A Polícia Federal avança nas apurações sobre o rombo de R$ 40 milhões no AparecidaPrev, o instituto de previdência dos servidores de Aparecida de Goiânia, ligado a aplicações em letras financeiras do Banco Master em junho de 2024. Conforme reportagem da CNN Brasil, entre os nomes identificados pela PF figuram o ex-prefeito Vilmar Mariano e o ex-secretário da Fazenda e ex-gestor do instituto, Einstein Paniago.
Documentos e atas referidos nas investigações indicam que os R$ 40 milhões foram aplicados sem autorização do Conselho Municipal de Previdência e com apresentação de dados considerados falsos. O Banco Master, cujo presidente era o banqueiro Daniel Vorcaro, foi liquidado em novembro pelo Banco Central, fato que motivou questionamentos sobre a segurança da operação e o eventual prejuízo ao instituto.
As apurações apontam ainda que havia intenção de aportar valores adicionais — pelo menos R$ 10 milhões, segundo conversas recuperadas, e tratativas que chegaram a ultrapassar R$ 30 milhões — e que as operações teriam sido conduzidas apesar do parecer negativo do conselho, devido ao baixo rating de risco do banco.
Conforme mostrou o PORTAL NG no início de dezembro, parte das discussões sobre o caso teve curso na Câmara Municipal. Vereadores apresentaram requerimento em 4 de dezembro para ouvir o ex-secretário Einstein Paniago e o então presidente do AparecidaPrev, Robes Venâncio. A atual presidente do instituto, Márcia Tinoco, foi ouvida posteriormente e afirmou aos parlamentares que Robes Venâncio não comunicou ao Conselho Deliberativo a operação que resultou na aplicação dos recursos.
Diante da repercussão, a Câmara passou a avaliar a criação de uma Comissão Especial de Inquérito para aprofundar as apurações locais. Paralelamente, a Polícia Federal concentra investigações sobre as relações entre agentes públicos e o banco, buscando esclarecer responsabilidades na decisão pela aplicação.
Segundo apurações, a execução do investimento teria contado com a intervenção direta de Einstein Paniago, que, apesar do parecer contrário do conselho, teria se aproximado de Vorcaro e atuado para viabilizar a operação. Há também indicações de que os investimentos foram acordados com o então prefeito Vilmar Mariano, sendo efetivado seis meses antes do término do seu mandato e pouco antes de restrições partidárias à sua reeleição.
O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, garantiu recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para iniciar o restauro da Igreja e do Convento de São Francisco, em Salvador (BA). A estimativa de investimento na 1ª fase do trabalho é de aproximadamente R$ 20 milhões.
Esse valor inicial deve contemplar elaboração de projetos e execução de obras na nave central do templo e no claustro. A igreja vem passando por intervenções emergenciais desde março de 2025, previstas para serem concluídas até março deste ano.
A inclusão da igreja e do convento nos planos do Novo PAC foi oficializada pelo CGPAC (Comitê-Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento), em resolução publicada em 29 de janeiro no DOU (Diário Oficial da União). Eis a íntegra (PDF – 252 kB).
Os recursos agora reservados para essa 1ª fase do restauro integram os mais de R$ 771 milhões que o Novo PAC, por meio do Iphan, vem destinando a projetos e obras de preservação e valorização do patrimônio cultural em todo o Brasil.
“Estamos fortalecendo uma atuação integrada, baseada em critérios técnicos e planejamento, para assegurar intervenções responsáveis, seguras e alinhadas ao interesse público”, disse a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Segundo o presidente do Iphan, Leandro Grass, “a inclusão deste patrimônio tão valioso na carteira do Novo PAC é resultado da articulação do Iphan e do Ministério da Cultura e reflete a importância que o governo federal dá à nossa cultura e à nossa memória”.
O diretor do Departamento de Ações Estratégicas e Intersetoriais do Iphan, Daniel Sombra, diz que “o Novo PAC tem sido fundamental para a execução de ações estratégicas de restauração do nosso patrimônio”. Segundo ele, com a resolução do CGPAC, o Iphan “procederá aos processos técnicos de avaliação de todas as necessidades relativas à recuperação do conjunto da Igreja e do Convento de São Francisco, podendo inclusive readequar, futuramente, o valor destinado a esse bem”.
