6 de março de 2026
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Dois acidentes graves na GO-080 resultaram em duas mortes e deixaram ao menos quatro pessoas feridas entre a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado (24/01). O caso mais grave, um capotamento de um veículo de passeio, aconteceu no trecho entre Nerópolis e Petrolina de Goiás, próximo à ponte sobre o Ribeirão João Leite. As ocorrências mobilizaram os Bombeiros Militares de Nerópolis, que prestaram os primeiros atendimentos nas duas situações.

O primeiro acidente, uma saída de pista seguida de capotamento, ocorreu por volta das 23h36min de sexta-feira (23), no km 22 da rodovia, em zona rural. No local, os bombeiros encontraram duas vítimas.

Uma mulher de 23 anos foi localizada fora do veículo, inconsciente, mas com sinais vitais. Ela foi encaminhada ao Hospital Sagrado Coração de Jesus, em Nerópolis, onde infelizmente veio a óbito.

Saída de pista seguida de capotamento, no km 22 da rodovia: bombeiros encontraram duas vítimas

O condutor do veículo, um homem de 20 anos, foi encontrado em óbito no local. O corpo permaneceu sob os cuidados da Polícia Militar, aguardando a remoção pelo Instituto Médico Legal.

Na mesma GO-080, os bombeiros foram acionados novamente às 4h05min da madrugada deste sábado para outro acidente com capotamento, desta vez no km 53, no município de Petrolina de Goiás. Um ônibus que trafegava no sentido Nerópolis–Petrolina saiu da pista.

Passageiros do veículo ficaram feridos, sendo atendidos pelo Corpo de Bombeiros de Nerópolis e por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de municípios da região. Os bombeiros atenderam quatro vítimas no local, três mulheres e um homem, todas encaminhadas ao Hospital de Nerópolis.

O motorista do ônibus e os motoristas reservas não sofreram ferimentos.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Um grave acidente no final da tarde desta quinta-feira (22/1) resultou na morte de quatro pessoas na rodovia GO-219, entre Guapó e Aragoiânia, na região metropolitana de Goiânia. A colisão envolvendo dois caminhões e um carro de passeio deixou ainda duas vítimas feridas, mobilizando dez viaturas do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros.

Conforme a apuração, os três veículos trafegavam no sentido Aragoiânia para Guapó. A causa preliminar do acidente foi um derramamento de óleo na pista. Uma carreta, impossibilitada de subir o trecho escorregadio, reduziu drasticamente a velocidade. O caminhão que vinha atrás não conseguiu frear a tempo e colidiu violentamente em sua traseira.

O impacto da primeira colisão foi de grande força, deixando a carroceria do caminhão completamente distorcida. O passageiro Maykon Alberth Germano de Morais, de 29 anos, morreu no local. Maykon, que iria completar 30 anos no próximo mês, era filho do servidor público Marcos Morais, o Marquinhos, da prefeitura de Guapó. O motorista deste caminhão não se feriu, mas outro passageiro, identificado como Wesley, sofreu ferimentos graves.

Em seguida, um carro de passeio modelo Siena também colidiu contra a traseira dos veículos pesados. No automóvel, estavam cinco pessoas, todas parentes do ex-prefeito de Guapó, Divino Eterno Arruda. Eles eram seus tios, que haviam vindo de Rondônia para uma visita tradicional ao município e voltavam da casa de familiares em Aragoiânia.

A batida foi fatal para três ocupantes do Siena. Valdeci Rosa Moreira, de 89 anos, e Armindo Domingues Esteves, de 88, morreram instantaneamente no local. Adelina Estanislau de Jesus Moreira, de 67 anos, foi socorrida com vida ao Hospital Municipal de Guapó, mas não resistiu aos ferimentos. Os outros dois ocupantes, Delcino Ricardo Moreira e Rilce Ivonete Moreira Ghedin, foram encaminhados com vida para o Hospital Estadual Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.

