10 de março de 2026
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Luís Estevam defende que município soma mais de 300 anos de história e foi ignorado pela versão oficial

Imagem: Divulgação/Prefeitura

O doutor em Economia pela Unicamp, Luís Estevam, reacendeu um antigo debate sobre qual é o lugar mais antigo de Goiás. Segundo ele, a história oficial do estado ignorou, ao longo de décadas, o protagonismo de um município que, de acordo com seus estudos, soma hoje 304 anos de existência histórica e 167 anos de emancipação política.

Para o economista, trata-se de uma injustiça historiográfica. Ele afirma que o município de Catalão deveria ser reconhecido como o verdadeiro lugar mais antigo de Goiás, com registros de povoamento que remontam ao início do século XVIII. “Nunca aceitaram”, diz ele, ao se referir à resistência em reconhecer oficialmente esse título.

Membro de instituições como o Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e autor de diversos livros e artigos sobre economia, história e política, Luís Estevam disse ao Jornal Opção que Catalão esteve à margem da narrativa tradicional sobre a formação do estado. Enquanto a maioria das cidades goianas surgiu impulsionada pela corrida do ouro, o município trilhou outro caminho, voltado à agropecuária, ao comércio e ao desenvolvimento industrial.

Outro ponto destacado pelo pesquisador é que Catalão nunca mudou de nome, diferentemente de outras cidades históricas. O local evoluiu de Sítio do Catalão para Arraial, depois Vila e, por fim, Cidade de Catalão.

Foto: Reprodução/ Youtube

“Capital econômica de Goiás”

De acordo com Luís Estevam, no início do século XX, Catalão foi reconhecida como a “Atenas de Goiás”, por abrigar alguns dos maiores intelectuais do estado. Já na primeira metade do século passado, destacou-se como capital econômica de Goiás, reunindo o comércio, a indústria e a agropecuária mais avançados da época.

Para o economista, esse protagonismo também foi pouco reconhecido. Ele afirma que o eixo de desenvolvimento que posteriormente consolidou cidades como Goiânia e Anápolis contou com a participação de imigrantes e empreendedores que passaram por Catalão.

Cruz do Anhanguera e disputa histórica

Um dos episódios mais simbólicos mencionados por Luís Estevam ao Jornal Opção envolve a chamada Cruz do Anhanguera, considerada marco da criação do estado. Segundo ele, o monumento teria sido retirado de Catalão e levado para outro município, reforçando a tese de que o reconhecimento histórico foi deslocado ao longo do tempo. “Nunca aceitaram que Catalão fosse o lugar mais antigo de Goiás”, afirma.

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Fazenda onde a Cruz do Anhanguera foi encontrada | Foto: Divulgação

Outro fato citado é a disputa eleitoral de 1954, quando um candidato ligado ao município venceu as eleições para governador, mas acabou impedido de assumir após fraude posteriormente reconhecida pelo então Tribunal Superior Eleitoral.

Identidade própria

Para Luís Estevam, a história de Catalão é marcada por independência e protagonismo. Como cidade de fronteira, formou uma identidade própria, sem copiar modelos externos ou se submeter a centros políticos tradicionais do estado.

Hoje, ao completar 304 anos de existência, o município segue no centro do debate sobre a formação histórica de Goiás.

Foto: SDnews

Autor Fabricio Moretti


Sabino não indicou que a programação do evento será cancelada ou esvaziada; a conferência termina na 6ª feira (21.nov)

O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou nesta 5ª feira (20.nov.2025) em entrevista a jornalistas que o incêndio que atingiu a Zona Azul da COP30, em Belém, “poderia acontecer em qualquer lugar do planeta Terra”.

O incêndio começou por volta das 14h de 5ª feira (20.nov), provocando correria e a rápida evacuação de quem estava no local. As equipes de segurança atuaram isolando a área onde funcionam os pavilhões dos países. 

“Pode ter sido um celular pegando fogo ou um curto-circuito”, declarou o ministro. Sabino minimizou o incidente, dizendo que isso não compromete o evento, e que a segurança atuou prontamente para conter a situação.

O ministro não indicou que a programação será cancelada ou esvaziada nos últimos dias da conferência. A COP30 termina na 6ª feira (21.nov.2025).

Gravações mostraram participantes e autoridades deixando os pavilhões às pressas, enquanto uma grande quantidade de fumaça se espalhava pelo local. Os vídeos viralizaram, mostrando o clima de apreensão entre os presentes.

Assista:

As forças de segurança montaram cordão de isolamento e mantiveram o acesso restrito ao local do incêndio durante a resposta das equipes de emergência.