Conclusão de obras emergenciais
O anúncio dos recursos do Novo PAC chega na reta final das obras emergenciais que vêm sendo feitas na Igreja de São Francisco desde março do ano passado, depois da queda de parte do forro do teto da nave central no dia 5 de fevereiro de 2025. Inicialmente prevista para terminar em outubro, a contratação teve seu escopo ampliado pelo Iphan em razão da necessidade de maiores intervenções, que só pode ser identificada durante a realização das obras.
Durante todo esse período, o Iphan supervisionou um trabalho meticuloso que consistiu em:
- remoção dos pedaços do forro que caíram sobre a nave e sua respectiva catalogação;
- diagnóstico da situação do teto e de sua cobertura;
- escoramento de elementos instáveis e reforço da fixação dos elementos remanescentes do teto;
- higienização, tratamento e acondicionamento dos elementos artísticos integrados que se desprenderam, para posterior reinserção ao conjunto;
- revisão da cobertura, com substituição de aproximadamente 90% das telhas cerâmicas e de parte do madeiramento leve de sustentação, com posterior imunização de todas as peças.
No total, o Iphan investiu R$ 2,4 milhões nessas intervenções, que exigiram alto grau de conhecimento técnico especializado em cada etapa, principalmente por se tratar de um bem cultural de mais de 3 séculos e diversos elementos artísticos integrados que precisam ser preservados. O superintendente do Iphan na Bahia, Hermano Guanais, falou sobre a complexidade do serviço realizado na Igreja.
“As intervenções realizadas na Igreja de São Francisco exigiram altíssimo grau de especialização técnica, justamente por se tratar de um bem tricentenário, com estrutura complexa e rica integração artística”, disse.
“O que se conclui agora é uma etapa emergencial fundamental, voltada à estabilização e à segurança do monumento. A partir dela, inicia-se um processo mais amplo, que envolve estudos, diagnósticos aprofundados e projetos, condição indispensável para um restauro responsável. Preservar o patrimônio é, antes de tudo, respeitar o tempo técnico que ele exige”, declarou.
Por questões de segurança, a Igreja de São Francisco permaneceu fechada ao público durante esse período. O Iphan ainda avalia quais recomendações serão feitas à Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil – Comunidade Franciscana da Bahia, proprietária e responsável pela gestão e preservação do imóvel, depois da conclusão dessa etapa de obras emergenciais.
Com informações da Agência Gov.
Ninguém acertou as 6 dezenas do concurso 2.961 realizado neste sábado (17.jan.2026); próximo sorteio será em 20 de janeiro
Nenhum apostador acertou as 6 dezenas do concurso 2.961 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (17.jan.2026) em São Paulo. O prêmio principal acumulou e será de R$ 50 milhões no próximo sorteio, programado para 20 de janeiro.
As dezenas sorteadas pela Caixa Econômica Federal foram: 10, 13, 55, 56, 59 e 60.
Mesmo sem ganhadores na faixa principal, houve premiações para quem acertou 4 ou 5 números.
Na faixa de 5 acertos, 74 apostas receberão R$ 29.835,57 cada. Já para os 4.863 apostadores que acertaram 4 dezenas, o prêmio será de R$ 748,36 por aposta.
O valor total distribuído para a faixa de 5 acertos soma aproximadamente R$ 2.2 milhões, enquanto os ganhadores da quadra dividirão cerca de R$ 3.6 milhões.
A transmissão ao vivo é feita pelo canal do YouTube da Caixa Econômica Federal.
Para participar do próximo concurso, os interessados podem registrar suas apostas em qualquer casa lotérica do país ou utilizar os canais digitais da Caixa, como site e aplicativo.
Nas apostas on-line, o pagamento pode ser feito via Pix, cartão de crédito ou internet banking para correntistas da Caixa.
A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 6. A probabilidade de acertar as 6 dezenas com uma aposta simples é de 1 em 50.063.860. Para quem faz a aposta máxima, selecionando 20 dezenas ao custo de R$ 232.560,00, as chances aumentam para 1 em 1.292.
A Polícia Civil de Goiás está investigando supostas fraudes em licitações de obras na Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). Os contratos sob suspeita alcançam o valor aproximado de R$ 5,3 milhões. As investigações tiveram origem em informações encaminhadas pela própria estrutura da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), à qual a Goinfra está vinculada.
