Levantamento da RealTime BigData mostra que petista tem 59% das intenções de voto nos 2 cenários testados; Flávio Bolsonaro tem de 22% a 23%
Levantamento da RealTime BigData divulgado nesta 2ª feira (30.mar.2026) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em simulações de 1º turno para a eleição presidencial no Ceará.
A Real Time Big Data testou 2 cenários diferentes de disputa eleitoral. Em ambos, o petista marca 59% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registrou 23% no 1º cenário e 22% no 2º.

A pesquisa incluiu o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que foi anunciado oficialmente como pré-candidato à Presidência pelo PSD nesta 2ª feira (30.mar). O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), aparece na pesquisa, pois era cotado para concorrer pelo partido. Contudo, depois do anúncio do PSD desta 2ª feira, não deve concorrer.
A Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores cearenses de 27 a 28 de marços de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06276/2026. Segundo a empresa, o estudo custou R$ 64.000 e foi pago com recursos próprios.
REJEIÇÃO
O estudo também perguntou aos entrevistados em quem eles não votariam. Flávio Bolsonaro lidera o ranking, com 58% de rejeição. O atual presidente aparece na sequência, com 37%.

APROVAÇÃO DE LULA
O trabalho do presidente Lula é aprovado por 64% dos eleitores cearenses e desaprovado por 34%.

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Segundo a Paraná Pesquisas, no 1º turno, Lula fica numericamente à frente: 41,3% X 37,8%; no 2º turno, Flávio tem 45,2% e Lula, 44,1%
Levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas nesta 2ª feira (30.mar.2026) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficam empatados em cenários de 1º turno e 2º turno na disputa pelo Planalto.
Para o 1º turno, o petista obteve 41,3% das intenções de voto e Flávio 37,8%. Considerando a margem de erro (2,2 pontos percentuais), trata-se de um empate técnico. Em seguida, aparece o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,6%.
2º TURNO
A pesquisa também testou um eventual embate entre o atual chefe do Executivo e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os dados reforçam a consolidação e o crescimento de Flávio como principal nome da direita. O senador tem 45,2% das intenções de voto contra 44,1% de Lula.
Esta é a 2ª vez que Flávio aparece numericamente à frente do presidente. Em fevereiro, Flávio aparece com 44,4% e Lula com 43,8%. Permanece um empate técnico. Porém, em 1 mês houve uma oscilação desfavorável para o incumbente na diferença de pontos percentuais entre o petista e o filho de Jair Bolsonaro: passou de 0,6 para 1,1.

A Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores em 158 municípios do Brasil de 25 e 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o intervalo de confiança, de 95%. O estudo está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº BR-00873/2026. Segundo a empresa, custou R$ 50.000 e foi pago com recursos próprios.
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Durante sua filiação ao PSB, ministra critica prefeito de São Paulo e defende que ofensa não é “forma de se fazer política”
No ato de sua filiação ao PSB nesta 6ª feira (27.mar.2026), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, rebateu o prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que a chamou de “marionete de Lula”. Na resposta, Tebet disse que Nunes foi “absolutamente deselegante com as mulheres brasileiras”, mas também ressaltou “ter carinho” por ele.
“É uma ofensa, eu acredito que de forma absolutamente deselegante, né, Ricardo Nunes. Você foi absolutamente deselegante com as mulheres brasileiras e você sabe do carinho que tenho por você. Eu paro por aqui em relação a isso. Não é forma de se fazer política. É uma forma agressiva de dar exemplo i para as mulheres”, disse Simone, no Hall Monumental da Assembleia Legislativa de São Paulo. Ela disse que está para nascer o homem que vai manipulá-la.
Ricardo Nunes (MDB) chamou a ministra de “marionete de Lula” em uma entrevista ao UOL em 21 de março de 2026. Depois de responder ao prefeito, ela afirmou ter “o maior respeito” pelo presidente e pelo seu vice, Geraldo Alckmin. Segundo Tebet, ela atende a um pedido de ambos ao concorrer ao Senado por São Paulo.
Tebet vai disputar uma vaga como senadora em 2026 ao lado da chapa governista. A outra vaga segue em aberto. Nomes cogitados são da ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e do seu colega de partido, o ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB), que esteve presente no evento. Na 2ª feira (23.mar), Alckmin deixou em aberto a possibilidade de concorrer.
