25 de janeiro de 2026
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Confronto entre congressistas da oposição e governistas começou depois da nomeação de chefe para instituto de transparência

Deputadas do PAN (Partido de Ação Nacional) e do partido Morena, da presidente Claudia Shienbaum, protagonizaram uma briga na 2ª feira (15.dez.2025) com puxões de cabelo e empurrões durante uma sessão no Congresso da Cidade do México, capital do país. O confronto começou depois do anúncio da nomeação de um único chefe para um novo instituto de transparência, decisão que teria ignorado diretrizes previamente aprovadas pelo comitê.

O episódio de violência resultou de acusações feitas pelo PAN contra o Morena, que é maioria no Congresso. De acordo com os opositores, o partido majoritário estaria impondo decisões sem diálogo e adotando métodos autoritários para aprovar reformas importantes, especialmente aquelas ligadas à responsabilização e fiscalização no México.

Assista ao vídeo da confusão (1min7s): 

 

A deputada do PAN, Claudia Perez, justificou a ação de seu partido: “Nosso objetivo era defender a democracia e garantir o equilíbrio… O que está acontecendo não tem a ver com transparência; tem a ver com responsabilizar o governo. O sistema de freios e contrapesos é essencial. É por isso que subimos ao palanque. Desde o 1º dia, resistimos a qualquer tentativa de minar a democracia”.

Em resposta às acusações, o porta-voz do Morena, Paulo Garcia, disse que “o que preocupa muito é como a oposição está sistematicamente recorrendo à violência em vez de argumentos, na ausência de capacidade de debate”.



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Medida que passou pelo Senado mexicano será imposta em 2026; maioria dos produtos terá taxas de até 35%

O Senado do México aprovou na 4ª feira (10.dez.2025) tarifas de até 50% sobre as importações da China e de vários outros países asiáticos, com o objetivo de impulsionar a indústria local, apesar da oposição de grupos empresariais.

Segundo a agência Reuters, a proposta aumentará as taxas sobre mais de 1.400 produtos diferentes –principalmente têxteis, vestuário, aço, autopeças, plásticos e calçados–, provenientes de países sem acordos comerciais com o México, incluindo China, Índia, Coreia do Sul, Tailândia e Indonésia.

Depois de passar pela Câmara dos Deputados, a medida foi aprovada pelo Senado mexicano com 76 votos a favor, 5 contra e 35 abstenções, e passará a valer em 2026. A maioria dos produtos, no entanto, terá tarifas de até 35%.

O governo da China já solicitou que a presidente mexicana Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda) desista de implementar a barreira tarifária e declarou que pode retaliar.

De acordo com a Reuters, analistas e o setor privado afirmaram que a medida visa apaziguar os Estados Unidos antes da próxima revisão do acordo comercial USMCA (Acordo Estados Unidos-México-Canadá), em julho de 2026. Disseram também que a nova regra pretende gerar US$ 3,76 bilhões em receita adicional no próximo ano, enquanto o México busca reduzir seu deficit fiscal.

“Por um lado, protege certos setores produtivos locais que estão em desvantagem em relação aos produtos chineses. Também protege empregos”, disse o senador da oposição Mario Vázquez Robles (PAN, direita). Por outro lado, “a tarifa é um imposto adicional que os cidadãos pagam quando compram um produto. E esses são recursos que vão para o Estado. Precisaríamos saber para que serão usados. Esperamos que as cadeias de produção no país sejam fortalecidas”, acrescentou.

Emmanuel Reyes, senador do partido governista Morena, defendeu a medida. “Esses ajustes impulsionarão os produtos mexicanos nas cadeias de suprimentos globais e protegerão empregos em setores-chave”, disse Reyes, que preside a Comissão de Economia do Senado. “Esta não é apenas uma ferramenta para arrecadar receita, mas sim um meio de orientar a política econômica e comercial no interesse do bem-estar geral”, afirmou.

O México havia anunciado em setembro que aumentaria suas tarifas sobre automóveis e diversos produtos da China e de outros países asiáticos. Os Estados Unidos têm pressionado os países da América Latina a limitarem seus laços econômicos com a China, com quem competem por influência na região.