O resgate foi complexo. Ao chegarem, as equipes do Corpo de Bombeiros encontraram uma das vítimas do carro já sem vida fora do veículo. Outra vítima, no banco do passageiro, estava presa às ferragens e também sem sinais vitais. No caminhão, o passageiro ferido também precisou ser resgatado das ferragens.

Além dos quatro óbitos confirmados, duas vítimas continuam recebendo atendimento médico. Os corpos serão velados em cerimônias separadas. O velório de Valdeci, Armindo e Adelina será realizado na igreja AD Madureira, na Avenida Palmeiras, no Centro de Guapó. Maykon será velado a partir das 9h desta sexta-feira (23) e sepultado às 17h no cemitério municipal.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias exatas do acidente para apurar responsabilidades. As informações iniciais da Polícia Rodoviária sobre um veículo parado para manutenção foram complementadas pela constatação do derramamento de óleo como possível causa primária do trágico evento.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Uma colisão envolvendo um carro de passeio e uma motocicleta deixou duas pessoas mortas e uma idosa gravemente ferida na manhã deste domingo (28/12), na GO-414, km 428, zona rural de Abadiânia, região central de Goiás. O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Anápolis, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a concessionária Ecovias.

De acordo com os bombeiros, o chamado foi registrado por volta das 10h40. No veículo de passeio estavam um homem e uma mulher de 85 anos. A idosa ficou presa às ferragens e precisou ser retirada com o uso de ferramentas de salvamento veicular. Ela apresentava ferimentos graves e recebeu atendimento pré-hospitalar no local, sendo encaminhada ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (HEANA).

O motorista do carro, que não teve a identidade informada, não resistiu e morreu no local. O motociclista também faleceu. Ele foi encontrado caído às margens da pista. Os corpos ficaram sob responsabilidade da PRF e da concessionária até a chegada dos serviços funerários.

Durante o atendimento, a rodovia precisou ser parcialmente interditada, o que gerou lentidão no trecho. Após a conclusão dos trabalhos de resgate e perícia, o fluxo foi gradualmente normalizado.

As causas do acidente ainda serão investigadas. A PRF deverá apurar, por meio de laudos técnicos, as condições da pista, a dinâmica da colisão e outros fatores que possam ter contribuído para o ocorrido.

Rodovia registra fluxo intenso

A GO-414 é rota utilizada por produtores rurais, moradores da região e motoristas em deslocamentos intermunicipais. Em feriados e períodos de férias, o tráfego costuma aumentar, exigindo atenção redobrada de condutores.

Autoridades orientam motoristas e motociclistas a respeitarem os limites de velocidade, manterem distância segura, utilizarem equipamentos obrigatórios e redobrarem a cautela em trechos de pista simples, especialmente na zona rural, onde a visibilidade pode ser prejudicada.

As identidades das vítimas não haviam sido divulgadas até o fechamento desta edição. O estado de saúde atualizado da idosa internada no HEANA também não foi informado.

O caso passa agora a ser acompanhado pelas autoridades competentes, que buscam esclarecer as circunstâncias do acidente e reforçar ações de prevenção para reduzir o número de ocorrências graves nas rodovias goianas.

Autor Rogério Luiz Abreu


Atiradores abriram fogo durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah, neste domingo (14), na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália. O ataque resultou na morte de 11 pessoas e deixou ao menos 11 feridos, entre eles dois policiais. Um dos suspeitos morreu no local e outro foi detido em estado crítico. As autoridades investigam a possível participação de um terceiro envolvido.

Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, 29 pessoas foram encaminhadas a hospitais da capital australiana após o ataque. O estado de saúde das vítimas é considerado grave. O comissário da polícia estadual, Mal Lanyon, classificou o episódio como um “incidente terrorista” e afirmou que a motivação do crime está sendo apurada pelas forças de segurança e inteligência.

“O ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney no primeiro dia do Hanukkah”, declarou o primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, durante coletiva de imprensa. Entre as vítimas fatais está um cidadão israelense.

Ato heroico

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um dos atiradores foi desarmado por um civil, que avançou sozinho contra o agressor após os disparos. O homem, de 43 anos, foi atingido no braço e na mão, mas se recupera bem no hospital, segundo informações publicadas pela imprensa local. “É a cena mais inacreditável que já vi”, afirmou Minns, ao destacar a atitude do civil que ajudou a conter o ataque.