A ministra deixa o MDB depois de 29 anos, seu único partido durante toda a trajetória política.
Tebet é natural de Mato Grosso do Sul. No Estado, foi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas, secretária de governo, vice-governadora e senadora.
O petista quer soluções para “facilitar” o pagamento do que se deve; “estamos tentando encontrar uma saída”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ter pedido ao novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que “tente resolver o problema” da dívida dos brasileiros. A declaração foi feita nesta 5ª feira (26.mar.2026), durante visita à fábrica da Caoa, em Anápolis (GO).
“Queremos ver como a gente faz para facilitar o pagamento daquilo que vocês devem. Como a gente pode começar a colocar na televisão uma política de ensinamento, de administrar o nosso salário”, declarou.
No discurso, o presidente afirmou saber que o pedido é uma tarefa “difícil”, mas disse que “Dario estudou muito” e apresentará uma solução. Declarou que o governo precisa entender por que o salário não é suficiente para pagar as dívidas dos brasileiros.
“A economia está bem, mas temos uma sociedade um pouco endividada. Quando a gente tem uma dívida porque comprou um patrimônio novo, como uma casa, é uma dívida boa”, disse.
No fim de 2025, o percentual de famílias endividadas recuou 0,3 ponto percentual: passou de 79,2% em novembro de 2025 para 78,9% em dezembro do mesmo ano, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A taxa de dezembro foi a menor desde julho daquele ano.
Na comparação com dezembro de 2024, houve alta de 2,2 pontos percentuais. Naquele mês, o indicador estava em 76,7%. O patamar de dezembro de 2025 foi o maior para o mês desde o início da série histórica.
Já a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) informaram que 73,3 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado em janeiro de 2026. O número representa 43,9% da população adulta do país. Segundo o levantamento, trata-se do pior janeiro da série histórica em termos de inadimplência.
Participam da cerimônia o presidente da Câmara e ministros; governo prevê questionamentos no STF a trechos do texto aprovado pelo Congresso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sanciona nesta 3ª feira (24.mar.2026), no Palácio do Planalto, o PL Antifacção (PL 5.582 de 2025), que institui o marco legal de combate ao crime organizado no Brasil. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), participa da cerimônia.
A sanção ocorre depois da aprovação do texto no Congresso e em meio à avaliação de que trechos da proposta poderão ser questionados no STF (Supremo Tribunal Federal) por suposta inconstitucionalidade.
Assista ao vivo:
O Planalto avalia que o projeto foi modificado ao longo da tramitação legislativa, sob influência do relator Guilherme Derrite (PP-SP), o que reduziu a margem do governo para moldar o conteúdo final da proposta. Diante disso, a estratégia passou a ser a de sancionar o texto e contar com eventual revisão judicial de pontos considerados problemáticos.
O PL Antifacção reúne medidas voltadas ao enfrentamento de facções criminosas e ao combate ao crime organizado. A expectativa do governo é apresentar uma resposta institucional ao avanço dessas organizações, ao mesmo tempo em que preserva a possibilidade de contestação de trechos controversos no Supremo.
Semana também conta com a promulgação do Decreto Legislativo que aprova o acordo Mercosul-UE e ministros no Congresso
O jornal digital Poder360 traz nesta 2ª feira (16.mar.2026) uma seleção dos assuntos que devem ser destaque na agenda do poder e da política nesta semana, que vai até 20 de março.
A semana terá compromissos relevantes para o Executivo e para o Congresso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrará com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão, centro), nesta 2ª feira (16.mar). No mesmo dia, o Banco Central divulga a prévia do PIB.
Na reunião de Lula e Paz, os presidentes devem discutir cooperação nas áreas de energia, combate a ilícitos transnacionais, comércio e investimentos.
Na 3ª feira (17.mar), o Congresso promulgará o decreto legislativo que aprova o acordo Mercosul-UE. Enquanto isso, o presidente Lula assinará os decretos do ECA Digital, que atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente virtual.
Ainda na 3ª feira (17.mar), o ex-ministro do 1º governo Lula José Dirceu irá realizar uma festa em Brasília para comemorar os seus 80 anos.
