projeto de Lei nº 156/2025, que institui o “Selo Empresa Amiga da Mulher”. A proposta visa reconhecer empresas que contratem mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Conforme o projeto, o selo será concedido pelo Executivo Municipal às empresas que cumprirem cinco requisitos específicos. Entre eles estão a contratação de mulheres vítimas de violência identificadas por órgãos competentes, a garantia de condições dignas de trabalho e igualdade salarial, e a oferta de programas de capacitação profissional.

As empresas também deverão implementar políticas internas de acolhimento e apoio psicológico, além de promover ações de conscientização contra a violência no ambiente de trabalho. O certificado permitirá que as empresas utilizem o selo em suas comunicações institucionais.

Vereador argumenta que dependência financeira do agressor frequentemente impede que as mulheres rompam o ciclo de violência

Na justificativa do projeto, o autor destaca que a violência contra a mulher afeta tanto a integridade física quanto a autonomia econômica das vítimas. Tales de Castro argumenta que a dependência financeira do agressor frequentemente impede que as mulheres rompam o ciclo de violência.

“Ainda não há uma equiparação justa de salários e presença da mulher tanto na política como no mercado de trabalho. Quando se trata de mulher vítima de violência e que tem dependência financeira do agressor isso se torna mais grave”, diz Castro, ao pontuar que o projeto visa contribuir para a mulher ter mais autonomia financeira para cuidar da sua vida e dos filhos, sem depender exclusivamente do homem que a agride.

O vereador enfatiza que a inserção no mercado de trabalho é fundamental para garantir a independência financeira e emocional dessas mulheres. O selo pretende reconhecer publicamente as empresas comprometidas com essa causa, incentivando outras a adotarem práticas similares.

A medida ainda fortalece a economia local, fomenta a qualificação profissional e contribui para uma sociedade mais justa e igualitária. O projeto foi protocolado em 14 de agosto de 2025 e está em tramitação na Casa Legislativa, sob relatoria do vereador Gleison Flávio (PL).



Autor Manoel Messias Rodrigues


A deputada estadual Dra. Zeli (UB), procuradora especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Goiás, realiza, nesta quarta-feira, 13, às 9 horas, no Salão Nobre da Alego, o evento “Café com a Deputada”, que vai reunir vereadoras de diferentes regiões do Estado. Foram convidadas parlamentares que já exercem o cargo de procuradoras da Mulher, e ainda, aquelas que têm interesse em conhecer melhor o trabalho do órgão em defesa das mulheres. 

A iniciativa reforça o compromisso da deputada em ampliar o diálogo e fortalecer a parceria entre a Assembleia Legislativa e os legislativos municipais, com o objetivo de expandir a rede de proteção e defesa dos direitos das mulheres goianas.

Durante o encontro, Dra. Zeli lançará duas cartilhas de apoio à causa: “Como Implantar uma Procuradoria da Mulher – Resolução e Orientações”, um guia prático com passo a passo para a criação do órgão, e a “Cartilha de Apoio às Mulheres: Quebrando o Silêncio contra a Violência de Gênero”, que aborda formas de identificar, combater e denunciar a violência.

Segundo a deputada, o evento será um momento de proximidade, escuta e incentivo à ação.  “Quero que cada vereadora volte para sua cidade motivada e com ferramentas concretas para fortalecer essa luta. Juntas, podemos criar uma rede cada vez mais forte, capaz de proteger e dar voz a milhares de mulheres em Goiás”, afirmou.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Ofensiva com mísseis do Irã atinge cidades como Tel Aviv e Ramat Gan; explosões também foram registradas em Teerã

Uma mulher israelense que havia sido gravemente ferida durante o ataque com mísseis lançado pelo Irã morreu na noite de 6ª feira (13.jun.2025). Os ataques atingiram principalmente a região de Gush Dan, que inclui cidades como Tel Aviv e Ramat Gan.

Segundo o Serviço de Bombeiros e Resgate de Israel, foram registradas diversas chamadas de emergência depois dos bombardeios. Equipes foram deslocadas para as áreas afetadas, onde foram registrados incêndios, danos estruturais e casos de pessoas presas sob os escombros.

O Magen David Adom, serviço equivalente à Cruz Vermelha em Israel, atendeu 63 feridos. Pelo menos 26 foram levados ao hospital Sheba, 13 ao Belinson —incluindo uma vítima em estado grave — e 19 ao Ichilov, conforme informações do jornal Jerusalem Post.

A Força Aérea israelense informou que dezenas de mísseis foram lançados contra o país a partir do território iraniano, alguns dos quais foram interceptados.

O IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã), braço militar de elite do país, afirmou que “relatórios de campo, imagens de satélite e interceptações de inteligência confirmam o impacto efetivo de dezenas de mísseis balísticos em alvos estratégicos na Palestina ocupada”.

