Governo holandês tomou o controle da fabricante de chips Nexperia das mãos de companhia chinesa no final do ano passado
A sede holandesa da Nexperia desativou as contas corporativas de todos os seus funcionários na China, interrompendo partes dos processos de produção da subsidiária local e intensificando uma disputa em andamento sobre o controle corporativo.
A Nexperia Semiconductor (China) informou em carta aos clientes na 6ª feira (6.mar.2026) que sua controladora, a Nexperia B.V., desativou as contas de todos os funcionários na China às 19h02 de 3ª feira (3.mar). A medida bloqueou o acesso a sistemas de trabalho essenciais, incluindo o Office 365 e o SAP.
De acordo com a unidade chinesa, o bloqueio do sistema interrompeu novos processos de produção. Os pedidos que já estavam em produção não foram afetados. A empresa afirmou ter acionado planos de contingência e que a maioria das operações foi retomada, garantindo a produção básica.
A medida representa a mais recente escalada em uma batalha de meses pelo controle da Nexperia, empresa pertencente à chinesa Wingtech Technology. A disputa coloca a Wingtech contra a administração europeia da Nexperia e foi atingida pela rivalidade tecnológica entre Estados Unidos e China e pelas preocupações de segurança nacional holandesas, desencadeando um complexo impasse jurídico e geopolítico que fragmentou as operações globais da empresa.
Uma fonte interna da Nexperia disse à Caixin que a sede holandesa já havia cortado o acesso ao sistema para alguns funcionários chineses em outubro de 2025, forçando a realização de certas tarefas manualmente.
A ação mais recente é muito mais abrangente, afetando todos os funcionários na China e agora interrompendo o planejamento da produção nas linhas de montagem e teste.
Uma fonte do setor disse à Caixin que a opção mais viável para a Nexperia China seria substituir o software estrangeiro por alternativas nacionais, embora a transição leve tempo.
Com sede na Holanda, a Nexperia era anteriormente a divisão de produtos padrão da NXP Semiconductors N.V. Ela fornece componentes para clientes como as montadoras Volkswagen e BMW, além de marcas de eletrônicos como Huawei, Apple e Samsung.
Antes da disputa, a Nexperia empregava cerca de 12.500 pessoas globalmente e gerava aproximadamente US$ 2,1 bilhões em receita anual.
A Wingtech adquiriu 100% da Nexperia em uma série de transações entre 2018 e 2020 por 33,8 bilhões de yuans (US$ 4,9 bilhões).
O conflito eclodiu depois que o governo dos EUA incluiu a Wingtech em sua Lista de Entidades em 2 de dezembro de 2024.
Em 29 de setembro de 2025, o Departamento de Comércio dos EUA emitiu uma norma estabelecendo que qualquer empresa com pelo menos 50% de participação de uma empresa listada na lista de entidades estaria sujeita às mesmas restrições de exportação, o que implica diretamente a Nexperia.
Um dia depois, o Ministério de Assuntos Econômicos da Holanda ordenou o congelamento dos ativos, da propriedade intelectual e das operações da Nexperia. Em 1º de outubro de 2025, a administração europeia da Nexperia entrou com um pedido judicial na Holanda solicitando uma investigação e medidas cautelares, o que efetivamente retirou o controle da Wingtech sobre sua subsidiária.
Em resposta, o Ministério do Comércio da China anunciou controles de exportação sobre certos produtos da Nexperia China em 4 de outubro. Mais tarde naquele mês, depois da sede holandesa da Nexperia supostamente ter parado de pagar os funcionários chineses, a Wingtech e a Nexperia China assumiram o controle direto das fábricas locais e declararam que não seguiriam mais as instruções da matriz.
Conversas diplomáticas no final de 2025 levaram os EUA a suspender sua regra de participação de 50% e fizeram com que o governo holandês suspendesse sua ordem ministerial. No entanto, as medidas cautelares do tribunal holandês permaneceram em vigor.
Em fevereiro, a Câmara Empresarial da Holanda decidiu iniciar uma investigação formal sobre a Nexperia, estendendo as restrições ao controle da Wingtech por tempo indeterminado.
Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 6.mar.2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.