Já no dia seguinte, 4ª feira (18.mar), os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) e Jader Filho (Cidades) vão ao Congresso. Mauro Vieira fala sobre o posicionamento do Brasil em relação ao conflito no Oriente Médio e sobre a existência de bases militares da China em território brasileiro. Luiz Marinho e Jader Filho falam sobre planos e metas dos seus respectivos ministérios.
Também será uma “super 4ª”. Na ocasião, as taxas básicas de juros do Brasil e dos EUA serão anunciadas. Em relação ao Brasil, há dúvida se haverá um corte de 0,25 ponto percentual ou 0,50. Há consenso quanto ao corte.
Na 5ª feira (19.mar), o MBL lançará oficialmente o partido Missão. Durante o evento, será celebrada a filiação de Kim Kataguiri (Missão-SP). No mesmo dia, o Banco Central Europeu anuncia se altera a taxa de juros.
Por fim, na 6ª feira (20.mar), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), deixa o cargo para disputar o governo do Estado. O vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assume a prefeitura. Ainda na 6ª feira, a Justiça da Itália realizará uma audiência para analisar a extradição de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes.
Leia a agenda da semana:
Pesquisa Genial/Quaest perguntou quem foi mais afetado negativamente pelo caso do Banco Master
Levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta 5ª feira (12.mar.2026) mostra que 40% dos entrevistados avaliam que o Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Banco Central e o Congresso são prejudicados pelo caso do Banco Master. Leia a íntegra da pesquisa (PDF – 5 MB).
A Genial/Quaest perguntou o seguinte: “Pelo que você ouviu ou ficou sabendo, quem tem a imagem mais afetada negativamente pelo escândalo do Banco Master?”.
Eis como os entrevistados responderam:
- STF/Judiciário – 13%;
- governo Bolsonaro – 11%;
- governo Lula – 10%;
- Banco Central – 5%;
- Congresso Nacional – 3%;
- todos eles – 40%;
- nenhum deles – 1%;
- não sabe/não respondeu – 17%.
A pesquisa foi realizada pela Genial/Quaest de 6 a 9 de março de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-05809/2026. Segundo a empresa, o estudo custou 465.820,00 e foi pago pelo Banco Genial.
CASO BANCO MASTER
- LIQUIDAÇÃO PELO BANCO CENTRAL
As atenções se voltaram ao Banco Master depois que o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial da instituição em 18 de novembro por suspeitas de fraude. O rombo deixado pelo Master ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) foi calculado em cerca de R$ 50 bilhões, a maior quebra da história do setor.
No mesmo dia, a operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), prendeu o fundador do banco, Daniel Vorcaro, que foi solto dias depois.
- RELATORIA DE DIAS TOFFOLI
O caso foi para o STF (Supremo Tribunal Federal) e, a princípio, a relatoria ficou a cargo de Dias Toffoli. O ministro, no entanto, foi enredado em uma série de controvérsias ligadas ao Master, divulgadas pela imprensa. Entre elas está a viagem em um jatinho privado com um advogado do banco para assistir a um jogo de futebol em Lima, no Peru, e a participação de uma pessoa ligada a Vorcaro no hotel Resort Tayaya, do qual Toffoli é um dos sócios.
A crise ganhou uma nova camada quando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, um relatório de 200 páginas que deveria servir para embasar pedido de suspeição de Dias Toffoli como relator.
O Supremo tentou contornar a crise publicando nota em apoio a Toffoli, mas indicando outro relator para o caso. O nome sorteado foi o do ministro André Mendonça.
- ANDRÉ MENDONÇA E A TURMA
À frente do caso, Mendonça autorizou uma nova prisão de Vorcaro. Na decisão do ministro, foram divulgadas mensagens do telefone do fundador do Master, interceptadas pela PF, que indicariam que ele comandava um grupo, chamado informalmente de Turma, cujo papel era monitorar e intimidar adversários.
Segundo a investigação, o banqueiro teria pedido que fosse forjado um “assalto” contra o jornalista Lauro Jardim: “Quero dar um pau nele”.
A PF também apontou que a Turma de Vorcaro obteve de maneira indevida informações sigilosas nos sistemas do MPF (Ministério Público Federal) e da própria PF. Além de Vorcaro, foram presos preventivamente Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, o policial federal Marilson Roseno da Silva e Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, apelidado de sicário (sinônimo de matador de aluguel) e um dos integrantes da Turma.