No âmbito da investigação criminal, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) cumpriu nesta terça-feira (13/1) mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares. A ação, denominada Operação Nexo Oculto, visou localizar documentos e provas de crimes supostamente praticados por um engenheiro que trabalhava na agência em contrato temporário. O suspeito mantinha vínculos com uma empresa de engenharia contratada pelo órgão público.
A investigação aponta que o engenheiro teria passado a empresa para o nome de um “laranja” e burlava as licitações para favorecer o próprio negócio. Um dos indícios é que ele continuou recebendo valores da empresa enquanto atuava como servidor público.
Segundo o delegado Rodrigo Carlos Godinho, três contratos celebrados entre 2023 e 2025 estão sob análise.
“Os elementos colhidos até o momento indicam possível direcionamento de certames, conflito de interesses e manutenção de vínculo não declarado entre o servidor público temporário e empresa contratada”, informou a polícia. Os contratos com a empresa teriam superado R$ 5 milhões após a entrada do servidor na autarquia.
Na operação, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, mídias de armazenamento e quantia de dinheiro em espécie. Todo o material será submetido a análise pericial para aprofundar as investigações. As diligências ocorreram em endereços ligados ao engenheiro e à empresa investigada.
A Goinfra informou que o servidor temporário foi desligado dos quadros da autarquia assim que foi descoberta sua ligação com a empresa. A autarquia também instaurou uma sindicância que evoluiu para um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso.
“A Goinfra ainda informa que comunicou formalmente os fatos à Polícia Civil e mantém colaboração com as investigações em curso, além de reforçar seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos”, afirmou a agência em nota.
Veja nota da Goinfra
“A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) informa que o ex-servidor temporário, atualmente investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás, no âmbito da Operação Nexo Oculto, foi desligado dos quadros da autarquia, que instaurou sindicância administrativa para apurar possível conflito de interesses, direcionamento e atuação como sócio oculto de uma empresa de engenharia.
A sindicância culminou na instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para a devida responsabilização do ex-servidor, processo que está em andamento.
A Goinfra comunicou formalmente os fatos à Polícia Civil, por intermédio da Gerência de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), e mantém colaboração com as investigações em curso.
A autarquia reforça seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, não tolerando qualquer prática de irregularidade, e destaca a atuação da Diretoria de Controle Interno no acompanhamento e fortalecimento dos mecanismos de controle e integridade institucional.”
A Câmara Municipal de Goiânia encerrou o ano legislativo com a aprovação de três matérias de impacto direto nas contas públicas e no bolso do contribuinte: a revogação da Taxa de Limpeza Pública (TLP), a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026 e a autorização para contratação de empréstimo de até R$ 132 milhões junto ao BNDES. As votações ocorreram na sessão desta terça-feira (30/12).
Em relação à revogação da taxa do lixo, aprovada com condicionante, o plenário aprovou, em segunda votação, o projeto do vereador Lucas Vergílio (MDB) que revoga a cobrança da TLP em Goiânia. A medida, porém, foi alterada por emenda do vereador Thialu Guiotti (Avante), que condiciona a efetiva revogação à apresentação, pelo Executivo, de estudo de impacto orçamentário e financeiro, acompanhado da indicação de medidas de compensação da perda de receita.
A emenda provocou embates em plenário. Parlamentares do PT e PL tentaram derrubar o dispositivo e chegaram a apresentar emenda supressiva, rejeitada pela maioria.
Mesmo com o condicionamento, vereadores críticos à taxa afirmam que seguirão defendendo sua extinção. Lucas Vergílio declarou que, se necessário, recorrerá ao Judiciário. Parlamentares do PT já adotaram a medida.
Marco legal exige compensação financeira para revogação da TLP
A TLP prevê cobranças anuais entre R$ 258 e R$ 1.600,08, com isenção apenas para imóveis avaliados em até R$ 173 mil. A tarifa passou a ser lançada na fatura de água neste ano.
A exigência de compensação financeira atende ao Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020) e à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determinam a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de manejo de resíduos. O projeto segue agora para análise do prefeito Sandro Mabel (União Brasil).
LOA 2026 é aprovada com remanejamento de até 23%
Também foi aprovado, em segunda votação, o projeto da Lei Orçamentária Anual (PL 614/2025) para 2026. Todas as emendas impositivas foram mantidas, porém, mais de 50 alterações ao texto original acabaram rejeitadas na Comissão Mista.