CEMDP, extinta em 2022, voltou por decisão judicial; famílias ainda buscam respostas sobre a Guerrilha do Araguaia
Apenas por ordem judicial e sob pena de multa, o governo federal reinstalou a CEMDP (Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos), extinta em dezembro de 2022 durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em abril de 2024, o Ministério da Justiça ratificou o parecer favorável à reinstalação da comissão e encaminhou o documento ao MDH (Ministério dos Direitos Humanos). Em 4 de julho daquele ano, o governo Lula (PT) promoveu o ato formal de recriação do colegiado, que realizou sua primeira reunião em 30 de agosto para discutir propostas de retomada das buscas e de análise de indenizações a familiares.
O MPF (Ministério Público Federal) reforçou a cobrança para que o plano de trabalho da comissão fosse executado, apontando falhas como ausência de recursos, fragilidade no cronograma e falta de indicadores e mecanismos de monitoramento.
A Justiça Federal do Distrito Federal indicou que autoridades responsáveis pela interrupção da comissão podem ser investigadas, e o juiz do caso deve apresentar decisão em breve. As informações são do UOL.
Entre as atribuições da comissão estão mobilizar esforços para localizar vítimas da ditadura militar e emitir pareceres sobre pedidos de reparação. A criação da CEMDP está ligada a uma ação movida em 1982 por 22 familiares de desaparecidos políticos da Guerrilha do Araguaia, que há mais de 4 décadas cobram o direito ao sepultamento e à certidão de óbito. Atualmente, 32 familiares ainda aguardam respostas. O processo já acumula 185 volumes e 45,6 mil páginas, digitalizadas em 2020.
Ao longo dos anos, foram feitas expedições para tentar encontrar restos mortais de guerrilheiros, mas apenas 2 corpos foram identificados. A maior parte das famílias continua sem respostas, e a retomada das buscas segue como prioridade para o colegiado, que é vinculado ao MDH.
Em março de 2025, dez centrais sindicais divulgaram uma nota pedindo o fortalecimento da comissão e a ampliação do orçamento destinado às suas atividades. A categoria diz considerar “fundamental” que o governo abrace a causa das famílias que perderam entes durante a ditadura militar.
Governo contesta decisão do Tribunal de Comércio dos EUA, que considerou ilegais tarifas “recíprocas” propostas pela administração
A administração do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), entrou com recurso na 4ª feira (28.mai.2025) contra a decisão do Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos (TCI), que impediu a implementação das tarifas sobre importações. Segundo a Reuters, o recurso de Trump foi apresentado minutos depois do anúncio do bloqueio.
O governo dos EUA formalizou o apelo depois da decisão judicial que bloqueou as medidas tarifárias. O veredito representa um revés para os planos da atual administração americana em matéria de política comercial.
“É notificado que os réus recorrem ao Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito Federal contra a opinião e sentença final do Tribunal de 28 de maio de 2025”, diz o documento judicial apresentado pelo governo norte-americano.
A contestação judicial, que resultou no bloqueio das tarifas, foi apresentada por estados governados por democratas e por um grupo de pequenas empresas americanas. Estes questionaram a legalidade das medidas propostas pela administração Trump. O argumento foi acolhido pelo tribunal de primeira instância.
O TCI, localizado em Manhattan, Nova York, analisou o caso por meio de um painel composto por 3 juízes. A decisão judicial baseou-se na avaliação de que o presidente Trump teria invocado indevidamente uma lei de emergência para justificar a imposição das tarifas comerciais. O tribunal concedeu uma liminar permanente que suspende as tarifas globais antes da formalização de “acordos” com a maioria dos parceiros comerciais.
Com o recurso apresentado, o caso seguirá para análise no Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito Federal, conforme indicado no documento judicial citado. A decisão deste tribunal determinará se as tarifas poderão ser implementadas.
O texto teve 86 votos a favor e 41 contra; propõe eleição de juízes, redução do número de magistrados e mandato mais curto
O Senado do México aprovou na madrugada desta 4ª feira (11.set.2024) a proposta de reforma do sistema judicial no país, apresentada pelo presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador (Morena, esquerda). O texto recebeu 86 votos a favor e 41 contra. Havia sido aprovado na Câmara em 4 de setembro. Agora, segue para análise e eventual aprovação das legislaturas estaduais.
A votação na Casa Alta foi marcada pela invasão de centenas de manifestantes na sede do órgão legislativo na Cidade do México, capital do país. “Senhor senador, detenha o ditador”, gritaram os manifestantes.