Mourão morreu nas dependências da Superintendência da PF em Minas Gerais logo após ser preso. Segundo a PF, a morte cerebral decorreu de suicídio.
Além das mensagens de Vorcaro contidas na decisão de Mendonça, houve vazamento de outras conversas do banqueiro, as quais o Poder360 teve acesso. Nelas, ele demonstrava proximidade com autoridades da República.
Foram citados o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a quem o banqueiro chegou a se referir como um dos “grandes amigos de vida” e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também são mencionados encontros com o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Além disso, o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, prestou 22 meses de serviços ao Banco Master, pelos quais recebeu mais de R$ 80 milhões. O montante recebido é considerado muito acima do praticado no mercado. Leia mais detalhes nesta reportagem do Poder360.
Em nota divulgada em 9 de março, ela declarou que seu escritório prestou serviços ao banco de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso pela 1ª vez na operação Compliance Zero.
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“É inaceitável que homens continuem achando que são donos das mulheres”, afirmou o presidente em entrevista nesta 6ª feira (6.mar)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o combate à violência contra mulheres precisa estar no centro do debate público e cobrou maior responsabilidade dos homens para enfrentar o problema.
“É inaceitável que homens continuem achando que são donos das mulheres, que podem agredi-las ou fazer o que bem entendem com elas. Todos – especialmente nós, homens– temos que fazer nossa parte para que essa cultura desapareça de nosso país e se torne coisa do passado”, declarou em entrevista ao jornal O Dia nesta 6ª feira (6.mar.2026).
A declaração foi dada ao comentar ações do governo federal para enfrentar o feminicídio. Lula disse que a violência de gênero é um tema que “tem mexido muito” com ele e que exige mudança cultural no país.
O presidente citou a criação do Pacto Brasil para Enfrentamento do Feminicídio, iniciativa que reúne os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para acelerar a concessão de medidas protetivas, responsabilizar agressores e ampliar a rede de acolhimento às vítimas.
O pacto foi assinado por Lula, pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em 4 de fevereiro deste ano.
Entre as medidas anunciadas, Lula destacou a implantação do “Alerta Mulher Segura”, sistema que aprimora o monitoramento eletrônico de agressores que usam tornozeleira e permite o acompanhamento dos casos em tempo real.
O governo também prevê ampliar a rede de atendimento com novas unidades da Casa da Mulher Brasileira, além da abertura de centros de referência e do reforço de delegacias especializadas para funcionamento 24 horas.
Segundo o presidente, as medidas visam a garantir uma resposta mais rápida do Estado. “Com tudo isso, vamos dar a atenção e a prioridade que as mulheres precisam quando sofrem ameaças, sem perder tempo e deixar o pior acontecer”, afirmou.
Texto regulamenta investigação e aplicação de medidas protetivas à indústria nacional em acordos com preferência tarifária
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta 4ª feira (4.mar.2026) o Decreto nº 12.866, que regulamenta a investigação e a aplicação de medidas de salvaguardas bilaterais em acordos de livre comércio. A norma estabelece regras para proteger a indústria doméstica contra surtos de importações com tarifas reduzidas. Eis a íntegra (PDF – 364 kb).
A medida foi editada antes da votação no Senado sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia. Entre os instrumentos disponíveis estão a suspensão do cronograma de desgravação tarifária, a redução de preferências, o estabelecimento de cotas e restrições quantitativas.
O decreto define competências da Camex (Câmara de Comércio Exterior) e do Departamento de Defesa Comercial do Ministério do Desenvolvimento para aplicar ou suspender salvaguardas –provisórias ou definitivas.
Para abrir um processo, a indústria doméstica precisa comprovar que o aumento de importações com tarifas reduzidas causou ou ameaça causar prejuízo grave ao setor. A análise considera os últimos 36 meses de dados.
As salvaguardas só poderão ser acionadas após investigação formal, conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial. A Camex terá a palavra final sobre aplicar, modular ou rejeitar as medidas recomendadas.
Se confirmado o dano, a Camex pode suspender o cronograma de desgravação tarifária, reduzir preferências, estabelecer cotas ou impor restrições quantitativas.
