11 de março de 2026
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Quarta maior reserva do mundo, a moeda tem sido cada vez mais usada em transações comerciais com parceiros internacionais

O presidente da China, Xi Jinping (PCCh), definiu um plano para estabelecer o renminbi como a principal moeda de reserva mundialmente. O objetivo de Pequim, conforme anunciado pelo mandatário no final de janeiro, é de limitar a dependência e influência do dólar dos Estados Unidos.

As moedas de reserva são mantidas por bancos centrais para facilitar o comércio internacional, estabilizar o câmbio e assegurar liquidez e confiança financeira. A autoridade monetária chinesa tem desenvolvido estruturas institucionais e infraestrutura para operações internacionais com o renminbi –buscando criar condições para que empresas nacionais e estrangeiras utilizem o renminbi em suas transações.

O processo, no entanto, enfrenta impasses políticos e econômicos. Um deles é a diferença no sistema político chinês em comparação com os Estados Unidos, o que implica na menor aceitação dos títulos chineses entre investidores internacionais. A falta de plena conversibilidade e os controles sobre a conta de capital continuam como entraves relevantes para uma adoção mais ampla por bancos centrais estrangeiros.

O Banco Popular da China trabalha para estabelecer um ambiente que favoreça tanto organizações chinesas quanto estrangeiras interessadas em utilizar a moeda em suas operações. As políticas de apoio são:

  • estabilização do comércio exterior e do investimento estrangeiro;
  • novo comércio offshore;
  • novas formas de negócios de comércio exterior;
  • empréstimos no exterior;
  • integração de fundos piloto de moedas domésticas e estrangeiras.

Ao Poder360, Alex Agostini, economista-chefe da consultoria Austin Rating, avaliou que, apesar da dedicação do governo chinês, será difícil ver resultados imediatos na implementação do renminbi como moeda de reserva global. O principal motivo é o protagonismo dos títulos norte-americanos no mercado internacional –o que deixa pouco espaço para a difusão de títulos chineses.

“Em vez de comprar títulos do Tesouro chinês, muitos investidores optam pelos títulos do Tesouro norte-americano. Embora estes tenham uma rentabilidade menor, oferecem maior garantia de pagamento, considerando todas as questões associadas às características dos países emergentes. No caso da China, trata-se ainda de uma economia relativamente fechada”, afirma o especialista.

Outro impasse são os grandes volumes de reservas em dólares nos bancos centrais. De acordo com informações do Conselho Europeu, a moeda norte-americana é responsável por 57,8% das reservas cambiais no mundo. O renminbi, por sua vez, é a 4ª moeda com mais disponibilidade, com cerca de 2,2% de presença.

Segundo Agostini, para que o renminbi se torne a principal moeda de reserva, “é necessário ter um sistema financeiro sólido, o que envolve outros fatores, como a abertura de mercado”.

No entanto, o economista destaca que é possível que a moeda chinesa seja diretamente usada no sentido de acordos comerciais, como é feito com o Brasil, em alguns casos, desde 2023. Em meio de 2025, os bancos centrais dos 2 países firmaram um acordo de swap cambial.

TRANSAÇÕES COM O RENMINBI

Desde 1948, o renminbi é o nome oficial da moeda chinesa, no entanto, sua unidade monetária é conhecida como yuan –que significa “moeda do povo”. Uma nota de 50 yuans, por exemplo, representa 50 unidades de renminbi.

A cidade de Xangai e a região administrativa especial de Hong Kong funcionam como polos estratégicos para a expansão global da moeda chinesa, com políticas governamentais estabelecidas para facilitar transações internacionais.

O Banco Popular da China e a Autoridade Monetária de Hong Kong revisaram o acordo de swap de moedas —um mecanismo pelo qual os 2 bancos centrais trocam moedas entre si para fornecer liquidez ao sistema financeiro— transformando-o em um swap de caráter permanente (de espera) e ampliando seu volume, com o objetivo de oferecer um apoio de liquidez mais previsível e robusto ao mercado offshore, especialmente em momentos de maior volatilidade.

De acordo com informações do governo chinês, em 2023, mais de 80 bancos centrais ou autoridades monetárias no exterior incluíram o renminbi em suas reservas cambiais. O Banco Popular da China mantém 29 acordos bilaterais válidos de troca de moeda local com outros países.

Apesar da dificuldade em superar a curto prazo o dólar como moeda de reserva, há chances de o renminbi chinês se estabelecer como uma unidade monetária de referência para transações diretas. Com isso, se consolida mais no mercado internacional.

“O que tem acontecido é que a economia chinesa vem ganhando protagonismo há bastante tempo, em razão da sua força econômica. Em alguns anos, não há dúvida de que talvez [poderá ser] a maior economia do mundo”, afirma o economista-chefe.

Inicialmente, Pequim prioriza traçar a esfera de influência do renminbi com países vizinhos e integrantes da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) –bloco que inclui nações como Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

“Não haveria necessariamente a necessidade de passar pelo dólar em todas as transações. Esse tipo de situação tende a se expandir, reduzindo custos e despesas, mas sem alterar, ao menos por enquanto, o papel do dólar como moeda de reserva de valor”, explica Agostini.