O grupo, formado por funcionários do judiciário em greve e estudantes universitários, ficou dentro do prédio do Senado e nos arredores. Houve relatos de episódios de violência e repressão policial nas redes sociais.
Veja imagens:
A reforma representa uma vitória de López Obrador e um dos últimos atos relevantes do presidente mexicano antes de ele deixar o cargo em 1º de outubro, quando terminará seu mandato de 6 anos. Ele será substituído por sua aliada Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), eleita nas eleições de 2 de junho.
JUDICIÁRIO DO MÉXICO
A reforma do Judiciário do México propõe que os juízes, incluindo os da Suprema Corte, se candidatem a eleições decididas pelo voto popular. O texto também reduz o número de juízes da Corte de 11 para 9 e o tempo de mandato de 15 para 12 anos.
A proposta levou a discussões e protestos por parte dos trabalhadores do Judiciário, em especial dos juízes da Suprema Corte do país, que entraram em greve.
Opositores e críticos afirmam que a eleição de juízes deixará as decisões do tribunal mais suscetíveis à vontade de indivíduos com muita influência nas votações. Também temem que as mudanças ameacem o estado de direito e prejudique a economia mexicana ao afastar investimentos estrangeiros, principalmente os EUA.
Na semana passada, a Câmara dos Deputados do México aprovou a reforma por 357 a 130 votos. A sessão também contou com protesto de funcionários do Judiciário, que bloquearam a entrada do local. A votação atrasou 6 horas para começar. Foi realizada em um ginásio esportivo e durou mais de 12 horas.
Segundo do Senado mexicano, o processo de renovação do judiciário deve ser concluído até 2027.
Polêmica: sai decisão judicial sobre concurso Polícia Militar de Goiás de 2012
Lidiane 18 de julho de 2024
A Justiça de Goiás colocou um ponto final na discussão sobre a nomeação dos candidatos aprovados em cadastro de reserva no concurso da Polícia Militar, realizado em 2012. A decisão recente do tribunal estadual esclarece que o governo do estado não possui mais a obrigação de nomear os aprovados, pois o concurso expirou em 2015, resolveu uma incerteza que perdurava há anos.
Apesar da situação, um novo concurso aconteceu em 2022, demonstrando o continuado esforço para reforçar as fileiras da Polícia Militar do Estado de Goiás. Esta decisão surge como um desfecho sobre a efetiva obrigação de nomear os 1,6 mil aprovados no cadastro de reserva do certame anterior.
O que diz a decisão judicial sobre o concurso?
A resolução, confirmada no dia 5 de julho em uma sessão presidida pela desembargadora Elizabeth Maria da Silva, reforçou que, por ter expirado em novembro de 2015, o concurso de 2012 não possuía mais validade para novas nomeações. Esta decisão tomada reflete uma compreensão detalhada das normas que regulam os concursos públicos e suas consequências aos candidatos.
Impacto da decisão para a Polícia Militar de Goiás e os candidatos
Para a instituição, essa definição legal permite organizar melhor seus recursos humanos, sem pendências ou questões judiciais que possam empecilhar o processo. Por outro lado, os candidatos que aguardavam uma possível nomeação enfrentam a realidade de que suas expectativas não serão atendidas, com base neste certame específico.
Como isso afeta futuros concursos públicos?
Este caso mostra a importância de uma comunicação clara nos editais de concursos sobre a validade e as condições de nomeação, especialmente para os aprovados em listas de cadastro de reserva. Também destaca a importância de manter-se atualizado sobre os desdobramentos jurídicos relacionados ao concurso público para o qual se está concorrendo.
- Apresentação de novas vagas: As novas vagas anunciadas devem seguir rigorosamente o estipulado nos editais, inclusive quanto à validade do processo seletivo.
- Expectativas dos candidatos: Candidatos devem acompanhar as notificações e possíveis mudanças nas regras do concurso para evitar mal-entendidos ou falsas expectativas.
- Legislação: É crucial entender as leis que regem os processos seletivos para cargos públicos, especialmente no que tange a validade e efetividade das listas de cadastro de reserva.
As decisões sobre a nomeação de candidatos e validade de conferências se seguem de acordo com os preceitos legais. Enquanto aguardamos novos desenvolvimentos ou futuros concursos, é essencial que candidatos e as instituições envolvidas mantenham aberto o diálogo e o entendimento mútuo.



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