Foto: Reprodução

A polícia informou ainda que um objeto suspeito, possivelmente um artefato explosivo, foi localizado dentro de um veículo próximo à praia. A área foi isolada para atuação de equipes especializadas, que seguem analisando outros itens encontrados nas imediações.

O diretor-geral da agência de inteligência australiana (ASIO), Mike Burgess, afirmou que o órgão avalia se há risco de novas ações semelhantes. “Neste momento, não há indicação concreta de outras ameaças, mas a investigação segue ativa”, disse. Segundo ele, o nível de ameaça terrorista no país permanece classificado como “provável”.

Autoridades australianas e líderes internacionais se manifestaram em repúdio ao ataque. O primeiro-ministro Anthony Albanese classificou as imagens como “angustiantes e chocantes” e afirmou que as forças de segurança atuaram para salvar vidas. A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, declarou que “o terrorismo, o antissemitismo, a violência e o ódio não têm lugar na Austrália”.

O episódio também gerou reações internacionais. O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu o ataque como “hediondo e mortal”. Os Estados Unidos condenaram o atentado, assim como autoridades de Israel. No Brasil, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou nota de solidariedade à comunidade judaica australiana.

Não há vítimas brasileiras

O Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

Raros no país, ataques a tiros em massa reacendem o debate sobre segurança e extremismo na Austrália. Desde o massacre de Port Arthur, em 1996, que levou ao endurecimento das leis de controle de armas, episódios dessa natureza se tornaram exceção. O ataque em Bondi, no entanto, amplia o alerta das autoridades para ameaças motivadas por ódio religioso e terrorismo em espaços públicos.

Autor Rogério Luiz Abreu


Dos 115 mortos listados pela Polícia Civil, 38 tinham de 27 a 31 anos e 27 de 23 a 39; operação completa 1 mês nesta 6ª feira

A operação Contenção, deflagrada no dia 28 de outubro deste ano, deixou 117 civis mortos. Segundo relatório divulgado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, a média de idade dos mortos foi de 28 anos. Essa é a considerada a ação policial mais letal da história do Brasil. 

Dos 115 listados pela polícia, 38 tinham de 27 a 31 anos e 27 de 32 a 39 anos. Duas pessoas não tiveram a idade divulgada e 2 dos mortos identificados pelas autoridades não foram incluídos no relatório. Eis a lista (PDF – 8 MB). 

Dos 117, só 2 eram menores de idade: Michel Mendes Peçanha, de 14 anos, e Jean Alex Santos Campos, de 17 anos. Em contraposição, só 1 tinha mais de 50 anos, Jorge Benedito Correa Barbosa, de 54 anos. 

Leia aqui a lista com todos os nomes e idades. 

A OPERAÇÃO

A operação Contenção, realizada em uma ação conjunta das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, teve como alvo integrantes do Comando Vermelho (CV). Em 3 de novembro –6 dias depois da ofensiva– o governo fluminense encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um relatório para sustentar a legalidade da megaoperação. Eis a íntegra (PDF – 3 MB).

No documento, a Sepol (Secretaria Estadual de Polícia Civil) afirmou que a ação seguiu de maneira integral os parâmetros constitucionais e jurisprudenciais, contou com a supervisão do Ministério Público, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e observou os direitos humanos.

Segundo o delegado José Pedro Costa da Silva, quem assinou o documento, “a atuação do Estado, diante de organizações criminosas com perfil narcoterrorista, configura o exercício legítimo do poder-dever de proteger a sociedade, concretizando o princípio da legalidade e reafirmando o compromisso da Sepol com a transparência e a defesa dos direitos humanos, em conformidade com o Estado Democrático de Direito e a proteção da vida”.

A ofensiva policial tinha por objetivo cumprir 51 mandados de prisão, 145 de busca e apreensão e outras ordens expedidas pela Justiça do Rio de Janeiro e do Pará.

