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Deputado usa objeto para debochar de socióloga que afirmou que criminosos com fuzis podem ser “rendidos até com uma pedra na cabeça”

O líder do PL, Sóstenes Cavalcanti, levou uma pedra ao plenário da Câmara nesta 4ª feira (5.nov.2025) em reação à fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as operações policiais realizadas nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro, que deixou 121 mortos. 

A crítica de Sóstenes Cavalcanti faz referência a uma fala da socióloga Jacqueline Muniz, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), que sugeriu, de forma teórica, que criminosos com fuzis podem ser “rendidos até com uma pedra na cabeça”. O vídeo viralizou nas redes sociais e foi alvo de críticas e piadas entre os apoiadores da direita. 

Assista à trecho da fala da socióloga (16s):

Assista a trecho do discurso de Sóstenes (1min8s):

“Eu trouxe a nova arma que ela sugeriu para os agentes de segurança, para você ver o nível da petezada e da esquerdada, o que é que eles defendem para a segurança pública. A arma de vocês agora é uma pedra! Vocês vão enfrentar bandido no Brasil com isso? É muita cara de pau achar que você vai enfrentar um bandido com fuzil usando uma pedra. Daqui a pouco vão dizer que vocês têm que usar flores contra essas pessoas”, disse, durante a votação da urgência da PDL (projeto de decreto legislativo) que pretende derrubar uma resolução que permitia a interrupção da gravidez em menores de 14 anos. 

A oposição tem apoiado as ações conduzidas pelo governo do Rio de Janeiro em 28 de outubro, considerando a operação necessária para combater o crime organizado. O tema também repercutiu amplamente na opinião pública e reacendeu o debate sobre segurança pública e o uso da força policial.

Em entrevista à veículos de mídia estrangeiros na 3ª feira (4.nov.2025), o petista chamou a ação de “desastrosa” e de “matança”.

“O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, foi considerada um sucesso, mas do ponto de vista da ação do Estado, acho que foi desastrosa”, declarou o presidente a veículos como as agências de notícias Reuters e AFP.

Lula declarou que o governo deve enviar legistas da PF (Polícia Federal) para participar das investigações sobre as circunstâncias das mortes. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em 30 de outubro. 

“Estamos tentando ver se os legistas da PF participam da investigação do processo. Vamos ver se a gente consegue fazer essa investigação, porque a decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança e houve a matança. Acho bom especificar em que condições se deu”, disse. 

CPI do Crime Organizado 

De acordo com o presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), o requerimento para a convocação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi aprovado.

O colegiado vai investigar o avanço de facções criminosas, o envolvimento de agentes públicos e as falhas nas políticas de segurança. O tema ganhou ainda mais relevância depois da megaoperação que deixou 121 mortos no Rio. 

Segundo Contarato, o objetivo da CPI é “jogar luz sobre a segurança pública, ver quem tem responsabilidade e o que é necessário fazer para reduzir a criminalidade”. Ele afirmou que o país segue “alarmado –com razão– diante de operações que vitimaram dezenas de pessoas” sem que haja respostas efetivas. 

 



Autor Poder360 ·


Levantamentos de Paraná Pesquisas, AtlasIntel e Datafolha mostram que de 56% a 69% da população carioca aprovaram operação

A megaoperação da polícia do Rio contra integrantes da facção Comando Vermelho na 3ª feira (28.out.2025) foi aprovada pela maioria da população carioca. É o que mostram 3 pesquisas de empresas diferentes: Paraná Pesquisas, AtlasIntel e Datafolha.

Os levantamentos indicam que a apoio à operação varia de 56% a 69% entre os moradores da cidade do Rio. Os que não aprovam a ação policial somam de 25% a 39%. As empresas, contudo, fizeram perguntas diferentes aos entrevistados. Paraná Pesquisas e AtlasIntel perguntaram aos cariocas se eles aprovam a operação. O Datafolha questionou se ela foi um “sucesso”.

Eis os resultados das 3 pesquisas:

METODOLOGIAS

A Paraná Pesquisas entrevistou 800 moradores do município do Rio de Janeiro na 5ª feira (30.out). A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais e o grau de confiança é de 95%.