Por volta das 14h30, o incêndio estava sob controle, segundo veículos de imprensa regionais. Um levantamento preliminar diz que não houve danos estruturais graves, mas peritos e gerentes de operação acompanham os desdobramentos. As causas exatas ainda são apuradas por técnicos da organização e pelo Corpo de Bombeiros.

A organização da COP30 divulgou uma nota sobre o incêndio em inglês.

Versão traduzida:

“Comunicado à Imprensa

“Hoje, houve um incêndio na Zona Azul da COP30 em Belém. O Corpo de Bombeiros e os agentes de segurança da ONU responderam prontamente e o fogo foi controlado em aproximadamente seis minutos. As pessoas foram evacuadas em segurança.

“Treze pessoas foram atendidas no local por inalação de fumaça. O estado de saúde delas está sendo monitorado.

“Por precaução, o governo brasileiro e a UNFCCC decidiram, em conjunto, fechar temporariamente a Zona Azul enquanto o Corpo de Bombeiros realiza uma avaliação de segurança completa.

“Os delegados devem aguardar um novo comunicado oficial, que será divulgado às 20h de hoje [desta 5ª feira (20.nov.2025)], assim que o local for avaliado e considerado totalmente seguro.

“Agradecemos a cooperação e a compreensão de todos os participantes, pois priorizamos a segurança de todos os envolvidos.

“Informamos que a Zona Verde permanece aberta e as atividades continuam conforme programado.”

Eis a íntegra original:

“Media Statement

“Earlier today, a fire broke out in the Blue Zone of the COP30 venue in Belém. The fire department and UN security officers responded swiftly, and the fire was controlled in approximately six minutes. People were evacuated safely.

“Thirteen individuals were treated on site for smoke inhalation. Their condition is being monitored, and appropriate medical support has been provided.

“As a precaution, the Brazilian Government and the UNFCCC have jointly decided to temporarily close the Blue Zone while the fire department carries out a comprehensive safety assessment.

“Delegates are requested to await further official communication, which will be issued at 8:00 PM this evening, once the venue has been thoroughly evaluated and deemed fully safe.

“We appreciate the cooperation and understanding of all participants as we prioritize the safety of everyone involved.

“Please note that the Green Zone remains open and activities continue as scheduled.”



Autor Poder360 ·


Mecânico preso por engano no lugar de homem morto é detido pela 2ª vez após erro judicial

O mecânico André Bernardo Rufino Pereira foi preso injustamente pela segunda vez no lugar de um criminoso morto. Anos antes, os documentos do mecânico foram roubados e usados pelo homem no Maranhão (entenda ao longo da reportagem). A defesa de André informou que ele foi detido por conta de um erro da Justiça do Maranhão. Um vídeo mostra o momento da prisão, que aconteceu enquanto ele trabalhava em Goiânia (assista acima).

“Ele já foi inocentado, tô achando até estranho isso aí. De novo? Na época tinha até uma divergência […] Cara tinha tatuagem ”, argumentou Carlos Eduardo, chefe de André na oficina.

“Bem diferente de mim”, completou André.

“Você tem que ver no Judiciário”, respondeu o policial que cumpria o mandado.

O g1 questionou sobre a prisão ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), por e-mail nesta sexta-feira (24), mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Segundo o advogado de defesa Humberto Vasconcelos Faustino, André foi preso na quinta-feira (23) por meio de um mandado de prisão igual ao que havia sido cumprido incorretamente em 2022. A Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP) confirmou que foi emitido o alvará de soltura do mecânico. Ele foi solto após 12 horas. Da primeira vez, em 2022, foram 18 dias na prisão.

“Dessa vez a gente conseguiu demonstrar ao Tribunal de Justiça do Maranhão que esse mandado de prisão tinha sido cumprido outra vez e, segundo a servidora que me atendeu, ela reconheceu que tava em duplicidade”, informou a defesa de André.

Mecânico André Bernardo Rufino Pereira foi preso injustamente pela segunda vez no lugar de um homem morto — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Rômulo Sobral da Costa, morto em 2016, usou documentos do mecânico André Bernardo de Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O vídeo divulgado no início desta reportagem mostra André sendo revistado e colocado na viatura. Emocionado, o chefe do mecânico lamentou a prisão.

“Aparecia viatura aqui na frente e a gente já ficava afetado por causa do trauma e aí acontece de novo, nem sei como vai ficar a cabeça dele. Muito ruim. É uma pessoa trabalhadora, convive com a gente, pra mim é tipo um filho”, desabafou.