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Autoridades investigam origem do fogo em transformador da loja Waldo’s em Hermosillo; outras 12 pessoas ficaram feridas

Um incêndio seguido de explosão em uma loja de departamento da rede Waldo’s matou 23 pessoas, incluindo crianças, e feriu outras 12 em Hermosillo, capital do estado de Sonora, no México. O acidente se deu no sábado (1º.nov.2025), na região central da cidade mexicana. As informações são da agência AP.

Segundo o procurador-geral de Sonora, Gustavo Salas Chávez, as investigações preliminares apontam que as mortes foram causadas pela inalação de gases tóxicos liberados durante o incêndio. Os promotores suspeitam que o fogo começou em um transformador, mas a causa ainda está sob investigação.

<blockquote class=”twitter-tweet” data-media-max-width=”560″><p lang=”es” dir=”ltr”>🔴 Explosión en Hermosillo (1 nov 2025)<br>Una tragedia sacude el centro: explosión e incendio en tienda Waldo’s (Noriega y Matamoros).<br>🕒 ~15:00 h<br>💔 22 muertos (7 menores) y +12 heridos graves.<br>Causa probable: acumulación de gas o falla eléctrica (descartan atentado).<br>Tienda… <a href=”https://t.co/PtLS51WajY”>pic.twitter.com/PtLS51WajY</a></p>&mdash; Azteca (@MORRIS80766176) <a href=”https://twitter.com/MORRIS80766176/status/1984804951210504551?ref_src=twsrc%5Etfw”>November 2, 2025</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>

(https://x.com/MORRIS80766176/status/1984804951210504551)

Das 12 pessoas feridas, 6 permaneciam hospitalizadas na manhã deste domingo (02.nov), conforme informou o Ministério Público de Sonora.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), expressou seus “mais sinceros pêsames” às famílias e entes queridos das vítimas. Ela disse que mantém contato com o governador estadual para fornecer apoio e determinou que a Secretária do Interior envie uma equipe para dar assistência às famílias das vítimas e dos feridos.

Meus mais sinceros pêsames às famílias e entes queridos daqueles que faleceram no incêndio em uma loja no centro de Hermosillo.

“Entrei em contato com o governador de Sonora, Alfonso Durazo, para oferecer todo o apoio necessário. Instruí a Secretária do Interior, Rosa Icela Rodríguez, a enviar uma equipe de apoio para auxiliar as famílias e os feridos”, disse a Claudia Sheinbaum em postagem no X.

A loja Waldo’s lamentou as mortes em postagem e afirmou que está colaborando com as autoridades nas investigações.

“Na Waldo’s, lamentamos profundamente o ocorrido em uma de nossas lojas em Hermosillo, que resultou na perda de vidas humanas e em pessoas feridas, de acordo com relatórios preliminares das autoridades.

“Expressamos nossa solidariedade às pessoas afetadas e suas famílias. Nossa equipe está trabalhando para oferecer o apoio necessário nessas circunstâncias.

“As causas do ocorrido estão sendo investigadas pelas autoridades locais, conforme acontece nesses casos. Nós colaboraremos de maneira transparente e responsável no que for necessário”, disse a loja de departamentos.



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Claudia Sheinbaum pediu que mexicanos agissem pacificamente durante atos contra deportações ordenadas por Trump

A presidente do México, Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), condenou na 2ª feira (9.jun.2025) os atos violentos ocorridos durante protestos em Los Angeles, nos Estados Unidos, contra operações de imigração. Durante declaração a jornalistas, ela pediu às autoridades norte-americanas que respeitem o estado de direito nos processos migratórios.

Os protestos se espalharam por Los Angeles durante o fim de semana em resposta às medidas de controle migratório implementadas pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano). Grupos de manifestantes, muitos com bandeiras mexicanas e cartazes contra as autoridades de imigração dos EUA, se reuniram em diversos pontos da cidade, segundo informações da Reuters.