Entre os pontos aprovados estão:
- remanejamento de até 23% do orçamento (Coronel Urzêda – PL);
- R$ 3 milhões para a Secretaria Municipal de Comunicação, destinados à divulgação de programas estratégicos, inclusive em materiais esportivos (Romário Policarpo – PRD);
- reestruturação do plano de cargos dos servidores administrativos da Educação (Kátia – PT);
- reforço orçamentário à Secretaria de Esporte e Lazer (Thialu Guiotti – Avante).
A Prefeitura projeta arrecadar R$ 10,8 bilhões em 2026. As despesas previstas incluem:
- R$ 5,4 bilhões com pessoal e encargos
- R$ 187,9 milhões em juros e encargos da dívida
- R$ 3,8 bilhões em outras despesas correntes
- R$ 893 milhões em despesas de capital
- R$ 283 milhões em amortização da dívida
- R$ 204 milhões em reserva de contingência, sendo R$ 185 milhões de emendas impositivas
Os percentuais para Educação e Saúde superam os mínimos constitucionais: 26,01% e 18,41%, respectivamente.
Vereadores autorizam empréstimo de R$ 132 milhões junto ao BNDES
O plenário também aprovou projeto que autoriza a Prefeitura a contratar operação de crédito de até R$ 132 milhões com o BNDES. Segundo o Executivo, os recursos serão aplicados em modernização administrativa, digitalização de serviços, melhoria da gestão tributária e eficiência operacional.
O texto foi aprovado com votos contrários dos vereadores Kátia Maria, Fabrício Rosa e Professor Edward (PT), Coronel Urzêda e Vítor Hugo (PL) e Aava Santiago (PSDB).
Críticos à proposta afirmaram que a matéria foi incluída na pauta sem amplo debate e alertaram para o custo financeiro. Aava destacou que a quitação vai até 2045, com aproximadamente R$ 70 milhões em juros e amortizações.
As deliberações aprovadas na Câmara demonstram a relevância do debate sobre financiamento dos serviços públicos e equilíbrio fiscal. A LOA estabelece os limites para a aplicação dos recursos municipais em 2026, enquanto o empréstimo junto ao BNDES pretende modernizar a gestão e ampliar a eficiência administrativa.
A Prefeitura de Goiânia antecipou para esta terça-feira (23/12) o pagamento da folha salarial dos servidores municipais, promovendo a injeção de aproximadamente R$ 500 milhões na economia da capital às vésperas do Natal. A medida beneficia servidores da administração direta, da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Goiânia (GoiâniaPrev), garantindo que os valores estejam disponíveis antes do feriado.
A antecipação ocorre em um contexto de desafios fiscais enfrentados pelo município ao longo de 2025, marcado pelo reconhecimento de situação de calamidade. Ainda assim, a atual gestão manteve a regularidade do pagamento dos salários durante todo o ano, tratando a quitação da folha como prioridade administrativa. Com a liberação antecipada, servidores ativos e inativos receberam os valores antes do encerramento do mês, incluindo o 13º salário dos aniversariantes de dezembro.
De acordo com a prefeitura, a medida reflete uma condução baseada em planejamento financeiro, controle de despesas e equilíbrio fiscal, pilares adotados para assegurar previsibilidade aos trabalhadores e estabilidade às contas públicas. A quitação antecipada da folha também reduz riscos operacionais e reforça a confiança dos servidores na administração municipal.
O prefeito Sandro Mabel destacou o impacto econômico da iniciativa, sobretudo em um período tradicionalmente marcado pelo aquecimento do comércio e do setor de serviços. “É dinheiro na conta antes do Natal. São quase meio bilhão de reais que estamos injetando na economia da nossa cidade, fortalecendo o comércio e ajudando milhares de famílias neste momento especial. Isso é respeito aos nossos servidores e compromisso com quem trabalha por Goiânia”, afirmou.
Além do efeito direto na renda dos trabalhadores, a antecipação contribui para ampliar a circulação de recursos no mercado local, favorecendo pequenos e médios comerciantes, prestadores de serviços e cadeias produtivas ligadas ao consumo de fim de ano. Economistas apontam que esse tipo de medida tende a gerar efeito multiplicador, com impacto positivo na arrecadação e na manutenção de empregos temporários.