A publicação veio dias após a Câmara dos Deputados aprovar, em 25 de fevereiro, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. O texto aguarda votação no Senado.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora do acordo no Senado, criticou os gatilhos das salvaguardas previstas no tratado com a UE. Ela afirma que os limites são baixos demais e podem prejudicar exportações do agronegócio, especialmente de carne bovina.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) havia anunciado o envio da proposta à Casa Civil em 27 de fevereiro. Ele citou preocupações de setores industriais com possíveis surtos de importações após a abertura comercial.
Ex-presidente da Câmara afirma que governo não consegue ampliar aprovação e cobra maior capilaridade da Secom
A comunicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é ineficaz. A avaliação é do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT). De acordo com ele, a troca no comando da Secom (Secretaria de Comunicação), com a saída do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e a entrada do marqueteiro Sidônio Palmeira, melhorou o desempenho da área, mas ainda não foi suficiente para reverter a rejeição nem ampliar a aprovação do governo.
“A comunicação melhorou depois que o companheiro Sidônio entrou. Isso é evidente. Mas a eficácia ainda é limitada. A aprovação não conseguiu ficar maior que a desaprovação. Continua no empate, e isso é um problema”, disse em entrevista ao Poder360.
Assista à íntegra (27m39s):
As críticas de João Paulo se dão em meio a um momento delicado para o governo. Na semana passada, ao menos 2 pesquisas indicaram Lula numericamente atrás de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual 2º turno, embora dentro da margem de erro.
Para ele, a equipe de comunicação não consegue apresentar com eficiência os programas sociais e as ações do governo à população de menor renda, que seria a principal beneficiária dessas políticas.
“A minha impressão é que a comunicação não chega na ponta. Não é capilar, não é nacional. A gente não consegue falar com as pessoas que são beneficiadas pelos programas. O presidente insiste que talvez seja o melhor mandato dele, pela quantidade de coisas que está fazendo. Mas não muda. A rotação fica ali, na mesma”, afirmou
João Paulo Cunha tem 67 anos e exerceu 5 mandatos como deputado federal. Foi o primeiro petista a presidir a Câmara dos Deputados, em 2003, no início do 1º governo Lula. É um dos políticos mais próximos do presidente desde o fim dos anos 1970, quando ambos atuavam no movimento sindical dos metalúrgicos.
Permaneceu no mandato até 2014. Condenado no processo do Mensalão, chegou a ser preso. Posteriormente, as condenações foram anuladas. Ele afirma que, apesar do impacto pessoal e familiar do episódio, aproveitou o período para estudar Direito. Concluiu graduação, pós-graduação e mestrado na área.
Em 2026, pretende voltar à Câmara. Diz que a decisão foi pessoal, mas também tomada a pedido de Lula. Sobre o Judiciário, afirma não concordar com as críticas generalizadas feitas pela oposição, embora avalie que há casos de excessos e de extrapolação de competências entre os Poderes.
“É o momento da gente tomar um certo cuidado. O Legislativo pega atribuições do Executivo. O Judiciário pega do Legislativo e do Executivo. E o Executivo quer legislar. Precisa de um novo arranjo, um novo pacto republicano”, diz.
Leia trechos da entrevista:
Poder360: Pesquisa Atlas/Intel divulgada na 4ª feira (25.fev.2026) mostrou um cenário difícil para o presidente Lula. Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas aparecem numericamente à frente no 2º turno, ainda que dentro da margem de erro. Por que Lula enfrenta dificuldades neste momento?
João Paulo Cunha: “Essa pesquisa reflete o momento que estamos atravessando, de polarização, que vem desde a eleição de 2022. E que é um pedaço do mundo, com posições mais extremadas. Mas ela não me assusta muito. O que me preocupa é a série histórica, que vem mostrando uma realidade calcificada. O empate é aprovação e desaprovação, avaliação do governo e da própria pessoa do presidente Lula, que está muito estabilizada na metade da população. É isso o que mais me preocupa. Não há uma razão, são várias. Tem o problema de comunicação, que persiste mesmo com a mudança do ministro. É evidente que depois que o companheiro Sidônio entrou, a comunicação melhorou. Mas a eficácia ainda é limitada porque não conseguiu fazer a aprovação ficar maior que a desaprovação. Ainda estamos no empate, é um problema. A minha impressão é que ela não chega na ponta, não é capilar, não é nacional. A gente não consegue falar com as pessoas que são beneficiadas com programas que o presidente Lula tem feito. O presidente tem insistido numa tese, que eu concordo, que esse talvez seja o melhor mandato dele. A quantidade de coisas que ele está fazendo, a quantidade de programas, o investimento em áreas sociais e infraestrutura é impressionante. Mas não muda [a aprovação]. A rotação fica ali, na mesma. Fica empatado. É grave. Mas vejo outro problema. O PT e a esquerda brasileira têm deixado a desejar do ponto de vista de mobilização e organização. Vemos várias bandeiras que, ao invés de serem apresentadas aos trabalhadores e ao povo, nossas lideranças têm ido bater à porta do STF, do MP. A judicialização tem sido uma ferramenta muito frequente.”