A onda de manifestações se deu em reação à intensificação das operações de deportação ordenadas pelo governo Trump, que prometeu expulsar imigrantes em situação irregular e reforçar o controle na fronteira entre Estados Unidos e México. A administração Trump enfrenta críticas generalizadas enquanto avança com o que chama de maior esforço de deportação em massa na história dos EUA.

Segundo informações policiais, alguns incidentes incluíram queima de carros e arremesso de garrafas e projéteis de concreto por manifestantes. “Não concordamos com ações violentas como forma de protesto. Queimar carros de polícia parece mais um ato de provocação do que de resistência”, afirmou Sheinbaum.

O secretário das Relações Exteriores do México, Juan Ramón de la Fuente, informou que 42 mexicanos estão detidos em 4 centros de detenção depois das recentes operações migratórias em Los Angeles, e 4 foram deportados. Dos detidos, 2 foram removidos pelas autoridades federais e 2 deixaram o país voluntariamente. De la Fuente também afirmou que “quase 95% dos 4,9 milhões de compatriotas indocumentados vivem nos EUA há mais de cinco anos”.

As autoridades mexicanas continuarão a monitorar a situação dos cidadãos detidos. “Continuaremos nossas visitas para monitorar os mexicanos em centros de detenção em Los Angeles”, afirmou De la Fuente. Ele acrescentou que a maioria dos mexicanos detidos estava trabalhando quando foi presa. As manifestações se deram em diversos pontos de Los Angeles, cidade com grande população de origem mexicana e latino-americana.

O governo Trump estabeleceu para a ICE (Imigração e Controle Aduaneiro) uma meta diária de prender 3.000 migrantes como parte de sua política de controle migratório. Embora essas operações sejam conduzidas sob autoridades federais, os protestos eclodiram depois de relatos de que detidos estariam sendo mantidos no porão de um edifício federal, alegações que o ICE negou.

“Deve ficar claro: condenamos a violência de onde quer que venha”, declarou Sheinbaum durante sua coletiva. A presidente mexicana também fez um apelo: “Pedimos à comunidade mexicana que aja pacificamente e não caia em provocações”.

Sheinbaum enfatizou o compromisso do México com seus cidadãos no exterior, ao dizer que “o governo mexicano reitera seu compromisso inabalável com a proteção e defesa dos direitos humanos dos mexicanos que vivem no exterior, independentemente de seu status migratório”. Ela afirmou também, que o México continuará utilizando todos os canais diplomáticos e legais disponíveis para expressar seu desacordo com as práticas que criminalizam a imigração.



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Presidente Claudia Sheinbaum diz que soberania do país é inviolável e que não aceita presença militar dos EUA

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou neste sábado (3.mai.2025) que rejeitou uma proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), para o envio de tropas norte-americanas ao território mexicano com o objetivo de apoiar o combate ao narcotráfico.

Segundo Sheinbaum, a sugestão foi feita por Trump durante uma ligação telefônica recente. A presidente disse ter respondido de forma direta.“Eu disse a ele: ‘Não, presidente Trump, nosso território é inviolável, nossa soberania é inviolável, nossa soberania não está à venda’”, declarou em um evento público, ao comentar uma reportagem do jornal Wall Street Journal, que revelou detalhes de uma conversa entre os 2 presidentes.

De acordo com a presidente mexicana, o conteúdo da reportagem era “verdadeiro”, mas não exatamente conforme descrito. Ela reforçou que não aceitará a presença do Exército dos Estados Unidos no território nacional, mas afirmou estar disposta a colaborar com Washington por meio de um maior compartilhamento de informações.

Sheinbaum também disse ter cobrado ações do governo americano para conter o tráfico ilegal de armas dos EUA para o México, considerado como um dos fatores que alimentam a violência ligada ao narcotráfico. Segundo ela, Trump teria assinado uma ordem executiva na 6ª feira (2.mai) com medidas para tentar impedir o fluxo de armamentos.