Na prática, porém, só 17 das prisões foram por mandado. Outras 82 se deram em flagrante. Entre os mortos, nenhum constava na lista da decisão judicial que autorizou a entrada nas comunidades.

Ao fim da operação, foram apreendidas 122 armas, 5.600 munições, 12 artefatos explosivos, 15 veículos, 22 kg de cocaína e 2 toneladas de maconha.



Autor Poder360 ·


Rodrigo Vasconcellos Nascimento foi atingido por tiro de fuzil no alto da serra da Misericórdia, no Complexo da Penha

O policial civil Rodrigo Vasconcellos Nascimento morreu na madrugada deste sábado (22.nov.2025) no Hospital Copa d’Or, zona sul do Rio de Janeiro. Ele foi baleado na barriga durante a operação Contenção, em 28 de outubro, nos Complexos do Alemão e da Penha. Ao todo, morreram 122 pessoas, sendo 5 policiais.

O carioca era lotado na 39ª delegacia policial, no bairro da Pavuna, e foi atingido por um tiro de fuzil, no alto da serra da Misericórdia, no Complexo da Penha.

O Hemorio (Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti) chegou a pedir bolsas de sangue para Rodrigo, que tinha melhorado nos últimos dias e já estava sentando na cama. 

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, disse que ele “estava melhorando a cada dia”. Afirmou ter visitado o policial em 16 de novembro.

Policiais mortos

O secretário informou que Rodrigo “foi mais um grande herói que deu a vida pela sociedade”O governador Cláudio Castro (PL) disse que recebeu com tristeza a notícia da morte. “Reafirmo meu compromisso de seguir firme no enfrentamento a esses criminosos que espalham medo e sofrimento, sem recuar um centímetro”, declarou.



Autor Poder360 ·


O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), defendeu nesta segunda-feira (3/11) no Supremo Tribunal Federal (STF) a realização da Operação Contenção, deflagrada na semana passada para cumprir mandados de prisão contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e que deixou mais de 120 mortos.

A manifestação foi enviada ao Supremo após o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo conhecido como ADPF das Favelas, pedir ao governador esclarecimentos sobre a operação. Na manhã desta segunda-feira, Moraes e Castro se reuniram para tratar da questão. A audiência foi realizada no Rio.

Castro afirmou no documento enviado ao Supremo que os confrontos entre policiais e criminosos foram concentrados na região de mata para evitar tiroteios nas proximidades de áreas edificadas e resguardar a integridades dos moradores.

O governador disse que a intervenção policial foi necessária diante de barricadas montadas pelos criminosos em regiões próximas a escolas e postos de saúde.

“A atuação estatal, diante de organizações criminosas de perfil narcoterrorista, constituiu exercício legítimo do poder-dever de proteção da sociedade, concretizando o princípio da legalidade e reafirmando o compromisso das forças de segurança pública com a legalidade, a transparência e a proteção dos direitos humanos, em estrita observância ao Estado Democrático de Direito e à defesa da vida”, afirmou Castro.

Moraes faz audiências para discutir Operação Contenção

Alexandre de Moraes faz uma série de audiências com autoridades do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (3/11), na capital fluminense. O objetivo das reuniões é colher informações sobre a Operação Contenção, realizada na terça-feira passada (11), que deixou 121 mortos.

Moraes se tornou relator temporário da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, mais conhecida como ADPF das Favelas, após a aposentadoria do ex-ministro Luiz Roberto Barroso. A ação estabelece regras para diminuir a letalidade policial no Rio de Janeiro.

Pela manhã, Moraes se reuniu com o governador Cláudio Castro e com a cúpula da Segurança Pública, no Centro Integrado de Comando e Controle. Após a reunião, Moraes não falou com a imprensa. Já o governador disse que os dois conversaram “sobre o projeto de retomada [de territórios] que está em fase de organização pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)”.

“Demos ao ministro total possibilidade de tirar todas as dúvidas sobre a política de segurança do Rio de Janeiro e nos desafios no combate ao crime”, afirmou Castro.