Poder360: Há cansaço de material? Lula é hoje o político há mais tempo em atuação no país.
“Não acho. Lula é um animal político capaz de se reciclar com rapidez e com bandeiras sensacionais que interessam muito à população. Lula fez deste governo uma alavanca para o próximo mandato. Por isso, acho que a grande vitória do presidente vai ser chegar em outubro e mostrar para a população o que ele tem semeado. E que é preciso de mais 1 mandato. Ao invés de apresentar cansaço, eu acho que ele vai apresentar esperança. O próximo mandato precisa ser assim. Os programas atendem as pessoas de forma mais imediata, mais circunstancial. Estão todos estruturados, têm feito bem ao Brasil, ajudando na ascensão das classes sociais. No entanto, precisa mais. E digo isso como crença, não como campanha. Agora, Lula vai ter que mostrar que o Brasil precisa se reindustrializar. Já mostrou que o Brasil se insere no mundo de forma autônoma, altiva, independente. Isso é positivo. E tem mudanças estruturais que exigem mais de 1 mandato. Por isso acredito que a grande mensagem dele vai ser de esperança.”
Para João Paulo Cunha, o PT erra ao focar na judicialização da política ao invés de voltar às ruas para levar as suas bandeiras à sociedade
Poder360: No primeiro mandato, Lula teve aliança com PL, de José de Alencar. Com Dilma, fez uma grande aliança trazendo o MDB. Sempre levou parte do centro. Hoje, o centro não está com o presidente. Qual a dificuldade de atrair o centro?
“Há mais de 1 ano atrás, eu falei que o governo precisava avançar para o centro de forma mais organizada e representar um pouco mais esse centro, essa frente ampla, que foi a frente que o elegeu em 2022. Fui muito criticado na época. Por quê? Porque o PT está muito comprometido com a história de ser um partido de esquerda. É de esquerda, socialista moderno, democrático, luta por uma sociedade igualitária. E continuará sendo assim. Entretanto, para governar o Brasil, você precisa de uma aliança mais ao centro. Era o que precisava fazer. Faltando 7 meses para a eleição, é muito difícil consolidar o centro. Do ponto de vista nacional, quase nenhum tem condições políticas de fechar com o PT. A minha impressão é que eles tendem a liberar as sessões regionais para cada um fazer a aliança que quiser. Mas aliança, nem com Lula, nem com Flávio, que seria característica marcante do centrão. Uma das dificuldades está em compreender o país. Só quem andou, quem conhece, e isso o Lula sabe muito bem, é capaz de entender essa política. A política ainda exige a gente jogar os laços para o centro para fazer um governo que interessa à maioria. Falta um pouco de compreensão do papel que esse centro pode ter no projeto popular e democrático do Brasil.”
Poder360: A aliança com Alckmin foi uma sinalização clara ao centro na campanha, mas não teve sequência no governo?
“Os partidos de centro tiveram participação, mas foram participações limitadas a parcelas da bancada, parcelas de diretórios regionais. Não houve uma política ofensiva nos partidos do centro para tentar fazer um projeto nacional como fizemos em 2002. Trouxemos o PL do José Alencar e fizemos um programa conjunto. E o PL, naquele momento, serviu como uma âncora do Lula e do PT dentro do centro. O Alckmin foi fundamental e continua tendo um papel importante na aliança.”
Poder360: Ele deve continuar na vice em 2026?
“Se não tiver nenhum acidente grave de percurso, a minha impressão é que a tendência é ser o governador Geraldo Alckmin vice-presidente do Lula.”
Poder360: E o ministro Fernando Haddad, qual que deve ser o papel dele?