Donald Trump tem aumentado o tom contra o México. O presidente norte-americano disse que o país vizinho estaria “dominado inteiramente por cartéis criminosos que assassinam, estupram, torturam e exercem controle total“, e classificou a situação como uma “grave ameaça à segurança nacional dos EUA”.

Além da pauta da segurança, os 2 países enfrentam uma tensão comercial. O México —maior parceiro comercial dos Estados Unidos e 2ª maior economia da América Latina— está entre os mais afetados pelas tarifas de importação anunciadas por Trump.



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Governo mexicano afirma que os equipamentos norte-americanos são traficados pela fronteira e vão parar nãos mãos dos cartéis

A Suprema Corte dos Estados Unidos analisará uma ação movida pelo governo mexicano em que processa fabricantes de armas norte-americanos por supostamente facilitar o acesso aos equipamentos a cartéis de drogas. A informação é da NBC News.

Os juízes ouvirão os argumentos sobre o pedido das empresas de armas para rejeitar o processo.

O caso foi iniciado em 2021, quando o governo mexicano processou a Smith & Wesson, a Colt e outras 5 empresas pela venda deliberada de armas que acabam parando nas mãos de traficantes. O governo pede indenização de US$ 10 bilhões por danos.

O caso volta a ser analisado no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou o aumento de 25% na taxa sobre os produtos vendidos pelo país ao México.

Segundo os documentos dos advogados do governo mexicano, as armas americanas são traficadas para o país vizinho pela fronteira e vão parar nas mãos de integrantes de cartéis.

Em contrapartida, as empresas argumentam que estão protegidas pela Lei de Proteção ao Comércio Legal de Armas, que restringe ações judiciais contra fabricantes de armas. A defesa diz que a legislação se aplica a este caso e que a ação do governo mexicano deve ser rejeitada.



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O texto teve 86 votos a favor e 41 contra; propõe eleição de juízes, redução do número de magistrados e mandato mais curto

O Senado do México aprovou na madrugada desta 4ª feira (11.set.2024) a proposta de reforma do sistema judicial no país, apresentada pelo presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador (Morena, esquerda). O texto recebeu 86 votos a favor e 41 contra. Havia sido aprovado na Câmara em 4 de setembro. Agora, segue para análise e eventual aprovação das legislaturas estaduais.

A votação na Casa Alta foi marcada pela invasão de centenas de manifestantes na sede do órgão legislativo na Cidade do México, capital do país. “Senhor senador, detenha o ditador”, gritaram os manifestantes.

O grupo, formado por funcionários do judiciário em greve e estudantes universitários, ficou dentro do prédio do Senado e nos arredores. Houve relatos de episódios de violência e repressão policial nas redes sociais.

Veja imagens: 

A reforma representa uma vitória de López Obrador e um dos últimos atos relevantes do presidente mexicano antes de ele deixar o cargo em 1º de outubro, quando terminará seu mandato de 6 anos. Ele será substituído por sua aliada Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), eleita nas eleições de 2 de junho.

JUDICIÁRIO DO MÉXICO

A reforma do Judiciário do México propõe que os juízes, incluindo os da Suprema Corte, se candidatem a eleições decididas pelo voto popular. O texto também reduz o número de juízes da Corte de 11 para 9 e o tempo de mandato de 15 para 12 anos.

A proposta levou a discussões e protestos por parte dos trabalhadores do Judiciário, em especial dos juízes da Suprema Corte do país, que entraram em greve.

Opositores e críticos afirmam que a eleição de juízes deixará as decisões do tribunal mais suscetíveis à vontade de indivíduos com muita influência nas votações. Também temem que as mudanças ameacem o estado de direito e prejudique a economia mexicana ao afastar investimentos estrangeiros, principalmente os EUA.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados do México aprovou a reforma por 357 a 130 votos. A sessão também contou com protesto de funcionários do Judiciário, que bloquearam a entrada do local. A votação atrasou 6 horas para começar. Foi realizada em um ginásio esportivo e durou mais de 12 horas.

Segundo do Senado mexicano, o processo de renovação do judiciário deve ser concluído até 2027.



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