Autor Poder360 ·


Órgão do governo divulgou na 6ª feira (3.out.2025) projeto de moeda comemorativa que pode homenagear presidente no aniversário de 250 anos do país

O Tesouro dos Estados Unidos avalia emitir uma moeda de US$ 1 com a imagem do presidente Donald Trump (Republicano) para homenageá-lo no aniversário de 250 anos da Independência norte-americana em 2026.

Apesar de o design final do projeto ainda não estar definido oficialmente, o órgão divulgou na 6ª feira (3.out.2025) o esboço de uma moeda comemorativa que leva imagens do republicano dos 2 lados.

A frente da moeda mostra o rosto de Trump de perfil com as inscrições “Liberty” (Liberdade), “In God We Trust” (Nós Confiamos em Deus) e “1776-2026″, em alusão ao 250º aniversário da Independência do país.

O outro lado do design contém as inscrições “Lute, Lute, Lute” e “United States of America” (Estados Unidos da América) e a imagem de Trump com o punho direito erguido e cerrado depois de ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato em Butler, na Pensilvânia, durante um comício da campanha presidencial de 2024.

A frase “Lute, Lute, Lute” também é uma referência ao episódio de Butler. Foi dita por Trump após o ataque.

TESOURO CONFIRMA PROJETO

O tesoureiro dos EUA, Brandon Beach disse em seu perfil no X na 6ª feira que o projeto “não é fake news”. Segundo o executivo, mais informações sobre a iniciativa serão divulgadas quando o shutdown no governo norte-americano terminar.

“Sem fake news aqui. Estes primeiros rascunhos em homenagem aos 250º aniversário da América e ao presidente Trump são reais. Ansiosos para compartilhar mais em breve, assim que a paralisação do governo dos Estados Unidos terminar”, escreveu Beach.

Mais cedo, o próprio Tesouro dos EUA publicou um comunicado oficial: “Embora o desenho final da moeda de US$ 1 ainda não tenha sido selecionado para comemorar os 250 anos dos Estados Unidos, este primeiro rascunho reflete bem o espírito duradouro do nosso país e da democracia, mesmo diante de imensos obstáculos”.

LEI DOS EUA PROÍBE

Apesar da divulgação do Tesouro, ainda não está claro se o projeto será realmente executado. A lei federal norte-americana proíbe representações de presidentes vivos em moedas.

De acordo com a legislação que rege os designs de moedas no país, “Nenhuma moeda emitida sob esta subseção pode conter a imagem de um ex-presidente ou presidente atual vivo”, ou de qualquer ex-presidente falecido dentro de 2 anos após sua morte.

No caso de moedas comemorativas, a Lei de Redesenho de Moedas Colecionáveis ​​em Circulação de 2020 diz que “nenhum retrato de cabeça, ombros ou busto de qualquer pessoa, viva ou morta, pode ser incluído”.



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Ordem estabelece Grupo de Trabalho para analisar a criação de uma reserva nacional de ativos digitais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), assinou nesta 5ª feira (22.jan.2025) um decreto que proíbe a criação de moedas digitais pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA). A medida impede a concorrência direta com criptomoedas já existentes.

A medida estabelece um grupo de trabalho encarregado de propor novas regulações para criptomoedas e analisar a criação de uma reserva nacional de ativos digitais. O decreto ainda determina a proteção de serviços bancários para empresas do setor. Eis a íntegra do decreto em inglês (PDF – 160 kB) e em português (PDF – 66 kB).

O grupo criado será liderado por David Sacks, ex-executivo do PayPal, que atualmente trabalha no ramo de criptomoedas e inteligência artificial, nomeado por Trump. Entre os integrantes estão o secretário do Tesouro, os presidentes da SEC (Comissão de Valores Mobiliários) e da CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities), além de outros líderes de agências federais.

As atribuições incluem:

  • o desenvolvimento de um marco regulatório para ativos digitais, incluindo stablecoins (criptomoedas vinculadas ao dólar);
  • a avaliação da criação de uma reserva nacional de ativos digitais, potencialmente composta por criptomoedas apreendidas em operações legais conduzidas pelo governo.

O documento não detalhou como essa reserva seria estruturada, mas analistas ouvidos pela Reuters indicam que poderia ser gerida pelo Fundo de Estabilização de Câmbio do Tesouro dos EUA.

TRUMP E CRIPTOMOEDAS

Durante a campanha presidencial, Trump disse que seria um “presidente das criptomoedas”. 

Na noite de 6ª feira (17.jan), o republicano lançou sua própria criptomoeda, a $TRUMP, que, em menos de 24 horas, a registrou valorização de mais de 350%, alcançando US$ 30 por unidade e uma capitalização de mercado de mais de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões).

O token foi desenvolvido pela plataforma blockchain Solana, que limitou o fornecimento a 200 milhões de unidades iniciais, com planos de expandir o total para 1 bilhão ao longo dos próximos 3 anos.

A primeira-dama Melania Trump também lançou uma memecoin chamada de $MELANIA.



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