Erro na justiça leva inocente para cadeia pela segunda vez

A família de André contou que em 2012 ele teve os documentos roubados em um assalto e chegou a registrar um boletim de ocorrências. Porém, a identidade dele teria sido usada por Rômulo Sobral.

Durante a prisão, Rômulo apresentou o documento de André, mas com a foto de outra pessoa. Segundo a polícia, o suspeito acabou fugindo da cadeia e um mandado de prisão foi expedido pela Justiça maranhense com os dados pessoais do mecânico goiano.

“Achei uma injustiça muito grande. Eu saí para trabalhar e 9h ele me ligou dizendo que estava sendo preso e era para arrumar um advogado para ele. Eu fiquei desesperada, comecei a chorar, não sabia o que fazer, porque a gente sempre trabalhou certinho”, disse Lúcia Aparecida Leite, esposa de André.

Na época, o irmão de André, Antônio Bernardo, ficou revoltado com a situação. “Meu irmão [ficou] preso lá por causa de vagabundo que falsificou o documento dele. Ele [ficou] pagando por algo que não fez, [ficou] no lugar errado. Eu, como irmão, preferia estar no lugar dele e ele solto”, disse.

André Bernardo Rufino Pereira, preso por engano após ter documentos roubado, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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Concurso em Nazário é suspenso

Um concurso público de Nazário, no oeste goiano, foi suspenso após o secretário responsável pela organização ser aprovado em 1º lugar em um dos cargos. A juíza Ana Tereza Waldemar da Silva decidiu pela suspensão em caráter de urgência por ser “evidente a suspeita de graves irregularidades”.

Em nota, a Prefeitura de Nazário informou que não foi intimada sobre a decisão da Justiça. No documento, a Comissão Organizadora do Certame afirmou que “todos os atos do concurso foram pautados nos princípios da legalidade, moralidade, publicidade e transparência” (leia nota completa no fim da reportagem).

Segundo a decisão da Justiça obtida pela TV Anhanguera, a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) descreveu que Elvis Denes Ferreira, secretário de administração da cidade, foi responsável pelo fechamento do contrato com a banca organizadora do concurso, o Instituto de Tecnologia e Educação (ITEC).

O g1 não localizou a defesa de Elvis Denes Ferreira até a última atualização desta reportagem.

O g1 pediu um posicionamento ao Instituto de Tecnologia e Educação por e-mail e mensagem nesta sexta-feira (10) às 9h17, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Concurso público é suspenso após secretário responsável pela organização ser aprovado em 1º lugar em Nazário — Foto: Montagem/g1

As provas para o preenchimento de vagas no quadro de cargos efetivos do Poder Executivo de Nazário foram aplicadas no dia 14 de janeiro deste ano e, no dia 30 do mesmo mês, foi publicado o resultado preliminar da prova objetiva. Ainda não houve a respectiva homologação.

Elvis Denes foi aprovado em 1º lugar para o cargo de escriturário, com salário de R$ 1.653,32. No total, eram 2 vagas para contratação e 12 para cadastro reserva. O secretário fez 88 pontos no concurso, sendo 100 a pontuação máxima.

Prefeitura de Nazário, Goiás — Foto: Reprodução/Prefeitura de Nazário

Segundo a ação do MP-GO detalhada na decisão, o fato “causou surpresa aos candidatos e resultou em inúmeras denúncias perante o órgão ministerial”.

A ação pediu a anulação do concurso. No entanto, a juíza decidiu por suspendê-lo para evitar prejuízos ao município e aos candidatos.

O pedido foi feito em caráter de urgência porque, segundo a juíza, “o risco que a homologação do resultado do certame pode causar no que tange ao patrimônio público e aos candidatos possivelmente prejudicados”.

Prefeitura de Nazário — Foto: Reprodução/Prefeitura de Nazário

Nota Prefeitura de Nazário

A Prefeitura Municipal de Nazário-Goiás, vem por meio desta, informar que não foi intimada acerca de quaisquer liminares, ou fatos noticiados nasmídias sociais sobre a DETERMINAÇÃO PARA SUSPENSÃO DO CONCURSO PÚBLICO referente ao Edital nº 001/2023.

Destarte, a Comissão Organizadora do Certame afirma que todos os atos do concurso foram pautados nos Princípios da Legalidade, Moralidade, Publicidade e principalmente da TRANSPARÊNCIA!

A Comissão Especial do Certame da Prefeitura Municipal de Nazário fica à disposição de qualquer interessado, para sanar dúvidas, apresentar informações e esclarecimentos sobre o Concurso Público.

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