Ministro do STF durante reunião com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro

À tarde, o ministro se reuniu com o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, o defensor público geral, Paulo Vinícius Cozzolino Abrahão, e o prefeito da capital, Eduardo Paes.

Alexandre de Moraes ficará à frente da ADPF apenas enquanto um novo ministro não assume a vaga aberta com a saída de Barroso.

O ministro decretou neste domingo (2/11) a preservação “rigorosa e integral” dos elementos materiais relacionados à Operação Contenção, que foi a incursão policial mais letal da história do estado.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Uma megaoperação contra integrantes da facção Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em pelo menos 64 mortos e 81 presos nesta terça-feira (28/10). Entre os mortos estão quatro policiais. Esta é a operação mais letal da história do estado, conforme números confirmados pelo Palácio Guanabara.

A ação mobilizou aproximadamente 2.500 agentes das forças de segurança com o objetivo de cumprir 100 mandados de prisão. Trata-se de mais uma etapa da Operação Contenção, uma iniciativa permanente do governo estadual para combater o avanço do Comando Vermelho por territórios fluminenses.

A operação foi marcada por intensos confrontos desde o início. Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada, traficantes reagiram a tiros e ergueram barricadas em chamas. Um vídeo chegou a registrar quase 200 disparos em um minuto, em meio a colunas de fumaça. A Polícia Civil afirmou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram bombas com drones.

Em resposta aos múltiplos bloqueios orquestrados pelo tráfico em várias partes da cidade, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional para o nível 2, em uma escala que vai até 5. A Polícia Militar determinou que todo o efetivo fosse para a rua, suspendendo para isso as atividades administrativas. Até a última atualização da reportagem, a ação ainda estava em andamento, com relatos de mais pessoas baleadas.

Os quatro policiais mortos foram identificados como Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara; Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos; Cleiton Searafim Gonçalves, do Bope; e Herbert, também do Bope. O balanço parcial indica que, além dos quatro agentes, 60 suspeitos morreram em confronto. Dois deles eram da Bahia e outro, do Espírito Santo.

Três civis não envolvidos foram feridos. Um homem em situação de rua foi atingido nas costas por uma bala perdida; uma mulher que estava em uma academia também foi ferida, mas já recebeu alta; e um homem que se encontrava num ferro-velho também ficou ferido. Além das prisões, os policiais apreenderam 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos. Escolas e postos de saúde não abriram durante a operação.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Inundações e deslizamentos no norte e sudoeste concentram a maior parte das mortes e prejuízos

As autoridades chinesas registraram 742 mortes e perdas econômicas diretas de 217,7 bilhões de yuans (US$ 29,9 bilhões) por causa de desastres naturais nos 3 primeiros trimestres de 2025. Segundo o governo, inundações e desastres geológicos nas regiões norte e sudoeste foram os que mais provocaram danos.

O total de pessoas afetadas chegou a 55,1 milhões, de acordo com relatório divulgado em 17 de outubro pelo Escritório do Comitê Nacional de Redução e Socorro a Desastres e pelo Ministério de Gerenciamento de Emergências. O impacto geral foi menor que o dos últimos anos, com redução de 45% no número de atingidos em comparação com a média de 5 anos. Mesmo assim, o período de condições climáticas extremas no verão teve consequências devastadoras no norte do país.

Os dados reforçam o padrão de mudança no risco climático: o aumento da frequência e da intensidade das chuvas extremas em áreas do norte da China, historicamente menos preparadas para esse tipo de evento. O fenômeno tem criado novos desafios para o sistema de resposta a desastres e para a resiliência urbana, tema que preocupa autoridades e especialistas em clima.

O período de 16 de julho a 15 de agosto foi o mais destrutivo, concentrando 41% das mortes e 48% das perdas econômicas do acumulado até setembro. As províncias do Norte –incluindo Pequim, Hebei, Shanxi e Mongólia Interior— foram as mais atingidas, respondendo por 33% das mortes e desaparecimentos e por 37% do prejuízo total.