O levantamento da AtlasIntel entrevistou 1.098 pessoas de forma on-line por meio do Atlas RDR (recrutamento digital aleatório) de 29 a 30 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Leia a íntegra (PDF – 7 MB).

Já a pesquisa Datafolha ouviu por telefone 626 moradores da capital e da região metropolitana do Rio na 5ª feira (30.out) e na 6ª feira (31.out). A margem de erro é de 4 pontos percentuais.

OPERAÇÃO CONTRA O CV

Eis um balanço da operação Contenção, de acordo com dados da Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro:

  • 113 presos, sendo 33 de outros Estados;
  • 10 adolescentes presos;
  • 180 mandados de busca e apreensão;
  • cerca de 100 mandados de prisão cumpridos;
  • 54 presos com anotações criminais anteriores;
  • 117 mortos (chamou de “narcoterroristas neutralizados”);
  • 99 identificados até o momento;
  • 42 tinham mandados de prisão pendentes;
  • 78 com histórico de crimes graves, como homicídio, tráfico e roubo.

Em relação aos 113 presos durante a operação, cerca de 40% não são do Rio de Janeiro. A Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que há suspeitos de 8 Estados fora do Rio, incluindo Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Paraíba, Goiás, Mato Grosso e Espírito Santo.

O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, detalhou, nesta 6ª feira (31.out), citando os apelidos, que entre os mortos na operação estavam chefes do tráfico de diferentes Estados:

  • PP, chefe do tráfico no Pará;
  • Oruan, também do Pará;
  • Chico Rato, líder do tráfico em Manaus (AM);
  • Gringo, também atuante em Manaus (AM);
  • DG, chefe do tráfico na Bahia;
  • FB, também ligado ao tráfico na Bahia;
  • Russo, apontado como chefe do tráfico em Vitória (ES).
  • Mazola, chefe do tráfico em Feira de Santana (BA);
  • Fernando Henrique dos Santos, líder em Goiás;
  • Rodinha, chefe do tráfico em Itaberaí (GO).

Entre os 117 que morreram, 39 são de outros Estados:

  • 13 do Pará;
  • 7 do Amazonas;
  • 6 da Bahia;
  • 4 do Ceará;
  • 4 de Goiás;
  • 3 do Espírito Santo;
  • 1 de Mato Grosso;
  • 1 da Paraíba.

Leia mais: 



Autor Poder360 ·


Uma megaoperação da Polícia Federal contra uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas cumpriu, nesta quinta-feira (25/9), mais de 100 mandados judiciais em Goiás, Distrito Federal e outros oito estados. A Operação Corrosão, realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (Ficco/GO), também determinou o bloqueio de R$ 21 milhões em bens e contas bancárias dos investigados.

Informações preliminares indicam que cerca de 50 pessoas foram presas durante a ação, que contou com o apoio de mais de 400 policiais da Polícia Federal, Civil, Militar e Polícia Penal do Estado de Goiás. O objetivo da operação é combater o tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros crimes correlatos.

A Justiça expediu, ao todo, 64 mandados de busca e apreensão, 39 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de prisão temporária contra os envolvidos. Em Goiás, os mandados foram cumpridos em múltiplos municípios, incluindo Goiânia, Aparecida de Goiânia, Rio Verde, Senador Canedo, Itumbiara, Ceres, Silvânia, Planaltina, Goianira, Nerópolis, Buriti Alegre e Hidrolândia.

Segundo o delegado responsável pela operação e chefe da Ficco/GO, Bruno Zane, entre os bens bloqueados está uma casa avaliada em R$ 150 mil, além de armas e drogas apreendidas durante as ações.

A investigação permitiu identificar novos integrantes de uma suposta organização criminosa com estrutura complexa e funções claramente definidas.

“De acordo com a polícia, foi relevada uma estrutura complexa com funções claramente definidas dentro da organização, desde a liderança central até distribuidores, fornecedores e intermediários financeiros”, afirmaram os investigadores.

Além de Goiás, a operação ocorreu nos estaos de São Paulo, Paraná, Pará, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais e no Distrito Federal.

Os nomes dos investigados não foram divulgados pela polícia.

Autor Manoel Messias Rodrigues