“Vai ser candidato a governador de São Paulo e, diferentemente do que a maioria das pessoas falam, se a gente fizer um programa bem feito, abrir um diálogo estrutural com o povo do interior, da capital, da grande São Paulo, podemos ganhar. Sou otimista em relação a São Paulo.”
Poder360: O senhor é paulista e conhece bem o Estado. Mas as pesquisas mostram que o governador Tarcísio tem uma avaliação positiva alta e lidera em todos os cenários.
“É, mas ele não tem uma oposição do tamanho que precisa. No processo eleitoral, essas coisas aparecem com mais facilidade. A hora que começar a campanha, as pessoas vão saber. Nós vamos perguntar o que o governador Tarcísio levou para Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Preto, Campinas, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, Grande São Paulo. Tenho impressão que o balanço é negativo. A hora que a gente começar pegar para valer e o nosso ministro Haddad assumir de vez esse papel, acho que podemos surpreender.”
Poder360: Aparenta ser uma brecha na avaliação…
“Pensando na pesquisa presidencial de 4ª feira agora e comparando com 2022, há um paradoxo que a gente precisa estudar melhor. Em 2022, o Lula só ganhou no Nordeste e no Sudeste, mas perdeu no Norte, no Centro-Oeste e no Sul. Nessa pesquisa, Lula ganha no Nordeste, no Sudeste, no Sul e no Norte, só perde no Centro-Oeste. É um paradoxo. Se eu quiser fazer uma leitura positiva, digo o seguinte: essas regiões vão fazer o Lula e o PT crescerem. Sempre tem vários lados. Os dados estão aí para permitir a interpretação. E os bons leitores conseguem fazê-las bem.”
Poder360: O senhor foi deputado até 2014 e depois deixou a política, mas vai voltar em 2026. Por quê?
“Eu tinha meio que abandonado a ideia da vida pública e estava advogando, indo bem, estudando bastante, escrevi 2 livros, e cuido do meu netinho. Mas eu nunca deixei a política, sempre mantive meu interesse.”
Poder360: E sempre foi muito próximo ao presidente Lula.
“Sempre. Aí o presidente Lula pediu e eu resolvi aceitar o desafio de voltar. Mas aceitei porque acho que posso colaborar. A partir de 2027, alguns desafios serão postos ao Brasil e eu gostaria de participar. Talvez seja o meu último mandato. A geopolítica do mundo está mudando rapidamente. E o Brasil tem um papel fundamental. Temos alimento que consegue alimentar nossa população e vender para fora. A segunda coisa é energia. Nós temos uma base energética fantástica que serve para nós e podemos oferecer a outros países. E na área dos minerais, temos abundância. Isso nos permite ter um programa ousado. Temos o desafio de nos reposicionar nessa geopolítica. É um desafio fantástico que quero participar. É o que falei de o próximo governo Lula apresentar um programa para o Brasil de 20, 30 anos. A nossa infraestrutura precisa ser remodelada, fazer o nosso parque industrial voltar com vigor. Não podemos continuar sendo uma nação que vende minério de ferro e compra aço, vende algodão e compra camiseta. Precisamos focar na indústria farmacêutica, na indústria bélica. E o outro desafio é para o PT. A partir de 2031, não terá mais o Lula. E é inegável que o fio que liga o povo brasileiro, os trabalhadores com a esquerda e com o PT, é o Lula. Como nós vamos nos comportar? O PT não é mais o partido de 2000, de 90, de 80. É um partido que vai para a 3ª década do século 21 tendo sido governo em 18 anos dos 26 anos deste século. É o que me estimula.”
Poder360: A política mudou muito desde a sua época, sobretudo pela ascensão das emendas impositivas. É mais fácil ou é mais difícil fazer política nesse cenário?
“Para quem está no mandato, é mais fácil. Você tem emenda, mas as emendas são um problema para o nosso sistema eleitoral, que é presidencialista. Nós temos que dar condições financeiras para o governo fazer aquilo que ele contratou com a população no período eleitoral. As emendas tiram um pedaço disso. Em 2026, nós temos 60 bilhões para pagar em emendas e R$ 80 bilhões de investimento. Está meio fora de ordem. Mas agora que a pasta de dente saiu do tubo, para voltar é difícil. Temos que pensar como faz com as emendas, porque elas também servem para as nossas prefeituras fazerem pequenas obras. Mas o Brasil, como nação única do tamanho que tem, não pode se dar o luxo de uma quantidade pequena de investimento. As emendas são boas, mas terão que ser rediscutidas.”