As enchentes e os desastres geológicos foram os mais letais e custosos, responsáveis por 75% das mortes e desaparecidos e por 76% das perdas econômicas. De 23 a 29 de julho, chuvas intensas no norte e nordeste deixaram 144 mortos ou desaparecidos em Pequim e Hebei. Em agosto, novas enchentes em Gansu e na Mongólia Interior causaram outras 73 mortes ou desaparecimentos.

O total nacional também foi influenciado por um terremoto de magnitude 6,8 registrado no início do ano no condado de Dingri, em Xizang, responsável por 17% das mortes e desaparecidos.

O calor extremo e a seca marcaram o período. A temperatura média nacional ficou 0,9 ºC acima do normal, com o 2º maior número de dias de calor intenso desde 1961. A seca atingiu 18,8 milhões de pessoas e causou perdas de 8,2 bilhões de yuans, afetando a agricultura em Guangxi no início do ano e depois as colheitas de outono em Hubei e Jiangxi.

Outros eventos naturais incluíram número acima da média de tufões —com maior impacto em Guangdong— e tempestades de granizo em várias regiões. Em contraste, os danos por geadas e neve foram menores que nos últimos anos, e o número de incêndios florestais permaneceu em nível historicamente baixo, segundo o ministério.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 17 de outubro de 2025. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



Autor Poder360 ·


Ataque a tiros atingiu estudantes no pátio de escola em Sobral; outros 3 ficaram feridos e suspeitos fugiram de moto

Vídeos registraram o momento dos tiros contra alunos da escola estadual Luiz Felipe, no bairro Campos Velhos, em Sobral (CE). O episódio na manhã desta 5ª feira (25.set.2025) deixou 2 mortos e 3 feridos. As vítimas foram identificadas como Vitor Guilherme (VG) e Cláudio.

O ataque se deu durante o intervalo, no pátio e nos corredores do colégio. Segundo a SSPDS-CE (Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social), os disparos foram feitos por pessoas que estavam na calçada da instituição. A motivação do crime ainda não foi esclarecida.

Em um dos vídeos, é possível ver os suspeitos chegando de moto, correndo até a escola e disparando contra os alunos. Em seguida, retornaram à moto e fugiram do local.

Assista:

Durante a ocorrência, as forças de segurança apreenderam uma quantidade de droga, balança de precisão e embalagens. Os 3 alunos feridos foram socorridos pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhados a unidades de saúde. O estado de saúde deles não foi divulgado.

A escola estadual Luiz Felipe atende mais de 1.100 alunos do ensino médio e conta com 54 professores, segundo o Censo Escolar 2024. A SSPDS-CE informou que todos os esforços das forças de segurança estão sendo empregados para localizar e capturar os responsáveis pelo ataque.

Leia a íntegra da nota da SSPDS-CE:

“A SSPDS-CE (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará) informa que todos os esforços das Forças de Segurança estão sendo empregados neste momento para localizar e capturar os envolvidos nas mortes de 2 adolescentes, ainda não identificados formalmente, registradas, na manhã desta 5ª feira (25.set.2025), em uma escola no município de Sobral, na Área Integrada de Segurança 14 (AIS 14) do Estado.

“Outras 3 vítimas, ainda não identificadas formalmente, também foram lesionadas por disparos de arma de fogo e socorridas para unidades de saúde da região. Os suspeitos efetuaram os disparos de arma de fogo pela calçada da escola, atingindo as vítimas no estacionamento da instituição.

“Na ocorrência, uma quantidade de droga, balança de precisão e embalagens foram apreendidas com uma das vítimas. Equipes da PM-CE (Polícia Militar do Ceará), da PC-CE (Polícia Civil do Estado do Ceará) e da Pefoce (Perícia Forense do Estado do Ceará) foram acionadas e estão no local realizando os primeiros levantamentos sobre o fato que está em andamento.

“A 1ª Delegacia de Polícia Civil de Sobral, com o apoio do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Norte (DPJI-Norte) atuam na investigação do caso. A SSPDS ressalta que a região recebeu reforço de policiamento ostensivo da PMCE.”


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Autor Poder360 ·