Ao final, o prefeito reforçou que a gestão seguirá priorizando responsabilidade fiscal e valorização do funcionalismo público. “Seguimos trabalhando com responsabilidade, cuidando da nossa cidade e de quem faz Goiânia acontecer todos os dias”, completou.
Mabel anuncia R$ 120 milhões para minimizar danos na Marginal Botafogo
Lidiane 7 de dezembro de 2025
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), anunciou um projeto de R$ 120 milhões em obras para resolver os constantes alagamentos na Marginal Botafogo, após as fortes chuvas registradas neste sábado (6/12). A proposta inclui a construção de dois piscinões de contenção e a instalação de cancelas inteligentes para bloquear o acesso em episódios de precipitação intensa.
“Estamos aqui na Marginal Botafogo e aqui inunda sempre, é uma obra muito grande que tem que ser feita e nós vamos fazer”, afirmou Mabel durante inspeção no local. O projeto emergencial será encaminhado ao Tribunal de Contas do Município (TCM) para autorização, com foco em medidas que acelerem o escoamento da água nos pontos críticos.
Dois piscinões estratégicos compõem a solução planejada: um no complexo viário que dá acesso ao Estádio Serra Dourada e outro próximo ao Parque Areião.
“Com isso, nós vamos conter essa água”, explicou o prefeito em entrevista à TV Anhanguera, ainda no sábado. As estruturas evitarão o transbordamento nas vias durante eventos climáticos extremos.
Paralelamente, cancelas já adquiridas serão instaladas em 60 dias na entrada da Marginal Botafogo e da Avenida 87, obstruindo o acesso quando houver previsão de chuva forte. Mabel citou o caso de um motorista que desrespeitou a sinalização de bloqueio no sábado e precisou ser resgatado pelos bombeiros após ficar ilhado.
O temporal registrou mais de 100 milímetros de chuva na região sul de Goiânia, com volumes acima de 50 mm em bairros como Jardim América, Morro da Serrinha, Cidade Jardim e Vila Brasília. A Defesa Civil emitiu alerta sonoro via celular e interditou a marginal, orientando a população a seguir as instruções oficiais de segurança.
Prefeitura executa ações de segurança viária
A Prefeitura de Goiânia informou neste domingo (7/12) que a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) atuou intensamente durante a chuva acima do previsto que atingiu mais de 100 milímetros na Região Sul no sábado (6/12). As ações foram coordenadas pelo Gabinete de Crise, integrado por Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e outros órgãos municipais, com atuação em diversos pontos críticos da capital.
A precipitação causou elevação repentina dos córregos Botafogo e Cascavel, exigindo fechamentos imediatos de vias e interdições preventivas. Os locais mais afetados foram a Marginal Botafogo, Complexo Jamel Cecílio, Avenida 2ª Radial, Rua 87, Marechal Rondon e Rua da Divisa, no Setor Jaó. As equipes trabalharam para garantir a segurança dos usuários e impedir acessos a áreas alagadas.
“Fizemos todo o suporte após o resgate do motorista que ficou ilhado, auxiliando na retirada dos veículos e encaminhando quem teve contato com a água para atendimento médico. Graças a Deus não tivemos vítimas fatais”, afirmou o diretor de Trânsito da SET, Luís Tiago Santos. O Corpo de Bombeiros atuou com apoio da SET em um resgate realizado no Complexo Jamel Cecílio.
Santos reforçou as recomendações para a população: “Sempre que chover forte, evite transitar pela Marginal Botafogo, Rua 87, Marechal Rondon e outros pontos com histórico de alagamento. Aguarde a chuva passar e siga as orientações de sinalização”.
As equipes permaneceram em campo até a total normalização do trânsito, liberando os trechos somente após a limpeza completa realizada pela Comurg.
A prefeita de Piracanjuba, Professora Lenízia Canêdo (PP), revelou, em entrevista exclusiva ao Bate-papo NG, o cenário crítico encontrado ao assumir o comando do município e os resultados alcançados desde então.
Segundo relatou, ainda no período de transição já havia a percepção de dificuldade financeira, porém a dimensão real do problema só foi conhecida após a posse: “Assumi Piracanjuba com R$ 49 milhões em dívidas”, afirmou a prefeita, destacando que o montante comprometia diretamente a capacidade de investimento da administração.
Diante do quadro, sua equipe implementou renegociações de débitos, reorganização administrativa e revisão de contratos. Lenízia explica que a estratégia permitiu recuperar a capacidade operacional do município:
“Tivemos que agir rápido, com planejamento e responsabilidade. Isso tem nos possibilitado entregar obras e atender demandas que estavam represadas”, destacou.
“Concluímos e entregamos a creche Lar das Crianças, obra paralisada a 15 anos, fizemos os banheiros públicos, vestiários nos campos de futebol, temos obras de UBSs em andamento”, elencou.
A prefeita também ressaltou que esse processo de recuperação financeira contou com apoio e compreensão dos vereadores: “O bom diálogo com os parlamentares tem sido muito importante. A cidade ganha quando há harmonia em prol do desenvolvimento”, pontuou.
O trabalho de reorganização orçamentária, segundo informou, coincidiu com o crescimento econômico local. Piracanjuba registrou a abertura de mais de 490 novas empresas, entre pequenos e médios empreendimentos, o que ampliou a arrecadação e fortaleceu o ambiente de negócios:
“A cidade voltou a respirar. As pessoas acreditaram de novo no potencial de Piracanjuba, e isso aparece nos números”, disse.
Na área cultural e turística, Lenízia comemorou o resgate das tradições locais, iniciativa evidente nas festividades e na decoração natalina instalada neste fim de ano, que tem atraído moradores e visitantes. Segundo a prefeita, a cidade vive “um momento de renovação da autoestima coletiva”.
Para os próximos anos, a prefeita enfatizou que a gestão trabalha com metas estruturantes definidas como prioridade absoluta. Entre elas, estão a erradicação definitiva do lixão municipal até 2026, a implantação de um Aterro Sanitário Regularizado e a reconstrução do Hospital Municipal, projeto considerado decisivo para elevar a capacidade de atendimento e modernizar a saúde pública:
“São compromissos que assumimos com a população e que vamos entregar. Estamos construindo um novo ciclo para Piracanjuba”, afirmou.
Com planejamento, reorganização fiscal e expansão econômica, a prefeita avalia que o município dá sinais consistentes de avanço. As metas apresentadas reforçam a expectativa de consolidação de políticas públicas estruturantes nos próximos anos, com impacto direto na qualidade de vida e na sustentabilidade administrativa.
Empresa dinamarquesa quer consolidar mudança na cadeia de suprimentos e reforçar o compromisso com a China
A A.P. Moller – Maersk A/S inaugurou em 20 de novembro seu maior centro de logística global em Xangai, com um investimento de US$ 141 milhões. Isto reforça o compromisso crescente do grupo dinamarquês com a China, à medida que se volta para serviços logísticos totalmente integrados.
Localizado na zona franca especial de Yangshan, dentro da Área Especial de Lingang, em Xangai, o armazém sinaliza uma importante mudança estratégica. Em vez de operar como unidades separadas, a Maersk está integrando suas operações de transporte marítimo, logística e terminais em uma oferta unificada. A empresa está, simultaneamente, modernizando instalações em Guangzhou, Chengdu e Ningbo, ampliando sua rede nacional.
O lançamento reflete como gigantes da logística global estão reestruturando suas operações para se alinharem ao papel em constante evolução da China no comércio global –passando de mera exportadora a centro complexo que gerencia fluxos multidirecionais. Essa transformação exige infraestrutura capaz de suportar cadeias de suprimentos mais ágeis e resilientes.
“A China continua sendo um dos mercados mais importantes para a Maersk e continuaremos investindo no país”, afirmou o CEO da empresa, Vincent Clerc, em entrevista à Caixin. Ele disse que a China ainda é a maior exportadora do mundo, ao mesmo tempo que emerge como um mercado consumidor crucial, tornando a instalação fundamental para a estratégia regional da empresa.
O complexo de 147 mil m² opera como um “centro de distribuição internacional omnichannel”, viabilizado por uma designação regulatória da Alfândega de Xangai que lhe permite armazenar mercadorias alfandegadas e não alfandegadas no mesmo local.
Fundamentalmente, as mercadorias podem mudar de status sem sair da zona, simplificando os processos alfandegários para importadores e exportadores.
Silvia Ding, presidente da Maersk para a Grande China –China continental, Hong Kong, Macau e Taiwan–, afirmou que a instalação foi projetada para atender à mudança no perfil do comércio chinês, que agora abrange não só exportações, mas também importações e transbordos. O modelo oferece aos clientes flexibilidade para se adaptarem às mudanças nas condições de mercado e nos canais de distribuição.
Para ilustrar o valor, Ding citou as importações de café. As compras chinesas de grãos de café verde –principalmente da América Latina e da África– têm crescido anualmente de 20% a 30%. Muitos comerciantes utilizam armazéns alfandegados para se protegerem contra as flutuações de preços.
Ao mesmo tempo, a demanda por grãos cultivados em Yunnan está aumentando globalmente. Com a nova estrutura regulatória, os comerciantes agora podem gerenciar estoques importados e nacionais em um único local, enviando-os para mercados domésticos ou internacionais conforme a necessidade.
Em 2024, a Administração Geral das Alfândegas revisou as políticas para permitir a “transferência direta interna entre zonas alfandegárias” entre mercadorias sujeitas a regime aduaneiro diferenciado e não aduaneiro.
Anteriormente, as mudanças de status exigiam que as mercadorias saíssem e retornassem na zona alfandegária, aumentando os custos e o tempo de logística. As regras atualizadas agora permitem que as empresas processem as alterações alfandegárias no local, reduzindo despesas e aumentando a eficiência. As inspeções alfandegárias também podem ser realizadas dentro de áreas designadas do armazém.
Ding acrescentou que a crescente incerteza geopolítica está fragmentando as cadeias de suprimentos globais. À medida que as redes se tornam mais interconectadas e os participantes se multiplicam, mesmo pequenas interrupções podem ter grandes repercussões.
O armazém principal da Lingang, disse ela, foi projetado para oferecer a agilidade e a resiliência necessárias para enfrentar tal turbulência.
Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 21.nov.2025. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.
O senador Vanderlan Cardoso (PSD) empenhou junto ao Ministério da Saúde, por meio de emenda parlamentar individual, a destinação de R$ 8,5 milhões para a saúde em Goiânia. O recurso será utilizado especificamente para a restruturação do Centro de Atenção Integral em Saúde (Cais) de Campinas, que será transformado em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Porte 3, de acordo com os critérios estabelecidos pelo MS.
O comunicado oficial foi feito pelo prefeito da capital, Sandro Mabel, que salientou a importância desta verba disposta pelo parlamentar goiano.
“É uma conquista muito importante para Goiânia. Esse recurso vai permitir ampliar o atendimento emergencial à população, facilitando o acesso à saúde pública de qualidade”, pontuou Mabel, ao agradecer o senador pela atuação em favor do município.
O projeto para a nova estrutura terá capacidade para realizar atendimentos de complexidade intermediária, abrangendo uma região de até 300 mil habitantes, com funcionamento 24h e atendimento de até 450 pacientes por dia.
Vanderlan pontuou que em diálogo com o prefeito, e, sobretudo, pela necessidade de ampliar o alcance dos atendimentos no Setor Campinas e Região, foram preponderantes para ele dispusesse desta emenda parlamentar individual em favor da saúde na capital.
“Sabemos que a questão da saúde em Goiânia é um problema sério, e eu acertei com o prefeito Sandro Mabel a criação de uma UPA tipo 3, a maior categoria existente, para melhorar o atendimento aos usuários do Cais de Campinas”, destacou o senador.
“Trabalho sempre atento às demandas na saúde em todo o Estado. Felizmente tenho atendido todos os municípios goianos com emendas parlamentares e sei que isso tem sido de grande valia ao povo goiano. Já fui prefeito, sou municipalista porque sei as dificuldades que muitos gestores enfrentam em suas cidades”, conclui Vanderlan Cardoso.
A destinação dos recursos e a transformação do Cais de Campinas em uma UPA Porte 3 representam um reforço estrutural estratégico para a rede de urgência e emergência de Goiânia. A medida se alinha ao esforço municipal de reorganizar os fluxos assistenciais e ampliar a capacidade de resposta em áreas de maior demanda populacional.
Com a reestruturação, o município avança na regionalização dos atendimentos e na modernização das unidades que compõem a linha de cuidado prioritária do Sistema Único de Saúde (SUS), reduzindo a pressão sobre outras portas de entrada e fortalecendo a cobertura assistencial na capital.



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