Poder360: Mas pensando no PT na oposição, como fazer as políticas que entendem corretas sem o orçamento do Executivo?
“Não tem esse aspecto. O deputado não ganha a eleição para cumprir as funções executivas. Não há um programa a ser aplicado. As emendas invariavelmente se encaixam num programa já determinado pelo Executivo. Agora deixa eu falar o contrário para você para nossa reflexão aqui. Suponhamos que o Congresso Nacional resolva falar que o Executivo vai ter que pagar R$ 100 bilhões de emendas. Todo o dinheiro do investimento. O que o governo vai fazer? Estradas, portos, aeroportos, escolas, universidades, institutos federais, e etc. Quem cuida dessas coisas grandes? Quem cuida das fronteiras? Quem vai comprar o barco da Marinha, o avião da Aeronáutica? É alguma emenda? Não é uma coisa fácil de você resolver. Claro que vou ficar feliz com as minhas emendas. E vou usá-las. Mas quero um debate sobre se essas emendas ajudam ou não o Brasil.”
Poder360: No passado, o senhor foi envolvido no escândalo que ficou conhecido como Mensalão. Depois, suas condenações foram anuladas. A justiça foi correta com o senhor?
“Vamos dividir em 2 aspectos. Um é pessoal. Evidente que eu sofri, minha família sofreu, todos nós sofremos. Mas eu fiquei de cabeça erguida o tempo todo. Estava seguro que não tinha feito nada errado. Sempre morei na mesma casa, e eu gosto de onde moro. Escrevi 2 livros que tenho orgulho. Fiz meu curso de graduação, fiz pós-graduação, fiz mestrado, estudei com 60 anos de idade. Foi dolorido, mas serviu para dar um passo adiante. O segundo é político. Evidente que foi um processo político. O que que eu tinha a ver com mensalão? A ideia é você receber para votar com o governo. Eu era presidente da Câmara, do partido do Lula. Já voltaria com o governo. Entrei na mira de alguém e acabei abatido. Mas não guardo rancor ou mágoa. Para mim, passou. Não importa muito você cair, importa se levantar. Eu levantei. E vou pedir voto de cabeça erguida. E quem planta, colhe.”
Poder360: Hoje a oposição critica duramente o STF. DIzem que invade as prerrogativas do Legislativo. Essas críticas são justas?
“Esses dias, falando com o pessoal do PL da minha região, eles começaram a falar do mensalão. Eu falei: ‘Olha que raciocínio seletivo. O Valdemar Costa Neto, presidente do PL, esteve comigo envolvido no mensalão. Mas para ele não serve? Nós também não podemos ter esse raciocínio seletivo? Eu acho que a injustiça praticada contra qualquer pessoa tem que ser combatida. E acho que o Judiciário está s envolvendo demasiadamente com questões de outros Poderes. Mas eu também acho que muitas vezes o Judiciário se envolve não porque ele quer, mas porque é provocado. Os próprios partidos judicializam a política. A minha dissertação de mestrado trata disso. É sobre o uso da ação direta de inconstitucionalidade como prolongamento da disputa política. Nos 2 mandatos do Fernando Henrique Cardoso, quem mais provocou a justiça foi o PT, o PCdo B, o PDT. Aí, quando o presidente Lula tomou posse em 2003, quem mais provocou foi o PSDB e o PFL. É um instrumento de oposição. É o momento da gente tomar um certo cuidado. O Legislativo pega atribuições do Executivo. O Judiciário pega do Legislativo e do Executivo. E o Executivo quer legislar. Precisa de um novo arranjo, um novo pacto republicano.”
Poder360: Limitar quem pode fazer Adin é uma solução?
“Eu tenho simpatia por essa ideia por uma razão super singela. O ministro Nelson Jobim conta uma história que eu acho fantástica. Quando ele era ministro do Supremo, ele conversava com um senador do Rio chamado Jamil Haddad. Numa disputa no Senado, disse: ‘Deixa disputar lá, depois eu entro aqui com um Adin’. Uma matéria é aprovada por 500 votos, aí um partido com 2 deputados entra com Adin. Tem que ter um novo arranjo.”



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