17 de março de 2026
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Fundador do “Apple Daily”, Jimmy Lai, 78 anos, foi considerado culpado por “conluio com potências estrangeiras”

A Justiça de Hong Kong proferiu nesta 2ª feira (9.fev.2026) a sentença do empresário e ativista pró-democracia Jimmy Lai, 78 anos. Ele foi considerado culpado em 2 casos de conluio com forças estrangeiras e uma acusação de publicar artigos que promoviam a separação de Hong Kong da China. Ele recebeu a condenação de 20 anos de prisão. Segundo a lei chinesa, a pena máxima para esses crimes é a prisão perpétua.

Fundador do jornal Apple Daily –que encerrou as atividades, Lai é um dos críticos mais conhecidos do Partido Comunista Chinês. Passou cerca de 5 anos preso e respondia a diversos processos relacionados à legislação de segurança adotada por Pequim depois dos protestos de 2019 em Hong Kong contra uma lei chinesa que permitia a extradição de residentes de Hong Kong para a China continental.

A sentença de Lai foi proferida por 3 juízes da Suprema Corte de Hong Kong em uma audiência que durou menos de 10 minutos. Outros 6 executivos do Apple Daily foram condenados a penas que variam de 6 a 10 anos de prisão.

Os executivos se declararam culpados, enquanto Lai se disse inocente. Lai terá 96 anos quando for libertado em 2044, caso não lhe seja concedida uma redução de 1/3 da pena por bom comportamento. O empresário enfrenta problemas de saúde, como diabetes e pressão alta.

Hong Kong, assim como Macau, tem status de maior autonomia do que outras províncias chinesas. Por essa razão, a China se diz 1 país com 2 sistemas. Hong Kong tem sua própria Suprema Corte e eleições para a escolha de seu líder.

PRESSÃO INTERNACIONAL

Países ocidentais pressionam o governo chinês pela libertação de Lai por considerarem a lei de segurança nacional posterior aos protestos de 2019 uma forma de perseguição política.

Em dezembro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), declarou que pediu ao presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), a libertação de Lai. Na ocasião, Trump não disse quando fez esse pedido a Xi, mas que um perdão deveria ser considerado em função da idade do empresário.

Também em dezembro, a secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, manifestou-se contrária à prisão de Lai, que tem cidadania britânica. Em um comunicado ao Parlamento, a ministra disse que Lai é perseguido pelos governos da China e de Hong Kong por estar “exercendo pacificamente seu direito à liberdade de expressão”.

“Esta foi uma perseguição política que condeno veementemente”, declarou a Cooper. Leia a íntegra do comunicado (PDF – 965 kB, em inglês).

Segundo o jornal de Hong Kong, South China Morning Post, cerca de 15 representantes de consulados gerais ocidentais, incluindo os dos EUA, do Reino Unido e da União Europeia, estavam presentes durante a leitura da sentença que condenou Lai a 20 anos de prisão.



Autor Poder360 ·


Presidente dos EUA cita caso Epstein e volta a criticar imprensa, adversários políticos e atletas trans em esportes femininos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), publicou na 5ª feira (25.dez.2025) uma mensagem de Natal em seu perfil do Truth Social. A mensagem misturou votos de boas festas e ataques sobre o caso Epstein, “esquerda radical”, e a mídia.

Na publicação, Trump desejou “Feliz Natal a todos”, mas incluiu ataques a pessoas que, segundo ele, mantiveram relações com o financista Jeffrey Epstein antes de se distanciarem do escândalo. O presidente afirmou que essas pessoas “adoravam Epstein”, frequentavam sua ilha e suas festas, e o abandonaram “como um cão” quando o caso veio a público.

O presidente tentou se desvincular de Epstein ao dizer que foi “o único que abandonou Epstein, e muito antes de isso se tornar moda”. Disse ainda que a eventual divulgação de nomes ligados ao caso faria parte de uma “caça às bruxas da esquerda radical” e que revelaria que os envolvidos “são todos democratas”.

Trump também voltou a atacar a imprensa, com críticas diretas ao New York Times, que classificou como “decadente”. Segundo ele, o jornal teria sido obrigado a se desculpar por sua cobertura eleitoral e teria perdido assinantes por divulgar informações “altamente imprecisas (FALSA!)”. O presidente afirmou que a mídia estaria repetindo esse comportamento e prejudicando pessoas “em sua maioria inocentes”.

“Aproveitem o que pode ser seu último Feliz Natal!”, finalizou Trump.

Na 4ª feira (24.dez), véspera de Natal, Trump também publicou uma mensagem de boas festas no Truth Social com teor semelhante. Na ocasião, desejou Feliz Natal “incluindo a escória da esquerda radical”, a quem acusou de tentar “destruir o país, mas está falhando miseravelmente”. 

Na postagem, o presidente exaltou ações de seu governo e voltou a criticar pautas defendidas por democratas. Ele afirmou que os EUA não teriam mais “fronteiras abertas”, nem a participação de “homens em esportes femininos”, além de mencionar restrições a direitos de pessoas trans e uma política de segurança mais rígida.

Trump também elencou indicadores econômicos que atribuiu à sua gestão, como mercados financeiros em níveis recordes, crescimento do PIB de 4,3% –que disse estar acima das projeções–, inflação 0 e queda nos índices de criminalidade. O republicano ainda creditou às tarifas alfandegárias o que chamou de “trilhões de dólares em crescimento e prosperidade” e afirmou que o país voltou a ser respeitado no cenário internacional.

Post de Donald Trump na rede social Truth Social


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Autor Poder360 ·


Resultado de janeiro a setembro representa alta de 9,0% ante os R$ 17,8 bilhões do mesmo período de 2024

O investimento de agências de publicidade em mídia no Brasil chegou a R$ 19,4 bilhões de janeiro a setembro de 2025. O resultado representa alta de 9,0% em relação ao mesmo período de 2024 –quando foi de R$ 17,8 bilhões. Os dados são do Cenp (Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário).

Dentre os segmentos, a internet é a preferida das agências, que desembolsaram R$ 8,1 bilhões em publicidade. A TV aberta vem em seguida, com R$ 6,1 bilhões. A TV por assinatura teve R$ 1,7 bilhão. Ao somar TV aberta com TV por assinatura, o faturamento de TV foi de R$ 7,8 bilhões.

“O resultado confirma a expansão contínua do mercado publicitário brasileiro e reforça o movimento observado ao longo dos últimos trimestres: mesmo em um cenário macroeconômico marcado por incertezas, a publicidade segue avançando de forma sólida”, disse o presidente do Cenp, Luiz Lara.

Para o levantamento, foram avaliados os dados de 329 agências de publicidade, sendo 257 matrizes e 72 filiadas.

No recorte por regiões, o Sudeste foi responsável por R$ 3,7 bilhões do faturamento total (19,2%). Foi seguido por Nordeste (R$ 950 milhões) e Sul (R$ 770 milhões).

De janeiro a setembro de 2020, a internet teve R$ 2,2 bilhões de investimento de agências de publicidade. O valor passou para R$ 8,1 bilhões no mesmo período de 2025 –alta de 273,6%. Já a TV aberta só subiu 27% nesses mesmos 5 anos. 



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