O grupo declarou ainda que as forças israelenses não conseguiram conter os ataques, apesar das tentativas de interceptação.

EXPLOSÕES EM TEERÃ

A Tasnim informou que “várias explosões” foram ouvidas na capital Teerã. Imagens divulgadas pela agência mostram fumaça sobre a cidade, mas as causas das explosões ainda não foram esclarecidas.

Além disso, o Aeroporto Internacional de Mehrabad, em Teerã, foi atingido por 2 projéteis, segundo a agência Fars, vinculada à Guarda Revolucionária Iraniana.



Autor Poder360 ·


A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia de Quirinópolis, prendeu preventivamente a esposa de um homem acusado de abusar sexualmente de crianças e adolescentes. Segundo as vítimas, a mulher as dopava com remédios e bebidas alcoólicas para facilitar os crimes do marido.

“Há indícios de que a mulher teve participação direta para o êxito dos crimes praticados pelo marido. O casal agia em conjunto, utilizando o mesmo modus operandi para atrair e abusar das vítimas”, informou a polícia.

A mulher, que não teve a identidade revelada, foi presa na quinta-feira (22/5). Seu marido fora preso em flagrante no dia 15 de maio, por estupro de adolescente em Quirinópolis, na região Sul de Goiás. Ele se passava por policial federal.

Até agora, oito vítimas confirmaram os abusos em depoimento. A investigação começou após denúncias feitas ao Conselho Tutelar. Uma das adolescentes revelou o crime, encorajando as outras a falarem.

As vítimas chamavam o homem de “padrinho” e eram levadas para sua casa nos finais de semana, onde os abusos ocorriam. Inicialmente, cinco casos foram identificados, mas o número subiu após a prisão.

Segundo a polícia, todas relataram circunstâncias semelhantes. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas.

Suspeito foi preso com camiseta da PF e carteiras do Ibama

No dia da prisão do homem, ao chegar à casa do suspeito os policiais foram recebidos pela esposa, que disse que o marido estava viajando. Minutos depois, o suspeito, identificado como Itamar Pinto Fiuza, apareceu dirigindo um automóvel, vestindo uma camisa da PF e portando uma carteira falsa da instituição.

No local, foram apreendidas duas armas de ar comprimido (uma possivelmente adaptada para calibre .22), seis camisetas com o brasão da PF e carteiras funcionais falsas do Ibama.

Itamar foi autuado por abuso sexual, falsa identidade ideológica e posse ilegal de arma de fogo. Ele está preso, à disposição da Justiça.

O PORTAL NG não localizou a defesa dos envolvidos para se manifestar.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Tramita, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), um projeto de lei que visa a instituir o Dia Estadual da Mulher Motociclista, a ser celebrado no primeiro sábado do mês de maio, uma oportunidade de reconhecer a importância e a contribuição das mulheres no universo do motociclismo.

A proposta (n° 7902/25), apresentada pelos deputados Bruno Peixoto (UB) e Coronel Adailton (Solidariedade), objetiva fortalecer a celebração do Dia Internacional da Mulher Motociclista, que ocorre anualmente em maio, e proporcionar uma visibilidade maior às mulheres envolvidas com a prática, seja como pilotas, garupas, mecânicas, instrutoras ou empreendedoras.

Embora o Dia Internacional da Mulher Motociclista seja amplamente comemorado em diversas partes do mundo, o reconhecimento dessa data ainda é incipiente em Goiás. Nesse contexto, o projeto supriria essa lacuna, promovendo um espaço em que as motociclistas possam se sentir valorizadas e compartilharem as experiências.

A ideia central é criar um ambiente inclusivo e acolhedor com o qual as mulheres possam se conectar, trocar saberes e fortalecer as trajetórias nesse setor, que, por muito tempo, foi associado predominantemente ao universo masculino.

De acordo com os defensores da medida, ainda existem poucos espaços e iniciativas em Goiás voltados para as mulheres no motociclismo, o que torna a oficialização dessa data um passo importante para mudar essa realidade. A instituição do Dia Estadual da Mulher Motociclista no estado seria uma forma de estimular ainda mais a participação feminina no setor, incentivando o empoderamento e a troca de experiências entre as praticantes.

“Cada vez mais mulheres estão quebrando estereótipos e se destacando no motociclismo, não só como hobby, mas também de forma profissional. Em Goiás, no entanto, ainda há poucos espaços de celebração e apoio direcionados a essas mulheres. Este projeto de lei visa a mudar esse cenário, com a criação de um ambiente mais inclusivo, onde as motociclistas se sintam empoderadas e estimuladas a continuar perseguindo suas paixões e objetivos no setor”, diz o documento protocolizado pelos parlamentares na Alego. 

A proposta está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), que designará um dos integrantes à relatoria e apreciará o parecer a ser emitido.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás